quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Aulas de História - Sala de História - Estratégias Pedagógicas

Recursos Pedagógicos de História - Sala de História
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Aulas de História - Sala de História - Estratégias Pedagógicas

Quem acompanha este blogue desde os seus primórdios, este blogue foi criado algures num dia de Fevereiro de 2006, cedo tomou contacto com o meu trabalho em sala de aula, muito inovador à época, tendo por base um trabalho previamente feito a partir do ano lectivo de 2004/2005, integralmente pensado, concebido e realizado por mim num maravilhoso programa chamado PowerPoint.... daí eu ter sido mesmo "baptizada" com o cognome, de que me orgulho, de Miss PowerPoint.
É claro que estou a falar de um tempo em que trabalhei sem rede, sem modelos previamente observados, ajustando os meus PPT às estratégias que, aula a aula, vou concebendo e utilizando e que vão variando ao longo dos anos porque as vou aperfeiçoando, porque eu sou irrequieta e insatisfeita e trabalhadora como o raio que me parta.
Passados todos estes anos, a base das minhas aulas continua a ser constituída pelas minhas apresentações em PPT, agora descodificadas e partilhadas na minha página de recursos, que já é a segunda e está agora com um template mais apelativo... mas nunca fugindo do preto, do branco, do vermelho, do verde e do azul, as cores que são a imagem de marca de grande parte do meu trabalho que partilho de forma graciosa, descomprometida, desinteressada, entusiasmada mesmo que já não tenho idade para falsos pruridos que, de resto, nunca fizeram o meu género, esperando, em última análise poder ser útil a alguém que neste trabalho veja utilidade.
O texto que a seguir transcrevo tem mais de uma década mas continuo a subscrever cada palavra por mim escrita, lá atrás no tempo:
As apresentações em PowerPoint não são panaceia para coisíssima nenhuma pois não são, nem nunca serão, os recursos/ferramentas, utilizados dentro da sala de aula, que determinam a qualidade dessa mesma aula, mas sim a abordagem desses mesmos recursos/ferramentas. Sei, por experiência própria, que esta ferramenta/recurso, utilizada em contexto de sala de aula, possibilita uma interactividade incrível entre professores e alunos, muito embora esteja espalhada a ideia, errada, de que é uma ferramenta muito estática, o que se deve, por certo, à utilização completamente errada e lamentável, porque apenas lida, que vulgarmente se faz da apresentação em PowerPoint. Sei também, fruto da experiência acumulada, que em Educação não há receitas e que a boa aula é a aula que resulta. E ponto final. E que a sua qualidade/êxito depende da sua preparação, das características do professor e dos seus alunos, da felicidade do professor e dos seus alunos, até do tempo, da chuva que nos entristece ou do sol que nos enche de energia, das condições de saúde, física e mental, do professor e dos seus alunos... 
E eis que chego aqui, ao dia de hoje, a iniciar a Pré-História com duas novas turmas do sétimo ano de escolaridade já que esta disciplina se tornou semestral no agrupamento onde trabalho. E andamos às voltas com um problema velho como o planeta e que é o problema das alterações climáticas e ainda com as adaptações daí decorrentes para toda a fauna e flora e andamos também às voltas com o conceito de economia de recolecção e de caça e do consequente nomadismo.
Aqui chegados jamais lhes dou a lista dos materiais que a Natureza colocava ao dispor desses nossos antepassados, já que não quero neurónios preguiçosos dentro da minha sala de aula, pelo contrário, exijo neurónios plásticos e irrequietos e cada aluno lá foi ao quadro escrever um material existente com utilidade para o Homem.
Rochas... madeiras... fibras... ossos... peles... chifres... dentes... tutano... resina... cera de abelha... penas... marfim... pelos... tripas... conchas... raízes... e eu lá ia tirando exemplares do armário da Sala de História que guarda um espólio muito considerável de recursos que, amiúde, uso nas minhas aulas.
Os alunos estavam espantados.
- É tudo verdadeiro, professora?
- Mas é claro que sim! Por exemplo, os ossos que estão a ver são os ossos de um maravilhoso frango assado que eu comi um dia destes e que guardei e tratei até ficarem limpinhos e poderem integrar o espólio do Centro de Recursos da Sala de História. E o dente... é mesmo um dente de tubarão fossilizado e que tem milhões de anos...e... e...
Ou seja, e resumindo, uma aula de História do século XXI pode ser um mix entre um PPT e a materialização das matérias abordadas nesse PPT... sem esquecer que os meus alunos devem ler, previamente e em voz alta, em casa, no manual, a matéria que vai ser abordada na aula seguinte, sem esquecer também que, posteriormente, os alunos terão de construir, aula a aula, os seus portefólios digitais.
É um facto que uma aula de História pode ser isto. Mas também é um facto que uma aula de História pode não ser nada disto e continuar a ser interessante, certo?


