sábado, 26 de setembro de 2020

A Escola nos Inícios do Século XX

 


A Escola nos Inícios do Século XX

Antes do SARS-CoV2, a maioria das pessoas provavelmente pensaria que jamais em toda a sua vida viveria sob o pesadelo/jugo de uma pandemia. Não é o meu caso. De História, a cada passo me interrogava e interrogava os meus em voz alta "E se um dia nos acontece algo agressivo e descontrolado como já nos aconteceu no passado...?

Guardo na minha memória procedimentos de higienização muito cuidadosa perante a propagação da cólera e lembro-me bem dos anúncios que passavam na televisão sobre as gotas de lixívia a juntar à água sempre que se lavavam os vegetais e fruta e coisa que também passavam pela água que se devia ferver mas uma pandemia... de facto ainda não tinha experienciado.

Perante os negacionistas a avançarem de forma absurda, relembro outros tempos de tuberculose e de gripe espanhola, esta última de que só me recordo de ouvir falar os meus avós, principalmente os paternos.

E já então o "segredo" estava no arejamento dos locais, no distanciamento social, no uso de máscara, pois então!

As escolas ao ar livre de 100 anos atrás que podem inspirar volta às aulas na pandemia

Professora Feliz - A Cada Passo Mimo


Auto-Retrato - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Professora Feliz - A Cada Passo Mimo

Construir uma carreira de Professor, neste caso de Professora, dentro de uma cidade muito pequena como Amarante, onde todos ou quase todos - Alunos e Professores - nos continuamos a encontrar fisicamente, mesmo se já passaram décadas sobre o trabalho desenvolvido com aquela específica turma e sobre aquele trabalho com aqueles específicos alunos, neste caso vindos de um tempo de práticas lectivas ainda sem novas tecnologias, tem muito que se lhe diga. 

Sem acrescentar nada ao que devem ser as nossas práticas pedagógicas baseadas na lealdade, na confiança, na empatia, na verdade, na educação, no carinho, na compreensão, no afecto, no entusiasmo, mas também na firmeza, na exigência, no respeito, na responsabilidade, no profissionalismo, na correcção, na aceitação e incorporação da crítica, na correlação que deve existir sempre entre o verbo e o acto... e tudo o mais que faz da nossa profissão coisa tão, mas tão complexa, a verdade é que a cidade muito pequena faz com que muito mais amiúde, a cada esquina, a quase todas as horas do dia e da noite, nos deparemos com este e com esta, com aquela ou aquele que, um dia, se sentaram nas cadeiras das nossas salas de aula, povoando-as, humanizando-as. O que pode ser um "risco", para o bem ou para o mal.

Foi o caso de hoje, dia em que me cruzei com ex-aluna, hoje mais do que adulta mas que eu ainda vejo, pequenita mas muito senhora do seu nariz e de uma franqueza que eu amo, dentro da minha sala de aula, fila do meio, ao fundo da sala, do lado esquerdo na carteira, e que, ao cruzar-se comigo, acompanhada pela mãe, em plena rua, não deixou de me dizer qualquer coisa como "Estava agora mesmo a dizer à minha mãe que sempre gostei muito da professora..."

E eu, moldada pelas minhas afectuosas Professoras... os meus professores que me desculpem mas não entram nesta minha equação até eu sair do burgo e entrar na faculdade, muitas das quais se continuam a cruzar comigo pelas ruas de Amarante, e com quem eu continuo a trocar mimos, só posso ficar feliz com este carinho amiúde recebido e do qual me alimento para continuar numa profissão desgastante, difícil, exigente, complexa, frustrante, humilhante quantas vezes... e tudo o mais que ela é.

Assim, a história repete-se... há quem diga que não mas eu não concordo. A história repete-se, com outros protagonistas, noutras circunstâncias, em outros lugares, em outros tempos... mas o sumo e o sabor continuam exactamente os mesmos e são maravilhosos.

Muito grata, Aluna Minha! Pelo teu carinho que, passados todos estes anos, continua intacto.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

TPC

TPC - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

TPC

A aventura da vida dele já começou. 

O gesto aprende-se, treina-se, aperfeiçoa-se, interioriza-se.

O que seria de nós sem ele?

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Rodrigo Pinto de Queiroz

Rodrigo Pinto de Queiroz - Amarante
Fotografias sei lá eu de quem...

Rodrigo Pinto de Queiroz

O filme tem uns brevíssimos mas preciosos 15 segundos que são os suficientes para eu ver o meu querido e saudoso avô paterno, e padrinho de baptismo, Rodrigo Pinto de Queiroz, em acção, passadas várias décadas sobre a sua morte. 
Alto, magro, belo, é o que abre a porta do seu automóvel. 
Estarei eternamente grata ao senhor Coronel Artur Freitas por me ter facultado a posse desta maravilha rara que não tem preço.
Ele é o meu avô paterno, bisavô da minha filha, trisavô do meu neto a quem terei todo o gosto de contar histórias de infância passadas com ele, nesta mesma rua onde ainda hoje habito, e do lho dar a conhecer, agora em movimento.
As imagens são, para mim, comoventes.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Partilha - Classroom Direcção de Turma em Tempos de Pandemia


Partilha - Classroom Direcção de Turma em Tempos de Pandemia

Com regras apertadas, e bem!, na minha Escola, para atendimento presencial dos Encarregados de Educação - só em casos excepcionais, só com marcação prévia e nunca mais do que dois, um de cada vez, por tempo de atendimento - lembrei-me, logo no início do ano lectivo, mesmo antes da reunião geral com os encarregados de educação que foi presencial, de abrir uma classroom que ficasse reservada para os assuntos da minha direcção de turma e que pudesse simplificar procedimentos e agilizar as informações e o esclarecimento de dúvidas que, nos dias que correm, vão ser mais do que muitas. 

