quinta-feira, 21 de novembro de 2019

A Palavra a Raquel Varela - A Luta Continua!


A Palavra a Raquel Varela

"Fui hoje solidarizar-me com a greve de professores e funcionários contra o amianto nas escolas, convocada pelo STOP. Fui surpreendida pelos contornos excecionais desta greve que recorre a um fundo solidário em que os profissionais da educação se ajudam mutuamente. Agradeço a todos os envolvidos que lutam desta forma tão digna por todos por nós e por um país com um projecto claro de educação."

Clique no link a vermelho e tenha uma certeza - A Luta Continua!
E sim, esta greve está num crescendo! Muito grata pelo apoio, Professora Raquel Varela! A luta continua com uma exigência simples - o nosso país tem de ser um local asseado.

Muito grata, S.TO.P! E, para quem anda muito distraído, o S.TO.P é o sindicato anão que se volta a agigantar!

https://www.facebook.com/1085430783/videos/10215400973952631/?t=0

A Palavra a Mário Nogueira - Balanço sobre o Regime de Educação Inclusiva


A Palavra a Mário Nogueira - Balanço sobre o Regime de Educação Inclusiva

Ontem foram apresentados os resultados, no mínimo muito curiosos, dos inquéritos realizados pela FENPROF sobre o (novo) Regime de Educação Inclusiva.
Mário Nogueira falou bem e, por isso, coloco-o de novo neste blogue, sem me esquecer, porém, que ele me chamou traidora quando eu prossegui a greve às reuniões de avaliação em Julho de 2018 e não a parei aquando do fim da greve inócua por "ele" decretada.

Resultados deste inquérito - o divórcio entre mandantes e mandados, entre generais e soldados rasos, entre os fortes, na rectaguarda, e as trincheiras, em plena frente de "combate".

E atentem, sff, ao início da peça... a legislação em vigor não é mesmo para se cumprir, senhor(a) director(a)?
Resumindo e concluindo... estamos, na Educação, "entregues aos bichos"?

terça-feira, 19 de novembro de 2019

S.TO.P - A Greve Continua


S.TO.P - A Greve Continua

Os meus parabéns a todos os assistentes operacionais e a todos os professores que ontem fecharam a Escola José Saraiva, em Leiria!

Problemas Amarantinos - Do Lado da Solução

Iluminações de Natal - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Problemas Amarantinos - Do Lado da Solução

- A quelha onde moras, no coração de Amarante, está imunda? - Anabela Maria, pega numa vassoura, numa mangueira e deixa a rua, que também é tua, num brinquinho.

- A rua onde moras, no coração de Amarante, continua a não ter direito a iluminações de Natal? Anabela Maria, toca de colmatar a falha... que o Amarante Presépio já caiu há muito mas a rua quer-se vestida de singelas decorações feitas pelos vizinhos.

Sim, por aqui, coração da cidade de Amarante, habita gente que não abdica e não abre mão deste centro que é nosso, desta rua que é nossa.

Assim, a iluminação já está ligada por aqui. E custou zero euros ao erário público.

Amarante - O Outono É Lindo!

Outono - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães 

Amarante - O Outono É Lindo!

Se há coisa que adoro quase desde que nasci, em casa do centro histórico com vistas desafogadas para o Tâmega, é o Outono em Amarante. Ano após ano, a partir de Setembro, a agora cidade, que já foi uma extraordinária vila, enche-se de um colorido quente e policromado que vai desde os mais incríveis tons de amarelos, percorre múltiplos tons de castanhos, toca os rosa, enche-se de vermelhos, mais ou menos sanguíneos, entrando-nos tudo olhos adentro como uma sinfonia de cor que só pára dentro do nosso coração, alimentando-o, anualmente, de energia renovada para aguentarmos o Inverno amarantino, muito rigoroso e gélido, que, inevitavelmente, se aproxima a passos largos.

