terça-feira, 17 de outubro de 2017

Constituição Portuguesa


Constituição Portuguesa

As culpas do não cumprimento dos deveres do Estado Português relativamente à segurança das populações devem envergonhar todos os políticos sem excepção, da esquerda à direita passando também pelo centro, que, de há décadas a esta parte, não souberam, não quiseram, não puderam (?) tomar as medidas necessárias para que as pessoas mais vulneráveis, porque mais idosas e a viverem num mundo rural que mete dó em termos de despovoamento, não vivessem agora dias de perfeito horror, literalmente abandonadas, literalmente ao deus dará e a um salve-se quem puder que só nos pode deixar a todos profundamente estupefactos e profundamente envergonhados.
E, se isto é um facto, também é um facto que cabe aos actuais governantes, porque os acontecimentos horrendos aconteceram agora e não no tempo da outra senhora, endereçar, no mínimo! um sentido pedido de desculpas a todos os portugueses, especialmente a quem perdeu os seus familiares, a quem neste momento está internado com ferimentos mais ou menos graves, alguns entre a vida e a morte, a quem perdeu o trabalho de uma vida, a quem está a perder um país que se veste de negro e parece, em alguns casos, um país bombardeado.
Assegurar a segurança das populações é um dos deveres fundamentais do Estado. Quando isto falha... o que nos resta?

ARTIGO 9.º
(Tarefas fundamentais do Estado)

São tarefas fundamentais do Estado:
(...)
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efetivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correto ordenamento do território;
(...)
g) Promover o desenvolvimento harmonioso de todo o território nacional, tendo em conta, designadamente, o caráter ultraperiférico dos arquipélagos dos Açores e da Madeira;
(...)

Vítimas de Pedrogão Grande pedem desculpa aos familiares dos mortos e feridos de domingo



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Do Horror Indizível

Hoje - Irrespirável - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Do Horror Indizível

Estes voltam a ser, mais uma vez, dias trágicos para o país. Perante as informações e as imagens que nos chegam em catadupa, a cada minuto que passa mais dramáticas, apresento as minhas condolências às muitas famílias que perderam os seus ente queridos e que contabilizam feridos e desaparecidos entre os seus. E remeto-me ao silêncio, por agora.
Porque estou farta das cacofonias circenses perante a aflição de tantos milhares de portugueses. E porque este país vai ter de, colectivamente, mais tarde ou mais cedo, agarrar este monstro pelos cornos. Será bom que o agarre o mais cedo possível... sendo que ontem já era tarde.

domingo, 15 de outubro de 2017

Mensagem para os Meus Alunos

Eu e os Meus Limites - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Susana Dias Manipulada Por Mim

Mensagem para os Meus Alunos

Meus queridos alunos,

não há como rodear esta questão: a partir de amanhã, e não sei por quanto tempo, entrarei de baixa. A melhorar da mão quando paro de trabalhar e a piorar quando entro ao serviço terei mesmo de tentar controlar esta tenossinovite, assanhada como o raio que a parta, consequência de uma operação a uma tenossinovite realizada no dia 13 de Julho. Como sabeis, desde aí, foi o que se viu... e vocês já me viram atrapalhada dentro da sala de aula... apesar dos meus disfarces.
E é que não há que saber, esta vossa prof também tem os seus limites e anda a esticar demasiado a sua corda em termos de saúde.
Não sei se vos vai custar ficar sem mim por uns tempos... o que sei é que me vai custar imenso ficar sem vocês já que fazeis parte integrante dos meus dias.
Quase por último... espero que me substituam o mais rapidamente possível e espero que a minha recuperação seja célere... até para me ver livre das dores!
De resto, se precisarem de mim, sabeis onde me encontrar... agora transformada em canhota... sim?
Fiquem bem. Fiquem muito bem. E até já! (quase)

Jóia de Luz - Aniversário

Jóia de Luz - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Jóia de Luz - Aniversário

