segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Emilie Simon - The Frozen World

Emilie Simon - The Frozen World

Won't you open for me
The door to your ice world
To your white desert

I just want to stare
Out over these snowfields
Until we are one again
We belong to the frozen world

When the ice begins to thaw
Becomes the sea
Oh, you will see
How beautiful we can be

When the ice begins to thaw
Becomes the sea
Oh, you will see
How beautiful we can be

Everything is calm
At the end of the planet
In our white desert

The sun kissed the ice
It glistens for me
And we are one again
We belong to the frozen world

When the ice begins to thaw
Becomes the sea
Oh, you will see
How beautiful we can be

When the ice begins to thaw
Becomes the sea

domingo, 30 de dezembro de 2007

Parque Natural do Alvão






Parque Natural do Alvão - Vila Real - Portugal
Fotografias de Artur e Anabela Matias de Magalhães

Parque Natural do Alvão

O Parque Natural do Alvão situa-se na província de Trás-os-Montes e Alto Douro, no distrito de Vila Real, e abrange os concelhos de Vila Real e Mondim de Basto. Com uma área de 7220 hectares, é um parque com uma dimensão confortável para se visitar durante um fim de semana.
Organizei a visita ao Parque no final de Setembro de 2005 e no início de Outubro lá estávamos nós a fazer o primeiro percurso pedestre que nos levaria até às muito afamadas quedas de água das Fisgas de Ermelo, onde chegaríamos ao anoitecer. Cansados, estafados, mas felizes com um percurso que foi feito parte em alcatrão e parte em trilho, e em que fomos guiados pela Zé Castelo Branco que tinha integrado a equipa do parque, uns anos antes, aquando da sua constituição. Connosco, os portugueses, foram ainda dois americanos simpáticos, dos seus sessenta e tal anos que aguentaram estoicamente todo o percurso, ela especialmente, ainda com um tornozelo ligado de uma lesão contraída numa caminhada num outro parque longínquo, nos Estados Unidos, mais concretamente no Grande Canyon.
A dormida seria feita no Centro de Acolhimento de Arnal, muito barato, mas sem grandes condições de conforto e de higiene para acolher viajantes. Felizmente que me lembrei dos sacos-cama e como mais vale prevenir do que remediar lá fomos todos prevenidos para o que desse e viesse. E foram necessários, os sacos-cama, não só pelas baixas temperaturas que se fizeram sentir durante a noite, mas também para estabelecerem uma fronteira entre o nosso corpo e as instalações daquela casa cuja limpeza deixava muito a desejar. Mas a dormida no Centro de Acolhimento de Arnal compensou pelo local onde este está implantado, mesmo em frente ao espectacular caos granítico de Muas/Arnal que pudemos observar naquela manhã gelada de Outubro, mesmo antes de iniciarmos novo percurso pedestre que só terminaria pela hora de almoço.
Este parque acolhe algumas povoações rurais com bastante interesse e onde os percursos se devem fazer calmamente e de máquina fotográfica sempre à mão. Em Lamas d`Olo, Ermelo, Anta, Varzigueto, Arnal, Barreto, entre outras aldeias do parque, podemos observar algumas casas ainda cobertas de colmo, umas, e de xisto, outras, rodeadas por paisagens ora extremamente rudes e agrestes, ora extremamente doces e bucólicas e onde podemos contactar com populações de "outros tempos".
Este parque tem ainda um outro ponto de interesse pois é aqui que nasce o "nosso" rio Olo, afluente do Tâmega, que faz as delícias de muitos amarantinos, no Verão, aqui mesmo no concelho de Amarante, agora que o nosso Tâmega está normalmente impróprio para banhos.
Aqui deixo aos meus leitores esta sugestão para um fim-de-semana diferente. Organizem-se. Visitem o Parque Natural do Alvão. A nós soube-nos muito bem cumprir este programa.
Nota - As fotografias que ilustram este "post" foram tiradas com câmara analógica e as três últimas são aquilo a que eu chamo de "sequências". As montagens das mesmas foram ainda feitas de tesoura e cola notando-se, mais ou menos, os locais onde foram por mim "costuradas".
Outros tempos. Outras técnicas.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Nevoeiro