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Mais Uma Vergonha - Professores


Mais Uma Vergonha - Professores

Continuarão a faltar professores nas escolas portuguesas, aliás, prevejo até que a cada ano mais... mas, e o que interessa isso aos políticos que sistematicamente desrespeitam os professores e as suas famílias? Nada! Pois se nem são os seus filhos que ficarão sem aulas!!!

Para memória futura aqui ficam as votações da ignomínia:

A favor - E, PCP; PAN e Verdes
Abstenção - PSD e Iniciativa Liberal
Contra - PS

Parlamento chumba 30 dias de Segurança Social para professores com horários incompletos

E tiro o meu chapéu ao Ricardo Pereira e a todos quantos não desistem de lutar. Obrigada pelo vosso exemplo.

Prendinhas - Quem Tem Amigos Tem Tudo

Trabalhos em Crochet - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Prendinhas - Quem Tem Amigos Tem Tudo

E eis que os trabalhos em crochet, novos, velhos, brancos ou de múltiplas cores, vão chegando daqui e dali. São trabalhos que nunca foram usados, são trabalhos já a denotarem uso mais ou menos intenso e nós aproveitamos tudo, conscientes da importância da máxima "Nada se perde, tudo se transforma!".
Grata a todas as mãos maravilhosas que produzem estas belezas e que as partilham!
O céu, crochetado, é o limite!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Histórias da História

Trabalho - Escola Básica de Amarante - S. Gonçalo
Fotografias de Artur e Anabela Matias de Magalhães

Histórias da História

A história que agora vos relato é muito curtinha mas muito significativa para mim, orgulhosa professora de História. Passou-se durante esta semana que agora finda, no final da aula dois deste segundo semestre, com novas turmas.

- Professora, eu antes não gostava nada de História mas agora já gosto!

Excelente, Aluno Meu! É isso mesmo! Devemos escancarar janelas e portas. As da História também.

A Jóia de Luz e a "Marca"

A Marca/Tralha - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

A Jóia de Luz e a "Marca"

A conversa que hoje vos relato, sobre a "Marca" Amarante, acontecida entre mãe e filho dentro de um carro em movimento em plena alameda Teixeira de Pascoaes, foi espontânea e saiu de uma criança de 6 anos.

Filho: - Ui!!! Isto ainda está aqui?
Mãe: - É verdade. Ainda vai estar muito tempo!
Filho: - Podiam arranjar alguém para demolir isto. É mesmo horrível!!!

Ah ah ah! Até tu, Jóia de Luz!!! Mas nem te pareceram os teus adorados legos?!

Ok, há quem lhe chame "A Marca"... eu, confesso, chamo-lhe apenas "A Tralha". No meio do jardim da alameda, aumenta o ruído, a confusão, perturba a visão e a emoção Amarantina. E sim, concordo contigo, meu adorado neto, a coisa é mesmo horrível!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Tirar Macacos do Nariz