Tornou-se uma pessoa muito especial na minha vida desde o dia em que nasceu, há exactamente quatro anos, e desde aí percorre esta minha rua para cima e para baixo fazendo parte dela e de mim.
Muitos parabéns, Jóia de Luz! Que a vida te corra sempre de feição.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Novas do Projecto "Ver para Querer" - Novas da School Canteen - Agradecimentos

Cantina da E. B. 2/3 se Amarante - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Novas do Projecto "Ver para Querer" - Novas da School Canteen - Agradecimentos

No próximo dia 16 de Outubro comemora-se o "Dia Mundial da Alimentação" e a minha escola vive, por estes dias, a azáfama costumeira da preparação de um dia deveras especial para esta comunidade educativa e que, este ano, será comemorado de forma ainda mais cuidada, e até mais espectacular, graças ao projecto em curso que tem a alimentação da miudagem, que se quer saudável, como principal alvo a trabalhar.
Como os meus leitores estarão por certo recordados, o projecto "Ver para Querer", em curso na E. B. 2/3 de Amarante desde o ano lectivo transacto, resultou de um pedido de ajuda nosso à Ordem dos Nutricionistas, pedido este desde logo abraçado por esta Ordem nas pessoas que a compõem, especialmente na pessoa da senhora professora doutora Alexandra Bento, a senhora bastonária desta Ordem.
É, assim, com imenso orgulho por todos os passos já dados até aqui... e já foram muitos dados e por muitas e diferentes pessoas, que partilho estas fotografias, tiradas hoje mesmo, logo após a recepção dos novos tabuleiros, das novas tigelas para sopa, dos novos copos e das novas jarras de água que serão usados, a partir da próxima segunda-feira, na nossa School Canteen e que, por certo, serão do agrado de toda a comunidade educativa que frequenta aquele espaço e estou a falar de alunos, professores e assistentes operacionais. E isto porque está provado que os nossos olhos também comem... e o espaço onde fazemos as nossas refeições deverá ser o mais possível acolhedor, simpático, agradável... cool.

É claro que este post não estaria completo sem um enorme, mas mesmo mesmo enorme e sentido agradecimento, à Fundação Manuel António da Mota que acreditou desde a primeira hora neste projecto ligado à educação e à saúde da população que integra esta nossa comunidade educativa e que nos patrocinou a aquisição destes materiais que a partir do próximo dia 16 estarão em uso na nossa cada vez mais bela School Canteen.

De resto, prometemos continuar a trabalhar com afinco durante todo este ano lectivo que já está em curso e asseguro-vos que toda a equipa continua super motivada e preparada para dar os passos necessários para fazer alterar tudo o que está menos bem na E. B. 2/3 de Amarante em termos de oferta e hábitos alimentares dos nossos alunos. E prometemos criatividade. Com a certeza que só não conseguiríamos alterar o que está mal se não tentássemos e se não metêssemos as mãos na massa e os pés ao caminho.

Dislexia. Família. Orgulho


Dislexia. Família. Orgulho

São mãe e filha e são ambas disléxicas. Também são família e são um dos nossos orgulhos pelo trabalho que desenvolvem no alerta, que não deixam nunca de fazer, para este problema tantas vezes não diagnosticado ou tardiamente diagnosticado e que se manifesta em diferentes graus de dificuldades de aprendizagem.
Atenção famílias, atenção comunidades educativas, quanto mais precocemente se fizer o diagnóstico, melhor para todos, especialmente para quem sofrer de dislexia.

Obrigada, querida Mafalda! Obrigada, querida Constança! E obrigada a todos quantos estão envolvidos de alguma maneira nesta luta!
Pode acompanhar a entrevista a estas lutadoras clicando aqui.
E ainda pode ver e escutar a Mafalda Justino na TVI clicando aqui.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Imposto Sobre os Alimentos Com Sal


Imposto Sobre os Alimentos Com Sal

É um começo... mas é um começo muito curto num combate a um dos flagelos alimentares actuais - o excesso de consumo de sal. O governo devia ir mais longe neste desiderato.