Hoje limparam-nos os passeios da imundice que é o folhedo, que já foi muito belo, transformado num autêntico lamaçal.
- Haja deuses!!! - disse eu aos trabalhadores, que, acompanhados de camioneta de caixa aberta, varriam e carregavam a imundice logo pela manhã, hoje tivemos direito a limpeza!
E o feito ficou registado, também fotograficamente, porque eu terei sempre tempo para criticar tudo aquilo de que não gosto e que me incomoda nesta cidade que é minha.
Nunca fui avençada, nunca pertenci a qualquer partido político, nem mesmo ganhei o que quer que seja com a realização deste blogue... muito o pudesse ter feito, muito embora já tenha recebido convites de múltiplos quadrantes políticos, sempre das forças que nesse dado momento estão na oposição, muito embora também já tenha sentido os ataques de múltiplos quadrantes políticos, sempre dos que, no momento, se sentavam nas cadeiras inebriantes do poder... e principalmente dos apaniguados, dos ceguinhos, dos acolitados, dos que medram à sombra dos pálios e encontram a sua força nos rebanhos. Confesso que não gosto disto. Nunca gostei de rebanhos. E a verdade é que tudo aquilo que escrevo, e que edito, só de mim depende, só a mim vincula, já que, o facto de ser bloguer, permitiu-me esta coisa maravilhosa chamada liberdade de expressão que, aos 12 anos consegui e soube, ao longo da minha já longa vida, preservar e respeitar.
Não abro mão dela, da Liberdade! E também não abro mão dela, de Amarante! Enquanto por aqui andar.
Tenho dito.

domingo, 17 de novembro de 2019

Nova Política Ambiental em Amarante? - Compostagem pelos Cantos



Folhedo por Amarante - Imediações da Escola Básica de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Nova Política Ambiental em Amarante? - Compostagem pelos Cantos

Confesso que nunca tinha visto tal coisa até este ano, nem aqui, nem tão pouco noutra terra qualquer. De início, pensei que era coisa transitória, depois dos primeiros ventos outonais que espalharam as folhas pela cidade deixando-a maravilhosa, numa primeira fase. Depois, muito tempo depois, já as folhas estavam mais do que passadas pela acção das solas dos sapatos e das botas das pessoas que passam e pela água da chuva, entraram em acção os varredores que as amontoaram em montes gigantescos castanhos... para as deixar assim mesmo... de novo a sofrerem a acção das chuvas e dos ventos e da miudagem que não resiste a dar-lhes uns bons de uns pontapés à sua passagem. E o tempo seguiu o seu curso, inevitável. Dia após dia, semana após semana.
Os montes de folhas acumulam-se há pelo menos três semanas, mais ou menos espalhados, mais ou menos pontapeados, mais ou menos podres e foi aí que eu me lembrei que, por certo, é uma nova moda de política ambiental, uma nova modalidade de compostagem, só com os castanhos, feita por onde calha, espalhada mesmo nos passeios da bela da Princesa do Tâmega.
Ou seja, por Amarante, sempre a inovar e olhe, sinta-se convidado... se conseguir!

Nota - As fotografias que agora partilho foram tiradas quase todas na passada sexta-feira e abrangem um curtíssimo trajecto que vai do portão de baixo da minha escola ao parque de estacionamento logo ali.

Pantones 20 20

Pantones 20 20 - Ventura 
Selfies de Anabela Matias e Magalhães

Pantones 20 20

Porque a vida é feita de muitas lutas e algumas têm de nos dar muito gozo e muita alegria para compensarem muitas outras menos felizes.
É o caso desta, preparada sem verbas, mas com muito carinho, para todos quantos dela queiram usufruir, e que é um fogacho, uma autêntica lufada de ar fresco, aqui pelo burgo.