Um dos maiores problemas que senti durante o confinamento acontecido no ano anterior foi mesmo gerir a minha DT, o contacto estreito que tive de manter com os encarregados de educação e perdi as contas a telefonemas feitos do meu telemóvel, a atendimentos de pais que precisavam de me informar disto e daquilo, de se informar disto e daquilo e perdi também a conta a e-mails gerais que enviei e a e-mails particulares que também enviei e que deles recebi também.

Este trabalho foi árduo, visando que nenhum aluno da minha DT desaparecesse do meu radar e, consequentemente, do radar de todos os professores que compunham o meu conselho de turma sobre a qual mantenho, este ano, a responsabilidade. 

É verdade que o consegui e não tive nenhum aluno que se tivesse esfumado no nevoeiro que sobre nós se abateu mas confesso que foi à custa de muito e muito trabalho e de muita energia despendida só para atender a este aspecto do meu trabalho enquanto professora.

Sendo que este é o ano de alterar procedimentos e de pensar de que modo posso agilizar tudo isto poupando-me sem perder eficácia, lancei a ideia da classroom durante a reunião que foi de imediato acolhida por alguns... enquanto outros se encolhiam um pouco receosos por certo por poderem não estar à altura destas tecnologias.

Disse-lhes qualquer coisa como: - Será uma aprendizagem para todos nós. Vocês continuam a ter o número do meu telemóvel e o meu endereço de e-mail. Ficareis mais aptos também a acompanhar os vossos filhos/educandos, se tivermos de confinar de novo, através desta plataforma que é muito muito fácil de acompanhar e de gerir.

E assim foi. Já os tenho quase quase todos comigo.

E foi das melhores decisões que tomei.

Nota - Eu sou ágil na Classroom. E já a usava com os meus alunos antes da pandemia. A mim facilita-me, e muito!, o trabalho.


domingo, 20 de setembro de 2020

A Miudagem Cinco Estrelas em Tempos Estranhos de Pandemia


A Miudagem Cinco Estrelas em Tempos Estranhos de Pandemia

Notórias as saudades que os meus alunos já tinham da Escola e de tudo o que ela arrasta consigo - saudades dos convívios com colegas e professores, mesmo se agora tão limitados, saudades dos horários, mesmo se agora igualmente tão limitados, saudades dos ritmos implementados do primeiro ao último dia de aulas, saudades até dos trabalhos marcados para casa...

Foi o caso do portefólio digital que eu pedi para abrirem em casa, usando a aplicação Adobe Spark mas cujo funcionamento ainda nem expliquei. Disse-lhes... naveguem, procurem, tentem... alguma dificuldade estarei acessível pela net, mais cedo ou mais tarde.

Bom, apenas da minha Turma do 7.ºA, miudagem nova deveras simpática, educada e trabalhadora, já recebi o módico simpático número de cinco portefólios digitais, realizados nesta aplicação que se chama Adobe Spark, que eu conheci um dia em Florença, em tempos de curso inserido num Erasmus+, e que tem um funcionamento extraordinariamente fácil e intuitivo, assim queiram as pessoas trabalhar com ela... que não morde, garanto!

Obrigada, Alunos Meus! Por me ajudarem a acreditar que é possível...

Curta - Cup of Tea


Curta - Cup of Tea

Sempre gostei de curtas. Esta foi-me enviada pela Arlete Sítima Sítima.

Grata, Arlete!

sábado, 19 de setembro de 2020

Portefólios Digitais - História



Portefólios Digitais - História

Não sei há quantos anos exijo aos meus alunos a construção de Portefólios de História que me ajudam a avaliar os seus particulares percursos, enquanto "residentes" nas minhas salas de aula e enquanto meus alunos. Por certo há mais de uma década... quero que eles evoluam e cresçam com o máximo de autonomia possível, sempre sob minha orientação, bem entendido!

Certo, certo é que estes portefólios começaram por ser físicos e, um belo ano, passaram a digitais, com naturais e óbvios ganhos no alívio das mochilas deles e, consequentemente, nas suas costas e no acrescento do entusiasmo com que inúmeros alunos se lançam nesta empreitada que, não sendo fácil, amiúde os deixa cheios de orgulho pelo trabalho final conseguido e, confesso, me deixa igualmente orgulhosa do trabalho que com eles faço.

É o caso do aluno do 7.º ano de escolaridade, meu aluno que ainda mal conheço... será?, cujo portefólio hoje tenho o prazer de partilhar aqui com os meus leitores.

Ainda ontem, em sala de aula, lhes disse que durante este semestre de existência da disciplina de História iriam realizar um portefólio digital na APP Adobe Spark, ainda ontem lhes expliquei o que era e o que não era um portefólio - ver aqui -, ainda nem lhes expliquei e exemplifiquei como o fazer de facto, abrindo a aplicação na sala de aula, projectando e partilhando dicas e informações que lhes serão úteis e eis que pela calada da noite me chega já o primeiro, com pedido anexo de vistoria.