Imposto da batata frita. Governo avança com taxa de alimentos com sal

Obesidade - A Epidemia do Século


Obesidade - A Epidemia do Século

Estou convicta que o Ministério da Educação vai ter de actuar, mais cedo ou mais tarde, quer queira quer não queira, a bem ou a mal.
Na minha opinião, o Ministério da Educação perderá uma excelente oportunidade de actuar pedagogicamente e de se constituir como uma referência para a população em geral, se apenas se limitar a ir ao reboque dos acontecimentos.
A epidemia está aí e apenas a conseguiremos vencer se a encararmos de frente. O Ministério da Educação terá de fazer a sua parte.

28,5% das crianças têm peso a mais. Situação "alarmante" nos Açores

DGS lança manual para combater problema da obesidade em Portugal

Portugal está sentado no "top 5" da obesidade infantil. Como sair daqui?

Portugal é dos países com mais jovens obesos

domingo, 8 de outubro de 2017

Maneta - Eu

Auto-Retrato Maneta - S. Gonçalo - Amarant
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Maneta - Eu

Este post podia versar sobre Loison, o temido general francês Henri-Louis Loison que ficou no nosso imaginário muito à conta da sua crueldade, o célebre "Maneta" que teve o desplante de se pavonear por esta minha rua aquando da segunda invasão francesa, comandada por Soult... achando, por certo, que podia fazer com ela o que muito bem lhe apetecesse, achando, talvez, que a podia reduzir a escombros com as suas botas ou com os cascos do seu cavalo.
Só que não, este post é mesmo sobre quem vos escreve estas linhas, operada no passado dia 13 de Julho a uma tenossinovite - inflamação na bainha do tendão - e que imediatamente ganhou uma tenossinovite - inflamação na bainha do tendão - de muita estimação, azar dos azares, na mão direita, no dedo indicador, inflamação essa reactiva à malfadada operação e que assentou arraiais por aqui dando mostras de muita relutância em separar-se de mim.
Desde esse dia, os meus dias dariam filmes, alguns deveras desagradáveis, noite e dia com dores na mão direita, ora mais fortes, ora mais brandas, de qualquer modo nunca me largando as canelas, neste caso nunca me desamparando a loja... da mão.
Obrigada a fazer tudo com a mão esquerda, e não sendo esquerdina, abrandei o ritmo de escrita neste blogue como nunca o tinha feito anteriormente e limito-me agora a fazer o mínimo possível. Assim, deixei de conduzir, de escrever manualmente, enfim, de fazer o que quer que seja com a mão direita... a não ser levá-la à fisioterapia três vezes por semana.
Os meus alunos andam preocupados... não sabem como vou conseguir corrigir-lhes os testes... e eu também não, confesso!... ainda por cima porque assistem às minhas aulas e bem se apercebem que, por vezes, ali estou desejando estar em casa porque, dobrada de dores, só consigo ali permanecer agarrada a um saco de gelo que me vai acalmando a estuporada da inflamação. Bom, o gelo e os anti-inflamatórios que basicamente me acompanham desde Julho.
E é isto. Tudo para vos dizer que a minha rua, que já conheceu um maneta francês, ganhou agora uma maneta do sexo feminino, orgulhosamente amarantina - euzinha.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Aos Anónimos - Ao que Parece Muito Ferrenhos do PSD Local