Educação - Problemas

Boneco surripiado ao Luís Costa

Educação - Problemas

Os problemas na Educação estão num crescendo e a caminhar a passos largos para a tempestade perfeita. Não ouças não, Tiaguinho! E não vejas nada também!

sábado, 16 de novembro de 2019

A Palavra a Luís Costa


A Palavra a Luís Costa

"SENHOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO,

Segundo dados da PORDATA, em 2018, havia 2 417 797 casais em Portugal. Nesse ano, a dita violência doméstica causou 32 vítimas mortais (20 mulheres e 12 homens). Dito de outro modo: em 2018, as mortes resultantes dos casos de violência doméstica são extremamente residuais, uma vez que apenas representam 0,0013% dos casais (e 0,0008%, se considerarmos apenas as mulheres). Uma insignificância, não é verdade?

Portanto, faça lá o favor de dizer ao ministro da Administração Interna, à ministra da Justiça e ao Primeiro-ministro que não se preocupem!"

Nota 1- Post integralmente surripiado ao Luís Costa!

Nota 2 - É conhecido entre nós como "O Inexistente".
Não concordo. Quem inexiste não fala provocando danos gravíssimos entre nós que jamais serão esquecidos nem tão pouco perdoados.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Professores e Reforma

Imagem recolhida na net.

Professores e Reforma

A notícia é de hoje e vai inaugurar uma tendência. É que, daqui para a frente, serão cada vez mais os professores a aceder à reforma.
Eu saio na próxima década. Nem que a vaca tussa.

Há seis anos que não havia tantos professores a passar à reforma

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Amadeo de Souza-Cardoso - Aniversário



Amadeo de Souza-Cardoso - Aniversário

Quanto mais dele conheço, mais o amo. Amo o seu olhar profundo e penetrante, as costas direitas com coluna vertical a condizer, o seu peito lançado para a frente, sem medos; amo a sua rebeldia, o seu pioneirismo, o seu arrojo, a sua determinação, a sua elevação da mediocridade geral, a sua procura de caminhos outros, de percursos novos, o seu querer fazer diferente, a sua necessidade imperiosa de afirmação. Amo este ser original, único, irrepetível, genial.
Por acaso, ou talvez não, escorpião dos sete costados. Por acaso, ou talvez não, nascido numa deveras terra especial, que já deu tanto ao país e que se chama Amarante.
Continuaremos a honrá-lo. E a amá-lo. Ontem. Hoje. Amanhã.
Pela sua criatividade sem freio nem garrote, pela sua modernidade e arrojo, pela sua coragem e determinação, pela qualidade excepcional de todo o seu trabalho... Amadeo é Amadeo, acima da pequenez portuguesa que, há exactamente cem anos, ficou bem patente no escândalo causado pela sua exposição "Abstracções", realizada em Lisboa, onde expôs cento e catorze pinturas.
Em 1916, Amadeo de Souza-Cardoso era um vanguardista incompreendido pela maioria dos portugueses que tiveram a oportunidade, e o privilégio digo eu!, de pôr os seus pobres cegos olhos sobre a sua excepcional pintura. Em 1916, Amadeo de Souza-Cardoso estava certo. Hoje, passados mais de cem anos, continua certo e isso é de génio.
Por aqui, continuaremos a honrá-lo. E a amá-lo. Ontem. Hoje. Amanhã. Que orgulho, Amadeo!
Hoje, cito-o:

"Há gente que chama ao meu estado uma pretensão para sair do vulgar - que pensem o que queiram, indiferente me é - eu tenho as minhas razões e bastam. Eu sei o que agrada em geral - eu na generalidade desagrado. Até certo ponto não é menos lisonjeiro."

Amadeo de Souza-Cardoso

Amianto - Petição e Esclarecimentos

Escola Básica de Amarante - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Amianto - Petição e Esclarecimentos

Aqui vos deixo o texto integral da petição pública a exigir a remoção total do amianto nos estabelecimentos  de ensino. Assine-a aqui. Eu, evidentemente, já assinei.
Relembro que a Escola Básica de Amarante continua com amianto colocado há 40 anos atrás, em todos os pavilhões reservados a aulas. Todos! Mesmo o de Educação Física, tapado por cima com outra cobertura colocada em tempos de DREN, há 20 anos atrás, porque chovia no interior do pavilhão, mas que continua, 20 anos depois desta pataqueira intervenção, com o fibrocimento livre para o interior do pavilhão.... exatamente o espaço onde decorrem as aulas, onde se movimentam alunos, professores e assistentes operacionais.
E deixo-vos com alguns vídeos para se inteirarem sobre esta perigosa problemática.

