terça-feira, 17 de setembro de 2019

Jardins Amarantinos - Sinta-se Convidado


Jardins Amarantinos - Sinta-se Convidado

Em S. Gonçalo, Amarante, ontem, andando sobre paralelos ornamentados de ervas loucas.

Jardins Amarantinos - Sinta-se Convidado

Ervas Loucas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Jardins Amarantinos - Sinta-se Convidado

São jardins loucos, selvagens, indomáveis, resistentes, pujantes e originais, os que amiúde despontam teimosamente por entre as pedras/calhaus dos passeios, das ruas, das quelhas, dos muros da minha cidade.
Mas, se os vier espreitar, acautele-se! É que estão tão mas tão viçosos e fortes que, a cada passo, vai de expulsar os transeuntes dos passeios obrigando-os, literalmente, a descer para a rua, para as ruas por onde, sim, eu sei que é original!, passam carros.
Dizem que são jardins ecológicos... e eu, confesso, olho para eles e só penso na minha Preciosa...

Portugal - O País das Assimetrias Crescentes


Portugal - O País das Assimetrias Crescentes

Com sacrifício pessoal, dei-me ao trabalho e à pachorra de escutar o debate que opôs António Costa a Rui Rio... ou que opôs Rui Rio a António Costa, como preferirem.
E Rui Rio vincou uma indignidade, que não lembra ao diacho, e à qual eu somente acrescentaria, sublinhando - Então o tempo de serviço rouba-se aos professores???!!! Então é uma questão de opção entre as obras do IP não sei das quantas, que parece que continua na mesma, e a contagem integral de um tempo de serviço dos professores, tempo este efectivamente trabalhado?!!!
Ok, Costa! Vou ali e já venho! Pelo caminho, votarei contra. Porque não vos admito que me roubem nem um segundo do tempo que trabalhei, porque não admito que o governo do meu país mande fazer reuniões ilegais, de avaliação, de final de ano, determinantes, portanto, para os alunos... alterando, posteriormente, a legislação a gosto. Estes são comportamentos indignos de um país que eu não desisto de ver mais asseado.
E já nem gasto mais latim, sob pena deste post ficar quilométrico.

"Professor do secundário no topo da carreira com um filho juiz estagiário, ganha menos que o filho"

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

domingo, 15 de setembro de 2019

Professores do Século XXI


Professores do Século XXI

De muletas ou de braços ao peito, como quem usa umas carteirinhas fashion.
E sim, isto tende a piorar...

Companheirinha

Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Companheirinha

No campo, é o meu braço direito... e é o esquerdo também e, sem ela, a minha manutenção física e intelectual nunca atingiria o grau de refinamento que por estes dias apresenta.
Acompanha-me os dias no campo, vai à minha frente e eu sigo-lhe os passos e, pelo caminho, corta silvas, giestas, carvalhotos que despontam aqui e ali e o mais que ouse atravessar-se à sua frente. Parece dócil, mas na verdade é indomável e tem uma energia sem fim.
Gosto mesmo dela. E chamo-lhe Preciosa. Porque transforma mato louco quase num relvado...

Reconhece... e Depois?!


Reconhece... e Depois?!

Governo reconhece envelhecimento docente, Fenprof diz que tutela nada fez

sábado, 14 de setembro de 2019

"Não Matem a História"


"Não Matem a História"

Esta afirmação em concreto, que dá título a este meu post, não é minha... mas podia ser de tantas e tantas vezes que já referi este problema educativo nacional.
Todos os professores de História deste país conhecem a história das cargas horárias da disciplina que leccionam e como ela tem sido amputada ao longo dos anos, seguindo e segundo figurinos que vão variando com as modas, mais ou menos efémeras, mas que, regra geral, servem apenas para diminuir a disciplina e não para a respeitar.
Hoje, subscrevo a colega Maria José Gonçalves - "Não matem a História"!

Retirado daqui.

