domingo, 2 de setembro de 2007

Cuisine Française




Cuisine Française - L`Hopital St Blaise - França
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães



Auberge du Lausset - L`Hopital St Blaise - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Cuisine Française

Pois. Estava prometido um "post" sobre a maravilhosa papinha que nos deram num qualquer restaurante duma pequena aldeia francesa, chamada L`Hôpital-Saint-Blaise, situada nos Pirenéus Atlânticos, e que faz parte dos Caminhos de Santiago franceses.
Devo dizer desde já que o almoço foi no mínimo surpreendente.
Fomos a essa aldeia à conta das minhas apresentações em PowerPoint. Para variar. É que eu queria fotografar a igreja, caso único em França, românica, de inspiração hispano-mourisca, que está classificada como Património Mundial da Humanidade.
Horas de almoço e ali mesmo ao lado um albergue/restaurante de aspecto pouco mais do que banal a rir-se para nós. Aproveitámos o convite, sentamo-nos, olhámos o menu e escolhemos um pouco às cegas, sabendo que eu escolhi um prato de carne, mais concretamente de pato, e o A. um de peixe, e que o dito se chamava St Jacques.
Passo então a transcrever os nomes dos respectivos pratos escolhidos:
"Magret de canard grillé, sauce à l`orange, fondue de poivrons et polenta crémeuse aux noisettes" e "Noix de St Jacques à la plancha, sauce aux pignos de pin et purée au pistou".
E ficámos a aguardar, calmamente, o que nos iria sair na rifa de nomes tão pomposos e complicados.
E o que nos saiu foi surpreendente. Surpreendente pela beleza, pela qualidade estética de cada prato e pela qualidade da substância porque cada prato se revelou de sabores divinais. E eu posso falar dos dois porque a meio não resistimos a trocar de pratos e a continuar a saborear aqueles sabores que delicadamente se misturavam na boca sem anular qualquer deles. Divinal.
Eu já não consegui pedir sobremesa mas piquei a do Artur...Hum!!! Simplesmente maravilhosa. Aquela "Panna cotta caramel balsamique, chutney de fraises et sorbet rhubarbe" fecharia com chave de ouro qualquer refeição. Fiquei com pena de já não ter barriga para pedir uma outra coisa qualquer que por certo me iria surpreender esteticamente e que iria saborear lentamente como devem ser saboreadas todas as coisas deliciosas da vida.
O mais surpreendente de tudo foi o sítio de onde nos saiu uma cozinha primorosa como esta. À primeira vista nada faria prever que tivéssemos direito a uma refeição com este requinte de preparação, de apresentação e de degustação!
Mas assim foi. Foi a França, no seu melhor!
Ainda bem que a podemos saborear!

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