Nevoeiro - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Nevoeiro

A formação do nevoeiro é um fenómeno sem segredos para os amarantinos e que todos os amarantinos tratam por tu. Presumo que todos se adaptem mais cedo ou mais tarde a este fenómeno incontornável para uma terra com rio. Presumo que muitos até gostem. De facto os dias de nevoeiro são abundantes aqui, e o nevoeiro, não raras vezes, junta-se a uma humidade e a um frio que penetram até às profundezas da nossa alma, aquietando-se por lá, confortavelmente instalados, eles, mas provocando em nós um arrepio e uma sensação de desconforto constante.
São pois muitos os dias de nevoeiro que cobrem o vale, acompanhando a linha sinuosa do Tâmega, e que eu, não raras vezes, observo encantada do meu refúgio da Barca inundado já de sol.
Os dias de nevoeiro são muito diferentes entre si. Há dias em que o nevoeiro é uma simples neblina espalhada uniformemente no ar que teima em permanecer durante todo o dia. Outros há em que o nevoeiro é denso denso e se abate sobre Amarante como uma cortina impedindo a visão a mais de uns poucos metros de distância. E há os dias a que eu chamo dias de nevoeiro farripado e em que o dito surge em farripas, aqui e ali entrecortadas por um céu limpo e azul, farripas que se vão dissipando, cedendo passagem a dias ensolarados e magníficos.
Todos são bonitos e todos têm o seu encanto porque alteram a nossa percepção do mundo, porque nos remetem para o não óbvio e o não evidente, porque nos remetem para o difuso e o fantasmagórico e nos deixam uma aura de mistério no ar.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Micro Audio Waves - Down By Flow

Micro Audio Waves - Down By Flow

Hoje posto um grupo português, formado no ano 2000, que se dedica a uma música chamada de electropop.
O grupo é composto actualmente por três elementos - Cláudia Efe, Flak e C. Morgado.
Lindo o vídeo-clip.

Please don't ask my name
Don't like tank you
All lips I kiss become could
How stole your arm will you smiling
Kiss It was the last don't like pull

Baby I know I tried to be happy
Bad song is singed to beside
Baby I know I tried to be happy
Bad song is singed to beside

Think to step in all to your shoulders
Chewers fooling down on your course
How I done your house
You taste so sold
Now my name's runs with the blue

Baby I know I tried to be happy
Bad song is singed to beside
Baby I know I tried to be happy
Bad song is singed to beside

Baby on holding
...
Oh...

Baby I know I tried to be happy
Bad song is singed to beside
Baby I know I tried to be happy
Bad song is singed to beside
Baby I know I tried to be happy
Bad song is singed to beside
Baby I know I tried to be happy
Bad song is singed to beside

Baby on holding
Baby on holding
Baby
Baby
Baby on holding
Baby on holding
Baby
Baby

http://www.microaudiowaves.com/

Visita de Estudo


Museu Amadeo de Souza-Cardoso - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Visita de Estudo

Hoje foi dia de visita de estudo ao museu Amadeo de Souza-Cardoso para uma das minhas turmas. A visita deveria ter sido feita em tempo de aulas, e dentro do horário escolar normal, mas isso revelou-se uma impossibilidade já que a aula de noventa minutos semanal ocorre num horário incompatível com o horário de abertura do museu. Ainda sugeri fazermos a visita numa tarde livre da turma mas também esta opção se revelou inadequada devido aos muitos afazeres das minhas tropas. Porque uns têm aulas de piano e outros de música, porque uns têm natação e outros ballet, porque uns têm treinos de futebol e outros de andebol, porque uns têm karate e outros judo... uf... que canseira! Assim sendo ajustamos que a visita se faria durante as férias escolares e hoje lá fomos cumprir o nosso programa de trabalho. Evidentemente não compareceram todos, devido aos tais afazeres, mas foi bom para todos os que compareceram, este reencontro em ambiente mais descontraído e informal, e fora dos toques de campainha da ESA.
Foi quase hora e meia de visita, agradavelmente conduzida pela dra Cláudia Cerqueira que, apesar do frio que se fazia sentir no museu, impróprio para pessoas e obras, lá se aguentou guiando-nos pelo percurso dos nossos pintores amarantinos Acácio Lino, António Carneiro e pelo brilhante Amadeo.
Os alunos estavam bem dispostos e alegres e corresponderam em atenção e participação empenhada.
Conclusão que se tira desta visita?
Sem dúvida, nós adoraaaaaamos trabalhar!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Duas Histórias do Rodrigo




