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terça-feira, 30 de junho de 2009

FAA



FAA

O prazo para entrega da FAA acaba hoje para os professores colocados na ESA. Não foi a opção de outras escolas aqui bem perto, como a E B 2/3 de Amarante que dilatou o prazo para 15 de Julho, mesmo se não tem exames nacionais de secundário. Mas quem decide na ESA decidiu esta data, mal, do meu ponto de vista, porque poderia perfeitamente ter deixado semelhante coisa um pouquito mais para a frente, para uma época de menos trabalho numa secundária.
Não sei se toda a gente conseguirá cumprir este prazo de entrega da FAA. Nesta altura do campeonato há gente quase a claudicar de cansaço, com aulas ainda a decorrerem dos CEFs e dos Profissionais, reuniões semanais dessas mesmas turmas, serviço diverso de exames, incluindo vigilâncias, incluindo as correcções desses mesmos exames, reuniões de avaliação com toda a tralha que elas implicam de relatórios disto e daquilo, justificações disto e daquilo, sínteses descritivas por aluno, actas... e tirem-me deste filme!
Não deixo de pensar o que seria da Escola Pública com a aplicação da Avaliação do Desempenho em todo o seu esplendor, nas escolas deste país, e não tenho qualquer dúvida de que seria o colapso completo e absoluto e também não tenho qualquer dúvida de que nenhuma escola ficaria de pé, incluindo as escolas adesivadas e as completamente adesivadas, como a minha.
Ao fim de quatro anos desta legislatura os professores estão exaustos, alguns à beira de um colapso nervoso. Basta ver os olhares ausentes de uns, a extrema magreza de uns quantos, os olhos embaciados pelas lágrimas de outros.
Outras profissões já se aperceberam da depressão colectiva que se vai instalando aos poucos na nossa profissão. É o caso dos médicos e dos farmacêuticos a quem os professores recorrem e perante quem, muitas vezes, mal contêm as lágrimas dizendo que não aguentam. Sei bem do que estou a falar, que privo com eles amiúde, com alguns mesmo quotidianamente.
Não sei o que vai ser de nós. Sei que não aguentaremos outro ano como estes dois últimos de tensões constantes, de faz e desfaz porque afinal não era bem assim e às vezes passou mesmo a ser o seu contrário.
O que este governo fez no sector da Educação Pública foi imperdoável e jamais será esquecido.
Espero, sinceramente, que quem vier a seguir desfaça praticamente tudo o que foi feito em termos de Educação por esta gente dita de socialista e que às vezes me parece ser apenas doida por não poder acreditar em semelhante incompetência.
A bem da Nação, quem vier que rasgue, que desfaça, que enterre bem fundo.
Confesso que nestes últimos dias andei muito indecisa quanto a cumprir a lei e ora resvalava para um lado, ora pendia para o seu oposto.
Mas eu sou muito certinha no que a cumprimento de leis diz respeito. Não consigo, consciente e deliberadamente, não cumprir a lei, muito embora tenha uma profunda admiração por quem a vai mandar às urtigas.
Assim entreguei hoje a FAA acompanhada do protesto elaborado pelo meu sindicato, tal como me foi pedido. Porque o facto de cumprir hoje a lei não quer dizer que concorde com ela. E deixei afixado um exemplar na sala de professores, para quem quiser entregar a FAA sob protesto.
De resto a luta continua, hoje e sempre, contra a palhaçada montada por estes nossos governantes que parecem ter como única missão não deixar pedra sobre pedra no nosso sector.
Esta brincadeira vai-nos sair estupidamente cara em termos de país.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cada Tiro, Cada Melro!

Cada Tiro, Cada Melro!

É caso para dizer que estes políticos não acertam uma!
Mas é que nem com estudo encomendado!

Avaliação docente
Modelo português é o único em 5 países com quotas para classificações mais altas
26.06.2009 - 08h07 Lusa
O modelo português de avaliação dos professores é o único de entre cinco países europeus que prevê quotas para as melhores classificações, revela um estudo comparativo encomendado pelo Governo.

Para ler mais clique em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388795&idCanal=58

quarta-feira, 24 de junho de 2009

FAA

FAA

Saiu hoje. Finalmente o Ministério da Educação pariu a dita da ficha e os esclarecimentos para o preenchimento da mesma. Casos há em que a dita cuja não vem a tempo porque o prazo já se esgotou... mas que interessa isso se nesta altura do campeonato vale tudo, mas mesmo tudo, para os nossos governantes poderem afirmar que avaliaram os professores?
Assim, assado, frito ou cozido... que importa?
Para os professores da ESA, que terão de a entregar até 30 de Junho, vem mesmo em cima do acontecimento. Entretanto há escolas onde está tudo parado, à espera da última moda e ainda não há prazos definidos para nada.
É assim mesmo. Tudo ao molho e fé em deus... e salve-se quem puder!
Aqui deixo os links

http://sc.dgrhe.min-edu.pt/fichas/avaliados.html

http://www.min-edu.pt/esclareceavaliacao/pr/home

http://www.min-edu.pt/esclareceavaliacao/pr/tag/objectivos%20individuais

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Simplex? Complex? Simplex?


Burro - Medina de Fez - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Simplex? Complex? Simplex?

Em que ficamos afinal?
É o desnorte total. Incapazes de encontrarem soluções para o modelito mais remendado jamais visto neste país, em termos de avaliação, os nossos governantes parecem dispostos a manter o Simplex até 2012.
Aguardemos novos desenvolvimentos no folhetim. Sim, porque esta avaliação é um folhetim! Mesmo que rasca.
E a eficácia continua imparável... cada tiro, cada melro! Que é o mesmo que dizer... cada cavadela, sua minhoca!
Já agora deixo uma sugestão... mandem lá a porcaria do modelito, inteirinho, da cabeça aos pés, sei lá... para as calendas gregas para não dizer outra coisa!
Ok! Ainda me lembrei que podiam mandar o nado-morto abaixo de Braga três léguas!
Afinal o blogue ainda aguenta estas expressões furibundas de quem assiste à incompetência total de quem se sente no direito de brincar com coisas demasiado sérias.

