sexta-feira, 26 de abril de 2013

Convite - Reconstituição do Percurso das Invasões Francesas em Amarante

Convite - Reconstituição das Invasões Francesas em Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Convite - Reconstituição do Percurso das Invasões Francesas em Amarante

Fiz as primeiras reconstituições do percurso das invasões francesas em Amarante no longínquo ano lectivo de 2004/2005, estava eu colocada na Escola Secundária de Amarante... ESA para o pessoal mais íntimo. Esse ano lectivo ficará para sempre associado ao início do meu trabalho em PowerPoint, em plenas férias de Verão, em casa da minha companheira de profissão e, mais importante ainda! da minha querida amiga Rosa Maria Fonseca... eheheh... as duas às apalpadelas com o novo programa... ajudadas pelo seu filho quase adolescente... ai se não era ele... heeeeeeelp João Pedro!
Nesse ano lectivo, construí um guião da reconstituição do percurso das tropas napoleónicas, combinei tudo com as turmas, algumas daqui do centro da cidade e, aproveitando o intervalo grande da manhã, de que os alunos prescindiram, obrigada alunos meus!, mais a aula de 90 minutos, deitámos pés ao caminho e, ligeiros, dirigimo-nos ao ponto inicial, a Stª Luzia, onde está a nossa ruína mais emblemática desta época, o Solar dos Magalhães.
Depois de uns anos de interregno na concretização desta actividade, tão do agrado dos alunos, por manifesta falta de tempo, a disciplina de História só tinha 90 minutos no 7º mais 90 minutos no 8º ano e só este ano lectivo recuperou um pouquinho do tempo perdido no penúltimo desenho curricular estando agora, na minha escolinha, com 90 mais 45 minutos em todos os anos do 3º ciclo. Assim sendo, volto à carga, hoje em dia com outros apoios, apoios mais sofisticados, decorrentes da parceria por mim estabelecida com o Museu Amadeo de Souza-Cardoso no âmbito do Projecto de História que elaborei e estou a implementar na EB 2/3 de Amarante, chamado "História em Movimento". Assim, as minhas três turmas de 8º ano serão guiadas por uma técnica superior do museu, sem dúvida uma mais valia a acrescentar ao facto da aula decorrer em pleno centro histórico desta bela cidade conhecida por muitos pelo cognome de "Princesa do Tâmega".
Depois da aula do Barroco, leccionada pelo Professor Miguel Moreira na Igreja de S. Domingos e Museu de Arte Sacra anexo, chegou a vez de revisitarmos o património e a história local.
O roteiro está feito, já estava, e inclui uma visita ao interior do Solar dos Magalhães, que será aberto propositadamente para os meus alunos, daí prosseguiremos pelo Seixedo, Rua Dr Miguel Pinto Martins, Largo de S. Pedro, Rua Teixeira de Vasconcelos, subiremos à Biblioteca Municipal de Amarante situada no Largo de Santa Clara, para daí descermos em direcção ao Peitoril, Largo de S. Gonçalo, sacristia da Igreja de S. Gonçalo e finalizaremos a visita no Museu Amadeo de Souza-Cardoso onde observaremos a maqueta que representa a vila de Amarante ao tempo das invasões, umas balas de canhões que por aqui foram guardadas e o capacete de uso atribuído ao General Silveira, general que comandou a resistência portuguesa aqui na valente Amarante.
Por cortesia para com os meus colegas de História costumo afixar um convite a eles dirigido, na sala de professores da EB 2/3 de Amarante, sempre que organizo exposições, visitas de estudo ou palestras, mas, desta vez, resolvi alargar a todos os professores que queiram e possam juntar-se a nós para cumprir uma aula bem diferente das habituais. Sei que há interessados...
Darei novas sobre esta actividade.

Por agora deixo-vos com um extracto de um texto publicado no Archivo Pittoresco, de 1864, onde se faz referência a este episódio da Guerra peninsular travado em solo amarantino.

"(...) Amarante nunca teve cerca de muralhas, nem castello que a defendesse; todavia é uma posição militar muito importante. A esta mesquinha vantagem deve ter-se visto, por vezes, transformada em theatro de guerra. na invasão dos francezes de 1809 padeceu crueis estragos. Foi occupada pelo inimigo o qual achando a ponte defendida pelas tropas portuguezas comandadas pelo general Silveira, depois de inúteis tentativas para forçar a passagem, vingou-se das perdas que ahi soffreu, e da vergonha da derrota, incendiando a melhor parte da villa. (...)"

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