Duas Histórias do Rodrigo

Hoje publico duas histórias construídas e ilustradas pelo meu sobrinho Rodrigo. Duas histórias ditadas à Joana que pacientemente lhas escreveu. São histórias muito simples, dum rapaz de seis anos, que chegou ao pé de mim com as folhas na mão e mas mandou publicar no blogue. Ficou mesmo impaciente com o tio Artur que ocupando o computador não havia meio de me deixar digitalizar as imagens "Sai daí tio Artur que a tia tem de digitalizar." E é claro que depois duma ordem destas, dada com voz autoritária e já um pouco impaciente, só restou ao tio sair mesmo e deixar campo aberto para a digitalização das histórias do Rodrigo.
São duas histórias cujo início e fim são semelhantes, variando apenas o curto desenvolvimento. São duas histórias que comprovam a importância dada pelo Rodrigo à sua casa de família, ao seu ninho, o centro da sua estabilidade emocional.
As histórias são do Rodrigo. Seria bom que todos os meninos e meninas pudessem contar histórias semelhantes.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Deus e Religião



S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Deus e Religião

Hoje transcrevo e publico um texto de uma aluna minha. A "Mia" tem catorze anos e as dúvidas e questões que coloca são dúvidas e questões tipicamente colocadas a partir da adolescência. De facto, é a partir da adolescência que vamos tendo uma cada vez maior consciência de nós próprios, e daquilo que nos rodeia, e é a partir da adolescência que começamos a tentar arrumar, dentro da nossa cabeça, os grandes enigmas da vida. E da morte. Às vezes sem êxito. E um dos grandes enigmas é sem dúvida o que se liga à existência, ou não, de Deus.
Existe uma entidade superior que nos regula a vida e a morte, que regula o planeta e o Universo? Nós fazemos sentido?
Cabe a cada um de nós tentar encontrar, dentro de si, uma resposta. Cabe a cada um tentar encontrar, dentro de si, a Fé.
A "Mia" parece que por agora conseguiu aplacar as suas dúvidas.
Eu confesso que ainda ando à procura de respostas. E confesso que tenho dias.

"Bem... A religião um assunto engraçado e controverso... Já acreditei fielmente em Deus... Mas há medida que fui crescendo, como a minha curiosidade aumentou, fui pondo questões que os catequistas não me conseguiam responder e daí até concluir que me parece tudo uma farsa foi um saltinho....
Se Deus é tão bom justo, porque é que há pessoas que sofrem tanto?
De que nos vale o castigo apenas na vida eterna se o mal tem de ser mudado aqui?
Se somos uma criação de Deus porque é que não respeitamos os nossos iguais?
Porque é que existe o mal? Sendo Deus tão poderoso ele poderia banir isso tudo...
Porque é que no fundamento de todas as religiões basicamente por muito correctos que sejamos, se não acreditarmos em Deus vamos para o Inferno na mesma?
Porque é que existem tantas guerras em nome da Igreja? Deus poderia com os seus poderes evitar isso...
Porque é que nos tem de ser passada uma imagem de Deus tão severo? Se Deus é tão bom, porque é que o seu nome só é empregue para castigar e julgar?