Leia a notícia no Público em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1387608&idCanal=58

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Rebelião

Rebelião

FICHA PREENCHIDA (PARA COPY-PASTE) – AUTO AVALIAÇÃO

Nome do avaliado – PROFESSORA …
Categoria - Titular do seu nariz
Departamento Curricular - Língua Portuguesa e Literaturas

1. Como avalia o cumprimento do serviço lectivo e dos seus objectivos individuais estabelecidos neste âmbito?

Avalio com um EXCELENTE. Cá vou vindo todos os dias, como faço há quatro décadas… com a pasta recheada de manuais, livros, dicionários, prontuários, gramáticas, fichas, cadernos, lápis e canetas, uma pen de 4 GB e caneta felpuda para o quadro branco que há nos contentores. Trago a lancheira, uns maços de tabaco, PROZAC e, às vezes, o PC portátil. E trago uns óculos para ver perto (para longe não uso, apesar das cataratas, sou vaidosa…), trago sempre a cabeça entre as orelhas, mãos, braços, pernas e tudo o mais que me faz falta neste domínio. Excelente.

2. Como avalia o seu trabalho no âmbito da preparação e organização das actividades lectivas? Identifique sumariamente os recursos e instrumentos utilizados e os respectivos objectivos.

Avalio com um excelente. Utilizo todos os recursos supracitados com grande mestria, inclusive as TIC, PPS, PPT, PDFs, Scribd, Word, Excel, Moodle, blogues, data-show, Dvds, Cds de todos os tamanhos e Bics de todas as cores. Só me falta usar mais o quadro interactivo e comprar um Migalhões para guardar o lanche que trago de casa, pois ainda não sou de ferro e na minha idade preciso alimentar-me de forma mais saudável do que engolir cafés em todos os intervalos.

3. Como avalia a concretização das actividades lectivas e o cumprimento dos objectivos de aprendizagem dos seus alunos? Identifique as principais dificuldades e as estratégias que usou para as superar.

As actividades lectivas concretizam-se de modo excelente. Entramos e saímos vivos e contentes, apesar da falta de espaço, das obras, da poeira, das salas de aula em contentores, da falta de ar circulante, do amianto em cima das cabeças. E segue o baile. Dos objectivos de aprendizagem dos meus alunos, pois eles que falem! Às vezes doem-me as "cruzes" pois já me custa carregar com a tralha toda já referida, mas os alunos, por enquanto, vão ajudando. Excelente.

4. Como avalia a relação pedagógica que estabeleceu com os seus alunos e o conhecimento que tem de cada um deles?

Excelente. Apesar de me terem trocado as voltas, de me terem tirado turmas e alunos de continuidade e de me terem dado sessenta e dois novos (ôps… será que foi uma homenagem à minha idade?), para lá dos que já tinha, conhecemo-nos excelentemente. E, quanto à nossa relação, os meus alunos riem-se, muito mais do que choram, à minha beira. E estou certa de que aprendem comigo - ainda há dias, no intervalo, a fumar fora de portas os meus cigarros, uma aluna de doze anos correu para o meu lado e puxou ela também de um cigarro para me acompanhar no gesto. Até esta aprendizagem definida pela ASAE é integralmente cumprida.

5. Como avalia o apoio que prestou à aprendizagem dos seus alunos?

Excelente, também. E vou tendo sempre clientes nas aulas de reforço, apoio, substituições, salas de estudo... até no jardim em frente à escola a avaliar com os alunos os galhos das árvores que podem aguentar que se trepe, apoiando-os no exercício, ou a tentar apoiar e compreender a linguagem utilizada pelos jovens casais de alunos, sob as mesmas árvores, a exercitar experiências de natureza físico-química aprendidas nas aulas práticas …

6. Como avalia o trabalho que realizou no âmbito da avaliação das aprendizagens dos alunos? Identifique sumariamente os instrumentos que utilizou para essa avaliação e os respectivos objectivos.

Excelente. Estou sempre de olho neles e de ouvido alerta, memória de elefante e caderno mágico para anotações. Consegui preencher todas as grelhas das turmas do ensino regular e recorrente, conforme a legislação específica que muda a cada semana e que já tenho decorada, preenchi cuidadosamente o PIAV das oito turmas com todas as cruzes e percentagens, os cronogramas e as configurações da avaliação de todas as turmas, produzi planificações, relatórios disto e daquilo, consegui fazer todos os diagnósticos, reflexões e análises do APA, dos NEE, dos AOPES, do PEE, do PAA, de todos os PCP (planos curriculares de turma), do PQP (isto não sei bem o que é, mas preenchi…) conforme descrito nas actas de todos os Conselhos de Turma e reuniões de Departamento, Grupos, Minigrupos, etc. E, mais difícil ainda, consegui distribuí-los por níveis, só quatros e cincos no básico, assim como nas turmas do secundário, dezoitos e dezanoves pois o vinte é pra mim, que o mereço por ter contribuído com eficácia para as estatísticas ministeriais referentes ao sucesso educativo. Excelente.

7. Identifique a evolução dos resultados escolares dos seus alunos. Avalie o seu contributo para a sua melhoria e o cumprimento dos objectivos individuais estabelecidos neste âmbito.

Excelente. Este ponto descreverei detalhadamente apenas no final do ano, mas atendendo a que esta escola não costuma ficar bem colocada nos rankings, posso contribuir para essa melhoria e ir dizendo antecipadamente, com alguma alegria, que a maior parte dos alunos do 11º e 12º anos já consegue ler, e quase todos já escrevem frases utilizando a letra maiúscula no início, apesar das enormes dificuldades com a pontuação e a troca dos B pelo V e bice-bersa.
Apesar de nunca lerem as obras obrigatórias, é notável a ampliação vocabular que revelam devido aos hábitos de aprendizagem adquiridos através dos “Morangos com Açúcar”, obra-prima que pode servir como exemplo de prática inovadora e motivadora, ao invés da leitura de “Os Lusíadas” ou do “Memorial do Convento”, obras impostas pelo M.E. e que são a verdadeira causa dos maus resultados desta escola nos exames. Caso esse factor seja objecto de alteração pelo M.E., posso afirmar desde já que os resultados serão excelentes, assim como eu. Excelente.

Nota - Com os meus agradecimentos ao João Vasconcelos.
Manter o bom mumor é preciso.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

DGRHE - Informação?

DGRHE - Informação

Hoje foi dia de receber esta prenda via e-mail.
Confesso que já me considerava a salvo destas investidas da DGRHE.
Por um lado, tinha-lhes respondido algures para aí no terceiro mail propagandístico sobre a ADD qualquer coisa como "Desculpem, mas deve haver engano. A Avaliação do Desempenho está suspensa."
Por outro lado mandei-lhes um cartão de boas festas pelo Natal em que a festa se fazia estoirando balões com grande alarido... não tanto como o alarido provocado pelos estoiros da ADD, mas enfim, foi o que se conseguiu arranjar, e eles não me responderam, o que me fez pensar "Uf! Uf! Estou a salvo! Quiçá riscada dos ficheiros desejáveis!"
Mas que nada! Hoje voltaram à carga! E ainda por cima chamando-me Professor...
Que lata!