Aos Anónimos - Ao que Parece Muito Ferrenhos do PSD Local 

Não são as primeiras linhas, escritas neste blogue, que dedico aos anónimos e é só seguir este link para o comprovar. E não serão, por certo, as últimas. Nutro por eles um sentimento profundo de desprezo. E desprezo-os particularmente quando estes têm o desplante de entrarem em casa alheia, tratando, neste caso, a sua dona por tu, como se fossem seus colegas dos bancos de escola, tratando-a com sobranceria, achando que estão a proferir sentença muito inteligente quando apenas escrevem palavras que perfazem frases banais, de conteúdo mais do que primário, revelador de pessoa com uma visão pequenina, com uma falta de horizontes atroz, com falta de Mundo para além do "seu pequenino pequenino pequenino" PSD. E confesso que chego a ter pena deles, presos a um mundinho muito triste, muito castrador, extremamente limitativo.
Não é a primeira vez que os anónimos entram em minha casa de rompante, a coberto da noite muito escura, eles próprios vestidos de escuro como breu. Hesito sempre entre dois tipos de reacção - spamá-los logo de seguida ou, ao invés, deixá-los para aqui a marinar até me apetecer responder a tão ignóbeis personagens. Por norma, dou-lhes palco... eh eh eh... eles devem ficar contentes, coitados, incapazes que são de articularem opiniões fundamentadas, incapazes que são de escreverem duas frases com nexo. Confesso que procuro sempre, e em todas as circunstâncias, manter uma postura pedagógica que nunca abandono, especialmente quando sei que os meus alunos vão aparecendo por aqui de quando em vez.
Leiam todos os meus leitores, se me fazem esse favor, o que passo a escrever - Esta pessoa, que aqui escreve em nome próprio, escreve sempre o que lhe apetece, quando lhe apetece, onde lhe apetece. Esta pessoa que aqui escreve não tem, nem nunca teve!, e muito menos terá!, qualquer filiação partidária, clubística ou religiosa castradora dos seus livres neurónios.
Assim, quando eu escrevo um post sobre a escandalosa eutrofização das águas do Tâmega, em 2009, no tempo em que a autarquia estava nas mãos, transitórias, do PS, eu não estou a fazer campanha contra o PS. De igual modo, quando eu escrevo, em 2017, um post sobre a escandalosa eutrofização das águas do Tâmega, num tempo em que a autarquia está nas mãos, transitórias, do PSD, eu não estou a fazer campanha contra o PSD. O que estou, e assumo, é a fazer campanha a favor de um Tâmega asseado e livre. E o mesmo se passa com as minhas postagens sobre o cheiro a merda em Amarante que em tempos foi recorrente, a merda propriamente dita a boiar no Tâmega, a cascata de merda a cair na penedia em S. Gonçalo, os poios de merda espalhados pelos passeios e pelas ruas da cidade, e sobre as ervas loucas e esterqueira espalhados pela cidade, em 2010, por exemplo, e ainda em 2017, outro exemplo. A minha campanha sempre foi, é e vai continuar a ser a favor de uma Amarante asseada e livre. No último Domingo eu não ganhei coisa alguma, do mesmo modo também não perdi. Quero lá eu saber qual o partido que está no poder, se é de direita ou de esquerda, se está coligado ou governa orgulhosamente só, se tem maioria ou está dependente de terceiros para exercer a governação autárquica! Amarante é que ganhará, ou perderá, consoante o sentido da governação e apenas isso me interessa.

Termino este post com as palavras de Pedro Santana Lopes que hoje disserta sobre as lapas no interior do PSD. Presumo que ele escreva com muito conhecimento de causa.
Leia, anónimo! Talvez Pedro Santana Lopes esteja a falar de gente da sua estirpe...

"As bases sociais-democratas são tão bem intencionadas que muitas vezes nem se dão conta das jogadas que, em seu nome e com o seu voto, são feitas para as lapas se segurarem. Os partidos não se constroem com lapas e o PSD tem um número considerável dessa espécie. As lapas agarram-se quando lhes interessa e onde julgam que se podem segurar. Podem mudar de um lado para o outro, mas nunca deixam de ser o que são. Há lapas que já foram autarcas, mas não deixaram marca, não deixaram nada, ou porque não são capazes e/ou porque se preocupam sempre mais em tratar da sua sobrevivência do que do desenvolvimento das comunidades a quem o voto pediram. São lapas porque não são mais nada, não têm mais nada para dar."

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

5 de Outubro - Dia Triplamente Belo


5 de Outubro - Dia Triplamente Belo

Porque hoje se comemora o Dia Mundial do Professor. Porque hoje se comemora a implantação da República Portuguesa, em 1910. E ainda porque hoje se comemora a fundação da nacionalidade através da assinatura do Tratado de Zamora, ocorrida em 1143.

