quinta-feira, 26 de março de 2015

Contentores

Contentores

A carga pronta e metida nos contentores... adeus ó meus amores que me vouuu... para outro mundo... é uma escolha que se faz... o passado foi lá atrás...

A carga pronta e metida nos contentores... adeus ó meus amores que me vou... para outro mundo... não voa nada mal isto onde vouuu... no espaço fundo... rugem baixinho os motores... e numa força invisível... deixo a cidade natal... não vou nada mal...


quarta-feira, 25 de março de 2015

Desejo


"E agora que terminaram as minhas reuniões ..."
Desejo
 
E agora que terminaram as minhas reuniões, só hoje já cá cantam quatro! ... fazer a mala... eheheh... sem rissóis, sem bacalhau, sem enchidos!... abrir as asas... e partir.

Eu também quero partir.
 
Nota - Post quase inteiramente surripiado à Rosa Maria Fonseca.

terça-feira, 24 de março de 2015

Novas da Barbárie à Solta

Novas da Barbárie à Solta

Sem mais comentários.

Estados Unidos vão voltar a ter pelotões de fuzilamento

A Palavra a Luís Costa



A Palavra a Luís Costa

Não é chuto, é transição responsável!

Corria o ano letivo de 1979/80 ― o meu primeiro nestas andanças do ensino ― quando ouvi falar, pela primeira vez, do "fim das reprovações". Foi em Montalegre. Um delegado do Ministério da Educação, que andava, de escola em escola, em "missão diplomática", foi lá sugerir-nos que abríssemos mão do "tradicional" rigor, pois, segundo ele, pelo caminho que as taxas de reprovação levavam, um dia o Estado deixaria de ter dinheiro para pagar tal despesa, e poderia mesmo ter de tomar medida radical enunciada. Fez-se-me luz! Desde então que eu sei quanto a casa gasta.

Vem isto a propósito da prometida crónica dedicada às declarações públicas de David Justino sobre esta problemática. Pelos vistos, são oportunas, pois o Estado parece ter chegado ao "fim do dinheiro". Todavia, há um ligeiro desvio no objeto da reflexão: afinal, ao contrário de Paula Teixeira da Cruz, que debita, a título pessoal, ideias sobre o seu pelouro, as afirmações do Presidente do CNE decalcam, na forma e na substância, o texto da "Recomendação", de fevereiro passado (que Mário Nogueira, em declaração de voto, diz ter votado "sem quaisquer restrições").

Nunca tinha lido uma publicação desta índole (sim, confesso a minha ignorância). Certamente devido a isso, estava à espera de algo muito mais desenvolvido, mais fundamentado e mais profundo. Fiquei surpreendido com a simplicidade (logo eu, que tanto a aprecio). Contudo, foi acre a leitura. Devo ter-me tornado um resistente incurável, um veterano desconfiado de tudo e de todos. Estes anos de constante vigília, de "armapena" sempre em punho, devem ter feito de mim um lobo, pois já quase nada me parece confiável. Só os meus olhos, só os meus ouvidos, só o meu instinto… Lamento dizê-lo, mas, nesse documento… só farejei demagogia, engodo para ingénuos e populismo quanto baste: é a genuína solidariedade com os jovens mais pobres e com os provenientes do estrangeiro; é a sincera preocupação com os comportamentos indisciplinados que a retenção potencia; é a brilhante ideia de que a "transição responsável" (não é administrativa, portanto) traz maior exigência ao processo; é a cenoura-miragem da flexibilização do currículo; é a "eduquesa" desvalorização da "nota"; é a redonda tecla (encravada) da mobilização e capacitação dos professores; é a dramática e coruscante conceção dos professores como principais atores do sistema educativo (de cinema mudo, digo eu); é a sempiterna ideia de comprometer os alunos e as famílias (tão parecido, em corpo e alma, com as atas de conselho de turma); são os miraculosos "programas contextualizados de combate ao insucesso e de melhoria das condições de ensino e aprendizagem"; é a epifania da eliminação da obrigatoriedade de afixação pública das pautas de avaliação… Um nunca-acabar de pérolas de iluminismo histórico, social e pedagógico. Seria tão bom, se fosse verdade! Infelizmente, os meus olhos selvagens apenas divisam dois nítidos propósitos nesse documento: estender uma passadeira vermelha à Senhora Municipalização e acabar com esse desperdício de verbas gastas com a retenção. O resto é, para mim, mera "conversa".

A leitura das dezoito páginas da "Recomendação" causou-me asia, sobretudo o ideário destinado a diabolizar a retenção, exacerbando os traumas e o estigma por ela provocados. Para mim, como para muitos dos meus colegas ―"atores principais" que nada percebem disto e cuja opinião nunca conta para nada ― era perfeitamente previsível o aumento das taxas de retenção (e não falemos do insucesso real, porque então…). A partir do momento em se começou a desautorizar os professores, a concentrar neles toda a responsabilidade de tudo o que de mal acontece nas escolas e a "castigá-los", com reuniões em série e torres de papelada justificativa, sempre que têm de exercer a disciplina ou atribuir um nível negativo a um aluno; a partir do momento em que as faltas dos alunos passaram a contar apenas para o aumento do trabalho administrativo dos diretores de turma; a partir do momento em que a indisciplina começou a ser maquilhada; a partir do momento em que os alunos perceberam que pouco precisam de fazer para passar de ano… ficou tudo dito. E como não estamos na Finlândia, nem na Suécia nem na Austrália (estamos em Portugal, o país onde muiiiiiiiitos encarregados não obrigam os filhos a frequentar os apoios educativos, ignoram os recados enviados na caderneta e vão mais depressa à escola para recuperar o telemóvel do filho, para se queixarem dos professores ou para os agredirem do que para saberem o que os educandos andam a fazer), era de esperar que os catraios passassem a adotar um estilo
négligé, deixando na espreguiçadeira as verdadeiras capacidades do seu cérebro. Quando se baixa a fasquia (qualquer educador sabe isto) os jovens baixam imediatamente o interesse, o empenho e até o respeito. É, infelizmente, o que tem acontecido nos últimos anos. É, infelizmente, o que vai continuar a acontecer (como bola de neve montanha abaixo), na prossecução deste caminho. Contudo, keep calm, porque a dita "transição responsável" não vai deixar que se note, assim à vista desarmada!

