sexta-feira, 24 de março de 2017

Sala de Aula, Alunos e Formação Cívica

O recreio visto a partir da Sala de História - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Sala de Aula, Alunos e Formação Cívica

Esta é a minha Sala de Aula por excelência. Esta é a sala de Aula de História, do 3.º Ciclo, que existe na minha escolinha. Eu estou dentro dela e fotografo o canteiro cheio de flores que todos os anos nos presenteiam de rosa anunciando a Primavera. Os meus alunos actuais esticam-se cá fora ainda em tempo de intervalo. Correm, saltam, sorriem, gargalham, sorriem-me, falam na minha direcção.
Impossível não pensar nos meus outros alunos de uma minha direcção de turma que tive ali mesmo, naquela mesma sala 4.6. Foram eles que plantaram estas begónias que agora florescem, que colocaram estes calhaus rolados dentro do canteiro da minha Sala de História. Foi há tantos anos... chamavam-se Luís, Sérgio, Carina, Ana Catarina, Rafaela, João, Zé Diogo, Liliana, Orlando, Patrícia... meus deuses, foi há tantos anos... e as plantas por eles plantadas ainda sorriem para nós, alegrando-nos os dias, alegrando-me os dias.
Adoro este canteiro. Adora esta minha Sala de História. E adoro os meus alunos. Os de ontem, os de hoje e os de amanhã.

Orçamento Participativo das Escolas


Orçamento Participativo - E.B 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Orçamento Participativo das Escolas

Hoje, os alunos do 3.º Ciclo da E.B 2/3 de Amarante foram a votos. E não estiveram sós pois todos os outros alunos, espalhados pelas escolas onde existe 3.º Ciclo e ensino secundário, foram chamados a votar uma medida de melhoria a introduzir na Escola que também é deles e da qual eles podem ser beneficiários. Deu-se, assim, cumprimento às directrizes do ministério da Educação que, pela primeira vez, deu voz ao alunos solicitando-lhes a apresentação de uma proposta, a defesa da mesma e a posterior sujeição a votação.
Este processo democrático é importante para que os alunos tomem contacto com uma cidadania que só se exerce quando praticada.
Parabéns a todos! O processo eleitoral decorreu dentro da maior normalidade e do maior civismo.

Nota - Se quiser saber mais clique em http://www.dgeste.mec.pt/ope/.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Serra Nevada da Aboboreira

Serra Nevada da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Serra Nevada da Aboboreira

É certo, a neve caiu no meu jardim da Serra da Aboboreira. Caiu também não muito longe do centro histórico de Amarante, dizem-me que em Cepelos... e Fregim... e Gondar... e Mancelos... pena que não tenha nevado aqui mesmo tal como em Janeiro de 2009!
Brrrrrr...está um frio de rachar! Se lhe acrescentássemos a neve... seria perfeito!

Partilha de Almoço

O meu almoço - Cantina da E. B 2/3 de Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Partilha de Almoço

Este almoço que agora partilho com os meus leitores, foi-me servido ontem na cantina da E. B. 2/3 de Amarante. Foi um excelente almoço, sem dúvida equilibrado do ponto de vista nutricional. Na fotografia não está visível a sopa de legumes, que estava óptima e que comi na íntegra, e também não se vê a peça de fruta, que igualmente comi.

E o que deixei deste meu prato? Pois, as espinhas deste peixinho... e nada mais porque sou uma linda menina que abomina deitar comida fora.

E sim, serve este post para ajudar a desmistificar um certo mito urbano por aí algo espalhado... pelos alunos, desde logo! mas também por alguns adultos que se deixam ir na conversa dos miúdos...
Quem recusa um almoço destes?!

Ver para Querer - O Famoso Youtuber Amarantino Veio à Escola

O Youtuber João Pinetree em Acção - E.B. 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Ver para Querer - O Famoso Youtuber Amarantino Veio à Escola

