sexta-feira, 18 de agosto de 2017

João Justino Alves


João Justino Alves

Hoje recordo-o... sempre sempre cheio de projectos, de ideias fervilhando dentro da sua cabeça que exteriorizava em palavras medidas e  mergulhos em tintas que eram só dele e que soltavam fragrâncias de cheiros emanados de tubos de óleos que ele espatulava como ninguém. E recordo os risos, as piadas, os beijos e os abraços, os gestos carinhosos e largos, a postura única, a maravilhosa voz, as conversas sempre interessantes girando à volta de múltiplas formas, girando à volta de múltiplos espaços projectados no futuro, esperando materialização.
Há pessoas que deixam buracos. O João deixou um buracão. Ainda aberto.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Erasmus +

Escola Europass - Florença - Itália
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Erasmus +

Confesso que foi a combinação perfeita. O curso, “There’s an App for That! Exploring the Best Apps for Teaching and Student Learning, que frequentei juntamente com mais duas colegas da minha escolinha durante uma semana de trabalho muitíssimo intenso e agradável na belíssima Florença, na Europass Teacher Academy, não podia ter sido mais proveitoso leccionado que foi por professor espanhol a dominar na perfeição a língua inglesa e que se fez entender perfeitamente junto dos seus alunos/professores de muitas e diferentes nacionalidades.
O ambiente em sala de aula foi sempre descontraído, as aplicações abordadas interessantíssimas, as risadas frequentes... sim... é verdade... eu andei a fazer de Branca de Neve perdida no meio da floresta... que cena!... os trabalhos foram sendo realizados diariamente, a bom ritmo, imediatamente publicados e disponibilizados para todos quantos frequentavam o curso, em grupo privado aberto pelo Mario Román Portillo, o nosso maravilhoso professor espanhol de inglês, especialista em Educational Apps.
Foi a minha primeira experiência num programa de Erasmus +, programa que cruza gente de muitas nacionalidades, de diferentes etnias e culturas, de distintas formações e sensibilidades. E amei.
E quero mais. E por agora é só isto.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Erasmus +


Escola Europass - Florença - Itália
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Erasmus +

Confesso que foi a combinação perfeita. O curso, “There’s an App for That! Exploring the Best Apps for Teaching and Student Learning, que frequentei juntamente com mais duas colegas da minha escolinha durante uma semana de trabalho muitíssimo intenso e agradável na belíssima Florença, na Europass Teacher Academy, não podia ter sido mais proveitoso leccionado que foi por professor espanhol a dominar na perfeição a língua inglesa e que se fez entender perfeitamente junto dos seus alunos/professores de muitas e diferentes nacionalidades.
O ambiente em sala de aula foi sempre descontraído, as aplicações abordadas interessantíssimas, as risadas frequentes... sim... é verdade... eu andei a fazer de Branca de Neve perdida no meio da floresta... que cena!... os trabalhos foram sendo realizados diariamente, a bom ritmo, imediatamente publicados e disponibilizados para todos quantos frequentavam o curso, em grupo privado aberto pelo Mario Román Portillo, o nosso maravilhoso professor espanhol de inglês, especialista em Educational Apps.
Foi a minha primeira experiência num programa de Erasmus +, programa que cruza gente de muitas nacionalidades, de diferentes etnias e culturas, de distintas formações e sensibilidades. E amei.
E quero mais. E por agora é só isto.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A Palavra a Luís Costa

Tarsila do Amaral, "Os operários", 1933

A Palavra a Luís Costa

Este post foi integralmente surripiado ao Luís Costa. Pela sua importância, transcrevo-o.

