quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Sauveterre de Béarn - Pamplona










Pirenéus - França
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães


Sauveterre de Béarn - França
Fotografias de Artur Matias de Magalhães
 
 
Sauveterre de Béarn - Pamplona

Bom pequeno almoço tomado na grande varanda do Manoir Théas. Bom pão. Boas compotas feitas pela dona da casa que, em conversa, nos contou que chove na região desde Março e que o tempo está um pouco louco por todo o lado.
Por isso tudo está verde como se estivéssemos no Inverno.
E a manhã inicia-se com um passeio por Sauveterre, depois do passeio de ontem à noite numa terra que parecia abandonada de gente. Mas dia 26, uma belíssima manhã de sol de Domingo, é ver os habitantes a circular pelas ruas de baguettes debaixo dos braços, vindos da missa dominical. Vilas pacatas e tranquilas estas. Aqui ninguém deve sofrer de stresse.
Mas são paisagens bonitas e bucólicas que não me interpelam e que não acrescentam muito aquilo que já vi e conheço.
O almoço sim, foi surpreendente, mas também reservarei um "post" inteirinho para ele. É que ele merece!
O país basco francês tem-se revelado, agora que percorremos o interior, muito bonito, salpicado de aldeias pitorescas e típicas onde os velhos de boinas bascas na cabeça conversam à sombra de uma qualquer árvore ou ramada.
Percorremos uma estrada terciária muito estreita, sinuosa e perigosa que segue pendurada pelos cumes dos Pirenéus deixando-nos desamparados ao lado de precipícios gigantescos e aterradores. São paisagens amplas que se abrem perante os nossos olhos fazendo-nos parar frequentemente para as fotografar, para fotografar os enormescos rebanhos de ovelhas, as vacas e os cavalos que pastam livremente onde isso é possível, e para fotografar as águias, que vimos muitas.
A estrada, arrepiante, continua a grande grande altitude, pendurada nas cristas de montanhas imponentes, deixando-nos uns horizontes largos para absorver a limpidez daquele ar, o verde a escorrer montanha abaixo, o céu azul azul com uma ou outra nuvem branca e esfarrapada.
Confesso que estas altitudes e este desamparo me põem inquieta e a dizer ao Artur "Vai devagar!" quando ele já vai devagar, e que saio sempre delas, e já fiz outras assim no Alto Atlas, com as mãos suadas e com uma sensação de nó na garganta e de desconforto provocado por um medo de cair por ali abaixo aos rebolões e de nem se safar a minha alma depois de semelhante queda! Mas também convém dizer que a repetir alguma estrada, percorrida nestas férias, seria esta, porque a mais excessiva, aquela que me inquieta e me dá calafrios, aquela que me põe a pensar como é possível haver casas isoladas lá nos fundos, como será o Inverno passado nestas paragens, como a capacidade de resistência humana é quase inesgotável!
Fantástico e inesquecível.
Continua sol e às seis da tarde estão mesmo 28º e muita humidade no ar.
E rumámos a Pamplona, terra dos toiros e das festas malucas a eles associadas de Los Sanfermines.

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