 Exm.ºs/as Senhores/as Deputados/as

O amianto é a designação utilizada para a variedade de seis minerais fibrosos encontrados em rochas metamórficas.
Pelas suas características foi amplamente utilizado nos setores da indústria, construção e em artigos ou equipamentos domésticos, um pouco por todo o mundo. Foi utilizado em mais de 3500 produtos, sendo a sua utilização em Portugal concentrada entre 1940 e 2005. O problema é que este material é fatal para os seres humanos. A Organização Mundial de Saúde indicou não se “conhecerem valores limite de exposição abaixo dos quais não haja riscos cancerígenos.”
O levantamento dos Materiais Contendo Amianto (MCA) em diversos edifícios públicos, decorrente da Lei n.º 2/2011, foi realizado de forma muito incompleta, focando-se essencialmente no fibrocimento (telhas) e deixando de fora muitos outros materiais que também contêm amianto e que, assim, permanecem um risco para a saúde dos trabalhadores e utentes desses edifícios. Em concreto, no caso dos Ministérios da Justiça e da Educação e da Ciência, os dados disponíveis indicam que não foi feita a avaliação da existência de outros materiais contendo amianto que podem surgir em pavimentos, revestimentos, tintas, divisórias, entre outros.
Desta forma, sem uma correta avaliação prévia de todos os materiais que contêm amianto, as obras que já foram realizadas para a remoção deste material perigoso nos edifícios dos referidos ministérios podem ter deixado ficar outros materiais contendo amianto, eventualmente mais perigoso do que o próprio fibrocimento.
Em 2017, a Resolução n.º 97/2017, do Conselho de Ministros, veio reconhecer o atraso em todo o processo e apontar medidas para o retomar, contudo, mais uma vez, a intenção não se concretizou, razão por que os peticionários, abaixo subscritores, considerando que:
• O amianto é um material comprovadamente nocivo à saúde humana, podendo provocar vários tipos de carcinomas e outras doenças graves, das quais se destacam a asbestose, o mesotelioma, o cancro do pulmão e o cancro gastrointestinal, entre diversas outras.
• Não existe uma lista completa conhecida de Materiais Contendo Amianto (MCA) de todas as escolas públicas portuguesas.
• Não existe uma calendarização priorizada de intervenções para remoção do amianto das escolas públicas portuguesas.

Requerem da Assembleia da República:

1. Que sejam tomadas as necessárias medidas destinadas a impor ao governo, no respeito pela lei, pelo direito à informação dos/das cidadãos/as e ao seu bem-estar, a divulgação da lista atualizada de escolas públicas com presença de materiais contendo amianto, não se cingindo esta às coberturas em fibrocimento, levantamento que, num quadro global de edifícios públicos, estava atribuído ao grupo de trabalho criado em 2016;
2. Que estabeleça uma priorização e calendarização das intervenções (Artigo 5º) nas escolas públicas portuguesas que contêm amianto, dando cumprimento integral à Lei n.º 2/2011.
3. Que atue em consonância e no estrito cumprimento da mesma Lei no que diz respeito à informação ao utilizador (Artigo 7º), disponibilizando informação atualizada publicamente, devendo esta ser passível de atualizações e consultas de forma prática, rápida e acessível.

Primeiros peticionários:
Íria Roriz Madeira (Associação ambientalista ZERO) - C.C. nº 12249446
André Pinto Mourão Ferreira Julião (Movimento Escolas Sem Amianto - MESA) - C.C. nº 10342434 Mário Oliveira Nogueira (Federação Nacional dos Professores - FENPROF) - C.C. nº 5056269



Sobre os custos... que vergonha, tutela!!!!