Perda

Vida - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Perda

Não era Amarantina de nascimento mas era, ainda mais importante, uma verdadeira Amarantina do coração. Disponível, sensata, cordata, culta, informada... era uma comunicadora nata com quem eu muito gostava de conversar e, frequentemente, com quem partilhei mesa, tomando café no Largo do nosso mútuo contentamento.
Pelas suas mãos de Professora passaram muitos miúdos e miúdas, múltiplas gerações que com ela aprenderam e cresceram, amparados pela sua sapiência... e paciência. Viveu uma vida cheia, plena, com tudo o que ela lhe deu muito saboreado, por vezes muito sofrido.
É verdade que ninguém é uma só vida, como afirma Mia Couto, mas também é verdade que, no dia 12 de Setembro de 2019, Amarante ficou incomparavelmente mais pobre.
Era uma Amiga. Estou-lhe grata por todo o apoio que me deu ao longo de décadas.
Até sempre!

Sondagem dá maioria absoluta ao PS


Sondagem dá maioria absoluta ao PS

Juro-vos que não acredito nos resultados desta sondagem e que desconfio, infelizmente, de (quase) tudo o que sai do ISTE, da SIC e do Expresso relativamente ao ps.
Juro-vos que, se esta sondagem se verificar como correcta, ficarei espantada, estupecfacta mesmo pela falta de memória revelada pela generalidade da população portuguesa. Afinal, o (des) governo absoluto de Sócrates, com braço direito de Costa, já foi esquecido?!

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Bom Ano Lectivo Para Todos


Bom Ano Lectivo Para Todos 

Hoje, em dia em que decorreu a recepção aos encarregados de educação e aos alunos no meu agrupamento, e em dia em que partilhei por aqui, por ali e por acolá, um PPT destinado exactamente a servir de guião para esta primeira reunião, não posso deixar de recuperar um velho texto que escrevi neste blogue, no dia 13 de Junho de 2008, por curiosidade, igualmente uma sexta-feira, e que fala da importância da partilha.
O texto continua, em grande parte, actual... mas já não estou a trabalhar na ESA e, confesso, durante estes já mais de dez anos passados, consegui fazer muito trabalho colaborativo com uma boa dúzia de professores/professoras com quem muito aprendi ao longo do tempo, alguns que felizmente me continuam a acompanhar os dias no agrupamento em que continuo a dar o corpo ao manifesto.
Estou-lhes grata por tudo. Eles sabem quem são.
E, posto isto, votos de excelente ano lectivo para todos quantos constituem as comunidades educativas! Estamos prontos para uma nova volta, para uma nova viagem que agora tem o seu início.

Educação e Vida

Hoje posto um vídeo belíssimo com fotografias de um dos fotógrafos que eu mais admiro a nível mundial, e que por diversas vezes já referenciei neste blogue - Gregory Colbert. O texto, em português do Brasil, é sem dúvida muito pertinente ao nível das práticas educativas que precisam, de facto, de novos paradigmas neste nosso século XXI.
Um é a partilha. A partilha do saber, do conhecimento, a partilha das práticas e da experiência, a partilha das emoções. Já falei sobre isto anteriormente e continua a fazer-me confusão a não saída, do que quer que seja, de dentro para fora da sala de aula. Apesar dos riscos envolvidos, eu que o diga que já os senti bem na pele, acredito que a melhoria do ensino passa obrigatoriamente por uma abertura que ainda só desponta aqui e ali, acredito que a melhoria do ensino passa obrigatoriamente por uma partilha generosa, desinteressada e madura que igualmente ainda mal desponta aqui e ali. Da partilha resultará uma enorme evolução profissional. Acredito nisto. Porque se uns fazem bem aqui, outros fazem bem acolá, e é deste contacto com práticas diferenciadas que nasce a inspiração colectiva. Acredito mesmo nisto. E por isso pratico a partilha.
Outro é o não ter medo perante os novos desafios que nos vão sendo colocados, a nós que já temos alguma idade, mas que não podemos estancar no tempo, porque estancar é ter direito ao nosso certificado de óbito precoce em todos os aspectos da vida. Vida profissional incluída. Também acredito nisto. Recuso-me a ser uma professora obsoleta. Mais, recuso-me a ser uma pessoa obsoleta.
O outro é o trabalho colaborativo. Confesso que neste campo as escolas em geral, a minha em particular, não promove este tipo de trabalho. Tanta hora se escoa em horas de Departamento e não há horários para trabalho com os pares, neste caso com o meu grupo de História, o que faz com que cada um trabalhe para si próprio, e para as suas turmas, no mais profundo isolamento. Também não há horários para trabalho entre diferentes departamentos o que faz com que os esforços a este nível sejam isolados, desgarrados e muitas vezes percam eficácia. Eu, pessoalmente, continuo a sentir enormes carências e falhas ao nível das novas tecnologias que vou tentando colmatar, como posso, recorrendo ao meu 112 informático, chamado Helder Barros, que me vai dando uma dicas sobre como fazer isto ou aquilo através do msn, ou mesmo lá na escola quando conseguimos conciliar disponibilidades. Obrigada Helder, obrigada por aturares a melguita! Ou seja, e para concluir, se eu sinto que progrediria muito mais, enquanto profissional e enquanto pessoa, com mais partilha entre nós e mais trabalho colaborativo, outros sentirão o mesmo, não? Aqui fica a pergunta.