Confesso que esta partilha me apaziguou um pouco este início de ano tão atípico e me deixou de sorriso de orelha a orelha, bem visível porque sem máscara.

Muitos parabéns pelo trabalho desenvolvido, Aluno Meu! A nossa parceria está agora contratualizada para três anos, ok? Pelo caminho, vais-me ajudar a ajudar os teus colegas que de nós precisarem, certo?

E eis já começamos nesta entreajuda que só nos pode deixar pessoas melhores e mais felizes... certo?

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Que Vergonha!




Que Vergonha!

Viver num país cujo primeiro-ministro é despejado/expulso/despedido/retirado... eu sei lá, sem honra, da lista de honra de um acusado.

Previsões de Uma Reles Professora

Imagem retirada daqui.

Previsões de Uma Reles Professora 

A reabertura das escolas portuguesas, numa fase de crescimento exponencial da pandemia, sem se ensaiar sequer uma reabertura faseada, ensaiando assim as possíveis e previsíveis consequências, sem qualquer testagem a toda a população escolar, apanhando assim precocemente os assintomáticos antes de os lançar para dentro dos portões das escolas, sem se acautelarem todas as medidas de distanciamento social, e restantes, que de resto os peritos na matéria aconselham, dentro dos estabelecimentos escolares, vai dar m€%&@.

E não adianta as reportagens andarem a passar imagens de salas de aula fofinhas e xpto, que são a excepção neste país e não são a regra.

Sim, há já reportagens a começarem a aparecer que parecem furar o bloqueio psicológico, encantamento... sei lá eu, de um país que se quer mostrar como acautelado e controlado quando esse país não corresponde minimamente à realidade.

Mas o SARS-CoV2 é real. E fará sempre o caminho que nós lhe abrirmos para fazer.

Daqui a oito dias falaremos dos números.

Daqui a quinze dias voltaremos ao mesmo. 

Ontem foram mais de setecentos, para ser mais exacta, ontem foram confirmados mais setecentos e setenta casos neste país.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

A Palavra ao Professor Miguel Panão


A Palavra ao Professor Miguel Panão

Ele diz que está perplexo com "a falta" de condições das escolas em tempos de pandemia.

Será?

Veja e ouça clicando aqui.

O Meu Sorriso É Enganador, Amarelo Até!

 

Auto-Retratos com Bata - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

O Meu Sorriso É Enganador, Amarelo Até!

É inacreditável que quem me tutela não me crie as condições básicas, elementares, mínimas para eu regressar à Escola, que tanto amo, com um sentimento mínimo, elementar e básico de segurança.
Sim, já sei, por muitos cuidados que tenhamos nunca estaremos 100% a salvo a não ser que fiquemos em casa, isoladinhos, qual perigoso vírus. Mas também sei que muito depende de nós e que isto não pode ser deixado à sorte ou ao azar, à incúria e ao desleixo.
Ando num stresse do caraças e os meus já são testemunha disso. Porque sou consciente e sei o que deve ser feito e o que não deve ser feito.
Erra-se por fazer mal e erra-se por omissão.
E o ministro e os secretários de estado que se deixem de propagandas bacocas e que desçam ao país real! E venham de bloquinho de notas com muitas folhas para poderem anotar as desconformidades todas relativamente às regras emanadas pela DGS.
Ora porra!

Nota - Ontem desci o povoado e, de máscara colocada nas trombas, fui ao Ferreira da Cunha - as amostras estão lá, diz-se por aqui e não saí de lá com as minhas expectativas defraudadas - e comprei as minhas primeiras batas para uso na Escola. Por agora brancas. As pretas, a fazer pandan  com o meu stresse já acumulado, tive de as encomendar. 

Vergonha - A Desconversa do Ministro da Educação


Vergonha - A Desconversa do Ministro da Educação

Também quero salas de aula como essa, Tiago Brandão Rodrigues!

E os meus Alunos também!

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

A Palavra a André Pestana


A Palavra a André Pestana
 

Boa malha, André Pestana! Contra a propaganda, marchar, marchar!

É verdade... este governo já tem um ministério (explícito) da propaganda?

"António Costa disse que não valeria muito a pena o esforço das escolas e dos diretores em tentar conter o contágio de covid-19, se as famílias também não fizessem esse esforço de contenção. Também não vale muito a pena o esforço que as escolas e as famílias estão a fazer se depois o Governo não está a fazer a sua parte."


Divulgação de Medidas de Contingência Concretas - Escolas - Um Exemplo Exemplar



Divulgação de Medidas de Contingência Concretas - Escolas - Um Exemplo Exemplar

E bem feito. Sendo que ainda falta aqui muita coisa.

E dou também eu um exemplo. Como saem e entram os alunos nas salas de aula, nas vossas escolas? 

À toa? Amontoados? Desorganizados? Ao calha?

Pois se o fazem, não o deviam fazer. O distanciamento social é para cumprir, sempre que possível. E, não sendo possível cumprir no interior de inúmeras salas de aula, a verdade é que em algumas é possível manter o distanciamento regulamentar e não convém borrar a escrita na saída e na entrada da sala de aula pois, amontoados, os alunos terão mais possibilidade de fazer o que não devem, até por brincadeira, até por falta de responsabilidade, até de propósito, sei lá eu...

