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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Áurea Lima





Áurea Lima

Conheci esta professora, farmacêutica e investigadora, num primeiro momento só de ouvir falar a minha filha J., estudante na CESPU à data. Talvez por ser professora sempre dei bastante atenção às palavras da J. sobre os professores que ia tendo e sempre procurei entender as suas críticas, positivas ou negativas, e também as suas preferências baseadas em múltiplos e diversos factores, que nós somos todos diferentes uns dos outros e, se uns agradam aqui, outros há que agradam acolá. Ou não.
Penso que não ouvi falar tanto de um nome em toda a vida estudantil universitária da minha filha como ouvi o nome Áurea, a professora marcante pela atitude, pela postura, pela simpatia, pela competência, pela exigência.
Tive o prazer de conhecer Áurea Lima numa aposta arriscada que fiz durante o ano lectivo passado.
A J. propôs-me aceitar a vinda de um grupo de colegas finalistas que no âmbito da cadeira leccionada por esta professora precisavam de uma turma para, em contexto real, apresentarem o trabalho desenvolvido enquanto eram avaliados pela professora da cadeira, Áurea Lima de seu nome.
Arrisquei. O tema era "Doenças Sexualmente Transmissíveis" e eu pensei logo nos meus alunos dos CEF de 2º ano, quase a completarem o 9º ano e provavelmente sem mais oportunidades futuras de aprenderem algo tão importante para as suas vidas.
Tudo combinado, recebi a professora e os seus alunos junto ao portão da ESA e fomos conversando até ao Auditório onde decorreu a apresentação do trabalho. Entretanto registei a juventude, a simpatia, a forma próxima como esta professora se relacionava com os seus alunos e vice-versa, sem que cada uma das partes confundisse o seu papel. Gostei de ver e registei o respeito mútuo.
As minhas três turmas de carpinteiros, serralheiros e electricistas, entretanto, portaram-se que foi uma beleza tendo surpreendido pela positiva os intervenientes - alunos e professora - vindos da CESPU.
Hoje relembro esta história porque a Áurea, esta senhora professora, farmacêutica e investigadora foi a primeira portuguesa distinguida no Congresso Internacional de Terapias Anticancro que decorreu em Paris, pelo trabalho científico relacionado com as variações genéticas que condicionam o tempo de vida dos doentes que sofrem de cancro de pulmão.
Por isso aqui lhe deixo os meus parabéns pelo seu trabalho como investigadora e pelo seu trabalho como professora, marcante na vida da minha filha J.
Nota - Para quem quiser saber um pouco mais sobre o trabalho de Áurea Lima é favor clicar na reportagem saída a 10 de Maio, na Pública.
E partilho igualmente o link para o post escrito à época em que a conheci.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Um Tributo aos Farmacêuticos que me rodeiam


Frascos de Farmácia - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Um Tributo aos Farmacêuticos que me Rodeiam

Confesso que estou em débito com os farmacêuticos que me rodeiam. Completamente em débito. Vai daí hoje dedicar-lhes-ei por inteiro este "post" sobre as mais marcantes aprendizagens que fiz ao longo da minha vida de convivência estreita com esta classe profissional que eu admiro profundamente.
Os farmacêuticos entraram na minha vida aos 14 anos aquando do meu namoro com o A., estudante de farmácia, à época, irmão da O. , igualmente estudante de Farmácia, filhos de uma farmacêutica que viria a tornar-se minha sogra, sobrinhos de farmacêutica por parte da família do meu sogro.
Para além destes, entraram desde logo uma porrada de estudantes de farmácia que se licenciariam sem problemas, uns anos mais tarde. E assim entraram o Z. T., a S., a A., o C. A., a Z. C., o R., o P. B., a C. e muitos outros, que eles eram muito unidos, facto decorrente, certamente, de serem poucos em número e de se conhecerem todos entre si.
Devo esclarecer que o A. ainda me tentou convencer a ir para Farmácia, e eu até era boa aluna a Química, mas escorpião como sou não alterei o rumo já escolhido. Queria ser professora de História, como a minha professora de História, Ermelinda Montenegro, de que falarei um dia neste blogue.
Já dediquei um "post" a cada um dos farmacêuticos que constituem o núcleo duro de farmacêuticos amigos cá de casa: Z. T. e S., A. e C. Af. que casaram entre si, sendo que só o A., deste grupo restrito, fugiu à regra, e foi casar-se com esta menina de letras.
Habituei-me a observá-los durante todos estes anos, que já são muitos, de convivência com esta classe tão peculiar, isolada que estou nos nossos encontros. E a observar-lhes as práticas.
Gente extraordinária na sua diversidade, portadora de uma enorme cultura geral, informada, culta, viajada, lúcida, muito trabalhadora e enérgica, poderosa na sua formação interior, sólida, generosa na partilha da informação e do saber, generosa na partilha das suas dúvidas, sempre na crista da onda da modernização.
E é sobre estes três últimos pontos que me interessa reflectir um pouco. Sempre observei fascinada a inteira partilha de informação que eles fazem entre si. Sempre observei fascinada a inteira partilha de dúvidas que eles fazem entre si. "Olha, e como é que fazes isto?" E lá trocam perspectivas, experiências e saberes. Esta generosidade e honestidade comportamental, esta constante procura de modernização sempre foram para mim um exemplo e, na minha profissão, tento seguir-lhes o rumo e o caminho, tento seguir o exemplo destes farmacêuticos tão importantes que se instalaram completamente na minha vida e com quem eu tenho aprendido muito ao longo de todos estes anos.
Resta-me só acrescentar que os farmacêuticos da minha vida não acabam aqui. O meu cunhado mais novo tem uma licenciatura a meio. A minha sobrinha mais velha já é mestrada em Farmácia. A minha filhota terminará este ano a sua licenciatura e seguirá as pisadas seguras do seu pai.
É caso para dizer que foi uma verdadeira epidemia esta, a dos farmacêuticos, que se instalou na minha vida. Neste caso uma excelente epidemia que veio para ficar e ficou mesmo.
Obrigada a todos pelo bom exemplo.