Nota - Outras reflexões à volta desta temática da partilha, tão cara para mim, podem ser lidas se clicarem aqui.

Partilha - PPT - Reunião com Encarregados de Educação


Partilha - PPT - Reunião com Encarregados de Educação

Tenho um guião em Powerpoint que sigo, mais ou menos escrupulosamente, durante a primeira reunião com os encarregados de educação, e cujo conteúdo é composto de regras a cumprir, colaborações a prestar, enfim, orientações e informações gerais que as escolas ou agrupamentos definem como de abordagem obrigatória ou aconselhável.
É evidente que este PPT foi realizado por mim estando, por isso, adaptado à realidade do meu agrupamento. Este ano lectivo já mo pediram via e-mail e, assim, relembraram-me que, de facto, ele pode dar jeito a mais alguém. O PPT está descodificado, o que quer dizer que podem alterar o que muito bem entenderem, ok? Se o quiserem, deixem-me o vosso e-mail na caixa de comentários do blogue ou enviem-me directamente um e-mail que eu vos enviarei o dito cujo.
Abram o PPT e activem a edição. E pronto, podem alterar o que acharem por bem.
Bom trabalho!

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

O Massacre dos Alunos e dos Professores Portugueses

Imagens recolhidas na net

O Massacre dos Alunos e dos Professores Portugueses

A permanência/o massacre dos alunos e dos professores portugueses em aulas e mais aulas e mais aulas expressa-se assim:

1.º Ciclo

Portugal - 5.460 horas em aulas
Média da OCDE - 4.258 horas em aulas

2.º ciclo (5.º e 6.º anos)

Portugal - 8.214 horas em aulas
Média da OCDE - 7.260 horas em aulas

Ora, como sabemos, tudo o que é demais, enjoa... ou sobra.
Ora, como sabemos também, esta é a maneira mais fácil de assegurar que os pais destes filhos têm mais disponibilidade para dar o corpo ao manifesto, trabalhando de sol a sol. Afinal, os professores também aguentam trabalhar de sol a sol, não é assim? E os alunos... afinal, de pequenino se torce o pepino, certo?
E viva a escola a tempo inteiro! Tudo a tempo inteiro, até ao estouranço final!

Dados retirados daqui.

sábado, 7 de setembro de 2019

O ps e a (Não) Contagem do Tempo de Serviço dos Professores


O ps e a (Não) Contagem do Tempo de Serviço dos Professores

Este ps escreve-se com letra mesmo muito miudinha. Assunto encerrado, seus pantomineiros?
O meu tempo de serviço não se rouba, conta-se. Simples, simples!

Nota - Esta afirmação de António Costa teve uma vantagem - falou claro. Vai daí, só será enganado quem quiser.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Obrigada, Professor Santana Castilho!


Obrigada, Professor Santana Castilho!