Chama-se João Pinheiro mas é mais conhecido por João Pinetree. É amarantino e é youtuber!
Ontem, meio enrascados com a possibilidade de produzirmos um vídeo sobre o desperdício alimentar da nossa cantina a resultar num produto final pouco mais do que uma caca, foi nele que pensamos de imediato... "Quem fazia isto em três tempos e uma beleza era o João Pinetree!"
E pronto! O João Duro contactou-o, eu fiz o mesmo, a mãe Eduarda deu uma mãozinha e eis que hoje já estava tudo pronto para as filmagens, tudo alinhavado com a nutricionista Rita Magalhães, hoje a nossa ponte com a Ordem dos Nutricionistas, actor principal escolhido, obrigada Xico!, os alunos da minha direcção de turma a servirem de actores secundários, obrigada meninos e meninas! e... e... um... dois... Acção! Quase quase tudo filmado! Amanhã, dia de peixe, só repetiremos as filmagens em time lapse dos desperdícios propriamente ditos porque hoje, ao almoço, foi servido um prato de carne, excelente por sinal!e alguns miúdos até quiseram repetir!
Darei novas.
Entretanto, um infinito obrigada a todos os que de algum modo ajudaram a que as filmagens decorressem a contento.

Nota - Já há miúdos nitidamente entusiasmados à conta do Ver para Querer!

Zumba

Aula de Zumba - E. B. 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Zumba

Foi ontem. Toca a mexer os ossos, os músculos e o resto! Alunas, funcionárias e professoras.
Os homens... não se atrevem!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Temas em Vez de Disciplinas?


Temas em Vez de Disciplinas?

Em termos de reformas curriculares andamos de experimentação em experimentação... até à experimentação final?
Por agora só quero frisar que ou o ministério da Educação prepara esta reforma cuidadosamente, diria até muito cuidadosamente!, ou prevejo um falhanço de reforma em toda a linha.
E pronto. Por agora é só mesmo isto.

Currículos: O que vai mudar nas escolas?

O Terror em Londres

Westminster Bridge, Parlamento britânico e Big Ben - Londres
Fotografia deAnabela Matias de Magalhães

O Terror em Londres

Outra vez. No seu coração, exactamente na Westminster Bridge e no Parlamento Britânico com um Big Ben no cimo da torre, vigilante, sempre pronto a dar-nos as horas certas.
Esta zona da cidade é policiada até dizer chega.
Mas, como eliminar estes atentados?

Até mais informação, polícia inglesa fala de "incidente terrorista"

Várias pessoas feridas junto ao Parlamento Britânico.Siga aqui ao minuto


segunda-feira, 20 de março de 2017

O Coliseu de Roma em Vídeo

Maqueta Coliseu de Roma - E. B. 2/3 de Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

O Coliseu de Roma em Vídeo

Eu disse que a maqueta, ao vivo e a cores, encerrava uma surpresa!
Aqui está ela! Linda!







A Generosidade dos Meus Alunos Não Tem Fim

Maqueta do Coliseu de Roma - E.B. 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Generosidade dos Meus Alunos Não Tem Fim

A história conta-se em duas penadas. Hoje, aos primeiros minutos do primeiro tempo da manhã, entram-me duas alunas sala adentro, alunas que eu só ia ter ao segundo tempo e disparam todas lampeiras e com cara a irradiar felicidade... "Professora, podemos trazer já a maqueta do Coliseu de Roma?"
"Pois por quem sois, alunas minhas... tragam lá a maqueta!" mas, garanto-vos! nem eu, que já estou habituada a estas surpresas surpreendentes com que os meus alunos me brindam amiúde!, nem eu, volto a frisar!, estava preparada para o que vi a seguir!
Obrigada do coração! Hoje o nosso Centro de Recursos da Sala de História ficou incomparavelmente mais rico. E eu fiquei até emocionada...

domingo, 19 de março de 2017

Duplo M - Despedida

Auto-Retrato - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Duplo M - Despedida

Por estes dias ando a despedir-me de uma loja que foi minha e que, quando abriu, numa rua difícil até dizer chega, foi uma lufada de ar fresco no panorama das lojas amarantinas.
Sim, é verdade, durante uns anos Amarante povoou-se de Alessi, Alivar, PorroRitzehoff, KartellDuravit... e muito, muito mais.
Hoje, olho para trás e a história desta loja parece-me coisa do incrível...

sábado, 18 de março de 2017

A Cidade da Participação - Café-Bar - 8 de Abril de 2017

Amarante - Rio e Casario
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Cidade da Participação - Café-Bar - 8 de Abril de 2017

As tertúlias, que nos ocuparão parte dos sábados do mês de Abril, têm estado a ser programadas e organizadas desde que partilhei uma série de postagens críticas sobre algumas das intervenções realizadas pelo poder autárquico aqui bem no coração de Amarante, aqui bem no centro histórico da minha amada cidade.
Defendemos que os cidadãos têm o direito, e até o dever, de formularem as opiniões que entenderem sobre o que os rodeia e Amarante, e as intervenções nela/sobre ela feitas, não foge a esta regra.

