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domingo, 10 de março de 2019

Metáfora - Muros da Barca - Serra da Aboboreira

Muros da Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Metáfora - Muros da Barca - Serra da Aboboreira

A Fadinha dos Muros voltou a atacar. Com gestos delicados, respeitadores do passado e das mãos que por aqui levantaram o grosso destes muros, respeitadores da Natureza que por aqui vai continuar a mandar, intervenciona estes muros sem precisar de os derrubar e de os deixar incaracterísticos, arranca ervas, corta silvados, arranca-os e dá-lhes cabo do canastro, tentando não danificar musgos e líquenes e fetos variados e plantas que florescerão na próxima Primavera fazendo explodir estes muros em manchas de cor branca, amarela, violeta, rosa e o mais que a nossa Mãe comum se lembrar.
Estes muros sempre foram toscos. Já foram terminados por mim, pedra a pedra, elevando-os até ao nível do socalco de cima, mas não lhes alterei a estrutura, o carácter - nasceram toscos e rudes, morrerão toscos e rudes. E lindos.
Nota - O post é de 2016, mas podia ser de hoje.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Embarcar para a Barca ou o Jardim do Escorpião Azul


 
   
 
 
 
 
 
Caminhos da Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Embarcar para a Barca ou o Jardim do Escorpião Azul

Trocar as botas de polimento pelas galochas. Trocar a vida citadina pela rural. Trocar o granítico chão amarantino pelo musgo que cobre de um manto verde e fofo a penedia dura e agreste... e pela erva macia a crescer louca pelo chão. Trocar o teclado do computador pela tesoura da poda, pela enxada, pelo ancinho. Trocar o cansaço neuronal pelo cansaço físico... bom! Voltar ao silêncio da Barca. Ao silêncio espampanante e ensolarado da Barca. 
Ontem, hoje, amanhã.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Serra da Aboboreira - Barca

Medronheiro - Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Serra da Aboboreira - Barca

Um pequeno contributo para o restabelecimento de uma vegetação autóctone mais resiliente aos incêndios, neste caso um maravilhoso medronheiro... seguido de uns ocultos mas maravilhosos carvalhos.
Este medronheiro aguenta ano após ano bebendo somente água da chuva... quando há chuva.

domingo, 29 de outubro de 2017

Serra da Aboboreira - Barca

Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Serra da Aboboreira - Barca

O meu pequeno contributo para o asseio da Serra.
Xô incêndios!

Nota 1 - Maneta e impossibilitada de usar a minha mão direita desde o dia 7 de Julho, não subo à serra para meter as mãos na terra desde essa nefasta data. Hoje subi-a... mas apenas para a olhar... uma dor de alma para quem gosta de se misturar com ela.
Nota 2 - Se bem que o asseio que eu lhe imponho até se aguentou bastante bem...

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Evasões - Jardim e Jardinagem

Jardim da Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Evasões - Jardim e Jardinagem

Embarcar para a Barca faz parte da minha vida desde a mais tenra idade.
Abrir caminhos, reparar muros, cortar erva, podar árvores... e giestas... e tojo, plantar espécies que se aguentem no Inverno rigoroso e no violento Verão, apanhar pinhas e castanhas, olhar os cogumelos de frente, admirar os líquenes que nascem agarradinhos aos troncos, arrancar silvas como quem arranca políticos, levantar a cabeça e apreciar as aves de rapina que volteiam sobre a minha cabeça, trabalhar no monte escutando o mágico cantar do cuco... arejar a mente mergulhando na Natureza é, para mim, condição imprescindível para guardar a minha sanidade mental.

Embarcar para a Barca faz parte da minha vida desde a mais tenra idade...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Jardim Interior - Serra da Aboboreira

Jardim Interior - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Jardim Interior - Serra da Aboboreira

Confesso, passo-me com a Serra e com o trabalho que Ela me dá.
Serra da Aboboreira, aqui vou eu...

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Embarcar para a Barca

Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães

Embarcar para a Barca

Trocar os sapatos de polimento pelas galochas. Trocar a vida citadina pela rural. Trocar o granítico chão amarantino pela erva macia a crescer louca pelo chão. Trocar o teclado do computador pela tesoura da poda, pela enxada, pela serra, pelo ancinho. Trocar o cansaço neuronal pelo cansaço físico... bom!... foi o que fiz hoje. Porque estava exauridinha da mona e queria combater este cansaço mau trocando-o pelo cansaço bom que advém do contacto íntimo com a natureza.
Está feito. Cheguei renovada.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Trocar a Cidade pelo Campo

Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Trocar a Cidade pelo Campo

Trocar a cidade pelo campo, que é como quem diz trocar o sapato de polimento pela galocha, é uma necessidade minha que eu tento alimentar tão amiúde quanto possível. Sempre que o tempo o permite, sempre que o meu tempo de trabalho o permite, lá vou eu, serra acima, decidida a trabalhar na terra e para a terra tentando um equilíbrio entre um trabalho mais intelectual e um outro bem mais físico, retemperador dos efeitos do primeiro. Foi o caso, em dia de temperatura amena na serra agreste, hoje adoçada pelo sol de Inverno que se pôs lindo logo após o levantamento do nevoeiro cerrado que se fazia sentir enquanto subia a Aboboreira. E foi tempo de jardinar podando carvalhos, juntando matos, observando a envolvente, respirando a terra que teimo deixar entrar dentro de mim.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Pôr-do-Sol - Serra da Aboboreira

Pôr-do-Sol - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Pôr-do-Sol - Serra da Aboboreira 

Alimento da mente.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Castanheiros/Castanhas

Castanhas/Castanheiros - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Castanheiros/Castanhas

Este ano os meus castanheiros esmeraram-se de uma maneira tal que continuo de cara à banda perante a quantidade de castanhas espalhadas no chão do meu souto. Estas foram apanhadas ontem, durante a tarde, retiradas aos seus ouriços empapados na água das últimas chuvas. A janela de tempo, para voltar à serra e apanhar as ditas cujas, é agora curta. Esperam-me, para variar, aulas e mais aulas e, além do mais, os dias agora estão já curtos como o raio que os parta.
Estas castanhas, apanhadas ontem, repousam agora em cima de uma toalha, ainda sem qualquer limpeza, mas já a secar. Serão, tal como as anteriores, muito macias, muito saborosas, muito doces, a descamisar que é uma maravilha e vão continuar a fazer as delícias cá de casa... e de mais algumas casas também.
 
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