Euzinha - Escola Básica de Amarante
Fotografia de Paulo Dias

Tirar Macacos do Nariz

Confesso que tirar macacos do nariz, em público ou em privado, nunca fez parte de praia minha... bom, pensando melhor... talvez em miúda tenha praticado esta espécie de desporto que noto transgeracional... mas a verdade é que não guardo memória de tal facto.
Acontece que, por estes dias de pós-intervenção cirúrgica, que consistiu numa septoplastia, numa turbinoplastia... numa cirurgia endo nasal... tenho dias marcados e reservados na minha agenda muito privada e que se destinam... pois, a tirar macacos do nariz!
Se me tivessem dito isto há uns anos... era bem capaz de responder "Isso! Vou ali e já venho!"... agora, é verdade que aos 8, aos 15, aos 30, aos 60 dias... passados sobre a intervenção cirúrgica ao meu querido nariz... eheheh... lá vou eu ao otorrino/operador fazer uma limpeza que não consiste em mais nada do que tirar toda a macacada que ainda anda para aqui perdida e que ainda não me permite respirar na perfeição
A limpeza, que parece da Páscoa!, consiste, tanto quanto percebi, na introdução de um produto para descolar/desgrudar macacos, produto que por lá permanece por breves momentos e depois vai variando, podendo consistir numa aspiração xpto a todos os recantos internos da coisa.
Enfim, confesso que não é a coisa mais sexy de se ver... e de se sentir muito menos!... mas é o procedimento habitual na caminhada por um futuro que quero livre dos antibióticos, anti-inflamatórios... e o mais que me tem calhado na rifa nos últimos Senhores Invernos!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Sérgio Godinho - Para os meus Alunos


Sérgio Godinho - Para os meus Alunos

Hoje partilho o genial Sérgio Godinho com todos os meus leitores e dedico estes dois temas "Grão da Mesma Mó" e "Liberdade" a todos os meus Alunos - aos passados, aos presentes e aos futuros.
Sem mais. Só com a profundidade e a genialidade de um Sérgio Godinho que é capaz, sempre, de apurar mais e mais com a idade.
É caso para dizer que continuo a amar este rapaz...



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Prendinhas de Mulherio

 Crochet - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Prendinhas - Mulheres da Rua

As prendinhas chegam-nos daqui, dali e de acolá! São redondas, quadradas, rectangulares... são até peixes!!!... são coloridas, totalmente brancas ou acastanhadas e, todas juntas, farão um trabalho, sempre crochetado, por certo espectacular.
Porque as mulheres da rua são imaginativas, crentes, irrequietas, trabalhadoras, resilientes, criadoras... sempre sempre às voltas com as reciclagens porque sabem bem que tudo se aproveita, que nada se perde e tudo se transforma... sim?
De geração em geração, o céu, crochetado, é o limite!

Semestralidade - Amanhã - Apresentações


Amanhã - Apresentações

Amanhã, logo pela amanhã, estranharei não ter aulas com os meus queridos alunos da minha direcção de turma e logo de seguida estranharei não ter aulas com os meus queridos alunos do ensino articulado de dança, mas, saber que as criaturas estarão nas salas ao lado da minha, espero que entusiasmados às voltas com a Geografia, contribuirá para entranhar esta semestralidade que continua a efectivar-se, e bem, entre nós.
Amanhã, consequentemente, será dia de apresentações dirigidas aos alunos de duas turmas do 7.º ano de escolaridade.
Começarei as aulas com a minha apresentação, em PowerPoint claro está que eu sou a miss dele!, e depois será a vez dos alunos reflectirem e alinhavarem as deles, registos que, sem dados demasiado pessoais - como direcções e fotografias deles esparramados para a foto - deverão ser o mais originais possível e deverão constar nos seus portefólios digitais.
E sim, durante esta semana também andaremos às voltas com a app AdobeSpark e falaremos da importância das dunas nas nossas vidas, dunas que "apenas" são metáforas para os sucessivos  desafios que compõem cada uma das nossas efémeras existências.
Por isso, adeus Alunos... olá Alunos!
E aí vamos nós!

Marques Mendes Apanhado em Flagrante Delírio


Marques Mendes Apanhado em Flagrante Delírio

A história conta-se em duas penadas - em plena greve de professores aos exames foram decretados serviços mínimos... que  já foram, do meu ponto de vista, bem mais do que mínimos. Vai daí um senhor director, mais papista que o próprio papa, resolveu convocar os seus subalternos professores todos para as vigilâncias aos exames excedendo, e muito, os decretados serviços mínimos.
Resumindo, foi-lhe instaurado um processo disciplinar, teve uma repreensão... e abandonou a carreira, antecipando a aposentação, saindo magoado como o ME.
Ora, que ele saia magoado, eu até compreendo, agora, que MM afirme que em vez da repreensão ele devia ter um agradecimento por parte do ME... bem, vou ali e já venho! Ele não é advogado?... pergunto eu...
De facto, temos um mundo de pernas para o ar com estas bojardas inconsequentes e levianas, que são fake, atiradas para um público que as queira apanhar.
E assim se vê a qualidade deste comentador da treta... não?

