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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ötzi

Ötzi - Reconstituição - Museu Arqueológico de Bolzano
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Ötzi

Um dos objectivos de qualquer viagem feita por uma professora de História, no caso esta mesma que escreve, é acrescentar sempre algo de relevante para a sua actividade profissional que só pode sair enriquecida depois de uma visita a um museu, a uma gruta pintada ou gravada, a um castro, a uma necrópole, a um mosteiro, a um castelo, enfim, muito há que visitar e ver por esse mundo fora a exigir algum dinheiro e, acima de tudo, a exigir tempo e vontade.
A história deste achado, que se resume facilmente, é impressionante e igualmente impressionante é a história do homem encontrado. Um casal de turistas alemães andava a fazer uma caminhada pelo Tirol Italiano, pelos Alpes de Venoste, ou seja, percorria os Alpes do Sul, quando se deparou com parte de um corpo humano que estava caído e ainda preso no gelo que derretia mais do que o costume naquele Verão particularmente quente de 1991.
Evidentemente, nesta fase estavam ainda longe de perceber a importância de um dos achados mais espectaculares que foram feitos para o período do calcolítico e pensaram tratar-se de alguém que teria morrido mais recentemente.
Depois de libertado o corpo do caixão de gelo que lhe deu guarida durante cerca de cinco mil e trezentos anos, a múmia foi virada do avesso, estudada da ponta das unhas às pontas dos cabelos assim como os muitos objectos que este homem transportava consigo e que se encontravam pertinho dele. E depois de virada do avesso voltou a ser virada do avesso e foi sujeita a radiografias muitas, tomografias, exames de microscópio... e chegou-se ao seu interior, sabendo-se, hoje, que alimentos ingeriu antes de morrer, de que doenças padecia, que idade tinha, de que morreu, ali, sozinho e gelado, no Vale de Ötzal, há cinco mil e trezentos anos atrás.
Espreitei-o com recato, ao vivo e a cores, através de um vidro que o protege das quentes temperaturas do mundo em que vivemos e que o protege de possíveis contaminações. É possível que nos diga, no futuro, muito mais do que já sabemos hoje em dia e isso é inestimável. Foi apelidado de Homem de Similaun mas é mais conhecido por Ötzi. Repousa agora numa câmara frigorífica no Museu de Arqueologia, em Bolzano, Itália, um museu que a ele e aos seus pertences é dedicado.



segunda-feira, 2 de março de 2009

O Idiota e a Moeda

O Idiota e a Moeda

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.
Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas: - uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2000 REIS.
Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos de todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
Eu sei, respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar a minha moeda.

"Pode tirar-se várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira : Se você for ganancioso, acaba por estragar a sua fonte de rendimento.

Mas a conclusão mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim o que realmente somos.

"O maior prazer de um homem inteligente é armar-se em idiota diante de um idiota que se arma em inteligente".

Nota - Esta história também circula por mail e desta vez agradeço-a à Maria.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A Cobra e o Pirilampo

A Cobra e o Pirilampo

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo.
Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia.
Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!

Nota - Desconheço a autoria deste texto sobre a feia inveja, que me chegou via e-mail. Subcrevo-o, com um pedido... deixemos brilhar os pequeninos e lindos pirilampos!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Animator vs Animation

Animator vs Animation

Dia complicado, este. Sem tempo para mais, deixo uma luta engraçada entre criador e criação, entre animador e animação. Divirtam-se.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

We are all a bunch of Monkeys!!!

We are all a bunch of Monkeys!!!

Hoje abri a minha caixa de correio electrónico e surpresa... o Helder Barros enviou-me este maravilhoso trabalho que nos levanta algumas questões sobre nós próprios e nos reduz à nossa animalidade, tantas vezes "esquecida", atirada para um canto das nossas caves e fechada, a sete chaves, como se fosse possível escaparmos-lhe!
Somos todos um bando de macacos?
Somos. E com uma agravante.
Alguns macacos pensam e comportam-se como se fossem deuses!

 
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