O vídeo que a seguir partilho foi surripiado ao Arlindo

A Palavra (Vergonhosa por Omissão) a António Costa


A Palavra (Vergonhosa por Omissão) a António Costa

"A escola em si não transmite o vírus a ninguém"

António Costa

Segundo a DGS, há algumas normas gerais que devem ser cumpridas para evitar factores de risco acrescido na propagação do SARS-CoV2, a saber:

  • Uso de máscara social em espaços interiores - que nas escolas é obrigatório apenas com duas excepções - quando se come ou bebe e ponto final.
  • Distanciamento social - que em muitas escolas, arrisco até a afirmação que na maioria das salas de aula deste país, não é minimamente cumprido pois nem os alunos desapareceram das turmas, nem as salas aumentaram de tamanho e muito menos as carteiras de dois lugares se transformaram em carteiras de um lugar por forma a assegurar, deste modo, um distanciamento social que não permita ou possibilite o encosto braço a braço, corpo a corpo, perna a perna, ombro a ombro, bafo a bafo... mesmo se através de máscara social.
  • Etiqueta respiratória - que nem toda a gente ainda interiorizou, adultos incluídos.
  • Desinfecção regular dos espaços públicos, escolas incluídas, com especial cuidado para sítios de muita afluência, de passagem e, por isso, de maior risco, como teclados, ratos, puxadores e afins.
  • Arejamento dos espaços interiores, com especial cuidado para salas de aula, no caso das escolas.
As normas, no entanto, continuam contraditórias e vou só dar um exemplo sob pena de transformar este texto em coisa muito aborrecida de ler. Nas imediações das escolas estão proibidos os ajuntamentos de mais de quatro pessoas mas dentro das salas de aula já podemos ter vinte e oito ou trinta alunos, sentadinhos lado a lado, numa bolha que por sua vez se multiplica por vinte e oito ou trinta bolhas de diferentes freguesias, mais a bolha do professor. E espera-se que façam os seus lanchinhos todos juntos, lá está, na agora chamada bolha-turma, coisa impossível e proibida de fazer se for em interior de restaurante ou mesmo na esplanada ao ladinho da escola.

Ora porra!

Como diz António Costa, é certo que a escola não transmite o vírus mas, acrescento eu, também é certo que nas actuais miseráveis condições de segurança, preparadas com "tanto tempo" de antecedência pelo nosso inenarrável ministério da Educação, as dezenas, centenas ou mesmo milhares de pessoas que todos os dias entram e saem de uma escola podem transportar o coronavírus para o seu interior e isto tem tudo para dar coisa feia de se ver. 
Ora, foi exactamente esta parte que ficou omissa no discurso demagógico do nosso primeiro.
Espero estar enganada... mas daqui a duas ou três semanas falamos.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

O (Não) Arejamento das Salas de Aula e as Janelas Basculantes


O (Não) Arejamento das Salas de Aula e as Janelas Basculantes
 

“Sabemos que há escolas com novas construções e nas quais o arejamento não é o melhor. As janelas não abrem, portanto terá de haver um maior cuidado com a higienização. Mas sim, em algumas escolas há essa dificuldade. As janelas não abrem de par em par”, garantiu.

E também sabemos que há escolas velhas que viram, ou estão a ver, a sua caixilharia substituída e em que a opção foi, pasme-se, janelas basculantes. 

Note-se que, mal soube desta opção para a Escola Básica de Amarante, há uns anitos atrás, alertei de imediato para as condições super deficientes em que se passaria a fazer a ventilação. Disseram-me que era "opção obrigatória" por questões de segurança das escolas. Ok, ok, já cá não está quem falou! Assim, temos agora salas de aula cujas janelas basculantes basculam e permitem uma magnífica abertura de para aí uns 10 cm... e não sei se não estou a exagerar!!!!, bastante junto do tecto, de tal forma que, em alguns casos, é necessário, para um adulto, um escadote ou, em alternativa, subir para cima de uma cadeira... e desinfectar tudo a seguir... digo eu!

Melhor do que isto só mesmo entrar em salas de aula com janelas basculantes e encontrar janelinhas e portinhas todas fechadinhas para melhor conservar o nosso amiguinho SARS-CoV2.

Confesso-me agoniada. E com falta de ar.

O 1.º Dia de Aulas e os Procedimentos Higiénicos


O 1.º Dia de Aulas e os Procedimentos Higiénicos

E eis que o 1.º dia de aulas já ficou para trás e hoje será um novo dia de máscara na cara e desinfectante nas mãos de cada vez que pego em algo lá pela escolinha. 

A recepção aos alunos da minha direcção de turma já está feita, a sala já está arranjada, a distribuição dos alunos igualmente cumprida... ainda não perdi a esperança de conseguir encontrar uma carteira de um lugar, isto depois de conseguir desencantar mais uma mesa de dois lugares para a minha miudagem mas isso são outros quinhentos!

Certo, certo é que hoje já estou com três banhos no pelo - um pela manhã, um à chegada a casa, ao fim da tarde, vinda da escola, que me obrigou a deitar a roupa toda para lavar, da cabeça aos pés, mais um número exactamente igual à chegada do ginásio com nova rodada de roupa com o mesmo destino -  a máquina de lavar que a lavará a 60º.

