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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Castanheiros da Barca

Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Castanheiros da Barca

O que pode levar uma pessoa aos vinte e dois anos a plantar um souto?

O gosto pela árvore, bela como o raio que a parta em todas as estações do ano?
A admiração pela árvore, resistente a todas as intempéries?
A vontade de se deliciar com os seus frutos?
A esperança de poder acompanhar durante alguns anos o seu crescimento?
A inveja sentida sempre que constato que as espampanantes morrem de pé?

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Jardim Exterior Amarantino

Jardim Exterior Amarantino - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Jardim Exterior Amarantino

O meu. A aquietar-se perante a aproximação do Inverno.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Caminhos Meus

Caminhos Meus - Serra da Aboboreira
Fotografias de Inês Queirós

Caminhos Meus

Foram iniciados, por certo, desde a minha concepção e os meus pais terão nisto muita responsabilidade. Os meus antepassados também. E eu, claro está.

Os meus caminhos, estes, os físicos que com os meus leitores hoje partilho, foram iniciados em meados dos anos oitenta e não pararam de ser feitos até hoje. Ficam na Serra da Aboboreira e lá vão serpenteando monte acima, monte abaixo, agrestes, rudes sendo que ao mesmo tempo conseguem ser coisa delicada.
A fotografia tem cinco anos e retrata "apenas" uma operação de limpeza acontecida num Outubro soalheiro.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Senhores Castanheiros

Castanheiros - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães


Senhores Castanheiros



Confesso que os adoro. Gosto que se demorem durante o crescimento como quem degusta a lentidão do andar, que ganhem corpo devagar, devagarinho, que todos os anos percam as folhas e passem o Inverno despidos de outros adereços para além dos galhos mais ou menos fortes de onde desponta, na Primavera, um alvoroço de folhedo tenro e louco que os cobre de um verde único, quase frágil de tão clarinho. E continuo a amá-los quando eles explodem em floração doida e muito bela dando depois lugar a frutos picantes com promessas interiores de doçuras suaves e texturas macias que se desfazem na boca depois de cozidos ou assados com umas boas pitadas de sal grosso.
Estes castanheiros que agora partilho são todos meus. Já passaram por muito. Eram ainda novitos tiveram de sobreviver às bocas escancaradas das vacas que deles gostavam de se alimentar. E tiveram de sobreviver aos incêndios da Aboboreira, violentos, periódicos, um deles assustador de tresloucado a fazer-nos fugir de carro, a nós e aos bombeiros, deixando tudo o mais para trás... e os incêndios a serem parados aqui mesmo, afinal, mesmo mesmo por baixo destes castanheiros resistentes como o raio que os parta.
Estes castanheiros foram plantados há mais de trinta anos e durante todo este tempo resistiram só de quando em vez afagados. As suas copas, generosas e francas, estão já monumentais.
Um dia destes, lá mais para o final do mês, é provável que comecem a vomitar castanhas, grandes e suculentas, excelentes para juntar a uns rojões, a uma carne assada, para transformar em puré, para comer cozidas, assadas, cruas!
Estes são alguns dos meus castanheiros. Amáveis como só eles.

domingo, 2 de outubro de 2016

Muros da Barca - Serra da Aboboreira

Muros da Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães


Muros da Barca - Serra da Aboboreira



A Fadinha dos Muros voltou a atacar. Com gestos delicados, respeitadores do passado e das mãos que por aqui levantaram o grosso destes muros, respeitadores da Natureza que por aqui vai continuar a mandar, intervenciona estes muros sem precisar de os derrubar e de os deixar incaracterísticos, arranca ervas, corta silvados, arranca-os e dá-lhes cabo do canastro, tentando não danificar musgos e líquenes e fetos variados e plantas que florescerão na próxima Primavera fazendo explodir estes muros em manchas de cor branca, amarela, violeta, rosa e o mais que a nossa Mãe comum se lembrar.
Estes muros sempre foram toscos. Já foram terminados por mim, pedra a pedra, elevando-os até ao nível do socalco de cima, mas não lhes alterei a estrutura, o carácter - nasceram toscos e rudes, morrerão toscos e rudes. E lindos!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A Fadinha dos Muros

Muros - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães


A Fadinha dos Muros



Não sou, decididamente, uma fadinha do lar... mas esta fadinha, euzinha, tem outras competências que extravasam tachos e panelas e também aventais, que de resto só ficam bem aos homens.
Hoje, esta fadinha dos muros voltou a atacar e foi um gosto rever as "velhas" pedras, muitas delas colocadas com estas minhas mãos num trabalho amalucado iniciado, neste preciso local, em 2007 e visível nas duas últimas fotografias acima partilhadas.
Hoje, as pedras colocadas em 2007, que rematam o muro nivelando-o pelo socalco de cima, não se distinguem já dos centenários blocos que já sustentavam as terras de cultivo e encontram-se cobertas de musgos que ajudam a "colar" estas pedras que compõem estes  muros toscos, agrestes e rudes que eu, volta e meia, acaricio com estas minhas fortes/delicadas mãos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Muros

Muros da Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela matias de Magalhães

Muros

Continuo a amá-los. Porque se podem contornar, saltar, limpar, afagar.

Hoje foi dia do Sr. Manuel entrar em acção para a limpeza mais grosseira dos muros, de roçadeira nas mãos e aí vai aço! adeus silvados e matos para que vos quero!
Depois ataquei eu os muros, de tesoura da poda em punho, corta daqui, acaricia dacolá... eis que os muros vão ganhando nova vida e eu gosto dela. Da vida que se renova, ano após ano, e que pode ser comprovada se clicarem aqui. E sim, estes muros já foram terminados por estas minhas mãos que não servem só para teclar...

A Jóia de Luz e os Animais da Barca



A Jóia de Luz e o Louva-a-deus - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Jóia de Luz e os Animais da Barca

Hoje foi dia de encontro imediato entre uma Jóia de Luz e um Louva-a-deus.

-Ó avó, parece mesmo um galhinho verde!
-Pois é, meu lindo, agora já ficas a saber que nem tudo o que parece, é... e nem tudo o que é, parece!

Novas da Jóia de Luz

Jóia de Luz em Acção - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães


Novas da Jóia de Luz



Só para avisar que a Jóia de Luz já trabalha na Barca. Hoje andou em limpezas. Porque é de pequenino que se torce o pepino.

Novas da Avó Morcega, Voadora e Trepadora


Avó Morcega, Voadora e Trepadora - Barca
Fotografias de José Ismael Queirós




Novas da Avó Morcega, Voadora e Trepadora



Avó Morcega, Voadora e Trepadora, como é que consegues fazer essas habilidades no meio dos castanheiros?!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Barca Minha

Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Barca Minha

Hoje foi dia de embarcar para a Barca. Para fugir a sete pés do chiqueiral que emanava do coração da cidade.
 
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