Professor,
Tendo em conta o elevado número de escolas que têm solicitado esclarecimentos sobre a fixação de objectivos individuais, importa informar o seguinte:
1.Os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo;
2.De acordo com o Artigo 16.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, é por referência aos objectivos individuais previamente fixados e ao respectivo grau de cumprimentos, que o docente efectua a sua auto-avaliação;
3.Da mesma forma, os objectivos individuais são elemento obrigatório na avaliação da componente funcional do desempenho, uma vez que só a partir da aferição do seu nível de execução é possível avaliar o contributo de cada docente para o cumprimento dos objectivos fixados no projecto educativo e no plano de actividades da escola, de acordo com o estabelecido nos artigos 10.º e 18.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro. Assim, sem objectivos individuais fixados, não é possível avaliar o desempenho dos professores.
Relembra-se ainda, relativamente aos procedimentos inerentes à fixação de objectivos individuais, que:
1.O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola;
2.Nas situações em que o prazo estipulado não seja cumprido, deverá o director notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências;
3.No entanto, poderá o director/presidente do conselho executivo, tendo em conta a situação concreta da sua escola, fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola (número 4, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro). A avaliação de desempenho docente começa para os avaliados com a entrega dos objectivos para o período avaliativo (número 1, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro), atribuindo-se aos professores, desta forma, uma significativa responsabilidade individual, uma vez que se trata de profissionais com elevados níveis de competências e de autonomia. Aliás, no SIADAP, os objectivos individuais são sempre fixados a partir de uma proposta da hierarquia. A recusa da entrega de objectivos individuais prejudica sobretudo os professores avaliados que, dessa forma, ou reduzem o espaço de participação e valorização do seu próprio desempenho, ou, no limite, inviabilizam a sua avaliação. Esta informação deve ser divulgada junto de todos os professores, para que não restem dúvidas relativamente às suas obrigações no processo de avaliação de desempenho que não pode, em caso algum, ser reduzido a um mero procedimento de auto-avaliação.
Lisboa, 13 de Fevereiro de 2009.
Com os melhores cumprimentos, DGRHE

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Reflexões de Um Professor

Reflexões de Um Professor

Um texto especial, que eu amaria ter escrito.
Obrigada, Maria.

Chamo-me Afonso da Silveira, sou professor do ensino secundário, participei nas manifestações de professores em Lisboa contra o modelo de avaliação docente, fiz greve nos dias 3 de Dezembro de 2008 e 19 de Janeiro de 2009, subscrevi todas as moções repudiando aquilo que sempre considerei uma farsa em matéria de avaliação dos profissionais de ensino e hoje estou confrontado com um despacho do Presidente do Conselho Executivo da minha escola que diz que até dia 7 do próximo mês de Fevereiro tenho de entregar os objectivos individuais e decidir-me se quero ou não ser avaliado na componente científica e pedagógica.
Que fazer? É a pergunta que não pára de me martelar na cabeça. Será que devo requerer ser avaliado na componente científica e pedagógica? Que ganho eu com isso? A possibilidade de poder ter uma classificação profissional de "Muito Bom" ou "Excelente", diz o Ministério da Educação. Bem, isso dava-me jeito, ajudava-me a progredir mais rapidamente na carreira e o dinheiro faz sempre falta. Lá estou eu a divagar. Ter a possibilidade de obter essas classificações altas não é a mesma coisa que consegui-las. O sistema de quotas é que "lixa" isto tudo. Só um número muito reduzido de professores é que será contemplado com estas avaliações e na maioria dos casos isso terá pouco a ver com as suas competências.
Aliás, foi esta uma das razões porque lutei contra este sistema de avaliação. Será que terei alguma possibilidade de obter um "Muito Bom" ou um "Excelente"? Não me parece. Faltei um dia por conta das férias porque tive de acompanhar a minha mãe ao médico e não me atribuíram qualquer cargo, nem mesmo uma direcção de turma. Para além disto, tal como as coisas estão, o mais natural é tudo ser corrido a "Bom". Bem vistas as coisas, nada ganharei em requerer ser avaliado na componente científica e pedagógica. Mas se, apesar de tudo, o fizer, que perderei? Nem quero pensar nisso. Até me dá calafrios. Para começar perderei a minha dignidade. Então, andei eu a manifestar-me contra este modelo de avaliação e agora, justamente na componente em que o Ministério recua, é que eu apareço a dizer que quero que se aplique à minha pessoa? Como me poderei ver diariamente ao espelho sem sentir uma profunda vergonha por aquilo em que me transformei? Não, não há nada que compre este andar de cabeça erguida.
Está decidido. Não apresentarei qualquer requerimento no sentido de pedir para ser avaliado na componente científica e pedagógica. Ainda agora tomei a decisão e até parece que respiro melhor. Isto da gente fazer o que tem a fazer até parece que nos dá anos de vida.E quanto aos objectivos individuais, que fazer? Entregá-los? Se os entregar que ganharei? Dizem-me, a possibilidade de ter "Bom" na minha classificação profissional. E para que é que isso me servirá? No fundo, para nada. Com "Bom" nunca chegarei a titular, nem nunca serei, eventualmente, beneficiado em concursos futuros. Ter "Bom" é, assim, uma espécie de viver como habitualmente. E se não entregar os referidos objectivos, o que me poderá acontecer? O período a que se reporta esta avaliação não será considerado para efeitos na progressão na carreira docente, diz o Ministério. Nada de muito pesado. Quem já marcou passo tanto tempo no mesmo escalão, também pode fazê-lo por mais uns meses e há sempre a possibilidade desta trapalhada ficar sem efeito no futuro, nomeadamente no caso do PS não alcançar uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, o que é mais do que previsível. Mas também me sujeito à possibilidade de ter um "Regular" ou mesmo, num caso extremo, um "Insuficiente".
Ora, isto não me agrada mesmo nada. Mas atenção! Está garantido que as classificações inferiores a "Bom", obtidas este ano, poderão ser corrigidas por uma avaliação extraordinária a realizar no próximo ano. Afinal, o problema do "Regular" e do "Insuficiente" pode ser sempre ultrapassado. E processo disciplinar? Será que poderei ser alvo duma coisa dessas? Processos poderão sempre aparecer, agora sanções disciplinares é que não. Que estarei eu a fazer de mal se não entregar os ditos objectivos? Estarei a impedir o "patrão" de me avaliar? Não, ele pode sempre fazê-lo e, inclusivamente, até pode definir os objectivos que eu não entreguei e, em função disso, avaliar-me. Afinal, para que eu possa ser avaliado não tenho que entregar quaisquer objectivos, com isso colaborando num processo em que de todo discordo.
Está decidido, também não entrego os objectivos individuais.Sete horas, toca o despertador, Acordo meio estremunhado, entro aos tropeções dentro da banheira e acordo em definitivo por força dum jacto de água fria. Faço a ligação mental ao dia anterior, a memória sinaliza a decisão tomada em matéria da minha avaliação profissional e um imenso sorriso aflora-me aos lábios. Visto-me à pressa, saio de casa, e em passadas rápidas chego à praça pública. Abro os braços e um enorme grito sai do fundo das minhas entranhas, LIBERDADE! Dois transeuntes olham e ficam a olhar embasbacados. Eles não sabem, mas eu sei e tu também sabes: Só um homem que recusa ser escravo pode ser um "Excelente" professor.