Sinceramente, se nos dias de hoje aparecesse alguém a agir como Jesus era dado como maluco... Eu acredito que Jesus era um verdadeiro hippie... Apenas fora do tempo... O seu lema é basicamente Respeito, Amor, Paz, Liberdade, Igualdade... Ah! E uma coisa revigorante para aquele tempo : o respeito pelas crianças....
Naquela altura as crianças eram praticamente tratadas como adultos e ele soube separar as ideias... Claro que depois dizia que era filho de Deus... Pronto mas a sua ideia principal era brilhante, mas para variar, com o tempo, o homem deturpa tudo...
Hoje em dia alguém fazia isso e era internado... Definitivamente...Já avaliei outras religiões além da Católica... E até simpatizo com algumas... Mas, para mim, tem de estar tudo muito bem explícito...Caso contrário, não me levam nessa...
Mas recentemente cheguei a esta conclusão... É tudo tão complicado se não acreditarmos numa força superior... Porque nós, os humanos, criamos estereótipos de como as coisas são, e habituamos-nos tanto a essas ideias que fica difícil quando se trata de algo que difere totalmente disso... Dá mesmo para stressar...
Mas depois lembrei-me: Há uma força superior. Mesmo em frente aos olhos de qualquer um... Uma que temos provas, em que todos os dias acontecem milagres, uma força em equilíbrio... Infelizmente essa força está a desaparecer por nossa culpa. Essa força, a Mãe Natureza... Quando morre um animal, a sua energia transforma-se e ajuda outros animais a sobreviverem, ajuda plantas a crescer, ... Nesta força, nada se perde, tudo se transforma. Com esta força, podemos mesmo afirmar que somos imortais, que nunca morremos completamente, tudo depende de nós... Se cumpríssemos as leis da Mãe Natureza, seríamos enterrados como viemos ao mundo, nus. Seríamos enterrados debaixo da Terra, e o nosso corpo ao decompor-se alimentaria milhares de micro organismos, dos resíduos restantes nasceriam plantas, árvores,... Nunca morreríamos completamente, a nossa energia ficava espalhada pela Natureza... Adoro a ideia de pensar que deste corpo talvez inútil e que possivelmente tanto prejudicou a Mãe Natureza (porque todos poluímos, entre outros...), no final tanto a ajudaria a prosseguir o seu ciclo... Por isso, a minha crença é nas forças da Mãe Natureza, talvez passe mesmo a "prega-la" como em outras religiões se faz... E caso morra inesperadamente, sem deixar testamento (o que espero que não aconteça mesmo! =S), aqui está o pedido de como quero ser enterrada!"

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Iluminações de Natal



Iluminações de Natal - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Iluminações de Natal

Hoje, véspera de Natal, resolvi encher o meu blogue com as árvores que eu adoro, todas enfeitadas e iluminadas, como já é habitual nesta quadra festiva. Esta iluminação é de longe a mais bonita iluminação de Natal aqui existente no burgo. Quanto mais simples e discreto, melhor o resultado final. É o caso.
Por isso aqui ficam elas registadas para todo o sempre... árvores e iluminações, iluminações e árvores, belíssimas, estranhíssimas, esbracejando iluminadas, a desejarem-nos um belíssimo Natal.

Subscrevo.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Bolinhos de Jerimu

Jerimu - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Bolinhos de Jerimu

2 kg de abóbora-menina (jerimu);
60 g de farinha;
5 colheres de sopa de açúcar;
raspa de casca de dois limões;
1 cálice de chá de fermento em pó
Coze-se a abóbora em água ligeiramente temperada com sal. Passa-se por um passador e espreme-se o polme obtido dentro de um pano, para retirar toda a água. Junta-se ao puré de abóbora a farinha com o fermento, as gemas, o açúcar, a raspa das cascas dos limões e o vinho do Porto. Mexe-se bem. Por fim adicionam-se as claras batidas em castelo bem firme. Fritam-se colheradas desta massa em óleo bem quente.
Servem-se os fritos polvilhados com açúcar e canela.
In C0zinha Tradicional Portuguesa, Maria de Lourdes Modesto
E aqui estão os já famosos bolinhos de jerimu. Depois de terem estado em risco de não verem, de todo, a luz do dia, a Joana tomou conta das operações e só me deu ordens: "Raspa a casca dos limões sem raspares a parte branca." "Isso é uma colher de chá? É que para mim é de café!" "Bate as claras em castelo." E lá prosseguiu a operação jerimus, numa actividade que ela diz ter tudo a ver com a actividade de farmacêutico de oficina, em que se tem de ser escrupuloso e rigoroso na pesagem e junção dos materiais. Pois a cozinha também é assim, embora haja lugar para a criatividade e se possa adaptar aqui e ali uma receita. Esta foi seguida à risca, e os jerimus ficaram óptimos que eu já os provei.
Podes pois, Céu Costa, seguir esta receita que já foi experimentada pela Joana e, se tiveres alguma dúvida, liga-me que eu esclarecer-te-ei, pois observei todo o processo e participei mesmo em parte dele.
Mas não te esqueças... confere pelas fotografias se as abóboras que tens são jerimus... não vá sair-te uma chila!!!

