domingo, 31 de janeiro de 2021

Ponto de Situação Epidemiológica a 22 de Janeiro de 2021 na ACES Baixo Tâmega

 


Ponto de Situação Epidemiológica a 22 de Janeiro de 2021 na ACES Baixo Tâmega

Alertada por médico que referiu en passant, em entrevista já nem sei em que canal, que a população de Amarante estava a morrer por COVID, meti pés a caminho e fui à procura dos dados oficiais que, confesso, não são fáceis de descortinar porque são assim uma espécie de 5.º Segredo de Fátima.

E os dados são os que constam na primeira fotografia que ilustra este post.

Para facilitar a leitura aos meus leitores deixo-vos com os seguintes quadros:

O quadro I contém os dados oficiais registados a 22 de Janeiro de 2021:

Quadro I


O quadro II apresenta uma projecção para o país a partir dos dados dos concelhos em análise.

Quadro II

O quadro III contém os dados oficiais da COVID-19 no mesmíssimo dia 22 de Janeiro de 2021.

Quadro III

Tirem as vossas conclusões. Eu já tirei as minhas - O médico que eu escutei em entrevista na TV tinha razão e em Amarante a população está mesmo a morrer com COVID-19.
De referir que, por aqui, no que Amarante diz respeito, o silêncio das entidades responsáveis é de chumbo, é ensurdecedor e nem adianto mais nada sob pena de... de qualquer coisa...

Por último, apresento as minhas condolências a todos quantos já perderam familiares para esta doença evitável, desde a entrada desta pandemia no início de Março de 2020.

sábado, 30 de janeiro de 2021

Vómito

 


Vómito

Dedico o meu mais monstruoso vómito a todas e a todos quantos andam a roubar as vacinas dos velhinhos que estão a morrer que nem tordos debaixo de uma chuvada de chumbos certeiros.

E dedico também o meu mais monstruoso vómito a todas e a todos quantos permitem que tal aconteça.

Enquanto portuguesa, hoje, sinto-me extraordinária e extremamente envergonhada.

A Palavra a Paulo Guinote


A Palavra a Paulo Guinote

Subscrevo e aviso desde já que surripiei por inteiro este magnífico texto ao Paulo Guinote. 

E, de repente, veio-me à memória uma certa colega que, há muitos anos atrás, me informou que a leitura dos meus textos, neste meu blogue, lhe fazia muito mal...

Ora vamos lá, Paulo Guinote!

"Ontem dediquei-me à tarefa (ingrata) de ir espreitar algumas reacções, em grupos de professores numa certa rede social, à posição comum tomada por um grupo de bloggers professores de que fiz parte, no sentido de saber se a lei do teletrabalho se aplica a nós. O texto era sóbrio o suficiente para que todos os envolvidos se sentissem identificados, pois remete apenas para as promessas políticas feitas, para as garantias dadas sobre o que estaria disponível no início do ano lectivo e, em suma, para o que diz a lei sobre o teletrabalho. Nada mais. Não é prosa adjectivada ou “sindical”, mas já sabia que iria desagradar a muit@s colegas rendid@s à Situação desde que subiram um ou dois escalões ao fim de uma década de congelador e assistiram a umas webinares sobre inclusão e/ou flexibilidade (ou às duas) e quiçá a mais uma sobre supervisão ou diferenciação pedagógica, porque poderiam estar enferrujadas as memórias dos tempos da profissionalização.  

(calma, que este texto não é mais do que um desabafo pessoal… até porque o que vou referir surgiu em alguns casos na sequência de partilhas de um outro post meu de ontem em que falei de “araras”… pelos vistos terei sido pouco “corporativo” 🙂 )  

Entre os “argumentos” usados para discordar da posição que o grupo assumiu gostaria de destacar uns quantos que se destacaram pela sua riqueza e sofisticação.  