Não há nenhum professor que não deseje o sucesso pleno dos seus alunos. Mas o sucesso real. Temo ― toda a minha experiência de ensino me grita isso ― que o fim da retenção (como casa bem com a não afixação das notas!) traga o fim das expectativas escolares dos mais desfavorecidos. Como diz o texto do CNE (e como também diria Jacques de la Palice), são eles que dão corpo a essas taxas. Porém, será muito mais severa, para eles, a dita "transição responsável". Sabemos bem o que vai e o que não vai acontecer. É medonho! Só David Justino parece não saber (ou não querer saber). Não desejo ser professor nesse contexto (nenhum membro do CNE desejaria). Rejeito, em absoluto, esse vindouro papel de "principal ator" (de farsa, de comédia burlesca, de drama ou de tragédia).
Não quero que os espetadores me cuspam na cara!
Luís Costa

Educação - Promessas Eleitorais

Educação - Promessas Eleitorais

Bem precisamos de ver esta promessa cumprida por quem quer que venha aí! E que não será Crato. Não vejo a hora... de apanhar mais cacos...

Costa promete estabilizar a vida nas escolas

Reencontro com a História - Atenas

Reencontro com a História - Atenas

Sim, Tsipras, nem todos os portugueses são Coelhos. Sim, Varoufakis, nem todas as portuguesas são Albuquerques...

Um dia destes, Αθήνα, aqui vamos nós...

segunda-feira, 23 de março de 2015

SPN - Greve à PACC - Esclarecimentos

 
SPN - Greve à PACC - Esclarecimentos

"O MEC está isolado nesta sua afronta à profissão, mas agendou a realização das provas da componente específica para os próximos dias 25, 26 e 27.
Com uma ação pendente no Tribunal Constitucional, o MEC vai, de novo, perturbar, o normal desenvolvimento das avaliações do final do 2.º período em algumas escolas.
Volta a sobrecarregar docentes com mais estas tarefas sem justificação válida.
Está nas nossas mãos darmos mais um golpe a uma prova que, além de ferir preceitos legais e constitucionais, é uma humilhação que não pode deixar qualquer docente indiferente!
É urgente travar a PACC, quer pelo que ela representa, já hoje, como instrumento para afastar artificialmente milhares de colegas da profissão, quer pela ameaça que a sua consolidação abriria para a generalidade dos professores e educadores, incluindo os dos quadros.
INFORMAÇÃO SOBRE A ADESÃO À GREVE
O pré-aviso emitido por ASPL, FENPROF, SEPLEU, SINAPE, SIPE, SIPPEB e SPLIU visa, exclusivamente, o serviço relacionado com a aplicação da PACC.
É cada professor que decide o momento em que adere.
É ilegal qualquer pedido de informação prévio relativo à adesão à greve.
Assim sendo, o professor pode/deve entrar em greve apenas a partir do momento em que seja efetivamente chamado a realizar a tarefa para a qual foi convocado, por exemplo, a de vigilância.
O facto de constar de uma lista de convocados não obriga a aderir, desde logo, à greve: a indicação para a realização da tarefa será o momento a partir do qual deve entrar em greve. A assinatura prévia a esse momento, por exemplo, de uma lista de presenças para eventual distribuição de serviço de vigilância, não limita o direito à greve!
SOBRE OS DESCONTOS A EFETUAR NO SALÁRIO
A greve a um serviço que corresponde, neste caso, ao tempo de duração das chamadas das componentes específicas – 90, 120 ou 150 minutos, consoante os casos – não pode determinar o desconto de um dia inteiro de vencimento.
O desconto de salário por motivo de greve deverá ser proporcional à duração da tarefa em causa, respetivamente duas ou três horas, calculado com base no artigo 61.º do Estatuto da Carreira Docente.
SOBRE A ORGANIZAÇÃO DA LUTA
À obstinação do MEC em sujeitar a profissão a um intolerável e perigoso vexame, os professores e educadores devem responder com um inequívoco gesto de dignidade profissional. Ao mesmo tempo, os docentes contribuem para que a PACC continue a ser desgastada, avizinhando-se, assim, o tempo em que seja erradicada de vez.
Colaborar com o MEC na aplicação desta prova não defende os legítimos interesses dos colegas submetidos a ela. A PACC serve ao MEC, precisamente, para excluir muitos deles, não obstante serem professores e educadores profissionalizados de acordo com as regras que permitem a acreditação e financiamento dos cursos que completaram. A PACC serve, ainda, ao MEC, como já se viu, para encetar campanhas de desvalorização dos profissionais docentes.
As Organizações Sindicais apelam aos professores e educadores para que discutam entre si o importante momento de luta que se avizinha e para que encontrem formas de organização interna que promovam o sucesso da greve nos próximos dias 25, 26 e 27.
Para qualquer esclarecimento,contacta o SPN."
 
Pode ainda complementar a sua informação sobre esta matéria cclicando no link abaixo partilhado:
 

Greve à PACC



Greve à PACC

Espero que seja um êxito. Espero que estas PACC não se concretizem. Espero que o boicote funcione pelo menos por parte dos professores vigilantes já que, para eles, a perda será só e apenas monetária. Ora, o que é isso se colocado num dos pratos da balança contra a humilhação e o espezinhamento de toda uma classe no outro prato?

Afeganistão - A Rebelião das Mulheres que Quebram Tradições

Afeganistão - A Rebelião das Mulheres que Quebram Tradições

A história é atroz. Farkhunda foi acusada de queimar o Corão. E foi assassinada de forma bárbara por uma horda de homens muito deprimentemente machos e muito deprimentemente trogloditas.

Que desgraça nascer mulher numa terra que guarda tradições deste calibre como se fosse coisa aceitável...

Mulheres afegãs carregam caixão de Farkhunda e quebram a tradição

O País do Burro de Carga

 
O País do Burro de Carga

O curioso é saber que há gente a aplaudir, entusiasticamente, as palavras da ministra Maria Luís Albuquerque. Pobres portugueses pedintes, rotos rotinhos... mas orgulhosamente de cofres cheiinhos! E se os cofres estão cheiinhos à conta de uma dívida que não foi minimamente estancada e que, pelo contrário!, foi ampliada e que está a ser paga à conta da pobreza que alastra entre os portugueses... que importa isso na hora de lançar umas atoardas ao vento? Por certo ninguém se lembrará dos pobres, dos desempregados, dos desprotegidos, dos indigentes...

É caso para dizer... fantástico, pá! Foi obra!

País tem "cofres cheios" para satisfazer compromissos, diz ministra das Finanças

Dívida pública ultrapassa 231 mil milhões de euros

sexta-feira, 20 de março de 2015

Convite



Convite

Considerem-se todos convidados.