"Para os Professores, com estima

Não vejam nostalgia (embora por vezes vá parecer). Vejam o galope (que a escrita não traduz) a que o meu cérebro põe o meu coração, quando pensa no ano penoso que se inicia para tantos professores.
Poderia começar por recordar à sociedade desinteressada pelos seus professores números apurados por Raquel Varela: 22.000 usam medicação em demasia; 85% manifestam sinais de despersonalização; 47,8% apresentam sintomas preocupantes de exaustão emocional; 91% consideram que baixou o prestígio da profissão; 31% expressam desmotivação para ensinar; 85% referem que o Ministério da Educação não valoriza o seu trabalho; 80% sentem que diminuiu a sua autonomia e o seu poder de decisão.
Poderia perguntar a todos os políticos, que se aprestam a ir a votos, como conciliam a desconsideração e a exaustão assim expressas com as promessas que sempre fazem. Poderia detalhar o perfil profissional oculto dos que deviam simplesmente ensinar e acabam psicólogos, assistentes sociais, funcionários administrativos, instrutores de processos disciplinares, mediadores parentais, vigilantes de recreios, socorristas e tudo o mais que um escabroso assédio laboral e moral lhes despeja em cima.
Poderia referir-me aos pequenos monstros saudosistas e populistas, que odeiam os professores e que vão saindo detrás das pedras onde se acocoraram há 45 anos.
Poderia falar de António Costa, para quem professor é “capital humano” que se arruma ano a ano, e do seu bem-sucedido esforço para limitar o direito à greve de várias classes profissionais, que teve nos professores o primeiro ensaio, num processo onde se ameaçou, impôs e proibiu, com artimanhas para causar medo e desmobilizar, tudo com a conivência de uma sociedade que se deixou manipular e virar contra aqueles a quem entrega os filhos durante mais tempo do que passa com eles.
Poderia citar o aumento do centralismo do Estado, promovido por um ministério que planta plataformas informáticas a eito, para vigiar e impor uma estranha quanto pérfida autonomia pedagógica.
Poderia dissertar sobre as decisões cruciais que têm vindo a ser tomadas por políticos pedagogistas, adolescentes e caprichosos, que dominam uma classe proletarizada, anestesiada e entretida com doutrinas que se sobrepõem facilmente à razão profunda.
Poderia narrar o trabalho obrigatório a que os professores estão sujeitos para decifrar e cumprir torrentes de solicitações asfixiantes, sob nomes pomposamente modernos mas substantivamente inúteis.
Poderia recordar os insultos e as agressões a que alguns pais e alunos sujeitam os professores, a coberto da passividade protectora do bom nome das instituições.
Poderia trazer-vos às lágrimas contando histórias (que um dia escreverei se sobreviver aos seus protagonistas) de professores-heróis que, generosa e silenciosamente, arrancaram pedaços de si para resgatar alunos perdidos por intermináveis desamparos de pais e do Estado.
Poderia traçar-vos perfis diferentes de tantos professores com quem me cruzei ao longo da vida: o professor-filósofo, o professor-mestre, o professor-rebelde, todos professores-professores, caracterizados pelo amor aos seus alunos.
Poderia, para homenagear todos, vivos e mortos, meus e de todos, evocar dois dos meus professores, já falecidos: ele, professor-família, que foi o primeiro de tantos que me ensinaram a ser professor; ela, professora-amor proibido, que transformou a minha adolescência, fadada para ser pobremente limitada, numa adolescência vivida sem limites.
Poderia perguntar-vos, olhos nos olhos e de coração apertado, que outros profissionais partem todos os anos para longe dos próprios filhos, para cuidar dos filhos dos outros, por pouco mais de mil euros de salário.
Este condicional repetido foi tão-só a figura retórica que me ocorreu para dizer a quem me ler porque abraço hoje, estreitamente, todos os professores que, pelo país fora e por estes dias, vão acolhendo com abraços as crianças e os jovens que retornam às escolas.
Dito isto, queridos professores, levantem-se do chão. Retomem a independência intelectual necessária para impedir que o acto pedagógico se transforme em prática administrativa ou obediência doutrinária e não confundam a verdadeira autonomia com uma dissimulada ditadura de metodologias, por mais “activas”, “democráticas” ou “de projecto” que se digam."

