sábado, 27 de abril de 2013

Turismo - Sugestão ao Poder Político Local - Reconstituição do Percurso das Invasões Francesas

Reconstituição das Invasões Francesas em Amarante - Stª Luzia
2009 - Comemoração dos Duzentos Anos da Heróica Resistência
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Turismo - Sugestão ao Poder Político Local - Reconstituição do Percurso das Invasões Francesas

Todas as terras devem procurar valorizar com unhas e dentes aquilo que as distingue e que é específico delas. Há um tipo de turista que não se contenta com férias de 15 dias num resort xpto de onde jamais sai e que, pelo contrário, espreita todos os cantos e recantos das terras por onde passa privilegiando até o contacto com as populações locais, procurando obter informações sobre a história das terras e das suas gentes.
Sei bem do que falo já que sempre pratiquei este tipo de turismo que precisa de ser acarinhado por ter grandes possibilidades de crescimento num futuro mais ou menos próximo... se os europeus não arrasarem a Europa... e a propósito das reconstituições do percurso das invasões francesas em Amarante, que farei proximamente com os meus alunos, bem espaldada pelos técnicos do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, não posso deixar de pensar como seria bom se pudéssemos contar com um roteiro que o mapeasse pelo menos desde a entrada das tropas napoleónicas aqui no concelho, enquadrado por um pequeno mapa com as três invasões sofridas pelos portugueses onde estivesse destacada a 2ª, comandada por Soult, exactamente a que por aqui tantos estragos provocou. Depois teria umas informações gerais sobre os acontecimentos daqueles dias fatídicos iniciados a 18 de Abril e que se prolongaram até ao dia 2 de Maio, dia do rompimento das forças resistentes que permaneciam dando luta aos franceses na margem esquerda do Tâmega, teria informações sobre os solares incendiados, os solares poupados, as escaramuças vividas aqui pelo centro, as igrejas transformadas em autênticas cavalariças numa profanação do espaço sagrado inadmissível para os amarantinos, os estragos, as pilhagens...
Para além deste panfleto em suporte de papel, que um qualquer turista chegado ao burgo haveria de ter disponível para com ele calcorrear as ruas das invasões, haveria ainda que registar em placas bem estudadas e sóbrias, as histórias pitorescas e únicas de cada edifício, de cada canto e recanto... estou farta de me lembrar da Normandia e de como os acontecimentos trágicos da 2ª Guerra Mundial aí estão presentes e não sofrem da possibilidade de caírem no esquecimento porque tudo está registado, assinalado, catalogado, mapeado. Ao entramos num pequeno vilarejo desta região francesa onde se começou a infligir aos alemães uma pesada e merecida derrota lá estão as placas nas casas, nas igrejas... relatando sumariamente "Aqui aconteceu isto e aquilo... "
Gostaria de ver isto feito aqui em Amarante. Porque a heróica resistência às tropas napoleónicas e a defesa da ponte faz parte integrante da nossa história local que podia e devia ser valorizada.
Assim fica só a cargo de uns quantos aficionados professores de História... e, de quando em vez, de umas reconstituições promovidas pela Câmara Municipal de Amarante. Muito pouco, portanto. E quase nada para quem chega a esta belíssima terra como turista.
Aqui deixo a sugestão ao poder político local. Ao que está e ao que há-de vir. Em ano de eleições... quem sabe não haverá algum candidato capaz de pegar nesta ideia gratuitamente fornecida aqui pela je?

Nota - Esta sugestão tem a vantagem de ser de fácil concretização e de não ter custos exorbitantes, perfeitamente compatível com um orçamento camarário de Troika.

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