Constantino Piçarra
"Diário do Alentejo", 30/01/09

domingo, 18 de janeiro de 2009

ADD Oficialmente Suspensa nos Açores

ADD Oficialmente Suspensa nos Açores

Por certo três países: Portugal, Madeira e Açores!
Se a ideia é lançar a confusão até que não está nada mal!

"A Secretária Regional da Educação e Formação mostrou-se sensível aos argumentos do SPRA publicados no Correio dos Açores e no Diário Insular de 08 de Janeiro no sentido de se proceder a uma avaliação simplificada este ano, que passará pela elaboração de apenas um relatório, a realizar pelos docentes."

Nota - Com os meus agradecimentos ao Fernando Oliveira

Esclarecimentos

Esclarecimentos

Já o afirmei anteriormente neste blogue. A ADD não pára, se os Executivos assim o entenderem, pela não entrega dos Objectivos Individuais. Não pára, mas lá que os chateia, lá isso chateia!
Mas a ADD parará aquando da não entrega da autoavaliação, no final deste ano lectivo.
Haja professores dispostos a isso.

De: meducacao@min-edu.pt

Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Executivo,

Em resposta à questão colocada na aplicação de perguntas e respostas sobre a avaliação de desempenho, informamos:
O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola. Nas situações em que esse prazo não seja cumprido, deverá o director/presidente do conselho executivo notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências, ou seja, o período sem avaliação, não será considerado para efeitos da evolução da carreira docente.
No entanto, uma vez que, quando existe falta de acordo, prevalece a posição do avaliador, poderá o director/presidente do conselho executivo fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola.

Com os melhores cumprimentos
DGRHE

Mensagem:
Quais as consequências legais e/ou de carácter administrativo da não entrega de objectivos individuais por parte dos docentes?

sábado, 17 de janeiro de 2009

A Luta Continua

A Luta Continua

"Acrescento que, entre muitas outras razões, um modelo e uma escola que penalizam os professores na sua avaliação por faltas dadas a servir a causa da educação não é coisa séria e prejudica fortemente aquilo que deveriam ser "os objectivos individuais" (estarão escritos nalguma folhinha de papel?) do Ministério para melhorar a qualidade da educação e do trabalho nas escolas. (Ontem, para apresentar a comunicação no evento de apresentação do Scratch no Sapo Kids, tive uma falta que me retiraria a hipótese de ser excelente, já que é preciso 100% de assiduidade para tal... e encontrei um colega de outra Escola, coordenador TIC - foram convidados para o evento - também a faltar por conta das suas férias por não lhe ter sido justificada a falta de outra forma.)
A única nota triste do bonito dia de ontem é que as palavras Escola de Azeitão, alunos, professora foram várias vezes falados mas, como me dizia esse colega, aparentemente estávamos ali apenas em representação pessoal (fomos obrigados a usar um dia de férias para tal...) e não do Ministério da Educação nem da escola onde estamos.
Não consigo calar estas injustiças, mas posso com palavras e gestos dizer da minha tristeza e revolta.
Um sistema que conta pontos sem nexo, cria avaliadores quase por geração espontânea e penaliza quem mais se dedica, não me merece confiança. Isso não significa que trabalhe menos, já devem ter percebido. Renasce-me a esperança sempre que leio as notícias e as posições de muitas escolas país fora que se conseguiram organizar para dizer não de forma clara e alta. Bem hajam por isso.
Poucos ou muitos, ajudaremos no possível não entregando os nossos por aqui. São posições individuais. Cada um aje de acordo com a sua consciência e visão das coisas...
E há quem faça muito mais...

Demissão da nossa Presidente do CE

A Presidente do CE da Esc. Sec. Seb. da Gama (Setúbal) anunciou hoje numa reunião Geral de Professores que irá pedir a demissão do cargo no dia 21 de Janeiro de 2009. Este anúncio foi recebido pelos professores presentes com uma salva de palmas."

In http://tempodeteia.blogspot.com/

O Estado a que isto Chegou!

O Estado a que isto Chegou!

"O Estado a que isto chegou!?"

Constantino Piçarra

Depois da contestação ao modelo de avaliação dos professores, o Ministério da Educação no passado dia 5 de Janeiro fez publicar em Diário da República um Decreto Regulamentar (nº1-A/2009) que, segundo os responsáveis da 5 de Outubro, simplifica o modelo de avaliação primitivamente concebido, na medida em que – e isto é assumido pela Ministra – lhe foram retirados os aspectos mais criticáveis. No entanto, logo se acrescenta que no próximo ano lectivo de 2009/2010 se mantêm em vigor os aspectos que agora se retiram nesta simplificação, justamente por serem criticáveis.

Quem me explica esta conversa? Há aqui alguém que, decididamente, pensa que os professores e o povo em geral são parvos. E o pior é que quem assim pensa são os responsáveis pelo Ministério da Educação. Abençoado país que possui governantes deste quilate.

Após análise do citado Decreto Regulamentar cujo objectivo é simplificar, a primeira conclusão a retirar é que complica. Vejamos alguns exemplos transportados para o mundo conhecido por todos para que, efectivamente, todos percebam do que se está a falar.