A Palavra a Maria Luís Albuquerque

 
A Palavra a Maria Luís Albuquerque

Desde que este governo chegou ao poder legislou forte e feio no sentido de desvalorizar o valor do trabalho e, para isso, decretou cortes nos salários, congelamentos das carreiras, aumentos brutais de impostos, cortes na protecção de quem trabalha, aumento dos horários de trabalho, diminuição dos dias de férias, diminuição no número de feriados nacionais... e provocou um aumento brutal da taxa de desemprego. A par, promoveu cortes na saúde, cortes na educação, cortes nas pensões, incentivou os jovens a emigrar e eu sei lá mais o quê de malfeitorias que estes políticos fizeram questão de aplicar, quais chicotadas no dorso da generalidade dos portugueses.

Agora, parece que falam para mentecaptos, do alto da burra, mais parecendo que estão a gozar com todos os portugueses que têm pelo menos um neurónio, ou mais!, dentro da respectiva caixa craniana.

Afirmou Maria Luís Albuquerque, ontem, na sessão de encerramento das jornadas da JSD:

"Independentemente dos benefícios e dos estímulos e do interesse que temos em estimular isso, vocês que são jovens, multipliquem-se"

E foi aplaudida por jovens! Não é incrível?! É caso para perguntar... mas concentraram-se neste encontro jovens sem qualquer neurónio?!

Juro que estes governantes cada vez mais me fazem lembrar o tempo da outra senhora em que nos queriam pobrezinhos e a procriar...

Convite



Convite

Considerem-se todos convidados!

18/3/2015 - A Palavra a Naomi Klein


Fino recorte a circular no facebook...

18/3/2015 - A Palavra a Naomi Klein

Em Frankfurt. No coração da coisa. Em dia de inauguração do novo bordel do capitalismo. Construído também à custa da desgraça alheia.


quinta-feira, 19 de março de 2015

PACC - WC - Doideira


WC - Lago Salgado - Tunísia
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

PACC - WC - Doideira

As específicas da PACC serão realizadas, serão?, durante a próxima semana.
Nuno Crato insiste e insiste no modelito, apesar de tudo poder ficar em águas de bacalhau por ordem do tribunal, o que deixaria o MEC em péssimos lençóis com pedidos de indemnização a choverem de todos os lados!
Entretanto o MEC expõe-se ao ridículo uma e outra vez, e mais ainda!, deixando-nos a todos de boca aberta tal a imbecilidade decretada.

Imaginemos que eu estava agora mesmo a realizar uma PACC qualquer, numa qualquer escolinha deste país enredado em si próprio. Revoltadíssima, enervadíssima, eis que me de dá uma súbita e violenta dor de barriga daquelas que obrigam a uma retirada estratégica e IMEDIATA! rumo ao WC.
Licença pedida a um qualquer indecente meu colega que se presta a este papelório de me vigiar eis que este indecente meu colega que se presta a este papelório de me vigiar tem de solicitar esta licença a Lisboa, ao Júri Nacional da Prova (JNP)".

Como disse? Peço desculpa, mas solicitar licença a Lisboa para c***** em Amarante?!!!!!!!!! Mas é que eu estou aflita... mesmo... mesmo... mesmo... pois, Anabela Maria, enquanto telefona não telefona, atende não atende, licencia não licencia... já foste!

Já foste! E contigo foi também uma sala inteirinha de profs...

Peço desculpa outra vez, mas esta história de m**** faz algum sentido? O que é que esta gente tem dentro da caixa craniana? Que disfuncionalidade, carago!

Nota - E a humilhação dos professores continua... cada dia um degrau mais abaixo... e o ridículo a que nos expõe este MEC não tem fim.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Boas Notícias Sobre Jardins


Jardins de Serralves - Porto
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Boas Notícias Sobre Jardins

Saborosas mesmo, para compensar a desgraça que por aí anda à solta.

Felizmente conheço alguns dos jardins, portugueses e estrangeiros, que fazem parte desta extensa lista dos duzentos e cinquenta jardins mais notáveis do mundo. Nomeadamente este, que me ilustra a postagem, o de Serralves, o elegante e refinado. E depois conheço o outro, de um azul espampanante, o Jardim Majorelle, situado em Marrakech, Marrocos, cenário para toda a entrevista sobre esta obra já disponibilizada para o grande público e intitulada The Gardener`s Garden.
E conheço outros... e, por certo, vou conhecer ainda mais...

Confesso, adoro jardins. E associo-os sempre ao paraíso.

Cinco jardins portugueses entre os mais notáveis do mundo


Terrorismo - Agora a Tunísia

Terrorismo - Agora a Tunísia

O Estado Islâmico a actuar na Tunísia?
Não tarda nada teremos todo o Norte de África desestabilizado por estes camelos?

Entretanto, Não há portugueses entre as vítimas do atentado na Tunísia.





Nota - Se quiser aprofundar os seus conhecimentos sobre a Tunísia, clique aqui.

O BCE em Rota de Colisão com o Povo

O BCE em Rota de Colisão com o Povo

As novas instalações do BCE foram inauguradas hoje em Frankfurt. Não é que o puto do edifício nova sede símbolo máximo do capitalismo desenfreado do BCE ficou pela módica quantia de 1, 3 mil milhões de euros?!
É também para isto que nos andam a espremer até ao tutano?






Novas da Novela VIP

Novas da Novela VIP

"Lista VIP" demite chefe da Autoridade Tributária

Lista de contribuintes VIP: Passos Coelho segura secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Brigas Afonso assume sistema de alerta para determinados contribuintes

A Palavra a Lizzie Velasquez

A Palavra a Lizzie Velasquez

Uma gigante lição de vida.


terça-feira, 17 de março de 2015

O Caminito del Rey

O Caminito del Rey

Conheço-o apenas dos vídeos e das fotografias. Lindo de morrer, a verdade é que já provocou literalmente a morte a uns quantos aventureiros que desafiaram um dos mais perigosos caminhos do mundo, dada a degradação em que, em tempos, se encontrava. Na verdade, a degradação era tão extensa que o Caminito estava interdito há cerca de 15 anos... o que, claro!, não impediu os mais destemidos, ou loucos!, de o percorrerem durante todos estes anos.
Fica em Málaga, sobranceiro ao Guadalhorce. Só tem 3 km de comprimento mas vale todos os arrepios que provoca. Especialmente agora, acabada a degradação, o Caminito, sujeito a extensas obras de recuperação, está um brinquinho, oferecendo segurança a todos quantos o queiram percorrer.
O Caminito del Rey está agora mais perto de mim. Um dia, será!

O antes...



... e o depois...


Novas da FENPROF - Ainda o Inglês

Novas da FENPROF - Ainda o Inglês

Fenprof apoia professores de inglês a pedir validação internacional da sua formação

segunda-feira, 16 de março de 2015

Ainda o Inglês de Cambridge - Greve à Vista

Ainda o Inglês de Cambridge - Greve à Vista

Professores estão a faltar às provas de Inglês

Fenprof vai convocar uma greve de docentes ao teste de inglês do 9.º ano.