Todos os professores serão QM

Na última década, apesar da intensa e constante atividade crítica desenvolvida na blogosfera, a classe docente só tem perdido direitos, autoridade, respeito, autonomia, capacidade reivindicativa… enfim, VOZ. Concomitantemente, tem somado cargas de trabalho, atividades não docentes e expropriações sucessivas das suas áreas pedagógicas mais íntimas. Há, de facto, um “plano” para transformar os professores em meros executores de ordens e atividades, em meros aplicadores de conhecimentos e competências.
Neste acelerado processo de imbecilização e silenciamento da classe docente, tem ganho crescente relevo a voz dos diretores (ou, para ser mais rigoroso, daquele que diz que os representa, através da ANDAEP) e dos pais e encarregados de educação (ou melhor, daqueles que dizem que os representam, através da CONFAP). Não sei se é por ignorância ou por encomenda, a verdade é que, ultimamente, sempre que fala o Senhor Andaep a comunicação social toma-o como representante da opinião/vontade dos professores, como aconteceu com o bitaite dos dois semestres (uma hipálage ética e profissional, que consiste em atribuir ao ”objeto” qualidades de quem o possui). Os professores?! A ANDAEP (ou melhor, Filinto Lima) agora fala pelos professores?! Talvez ainda nem sequer represente a voz da maioria dos diretores e já o tomam como representante dos professores? Depois, entrevistam uma ou duas caras larocas e… toma lá mais uma sinédoque (tomar uma ínfima parte pelo todo silencioso e alheado): “os encarregados de educação querem isto, estão de acordo com aquilo”.  Até dos manuais fala um e outros sem que se faça ouvir uma única voz de quem com eles trabalha. É obra de vampiros, não é, Zeca?
Humor à parte, a realidade afigura-se miseravelmente triste para os professores. Já não têm voz praticamente nenhuma no quotidiano escolar e estão a assistir à emersão de outras figuras que, no palco reivindicativo, comunicacional e político, lhes estão a usurpar o espaço e a dignidade. A comunicação social, qual arauto acéfalo e subserviente, acrescenta decibéis a esta decadente sequela. E é neste quadro de devastação que, paulatina e discretamente, se vai instalando a logística da municipalização. Para os professores (logo, para os alunos) não podia surgir em pior conjuntura. Por vezes, até chego a pensar que certos mimos só exibem determinados temas na praça do pelourinho para nos desviarem do que se passa na porta do cavalo.
O Estado jamais abrirá mão do controlo científico, axiológico e político da escola. A tendência e os sinais dados apontam precisamente para o inverso (a desconcentração funcional deixa a tutela política mais livre para outros controlos). Portanto, para os municípios (ou regiões) sobrará sempre, e só, a gestão dos recursos materiais e humanos (com um ou outro arbítrio pedagógico, para brincar). Numa primeira fase (sonsa) os recursos materiais assumir-se-ão como quase exclusivos e perpétuos. Os professores, cândida e obedientemente, acreditarão e deixarão comprar. Numa fase posterior, tão subtil e manhosa como a mamã, os professores serão paulatinamente adicionados ao carrinho de compras dos municípios. É isto que o rosto dos tempos e o modus operandi político nos permitem prever.
A escassíssima capacidade reivindicativa de uma classe afónica dissipar-se-á completamente. Se, no presente, já temos outros a opinar e a decidir por nós, então, quando esses dias chegarem… O que agora está concentrado praticamente num só interlocutor decisório (o Ministério da Educação) fragmentar-se-á, diluindo e silenciando a nossa já miserável capacidade reivindicativa. Com o tempo, cada caso será um caso particular de um determinado município, o que, inevitavelmente, conduzirá ao alheamento e à indiferença geral. Os professores sentir-se-ão cada vez mais isolados, mais compartimentados, mais indefesos, mais incapacitados de reagir coletivamente, enquanto corpo. Os próprios sindicatos terão muito mais dificuldades na sua ação. A precaridade e a subalternidade dos professores roçará a indigência.
Catastrofista? Quando, em 2008, fiz uma leitura desta índole, os meus colegas de escola riram-se na minha cara e chamaram-me pessimista. Todavia, a realidade trouxe-nos tudo mais cedo e pior do que eu previa. Nesse tempo vindouro, os professores saberão o que é pertencer ao QM (Quadro de Município).

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Novas da Casa Branca


Novas da Casa Branca

Estou mesmo convencida que o pessoal que ocupa hoje a Casa Branca fuma - Anda a fumar? Sempre fumou? - daquelas coisas que fazem rir... não?
A notícia de hoje é esta... e, ao fim de 10 dias!:

Scaramucci demitido de director de comunicações da Casa Branca.

É caso para comentar... ah ah ah!

Trabalhar em Florença - Agradecimentos


Florença - Itália
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Trabalhar em Florença - Agradecimentos

Confesso que nem em sonhos sonhei com esta possibilidade mas a verdade é que, um dia destes, partirei para esta belíssima cidade/museu ao ar livre, Florença de seu nome, para cumprir uma formação para professores no âmbito do programa Erasmus+, no meu caso, no âmbito das TIC.
Em todo o Agrupamento de Escolas de Amarante, nove professores aceitaram o desafio de partirem para o estrangeiro em trabalho, interrompendo as suas férias, por um período limitado de tempo, utilizando uma língua de trabalho que não é a materna, em cidades desconhecidas para alguns (Atenas e Florença) e que, para outros, são apenas conhecidas pelo prisma do turista e nada mais.
Claro que isto se deve ao trabalho de alguém. Tudo se deve sempre ao trabalho de alguém, que tem nome e que tem identidade.
Por isso, agradeço publicamente esta possibilidade a quem organizou a candidatura no meu Agrupamento, Professora Ana Baptista, a nossa excelentíssima Coordenadora de Projectos, que, não brincando em serviço, levou a nossa candidatura para um super honroso primeiro lugar a nível nacional.
Foi obra! E foi mérito dela. E porque nada em trabalho nos cai do céu aos trambolhões, aqui fica o meu público agradecimento a quem queimou as suas pestanas para que isto fosse possível.