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Mulheres da Rua


Mulheres da Rua - Rua da Cadeia - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias sei lá eu de quem...

Mulheres da Rua

Assumidas e sempre fashion. O céu, crochetado, é o limite.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

III Workshop de Crochet - Coisas de Raparigas?


III Workshop de Crochet - Coisas de Raparigas?

E aí vamos nós, de agulhas em riste e criatividade qb.
O céu, crochetado, é o limite.

Nota - Nunca entenderei a falta de rapazes nesta tão relaxante e criativa actividade...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Semestralidade - História



Oficina de Arqueologia Experimental de História
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Semestralidade - História

Ontem partilhei aqui o meu agrado relativamente à organização semestral do ano lectivo, que entrou em vigor pela primeira vez no meu agrupamento em Setembro de 2019.
Mas esta não foi a única semestralidade a entrar em vigor por aqui. Por decisão dos grupos disciplinares que discutiram prós e contras da semestralidade das disciplinas ficou decidido, e foi posteriormente aprovado, que História e Geografia passariam a disciplinas semestrais e o mesmo aconteceria com as disciplinas de Ciências e Físico-Química.
Assim, e pela primeira vez, tive de me adaptar a um ritmo muito mais acelerado de aulas e era ver-me em Dezembro a abordar a Idade Média com todo o vigor, o que, confesso, me pareceu um pouco estranho. Mas a semestralidade da História estranha-se e depois entranha-se, faltando-me apenas confirmar, dentro da minha sala de aula e no próximo ano lectivo, se existe um desfasamento muito notório/algo notório/ ou até nenhum desfasamento entre os conhecimentos adquiridos pelas turmas a quem leccionei História no primeiro semestre e a quem vou leccionar História no segundo semestre.
Evidentemente, a semestralidade das disciplinas não é compaginável com exames finais ou mesmo com provas de aferição realizados a esta disciplina sob pena de não se darem as mesmas oportunidades à totalidade dos alunos.
De resto, confesso que estou a gostar e que o feedback que me foi dado pelos meus alunos tem sido positivo.
Vejamos alguns pontos fortes para os miúdos:

  • Diminuição do número de disciplinas por semestre, que passam a ser menos duas, sendo que essas menos duas são sempre duas de peso, o que facilita/possibilita um maior investimento nas restantes pela menor dispersão possibilitada.
  • Menor carga transportada para a escola nas mochilas, carga essa constituída por manuais e afins... e a coluna das crianças agradece!
  • Ganho de tempos lectivos reservados para a disciplina de História, no 7.º ano de escolaridade, já que passamos a ter uma carga semanal de 50 m x 5 o que aumenta o contacto com a disciplina.
  • Maior e melhor contacto entre alunos e professor o que possibilita o aumento do conhecimento mútuo e a aumenta a proximidade entre alunos e professores.

Vejamos alguns pontos fortes para os professores:

  • Diminuição do número de turmas e de alunos -  se tinha 8 turmas no anterior modelo, na verdade já cheguei a ter 9!, passo agora, com este modelo, a ter 4 em cada semestre, o que é deveras agradável para quem já não tem o fôlego e resistência que tinha aos trinta anos e se no modelo antigo lidava com 200 alunos durante todo um ano lectivo, isto para dar um exemplo, agora passo a lidar com 100 em cada semestre. É bem diferente.
  • Muito menor carga "burrocrática" e menor stress associado ao facto de se ter metade das turmas e metade dos alunos em cada um dos semestres e, consequentemente, também menor número de reuniões.
  • Ganho de tempos lectivos reservados para a leccionação da disciplina de História, no 7.º ano de escolaridade, já que passamos a ter uma carga semanal de 50 m x 5 o que aumenta o contacto com a disciplina. Até aqui, para o ensino da História estavam destinados dois tempos semanais de 50 minutos durante todo o ano lectivo.
  • Maior disponibilidade para a organização de aulas/oficinas, visitas de estudo, enfim, de aulas com recurso a estratégias mais práticas e mais apetecíveis como sejam também as aulas com recurso às novas tecnologias.
  • Maior e melhor contacto entre o professor e os seus alunos o que possibilita o aumento do conhecimento mútuo e aumenta a proximidade afectiva, importante, entre alunos e professores.
Ponto fraco:
  • A descontinuidade maior das várias disciplinas que os alunos só frequentarão durante um semestre em cada ano lectivo.
E qual é o meu balanço, no final do primeiro semestre? Pois é muito positivo, sinto os alunos confortáveis, eu própria sinto-me muito confortável... veremos é se no próximo ano eles conseguem mobilizar conhecimentos adquiridos durante este ano lectivo...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Semestralidade do Ano Lectivo - Um Primeiro Balanço