A Palavra a Santana Castilho Os "meninos" grunhos e os pedagogos do regime

Imagem recolhida na net

A Palavra a Santana Castilho

Os "meninos" grunhos e os pedagogos do regime

1. Longe de ser exaustivo, recordo o que foi possível ler na imprensa dos últimos dias: uma estudante de 16 anos deu entrada no hospital de Portalegre, em estado grave, depois de ter sido agredida por um colega; aluno de 15 anos foi hospitalizado, em estado grave, depois de ter sido agredido à facada em escola de Matosinhos; homem de vinte anos foi detido por ter agredido um agente da PSP no interior de uma escola, em Viseu; pai agrediu professora no Entroncamento; duas alunas foram agredidas por um colega em Benavente; aluno agrediu três professoras em Coimbra. Tudo isto poderá ser estatisticamente residual. Mas é humanamente intolerável.
O programa Prós e Contras de 3 do corrente, supostamente sobre a indisciplina e a violência que reina nas escolas, mostrou que há muitos professores que aceitam como coisa sua aquilo que é coisa das famílias, dos políticos e do Estado. Quando o programa ia a meio e o objecto do debate se perdera nas retóricas retorcidas e nos egos inchados dos participantes (excepção feita à objectividade digna de Luís Sottomaior Braga), já o meu enjoo superava a dor da “barriguita” da filha do “professor do ano”, muito culto e erudito, mas com alguma dificuldade em distinguir a obra-prima do mestre da prima do mestre-de-obras.
Apesar da função dos professores ser promover o conhecimento, ensinando com independência, o programa mostrou ainda que a propaganda oficial os coloniza e leva demasiados a aceitarem que os “meninos” são grunhos e violentos porque as aulas não são motivadoras, “flexíveis” e as escolas não têm teatro.
2. A inutilidade dos “chumbos” voltou a ser tema (chumbar um aluno “não serve para nada”, disse em entrevista a presidente do CNE). A presidente do CNE ajudou a confundir planos de análise que não podem ser confundidos. Se as suas proclamações ficassem sem contraditório, a diletância poderia ser tomada por realidade. E a realidade é bem diferente. Maria Emília Brederode está certa na proposição (fácil é reprovar os alunos, difícil é criar condições para que aprendam) mas erra, com dolo, quanto à solução. Porque sabe bem que as condições não estão nas mãos dos professores mas nas decisões políticas de quem a elegeu. Porque sabe bem que acabar com os chumbos só se consegue baixando o nível de exigência ou criando medidas sociais de erradicação da pobreza e de apoio à destruturação das famílias e medidas educativas sérias (mais tutores, mais professores de apoio, mais psicólogos e técnicos especializados, redução do número de alunos por turma e mais meios e materiais de ensino). A alternativa que implícita e hipocritamente sugere é a primeira. Porque sabe bem que as outras, as sérias, são incompatíveis com as mentes captas dos seus prosélitos e com a limpeza do balanço do Novo Banco (mais 700 milhões).
A “escola-alfaiate” (chavão “neo-eduquês” do Governo) torna-se risível quando o dono do boteco quer que o costureiro faça fatos, sem linhas nem fazenda, a partir do mesmo molde, para 30 corpos diferentes.
O sistema de ensino, tal como está organizado, destina-se, a partir de determinada fase, a manter na escola jovens que lá não querem estar. Em vez de diabolizar as reprovações, seria mais interessante questionar a legitimidade do Estado para obrigar um cidadão de 16 anos a frequentar a escola contra sua vontade e a vontade dos pais. Porque, por muito que esperneiem os pedagogos do regime, sem mudança radical de políticas, a única alternativa ao chumbo é passar sem saber.
3. Na violência, como no insucesso, os pedagogos do regime escondem e desvalorizam as causas e persistem em apontar o dedo aos mesmos de sempre, os professores. Hipocritamente, em nome de uma “autonomia” superiormente autorizada, orientam-nos para uma flexibilidade insensata, uma inclusão forçada e um sucesso a qualquer preço.
Se nas escolas continuarmos a preterir o que verdadeiramente importa a favor de trivialidades aparentemente livres e avançadas, estaremos a breve trecho face a uma sociedade com duas escolas: uma, que valoriza o conhecimento e premeia o estudo e o esforço, para os que a possam pagar e para os filhos e netos dos governantes e dos pedagogos do regime; outra, para o povo, “flexível”, manicomial, carregada de planos e projectos, onde só chumbarão (e cada vez mais) os professores/escravos.
in Público, 13/11/2019