Imagine o leitor que é médico e que trabalha num centro de saúde dirigido por uma advogado e onde você é o único profissional de saúde, por sinal, reconhecido pela comunidade como excelente. Imagine, ainda, que o governo decidiu que você devia ser avaliado enquanto médico – (se receitava os medicamentos apropriados, se auscultava correctamente os doentes, etc.) – pelo advogado, director do centro de saúde. Perante esta coisa tresloucada seria de esperar que você ficasse quieto e calado? Claro que não. Pois bem, foi o que a classe docente fez quando se apercebeu que um professor de história ia avaliar um professor de educação física e que este avaliaria um de educação visual e assim por diante. E nesta conformidade se manifestaram na rua exigindo uma outra avaliação, no mínimo séria e honesta.

Agora imagine o leitor que o governo, perante a sua crítica, na qualidade de médico, simplificava a avaliação dizendo-lhe: Bem, nós percebemos a sua crítica e, por isso, resolvemos o assunto da seguinte maneira: Desde logo o senhor pode prescindir de ser avaliado na vertente “acto médico”. No entanto, se optar por tal caminho nunca poderá ser classificado com “Muito Bom” ou “Excelente”. Se quiser ter essas altas classificações das duas uma: Ou aceita ser avaliado pelo Advogado, director do centro de saúde, ou requer ser avaliado por um médico, só que, neste caso, não lhe dizemos qual será o médico que o irá avaliar. Pode ser um acabado de entrar na profissão, sem experiência, ou até pode não haver qualquer médico e neste caso a gente não lhe sabe dizer que classificação é que terá.

Convenhamos que para simplificação não está mau de todo. No entanto a questão central é esta: Estaria o leitor disponível para aceitar esta opacidade de procedimentos totalmente aberta ao arbítrio? Penso que não. E um professor de educação visual, arquitecto, tem que estar disponível a tudo isto só para não ser avaliado por um colega de educação física?

Agora imagine o leitor que tem uma empresa de construção civil e que concorre a um concurso aberto pelo Ministério da Educação destinado a construir uma escola em Mértola. São três os concorrentes. A empresa do leitor e mais duas. Agora imagine que o Ministério da Educação delega o poder de avaliar as propostas e de, portanto, decidir quem ganha o concurso, numa empresa sua concorrente no referido concurso? Como reagiria o leitor? Provavelmente clamando que isto era um caso de polícia ou que se estava numa república das bananas. Pois bem, então que dizer dum sistema de avaliação imposto pelo Ministério da Educação onde um professor irá avaliar outro, mas que depois os dois irão ser opositores ao mesmo concurso e à mesma vaga? Pode-se dizer tudo. Que os professores não querem ser avaliados é que não.

E é este o estado da república em matéria de avaliação de professores. És professor de educação física, toma lá um arquitecto para te avaliar que a bola também faz arcos e a ginástica é pura estética em movimento. Achas isto mal? Não percebes a coisa? Então deixa-te de avaliações e contenta-te com um “Bom” ou um “Suficiente” que a tua mente é de horizontes curtos. Ainda refilas? Então requer lá um professor de educação física para te avaliar que a gente logo vê o que consegue. Pobres e mal agradecidos. Andam todos com a mania que são Ronaldos.
E VIVA PORTUGAL!

“Diário do Alentejo” de 16/01/09

Nota - Com os meus agradecimentos ao João Vasconcelos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Manifesto de Santarém

Manifesto de Santarém

Este documento, aprovado em Santarém no passado dia 10, por 139 presidentes de conselhos executivos, vai ser entregue à srª ministra da Educação pelas 13:30. Daqui a pouco, portanto.
Aguardemos as reacções da tutela.

Documento aprovado em Santarém por 139 presidentes de Conselhos Executivos

Exma. Sra. Ministra da Educação,

As Presidentes e os Presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas em relação infra, reunidos em 10/01/2009, cientes e convictos das suas obrigações perante Vª. Exa. e perante a Escola, cientes e convictos da importância e necessidade de implementação de um processo de avaliação que promova, eficiente e eficazmente, a qualidade do ensino público e da condição docente, cientes e convictos, ainda, da importância do seu contributo em tudo o que à Escola Pública respeita, unanimemente entenderam dever manifestar a Va. Exa.:
1) que a regulamentação agora publicada, apesar de retirar do processo avaliativo alguns parâmetros anteriormente previstos, não se torna, ainda assim, mais exequível, nomeadamente por força da concentração de competências no Presidente do Conselho Executivo;
2) que a mesma regulamentação, ao consignar a não obrigatoriedade de os Professores serem avaliados na componente científico-pedagógica, não só não promove, como compromete, a qualidade do ensino;
3) que este processo de avaliação, a realizar-se nos termos agora regulamentados, promoverá a injustiça entre pares, constituindo-se, assim, como instrumento promotor de desmotivação e consequente mau instrumento de gestão, pois não assegura, de forma distinta, a avaliação do mérito científico-pedagógico;
4) que a insistência, assim, no actual modelo de avaliação, compromete a construção, desde já e a longo prazo, de um modelo de avaliação justo, sério e credível, bem como desvia significativamente a Escola da sua principal razão: a educação dos alunos;
5) ser da maior importância, para a realização de uma justa e credível avaliação do desempenho dos Professores em sede da respectiva escola, a rectificação da injustiça instalada nas escolas com o processo de concurso para Professores titulares, no qual não foi dado o primado ao mérito profissional;
6) haver, pelo exposto e a fortiori, fundamento suficiente para reiterar a posição maioritária do Conselho de Escolas, favorável à suspensão deste processo de avaliação de desempenho.
Mais unanimemente entenderam, considerando que a sua responsabilidade e missão não se esgotam num papel puramente funcional, ser a respectiva avaliação em quadro de SIADAP desadequada, pelo que solicitam consequente revisão de tal.
Reiterando a disponibilidade neste acto expressa, são:

Presidentes dos Conselhos Executivos das(os) seguintes Escolas/Agrupamentos:

Agrupamento Afonso Betote – Vila do Conde
Agrupamento Cidade Castelo Branco
Agrupamento de Escolas a Sudoeste de Olivelas
Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade – Almada
Agrupamento de Escolas António José de Almeida – Penacova
Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques – Guimarães
Agrupamento de Escolas D. Nuno Álvares Pereira – Tomar
Agrupamento de Escolas D. Sancho I –Cartaxo
Agrupamento de Escolas da Cordinha – Oliveira do Hospital
Agrupamento de Escolas da Guia – Pombal
Agrupamento de Escolas da Lousã
Agrupamento de Escolas da Pedrulha – Coimbra
Agrupamento de Escolas da Pontinha – Odivelas
Agrupamento de escolas de Aguada de Cima – Águeda
Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira
Agrupamento de Escolas de Almeida
Agrupamento de Escolas de Anadia
Agrupamento de Escolas de Cabanas do Viriato – Carregal do Sal
Agrupamento de Escolas de Campo de Besteiros - Tondela
Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim
Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal
Agrupamento de Escolas de Ceira - Coimbra
Agrupamento de Escolas de Entre Ribeiras – Paul- Covilhã
Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo
Agrupamento de Escolas de Góis
Agrupamento de Escolas de José Relvas – Alpiarça
Agrupamento de Escolas de Midões
Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo
Agrupamento de Escolas de Mortágua
Agrupamento de Escolas de Nelas
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
Agrupamento de escolas de Ourém
Agrupamento de Escolas de Pinhel
Agrupamento de Escolas de S. Pedro do Sul
Agrupamento de Escolas de S. Silvestre – Coimbra
Agrupamento de escolas de Santo Onofre – Caldas da Rainha
Agrupamento de Escolas de Soure
Agrupamento de Escolas de Vizela
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas do Caramulo – Tondela
Agrupamento de Escolas do Concelho de Vila do Bispo
Agrupamento de Escolas do Sátão
Agrupamento de Escolas do Tortosendo
Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Fernandes – Abrantes
Agrupamento de Escolas Febo Moniz – Almeirim
Agrupamento de Escolas Finisterra – Febres – Cantanhede
Agrupamento de Escolas Gil Vicente – Lisboa
Agrupamento de Escolas Inês de Castro – Coimbra
Agrupamento de Escolas Maria Pais Ribeiro "A Ribeirinha" – Vila do Conde
Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal – Rio Maior
Agrupamento de Escolas Martim de Freitas - Coimbra
Agrupamento de Escolas Padre António Andrade – Oleiros
Agrupamento de Escolas S. Martinho do Porto – Alcobaça
Agrupamento de Escolas Santa Cruz da Trapa – S. Pedro do Sul
Agrupamento de Escolas Silva Gaio – Coimbra
Agrupamento de Escolas Soares dos Reis – Vila Nova de Gaia
Agrupamento de Escolas Virgínia Moura - Guimarães
Agrupamento de Samora Correia – Benavente
Agrupamento de Vila Nova de Poiares
Agrupamento do Avelar
Agrupamento Fazendas de Almeirim – Almeirim
Agrupamento Idães – Felgueiras
Agrupamento Marcelino Mesquita – Cartaxo
Agrupamento Maria Alice Gouveia – Coimbra
Agrupamento Marquês de Pombal – Pombal
Agrupamento Paço de Sousa – Penafiel
Agrupamento Pêro da Covilhã
Agrupamento Vale Aveiras – Azambuja
Agrupamento Vertical de Escolas – Alcochete
Agrupamento Vertical de Escolas de Ponte da Barca
Conservatório de Música de Coimbra
EB23 Alexandre Herculano – Santarém
EB23 António Correia de Oliveira - Esposende
Eb23 Ciclos Santa Iria – Tomar
EB23/S de Oliveira de Frades
Escola Sec. Com 3º Ciclo Fernando Namora de Condeixa-a-Nova
Escola Sec/3 de Pinhel
Escola Sec/3 de Raul Proença – Caldas da Rainha
Escola Secundária /3 de Alcanena
Escola Secundária Alberto Sampaio – Braga
Escola Secundária Avelar Brotero – Coimbra
Escola Secundária Cacilhas – Tejo – Almada
Escola Secundária D. Duarte – Coimbra
Escola Secundária da Lousã
Escola Secundária da Lousada
Escola Secundária da Mealhada
Escola Secundária da Quinta das Flores – Coimbra
Escola Secundária Daniel FariaBaltar
Escola Secundária de Arganil
Escola Secundária de Barcelinhos – Barcelos
Escola Secundária de Barcelos
Escola Secundária de Barcelos
Escola Secundária de Felgueiras
Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo
Escola Secundária de Oliveira do Hospital
Escola Secundária de Porto de Mós
Escola Secundária de S. Pedro – Vila Real
Escola Secundária de Vilela - Paredes
Escola Secundária de Vouzela
Escola Secundária do Fundão
Escola Secundária Dr João Lopes Morais - Mortágua
Escola Secundária Dr. Ginestal Machado – Santarém
Escola Secundária Dr. J.C.C. Gomes – Ílhavo
Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima de Aveiro
Escola Secundária Dr. Mário Sacramento – Aveiro
Escola Secundária Eça de Queirós – Póvoa de Varzim
Escola Secundária Emídio Navarro – Viseu
Escola Secundária Fernão Mendes Pinto – Almada
Escola Secundária Gama Barros – Lisboa – Cacém
Escola Secundária Homem Cristo de Aveiro
Escola Secundária Infanta D. Maria – Coimbra
Escola Secundária Jácome Ratton – Tomar
Escola Secundária Jaime Cortesão – Coimbra
Escola Secundária José Falcão – Coimbra
Escola Secundária José Régio – Vila do Conde
Escola Secundária Luis Sttau Monteiro – Loures
Escola Secundária Manuel da Fonseca – Santiago do Cacém
Escola Secundária Marquesa de Alorna – Almeirim
Escola Secundária Pe. Benjamim Salgado – Vila Nova de Famalicão
Escola Secundária Rainha D. Amália – Lisboa
Escola Secundária Rocha Peixoto – Póvoa de Varzim
Escola Secundária Rodrigues Lobo de Leiria
Escola Secundária Sá da Bandeira – Santarém
Escola Secundária Santa Maria do Olival- Tomar
Escola Secundária Sebastião da Gama - Setúbal
Escola Secundária/3 Amato Lusitano – Castelo Branco
Escola Secundária/3 de Carregal do Sal
Escola Secundária/3 de Santa Comba Dão