Semestralidade do Ano Lectivo - Um Primeiro Balanço

Depois de vivermos toda uma vida profissional submetidos a três períodos lectivos eis que, em Setembro de 2019 e no Agrupamento de Escolas de Amarante, iniciámos um ano lectivo dividido em apenas dois semestres.
A formatação é deveras diferente e exige de nós capacidade de adaptação já que implica dois períodos de avaliação intermédia qualitativa - um a meio de cada semestre - e dois momentos de avaliação quantitativa no final de cada um dos semestres.
Assim, em Novembro de 2019, usufruímos de uma paragem lectiva de três dias, aproveitada pelos docentes para a realização das avaliações intermédias qualitativas e aproveitada pelos alunos para um merecido, pleno e retemperador descanso.
E as actividades lectivas terminaram no dia 20 de Dezembro para toda a comunidade educativa constituída por alunos e professores. Confesso que foi estranho. Mas não temos mesmo reuniões de avaliação?! Pois não. As reuniões destinadas à avaliação quantitativa estão agora a ser realizadas no meu agrupamento, nesta semana que já vai a meio e que volta a ser de interrupção lectiva para docentes e discentes, para os últimos aproveitada para um merecido, pleno e retemperador descanso, assim o espero!
E qual é o meu primeiro balanço?
Para alunos e professores, surgiram tempos de pausa estrategicamente colocados a meio deste primeiro semestre e com a duração de três dias, claro que com um período de paragem no Natal mais reduzido do que nas escolas que continuam a seguir o antigo figurino dos três períodos, mas que se revelaram muito benéficos e úteis para quebrar rotinas, aliviar trabalhos, retemperar forças de alunos e de professores.
Para mim foi surpreendente a sensação de stress hiper diminuído durante os períodos em que procedemos a avaliações, principalmente nesta semana que ainda vai a meio. É que a seguir não estou pressionada com tudo o que está associado ao Natal ou mesmo à Páscoa e, a partir da próxima semana, terei "apenas" aulas... as aulas que darão início a um segundo semestre de duração equilibrada, semelhante e equitativa ao que já vivenciámos de Setembro a Janeiro.
Tenho para mim que a semestralidade do ano lectivo poderá potenciar a melhoria do aproveitamento e do comportamento dos alunos pelos vários momentos de descanso estratégico que possibilita e pelo facto de, para alunos que se importam com os seus resultados escolares, ser mais fácil e imediata a percepção da possibilidade de melhoria num segundo semestre que será também o último.
Confesso que estou a gostar da experiência.

domingo, 26 de janeiro de 2020

9 Anos, 4 Meses, 2 Dias - E Para o ME Não Vai Nada Nada Nada?


9 Anos, 4 Meses, 2 Dias - E Para o ME Não Vai Nada Nada Nada? 

Pois vai! Vai tribunal com eles!
Porque esgotada a via negocial e esgotada a via legislativa... resta-nos agora a via judicial para repor o que nos foi sonegado... palavra elegante para não dizer roubado.

O tempo de serviço efectivamente trabalhado por cada um de nós, conta-se! E por inteiro.
Nunca desistiremos! Grata, S.TO.P!

Professores angariaram oito mil euros para levar Ministério da Educação ao Tribunal Europeu

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Blá, Blá, Blá!


Blá, Blá, Blá!

Alavanquemos então o blá, blá, blá de quem nos tutela.
Escutaram as belas palavras? Quem o escuta não é manco, não!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Pelo educare.pt - "Há ou não há solução para o envelhecimento do corpo docente?"