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Rui Monteiro


Rui Monteiro

O meu tocador de tuba preferido criou uma página no Facebook que, parece-me, vai reflectir esta sua maravilhosa condição de instrumentista raro.
Tiro o meu chapéu a este miúdo. Já fez mais em 18 anos de vida do que muitos durante a sua vida inteira!

É isso aí, Rui, nunca desistas de perseguir os teus sonhos! Orgulho em ter contribuído, vá... um bocadinho!... para a tua formação integral. E, subida uma duna, já sabes, há maravilhosas outras dunas para trepar...

A Palavra Solidária de Santana Castilho


A Palavra Solidária de Santana Castilho 

Relembro que o período de greve é lato, 11 a 22 de Novembro , como latos são os seus motivos.

"Caros Colegas do STOP,

se nas escolas continuarmos a preterir o que verdadeiramente importa a favor de trivialidades aparentemente livres e avançadas, estaremos a breve trecho face a uma sociedade com duas escolas: uma, que valoriza o conhecimento e premeia o estudo e o esforço, para os que a possam pagar e para os filhos e netos dos poderosos; outra, para o povo, “flexível”, manicomial, carregada de planos e projectos, onde só chumbarão (e cada vez mais) os professores/escravos.  Abraham Lincoln disse algures que “pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em cobardes”. Pelo que vou observando, parece-me haver quem tenha medo que o medo acabe. Mas vocês não. Por isso vos aprecio e estou ao vosso lado.  Um abraço amigo e solidário!"

Nota - Texto surripiado aqui.

"Chumbos já não são uma realidade em muitas escolas europeias"



"Chumbos já não são uma realidade em muitas escolas europeias"

Este é o título de uma notícia saída no Público a 4 de Novembro último e este título corresponde a uma verdade que decorre de contextos em que não há uma enorme disparidade económica, social e cultural entre a generalidade da população e em que se valoriza extraordinariamente a Educação, valorização essa que faz parte integrante do ADN de uma população muito escolarizada e que está presente também no ADN, não corrompido, dos vários actores políticos que vão ocupando os efémeros cargos governativos nos respectivos países.
Numa Finlândia ou numa Islândia, numa Dinamarca, numa Suécia ou numa Noruega, valoriza-se e muito o trabalho, imenso, que se desenvolve nas escolas, trabalho dos professores incluído, como não pode deixar de ser, e não vemos esta guerra constante, iniciada com aquela ministra, que deveria ter sido da Educação, do ps de má memória, e que afirmou, alto e bom som, em Junho de 2006, "Perdi os professores, mas ganhei a opinião pública", sob o aplauso de uma comunicação social que, comportando-se como terceiro mundista, alinhou, e continua a alinhar, num ataque concertado, constante e sistemático, aos professores portugueses, sem perceber que, atacando, enxovalhando e desmoralizando os professores está a contribuir activamente para a degradação da Escola Pública e, consequentemente, para um amanhã pior do que aquilo que seria expectável e desejável para Portugal.