Sim, é verdade, Dom Afonso Henriques já se auto-proclamava rex desde 1139, à revelia do seu suserano, o rex Afonso VII, seu primo, rei da Galiza, de Leão e Castela.
Impossível não pensar na Catalunha e nos catalães e no seu desejo de independência. Porque a História não morreu... apesar dos vários enterramentos a que já foi sujeita... e está em movimento. Imparável.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Amarante, Eleições Autárquicas e Desejos

A Pérola do Tâmega - Amarante e o Tâmega
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante, Eleições Autárquicas e Desejos

Amarante deve permanecer acima dos interesses partidários e acima dos interesses particulares ou individuais. Quem diz Amarante diz outra terra qualquer, por mais pequena ou maior que seja, pois toda a terra tem a sua identidade, o seu cunho pessoalíssimo, a sua matriz, as suas impressões digitais que fazem com que ela seja distinta de todas as outras.
Assim é Amarante. Distinta. Recebemos das mãos dos nossos pais uma vila belíssima e harmoniosa feita de um centro histórico que era praticamente a "cidade". Já depois do 25 de Abril fomos assistindo ao seu crescimento anárquico... ai a década de 80 e de 90! que desbaratou qualquer lógica que não fosse a da especulação imobiliária, do lucro fácil, das divisas para os cofres da autarquia... e de alguns particulares, do crescimento às três pancadas, à martelada... who cares! Não sei que cidade deixaremos aos nossos filhos, aos nossos netos... mas espero que seja, pelo menos, uma cidade asseada... e estou a falar de asseio ambiental, arquitectónico, cultural, económico, paisagístico... onde os nossos herdeiros desejem, e possam!, viver e respirar em harmonia e respeito pelo legado de tantas e tantas gerações.
Hoje não temos uma cidade fácil. Só para apontar um problema, quem chega a Amarante vindo do exterior por certo não deixará de reparar que, por qualquer lado que se faça a aproximação ao centro a cidade, esta apresenta-se miserável, descuidada, espatifada, anárquica, feia... até que se chega à pérola, ao seu miolo, ao seu centro histórico, às margens do Tâmega que, se não estiver em dia eutrofizado, encanta todos quantos para ele olham.
Olhando para trás, o que mais vejo são/foram autarcas, de esquerda ou de direita, que não acautelaram suficientemente e verdadeiramente os interesses da cidade e dos seus habitantes.
As eleições autárquicas acontecidas no passado dia 1 de Outubro foram, como todas as eleições autárquicas anteriores, importantes para o burgo e para os seus arredores e para todas as pessoas neles contidas. Não tenho filiação partidária, nunca tive, nem nutro especial carinho por esta ou aquela cor,  do arco da governação ou de fora dele. Assim sendo, nunca integrarei a festa e a alegria dos vencedores... mas também não chorarei as lágrimas dos vencidos. Mas, confesso, integro um amor maior à terra que me viu nascer e essa terra chama-se Amarante.
Assim, só posso desejar que Amarante possa conhecer quatro anos de desenvolvimento sustentável e harmonioso e que todos os autarcas agora eleitos possam contribuir para isso. Independentemente da cor partidária. E aqui lhes deixo os meus sinceros parabéns pelas vitórias conseguidas. Independentemente da cor partidária.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Parabéns, Portugal!


Parabéns, Portugal!

Pela maturidade revelada durante o dia de ontem.

Apenas um senão... a elevadíssima abstenção dos que, ano após ano, prescindem de usar um direito que tanto custou a alcançar, que tanto custou a legislar, hoje extensivo a homens e a mulheres, maiores de 18 anos.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Educação no Século XXI


Educação no Século XXI

Confesso que ando à procura de um equilíbrio entre o ontem, o hoje e o amanhã desejando não perder o rumo no meio da velocidade estonteante.
Confesso que ando à  procura de um equilíbrio entre o ontem, o hoje e o amanhã porque o Mundo pula e avança e parada é que eu não fico.
E do que é que eu estou para aqui a falar?
Pois estou a falar da História... que é disso que se trata quando falamos da Escola/Educação do século XIV, XVII, XIX ou XXI.