Podem contar comigo.

A Palavra a Ricardo Boechat Sobre o Escândalo da Petrobrás

A Palavra a Ricardo Boechat Sobre o Escândalo da Petrobrás

"O Carnaval está só começando... o clima está ruim... o pacientómetro da população está indicando coisa muito complicada... o pavio está curto..."


Brasil - Novas da Corrupção

Brasil - Novas da Corrupção

Lá e cá, cá e lá, estes políticos corruptos como o raio que os parta esticam a corda até dizer chega, todos os dias lixando a população que os vai mantendo no poder até a corda rebentar.
Esta gente pensará o quê? Que não tem à sua espera sete palmos de terra tal e qual como o mais indigente dos indigentes?

Entretanto o gozo é total e já extravasou para fora do Brasil. Dilma Roussef é já uma caricatura de si própria. Entretanto a indignação da população não fica mais contida e irrompe, desenfreada, das janelas, das varandas, das ruas, um pouco por todo o Brasil.

O protesto foi impressionante!



Enquanto Dilma falava à Nação... a Nação respondia-lhe assim...



... e assim...



... e assim... aqui um apanhado geral...



... e assim...



... e a cereja no topo do bolo... até o Chuck Norris não aguentou!



Que vergonha, Dilma Roussef!

Novas de João Araújo, o Educado

Novas de João Araújo, o Educado

Confesso que não gosto do estilo - sobranceiro, arrogante, grosseiro e mal educado.


domingo, 15 de março de 2015

Sextas-Feiras

É Sexta-Feira... Yeeeeeh! - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Sextas-Feiras
 
A beleza de todas as semanas que se iniciam é a certeza da existência de uma sexta-feira que chegará, infalivelmente, dentro de cada uma delas. As sextas-feiras, na minha escolinha, ficam ainda mais belas quando acabam com um lanche sempre muito caprichado pelos residentes/resistentes que só abandonam as instalações depois de o ingerirem.
A próxima sexta-feira será especialíssima... 
 
É seeeeeexta-feiiiiiiiraaaaa... yeeeeh...
Quero ir p`rá brincadeiiiiira...
 
 
 

Os Prejuízos Causados Pelo MEC aos Alunos da Escola Pública

 
Os Prejuízos Causados Pelo MEC aos Alunos da Escola Pública

Vísiveis. Partilho apenas um exemplo:

(...) "Milhares de aulas a mais e muito mais trabalho. É o que está a ser exigido aos alunos que só tiveram os professores todos em Novembro, dois meses depois do início do ano lectivo, devido aos problemas nos concursos. Mas este esforço suplementar – pelo menos uma hora a mais de aulas por semana até ao final do ano – está a ser realizado apenas pelos alunos do 4.º, 6.º e 9.º anos e do secundário e nas disciplinas sujeitas a exame nacional. Para os restantes, e nas disciplinas onde não há provas finais, a matéria ficou por dar ou foi reprogramada e leccionada a grande velocidade, apurou o SOL." (...)

E sim, enquanto a actuação política for deste calibre e não tiver quaisquer consequências, podemos estar certos de que será sempre a descer até à derrocada final...  ou, em alternativa, só a intervenção divina nos salvará... salvará?

E quem se lembrará desta sem vergonhice, de prejuízo causado pela tutela à escola que essa tutela tutela, sim, eu sei, é confuso!, na hora de publicar os rankings? Na hora de esfregar resultados privados nas barbas da Escola Pública?

sábado, 14 de março de 2015

A Fotógrafa Fotografada

A Fotógrafa Fotografada - S. Domingos
Fotografia de Tiago Carvalho
 
A Fotógrafa Fotografada

Em dia de itinerário barroco, amarantino, pois claro! E em equilíbrio instável sobre a calçada, com S. Gonçalo aos pés...

Tantas foram as vezes em que desci esta ladeira em correrias infantis desenfreadas...

Manif - 14 de Março - MEC



Manif - 14 de Março - MEC

Se estivesse mais perto, estaria por lá...

sexta-feira, 13 de março de 2015

Novas de IAVE

 Novas de IAVE

Sim, eu sei, parece o nome de uma qualquer seita religiosa... mas ainda se fizesse bem o que tem a fazer... rssssssssssss... a gente até tolerava o nome...

IAVE publicou exemplo da prova de professores com erros

Prova de Física e Química - 1.ª versão (com erros)

Prova de Física e Química - 2.ª versão (sem erros)

A Arquitectura aos Arquitectos


     
Arquitectura - Rolando Torgo
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

A Arquitectura aos Arquitectos

Da mais elementar justiça! Hoje, sei bem que estaria contente, Senhor Arquitecto!

Hoje deixo aqui um brinde muito especial a todos os arquitectos familiares, amigos, conhecidos e desconhecidos. Hoje, erguemos as taças cheiinhas de champanhe e fazemos tchim, tchim!

Sim?

Nova lei mantém reserva da produção da arquitectura para os arquitectos

Ooooooooooh! A Sério?!

 Ooooooooooh! A Sério?!

Não acertando uma, querem o quê?

Eurosondagem revela queda geral da popularidade de todos os líderes partidários

Novas da Avaliação Externa

Novas da Avaliação Externa

IGEC Avaliação das escolas vai incluir observação de aulas

"O inspetor-geral da Educação e Ciência, Luís Capela, afirmou hoje em Coimbra que o próximo ciclo de avaliação externa das escolas vai incluir observação da prática letiva e abranger toda a rede escolar."

O novo modelo de avaliação a implementar em 2017 terá também de "ser universal", englobando escolas públicas, privadas e cooperativas, visto que, de momento, "se os pais quiserem comparar escolas só têm rankings".

Comentário meu:  só espero que a escolha se faça a dedo... ou seja, que não seja feita para ficar bem na fotografia. Faço-me entender?

Greve Geral da Função Pública


Greve Geral da Função Pública

Parece que em alguns sectores, e em algumas zonas do país, a adesão a esta greve geral da função pública está a atingir elevados níveis. Fico satisfeita, se estes dados corresponderem à verdade, porque é preciso mostrar um cartão vermelho a este governo, contestando-o, de alguma maneira, no terreno. E esta é uma das maneiras de efectivar o nosso protesto que ainda mantemos, apesar de tantos direitos nos terem já sido sonegados.

Infelizmente, esta adesão em massa não se verifica na minha escola. Hoje, segundo dados recolhidos a meio da manhã na escolinha, éramos uns míseros quatro professores a aderir a esta greve geral.
É caso para dizer, parafraseando Ulrich: Ai aguenta, aguenta! Neste caso, porrada velha.
E toca a dar o corpo ao manifesto, profs! Anteontem todos, ontem os de EVT, ontem todos, hoje os de Inglês, amanhã todos de novo... é caso para dizer que cada um tem aquilo que merece?

