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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Dia Internacional dos Direitos Humanos

Imagens surripiadas na net

Dia Internacional dos Direitos Humanos

Comemora-se hoje... mas, na verdade, todos os dias deveriam ser de salvaguarda dos Direitos Humanos. Volto sempre a este vídeo. Gostaria de ver estes princípios propagados pelo mundo como um vírus. Porque em dias de tanta incerteza mundial, em que se avistam tantas nuvens sombrias, urge... se urge!... voltar a estes princípios básicos que devem nortear a nossa passagem, sempre efémera, pela nossa casa comum - a Terra.

Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU, 10 de Dezembro de 1948

Para grande parte da humanidade, tudo está ainda por cumprir.

sábado, 9 de novembro de 2019

O Muro de Berlim


Muro de Berlim - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Caiu há 30 anos. Hoje recordo-o, num mundo cada vez mais feito de muros que se erguem para nada. Ai se esta gente conhecesse a História! Não conhecerão uma Muralha da China que se vê do espaço e acabou transformada em atracção turística?
E por falar em História... hoje recordo a minha e de como é que ela se cruza com a do muro da vergonha e com o envio de um beijo enormesco à Emiliana Silva.

O Centro de Recursos de História, a Emiliana e o Muro de Berlim

Hoje foi dia de contar a história da relação entre o Centro de Recursos de História, a Emiliana e o Muro de Berlim aos meus alunos de 9º ano, história já contada em tempos que já lá vão, aqui mesmo neste blogue.
E hoje foi também dia de fazer um brilharete e deixar os meus alunos atónicos e perplexos... estava eu em plena Guerra Fria, bloco capitalista versus bloco comunista, parte do mundo liderada pelos EUA e a outra pela URSS, estava eu nos confrontos indirectos entre as duas superpotências mundiais através dos países feitos de povos "mexilhões"... atenção ao que se está a passar na Ucrânia... e falo-lhes da construção do Muro da Vergonha que é o mesmo que chamar-lhe Muro de Berlim, construção iniciada no ano do meu nascimento... e eis que sou capaz de os surpreender... "Ah! Por acaso tenho um bocado de Muro de Berlim no armário de História que vos posso mostrar"... agitação e excitação pela sala... eheheh... e eis que saco do dito cujo que um dia me veio parar às mãos expedido pela Emiliana, regressada a terras de Portugal vinda directamente de Berlim com um bocado do Muro da Vergonha na mala...

Obrigada, Emiliana! A tua acção no passado continua a fazer a diferença no presente.

"God Knows How I Adore Life... God Knows... não é, Emiliana?



God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Oh mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Dia Europeu do Desporto na Escola/Greve pelo Clima



Dia Europeu do Desporto na Escola/Greve pelo Clima

Amanhã é dia de muita coisa. Por exemplo, de greve pelo clima... que eu não farei.
Não porque não tenha preocupações ambientais, que tenho, mas porque já tinha decidido, antes de saber desta greve, participar nas comemorações do Dia Europeu do Desporto na Escola.
Portanto, amanhã será dia de pinchar com o meu querido professor de Recharge, Nuno Queirós! Isto antes de encostar às boxes... por breves momentos.

sábado, 20 de julho de 2019

50.º Aniversário da Aterragem na Lua



50.º Aniversário da Aterragem na Lua

Faz hoje precisamente 50 anos que Neil Armstrong poisou os seus dois pés no solo lunar tornando-se o primeiro homem, em toda a História da Humanidade, a fazê-lo. Não faz 60, não faz 55, não faz outra coisa qualquer... e sim, estou a pensar no cinquentenário da ESA que já foi comemorado mas ainda não ocorreu. Fenómeno do Entroncamento à parte, lembro-me bem do meu espanto a olhar para as imagens tremeliquentas transmitidas a preto e branco, aqui em Portugal já madrugada de 21 de Julho e que nos chegavam directamente da Lua.
Para a História ficou tudo, incluindo as mágicas palavras de Neil Armstrong:
"É um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a humanidade”.
E foi.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O Outro Discurso de João Miguel Tavares no 10 de Junho


O Outro Discurso de João Miguel Tavares no 10 de Junho 

Afinal havia outro. outro discurso. Igualmente importante. Já li das coisas mais incríveis sobre o teor do primeiro discurso feito por João Miguel Tavares, em Portalegre. Que era fascista, colonialista e eu sei lá mais o quê que elas já foram tantas e eu, farta de reler o dito discurso, nada lá encontro de semelhantes aberrações.
Retiro um extracto do segundo discurso que pode ler na íntegra se clicar aqui. Foi proferido no Mindelo e, a crer na notícia, parece que atrapalhou dois presidentes.