  • Um deles foi do tipo “ah… este não é o momento ideal para nos pormos com reivindicações dessas”. Sendo que o que se pede é o cumprimento da lei e nada mais. Ninguém pediu aumentos salariais, reduções de horário ou oferta seja do que for. Apenas que se cumprissem as promessas feitas de livre vontade em Abril de 2020 e as leis em vigor. Não percebi se o “momento ideal” para se lembrar a necessidade de cumprir a lei do teletrabalho seria durante o ensino presencial. Uma variante deste “argumento” é o de dizer “no princípio do ano é que deveriam ter colocado estas questões”. Só que as questões foram mesmo colocadas, só que ignoradas até que é mesmo impossível não as colocar de novo, porque as circunstâncias as tornaram inadiáveis. 
  • Outro foi “mas é esse o principal problema que se coloca agora?” Não sei se é o “principal”, mas é um deles. As pessoas mais ilustres e esclarecidas que coloquem o “principal” (sendo que há meses que muitas pessoas, eu incluído, vieram a avisar para a falta de equipamentos para os alunos), que nós colocamos este problema “acessório” que passa por garantir que a rede pública de E@D não volta a ser garantida por meios privados e dependentes de uma infraestrutura (seja de computadores, seja de net) de que o Ministério da Educação aprece ter alijado responsabilidades. 
  • Uma terceira “indignação” foi a de alguém que questionou se, com tudo o que ganham”, “os professores não podem comprar um computador”. E eu fico sinceramente abismado com esta forma de pensar tão triste, tão pobrezinha. Ou seja, se um professor ganha 1000 ou 1200 ou 1500 euros, pode comprar um computador e colocá-lo ao serviço do ME. E ainda pagar a banda larga para que tudo funcione. pena que sejam pessoas a quem nunca vi questionar se o ministro Tiago não ganha o suficiente para pagar a estadia em Lisboa, em vez de receber um subsídio de deslocação, que nenhum professor recebe quando fica deslocado a dar aulas a centenas de quilómetros do seu domicílio. 
  • Uma quarta atitude, quando eu ousei colocar a cabeça de fora e comentar que só se pedia que fosse cumprida a lei que o próprio governo fez, foi acusarem-me de ter “uma agenda”. Bem… é verdade que até tenho várias, incluindo um par de Moleskines em promoção, uma do Batman e outra do Star Wars (tudo em saldos, que apesar de ganhar mundos e fundos sou forreta). Mas quer-me parecer – sou um bocado lerdo, mas não tanto assim – que a insinuação é que eu estaria ao serviço de interesses tenebrosos e/ou a promover uma qualquer conspiração contra alguém. Não tinha dado por isso, até porque a ideia da posição comum não foi minha, mas se calhar há quem goste de avaliar as segundas intenções dos outros por aquilo com que esteja mais familiarizad@. Mas eu queria tranquilizar toda a gente: estou um bocado farto disto, mas continuo a não querer defenestrar seja quem for, muto menos invejo lugares que encararia como uma espécie de despromoção em relação a ser professorzeco. Ando há demasiado de tempo nisto em nome próprio e à vista, para que ainda me apareçam com este tipo de acusação pouco imaginativas. 
  • Por fim, gostava de especificar melhor o meu uso do termo “araras” para designar cert@s coleg@s que comentam os assuntos de um modo automático e superficial, só na base do cartão, camisola ou afinidade pessoal ou ideológica com os poderes que estão. É indispensável esclarecer que tenho o maior respeito pelas araras e até mesmo por papagaios ou, num outro plano, por invertebrados, como formas de vida dignas de preservação e estima. O que me custa é o palreio de umas e a falta de verticalidade vertebral de outros quando se trata de defender os mais básicos direitos da profissão docente. A saída de muita gente mais velha da docência, boa parte com outra vivência política e experiência de vida, deixou-a (à docência) parcialmente orfã no que diz respeito a uma certa “cultura” crítica de debate e resistência. Mas é bem verdade que compreendo porque saíram e em muitos casos apoiei essa decisão, em nome da manutenção da sanidade que ainda lhes restava. Mas fazem muita falta nas escolas e nas salas dos professores. Pessoalmente, os “mais velhos” nunca me causaram urticária e foi com eles que aprendi muita coisa. Porque eram aves de outro porte.  
(e quem não gostar do que lê por aqui, porque é pouco fofinho, tem bom remédio… há programas de manhã e de tarde na televisão com casos de vida muito interessantes…)"


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A Lei do Teletrabalho Aplica-se aos Professores?