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ponto da Situação

Ponto da Situação

Na minha escola estamos numa posição estranha.
Por um lado já entregámos objectivos faz muito tempo porque na ESA andamos sempre a todo o vapor e, se bem se lembram, durante o ano lectivo passado, e igualmente neste que agora decorre, já houve mesmo aulas assistidas para além da entrega dos ditos Objectivos.
Entretanto as formas de luta foram endurecendo ao longo deste já longo período. E ultimamente parece que muitos baralharam.
Assim, reunimos hoje, com pouca adesão, e reflectimos em conjunto estratégias de luta. Mas, mas... estamos divididos na forma de actuar. Ainda sugeri retirarmos os objectivos já entregues, mas realmente se eles podem ser fixados unilateralmente pela direcção também acabei por achar um acto descabido, neste contexto, já que não tenho qualquer dúvida que por aí, na minha escola, a avaliação não emperrava.
No entanto considero que as tomadas de posição conjuntas de não entrega dos OI irão pressionar o ME e os conselhos executivos e irão desgastar o trio eléctrico e o modelito que, decididamente, não presta.
A maioria dos professores da ESA não solicitará aulas assistidas, isso é certo, o que me parece correcto face à nossa recusa de um modelo que é péssimo, uma vez que a luta continua, parecendo-me francamente cedo para baixar os braços. De facto ainda não dei a luta por encerrada. Muitos de nós ainda não deram a luta por encerrada. Por outro lado tenho a noção, e penso que estou a ser lúcida e objectiva, que a verdadeira prova dos nove será jogada na entrega das autoavaliações. Aí sim, o sistema implode se não entregarmos as ditas, ainda por cima em data completamente "sobreposta" ao calendário eleitoral.
Aí sim, S, MLR, VL e P não poderão cantar vitória e ficarão em muito maus lençóis, deitados e embrulhados na sua própria incompetência.
Mas haverá professores dispostos a sacrificar mais um ano de progressão da sua carreira individual face aos interesses mais altos que nos afectam a todos?

Certo certo é que temos uma greve marcada para dia 19 e teremos de ser praticamente todos, de novo, a parar a Escola Pública Portuguesa. Sob pena de nos sairmos muito mal.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Importante Não Esquecer



Importante Não Esquecer

Nada de distracções. A luta continua.

Plataforma Sindical - Comunicado

Plataforma Sindical - Comunicado

Organizações que integram a Plataforma entregam pré-aviso para greve coincidente com a realização de aulas assistidas
As organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores fazem chegar, durante o dia de hoje, ao Ministério da Educação, entre outras entidades a quem estão legalmente obrigados, um Pré-Aviso de Greve às aulas assistidas, que abrangerá todos os professores avaliadores que tenham de observar aulas para efeito de avaliação. Este Pré-Aviso abrange o período compreendido entre as 0H00 de 20 de Janeiro (iniciando-se no dia seguinte à Greve Nacional dos Professores) e as 24H00 de 20 de Fevereiro de 2009 (último dia antes da interrupção lectiva de Carnaval).
Apesar da contestação dos professores e da crítica generalizada a que tem estado sujeito, encontrando-se praticamente isolado na defesa do seu modelo de avaliação, o Ministério da Educação insiste em impô-lo às escolas mantendo nelas o clima de intranquilidade e instabilidade que há muito aí se instalou. Trata-se de um modelo burocratizado, inadequado, incoerente, injusto, potenciador de conflitualidade, que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes, que colide com o interesse das escolas no que à sua boa organização e bom funcionamento diz respeito, rejeitado pelos professores, iníquo no que ao reconhecimento e distinção do mérito profissional diz respeito, inexequível. O facto de, anualmente, o Ministério da Educação simplificar os procedimentos relativos à sua aplicação não altera a essência do modelo, razão por que os professores e educadores continuam a rejeitá-lo.
Poderão alguns docentes, pelas mais diversas razões, requerer que, no âmbito daquele modelo, algumas as suas aulas sejam assistidas. Os avaliadores, ainda que discordando desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve. É no sentido de permitir aos professores com funções de avaliador e que, nas circunstâncias referidas, terão de assistir às aulas de outros colegas para fins de avaliação, que as organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores entregaram no Ministério da Educação um Pré-Aviso de Greve.
Esta, como outras formas de luta, de entre as quais se destaca a Greve Nacional marcada para dia 19 de Janeiro, orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo ME, cuja suspensão continuam a exigir.
A Plataforma Sindical dos Professores12/01/2009

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Opiniões

Opiniões

"Especialistas em Direito Administrativo dividem-se sobre consequências para professores
Hoje às 13:44

Especialistas em Direito Administrativo dividem-se sobre as consequências que os professores podem vir a sofrer caso não aceitem o processo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação. A ameaça de instaurar um processo disciplinar aos docentes foi feita pelo secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira."

Leia e ouça. Não que fique informado!

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1068075

A Luta Continua

A Luta Continua

Comunicado - Plataforma

Comunicado - Plataforma

"Greve do próximo dia 19 de Janeiro cresce de importância com o processo de revisão do ECD

A luta dos Professores e Educadores obteve um significativo resultado ao obrigar o Ministério da Educação a abrir um inesperado processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), tal como vinham exigindo os docentes e as suas organizações sindicais.
Para esse processo de revisão, as organizações sindicais e os professores têm objectivos bem definidos: rever a actual estrutura de carreira, de forma a eliminar a sua divisão em categorias, substituir o actual modelo de avaliação e abolir as quotas que condicionam a atribuição das menções mais elevadas, revogar a espúria prova de ingresso na profissão, aprovar horários de trabalho pedagogicamente adequados, recuperar o tempo de serviço perdido por imposição legal, rever condições de aposentação, entre outros que são sobejamente conhecidos.
Já o Ministério da Educação reafirmou, na reunião de hoje, que os seus objectivos são os que se encontram no Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, ou seja, os que são concretizados pelo actual ECD.
Face à abertura deste processo negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente e à manifesta divergência de objectivos entre o ME e os Sindicatos, ganha uma importância acrescida a Greve Nacional dos Professores marcada para 19 de Janeiro. Para além de continuarem a exigir a suspensão, este ano, do modelo de avaliação imposto pelo ME (simplificado, mas com a mesma natureza negativa), nesta Greve, os Professores tornarão claros e inequívocos os seus objectivos para a revisão do ECD, com o significado acrescido de se realizar no dia em que se completam dois anos sobre a publicação deste "ECD do ME".
A revisão do ECD iniciar-se-á em 28 de Janeiro (ou seja, poucos dias depois da Greve) e prolongar-se-á até final do 2.º período lectivo. O primeiro aspecto a rever será a "Prova de Ingresso", seguir-se-á a estrutura de carreira (que inclui a sua actual organização em categorias, bem como as remunerações) e a avaliação de desempenho, bem como as condições de progressão na carreira. Para os Sindicatos, deverão também ser revistos, entre outros aspectos, os horários de trabalho e as condições de aposentação.
Por fim, e relativamente à avaliação de desempenho que, este ano, o ME impôs aos docentes, não existem razões para que os professores alterem a posição que vêm manifestando e adoptando nas escolas, na medida em que nada de fundamental ou significativo foi alterado com o regime imposto para este ano. De facto, o ME simplificou os procedimentos, mas não introduziu qualquer alteração de registo na matriz do modelo, daí a rejeição pelos professores e educadores.

