segunda-feira, 27 de outubro de 2008


Resistência - Barca - Carvalho de Rei
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Pum

Acontece-me com frequência identificar-me com a escrita de outras pessoas, principalmente se as palavras brotam em formato de poesia.
É assim que amiúde me revejo nas palavras poéticas da Maria que, frequentemente, me transportam para a minha singularidade. O poema é dela, desta minha aluna que já não tenho perante mim na sala de aula porque, com o tempo, se transformou em ex.

Aqui te deixo os parabéns, Maria, pela energia, decisão, coragem, irreverência, que transborda desta tua poesia.
Não escrevo poesia, já sabes, mas se escrevesse gostaria de fazer minhas as tuas palavras.
Beijinhos

Pum

E o pavio atingiu o fim e a bomba rebentou.
O Mundo desabou e eu caí no poço.
Mas nem assim me apanhas. Nunca me apanharás viva.
Massacrem, eu não me importo.
No final de contas, sou mais teimosa que vocês.
Estraguem tudo.
A conta, não serei eu a pagar.
Vou agora para debaixo dos cobertores, lá é que estou bem.
Amanhã saio da toca e aí haverá novo rastilho.
Esse, eu faço questão de incendiar.

PS: O sorriso está comigo, a ignorância faz-me rir.

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