Estou aqui a pensar que, vindo o frio, isto deixará de ser viável para a roupa de Inverno e que, das duas uma - ou a minha roupa exterior fica a fazer quarentena de 48 horas num anexo exterior à casa ou lá terei de arranjar uma batita à moda antiga, qual professora de ciências do meu tempo de estudante.

A que ilustra este post chama-se Simona e pode encontrar-se aqui.


segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O 1.º Dia de Aulas e a Propaganda Política

 


O 1.º Dia de Aulas e a Propaganda Política

Gostaria de ter visto os políticos portugueses - primeiro ministro, ministro da educação e secretários de estado - a inaugurarem o ano lectivo numa qualquer escola a funcionar com miúdos a sério e tudo... que as há, aos molhos, tantas por aí, que já estão a trabalhar em pleno, como é o caso da minha.

Gostaria de ter visto os políticos portugueses - primeiro ministro, ministro da educação e secretários de estado - a inaugurarem o ano lectivo numa qualquer escola das muitas que estão espalhadas pelo país e que têm, obrigatoriamente, de colocar dois alunos em mesas duplas, turmas constituídas por 26, 28, 30 alunos, pois nem as turmas foram reduzidas nem as salas cresceram por um qualquer passe de mágica.

Ou seja, gostaria que este país fosse menos alvo de propaganda foleira e reles e com isto não estou a dizer que as salas de aula apresentadas na reportagem não são reais. É claro que são reais! Mas também é claro que serão minoritárias.  

Resumindo, gostaria que o meu primeiro-ministro ao invés de afirmar o reconhecimento do risco acrescido tivesse optado por minimizar esse risco acrescido, dentro de todos os espaços escolares.

Daqui a 15/20 dias voltarei a este assunto.

Home

 


Home

Volta e meia retorno à beleza surreal desta nossa Casa Comum através da lente de Yann Arthus-Bertrand. Nunca me canso.

domingo, 13 de setembro de 2020

Bom Regresso às Aulas!

Imagem recolhida na net

Bom Regresso às Aulas!

Bom Regresso às Aulas é o que vos desejo a todos quantos por aqui passarem. E aos que por aqui não passarem... pois desejo exactamente o mesmo.
Vá, entrem todos com os dois pés direitos se fazem o favor e façam-se acompanhar de alguma/muita sorte pois vamos precisar. 

Eu tenho de vos confessar... este ano é deveras especial e não é só à custa do SARS- CoV2. É que a minha Jóia de Luz vai iniciar uma aventura do caraças que se prolongará por muitos e muitos anos de Escola(s).
Por isso, também tu, entra com os teus dois pés direitos, sim?

sábado, 12 de setembro de 2020

Sala de História da Escola Básica de Amarante - Interregno e Orgulho

Sala de História da Escola Básica de Amarante - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães 

Sala de História da Escola Básica de Amarante - Interregno e Orgulho

Não tenho qualquer dúvida que a história da Sala de História da Escola Básica de Amarante dava um filme com capítulos extraordinários também de partilha, de generosidade, de companheirismo, de colaboração, de entusiasmo, de conforto... os que eu amo e relevo... alguns que foram sendo contados ao longo dos anos neste blogue, mais concretamente a partir do ano lectivo de 2009-2010, data em que eu ganhei vínculo numa das escolinhas da minha terra natal, precisamente a que eu queria para mim. 

Neste espaço fui contando muitas das histórias que a envolveram ao longo de mais de uma década de existência em que esta sala passou por diferentes etapas até chegar ao dia de hoje, histórias que se cruzam com partilhas extraordinárias vindas de Colegas/Amigos, alguns muito próximos, alguns distantes, quantas vezes nem sendo professores desta disciplina mas que, por certo entusiasmados com o meu entusiasmo, se deixaram entusiasmar e contagiar; histórias que se cruzam com generosidades e entusiasmos imensos da parte de Alunos tão díspares, todos meus!, e que me ficarão na memória para sempre, alguns que nunca mais vi nas minhas deambulações pelo burgo; histórias que se cruzam com Vizinhos deveras especiais e Amigos únicos que ajudaram esta Sala a crescer e nós com ela; enfim, histórias que se cruzam com Assistentes Operacionais extraordinários que continuarão a fazer falta a esta comunidade educativa que neste espaço físico reside, ano após ano.

Entretanto, eis que surge esta coisa que nem ser vivo é, chamada SARS-CoV-2, e que se entretém a passar de ser humano a ser humano fazendo estragos intoleráveis na saúde, na economia, nas finanças, na sociedade... e, como não podia deixar de ser, na Sala de História, que se encontra agora suspensa, tal como todas as salas específicas da Escola, só se salvando o Laboratório de Química e a Sala de TIC, já que cada turma residirá, e bem, numa sala de aula que será a sua para que não haja muitas movimentações de miudagem pelo espaço escolar.

Não faço a mais pequena ideia a que turma calhou a Sala de História que este ano já deixou de o ser, mas sei que que estes miúdos vão ter sorte porque encontrarão um espaço airoso e visualmente confortável onde permanecerão durante um turno inteirinho de aulas, não sabendo eu se matinal ou, se pelo contrário, será ocupado durante o turno da tarde. Para a semana já saberei.

