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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Jóia de Luz - Trabalhos em Curso

Trabalhos em Curso - Barca - Serra da Aboboreira - Amarannte
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Jóia de Luz - Trabalhos em Curso

Guardo na minha memória lembranças de dias de infância muito felizes passados à solta nos quintais dos meus avós Rodrigo e Luzia, em Cepelos, cavalgando as videiras, fazendo delas autênticos cavalos selvagens, fazendo corridas de sameiras, brincando aos índios e aos cowboys, apanhando girinos nos charcos, apanhando rãs que pendurávamos pelas patas traseiras nas ramadas sobre o tanque esperando que a nossa fosse a última a perder a força nas canetas e a mergulhar para a água, fazendo tendas à volta dos troncos das árvores de fruto...

Ora, o meu neto por certo não esquecerá muitas das coisas que vão acontecendo durante o seu crescimento e a tarde de hoje será, certamente, uma das tardes inesquecíveis da sua tão jovem vida.
Primeiro cortamos e preparamos os troncos dos castanheiros. Depois ele transportou-os, alguns com a ajuda do seu bisavô, os dois felizes a darem-me ordens de faz-se assim ou de faz-se assado.
E a tenda não foi iniciada sem que antes se fizesse o seu projecto no chão, ordens do mais novo da prole. E só depois passamos à acção, cava buracos, Anabela Maria, encosta os troncos uns aos outros, ata-os com uma corda de sisal e eis que a base da tenda está pronta.
Ainda falta muito para a dita cuja estar terminada... mas ainda bem, é que convém fazer render o peixe à Jóia de Luz... e, além do mais, há coisas mais importantes do que a mera chegada à meta quando o percurso é, bem, é simplesmente delicioso!
Está a ser o caso.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Amarante - Despojos Industriais Familiares

Despojos Industriais Familiares - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante - Despojos Industriais Familiares

Desta metalúrgica sairam, em tempos que já lá vão, máquinas gigantescas necessárias à construção de barragens, aeroportos, auto-estradas... e à laboração de minas, pedreiras e eu sei lá mais o quê, em solo nacional e internacional.
Hoje fotografei-lhe os despojos, os despojos das tripas.

sábado, 13 de julho de 2019

Companheirinhos

Alunos de João Carvalho - Amarante
Fotografia de Rafael Carvalho manipulada por moi meme

Companheirinhos

Há 43 anos a dançar as mesmas músicas, a dançar músicas diferentes e a dançar músicas opostas.
Em suma, é a Vida, gozada em pleno.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A Festa Amarantina e a Jóia de Luz

Preparativos - Festa Amarantina 2019
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Festa Amarantina e a Jóia de Luz

A Festa Amarantina aproxima-se a passos largos e todas as ajudas são maravilhosas para que no dia não falte coisa alguma a cada um dos nossos convidados - animação, teatro de rua, arruada de banda musical, exposições de pintura, fotografia, cerâmica, escultura, apresentação de livros, concertos de jazz, rock e o mais que for possível, poesia, literatura, cinema, performances variadas, bricadeirinhas assim e assado, bailarico... e, claro comes e bebes não nos podem nunca falhar.
A Festa Amarantina, sendo uma festa de rua, exactamente desta rua em que habito, é preparada com todo o amor e carinho por muitas mãos que se unem para que o resultado seja um festão, aliás, para que o resultado seja O Festão. Os moradores impulsionam a coisa e contamos com a ajuda de familiares e amigos e de amigos dos amigos, de pequenos e de graúdos, de perto e também de longe, para que a coisa tome forma e saia das nossas cabeças para onde deve estar - A Rua!

Hoje foi dia da Jóia de Luz meter o rolo na tinta para pintar as paredes da loja da sua casa. Porque de pequenino se torce o pepino e o amor à Rua e à Terra também se cultiva.

Entretanto, recordando...








sexta-feira, 26 de abril de 2019

"Nenhuma Pessoa É Uma Só Vida"


"Nenhuma Pessoa É Uma Só Vida"

Hoje, volto a sussurrar ao vento este provérbio aborígene que apela à aceitação do momento em que dobraremos a esquina e deixaremos este mundo, definitivamente, para trás. Mais ou menos contrariados, mais ou menos preparados, de forma súbita ou bem interiorizada, todos dobraremos esta esquina porque todos estamos aqui de passagem, porque somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. O nosso objectivo é observar, crescer, amar... e depois vamos para casa.
Entretanto, agarremos as palavras sábias de Mia Couto:
"Nenhuma pessoa é uma só vida." 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A Jóia de Luz e a Passagem de Testemunho sobre Amarante


Jóia de Luz - Amarante - S. Gonçalo
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Jóia de Luz e a Passagem de Testemunho sobre Amarante

A passagem de testemunho sobre Amarante é coisa que se continua a fazer por aqui. De pais para filhos, de avós para netos, Amarante corre-nos no sangue desde que nascemos. Aprendemos a olhá-la, a respeitá-la, a valorizá-la. Passamos isso aos mais novos calcorreando a pé todo o centro histórico com eles ao colo, às cavalitas, pela mão ou soltos... conforme as calçadas estão mais ou menos tratadas ou são mais ou menos íngremes e difíceis.
Amarante nunca foi uma terra exposta, fácil, escarrapachada. Tem de se percorrer as suas artérias e, sobretudo, tem de se percorrer os seus capilares para apreender a sua essência. Claro que há quem nunca o consiga fazer olhando para ela com superficialidade. Mas Amarante não é, nunca foi e não será nunca superficial.
Nas nossas deambulações a cada passo temos de contornar a merda de cão nos passeios, a merda de pomba nas vielas... e nos passeios, o mijo fétido nas quelhas, o lixo espalhado aqui e ali feito garrafas, papéis, plásticos e afins. Mas Amarante aguenta tudo isto, aguentando até a incúria de quem tem como missão e é pago! para dela tratar com firmeza, carinho e asseio... enfim, o problema é muito velho e não afecta somente um partido político, nem tão pouco este particular mandato.
Mas Amarante, abstraindo tudo isto e mais algumas coisas, é uma terra do caraças, bela como o raio que a parta, impondo-se no nosso interior, aninhando-se, para não mais sair, espampanante, romântica, subtil, lânguida, abandonada, primorosa, com um je ne sais pas quoi de burguesia italiana, chique, distante, enigmática, encantada, relaxada, animada, sossegada, poética, gelada, acalorada, sufocante mesmo, verdejante ou em explosões de cores outonais que entram pelas nossas retinas e ficam, ficam, ficam...e ficam.
A sua atmosfera tão especial é captada com anos de treino, desde a nascença em casas voltadas para o rio e para o casario que desce encosta abaixo que o relevo por aqui é tudo menos fácil. Daqui não saímos. Daqui ninguém nos tira.
Assim somos nós. Não somos fáceis e não queremos ser fáceis.
Estes muros, que para uns podem ser assustadores e violentos, são, para nós identitários. Não nos agridem, antes aconchegam-nos nas descidas frequentes ao rio.

- Vovó, Amarante é muito bonita, não é?
 
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