Friends Will Be Friends



Friends Will Be Friends

Friends algures pelos anos 70.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A Sala de História Ideal

Mosteiro de Santa Clara - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Sala de História Ideal

Há uma categoria de aula velhinha que, manifestamente, se encontra no topo das preferências dos meus alunos e no topo das minhas próprias preferências e que implica a saída para o exterior do recinto escolar e a deambulação pelo centro histórico de Amarante. Claro que, por norma, as deambulações não são feitas ao acaso... muito embora até assim pudessem ser feitas, ganhando, talvez!, por esta via, espontaneidade e leveza... mas tal não é possível, não com tempo contado ao minuto e em que tento sempre não entrar aulas adentro de terceiros que, como eu, têm o tempo demasiado contado, demasiado espartilhado para a leccionação de programas gigantescos adequados a um desenho curricular que, no caso da disciplina de História, já foi o nosso e que implicava três tempos de 50 minutos semanais contra os actuais dois.De chanfrados! Mas adiante.
Hoje, logo a seguir ao almoço, tive o prazer de acompanhar uma turma do 7.º ano de escolaridade ao que foi, um dia, o Mosteiro de Santa Clara e que na actualidade é a Biblioteca Municipal de Amarante e os restos mortais de uma capela anexa já muitíssimo mutilada sob a acção de tanta gente não desperta, minimamente, para as questões do património e para a sua importância.
Estou convencida que o que se ganha, durante uma aula deste tipo, em entusiasmo, afectividade, respeito pelo legado dos nossos antepassados, atitudes e valor, junto da nossa clientela, constituída por alunos, não é coisa desprezível nem de somenos importância e que, por isso mesmo, todos nós, docentes, deveremos alimentar esta fonte, de quando em vez, sempre que se torne adequado, sempre que se torne imperativo.
E assim foi, foi um imperativo visitarmos as escavações arqueológicas que decorrem em Santa Clara até sexta-feira numa parceria feliz entre a Escola Profissional de Arqueologia do Freixo, no Marco de Canaveses e a Câmara Municipal de Amarante. Hoje foi dia de novidades sobre os achados, contadas em primeira mão.
Agradecemos a amabilidade, a simpatia e o profissionalismo de sempre e prometemos voltar, certo dr. Daniel Ribeiro?
Tenho a certeza que a miudagem reconhece agora muito melhor a importância do trabalho dos arqueólogos e da arqueologia para o conhecimento da História da Humanidade.
Um dia, por certo, estes miúdos e miúdas recordarão esta aula com carinho...



Nota - Mais informação sobre O Mosteiro de Santa Clara aqui e aqui.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Projecto Embrulha


Projecto Embrulha

Contra o desperdício alimentar, marchar, marchar, marchar!
Sempre. Combater o desperdício alimentar é um imperativo de todas as comunidades educativas.

domingo, 24 de setembro de 2017

A Luta dos Professores


A Luta dos Professores

Hoje e sempre, os professores portugueses às voltas com a falta de respeito que chega de cima e atinge os de baixo. Hoje uns, amanhã outros e assim sucessivamente, de experimentações em experimentações sem que se acautelem consequências para a vida de tantos e tantos profissionais e para as suas famílias.

sábado, 23 de setembro de 2017

Amarante e as Lutas Partidárias

A Ponte É Uma Passagem - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante e as Lutas Partidárias