 

Recorte retirado do Público

A Lei do Teletrabalho Aplica-se aos Professores?


Ao Primeiro-Ministro,

À Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,

Ao Ministro da Educação,


1. Durante o período do primeiro confinamento causado pela situação de pandemia, a transição das aulas presenciais para um modelo de ensino remoto de emergência foi feita, da parte do sistema público de ensino, quase exclusivamente com base nos recursos privados do corpo docente. Essa foi a atitude certa, por parte de profissionais que colocam os interesses dos seus alunos e do próprio país acima das suas conveniências particulares.

2. Logo no mês de abril, o senhor primeiro-ministro anunciou, em entrevista à Lusa, um ambicioso plano para prevenir “um eventual segundo surto do coronavírus” que contemplava “o acesso universal à rede e aos equipamentos a todos os alunos dos ensinos básico e secundário” no ano letivo de 2020-21, no sentido de garantir “que, aconteça o que aconteça do ponto de vista sanitário durante o próximo ano lectivo, não se assistirá a situações de disrupção”.

3. A 21 de abril de 2020 é publicado em Diário da República, o Plano de Ação para a Transição Digital, em cujo Pilar I, a primeira medida era um “Programa de digitalização para as Escolas”, no qual existia em destaque “a garantia de conectividade móvel gratuita para alunos, docentes e formadores do Sistema Nacional de Qualificações, proporcionando um acesso de qualidade à Internet na escola, bem como um acesso à Internet em qualquer lugar”.

4. De acordo com o Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro), no n.º 1 do seu artigo 168.º determina-se que “na falta de estipulação no contrato, presume-se que os instrumentos de trabalho respeitantes a tecnologias de informação e de comunicação utilizados pelo trabalhador pertencem ao empregador, que deve assegurar as respectivas instalação e manutenção e o pagamento das inerentes despesas”.

5. No preâmbulo do Decreto-Lei n.º 94-A/2020 de 3 de novembro determina-se que “a adoção do regime de teletrabalho torna-se, assim, obrigatória, independentemente do vínculo laboral, sempre que as funções em causa o permitam e o trabalhador disponha de condições para as exercer, sem necessidade de acordo escrito entre o empregador e o trabalhador.”

6. Perante o que está estipulado com clareza na legislação em vigor, vimos requerer a V. Ex.ªs que aos professores sejam aplicadas as regras relativas ao teletrabalho, nomeadamente as que remetem para as condições indispensáveis ao exercício das suas funções, como sejam a “disponibilização de equipamento individual ajustado às necessidades” e “de conectividade móvel gratuita”, conforme prometido no Plano de Ação para a Transição Digital.

29 de janeiro de 2021

Os signatários

Alberto Veronesi

Alexandre Henriques

Anabela Magalhães

António Duarte

Arlindo Ferreira

Duílio Coelho

Luís Sottomaior Braga

Paulo Guinote

Paulo Prudêncio

Ricardo Montes

Rui Cardoso

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Portugal no Vermelho Negro - 16 432 Novos Contágios e 303 Mortes

 



Portugal no Vermelho Negro - 16 432 Novos Contágios e 303 Mortes

A lista dos concelhos em risco extremamente elevado de contrair CoVID-19 é impressionante. A lista continua a ter Amarante dentro.

Aconselho-vos a espreitarem este artigo saído no Expresso com muitos gráficos e muitas comparações para que todos entendam a gravidade do momento que estamos a passar.

Temos Mesmo Mesmo Um Trump ao Leme?



Temos Mesmo Mesmo Um Trump ao Leme? 

"Ninguém proibiu ninguém de ter o ensino online"

António Costa, ontem, na Circulatura do Quadrado

"Esta é uma interrupção letiva para todos".

"Todas as atividades letivas estão interrompidas durante este período“

Tiago Brandão Rodrigues, aquando do anúncio da interrupção lectiva por 15 dias, para todos, ensino privado incluído!