domingo, 30 de julho de 2017

First Breat After Coma

First Breat After Coma - CCA - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Fotografias surripiadas na net

First Breath After Coma

Sabia que o concerto ia ser bom mas confesso que ia impreparada para o que vi e ouvi ontem no Centro Cultural de Amarante. Há dias assim... e noites também as há, é certo, daquelas que nos surpreendem muito pela positiva e nos deixam a pensar que... porra!... mas estes miúdos de Leiria dão mesmo as cartas todas em cima do palco e deixam lá, por certo!, a pele, alagadíssima em suor.
São o Roberto Caetano, o Rui Gaspar, o João Marques, o Pedro Marques e o Telmo Soares e juntos formam, desde 2012, a banda a que chamaram First Breath After Coma.
A música é feita de momentos de pausa e silêncio intenso e profundo, quase espiritual, seguidos de momentos em que este silêncio é rompido com estrondo, momentos que parecem catárticos, que mais parecem a catarse deles, e nossa também, porque nós, expectadores, vamos com eles para onde eles nos querem levar. E mesmo no estrondo a espiritualidade continua lá, bem presente, numa música a que chamam pós-rock mas que aos meus ouvidos me pareceu simplesmente divinal.
Excelentes músicos com uma grande e arrepiante capacidade vocal, os First Breath After Coma chegaram a Amarante graças à Associação Gatilho que está com uma agenda excelente e imparável, para nossa felicidade. Agradeço aos seus membros o excelente trabalho já feito em prole do pessoal aqui do burgo e do pessoal dos seus arredores.







Bom Dia!

Flor e Borboleta - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Bom Dia!

Com flores e borboletas do centro histórico de Amarante.

sábado, 29 de julho de 2017

Amarante - Programa das Festas


Amarante - Programa das Festas

Porque Amarante está imparável, aqui vos deixo o programa para hoje e para os próximos tempos.
Planeiem vir... sob qualquer pretexto mesmo que aqui não mencionado.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Dia dos Avós

Avó e Neto - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Dia dos Avós

Têm um dia especialmente dedicado a eles, aos Avós, mas para mim qualquer dia é dia deles... e delas. Hoje, por exemplo!
E a Jóia de Luz cresce...

Rodrigo Amarante e a Luta pelo Tâmega


Rodrigo Amarante e a Luta pelo Tâmega

Quando vem um Amarante do outro lado do Atlântico lutar por um rio chamado Tâmega e que é apenas identitário para Amarante... pode acontecer isto.
Obrigada aos membros do Geota... eles sabem quem são! por nunca desistirem de lutar... mesmo em pleno Mimo.
Quem sabe... talvez seja desta que os vários poderes locais que neste momento assentam arraiais ao longo do curso do Tâmega olham para ele com olhos de ver, como um filão ambiental, estético, paisagístico, terapêutico... que é!, propiciador de variadíssimas práticas desportivas e de lazer, propiciador de deleite para as mentes que com ele contactam e que não o querem ver mais conspurcado. Já chega o Torrão! Aliás, desmantelem o Torrão!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Rodrigo Amarante e a Luta pelo Tâmega


Rodrigo Amarante e a Luta pelo Tâmega

Apresento-vos o brasileiro que tem raízes nesta terra que é minha e que por aqui se apresentou à conta de um festival que é um Mimo. E que já fez mais pelo Tâmega do que muitos amarantinos que nunca ergueram a voz para defender o rio Tâmega contra a usurpação das águas que são de nós todos pelas hegemónicas sem vergonha EDPS e IBERDROLAS deste mundo!
Lamentavelmente, a sua intervenção cívica de cima do palco perante milhares de espectadores não consta deste vídeo. Mas, para nós, essa foi exactamente a parte mais importante do seu concerto, porque foi diferenciadora de todos os concertos que Rodrigo Amarante já deu ou dará por esse mundo fora. Não desfazendo o resto que foi maravilhoso.
Obrigada, Rodrigo Amarante! Obrigada por se importar com esta gente que banha todos os dias os seus pés no rio Tâmega!