In “Público

António Costa - A Aldrabice Rende?


António Costa - A Aldrabice Rende?

Pois parece que há quem goste desta forma rasca de fazer política...
Confirme aqui a aldrabice.

Por Inglaterra - A Importância da História...


Por Inglaterra - A Importância da História...

... e o sentido de humor, peculiar, dos britânicos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Praia Jurássica de São Bento - Porto de Mós

Praia Jurássica - Porto de Mós
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Praia Jurássica de São Bento - Porto de Mós

A praia, Jazida de Equinodermes do Cabeço da Ladeira, do Jurássico, situada na Serra de Aire e Candeeiros, com uma datação aproximada de 170 milhões de anos, é uma raridade a nível mundial e parece que só tem paralelo numa outra encontrada na Suíça.
Não é muito fácil chegar até ela uma vez que, depois da primeira tabuleta encontrada, que indica a direcção da preciosidade, não voltamos a ver outra nem mesmo quando não era nada óbvia a direcção a seguir. Mas enfim, lá conseguimos chegar ao sítio, às apalpadelas. E o sítio revelou-se escandaloso pelo aparente (?) abandono a que está votado... não imagino desde quando.
A praia foi descoberta em 2003, muito embora tenha sido mais amplamente divulgada a sua existência apenas uma década depois. Não sei o que correu mal, entretanto, para a praia estar, aparentemente(?), literalmente (?) abandonada.
Existe de facto uma tabuleta, com indicações fotografias(?) e explicações mas que já conheceu muito melhores dias e que, com a incidência solar, se tornam quase ilegíveis e a praia, o fundo marinho, que pertenceu a um mar interior de baixa profundidade, situado, à época, perto do Equador, está já com ervas a crescer desenfreadas lá pelo meio. Quanto à protecção e vigilância, que seria suposto existir num local desta importância e raridade a nível mundial... confesso que não vi sinais de nada de nada - com efeito a praia está exposta à erosão, ao vento, à chuva, à geada, à neve, ao sol escaldante e às baixas temperaturas e a amplitudes térmicas que serão, seguramente, medonhas para o espólio em causa, para além do mais, de uma beleza muito rara. E, como se não bastasse, e para além deste problema, que já não é pequeno, a praia está para ali, abandonada (?), à mercê de actos de vandalismo.
A sério, não entendo isto.

Ou estaremos perante simples réplicas?!

Nota - Tanto quanto consegui apurar, alguns fósseis foram de facto retirados para estudo aprofundado, não sei se dois, se alguns mais, mas, no essencial, a praia jurássica mantém-se original.



Pode ler mais sobre esta praia, clicando sobre as hiperligações a vermelho.

https://zap.aeiou.pt/projeto-para-praia-jurassica-de-porto-de-mos-pronto-este-ano-32290

https://nationalgeographic.sapo.pt/historia/grandes-reportagens/287-uma-praia-jurassica-out2014

https://www.publico.pt/2014/01/17/local/noticia/autarquia-exige-contrapartidas-por-retirada-de-fosseis-em-porto-de-mos-1620037

https://www.municipio-portodemos.pt/pages/1291?news_id=279

Viola Amarantina


Viola Amarantina

A viola amarantina é nossa, especificamente nossa. Já esteve meia morta mas, entretanto, renasceu.

As minhas sinceras homenagens e agradecimentos a todos quantos contribuíram, e contribuem, para este renascimento dando todos os dias o corpo ao manifesto.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