Ora vejam lá se se entendem e se nos deixam trabalhar! Sim?



quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Amarante - Más Novas COVID-19


Amarante - Más Novas COVID-19

Mas o que é que se passa em Amarante para aqui ser referido como exemplo, negativo, pelos pacientes que morrem de/por COVID 19? A população de Amarante está a morrer por COVID-19? 

Não deveríamos ter acesso a informação transparente? Alguém tem mais alguma informação? 

Bem sei que já postei o facto dos sinos de S. Pedro passarem a vida a tocar a finados...

Nota - Peço desculpa pelo vídeo de lado. Atentem ao minuto 1:36.

Never Forget - 76th Anniversary of the Liberation of Auschwitz


Never Forget - 76th Anniversary of the Liberation of Auschwitz

Never.

Queres Ver Que Vão Chegar Os Computadores Prometidos?

 


Queres Ver Que Vão Chegar Os Computadores Prometidos?

Sossega, tutela, temos tudo pronto para passar para ensino à distância ou mesmo misto desde o início deste ano lectivo ... excepto os computadores que vocês prometeram que chegariam, o mais tardar, durante o 1.º período!, aos alunos mais desfavorecidos deste país. 

Que fique bem claro que vos acuso de falharem uma promessa que fizeram especificamente aos alunos com que vocês enchem as bocas em palavras redondas e belas de inclusão, de protecção, de não deixar ninguém para trás, de não fomentar a desigualdade social e outras coisa que tais que depois não têm correspondência com a realidade. Acuso-vos de já terem falhado. E de falharem com quem vocês não podiam ter falhado.

Mas, já que estamos proibidos de trabalhar durante estas duas semanas, por certo pelo que acabei de anunciar, esta bela parangona do "Governo pede a escolas que se preparem para aulas à distância" deve ser mesmo para manter alguém vigilante, noite e dia, nos portões das escolas, para que nada atrase, da nossa parte, a chegada dos camiões que descarregarão, de Norte a Sul, os tão imprescindíveis zingarelhos e as respectivas conexões, para que, de facto, não fique nem um aluno para trás.

O ministério enche a boca com os professores e as escolas do século XXI... e se fizesse a sua parte?

Governo pede a escolas que se preparem para aulas à distância


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Dia 11 - (5.º de Confinamento Geral)

«

Dia 11 - (5.º de Confinamento Geral)

Constactar que somos o pior país do mundo em termos de pandemia em tudo ao mesmo tempo - o maior risco de contrair a doença, o maior número de novos doentes por dia, o maior número de mortes por dia - e que tudo isto acontece num país/barcaça frágil e a meter água por todos os lados cujo leme  está entregue a António Costa... e pensar que estamos pior do que uns Estados Unidos até agora liderados por um alucinado narcisista ignorante Trump ou pior do que um Brasil liderado por um alucinado narcisista ignorante Bolsonaro... é de deixar qualquer português de cabelos em pé.

Nós bem que avisamos. Por que razão não nos deram ouvidos? Por que razão não foram escutando quem estava no terreno?

domingo, 24 de janeiro de 2021

Formação - Webinar - Google Slides




Formação - Webinar - Google Slides

Confesso-me fã destas salinhas de aula virtuais ou escape rooms que construo à minha imagem e semelhança e à imagem e semelhança das minhas aulas.

E as minhas aulas são construídas tijolo a tijolo fabricados e empilhados pelas minhas mãos que obedecem aos meus neurónios, partes do meu corpo com que tenho relações deveras especiais.

Assim sendo, aqui vos deixo a informação para quem a quiser aproveitar - Dia 27 de Janeiro quer aprender a construir uma escape room?

Clique aqui. Garanto-lhe que não dói nada!