Ver para Querer

Ver para Querer - Reunião de Trabalho - Porto
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Ver para Querer

Porque o projecto de intervenção na E. B. 2/3 de Amarante, chamado "Ver para Querer", continua de pé, hoje foi dia de reunião de trabalho na Ordem dos Nutricionistas com a finalidade de preparar o plano estratégico de acção para o próximo ano lectivo.
Continuamos com os objectivos que nortearam esta intervenção desde o primeiro dia de trabalho, a saber:
  • 1. Aumentar a literacia nutricional dos alunos
  • 2. Melhorar a oferta alimentar das unidades de alimentação (bufete e cantina)
  • 3. Melhorar o espaço físico das unidades de alimentação (bufete e cantina)
  • 4. Diminuir o desperdício alimentar
A seu tempo, daremos novas, daremos boas novas!

terça-feira, 25 de julho de 2017

A Caligrafia Está Condenada?


A Caligrafia Está Condenada?

A palavra caligrafia tem origem em duas palavras gregas kalli, beleza a que se junta graphe, escrita e pode traduzir-se pela arte da bela escrita ou arte da escrita bela.
No tempo em que entrei na escola e aprendi a escrever já não se usava aprender os muitos e variadíssimos tipos de caligrafia artística com que me deparei um dia, investigando um baú de casa dos meus avós maternos situada na Régua, em caderno de escola pertencente por certo a uma das muitas minhas tias, agora já todas falecidas, e que relembro ainda hoje tal a beleza primorosamente desenhada naqueles cadernos de linhas diferentemente espaçados e apropriados aos vários tipos de caligrafia que eram aprendidos pelas miúdas e miúdos nessa longínqua primeira metade do século XX. Quem me dera ter hoje um desses cadernos na minha posse... até para ilustrar este post!... mas a verdade é que não tenho.
Bom, retomando a história, quando entrei na escola ainda tive uma caligrafia digamos que mais restrita e aprendi a desenhar as letras todas do alfabeto nas suas versões minúsculas e maiúsculas com as famosas canetas de tinta permanente que nos davam cabo do toutiço por exigirem perícia no seu manuseio para que não borrássemos a escrita toda com nódoas azuis que tratávamos de secar rapidamente com aquele célebre papel rosa mata-borrão que, por vezes, tal a aflição perante a ameaça da lostra ou do sadicamente chamado "bolo", deixava, quantas vezes! a coisa ainda pior do que já estava.
E eis que chegados ao dia de hoje nos deparamos com a abolição da caligrafia em escolas de múltiplos quadrantes antecipando, por certo, uma generalização de fim de caligrafia que me deixa, confesso, um pouco preocupada pelas consequências que daí podem advir para a humanidade se a coisa for generalizada e esta competência se perder ficando talvez reduzida, de novo, a alguns restritos escribas.
É por aqui que vamos?

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Vota Tâmega - O Geota, o Rodrigo Amarante e o Tâmega

Fotografia de Octávio Passos - Global Imagens
Campanha Vota Tâmega - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Vota Tâmega - O Geota, o Rodrigo Amarante e o Tâmega

O pessoal do Geota veio por aí acima de armas e bagagens e assentou arraiais no meio do arraial que foi o Mimo, em pleno Largo de S. Gonçalo e nos seus arredores, alertando para a sem vergonhice da prevista construção de mais cinco barragens no Tâmega.
A mensagem chegou aos membros da banda Três Tristes Tigres e à sua vocalista, Ana Deus, e ainda a Rodrigo Amarante, que eu vi e ouvi!, e que, explicitamente, abraçaram, do cimo do palco e na presença de milhares de pessoas, uma causa que nos deveria acompanhar a todos enquanto amarantinos e que nos devia unir a todos contra a construção da cascata de barragens prevista para o nosso rio Tâmega. Rodrigo Amarante foi mesmo espectacular e, provavelmente, terá feito ontem mais pelo Tâmega do que muitos de nós ao longo de décadas de luta. O que nos deve deixar a todos a pensar...
Eles já votaram Tâmega. Sem ses e sem mas.
E você? Nas próximas eleições Vota Tâmega?

Rodrigo Amarante levanta a voz contra barragens no Tâmega

Rodrigo Amarante contesta barragem no palco do Mimo

Campanha "Vota Tâmega" quer parar a construção de novas barragens

Nota 1 - Os meus agradecimentos ao pessoal do Geota por não desistirem deste rio que corta Amarante em duas, determinando-a desde tempos imemoriais.
Nota 2 - Espero que o Octávio Passos me perdoe o surripianço da sua magnífica fotografia!
 
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