(...) Há apenas 45 anos Cabo Verde era ainda parte de Portugal. Estarmos aqui hoje, menos de meio século depois, numa cerimónia como esta, quando há gente ainda viva que lutou pela independência e sofreu pela sua ausência, demonstra a todos, portugueses e cabo-verdianos, que profundos são os laços que se criam e desenvolvem entre os povos, mesmo quando manchados pela escravatura, pelos trabalhos forçados ou pelo racismo.
Estamos juntos apesar do nosso passado. E estamos junto por causa dele.
Aquilo a que chamamos colonialismo tem implicações mais profundas do que a violência sobre os corpos. É também uma violência sobre a memória, com gerações e gerações condenadas ao esquecimento, porque a História que sobrevive é sempre a história do dominador e não a história do dominado. Erguer um novo país implica quebrar esse monopólio da memória e reconstruir tudo: criar uma História própria a partir de frágeis fragmentos; procurar uma identidade autónoma por debaixo dos escombros de um regime opressivo. (...)

segunda-feira, 10 de junho de 2019

O Discurso de João Miguel Tavares do 10 de Junho


O Discurso de João Miguel Tavares do 10 de Junho

Foi o discurso do dia. Foi emitido em directo e foi o que valeu a João Miguel Tavares pois nos noticiários... só rasto dele, em alguns deles apenas um muito ténue rastinho... mas que vergonha!
Aconselho o seu visionamento atento a todos os meus leitores. Que palavras lindas!
Eu, que também gostaria de as ter dito cara a cara aos políticos sentados no camarote, agradeço esta beleza de discurso que corresponde integralmente ao meu sentir.

Nota - Link para o discurso escrito - https://www.publico.pt/2019/06/10/politica/opiniao/deem-nos-alguma-coisa-em-que-acreditar-1875954?fbclid=IwAR03eHJ6XhkCrZ6vQpuPB-Fxvt2c3K3gC4LJ_YeD-6YjOXSrLeViPOaGkB8

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Dia D - 6 de Junho de 1944 - Obrigada, Rapazes!

Omaha, a Sangrenta - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
   
   
Cemitérios Alemão e Americano - Normandia - França
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Dia D - 6 de Junho de 1944 - Obrigada, Rapazes!

Hoje recupero um post de 6 de junho de 2016.

Um dia escrevi:

No dia 6 de Junho de 1944, o célebre Dia D, as tropas aliadas desembarcaram em força nas cinco praias da Normandia, baptizadas com nomes de código - UtahOmahaGold, Juno e Sword - depois de a coberto da noite terem sido largados de pára-quedas 20 000 homens por detrás das linhas alemãs e depois dos bombardeamentos feitos sobre as linhas inimigas que constituíam/defendiam o Muro do Atlântico. E assim se deu inicio à operação Overlord, mais conhecida por D-Day.
O desembarque nas duas primeiras praias ficou a cargo das tropas americanas, enquanto na Gold e na Sword desembarcaram tropas britânicas, sendo que nesta última temos de acrescentar tropas francesas, tendo a Juno ficado a cargo das tropas canadianas.
O desembarque e a progressão no terreno foi irregular e se houve praias onde se registaram poucos mortos e feridos, outras houve onde a carnificina foi grave, como no caso de Omaha Beach. Mas o Muro do Atlântico abriu brechas, e a progressão no terreno, por uma França ocupada pelos nazis, tornou-se imparável.
Os dados do desembarque são impressionantes. Impressionantes em termos de material de guerra desembarcado, em material de apoio às tropas, em alimentos desembarcados, impressionantes em termos do número de homens envolvidos, impressionante no número de militares que ficaram nesse dia banhados em sangue, feridos ou mortos, naquelas praias irremediavelmente manchadas de vermelho. Ainda hoje irremediavelmente manchadas de vermelho.
Os despojos e as más/boas recordações desse dia estão por todo o lado. Nas placas que relembram este ou aquele acontecimento. Nas fotografias dos monumentos, bombardeados e destruídos, plantadas à frente desses mesmos monumentos agora de novo em pé. Nas bandeiras, sobretudo americanas, mas também de outros países que acabaram por se envolver nesta guerra terrível, que esvoaçam ainda em terras de França. Nos agradecimentos públicos do povo francês aos Aliados. Os despojos e as más/boas recordações deste dia estão por todo o lado. Nas praias também. Bunkers alemães, restos de portos artificiais necessários enquanto os portos de RouenLe Havre e Cherbourg não eram libertados, obstáculos diversos, em ferro e betão, que também constituíam a defesa do Muro do Atlântico.
10 000 jovens dos exércitos aliados perderam a vida nos combates desse dia. Só nesse dia. Os cemitérios pontuam a costa, aqui e ali. Britânicos, americanos... alemães. Milhares de vidas ceifadas numa guerra que provocaria um total de 50 000 000 baixas, numa guerra com contornos aterradores, numa guerra com contornos demenciais e patológicos. Números que me continuam a deixar perplexa vindos de um mundo dito "civilizado".
E assim se explica a visão fantasmagórica de praias imensas, praticamente desertas, onde uma ou outra pessoa passeia junto à água, onde uma ou outra pessoa se senta na areia olhando em redor, fitando o mar, onde a maioria dos visitantes, muitos na praia de Omaha, rebaptizada de Omaha Sangrenta, não entra.
O silêncio é impressionante. Totalmente diferente do silêncio espampanante do deserto. É um silêncio pesado/leve, imensamente triste, o que envolve aquelas praias irremediavelmente manchadas de sangue até hoje.
E entrar por aquelas praias adentro não é uma experiência agradável, quando se tem consciência do que por lá se passou. Não é, definitivamente, uma experiência agradável.
No meu caso não foi.

Nota - As fotografias da praia de Omaha e do cemitério americano foram tirada de solo americano, oferta dos franceses em sinal de profundo reconhecimento pela ajuda prestada em tempos tão difíceis para a França, com Paris ocupada. Há dias assim... que se não existissem mudariam irremediavelmente o rumo dos acontecimentos e o nosso estilo de vida actual com eles. 
Obrigada, Rapazes! Foi há 75 anos... mas jamais esqueceremos o preço da Liberdade.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

"25 de Abril, Sempre!"







"25 de Abril, Sempre!!!!!!!

Hoje, passados 45 anos sobre o 25 de Abril de 1974, republico um trabalho colectivo realizado por alunos do 4.º ano de escolaridade, aquando das comemorações dos 25 anos da Revolução dos Cravos, no já "longínquo" ano de 1999. Uma data significativa que foi assinalada, a nível local, entre outras iniciativas, pelo lançamento de um concurso destinado aos alunos que frequentavam, à data, o 1.º Ciclo da escolaridade básica.
Pois este concurso foi ganho por um grupo de alunos que frequentava a escola de Cepelos, alguns dos quais viriam a ser, uns anos mais tarde, meus alunos de História na E.B. 2/3 de Amarante.
O Luís teve a gentileza de me enviar por e-mail este maravilhoso trabalho no já longínquo ano de 2008, escrito e ilustrado por este grupo de cinco crianças constituído por Joana Raquel Teixeira Moreira; Luís Paulo Teixeira Pereira; Dolores Magalhães Mota; Eduardo Daniel Macedo Pinheiro e Tiago José Fonseca Coelho.
Aqui o deixo para leitura e observação atenta. Passados todos estes anos, muitos dos problemas por eles focados ainda se mantêm, infelizmente, actuais.
Nota - Para ampliar é favor clicar sobre as imagens.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Yes, We Can!


Yes, We Can!