O Dejá Vu de Uma Luta Justa Boicotada Também pela Imprensa


O Dejá Vu de Uma Luta Justa Boicotada Também pela Imprensa

O alarmismo/circo em volta da greve dos camionistas está montado. Os noticiários, que tive a pachorra de ver em todos os canais, exploram até à náusea as filas nas bombas, as opiniões nas bombas, as bombas, as bombas... ainda e outra vez as bombas e boicotam/omitem informação relevante mas que não lhes interessa minimamente/de todo passar. Nada que me espante, face ao boicote que já anteriormente foi feito à luta dos professores, dos enfermeiros, dos estivadores, agora dos camionistas.
Custa-me assistir a isto no meu país. Vêm-me à memória lembranças de uma outra luta onde me embrenhei até ao tutano... para perder, sob a bota de um governo que se arrogou ao desprezo total por um trabalho que é sério - avaliação de alunos - e que deu ordens ilegais aos professores que, quais cordeirinhos, as cumpriram, os que as cumpriram, reunindo e avaliando alunos na ausência de um, dois, três, quatro professores... não interessa o número, bastava um para que as reuniões de avaliação em causa serem ilegais! Mas, e depois? E depois estava feito, e a legislação foi alterada a contento e hoje somos o que somos, com um direito à greve bem mais coartado, espezinhado que foi pelo ps no governo, que contou com a ajuda do pcp - estes pagarão bem caro a brincadeira já nas próximas eleições! - e que contou com a inestimável ajuda de uma comunicação social feitinha com um governo que se diz socialista mas que de socialista nem a sombra tem.
Custa-me assistir a isto no meu país. Um país feito de baixos salários para a maioria da população trabalhadora, de horários de trabalho completamente desregulados, de exigências mais do que muitas, de explorações muitas da parte de privados mas também do Estado que não cumpre, e não cumpre!, com coisas tão básicas como a contagem do tempo de serviço congelado aos professores para efeito de progressão na carreira mas que é um país feito a contento de meia dúzia de pessoas, de famílias, generoso nos compadrios, nos esquemas, nas falcatruas, nas ganâncias, uma autêntica vaca leiteira para a banca que nos arruína. A nossa Democracia, temo, está já ligada às máquinas, quando parece que se esgota nas urnas, quando o Estado se prepara para mandar substituir trabalhadores em greve.
Como cantava o Zeca, eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada.
Hoje as televisões não passaram um comunicado conjunto de uma série de sindicatos de múltiplos sectores, solidários com a luta dos camionistas, preocupados com a anulação prática de um direito constitucional que, por estes dias, está já pelas ruas da amargura - o direito à greve - pelas mãos e pelas botas de políticos miseráveis que nos retiram o que é nosso por direito desviando-o para poços sem fundo que beneficiam sempre os mesmos.
Aqui fica o comunicado/petição.

CONTRA A MISÉRIA DOS SALÁRIOS E A ANULAÇÃO DO DIREITO À GREVE

Os signatários deste comunicado manifestam o seu apoio aos motoristas de matérias perigosas e mercadorias porque
• Os trabalhadores continuam a auferir salários miseráveis quando os seus congéneres europeus trabalham menos e ganham muito mais;
• Os portugueses continuam a ser obrigados, em nome da austeridade e da produtividade da economia nacional, a cumprir horários de trabalho prolongados, em turnos abusivos, quando nos países da chamada Europa desenvolvida a semana de trabalho tem vindo a ser reduzida;
• A ANTRAM, associação patronal dos motoristas, quer continuar a explorar os motoristas e restantes trabalhadores ao seu serviço com baixos salários e más condições de trabalho; continua a ignorar - tal como o Governo - um conjunto de ilegalidades denunciadas pelos trabalhadores de desrespeito pelo pagamento das contribuições devidas, mantendo parte dos pagamentos de salários através de subsídios que, assim, não são contabilizados para a reforma, acidente ou baixa dos trabalhadores, realidade que saqueia não apenas os motoristas mas também a generalidade dos contribuintes;
• Ninguém pode ficar indiferente aos dias de trabalho extenuantes e riscos associados ao trabalho dos motoristas, estratégico e especializado, pago com um salário base de 700€ mensais, muito perto do salário mínimo, com o qual ninguém consegue sobreviver com dignidade.
• Os objectivos dos motoristas são justos e os meios de exercer o direito à greve são totalmente legítimos e devem ser defendidos por todos os portugueses, ainda mais agora que a definição de serviços mínimos generalizados a 100% constitui, de facto, a anulação do direito à greve.
• O direito à greve está a ser violentamente atacado - como nunca o foi até hoje - com o governo de António Costa a pretender, com a intervenção do exército, das forças policiais e dos bombeiros, destruir um direito fundamental dos trabalhadores, consagrado constitucionalmente, prática que servirá, no futuro, para aplicar a todas as greves que possam ter algum impacto na economia.
• A luta dos motoristas é uma luta por eles próprios, mas também por todos os trabalhadores que se encontram em igual situação de salários de miséria, horários e turnos prolongados, ritmos que levam à exaustão, com as nefastas consequências pessoais e familiares que todos conhecemos.