Fui avisada durante a última reunião de departamento da necessidade de esvaziar a Sala de História. Agradecendo a disponibilidade manifestada da ajuda para o seu desmantelamento, a verdade é que já tinha negociado com quem de direito o esvaziamento de um dos armários que passará a ser usado pela miudagem para aí guardar os materiais de EV, de Ed. Musical, enfim, do que se tornar necessário ao longo deste ano que será, não tenho qualquer dúvida, especialmente difícil.

Por isso, por agora, a Sala de História encontra-se num interregno e muitos dos recursos pedagógicos que são meus já se encontram chez moi

Entretanto, veremos o que se vai passar a seguir. Darei novas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

A Palavra a Ricardo Pereira - Comunicado: Entrega de Petição na Plataforma Eletrónica da AR


A Palavra a Ricardo Pereira - Comunicado: Entrega de Petição na Plataforma Eletrónica da AR
 

No dia 9 de setembro, um grupo de professores contratados entrega a petição “Alteração dos intervalos a concurso, nomeadamente, o ponto 8 do artigo 9º do Decreto-Lei nº 132/2012 de 27 de junho”, através da plataforma eletrónica da Assembleia da República. 

Esta petição está assinada por mais de 4700 cidadãos (https://participacao.parlamento.pt/initiatives/1440). 

Os professores contratados são trabalhadores precários, sem vínculo estável, quase sempre mal remunerados, tendo em conta as despesas de deslocação, já que são tantas vezes colocados longe da residência ou em contratos temporários de curta duração, não tendo qualquer estabilidade profissional nem perspetiva de atingir a mesma. 

Estes professores sujeitam-se, anualmente, às regras do Concurso Nacional e Reserva de Recrutamento, concursos erráticos e arbitrários, que se assemelham a uma autêntica “tômbola da sorte”, já que, até à saída das listas (CI e RR), não sabem a carga horária que lhes vai ser atribuída, quanto irão auferir mensalmente e, consequentemente, quantos dias terão declarados à Segurança Social.

A tipologia dos intervalos do concurso de Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento que, anualmente, determina a colocação dos profissionais de educação lesa os professores em três aspetos, a saber: 

● Discrepâncias na contabilização de tempo de serviço entre professores (inclusivamente criando ultrapassagens dentro do próprio intervalo (0,274 pontos de diferença nos intervalos b) e c)); 

● Diferenças no vencimento; 

● Diferente contabilização dos dias de trabalho declarados à Segurança Social. Quadro 1 – Intervalos a concurso.

O QUE PRETENDEMOS QUE SEJA ALTERADO COM ESTA PETIÇÃO: 

● Diminuição da amplitude dos intervalos dos horários a concurso, de modo a minimizar as diferenças elencadas em termos de vencimento, tempo de serviço e dias de trabalho declarados à Segurança Social; 

● Não incluir horários nos intervalos a concurso cujo vencimento seja inferior ao salário mínimo nacional - sugerimos que estes integrem as Ofertas de Escola, pois, desse modo, só concorreria a este tipo de horário quem manifestasse interesse; 

● Declarar 30 dias por mês à Segurança Social em todos os horários a concurso, já que o horário de um professor integra outro tipo de serviço na escola e responsabilidades extra-horário letivo, não se classificando com a tipologia de um horário a part-time. 

Nos últimos anos assistiu-se a um aumento de horários incompletos nas escolas. Muitos professores, que outrora obtinham colocação em horários completos, sujeitaram-se a concorrer a outro intervalo de horários, única maneira de obter colocação. Além da angústia e da incerteza, ano após ano, de saber se são colocados a 1 de setembro, acresce ainda o receio de descobrir qual o intervalo de horário que lhes vai ser atribuído. 

A amplitude atual dos horários a que os docentes concorrem não lhes permite saber com exatidão qual será o seu vencimento (415 € de diferença – ver quadro 1). Este fica muito aquém das responsabilidades e importância das funções que exercem, provocando insegurança e instabilidade financeira, familiar e emocional, muitas vezes até “pagando” para trabalhar, com o único intuito de acumular tempo de serviço. 

Urge a mudança das atuais regras de concurso, conforme mencionado no texto da petição. 

De referir que o sindicato STOP, no passado dia 2 de agosto, e o sindicato SIPE, no dia 20 de agosto, apoiaram e divulgaram publicamente esta iniciativa através das páginas oficiais do Facebook e no site do STOP: 

https://www.facebook.com/SindicatodeTodososProfessores/posts/2595662367415236; https://www.facebook.com/SIPEnacional/posts/3639511936094221 e https://sindicatostop.pt/peticaopela-alteracao-dos-intervalos-a-concurso-um-por-todos-e-todos-por-um/. 

Salientamos que foi enviado um ofício a todos os sindicatos para apoiarem a divulgação da petição. 

8 de setembro de 2020 

Ricardo Pereira (1º Subscritor)

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Reuniões Presenciais versus Reuniões à Distância em Tempos de Pandemia


Reuniões Presenciais versus Reuniões à Distância em Tempos de Pandemia

Que fique bem claro que, face aos números crescentes de contágio por SARS-CoV-2 registados um pouco por todo o país, sou absolutamente contra a realização de reuniões presenciais docentes para tratamento de assuntos que podiam muito bem ser tratados sem que milhares de professores se deslocassem às escolas portuguesas. Em alguns casos, não tenho qualquer dúvida, a qualidade das reuniões até aumentaria.