Fenprof fala em greve com "expressão forte" nas escolas

Frente Comum reivindica elevada adesão à greve na Função Pública

"Esta é uma grande, grande greve". Sindicatos falam em adesão entre 80% e 100%

Adesão à greve dos trabalhadores da função pública varia entre os 80 e os 100%

quinta-feira, 12 de março de 2015

“VEM” - Ou de Como os Pulhíticos Gozam à Brava com os Portugueses

 
“VEM” - Ou de Como os Pulhíticos Gozam à Brava com os Portugueses

O vídeo que hoje partilho, publicado há cerca de um ano no YouTube, e apropriadamente intitulado "Ontem mandava-os emigrar, hoje dói-lhe que os jovens se vão embora! É Passos Coelho, o Coerente!" acaba com uma pergunta que deixa em aberto todas as possibilidades: "E amanhã?"
O que fará amanhã Passos Coelho e o seu séquito?

Pois amanhã é já hoje. E o que provavelmente ninguém esperaria era ver este governo a gozar de fininho com os portugueses que, escorraçados, novos e velhos que entretanto emigraram, se vêem agora alvo de um programa de incentivos para regressarem ao seu país de origem.
Confuso? É... mas a verdade é que, sem estas confusões governativas indignas, este governo não seria a mesma coisa.

Ó Passos... e se fosses?

"Governo aprova plano para trazer emigrantes de volta"

Governo aprova VEM, um programa para apoiar regresso de emigrantes



Acrescento às 18:50... para que vejam a carinha deste...

Governo "chama" emigrantes com incentivo ao empreendedorismo

Parabéns, Arlindo!


visao
Fino recorte surripiado aqui.

Parabéns, Arlindo!

Aqui deixo os meus parabéns ao Arlindo Ferreira, pelo destaque na Visão desta semana que o considera um dos nove portugueses a seguir na Internet e uma das pessoas mais influentes que aqui se move. E como se move!
Parabéns também pelos anos e anos de trabalheira sem fim e sem esmorecimento.
Os professores portugueses agradecem o seu trabalho.

Beijo enorme e deixo votos para que continues com essa energia que parece não ter fim.

quarta-feira, 11 de março de 2015

A Saga do Inglês

 A Saga do Inglês

Ou o MEC a dar tiros nos seus próprios pés. Ou será que é já no coração? Afinal, a quem pertence a tutela do ensino em Portugal? Mas que raio de imbecilidade é esta?

E, não será melhor os advogados fazerem os exames de Cambridge? E os médicos? E os engenheiros? E os arquitectos? E os juízes? E os professores de português e de matemática que serão igualmente correctores dos exames nacionais de 9º ano?

Valham-nos os deuses todos que já não há paciência...

Alunos sem Inglês porque professores estão em formação

Licenciaturas e doutoramentos em Inglês não bastam para corrigir provas do 9.º ano

FENPROF - MINUTAS A UTILIZAR PELOS PROFESSORES QUE FORAM DESIGNADOS CORRETORES

FENPROF - MINUTAS A UTILIZAR PELOS PROFESSORES QUE FORAM DESIGNADOS CORRETORES
  • MINUTA A CONTESTAR CHAMADA À FORMAÇÃO PREVISTA NO DESPACHO Nº 2179-B/2015
(Nome)....... professor(a) ................ (categoria profissional, setor de ensino e, no caso dos 2º, 3º e Ens. Sec., indicar grupo), do AE de ..........................., tendo sido informado(a), em ....../...../....., pelo IAVE, via correio eletrónico de que teria de, no âmbito do projeto Cambridge English for Schools Portugal (teste Preliminary English Test), estar presente nas sessões de formação a ter lugar nos próximos dias …………. e, na sequência, ser submetido(a) a um exame vem, nos termos do artigo 177.º, n.º 2 da Lei Geral de Trabalho em Funções Publicas aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, declarar, para os devidos efeitos, que considera de duvidosa legalidade a ordem supra identificada. Esta pressupõe que os docentes agora obrigados à realização desta formação não são detentores de certificação linguística válida que os habilite para o desempenho das funções de correção do Preliminary English Test. Por outro lado, a imposição da realização das atividades decorrentes da aplicação deste teste e da sua correção poderão não se enquadrar no seu conteúdo e deveres funcionais.
Mais declara que a sua participação no processo em causa, resultante de ordem que lhe é imposta, é efetuada sob reserva pelos motivos acima invocados não renunciando, por isso, ao direito de desencadear as respostas jurídicas que entender adequadas.
Do mesmo modo, e sem condescender do já exposto, vem requerer que, no âmbito da decisão ora contestada, se proceda ao pagamento de eventual serviço extraordinário por si prestado.
Espera deferimento
Local e data
O (A) Requerente
(assinatura)


  • MINUTA A CONTESTAR A DESIGNAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES PREVISTAS NO DESPACHO Nº 2179-B/2015

(Nome)....... professor(a) ................ (categoria profissional, setor de ensino e, no caso dos 2º, 3º e Ens. Sec., indicar grupo), do AE de ..........................., tendo sido designado(a) pelo(a) respetivo(a) Diretor(a), em 6-3-2015, para exercer funções de…………………………, no âmbito do projeto Cambridge English for Schools Portugal (teste Preliminary English Test), vem, nos termos do artigo 177.º, n.º 2 da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho declarar, para os devidos efeitos, que considera a referida decisão de duvidosa legalidade uma vez que as funções daí decorrentes não se enquadram no seu conteúdo e deveres funcionais.
Mais declara que a sua participação no processo em causa, resultante de ordem que lhe é imposta, é efetuada sob reserva pelos motivos acima invocados não renunciando, por isso, ao direito de desencadear as respostas jurídicas que entender adequadas.
Do mesmo modo, e sem condescender do já exposto, vem requerer que, no âmbito da decisão ora contestada, se proceda ao pagamento de eventual serviço extraordinário por si prestado.

Espera deferimento
Local e data
O (A) Requerente
(assinatura)

Os Professores de Inglês Estão Por Conta de Cambridge?

 
Os Professores de Inglês Estão Por Conta de Cambridge?

Como é possível que haja alguém que ache isto correcto? Aulas anuladas, testes anulados e toca dos professores da Escola Pública Portuguesa estarem por conta duma empresa privada inglesa?
Confesso, acho que esta nem lembraria ao diacho!
E volto a confessar, apetecia-me dizer uma asneira muiiiito grande... mas, ok! tenho de manter a compostura.