Por tudo isto, Sindicatos, dirigentes sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores, nomeadamente dos sectores dos Portos e Aeroportos, Educação, Comunicação, Indústria Automóvel, da Banca e da Administração Pública, bem como todos aqueles que, individual ou colectivamente, se identifiquem com este Manifesto, expressamos a nossa solidariedade para com a actual luta dos motoristas, conscientes de que, ou construímos um calendário rumo a acções unificadoras das lutas contra esta política de baixos salários e de aniquilação dos direitos laborais, ou dificilmente estaremos em condições de derrotar mais este ataque brutal aos direitos dos trabalhadores.

Organizações Subscritoras: A Casa - Associação de Defesa dos Direitos Laborais; SNPVAC - Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil; SEAL - Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística; STASA - Sindicato dos Trabalhadores do Sector Automóvel; STCC - Sindicato dos Trabalhadores dos Call Center; S.TO.P - Sindicato de Todos os Professores; MUDAR Bancários; STMETRO - Sindicato dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa; SOS Handling; MPO - Missão Pública Organizada

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Amarante - Rua da Cadeia em 7-8-2019


Amarante - Rua da Cadeia em 7-8-2019. 

A luz da rua não é muita, é certo, mas a verdade é que existe uma enormesca diferença entre pouca luz e nenhuma.
Hoje é um dia histórico. É que a EDP, pela manhã, pariu luz...




Casas Mínimas


Casas Mínimas

Um desafio enormesco à contenção.








A EDP Funciona?


A EDP Funciona?

Veremos, mais logo à noite.
Entretanto, Bom dia!

Nota 1 - Os problemas com a iluminação desta rua, frequentemente quase inexistente, arrastam-se desde finais de 2018. É obra!
Nota 2 - Com os meus agradecimentos pelo envio da fotografia, Vizinhança Boa!

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Jóia de Luz - Trabalhos em Curso

Trabalhos em Curso - Barca - Serra da Aboboreira - Amarannte
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Jóia de Luz - Trabalhos em Curso

Guardo na minha memória lembranças de dias de infância muito felizes passados à solta nos quintais dos meus avós Rodrigo e Luzia, em Cepelos, cavalgando as videiras, fazendo delas autênticos cavalos selvagens, fazendo corridas de sameiras, brincando aos índios e aos cowboys, apanhando girinos nos charcos, apanhando rãs que pendurávamos pelas patas traseiras nas ramadas sobre o tanque esperando que a nossa fosse a última a perder a força nas canetas e a mergulhar para a água, fazendo tendas à volta dos troncos das árvores de fruto...

Ora, o meu neto por certo não esquecerá muitas das coisas que vão acontecendo durante o seu crescimento e a tarde de hoje será, certamente, uma das tardes inesquecíveis da sua tão jovem vida.
Primeiro cortamos e preparamos os troncos dos castanheiros. Depois ele transportou-os, alguns com a ajuda do seu bisavô, os dois felizes a darem-me ordens de faz-se assim ou de faz-se assado.
E a tenda não foi iniciada sem que antes se fizesse o seu projecto no chão, ordens do mais novo da prole. E só depois passamos à acção, cava buracos, Anabela Maria, encosta os troncos uns aos outros, ata-os com uma corda de sisal e eis que a base da tenda está pronta.
Ainda falta muito para a dita cuja estar terminada... mas ainda bem, é que convém fazer render o peixe à Jóia de Luz... e, além do mais, há coisas mais importantes do que a mera chegada à meta quando o percurso é, bem, é simplesmente delicioso!
Está a ser o caso.
 
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