Hoje partilho algumas informações sobre o programa da primeira tertúlia, que ocorrerá no dia 8 de Abril, pelas 17 horas, no Café-Bar. Porque não abdicamos de pensar a cidade.

Cidade, Participação e Renovação Urbana

Participam:
Fernando Matos Rodrigues (Antropólogo; Investigador no CICS.Nova_UMinho e Director do Lahb);
António Cerejeira Fontes (Arquitecto, Investigador e Director de Projecto no Lahb/Imago);
David Viana (Arquitecto; Investigador; Doutor em Desenho Urbano e Assessor do Vereador de Urbanismo na C. M. Porto);
Fernando Bessa (Sociólogo; CICS. Nova_UM e ICS_UM
André Fontes (Prof. Arquitecto da Fac. Arquitectura UMinho; da BAS Noruega/Lahb)

Apresenta e modera o debate o Geógrafo José Emanuel Queirós.

Curadoria:
Fernando Matos Rodrigues, Emanuel Queirós, Anabela Magalhães

Organização:
Laboratório de Habitação Básica / CICS.Nova_UM

Parcerias:
Edições Afrontamento

A apresentação do livro "A Cidade da Participação. Projecto de Habitação Básica na Ilha da Bela Vista (Porto)" será feita pelo Geógrafo José Emanuel Queirós e contará com a presença de José Sousa Ribeiro, das Edições Afrontamento.

Bebé Novo na Rua


Bebé Novo na Rua

Quando um bebé novo chega a esta minha rua isso constitui sempre motivo de alegria maior para os seus habitantes. É que somos poucos, mas lá vamos crescendo... devagar, devagarinho...
Foi o que aconteceu ontem. Uma cegonha deu voltas e mais voltas sobre o casario e achou que estava mais do que na hora de deixar um bebé novo nesta rua que é nossa.
E foi assim que um bebé novo chegou para animar e encher de vida esta velha calçada.
Que seja bem vindo. Que seja muito bem vindo!
Aos felizes pais, aos meus vizinhos, os meus parabéns!

Yupi! E, aqui na rua, já são para aí uns dois ou três bebés... incrível, não é?!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Escolas Saudáveis - Ver para Querer



Escolas Saudáveis - Ver para Querer

E aqui estamos nós, EB 2/3 de Amarante e Ordem dos Nutricionistas, a trabalhar afincadamente para aumentar a literacia alimentar dos nossos alunos, para diminuir os desperdícios alimentares, para contribuir para as práticas saudáveis que todos devemos manter ao longo das nossas vidas.
O projecto é um projecto piloto a nível nacional, está em construção e daremos novas dele sempre que tal for oportuno e pertinente.
Nem de propósito, saiu o tão esperado Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física e o retrato alimentar português, tal como já se antevia, não é muito animador ao nível do excessivo consumo de carne, de sal e de açúcar.
Nós, na Escola, estamos preocupados com estes e outros sinais negativos e não baixamos os braços, nem viramos o olhar para o lado, antes actuámos, passamos à acção esperando contribuir para a melhoria da dieta alimentar dos nossos alunos.

Portugueses comem carne a mais e abusam do sal e do açúcar

Boutique da Rua


Boutique da Rua

Brevemente, na nossa rua, numa porta perto de si...

quarta-feira, 15 de março de 2017

Educação - Afinal Havia Outra...


Educação - Afinal Havia Outra...

Outra agenda, claro está! Política, claro está!