Boas Práticas Autárquicas - COVID-19


Boas Práticas Autárquicas - COVID-19

De notar que se esta actuação fosse generalizada ao restante país por certo contribuiria para alguma tranquilização nas comunidades educativas portuguesas.

Quanto mais precocemente detectarmos positivos, mais contribuiremos para uma curva que será de aumento crescente, sem dúvida, mas que importa não deixar descontrolar.

Cascais testa professores e funcionários das escolas

domingo, 6 de setembro de 2020

Alunos em Grupos de Risco Vão Poder Ter Aulas à Distância


Alunos em Grupos de Risco Vão Poder Ter Aulas à Distância

Certo. Certíssimo. Mas e os professores que integram grupos de risco não vão poder leccionar à distância?! Ou mesmo trabalhar em outras funções mas igualmente à distância?! Terão mesmo, como está previsto pelo governo, de não trabalhar de todo sob a "capa" de um atestado médico que é falso? É que estes professores estão dispostos a trabalhar e podem trabalhar, não se encontrando doentes, que fique bem claro... só não o podendo fazer de forma presencial.

E a Ordem dos Médicos não terá nada a dizer sobre isto?

Alunos em Grupos de Risco Vão Poder Ter Aulas à Distância

Ricardo Pereira

 


Ricardo Pereira

Arregaça as mangas e mete pés ao caminho tentando tornar a condição de professor contratado um pouquinho mais digna já que se constata que os políticos, eleitos para nos representarem, cuidam frequentemente de interesses muito divergentes dos interesses da restante população, professores incluídos.

Admiro-o e tenho por ele muita estima, mesmo se não o conheço pessoalmente. Acompanhei de perto a sua última luta, por vezes quase desesperada, para conseguir umas míseras quatro mil e tal assinaturas num universo de mais de cem mil professores e quero aqui deixar referido que nunca, por mais anos que viva, conseguirei compreender e aceitar a apatia de uma classe profissional que devia ser farol intelectual e que devia ser especialmente activa, atenta, crítica, interveniente, informada, solidária, lutadora... pois ajuda a formar as novas gerações de portugueses que deveriam ser tudo menos gente acomodada, demitida, alheada. 

O Ricardo Pereira já entrou há muito na categoria de Professores Muito Especiais que eu fui construindo aos longo dos anos nesta minha actividade de blogger e hoje faço questão de lhe tirar o meu chapéu, com uma enorme vénia, por ver que ele conseguiu atingir os objectivos impostos pelas leis deste país e que irá lutar por uma acusa que é dele, que é dos professores contratados e que é de todos nós, professores dos quadros e mesmo de gente comum que nada tem a ver com a profissão, pela elementar justiça que se impõe recuperar para os mais desprotegidos e vergonhosamente explorados pelo Ministério da Educação que faz deles, literalmente, carne para canhão.

Grata pelo teu magnífico exemplo, Ricardo Pereira

S.TO.P - Pré-Aviso de Greve para os Dias 14, 15, 16, 17 de Setembro


S.TO.P - Pré-Aviso de Greve para os Dias 14, 15, 16, 17 de Setembro

O pré-aviso de greve para os primeiros quatro dias de aulas foi entregue na passada quarta-feira e deve ser entendido como uma arma a utilizar em caso de violações das condições de segurança no regresso das comunidades educativas às escolas.

Não se espera que os professores, assistentes operacionais e restantes trabalhadores que compõem o corpo de trabalhadores das Escolas portuguesas a ela adiram a torto e a direito, de Norte a Sul e de Oeste a Este do país e, neste sentido, esta possibilidade de greve, agora acautelada, deve ser entendida como aquilo que é - acautelar que as condições de segurança sejam razoáveis para todos nós... para não estarmos encerrados daqui a um mês. Caso tal não se verifique, as comunidades educativas têm aqui uma "arma" pacífica a que podem recorrer para demonstrarem o seu profundo descontentamento aos políticos deste país.

Sindicato de professores entrega pré-aviso de greve para os primeiros dias de aulas O pré-aviso de greve do Sindicato de Todos os Professores (STOP) é para os dias 14, 15, 16 e 17 de Setembro.

O Sindicato de Todos os Professores (STOP) anunciou esta quarta-feira que entregou um pré-aviso de greve de docentes e funcionários para os primeiros dias de aulas caso não estejam garantidas condições de segurança que minimizem riscos de contágio de covid-19.

Em declarações à Lusa, o coordenador nacional do STOP, André Pestana, revelou que entregou pré-avisos de greve para os dias 14 a 17 de Setembro, de forma a “garantir a segurança de alunos, professores e funcionários que vão regressar às escolas e que são mais de um milhão”.

sábado, 5 de setembro de 2020

Ser (Ou Não) Desagradável

Auto-Retratos - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Ser (Ou Não) Desagradável

O texto que se segue é do Paulo Guinote. Mas podia ser meu. Neste início de ano lectivo "very" atípico, e depois da formulação do desejo de bom ano lectivo para todos, é mesmo isto que tenho para dizer. De forma escrita que é para eu não me esquecer de nada.