Sorry, "meninas", se não vos dedico florzinhas no vosso Dia Internacional da Mulher. Não é que não goste delas, que fique bem claro! Mas a verdade é que nem este é um post fofinho.
Relembro apenas que sem luta não vamos lá. Ontem, hoje, amanhã, depois de amanhã e ainda lá muito muito ao fundo no futuro.

Nota - A prendinha só podia ser do meu querido Amigo e Verdadeiro Companheiro de Muitas Lutas Luís Costa. Gratíssima, sim?
Parece que é a minha cara... eheheh... diz ele...

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher


Dia Internacional da Mulher

Neste dia, um pouco de História. Sempre.
Desculpem se não partilho flores... é que a luta continua.




domingo, 10 de dezembro de 2017

Declaração Universal dos Direitos Humanos


Declaração Universal dos Direitos Humanos

Hoje recupero dois posts antigos sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos a que só retirei a repetição do video que uso sempre para assinalar esta importante data.

SÁBADO, 10 DE DEZEMBRO DE 2011


Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Não é a primeira vez que posto este excepcional vídeo sobre os direitos humanos. E não será a última.
Para grande parte da humanidade tudo está ainda por cumprir.



Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU, 10 de Dezembro de 1948

SÁBADO, 10 DE DEZEMBRO DE 2016


Dia Internacional dos Direitos Humanos

Imagens surripiadas na net

Dia Internacional dos Direitos Humanos

Comemora-se hoje. Mas todos os dias deveriam ser de salvaguarda dos Direitos Humanos.
Volto sempre a este vídeo. Gostaria de ver estes princípios propagados pelo mundo como um vírus. Porque em dias de tanta incerteza mundial, em que se avistam tantas nuvens sombrias, urge... se urge!... voltar a estes princípios básicos que devem nortear a nossa passagem, sempre efémera, pela nossa casa comum - a Terra.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

1.º de Maio - Dia do Trabalhador

Dune du Pilat - Bassin d`Arcachon - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

1.º de Maio - Dia do Trabalhador

Sim, toda a gente sabe que hoje é o dia do trabalhador. Mas nem todos saberão a história desta data, emblemática para os que continuamente dão o corpo ao manifesto.
Por isso, hoje é dia de relembrar que para aqui chegarmos, a este dia de descanso e memória, outros antes de nós tiveram de encetar uma luta danada em que muitos, demasiados, perderam a vida.
Hoje relembro os Mártires de Chicago. Até porque os direitos dos trabalhadores têm sido atacados a torto e a direito, de novo, um pouco por todo o lado neste mundo dito civilizado e governado, frequentemente, por gente sem escrúpulos.
Convém não baixar a guarda... mesmo em descanso, convém manter a vigilância sobre a terra, sobre o mar e sobre o ar. Sob pena de nos podermos dar bem mal no futuro.
Nota 1 - Post recuperado do ano passado.

sexta-feira, 10 de março de 2017

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Parque Florestal de Amarante - 100 Anos

Jornaleiras - Parque Florestal de Amarante
Fotografia de Joaquim Teixeira Pinto

Parque Florestal de Amarante - 100 Anos

aqui informei os meus leitores sobre o lançamento do livro "Parque Florestal de Amarante Uma Obra Centenária", ocorrido quase quase em vésperas  de Natal. O livro, editado pela Câmara Municipal de Amarante e pela Associação Para a Criação do Museu Eduardo Teixeira Pinto, encontra-se dividido em dois magníficos exemplares que celebram o centenário do Parque em fotografias de Joaquim Teixeira Pinto e Eduardo Teixeira Pinto, pai e filho, e foi agora referenciado pelo Público que dedicou a esta efeméride uma página inteirinha do seu jornal.
O nosso Parque Florestal é um pulmão? É, é um pulmão verde. Que saiba resistir sempre, no futuro, a qualquer vontade de o abocanhar para o transformar em qualquer outra coisa... e estou a lembrar-me das Piscinas Municipais e do Centro de Sementes, construções feitas em terrenos que já foram verdes e que são agora meros espaços construídos que subvertem a estética bucólica e romântica do Parque.

