sábado, 12 de outubro de 2013

Facebook - Memórias - Aulas de História - Sugestão ao Poder Político Local

 

 Facebook - Memórias - Aulas de História - Sugestão ao Poder Político Local

A história conta-se por esta ordem: reencontrei o Alberto Martins, filho da Dona Helena dos Correios, algures no Facebook... que também tem destas coisas e serve, de quando em vez, para aproximar gente que não se cruza faz anos, nomeadamente conterrâneos nascidos e criados da nossa bela vila natal.
Ontem, em conversa no face, lancei o repto ao Alberto sobre documentação da sua passagem pela Guiné, durante a Guerra Colonial... sei lá, fotografias, insígnias, cartas para uma madrinha de guerra... isto porque ando às voltas com a 1ª Guerra Mundial e guerra atrás de guerra chegarei à Colonial, que leccionarei este ano às minhas turmas de 9º ano, precisando de recolher toda a documentação que puder aqui do pessoal de Amarante que eu gosto de remeter para a terrinha, sempre que posso, para integrar a história local na história nacional e esta na mundial.
O pedido foi feito ontem. Hoje já me chegou às mãos muito material que seleccionarei com cuidado. Por agora partilho este Louvor recebido pelo furriel miliciano Alberto Joaquim de Macedo Pereira Martins pelos serviços prestados à Pátria, na Província da Guiné, documento datado de 1968.
E, aqui chegada, lembrei-me de deixar mais uma sugestão ao poder político local, sugestão nada original pois eu conheço estas iniciativas de outras terras, em alguns casos feitas com incrível êxito, que não em Amarante, está bom de ver. E a sugestão é a de solicitar aos Amarantinos documentação pertinente sobre determinados acontecimentos, nomeadamente este - Os Amarantinos na Guerra Colonial - para memória futura, antes que quase tudo se perca, desaparecendo com a voragem do tempo. É claro que estas iniciativas poderão/deverão? partir do poder local, que deverá ser agregador e potenciador da visibilidade de Amarante, aqui e no estrangeiro.
As minhas visitas a França deixam-me sempre a pensar... não há terra que não possua a sua evocação dos filhos da terra mortos em combate... e eles tiveram tantos! e os agradecimentos da Pátria pelos serviços prestados por estes jovens arrastados pelo poder político para teatros de guerra desconhecidos e imprevisíveis. A Guerra Colonial Portuguesa foi um erro de casting, isto para ser ligeira na sua classificação, é certo. Mas estes jovens foram arrastados para ela, à época, tantos "sem saber ler nem escrever", e defenderam Portugal com o seu suor, dor, lágrimas e sangue. Alguns deram tudo o que tinham para dar e nem regressaram... há Amarantinos perdidos para sempre algures nas matas africanas... Quem se recorda deles? Quem guarda as suas memórias? Quem guarda as memórias dos que regressaram feridos física e psicologicamente e que permanecem vivos entre nós?
Não devemos ser nós a preservar as nossas memórias? O poder local não poderá/deverá ter uma importante palavra a escrever neste capítulo da salvaguarda de um património que urge preservar?
Aqui fica a sugestão, que pode ser ampliada para todos os eventos importantes acontecidos aqui, por estes solos deveras especiais... e mais tarde, quem sabe?, não se poderá ampliar o Museu Local assegurando outras valências, sempre enriquecedoras... ou até fundar um outro, algures lá mais para diante, num futuro mais ou menos próximo, num futuro mais ou menos distante...

Nota - Este louvor constará da minha apresentação em PowerPoint sobre a Guerra Colonial.
Este louvor servirá também para dele fazer uma reprodução que constará no património do Centro de Recursos da Sala de História da EB 2/3 de Amarante. Porque grão a grão, enche a galinha o papo!

Agradecida, Alberto Martins! Muito!

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