A palavra à FENPROF:

"Hoje e amanhã não há aulas de Inglês porque o professor foi trabalhar de borla para o privado

Grande deve ser a contrapartida para o MEC, entidade que deverá assegurar o direito às aulas por parte dos alunos, para ter desviado professores de Inglês, em todo o país, para frequentarem formação promovida pela empresa Cambridge. Aulas foram anuladas e testes adiados porque os professores foram emprestados pelo MEC ao privado.

Nuno Crato afirma-se, assim, como o dirigente máximo de um serviço que, desde o início do ano, com a incompetência revelada na colocação de professores, mais prejudicou as escolas, os professores e os alunos, razão por que, há muito, a FENPROF reclama a demissão deste ministro de baixa valia.
Como habitualmente, quem assume em todo este processo, mais uma vez, o papel de dono dos professores e dos diretores das escolas é o IAVE e o seu presidente. Este senhor arroga-se no direito de ordenar aos diretores que nomeiem os professores que irão servir os interesses da empresa Cambridge e obriga-os a, durante dois dias, frequentarem formação para poderem ser corretores das provas daquela empresa.
Este senhor que preside ao IAVE é o mesmo, recorde-se, que obriga os professores e as escolas a envolverem-se em tarefas que não são função sua. É o caso desta atividade ao serviço da empresa Cambridge, mas é, igualmente, o trabalho que lhes impõe para a realização da abjeta PACC que, ainda este mês de março, o MEC pretende voltar a realizar.
Os professores têm mais que fazer, muito mais, que andarem a perder o seu tempo com este tipo de trabalho que não é parte integrante do conteúdo funcional da sua profissão. Os professores têm de trabalhar com os seus alunos e para as suas escolas, mas isso é permanentemente dificultado pelo ministério que Nuno Crato, aparentemente, dirige e em que o presidente do IAVE, a par de mais uns quantos, tem um poder absolutamente anormal.
Face a esta situação que só durante os dias de ontem e véspera, foi do conhecimento dos professores, a FENPROF:
- Vai reforçar a queixa que deu origem à abertura de um processo na PGR, apresentando estes novos elementos;
- Vai apresentar queixa junto do Senhor Provedor de Justiça e dos grupos parlamentares;
- Vai apresentar queixa junto da Entidade Reguladora para a Concorrência, pois o MEC privilegia uma empresa privada sem que se conheça ter existido qualquer concurso público para este tipo de iniciativa;
- Vai apresentar queixa junto da Comissão para a Proteção de Dados, para que se investigue se o MEC forneceu à empresa privada Cambridge a identificação de professores das escolas que tutela, sem que estes tenham autorizado;
- Vai, em todo o país, informar nos próprios locais em que a dita formação decorre, os direitos dos professores, nomeadamente o de reclamarem do seu envolvimento num processo cujos contornos não são claros e do qual discordam. Nesse sentido, serão distribuídas minutas que já se encontram no site da FENPROF e manifestar disponibilidade para apoiar os professores que, por este motivo, pretendam recorrer aos tribunais;
- Irá reunir com as associações de professores de Inglês.
A FENPROF reafirma que se torna indispensável conhecer quais as contrapartidas que existem, e quem delas usufrui, neste processo estranho em que o governo coloca os seus trabalhadores ao serviço de interesses privados.
É necessário notar que, para além de terem de frequentar esta formação – pelos vistos, as licenciaturas, mestrados e doutoramentos dos professores não servem, é necessário submetê-los a esta “PACC” –, os professores já foram usados para divulgar propaganda a este respeito, para angariarem alunos e serão usados para a vigilância das provas, para a realização de provas orais, em alguns casos tendo de circular entre diversas escolas e para a classificação dos alunos. É um abuso e é, acima de tudo, uma vergonha!"

O Secretariado Nacional da FENPROF
11/03/2015

Greve Geral - Os Professores em Estado Catatónico?

 























Greve Geral - Os Professores em Estado Catatónico?

Não é de agora que os encontro alheados, indiferentes aos ataques e humilhações perpetrados pela tutela, desinformados, eu sei lá...
Hoje, com greve marcada para o próximo dia 13 de Março, já sexta-feira, portanto!, foi dia de comprovar o estado catatónico relativamente a uma luta que devia ser de todos, mas que não o é.
De três senhoras, duas docentes e uma funcionária, a única que estava informada da greve era a... pois, a funcionária! Ai, desculpem... a assistente operacional!

E assim se explica que o MEC malhe em nós, forte e feio, e a classe nem cabeça levante. E assim se explica que, desde o tempo daquela senhora em que a luta dos professores foi o fogacho que se viu, tenha sido sempre a perder, sempre a perder, sempre a perder...
A gente do MEC ainda pode continuar.

Nota - Deixo aqui o programa das reivindicações... para que não me perguntem "A greve é para quê?"


Home - Erg Chebbi - Marrocos
Fotografia de Joana Matias de Magalhães

Akakus - Sahara - Líbia
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Pode o Amor Ser Deserto?

Pois pode. Porque o deserto é despojamento, luxo, elevação, transcendência, sentimento, superação, vida, comunhão, exuberância, quietude, desassossego, espaço, emoção, ondulação, calma, introspecção, odor, excesso, arrepio, tempero, cor, aconchego, movimento, espiritualidade, doçura, imensidão, transparência, sensibilidade, surpresa, tempestade, calor, desamparo, comunhão, luminosidade, tranquilidade, sossego, volumetria, espanto, infinito, sal, essência, contraste, contradição, plenitude... e não é isto o Amor?

Ou pensam que foi por acaso que as três grandes religiões monoteístas existentes no Mundo, aquelas que entroncam todas no judaísmo primitivo, nasceram aqui mesmo, em pleno Deserto?

"Comme nous allons vers terre que nous ne connaissons pas, voilà que nous découvrons dans note couer de grands espaces inexplorés."

Ernest Psichari

Hoje fui entrevistada por três dos meus queridos alunos, ex, na verdade!, que voltaram à Sala de História da EB 2/3 de Amarante para me questionarem acerca do Amor. Foi uma conversa rápida, tanto que ficou por dizer... mas, confesso, hoje voltei a um Amor da Minha Vida, hoje voltei ao Amor que é Deserto.