O pulmão de Amarante celebra 100 anos, comemorados com obra fotográfica

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

1.º de Dezembro ou o Dia da Restauração Restaurado


1.º de Dezembro ou o Dia da Restauração Restaurado

Faz hoje exactamente um ano que escrevi, aqui mesmo neste blogue, que a minha Pátria estava de luto. E estava de luto porque um governo deste país resolveu fazer desaparecer um dos feriados mais importantes desta/para esta Nação.
Hoje relembro esta Vergonha e escrevo esta palavra com letra maiúscula tal a indignidade do acto. E relembro que este roubo, de identidade também, foi cometido pelo XIX Governo Constitucional que resultou de uma coligação entre dois partidos políticos - pê esse dê e cê dê esse.

É tão simples quanto isto - sem este dia, do ano de 1640, que pôs fim à Dinastia Filipina e à União Ibérica, que restaurou a independência nacional e abriu caminho para a 4. ª Dinastia ou Dinastia de Bragança com a subida ao trono de D. João IV, Portugal seria hoje, provavelmente, uma das províncias de Espanha. O que seria bem diferente, não?
É que há feriados e feriados. E este é mais sagrado do que qualquer um dos religiosos do nosso calendário.

Hoje fez bem o pê esse dê em não se fazer representar ao contrário de outros políticos que, com a maior cara de pau, por lá se pavonearam como se nada tivessem a ver com tal indignidade de roubo. Pelo menos os primeiros foram coerentes... na indignidade.

Aqui deixo os meus parabéns à Geringonça que, neste particular, esteve muitíssimo bem ao repor um feriado que é identitário para a Nação.

Nota 1 - Ai que a História faz tanta falta... principalmente a alguns que tiram licenciaturas aos tropeções e parecem nem saber de que terra são!

Nota 2 - Eu não vos digo que a História é importante, Alunos Meus?! Até para estarem de olho alerta face a políticos tentados a cometer indignidades.

domingo, 16 de outubro de 2016

Comemoração - O 27 de Setembro a 16 de Outubro

O 27 de Setembro a 16 de Outubro
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães


Comemoração - O 27 de Setembro a 16 de Outubro



Foi  hoje. Hoje juntamos gente que fez parte do mesmo grupo de amigos e que participou um dia nas festas de encerramento das férias de Verão, fechadas oficialmente para cada um de nós no dia 27 de Setembro, dia em que íamos à água, nos Poços, todos vestidos, quer chovesse quer fizesse sol. Depois tínhamos a Festa de Garagem, feita de música que saía de um gira-discos portátil que eu ainda conservo cá em casa... e, adeus Verão! Em Outubro iniciava a escola e era tempo de nos despedirmos condignamente antes deste regresso marcado com antecedência.
Hoje foi dia de reunião para os membros do Grupo. Nos anos setenta só havia dois grupos de adolescentes aqui no centro da cidade. Um era o nosso. Extenso, contava até com membros, ou melhor, membras! estrangeiras que falavam várias línguas e que hoje, infelizmente, não conseguimos localizar.
Hoje fomos 30 e não, não comparecemos todos e não, também não conseguimos colocar a conversa toda em dia... meus deuses, alguns de nós não se cruzavam há quase 40 anos...
Muitos chegaram do Porto, outros vieram de Matosinhos e até de Oeiras vieram propositadamente para este almoço, alguns arrastando consigo mulheres e homens com quem partilham agora a vida. Muitos de nós casaram dentro deste extenso grupo e assim se mantêm até hoje. Muitos de nós só temporariamente abandonaram o burgo que nos viu nascer e aqui residem desde sempre. Muitos de nós já conversam sobre netos... que já os têm... que a vida é feita de percursos variados e distintos mas que também têm muito em comum.
Hoje foi dia de beijos muitos, de abraços calorosos e apertadinhos, de aconchegos vindos directamente dos anos setenta do século passado.
Quem disse que a História tinha acabado?!