As lutas partidárias, principalmente as que se travam e que não são a feijões, são quase sempre excessivas, porque há sempre quem fala e quem escreve o que não deve e que mete o pé na poça com palavras e atitudes que estão longe de dignificar a Política.
Todo o homem é um animal político, já o sabia Aristóteles, e isto é válido para todos, mesmo para aqueles que aparentemente estão a milhas da Política, nada se importam, se abstêm, se mantêm à margem, não querem saber.. e têm raiva de quem sabe.
Assim, se eu desatar a postar flores no facebook... sim, isso pode ser Política... mesmo que eu não escolha flores cor-de-rosa ou cor de laranja, amarelas ou azuis... ou cor de burro quando foge.
E quando eu afirmo em sala de aula, ou noutro sítio qualquer, que, enquanto cidadãos, que somos, devemos estar vigilantes sobre o que nos rodeia, devemos estar atentos, ser interventivos e participantes, dotados de pensamento próprio e que não devemos tomar por bom tudo aquilo que nos garantem ser bom apenas porque sim, estou a fazer política. E podia continuar a apresentar mais exemplos porque tal como não podemos escapar à História... também não podemos escapar à Política.
A Política está para além do poder e está para além dos partidos políticos e não pode ser refém deles nas pessoas que os ocupam. A Política tem de estar na Pólis, tem de estar rua, em mim, em ti, em quem a apanhar.
Nos últimos dias tenho assistido ao mesmo de sempre, provavelmente ao mesmo que acontece um pouco por todo o país, ou seja, ao desfilar de tantas e tantas promessas que mais parecem caneladas nas pernas desta... vá lá! gata escaldada que da água fria tem medo. E ai se um espírito tresmalhado ousa uma opinião própria a marimbar-se nas tricas políticas locais entre gente que, por vezes, parece esquecer-se da vergonha na cara e esquecer-se que a sua inocência política ficou algures perdida lá muito atrás no tempo e se acentua quando agora atira à cara de outros aquilo com que um dia pactuou e vice-versa e versa-vice... e podia continuar quase indefinidamente porque nem vislumbro o fim desta história muito triste.
E chego a Amarante. Amarante não é propriedade de um só e muito menos é propriedade de quem exerce o poder de forma efémera ou de quem a ele se candidata. Porque Amarante já cá estava antes de a este mundo chegarmos e, provavelmente, a nós vai sobreviver. Mas, se assim é, também é verdade que por agora é a Nossa Cidade, aquela que amamos, aquela que calcorreamos todos os dias. Por isso, se conseguirmos colocar uma Amarante Asseada acima da trica, da dica, da voz e do interesse específico e imediato por que se gerem os partidos políticos, Amarante só poderá ganhar com o asseio.

nota - A ponte é uma passagem... p'rá outra margem...

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Outono


 Outono - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Outono

Porque parece que entramos nele.

Promessas e Afirmações Eleitoralistas


Promessas e Afirmações Eleitoralistas

Hoje deixo dois exemplos do que não tolero, mas que abunda!... especialmente em períodos eleitorais. Ele são promessas de realização de obras que não se podem fazer... as promessas, ele são afirmações feitas alto e bom som do que se conseguiu fazer... sem se fazer. Quem dá estes exemplos, podia dar outros exemplos quaisquer porque este é o tempo das intoxicações muitas e das promessas que jorram a rodos porque é fácil prometer. Independentemente de todas as circunstâncias conjunturais que por certo as explicam, as promessas e as afirmações eleitoralistas ficarão sempre coladas a quem as profere sabendo nós que por mais que uma mentira seja repetida jamais se transformará em verdade.



A música é linda e deixa-nos a sonhar...

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Declaração de Voto

Porcaria - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Declaração de Voto 

Quem habita o centro histórico de Amarante, ou quem dele faz piso para incursões e passeatas que devem ser sempre feitas a pé, sabe que Amarante, de uma maneira geral, não prima pela limpeza. Não é que não mereça estar aprimorada... merece... se merece... mas, ao que parece, Amarante continua a sofrer de grandes dois males, fora todos os outros!, a saber:

  • Amarante continua a albergar no seu seio gente porca até dizer chega, a bem dizer gente reca, que não tem qualquer problema em deitar o que quer que seja na via pública conspurcando a nossa casa comum, borrando, literalmente, a nossa cidade.
  • Amarante continua a não ter políticos locais que primem pelo asseio preocupando-se verdadeiramente com o asseio da cidade.

Hoje vou dedicar duas linhas a um problema crónico, problema que tem barbas... mas não é o Pai Natal - as ervas loucas que crescem a torto e a direito pelas artérias da cidade invadindo mesmo os seus espaços mais centrais.
Vai daí, e como se aproximam as eleições autárquicas, quero aqui deixar a garantia de que votarei em quem prometer, para cumprir!, arranjar uma cabrinha que paste pelo centro histórico da cidade não precisando ela de se ausentar do coração do velho burgo por falta de comida fresca. Acho eu. Porque ela existe por todo o lado... a ervinha fresca...
 
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