SPN - Esclarecimento de Dúvidas Sobre os Concursos

SPN - Esclarecimento de Dúvidas Sobre os Concursos

Colega

Se precisar de concorrer, poderá encontrar no face e site do SPN informações e esclarecimentos úteis.

https://business.facebook.com/sindicatodosprofessoresdonorte?business_id=338769782997117

http://www.spn.pt/concursos2015-duvidas

E ainda:


CONCURSOS
SESSÃO DE ESCLARECIMENTO
ABERTA A TODOS OS PROFESSORES
QUINTA-FEIRA, 12 DE MARÇO
17 HORAS
AUDITÓRIO DO SPN
Rua D. Manuel II, 51 C-2º, PORTO

Inglês - PET - Da Indignidade Mais do Que Abjecta

 


 

 
Inglês - PET - - Da Indignidade Mais do Que Abjecta

E agora, para aprofundar o enxovalho e a humilhação dos professores, promovidos pelo MEC, os professores de Inglês estão na berlinda "obrigados" a trabalhar para uma instituição privada, estrangeira, em prejuízo dos seus próprios alunos da Escola Pública Portuguesa. Confuso? É... mas é exactamente assim que o MEC nos quer, confundidos, incrédulos, feitos baratas tontas, sem capacidade de reacção!

Sobre esta problemática, é favor ler:

"A Fenprof e a associação de professores de inglês recusam a obrigação legal de os docentes que venham a ser classificadores dos exames do Cambridge terem que ser certificados por essa instituição, falando numa situação “ultrajante” e “inadmissível”.

Num despacho assinado pelo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, Fernando Egídio Reis, publicado em Diário da República a 02 de março, e no qual se fixa o regulamento de aplicação, classificação e certificação o teste de diagnóstico de inglês obrigatório para os alunos do 9.º ano de escolaridade, determina-se que os professores têm que comprovar o seu nível de proficiência na língua inglesa, e que aqueles que não o fizerem terão que prestar provas, realizando um teste de aferição de nível linguístico.
Em comunicado enviado hoje, a Federação Nacional de Professores (Fenprof), afirma que querer impor essas condições aos professores de inglês, obrigando-os a prestar provas perante o Cambridge English Language Assessment (responsável pela autoria da prova) é o mesmo que instituir uma “PACC (Prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos) para os professores de inglês.
“Não se pode aceitar que o MEC [Ministério da Educação e Ciência] submeta professores, devidamente habilitados a exercerem a sua atividade nas escolas que tutela, a esta nova “PACC” supervisionada pela Cambridge. Esta é uma situação que a Fenprof considera ser totalmente inadmissível, abusiva e lesiva dos profissionais de Inglês, devidamente credenciados pelo ensino superior para lecionarem a disciplina”, lê-se no comunicado.
Recordando que o trabalho inerente à aplicação e correção da prova é, este ano, gratuito e obrigatório, a Fenprof classifica a obrigatoriedade de certificação pelo instituto da Universidade de Cambridge como “um intolerável abuso de poder por parte da administração” e “uma enorme falta de respeito pelos professores e pelas escolas, mas igualmente pelas instituições de ensino superior”, apelando a professores e instituições de ensino superior que tomem uma posição “contra tão ultrajante e vergonhosa situação”.
A Fenprof revela ainda estar a “apoiar os seus associados que pretendem reclamar contra este abuso, podendo, inclusivamente, levar o caso à barra dos tribunais”, acrescentando que pretende adicionar este caso ao processo que corre no âmbito de uma queixa entregue no ano passado na Procuradoria-Geral da República contra a aplicação deste exame nas escolas portuguesas usando recursos públicos “para servir interesses de uma empresa privada”.
Também em comunicado, a Associação Portuguesa de Professores de Inglês (APPI) veio afirmar que “não compreende nem aceita que professores com diversos graus outorgados por estabelecimentos de ensino superior nacionais […] tenham que submeter-se ao ‘Cambridge English Placement Test’ para avaliar a sua proficiência linguística”.
A associação questiona se esta determinação legal resulta de “uma aceitação pura e simples daquelas condições de aplicação por parte do MEC”, se falharam negociações para alterar os termos que ficaram legalmente fixados ou se não houve diligências atempadas por parte da tutela no sentido de ver reconhecidos pelo Cambridge os graus outorgados pelas instituições de ensino superior nacionais.
“Qualquer que seja a justificação para esta situação lesiva dos profissionais de Inglês devidamente credenciados pelo ensino superior para o exercício de funções docentes, ela é inadmissível e atentatória do profissionalismo docente”, defende a APPI.
A Lusa contactou o MEC para obter um comentário às críticas dos professores e aguarda resposta.
Os alunos do 9.º ano vão realizar entre abril e maio de 2015 o teste diagnóstico de inglês e tal como no ano passado, a prova é obrigatória para os estudantes do 9.º ano e “facultativa para os restantes alunos”.
Pelo segundo ano, todos os alunos que frequentam o 9.º ano serão obrigados a realizar um teste da Universidade de Cambridge, que se divide numa componente oral e outra escrita.
No ano passado, mais de 100 mil alunos realizaram o Key for Schools, mas este ano o nível de exigência será superior, já que a prova a aplicar será o Preliminary English Test (PET) de Cambridge English Language Assessment."

Diário Digital com Lusa

Um Conto Para Crianças

Um Conto Para Crianças

Estamos no ano de 2015 d.C. Toda a Europa foi ocupada pelo neocapitalismo. Toda? Hum... não, há uma pequena aldeia habitada por irredutíveis gregos que resiste ainda e sempre ao invasor.

Continua...


terça-feira, 10 de março de 2015

A Palavra a Reis Novais Sobre Cavaco Presidente

A Palavra a Reis Novais Sobre Cavaco Presidente

O tal que não acerta uma.

Aconselho vivamente que escutem as suas palavras. Porque a memória não se apaga.


O MEC, os Professores e a Norma-Travão

protesto
Fino recorte surripiado aqui.