Nota - As fotografias que ilustram este "post" são de frascos de Farmácia que durante muitos e muitos anos estiveram associados às farmácias portuguesas. Obsoletos na sua primitiva função, foram por mim reciclados, servindo-me, agora, de frascos de especiarias.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Maria Salomé


Maria Salomé - Grande Erg Oriental - Líbia
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Maria Salomé

Hoje vou falar desta personagem, que conheci através do Artur, e que é mais uma farmacêutica da "praga" de farmacêuticos que me saiu na rifa, e que me tocou aturar ao longo da minha vida. Estou naturalmente a brincar, porque estes farmacêuticos são tudo menos pragas. São gente muito, muito interessante, e muito interessada, são gente extraordinariamente organizada e com uma capacidade de trabalho rara, que partilham a informação e o modus operandi de cada um, aprendendo e progredindo uns com os outros numa partilha de tudo que sempre me deixou fascinada e inspirada. São características comuns a todos eles que nem sei se lhes foram incutidas na faculdade se o que é que foi que aconteceu mas que também não vem agora para o caso.
Ora esta farmacêutica, de seu nome Maria Salomé, minha especialíssima amiga, por quem eu nutro uma profunda admiração, está hoje de parabéns e é só mais uma a virar cinquentona. Verdade verdadinha ninguém lhe dá a idade que já tem e parece antes uma ganapa pouco mais do que adolescente. Pudera, esta "enormíssima" mulher, cheia de garra e genica, sempre pronta a agarrar a vida pelos cornos e a toureá-la na arena, tem afinal um metro e cinquenta de altura e nem digo o seu peso para não escandalizar ninguém com o seu peso pluma, peso este que não a impediu de tirar até o brevet de piloto de aviação, e agora é vê-la pelos ares conduzindo a sua máquina voadora.
Pois esta minha amiga, que faz hoje cinquenta anos, tem uma característica muito especial, para além da beleza, da inteligência, da sagacidade, da capacidade de trabalho, da bondade, da solidariedade, da perspicácia, da organização, da lucidez, da perseverança e nem sei mais do quê, porque ela é tudo isto e muito mais, pois esta minha amiga, dizia eu, tem uma característica que me fascina desde sempre e que a distingue de todas nós. A Maria Salomé é naturalmente chique e tem não sei o quê que faz com que ela possa vestir um "trapinho" e ofusque em elegância todo o mulherio à sua volta. Será que a ajuda o facto de ela ser parecida com a Júlia Roberts? Não sei, mas sei que é assim. E foi vê-la na Líbia, em pleno deserto, a passar por todas as provações que o restante mulherio passou... todas nós feitas num trapo, a bem dizer feitas num oito, completamente esbodegadas, e a Maria Salomé com o seu naturalmente bom ar de sempre. Um enigma. Uma incógnita.
Pois eu gosto tanto desta personagem, que entrou na minha vida via Artur, que a convidei há vinte e quatro anos para ser a madrinha da minha filha Joana. E como ela a abençou bem...
Por isso obrigada, Maria Salomé, pelo raro privilégio que me concedes ao seres minha amiga. E parabéns, neste dia tão especial para ti. Venham mais cinquenta. Não tenho dúvidas que saberás dar conta deles.
E pronto, lá terei eu de me vestir de preto, que com preto não me comprometo, meiinha na perna, tailleur no corpo, sapatito de tacão alto no pé... que sacrifício... mas o que é que eu não faço por esta mulher?

Muitos parabéns!
 
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