Pelo educare.pt - "Há ou não há solução para o envelhecimento do corpo docente?"

A extensa peça, "Há ou não há solução para o envelhecimento do corpo docente?", saída no passado dia 10 de Janeiro, no educare.pt, aborda esta pertinente questão/problema que, um dia destes, explodirá nas mãos de uns quaisquer políticos que, por agora, não estão a acautelar coisa alguma.
É claro que não vou fazer de conta que o ministério que nos tutela não está a implementar políticas erradíssimas, e já desesperadas, ao considerar que qualquer professor está apto a leccionar TIC desde que tenha feito uma acção de formação nesta área!!!! Onde é que já se viu semelhante aberração que abre a porta a um admirável mundo novo do qual eu não quero fazer parte.
Aqui fica a minha contribuição, de resto já amplamente tratada neste blogue, de alerta para um problema que se colocará mais cedo ou mais tarde - mais de 50% dos docentes portugueses atingirão a idade da reforma na década que, não tarda nada, se iniciará e os políticos portugueses continuam a assobiar para o lado como se o problema fosse desaparecer na próxima esquina transposta.

Passagem de testemunho “à martelada”

"Anabela Magalhães, professora de História do 3.º Ciclo do Ensino Básico, tem um blogue com o seu nome, e tem abordado o assunto várias vezes. Um problema grave que se tem empurrado com a barriga, um drama, como escreve. “A passagem de testemunho suave e natural, que já foi habitual um dia, não está a ser feita numa escala compatível com o que seria desejável e normal, porque há um fosso, um hiato criado artificialmente pelo poder político que travou as saídas de professores o mais das vezes esgotados, muitas vezes demasiado exaustos e impediu o mais possível as entradas de sangue novo, gente com sangue na guelra, disposta a agitar as instituições e a tirá-las, se possível, de alguma letargia existente que se acentuará, por certo, à medida que todo o corpo docente envelhece”.  Quem chega de novo já tem perto de 40 anos de idade e os professores abaixo dos 30 são muito poucos. Anabela Magalhães está apreensiva com a passagem de testemunho, antes feita de forma natural, agora de “forma abrupta e solavancada para não dizer mesmo à martelada”.
“Por outro lado, a plasticidade, a dinâmica e a capacidade de adaptação, até mesmo o otimismo, de um corpo docente envelhecido não são os mesmos se a média etária desta classe profissional se situa pelos 30, pelos 40 ou pelos 50… um dia destes rondará os 60 anos em Portugal se os políticos que nos governam não tomarem medidas drásticas que possibilitem o rejuvenescimento desta classe que lida, no seu dia a dia, paradoxalmente, com os mais jovens, ou seja, que lida com o futuro da Nação”. 
Haverá contingente suficiente para substituir milhares e milhares de professores que estão a chegar à idade da reforma? A pergunta pode estar em suspenso, mas, mais dia menos dia, terá de ter resposta. Num futuro não muito distante, provavelmente. “A situação vai ser de tal modo escandalosa a nível europeu que os nossos políticos vão ser mesmo obrigados a tomar medidas drásticas para se verem livres de um tão gigantesco número de professores velhos”, escreve no seu blogue."

Pode ler o artigo completo clicando aqui.

Nota - Grata pelo envio da informação, Sara R. Oliveira!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Está Aberta a Caixa de Pandora


Está Aberta a Caixa de Pandora

Sim, o ME que não acautele coisa alguma... sim, o ME que não continue a enfrentar o touro pelos cornos e que continue a não acautelar o futuro das Escola Pública Portuguesa.
Na verdade, quando o touro atacar desembestado, já o Tiaguinho não estará ao leme do ME... certo?
Por isso, quem vier a seguir, que feche a porta!
Hoje TIC, amanhã, quiçá, Matemática. A porta da ignomínia está já escancarada.

Professores de Informática: “Chegou o momento em que qualquer um pode leccionar qualquer coisa”

Ministério abre caminho à desqualificação dos docentes, alertam professores e pais

Melhoria da Internet nas escolas é prioridade. Só faltam equipamentos e professores

E ainda, mais uma pérola portuguesa - A Escola a Tempo Inteiro.
  