A capa é de hoje. A notícia também e foi escrita por Ana Petronilho. E hoje confirmou-se o que já todos sabemos e que não data de agora - que os políticos andarão sempre a toque de caixa das agendas políticas. E que nós, nas escolas, marcharemos atrás deles. A toque de caixa. Professores e alunos, alunos e professores.
Ora isto não está bem. Nunca esteve, não está e nunca estará. O que estaria bem era que as agendas políticas se subordinassem às agendas pedagógicas. E ponto final. E as agendas pedagógicas deviam reger-se por tempos mais longos que os ciclos políticos, em que todas as reformas a introduzir fossem extremamente bem preparadas e bem acauteladas, com tempos para implementação que não à martelada, tempos de maturação e tempos de avaliação e de ajustamento.
Não podemos continuar a alterar as políticas educativas segundo as agendas políticas de quem chega ao governo. Ora andamos a toque de caixa às voltas com os objectivos, ora escafedem-se os objectivos e atacamos as competências... mas eis que chega Crato e pumbas! é a vez de se escafederem as competências para voltarmos aos objectivos travestidos de competências... e agora... e agora... só não teremos uma nova revolução porque... porque... a agenda política não está de feição.
Bolas! Estou farta disto!

"O primeiro ministro travou o avanço da reforma curricular em todas as escolas no próximo ano letivo por causa das eleições autárquicas.
O I sabe que as críticas das escolas e a indefinição sobre as medidas previstas a seis meses do arranque do ano letivo levaram António Costa a antever todos os problemas que poderiam surgir no início das aulas - que este ano vão arrancar a um mês das eleições autárquicas e em plena campanha eleitoral."

Nota - Pode ler a notícia na íntegra clicando sobre o texto a vermelho.