A Plataforma Sindical de Professores
5/01/2009"

Os Incendiários


Recebida por mail, sem indicação de autoria

Os Incendiários

Obrigada, M.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mário Nogueira

Mário Nogueira

Há motivos redobrados para que as escolas mantenham a suspensão da avaliação

"Há motivos redobrados para que as escolas mantenham a suspensão da avaliação do desempenho", realçou Mário Nogueira na conferência de imprensa convocada pelo Secretariado Nacional da FENPROF. "O Governo quer fazer depender a negociação de uma submissão dos Sindicatos. Nunca aceitaremos uma situação dessas", afirmou noutra passagem.
O dirigente sindical falava aos jornalistas na sede da Federação, ao fim da tarde, nesta terça-feira, 6 de Janeiro, criticando as deploráveis declarações do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, que, em entrevista, ameaçou, com a sujeição a processos disciplinares, inquéritos ou demissões, os professores que não aceitem submeter-se ao processo de avaliação que o ME impôs para este ano.
"Os professores nada têm a recear quanto a essas inqualificáveis ameaças. Não há nenhuma sanção disciplinar que lhes possa ser aplicada, nem a eles nem aos presidentes dos Conselhos Executivos", destacou o secretário-geral da FENPROF. Trata-se de "um delírio ou de uma invenção do senhor secretário de Estado", observou Mário Nogueira, que deixou um duplo apelo a todos os professores portugueses: "não entreguem os objectivos individuais", "participem em massa na greve nacional marcada para 19 de Janeiro, na passagem dos dois anos sobre a publicação do ECD do ME!

"Política de ameaças não é nova"

Esta política de ameaças aos professores não é nova. Cerca de três meses depois de ter tomado posse, a actual ministra da Educação lançou ameaças aos órgãos de gestão das escolas em que não se realizassem exames, devido a uma greve convocada nesse período", recordou o secretário-geral da FENPROF, que condenou "a cultura não democrática" dos responsáveis políticos do Ministério da Educação. "Agora, as ditas concessões aos professores dependeriam da manutenção ou do levantamento da greve nacional de 19 de Janeiro. Isto é inadmissível", salientou.
"A FENPROF não admite que o ME queira substituir-se aos Sindicatos naquilo que são as suas competências legais", afirmou mais adiante. "Para este Ministério da Educação parece não bastar a possibilidade de decidir a seu favor todas as "negociações", pelo que, pretenderão, também, poder decidir os momentos e as formas de luta dos professores, substituindo-se aos Sindicatos no que é o seu papel e de que não abdicam", acrescentou Mário Nogueira, que estava acompanhado na Mesa desta conferência de imprensa por António Avelãs, presidente da Direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL); Manuela Mendonça, coordenadora do Sindicato dos Professores do Norte (SPN); Anabela Sotaia, coordenadora-adjunta do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC); Joaquim Páscoa, presidente da Direcção do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) e João Sousa, vice-coordenador do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM).

"Uma equipa ministerial que não sabe lidar com as regras da democracia"

As declarações do responsável do ME que ameaça não negociar e até recuar em "concessões" alegadamente feitas aos Sindicatos, são o retrato exacto de uma equipa que não sabe lidar com as regras da democracia e que digere mal as acções e formas de luta que são desenvolvidas no quadro legal e constitucional português", sublinhou.
Todas as "soluções" da actual equipa do Ministério da 5 de Outubro foram impostas. "No essencial, ao longo destas três anos, nunca alteraram nada nas suas posições. As poucas alterações são de pormenor, e muitas vezes para piorar soluções inicialmente anunciadas", afirmou Mário Nogueira, que recordou, a propósito, a tomada de posição da ministra numa recente reunião com os Sindicatos: primeiro, afirmou que as decisões do Ministério já estavam tomadas independentemente do desenrolar da reunião; depois, confrontada com o que entendia ser uma reunião de agenda aberta, limitou-se a afirmar que não estava ali para ouvir teorias sobre o conceito de agenda aberta...
"As organizações sindicais, naturalmente, avançam propostas e têm que pressionar os Governos, na defesa legítima dos trabalhadores que representam. A Constituição da República e outras leis mais específicas enquadram e garantem a legalidade das acções de protesto e luta dos Sindicatos", comentou o dirigente da FENPROF no diálogo com os profissionais da comunicação social.

Razões acrescidas para fazer Greve em 19 de Janeiro

"O único resultado que o ME obterá com o seu comportamento de ameaças e de desrespeito será o agravamento do conflito que tem mantido com os professores. Com esta atitude antinegocial e esta postura antidemocrática o ME/Governo não só não conseguirá que acabem as lutas dos professores e regresse às escolas o desejável e necessário clima de serenidade e tranquilidade, como potenciará novos e mais agudos momentos de confronto e instabilidade. É lamentável e irresponsável este comportamento adoptado por quem deveria contribuir para a pacificação do sector", salientou o secretário-geral da FENPROF, que afirmaria ainda a este propósito:"Se o ME pretende pacificar a situação, sem dúvida que pode e deve fazê-lo, mas não com as políticas que tem imposto e que têm estado na origem dos conflitos e da instabilidade que se vive nas escolas".
"Há hoje, depois da publicação do ECD do ME, razões acrescidas para fazer greve em 19 de Janeiro. Pela revisão justa do ECD, para acabar com a divisão artificial dos professores, para pôr fim à burocrática avaliação do ME e o seu regime de quotas, contra a prova de ingresso, por horários de trabalho pedagogicamente adequados, contra as atitudes antidemocráticas do ME", realçou Mário Nogueira, que acrescentaria:
"Esta Greve nacional de 19 de Janeiro é muito importante para construir soluções no quadro do processo de revisão do ECD que vai começar no dia 28 de Janeiro (primeiro aspecto a abordar será o ingresso na profissão), processo que o ME não desejava e que só a luta firme dos docentes conseguiu impor". / JPO
 
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