SEGUNDA-FEIRA, 27 DE SETEMBRO DE 2010


27 de Setembro

27 de Setembro

Acho que nunca me referi a esta data como sendo especial para mim e para muitos dos amigos que conservo desde a infância.
A data de 27 de Setembro marcou, durante toda a minha adolescência, o adeus aos tempos descontraídos das férias e era comemorada à altura, com um último banho nos Poços, colectivo, em que todo o grupo, qual bando de passarada à solta e livre, esvoaçava pelo pontilhão dos poços em direcção à água, todos vestidinhos dos pés à cabeça.
Eram os anos setenta... ai meus deuses, ai meus deuses! que pecado de irreverência!
Por vezes organizávamos bailes de garagem e foi aí que muitos dos nossos namoros começaram, acabaram, recomeçaram... que a vida de adolescente era mesmo assim à época, feita de crescimento acelerado e experimentações conjuntas.
Ah! E aquele célebre 27 de Setembro, com baile na garagem do prédio da P que acabou com choradeiras colectivas... vou ver se me lembro da ordem... o P a chorar no meu ombro por causa da P, eu a chorar no ombro do P por causa do A, o A com problemas por causa de outra P, a P com problemas por causa do Z, o Z com problemas por causa da A e pelo meio uma galega doida, a Marion, que ia provocando estragos aqui e ali e a luz do prédio inteiro que se finou por causa do J!
Hoje já não há banhos todos vestidinhos em correrias malucas para a água do Tâmega e também já não há bailes de garagem. Hoje não temos mais direito aos dias que escorriam devagar, descontraídos, com um mundo cheio de coisas boas pela frente que íamos conquistar...
Hoje os 27 de Setembro apenas sobrevivem na minha/nossa memória individual e colectiva.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Smile



Smile

Escolha o seu. Mais ou menos aberto, mais ou menos fácil, sempre franco, mais feminino ou mais masculino, o que importa é que sorria. Porque um sorriso pode curar o seu dia.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dia do Professor


Dia do Professor

Hoje. Agorinha mesmo. Janelinha do chat do facebook a abrir e entra-me um meu aluno, meu aluno um dia é meu aluno para sempre, agora no 10º ano, para me dizer que as saudades apertam. Que está bem... mas que as saudades apertam. Saudades de tudo. Desta professora, dos restantes professores, da escolinha que foi a dele durante cinco anos, das aulas de História, do Clube de História... sim, o Clube de História vai funcionar de novo este ano, às sextas, provavelmente no mesmo horário do ano passado... e sim, podes aparecer sempre que quiseres... e sim, professora, eu ainda acordo com as suas notificações e ainda leio as suas notificações... e recordo momentos das aulas... e sim, meu lindo, há coisas que nunca mudam.

Maravilhosas recordações guarda um professor dentro de si, neste caso uma professora... que giram à volta de aulas, de alunos, de actividades várias, de visitas de estudo, de PowerPoints, de clubes... e sim, maravilhosa equação esta, feita de nós e feita deles...

Nota - Grata, Rui Jorge!

5 de Outubro - 1143 - Tratado de Zamora


5 de Outubro - 1143 - Tratado de Zamora

Este dia é deveras especial por muitas e variadas razões. Uma delas é que foi exactamente num dia 5 de Outubro que o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques de seunome, e seu primo, D. Afonso VII, rei de Leão e Castela, assinaram o Tratado de Zamora que "apenas" marca o início da nossa independência, que "apenas" marca o início da nossa soberania, que "apenas" marca o início da nossa nacionalidade.
Este feriado é, pois, independentemente de todas as outras razões, amplamente justificável.
Ouviste, Pedro?
Portugal faz hoje 873 anos!

Já agora deixo aqui uma rectificação - A cada passo tropeço nas redes sociais com uma afirmação incorrecta e que eu desminto desde já - Portugal não nasceu com a Bula Manifestis Probatum, concedida pelo papa Alexandre III em 1179. O que aconteceu foi apenas o mesmo de sempre - a Igreja a andar a reboque dos acontecimentos, a andar muiiiiito mais lentamente do que tudo o resto e a demonstrar uma enorme incapacidade de aceitação dos factos, uma enorme incapacidade de renovação, uma enorme incapacidade de adaptação às alterações próprias de um mundo imparável. Quer ela queira, quer não.
 
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