terça-feira, 14 de março de 2017

Parecer da FENPROF sobre o Perfil dos Alunos


Parecer da FENPROF sobre o Perfil dos Alunos

“PERFIL DOS ALUNOS À SAÍDA DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA” 
PARECER DA FENPROF 

A merecida valorização do documento O Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Educação para elaborar o “Perfil dos alunos à saída da Escolaridade Obrigatória”, presidido pelo Dr. Guilherme d’Oliveira Martins, apresentou no decorrer do mês de fevereiro o resultado final do seu trabalho. A FENPROF faz uma apreciação bastante positiva do ”Perfil”, porque este, rompendo com o legado da equipa de Nuno Crato, diverge de forma frontal das soluções neoliberais que têm pautado a política educativa no nosso país nas últimas décadas, nomeadamente ao nível da organização curricular e pedagógica. O documento assenta numa visão humanista da Educação, em clara oposição à postura tecnoburocrática até aqui prevalecente; regista o conceito de complementaridades no que toca aos saberes e recusa a visão hierarquizada destes, que teve o seu apogeu com o último governo da direita; sedimenta uma perspetiva de inclusão, por oposição a visões elitistas e excludentes implementadas no nosso país pelos arautos do neoliberalismo em educação. Logo no Prefácio, opondo-se à visão redutora e autoritária da aquisição de competências dirigidas à entrada no mercado de trabalho, é referido que o “aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a viver juntos e a viver com os outros e o aprender a ser constituem elementos que devem ser vistos nas suas diversas relações e implicações”. O Grupo de Trabalho considera que “isto mesmo obriga a colocar a educação durante toda a vida no coração da sociedade”. Esta referência merece algum realce porque a essência das propostas agora feitas coloca a educação ao longo da vida bem para além das lógicas da chamada educação de segunda oportunidade. Prefigura, isso sim, uma valorização do saber que dota os alunos, ao fim de doze anos de escolaridade, de uma genuína vontade de continuar a aprender durante toda a vida, seja qual for a opção de futuro que venham a adotar. Tudo isto, ali é dito, destinado a “pensar e a criar um destino comum humanamente emancipador”. O apelo à “necessidade de preparar os jovens para uma vida em constante e rápida mudança” obriga, tal como estabelece o documento em apreço, a uma construção integradora das competências-chave apresentadas. A FENPROF concorda com esta mudança de paradigma. F-052/2017 Rua Fialho de Almeida, nº 3 – 1070-128 LISBOA – Telef. 213819190; Fax. 213819198; E.mail: fenprof@fenprof.pt www.fenprof.pt 2 Um bom documento não garante, por si só, as mudanças necessárias A apreciação do documento não faz esquecer, em momento algum, que diferentes aspetos positivos nele contidos estão, no entanto, sujeitos a barreiras e constrangimentos que impedem e ou condicionam o desenvolvimento, nas escolas, do perfil dos alunos ora apontado. As dez competências valorizadas no “Perfil dos alunos para o século XXI” serão esvaziadas de conteúdo se não forem tomadas medidas ao nível da avaliação. O modelo de avaliação dos alunos privilegia as competências relativas às áreas curriculares e disciplinares concomitantes com o Português e a Matemática. A alteração do modelo de avaliação, a alteração do currículo, e não apenas a sua flexibilização, são pressupostos para que se possam desenvolver as competências descritas para os alunos, ao fim de 12 anos de escolaridade. Caso contrário, mais uma vez, esgotar-se-ão os interesses e energias das escolas sem que se efetive qualquer mudança substancial e estaremos, também mais uma vez, perante um mero artificialismo de carácter teórico. Sendo os docentes sujeitos indispensáveis na implementação de quaisquer medidas de política educativa nas escolas, situações extremamente insatisfatórias vividas diariamente por estes profissionais, tais como carreiras congeladas e desvalorizadas, turmas superlotadas, tensão na relação com alunos, escassos recursos materiais e didáticos, indisciplina na sala de aula, excesso de carga horária, inexistente participação nas políticas e no planeamento institucional, cerceamento da autonomia profissional, as constantes mudanças – muitas delas de caráter regressivo – ocorridas no sistema público de educação, a precariedade e a falta de rejuvenescimento do corpo docente são contraditórias com o enunciado do “Perfil”. Reforcese: a FENPROF entende que a manutenção daquele quadro é radicalmente incompatível com o desenvolvimento do perfil do aluno proposto. Prosseguindo, centre-se, por agora, a atenção nas formas de organização impostas hoje às escolas. Ao longo de todo o documento e, em particular, no ponto intitulado “Visão”, enfatiza-se a necessidade de que a Escola cumpra a sua função social na promoção de processos educativos que formem cidadãs e cidadãos críticos e atuantes e no desenvolvimento de uma pedagogia participativa e democrática. Em contraposição a esta visão, hoje apresentase aos alunos, como modelo ou referencial nas escolas, um paradigma de organização social excessivamente estratificado e hierarquizado, em que impera um estilo de comando e controlo apertado e centralizador, o qual favorece relações assimétricas de poder, numa lógica centralista em que um órgão unipessoal se apropria e detém o poder de posição oficial, o poder de especialista, o poder pessoal, o poder de controlo das recompensas e o poder coercivo. No documento em apreço, no entanto, aponta-se um modelo que visa simultaneamente “a qualificação individual e a cidadania democrática”, o qual pressupõe um paradigma democrático, promotor de participação, empenho, sentido crítico e responsabilidade. Ora, na prática, o modelo de gestão dos estabelecimentos de ensino portugueses perdeu os últimos laivos de democracia com a substituição do órgão de gestão colegial por um unipessoal, com a escolha de um diretor por um pequeno grupo de intervenientes em detrimento da eleição pela comunidade escolar, com a desvalorização do conselho pedagógico, órgão que passou a ser composto por elementos nomeados sem que representem, verdadeiramente, as estruturas de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa das escolas e esvaziando-o de competências de decisão. Por sua vez, o modelo democrático imanente da Revolução do 25 de Abril de 1974 assenta numa lógica mais colaborativa e cooperativa, aberta ao diálogo, características diretamente relacionadas com as práticas de gestão colegiais e F-052/2017 Rua Fialho de Almeida, nº 3 – 1070-128 LISBOA – Telef. 213819190; Fax. 213819198; E.mail: fenprof@fenprof.pt www.fenprof.pt 3 descentralizadas, sem estereótipos elitistas, exigências privilegiadas nas organizações do hoje e do amanhã e em que estão pressupostos três princípios fundamentais da democracia, a saber: eleição, colegialidade, participação na decisão. O perfil dos alunos para o século XXI pressupõe uma verdadeira autonomia das escolas. No entanto, a proposta de lei-quadro para a transferência de competências na área setorial da educação para as autarquias locais conduzirá à perpetuação de uma autonomia decretada e cada vez mais restritiva das escolas e da liberdade pedagógica e profissional dos profissionais da educação, professores e trabalhadores não docentes, podendo ainda pôr em causa o caráter universalista da educação pública e, mesmo, em alguns casos, a sua matriz democrática. A FENPROF faz uma avaliação positiva do documento, mas salienta que uma visão holística e humanista da educação não se compadece com a continuidade de políticas educativas de cariz marcadamente neoliberal. Promover e garantir o envolvimento e a participação dos docentes O perfil do aluno pretendido à saída da escolaridade obrigatória aponta para uma mudança de paradigma na educação. Esta mudança implica alteração, também, nas práticas pedagógicas dos docentes e, como “não se muda por decreto”, há que garantir as condições necessárias para que o professor sinta necessidade de mudar a sua atuação. Para dar resposta ao perfil do aluno apresentado, os docentes necessitam de tempo para refletir sobre as suas próprias práticas, discutidas em ambiente escolar, com os seus pares, despertando assim o interesse pela mudança na prática educativa. São necessários espaços de diálogo para os professores terem condições para trocar experiências e para repensar e adequar as suas práticas às exigências de um novo conceito de aluno: um aluno crítico, com vontade de aprender e continuar a aprender ao longo de toda a sua vida, com competências assentes em conhecimentos, capacidades e atitudes nas diversas áreas de desenvolvimento e aquisição de competências-chave; um cidadão à saída da escolaridade obrigatória com uma perspetiva humanista e inclusiva, assentando toda a sua ação, de forma reflexiva, mas sempre sustentada num conhecimento efetivo. Cidadãos autónomos, que pensam por si e que estabelecem relações com os outros. Esta é a principal função social da escola: preparar o aluno para a vida numa sociedade em constante transformação. Esta mudança só pode acontecer se os professores forem envolvidos na discussão, na construção e na implementação destas alterações, em termos de uma participação ativa em todo o processo. Professores como autores e atores da sua prática pedagógica, em constante partilha de saberes e experiências com os seus pares. O que, manifestamente, diverge da situação para que a profissão docente tem sido remetida pelas políticas de diferentes governos. Não podem ser aqui menorizadas dimensões incontornáveis que têm a ver com a formação dos docentes, inicial, contínua e especializada, e, de cariz diferente mas absolutamente determinante, a resolução dos magnos problemas do desgaste e do envelhecimento do corpo docente, agravados de forma brutal com as políticas dos últimos largos anos. A FENPROF considera indispensável a organização de espaços de debate e reflexão nas escolas, envolvendo todos os professores, numa perspetiva construtiva de uma ação coerente F-052/2017 Rua Fialho de Almeida, nº 3 – 1070-128 LISBOA – Telef. 213819190; Fax. 213819198; E.mail: fenprof@fenprof.pt www.fenprof.pt 4 com as conceções que se pretende que os alunos apresentem no final da escolaridade obrigatória. A mudança que se perspetiva neste documento é importante e urgente, mas “ninguém muda por decreto”! Sem a criação, intencional e generosa, de condições de envolvimento dos docentes, tornando-os participantes interessados, ativos e respeitados neste processo, o perfil do aluno agora proposto não passaria de mais um exercício especulativo – ou de propaganda – no campo da educação e do ensino.