O MEC, os Professores e a Norma-Travão

Hoje escrevo muito menos do que já escrevi sobre dicas e sobre tricas de lutas de professores. Confesso que faço até um esforço para passar ao lado, que o lado está doentio como o raio que o parta, como aliás fica quase tudo em que o MEC mexe, um MEC que não conquistou o nosso respeito, nem tão pouco se preocupa em dar-se ao respeito. Mas os professores também não estão isentos de culpas. Desde o tempo da outra senhora, que eu deixei de nomear neste blogue, e em que, por mero acaso de alinhamento dos astros! os professores falaram quase a uma só voz juntando forças, a acção do MEC mais não fez do que introduzir a divisão entre nós, sabendo eles muito eles quais os cordelinhos que devem ser mexidos para obterem a reacção desejada e que é deixarem os professores uns contra os outros quando todos deviam estar contra o MEC.
A norma-travão é apenas o último episódio da novela rasca mexicana que o MEC vai parindo de quando em vez, a esparrela ou casca de banana lançada para provocar a queda dos professores, neste caso contratados. Esta norma-travão permite que um professor contratado, com cinco anos de contratos anuais, consecutivos e em horários completos, vincule e que um professor, com vinte e cinco anos de serviço, por exemplo!, porque no ano lectivo transacto teve o azar de ser colocado uns dias depois do expectável, fique arrumado para canto, para as calendas gregas, eu sei lá.
É claro que o MEC sabe ao que anda e não anda a apanhar bonés. É só ter acesso a um qualquer fórum de professores para ver, agora, professores contratados contra professores contratados... quando, desculpem a pergunta, mas não deviam estar todos contra quem fez esta norma-travão? Não estão a canalizar mal a vossa luta, as vossas forças e energias?
O MEC agradece, claro! Porque consegue os seus intentos de forma fácil, barata e de forma a poupar milhões. E faz o pleno - poupa e divide e ao dividir enfraquece. Et voilá!
Entretanto, a norma-travão não deixa de ser uma aberração... penso eu de que... e a luta deveria ser canalizada apenas contra ela e contra quem a pariu para impedir o acesso à carreira a milhares e milhares de professores que assim foram chutados para canto em três tempos, sem apelo nem agravo. Assim, a luta não deveria ser canalizada contra quem dela, por acaso, vai beneficiar. Desculpem, mas o alvo está deslocado.

Nota - É claro que nem todos escorregam nas cascas de banana atiradas para a praça pública por um MEC que não merece um pingo de respeito. Ou merece?

A Santa Quitéria do Luquinhas



Fotografia surripiada aqui

A Santa Quitéria do Luquinhas

A história que hoje partilho passou-se na sexta-feira passada, numa turma de 7º ano.

Ainda não completamente refeita do meu encostanço às boxes ocorrido em finais de Janeiro, à conta de um mix de faringite, rinite e sinusite - que ficou, ficou e voltou a ficar agarradinho a mim num abraço asfixiante! -e depois de três antibióticos tomados, mais não sei quantos anti-inflamatórios, cortisona incluída, vitaminas e outras coisas que tais, mais!, estava eu a dar a última aula da tarde, depois de um dia cheio de aulas desde o primeiro tempo da manhã, eis que tenho um ataque de tosse, daqueles perigosos, continuam a acontecer-me amiúde!, comento com os meus alunos que não estou completamente restabelecida e que estou fartinha de não estar bem e eis que o Luquinhas, como eu chamo ao meu Lucas, resolve aconselhar-me entusiasmado:
- Professora, a professora tem de ir ao posto médico de Santa Quitéria! Olhe que fica boa... olhe que é a sério... o posto médico de Santa Quitéria... e o Lucas voltava a insistir e não se calava com o aconselhamento, entusiasmadíssimo mesmo perante os nossos sorrisos/risos dentro da sala de aula... impossíveis de conter face a tamanho entusiasmo.
Pois ao que parece o posto médico de Santa Quitéria é muito afamado e o pessoal que lá trabalha é capaz de produzir resultados inesperados e duradouros nos doentes mais emperdernidos... pelo menos segundo o meu Luquinhas...

Confesso, não fui ao posto médico de Santa Quitéria, mas fui ao meu médico que me ordenou ficar bem de saúde, tomei mais uma dose de cortisona no sábado e, sem estar ainda a 100%, estou agora bastante melhor e, acredito, a caminhar a passos largos para a recuperação total!

Entretanto, tive de prometer ao Luquinhas que contava esta história aqui mesmo no meu blogue e os alunos da turma ficaram até de me lembrar a palavra chave do post - Santa Quitéria.
Vai daí, tenho não sei quantas janelinhas por aqui abertas de Santas Quitérias sem fim... eheheh...  e é assim, a ternura também é feita destas pequeninas histórias que nos temperam os dias...

Obrigada, Luquinhas, pelo teu cuidado! Obrigada, alunos meus, pelas janelinhas com tantas tantas Santas Quitérias...

segunda-feira, 9 de março de 2015

Pode o Amor Ser Deserto?


Chebbi - Marrocosna Matias de Magalhães

Akakus - Sahara - Líbia

Fotografias de Artur Matias de Magalhães


Pode o Amor Ser Deserto?

Pois pode. Porque o deserto é despojamento, luxo, elevação, transcendência, sentimento, superação, vida, comunhão, exuberância, quietude, desassossego, espaço, emoção, ondulação, calma, introspecção, odor, excesso, arrepio, tempero, cor, aconchego, movimento, espiritualidade, doçura, imensidão, transparência, sensibilidade, surpresa, tempestade, calor, desamparo, comunhão, luminosidade, tranquilidade, sossego, volumetria, espanto, infinito, sal, essência, contraste, contradição, plenitude... e não é isto o Amor?

Ou pensam que foi por acaso que as três grandes religiões monoteístas existentes no Mundo, aquelas que entroncam todas no judaísmo primitivo, nasceram aqui mesmo, em pleno Deserto?

"Comme nous allons vers terre que nous ne connaissons pas, voilà que nous découvrons dans note couer de grands espaces inexplorés."

Ernest Psichari

Hoje fui entrevistada por três dos meus queridos alunos, ex, na verdade!, que voltaram à Sala de História da EB 2/3 de Amarante para me questionarem acerca do Amor. Foi uma conversa rápida, tanto que ficou por dizer... mas, confesso, hoje voltei a um Amor da Minha Vida, hoje voltei ao Amor que é Deserto.

Campanha Eleitoral




Campanha Eleitoral

Sim, obviamente já cheira a eleições. E cheira mal.

Dia Internacional da Mulher

Marciana - Galleria degli Uffizi - Florença
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Dia Internacional da Mulher

Em cada dia do ano, um!





E hoje volto aos Direitos Humanos e relembro-os.


domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher

 
Dia Internacional da Mulher

E continua a ser preciso um dia para assinalar a nossa condição de fêmeas? Pois precisa. E se pensarmos que há tanto ainda por fazer... e que esse tanto é válido para aqui, para ali e para acoli...

Uma sala de professores, anos 90 do século passado. Duas professoras, gente licenciada, conversam de tudo e de nada. A conversa recai nos cortes de cabelos. Pergunta-me a outra: " E o teu marido deixou-te cortar assim o cabelo?"

Ai valham-me os deuses todos...




Rota das Amendoeiras em Flor











Rota das Amendoeiras em Flor - Portugal
Fotografias de Flora Queirós e Anabela Matias de Magalhães

Rota das Amendoeiras em Flor

Quem não foi perdeu. Perdeu uma paisagem magnífica, bem cuidada, acarinhada, feita de muitos socalcos e encostas, hoje inundada de sol, perfumada até dizer chega!
E é verdade, as amendoeiras estão mesmo em flor. E são magníficas!
 
Creative Commons License This Creative Commons Works 2.5 Portugal License.