sábado, 22 de dezembro de 2007

Aventuras na Cozinha


Chila - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Aventuras na Cozinha

É claro que um post de aventuras na cozinha tem de meter a minha filha Joana pelo meio, a pairar tipo fiscal de obras, a vistoriar-me e a controlar-me os passos. A grande surpresa é que desta vez não sou só eu a culpada desta história e também a Céu Costa está envolvida neste imbróglio.
Bom, mas tenho de começar pelo princípio e contar que a Joana me encomendou um jerimu já há alguns dias atrás. "Não te esqueças, mãe, arranja-me um jerimu que eu este ano vou experimentar fazer os bolinhos de jerimu para o Natal." "Tudo bem, minha filha, cá terás o teu jerimu."
Pois em conversa com a Céu Costa, um dia destes no café, comentei este pedido da Joana e diz-me a Céu, toda solícita "Não compres. Arranjaram-me três e eu trago-te um." E assim foi. Ontem lá me levou o dito do "jerimu" para o café-bar, que eu carreguei toda satisfeita para casa, feliz por fazer feliz a minha filhota, que olha para mim desconfiada de cada vez que eu lhe digo que a ajudo na cozinha. Foi o caso de ontem. Logo que me prontifiquei a ajudá-la com os docinhos, ela olhou para mim com cara de caso e disse-me "Até te tenho medo!" Mas é só para cozer o jerimu... pensei eu... não tem nada que saber. E afinal não deve estar assim tão longe da minha especialidade, que é fazer batatas cozidas.
Hoje foi então dia de atacar o "jerimu", que se revelou lindo, com uma casca cheia de manchinhas irregulares amarelas clarinhas num fundo verde escuro. Com a ajuda do meu sobrinho Rodrigo, toca de abrir o dito em duas metades e... surpresa... o jerimu não deveria ser cor-de-laranja? O jerimu, também chamado de abóbora-menina, não deveria ter o aspecto de uma abóbora? Pois o que tínhamos ali à nossa frente estava longe longe do aspecto da fotografia que acompanhava a receita dos docinhos de jerimu. E enquanto a Joana saía disparada a correr para a Internet já eu metia o nariz naquela coisa esbranquiçada e esfiapada e, lembrando-me do doce de chila da minha mãe, já eu sentenciava "Joana, isto não é um jerimu! Isto é uma chila!" E a confirmação veio pela Internet, uns segundinhos depois, com as gargalhadas da minha filha.
De facto, o jerimu da Céu Costa tinha-me saído uma boa chila!
Claro que meti pés ao caminho e fui a correr comprar uma verdadeira abóbora-menina que coze agora numa grande panela dando início ao verdadeiro processo da realização dos ditos docinhos.
Uf, Céu, que o teu jerimu saiu-me mesmo uma boa chila!
Será que os outros dois são igualmente abóboras mutantes?!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Fintar o Inverno









Outono - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Fintar o Inverno

E no primeiro dia de Inverno fomos brindados por um esplêndido dia de ... Outono.
E eu, para continuar a fintar o Inverno, faço a minha postagem de hoje seguindo a linha da de ontem, com uma grande diferença: desta vez tratam-se de fotografias inconfundíveis de Amarante, do Outono em Amarante.
E Amarante, debaixo deste sol que nos enche a alma de um calor cheio e inconfundível, fica até romântica, com as tonalidades harmoniosas desenhadas pela mão da Natureza e pela mão do Homem que nesta cidade uniram esforços por forma a que o resultado fosse aquilo que se vê: uma cidade belíssima e equilibrada, na sua especificidade de cidade única, que não se confunde com nenhum outro lugar existente no planeta.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Outono