Escola a tempo inteiro “só com mais professores”, avisam os directores

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

À Atenção dos Professores Com Mais de 60 Anos


À Atenção dos Professores Com Mais de 60 Anos

Continuar a ler tudo aqui. E para continuar a acompanhar.

A Educação, do Século XXI, em Retrocesso


A Educação, do Século XXI, em Retrocesso

Estou convicta que uma das principais razões da melhoria contínua dos resultados dos alunos portugueses se deve à formação adequada e específica, e a cada ano melhorada, dos professores que lhes leccionam as diferentes disciplinas.
Recordo tempos de escola, enquanto aluna, logo após o 25 de Abril, com disciplinas entregues, parecia, ao primeiro cão ou gato que passava às portas de uma escola... por exemplo Matemática, frequentemente entregue a engenheiros que não queriam saber das aprendizagens dos seus alunos para nada, e para quem o ensino era um biscate já que exerciam outras profissões liberais na praça, por exemplo professores de Inglês com habilitação suficiente que, na primeira aula, nos pediam desculpas porque costumavam ficar a leccionar Francês, que lá iam dominando... mas, enfim!, o ministério tinha-lhes trocado as voltas, professores que se encontravam a frequentar a licenciatura em História e que nos davam Geografia ou ainda Ginástica, professores que nos davam aulas e que pouco mais velhos eram do que nós e que começaram a leccionar apenas com o antigo 7.º ano do liceu, actual 11.º ano... tal era o desespero e a falta de professores pelo menos licenciados nas respectivas áreas de leccionação.
Muito caminho percorremos desde então e este percurso amalucado e permitido pelo ME foi-se afinando e nos anos 90 do século passado já era raro contactarmos, sei lá, por exemplo com um professor de História e leccionar Geografia.
Hoje, quase a entrar na segunda década do século XXI, com um ministério da educação que se comporta como um trambolho, que parece talhado para nos roubar, vilipendiar, afligir, angustiar, trapacear, complicar, negligenciar, maltratar e eu sei lá mais o quê, e enquanto enche a boca com a Escola do Século XXI, os Professores do século XXI e mais não sei o quê, tudo muito fofinho e giro, hoje, este mesmo ministério vem-me dizer que eu, Professora de História desde sempre, só porque fiz um dia uma formação em TIC posso leccionar esta disciplina.
Sabeis o que vos digo? Ora porra!
E tudo isto porque esta gente que nos tutela é de uma incompetência à prova de bala e não soube/quis acautelar o que estava mais do que previsto e que é a falta de professores.
Para isto eu só encontro uma palavra - RETROCESSO!
E deixo, pela milésima vez neste blogue, um aviso à tutela - Não acautelem coisa alguma, sim?
Nos próximos dez anos não se reformarão mais de 50% dos professores deste país nem nada!

Nota 1 - No reino da Educação vale tudo desde o tempo daquela ministra que eu não nomeio neste blogue. Imaginem isto na Saúde - Um dermatologista fez formação de 25 horas em cardiologia. Isso faz dele um cardiologista?
Nota 2 - Muitas vezes pergunto-me o que é que eu ando a fazer aqui se nem o ME se dá ao respeito...

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Novas do ME - Reforço de Medidas de Gestão do Corpo Docente

Recortes retirados daqui.

Novas do ME - Reforço de Medidas de Gestão do Corpo Docente

Imaginemos que se trata de medidas para o corpo clínico de um hospital... pois faltam otorrinolaringologistas? No problem! Venham os alergologistas que decerto darão um jeito e acabarão por dar conta deste recado.
Do mesmo modo, faltam os cardiologistas? No problem! Venham os especialistas do órgão mais próximo... sei lá, os pneumologistas!!!! que decerto darão um jeito e acabarão por dar conta deste recado.
O que interessa é tapar buracos, buracos aqui, ali e acolá, nas escolas públicas deste país onde continuam a faltar professores.
Já agora, e se não houver especialistas... sei lá, um internista, quiçá até um estudante do curso de medicina... não é tudo a mesma coisa? Não?!

Nota - Este ME não nos dá descanso! Uma pessoa não pode pousar a cabeça numa almofada... rssssssss... e dá-se conta que voltou aos anos 70/80 do século passado...
 
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