Dia 8 - (2.º de Confinamento Geral)


Dia 8 - (2.º de Confinamento Geral)

Sem comentários. Apenas com a partilha, para memória futura, dos infelizes números trágicos de hoje.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Pandemia - PM - Propaganda - Demagogia - Transição Digital


Pandemia - PM - Propaganda - Demagogia - Transição Digital

A entrevista datada de 11 de Março de dois mil e vinte reza o seguinte, mesmo no final:

"E por isso assumimos um objectivo muito claro. Nós vamos iniciar o próximo ano lectivo assegurando o acesso universal à rede e aos equipamentos a todos os alunos do ensino básico e secundário."

Não acredita?

Sente-se. Ponha o som no máximo para escutar bem. Vou dar-lhe a oportunidade de escutar as palavras, de viva voz, proferidas pelo "nosso" primeiro. Para isso basta clicar aqui

Pandemia - Foi Você que Pediu 15 Dias de Paragem Lectiva?!


Pandemia - Foi Você que Pediu 15 Dias de Paragem Lectiva?

Apanhada de surpresa com a comunicação de um primeiro ministro e um ministro da educação à deriva, infelizmente os do meu país, que me impedem durante os próximos 15 dias de prosseguir qualquer trabalho com os meus alunos, arrisco pensar, num misto de incredulidade e estupefacção, que se passa qualquer coisa de grave dentro das suas cabeças.

Para que é que os professores, nas escolas, estiveram com a trabalheira de preparar uma escola a três modalidades, a saber, uma totalmente presencial, uma mista e uma à distância, se o governo tirou agora uma quarta da cartola e que é "Pára tudo", mas Pára tudo mesmo!!!, durante quinze dias?

Não entendo. A não ser para que não lhes estoure nas mãos a bombástica informação que já parece começar a furar o bloqueio informativo e que é o facto de, em muitos agrupamentos - o meu - ou escolas não agrupadas deste país, estarmos exactamente no ponto em que estávamos em Março de 2020 em termos de novas tecnologias.

Só que, nos entrentantos e mais uma vez, esqueceram-se dos que estão em semestralidade. 

Vamos imaginar que voltamos às aulas ao fim destes 15 dias - presenciais, esqueçam!, - isso quererá dizer que eu volto às aulas com os alunos apenas para uma semana antes da paragem para as reuniões de avaliação, onde me será impossível operacionalizar o trabalho já delineado no âmbito da Autonomia e Flexibilidade Curricular, alinhavado já entre nós - alunos e docentes - e terminar os programas, coisa que faria, nas calmas, se o meu patrão não me tivesse dado ordens expressas para não trabalhar durante os próximos 15 dias com os meus alunos. Na minha disciplina, quinze dias sem aulas representam 10 tempos de 50 minutos cada um, 500 minutos no total o que é deveras significativo.

De notar que, sendo a minha disciplina de História semestral, farei as avaliações finais dos alunos durante a semana de 15 a 19 de Fevereiro... mas a minha tutela quer lá saber disto para alguma coisa!!!! 

Mais uma vez, actuam sem qualquer respeito pelos alunos, professores, comunidades educativas. Sem vislumbrarmos a dita e prometida capacitação tecnológica não sei o quê das Escolas do Século XXI, faríamos exactamente o que foi feito em Março que até computadores fixos fomos buscar às salas de aulas do meu agrupamento que foram colocados nas casas dos nossos alunos com acesso à rede para não deixar ninguém para trás!

E depois, têm a desfaçatez de encherem a boca com os pobrezinhos para a frente e para trás!

Ou seja, somos governados por incompetentes que nos prejudicam a todos por não terem feito o trabalho de casa que, sublinho, foi marcado por eles a eles próprios!

Aldrabões! Cobardes!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Dia 7 - (De Uma Espécie de Confinamento)


Dia 7 - (De Uma Espécie de Confinamento)

Não, não me considero um génio, apenas sou pessoas atenta e que reflecte um pouco sobre o que vai vendo à sua volta. 

Em 18 de Setembro escrevi um post premonitório:

Previsões de Uma Reles Professora 

A reabertura das escolas portuguesas, numa fase de crescimento exponencial da pandemia, sem se ensaiar sequer uma reabertura faseada, ensaiando assim as possíveis e previsíveis consequências, sem qualquer testagem a toda a população escolar, apanhando assim precocemente os assintomáticos antes de os lançar para dentro dos portões das escolas, sem se acautelarem todas as medidas de distanciamento social, e restantes, que de resto os peritos na matéria aconselham, dentro dos estabelecimentos escolares, vai dar m€%&@.