Outono - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Outono

Não podia deixar passar este dia 20 de Dezembro em claro, sem fazer uma referência ao Outono que hoje finda.
O Outono é uma das minhas estações do ano preferidas, pela sua paleta que parece interminável, pelos verdes que se transformam lentamente numa infinidade de amarelos, castanhos, vermelhos, pela sinfonia deste cambiante de cores cheias, calorosas e quentes que não existe em nenhuma outra estação do ano.
O Outono termina hoje e o meu "post" pretende render-lhe homenagem. As fotografias que o ilustram foram todas tiradas aqui, no centro de Amarante, mas bem podiam ser de outro sítio qualquer desde que tivesse rio. São acima de tudo fotografias de arvoredos e de folhagens caídas no chão ou sobre a água, belíssimos e belíssimas, numa grande paleta de cores e numa grande multiplicidade de formas. Diversas. Como eu gosto.

Tia Abuelita


Mel - Gravidez - Porto
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Tia Abuelita

Soube ontem a feliz nova pela própria. A Mel, sim, a que esteve perdida e em pânico dentro duma tenda T2, algures no deserto líbio, vai ser mãe. A minha sobrinha mais velha, a que tem quase trinta anos mas mantém o aspecto duma adolescente, resolveu não desafiar a lógica e a tradição e vai daí será a primeira da nova geração a dar à luz. Bonito. Vai ser bonito de se ver.
A mim deixou-me muito contente e a gargalhar com a novidade, acima de tudo por saber que ela está muito feliz pelo facto de iniciar agora uma aventura que se prolongará ao longo de toda a sua vida. E que aventura! Que começou já nesta barriguita que vai crescer, crescer nos próximos tempos até ficar como uma melancia! Das grandes. Das muito grandes!
É o que eu digo, e repito, esta matiagem não pára de se reproduzir. E aí vem mais um!!!
E vai ser assim que a menina Mel me vai transformar em tia abuelita.
Tia abuelita?!! Que horror!!!
Mas como esse novo estatuto me assenta bem!
Adorei. Parabéns, Mel!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Ron Mueck

Ron Mueck

Hoje divulgo este escultor hiperrealista, nascido na Austrália, em 1958, actualmente a viver e a trabalhar em Inglaterra.
São esculturas fortes e poderosas que falam por si só e nos transmitem sentimentos díspares de solidão, abandono, angústia, desconfiança, ternura, alegria, esperança...
Há coisas extraordinárias, não há? E há pessoas extraordinárias também.
Ron Mueck é, sem dúvida, uma destas pessoas extraordinárias, excepcionalmente bafejada pelo talento.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Livros - Dependência



Livros - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Livros - Dependência

Confesso-me totalmente dependente de livros. Não só porque não sei viver sem eles profissionalmente mas também porque não conseguiria viver sem eles nos meus poucos tempos de lazer. E olhando para trás, para as minhas memórias de infância, vejo-os nitidamente, os primeiros livros, com poucas letras ainda, mas com belas ilustrações infantis, progressivamente crescendo e invertendo a quantidade de palavras, que cada vez se foram tornando mais omnipresentes nos meus livros. Dos livros quase só de ilustrações passei para a Anita, e da Anita para os livros dos Cinco, e daí para autores como Charles Dickens, Balzac ou Tolstoi. Durante a adolescência lia livros velozmente e, se pegasse num cuja leitura me agradasse, só o largava depois de devorado, custasse as horas que custasse, quantas vezes sem intervalo para as refeições, tal era a dependência de um final que eu queria desvendado e que sentia progressivamente mais próximo. Sempre fui excessiva nos meus gostos e paixões e a minha relação com os livros não fugiu à regra e ficou marcada por esta característica que é minha. Já na idade adulta juntei aos livros de letras livros de fotografias, que continuo a adquirir, e a folhear, enchendo os olhos de imagens, quantas vezes fabulosas, de jardins, de casas, de design, de desertos, de pessoas... Os livros são os objectos que eu compro em viagem e que arrasto sempre comigo, custe o que custar. E confesso que as livrarias são das minhas lojas favoritas e que para mim é fácil perder-me numa, folheando e sentindo livros atrás de livros. Tenho até os meus endereços, aqui e ali, onde sei que encontro livros disto e daquilo, consoante as minhas preferências. E as livrarias dos museus, umas melhores do que outras, são lojas que nunca me escapam e não se livrarão tão cedo da minha presença.
Perguntava-me o Helder, um dia destes, se eu achava que o livro tinha os dias contados por causa da Internet. Não acredito. Pelo menos para mim não lhe prevejo um fim.
Gosto de sentir os livros, de os tocar, de os folhear, de os devorar e o mesmo texto num monitor de computador nunca terá a mesma magia, o mesmo encantamento da palavra sentida com o tacto, que nos pertence, que é nossa. O sentido de posse faz aqui toda a diferença. O livro em papel é meu e a relação que com ele estabeleço é íntima e particular. O mesmo livro publicado na Internet é de todos os que a ele acederem à distância de um clic. Um livro lê-se sentado, deitado, de lado, encolhido, esticado, no campo, na praia, na cama, no café, na montanha, no meio do mar e até no deserto. O livro é pois um objecto muito íntimo, maleável e confortável, e esta relação que com ele estabelecemos não me parece que esteja em risco por causa da Internet.
Pelo menos para mim não está em risco, porque o livro é, decididamente, um dos amores da minha vida.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Névoa e Frio