"Depende das perspectivas. Há situações em que ser-se desagradável é a única forma de fazer entender que certos comportamentos e atitudes não podem passar em claro. Há quem não goste. Em especial quando isso é mais do que justo. E tanto mais quanto maiores forem as responsabilidades (e os disparates ou mesmo flagrantes más práticas) de quem não merece que se dê a outra face ou se sorria para ver se tudo fica em claro. Não faz o meu género; prefiro ser tido como desagradável do que como complacente ou cúmplice. Até porque não acredito muito na justiça divina no Além, Aquilo já deve estar tão povoado que até quem seja omnisciente e omnipresente terá dificuldades em detectar tod@s as sacaninhas que lá dão entrada. Pelo que é muito importante que se comece a fazer o trabalho logo pelo Aquém."

Paulo Guinote


quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Bom Ano Lectivo


Bom Ano Lectivo

O ano lectivo 2020/2021 vai ser especialmente exigente para cada um de nós. Alunos, professores, pais, encarregados de educação e restantes membros das diferentes comunidades educativas vão-se confrontar com dinâmicas já afloradas, sentidas e percepcionadas no final do ensino presencial, em Março passado, ensaiadas nas secundárias a partir de Junho para os alunos de 11.º e 12.º anos... mas nunca exploradas no dia-a-dia das nossas escolas, de todas as nossas escolas, de uma forma sistemática e diária.

Retornamos às escolas portuguesas com a consciência de que este será um ano anormal, limitativo, castrador mesmo na nossa actividade docente diária e que exigirá de todos nós energia e paciência redobradas.

Hoje quero desejar a todos um bom ano lectivo, dentro de todas as limitações que teremos de enfrentar, e que possamos todos, sem excepção, terminá-lo em boas condições físicas e psicológicas.

E lá vamos nós...

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Padlet - Aulas de História


 Padlet - Aulas de História

E o trabalho prossegue, devagar, devagarinho, levando sempre a água ao meu moinho.

Nota - Para aceder ao padlet em construção, é favor clicar sobre a imagem.

A Palavra a Maria do Carmo Cruz - Homenagem aos Professores



Trabalho de Zé Miguel Pereira

A Palavra a Maria do Carmo Cruz - Homenagem aos Professores

"Eu sou professora. Adoro ser professora. Ser professor não é ter uma profissão, é ser aquilo que se é. Um professor não deixa de ser professor quando acabam as aulas nem quando não tem testes para fazer ou corrigir. A alma não se guarda numa pasta ou num ficheiro. A alma de um professor nunca envelhece. Os seus olhos podem já ver mal ou as suas pernas já não terem muita força, mas o coração de um professor nunca deixa de se comover com a juventude daqueles que ensina e é nessa fonte que dá de beber à vida. Um professor tem paixão. Os alunos nunca esquecem a paixão de um professor. A paixão de um professor é aquilo que fica nos alunos como a maior lição. Quando se esquecerem da matéria, fica a alma. Um professor é decisivo na vida dos seus alunos. Olha para eles para olhar por eles. Um professor pode não ter explicação para tudo, mas dá sempre o exemplo. Um professor não ensina só o que sabe, ensina o que é. Um professor é aluno toda a vida. Nunca perde a capacidade de se maravilhar com a novidade das coisas, mesmo as mais antigas. Nunca perde a curiosidade e nunca deixa de acreditar que pode mudar o mundo. Porque o professor sabe que pode. Fê-lo muitas vezes ao longo da sua vida e sabe que, para um mundo diferente, é preciso fazer a diferença. O professor testemunha todos os dias o milagre da vida. Não o de dar à luz, mas o de oferecer a luz."

Maria do Carmo Cruz

O Tomate da Vovó

 
O Tomate da Vovó - Serra da Aboboreira - Amarante 

Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

O Tomate da Vovó

É biológico, está a pintar e vai ser comido não tarda nada. É "apenas" o meu primeiro tomate mas, por isso mesmo, ficará para sempre na história que é minha.

- Vóvó, vovó, já está a ficar vermelho!!!

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Alunos Meus e a Sala de História - A Desconfinar de Forma Surpreendente

Máscara de Teatro Grega - Pasta de Papel e Pintura Acrílica
Fotografia de M. C.

Alunos Meus e a Sala de História - A Desconfinar de Forma Surpreendente

São todos especiais e únicos e ponto final. Mas, por vezes, alguns alunos, tornam-se surpreendentes no carinho e dedicação que demonstram por uma disciplina que podia ser apenas mais uma no seu percurso escolar.

Este trabalho foi realizado por uma aluna, privada da maioria das aulas de História em regime presencial - na verdade, com a semestralidade, a turma em que ela se insere pouco mais de um mês teve de aulas físicas até confinarmos e fecharmos a nossa escola a sete chaves, na tentativa de impedir o pior à conta do SARS-CoV2.

Ontem enviou-me esta fotografia com a seguinte legenda - Máscara de teatro grega - Gosta?

Como não amar, Aluna Minha?!

E como não recordar os vossos pedidos, feitos durante a última aula síncrona, reservada para a vossa/nossa auto e heteroavaliação?!!!

Professora, se para o ano confinarmos de novo, pelo menos a professora pode dar-nos as aulas síncronas a partir da nossa Sala de História? E pode continuar a mostrar-nos os recursos que estão dentro dos armários?

Ficou combinado! Não vos falharei no cumprimento do acordado entre nós e não ser que a polícia me impeça.  

domingo, 9 de agosto de 2020

Pôr-do-Sol em Tempos de Pandemia


Pôr-do-Sol em Tempos de Pandemia - Amarante

Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Pôr-do-Sol em Tempos de Pandemia

Na Serra da Aboboreira, claro está!

 
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