E não adianta as reportagens andarem a passar imagens de salas de aula fofinhas e xpto, que são a excepção neste país e não são a regra.

Sim, há já reportagens a começarem a aparecer que parecem furar o bloqueio psicológico, encantamento... sei lá eu, de um país que se quer mostrar como acautelado e controlado quando esse país não corresponde minimamente à realidade.

Mas o SARS-CoV2 é real. E fará sempre o caminho que nós lhe abrirmos para fazer.

(...)

Pandemia e Escolas


Pandemia e Escolas

Hoje recebi com espanto a decisão do governo do meu país de encerrar totalmente as escolas durante os próximos 15 dias, período em que toda a actividade lectiva e não lectiva estará suspensa. Confesso que não estava à espera de semelhante decisão e como estou convicta que o problema não estará resolvido ao fim de 15 dias de confinamento geral, aguardarei as novidades emanadas dos trampolineiros que hoje dizem uma coisa e amanhã dizem outra.

A mais gira foi a que diz respeito aos ATL. Os ATL fecham, anteontem, os ATLs abrem, ontem, os ATLs fecham, amanhã.

Navegamos, pois, à vista.

Por último, recupero o que escrevi em Outubro.

TERÇA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2020

Como Baixar Números de COVID-19 nas Escolas?


Como Baixar Números de COVID-19 nas Escolas?

Muito fácil. Não mandar testar absolutamente ninguém perante um caso positivo. É que perante uma turma de vinte ou trinta vá que apanhávamos uns quantos assintomáticos?!

Ora!!! Os números já estão maus que cheguem, não vos parece?

E assim a doença vai progredindo, insidiosa, de assintomático a assintomático já que também ninguém vai para quarentena, até que... pois, até que apanha gente pelo caminho que até pode mesmo ficar pelo caminho. 

Mas isso são outras histórias que nem interessam nada a esta Professora de História. Ou interessarão?

É triste, digo-vos eu! É triste que o testar, testar, testar só exista como slogan que não tem correspondência na vida real.

SÁBADO, 24 DE OUTUBRO DE 2020

Pandemia - Previsões de Uma Reles Professora


Pandemia - Previsões de Uma Reles Professora

Estamos no meio do mar revolto. E ainda a procissão vai no adro.

Depois de um início de ano lectivo só aparentemente calmo, que se seguiu a uma preparação do mesmo no mínimo atabalhoada, sem se acautelarem distanciamentos e outras coisas que tais, com mensagens políticas bipolares e contraditórias entre si - hoje mesmo, no dia em que se batem máximos de pessoas infectadas são permitidos casamentos com dezenas de pessoas e a assistência de quase 30 mil pessoas no Grande Prémio de Fórmula 1 - com ausência de rastreios para detectar assintomáticos, ausência de testagem para contactos de positivos, demora exagerada na obtenção de resultados... e o mais que está a acontecer e inúmeras vezes por aqui foi denunciado, os políticos deste país estavam à espera de quê?

Que os resultados fossem outros? Que o estuporado do SARS-CoV 2 zarpasse para outras paragens... quiçá para uma praia deserta onde não incomodasse pessoa alguma?

Atendendo a que hoje estamos como estamos, as minhas previsões para os próximos tempos são que as escolas, pelo menos nas regiões onde os casos se multiplicam como cogumelos em dias húmidos de Outono, entrarão em teletrabalho, de forma mista ou total, não tardará muito tempo, sendo que esta será apenas uma questão de dias, de poucas semanas, talvez.

Prevejo que, o que eu não queria mesmo mesmo que acontecesse, e que tudo continuo a fazer no que de mim depende para que não aconteça, vá, infelizmente, acontecer.

Senhores Professores, é melhor começarem a mentalizar-se - Quem vai mandar por uns tempos vai ser o estuporado SARS-CoV2.