Névoa e Frio - Rio Tâmega - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Névoa e Frio

Por estas bandas temos tido manhãs de névoa e frio, talvez até de temperaturas um pouco abaixo do normal para a época do ano, que se prolongam e arrastam ao longo do dia, apesar do sol, que brilha, e que teima em acompanhar-nos neste Outono.
Apesar deste panorama gelado, o trabalho continua e é agora tempo de fazermos as nossas reuniões de avaliação que decorreriam dentro da mais absoluta normalidade não fora o aquecimento ter sido desligado a meio da manhã de hoje, estava ainda a escola gelada, devido a um problema técnico alheio à dita. Assim sendo, ao longo do dia, a ESA foi-se transformando rapidamente de frigorífico em congelador, o que foi óptimo para colocar à prova a capacidade de resistência de mais de uma centena de professores. E os professores, habituadinhos que estão a provas de resistência, lá resistiram a mais esta provação, habituadinhos que estão a adaptarem-se às situações mais incríveis, lá se adaptaram a mais esta situação. Até me pareceu ver alguns a mudarem de cor e de características físicas mesmo mesmo a caminho de se transformarem em pinguins ou quiçá em ursos polares!
Eu até gosto de sentir este frio lá fora, de olhar pelas janelas de minha casa e ver o rio envolto na bruma que teima em ficar. Eu até gosto disto, destas temperaturas bem negativas que se fazem sentir durante a noite e que durante o dia não conseguem atingir os dois dígitos.
Estou é a pensar como vou amanhã para a escola... se de cobertor ou de edredon...é que ainda estamos um pouco longe do Carnaval onde a transformação em animal polar até que daria jeito... mas pinguim ou urso polar no Natal?!
Não!! Eu não, obrigada!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Olhar de Pássaro









Olhar de Pássaro - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Olhar de Pássaro

Hoje volto a Amarante para partilhar este olhar de pássaro sobre a cidade, para partilhar o meu olhar de pássaro sobre esta cidade que eu amo pela beleza da sua localização, e pela beleza do património construído e edificado ao longo dos séculos.
O olhar de pássaro sobre uma cidade remete-nos para perspectivas improváveis, diferentes, muitas vezes surpreendentes e inesperadas. São vistas e perspectivas radicalmente diferentes de todas as outras vistas e perspectivas que se podem ter sobre os lugares. Eu, que gostaria muito de ter sempre esta possibilidade em aberto, e que frequentemente me ocorre que gostaria de poder usufruir de um olhar de pássaro sobre as paisagens e sobre as pessoas, não deixo de trepar seja onde for, de subir centenas de degraus, para poder usufruir destas visões, alargadas, sobre casarios, paisagens verdejantes, horizontes sem fim.
Foi o caso aqui em Amarante.