Ora, por aqui, é o que vemos, o que sentimos, o que experimentamos, de mau, emanado da tutela. Na verdade, a tutela transformou-se, frequentemente, num empecilho aos vários actores, no domínio da Educação. Deixou as comunidades educativas a várias velocidades, umas parentes ricos, outras parentes muito pobres, umas escolas com instalações dignas de primeiro mundo, outras, a maioria, dignas de um terceiro ou quarto mundo, esmagadas em problemas que poderão/deverão ser resolvidos pela tutela, com mais e melhor investimento, generalizado, no sector da Educação.
Mas há outros problemas que, para se verem resolvidos, terão de decorrer de intervenções a montante da Escola. Alunos cujas famílias nem têm consciência da importância da educação, e que por isso nem a passam aos seus educandos, que trabalham e muito sem conseguirem sair de um nível de pobreza que nos deve deixar a todos envergonhados, são inúmeros por este país fora, já para não falar da violência doméstica... e isto só para elencar alguns dos problemas que, por mais que a escola forneça oportunidades a estes alunos, não conseguirá nunca resolver nem ultrapassar porque a solução não está nas suas mãos.
À Escola Pública deve ser pedido/exigido muito, concordo. Mas não pode, nem deve, ser pedido/exigido tudo.

Chumbos já não são uma realidade em muitas escolas europeias

terça-feira, 12 de novembro de 2019

A Palavra, Muito Irónica, ao Luís Costa



A Palavra, Muito Irónica, ao Luís Costa

COMO ANUNCIAR GREVES

"À atenção dos sindicatos, em geral, do SToP, em particular, e de André Pestana, em especial.

Uma vez mais, a maioria dos lutadores nem sequer sabe que está uma luta em curso. Como é que podem fazer greve, se nem sequer sabem que ela existe? Valha-nos Deus!
Mais uma vez, fica provado que os sindicatos não são competentes a informar adequada e atempadamente os senhores lutadores. Por isso, senhores comandantes das tropas, vejam lá se compram um fato como se manda, um paninho bordado e uma bandeja de prata, e põem pés ao caminho para irem, palácio a palácio, castelo a castelo, informar ― como deve ser ― os denodados cavaleiros e as intrépidas cavaleiras do beligerante reino do ensino."

Nota - O conteúdo deste post foi integralmente surripiado aqui.

Quando Um Ministro se Presta ao Papel de Comediante

Surripiado ao Luís Costa

Quando Um Ministro se Presta ao Papel de Comediante...

... e não lhe acontece nada, sabemos que estamos em Portugal...
Ah! E a culpa de não haver mais assistentes operacionais nas escolas é dos directores, preguiçosos, que não estiveram para ter trabalho a contratar mais gente!!!!

Tomai e bebei todos! Este é o meu sangue derramado por vós!

Dia do Armistício - Armistício de Compiègne


Dia do Armistício - Armistício de Compiègne

Foi assinado no dia 11 de Novembro de 1918 entre os Aliados e a Alemanha, dentro de um vagão-restaurante, na floresta de Compiègne, em França, e regulou o cessar-fogo na Frente Ocidental.
Tanto sofrimento ao longo de quatro longos anos...

Nota - Garanto-vos que surripiei o recorte ao Pedro Xavier!

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

S.TO.P - Greve - Quem Pode Fazer Greve?


S.TO.P - Greve - Quem Pode Fazer Greve?

Todos quantos trabalham nas escolas - professores, assistentes operacionais, funcionários administrativos, psicólogos...

O S.TO.P já foi unicamente um sindicato de professores mas os seus dirigentes rapidamente perceberam que não vamos lá a fazer greves de uns para cada lado.
Agora, não esperem que o André Pestana, ou a Aurora Ezkertiar, ou o Pedro Xavier, ou o Sílvio Miguel estalem os dedos e a greve apareça organizadinha na vossa escola ou no vosso agrupamento!
Façam a vossa parte. Quem tem mais capacidade de organização, quem é mais dinâmico, quem é mais pró-activo... o que for, sozinho ou acompanhado, que meta os pés ao caminho. Temos duas semanas. Vamos fazer o que ainda não foi feito. E sim, juntos somos mais fortes.

Nota - Veja aqui o Boletim do Trabalho e Emprego, página 92, onde estão publicadas as alterações estatutárias o S.TO.P.
 
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