13 de março de 2017
O Secretariado Nacional

Parecer retirado daqui.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mosaico Romano - Recriação/Oferta de Aluna

Mosaico Romano - Recriação
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Mosaico Romano - Recriação/Oferta de Aluna

Um dia destes, durante uma aula de História, abordei a arte - mosaico, pintura, escultura e arquitectura - referente ao período romano e tive a oportunidade de mostrar aos meus alunos uma réplica de um fresco romano e uma tessela bem pequenina, que junta a muitas outras coloridas tesselas poderia dar um belíssimo mosaico romano. Só que, só imaginado, porque muito embora já tenha visto à venda réplicas destes mosaicos romanos, a verdade é que tenho comprado outros artefactos mais económicos para a minha bolsa, nos vários museus que todos os anos visito, artefactos estes que agora recheiam o Centro de Recursos da Sala de História da E. B. 2/3 de Amarante. E foi isto mesmo que comentei nas várias turmas de 7.º ano, acrescentando que um dia lá comprarei, por certo, um pequenito mosaico feito à maneira romana.
E a L. ficou a pensar nisto. De facto. não existia nada nadinha na Sala de História que simulasse ou recriasse um mosaico romano para que os alunos pudessem, a partir dele, dar asas à sua imaginação.
Vai daí a L. meteu mãos à obra e numa placa de esferovite simulou tesselas e recriou um mosaico existente em Volubilis, magnífica cidade romana que, um dia!, integrou um império fabuloso e que nos dias de hoje permanece orgulhosamente de pé nas planícies do Norte de Marrocos.
Muito obrigada pela tua atenção, Aluna Minha! Muito obrigada pelo teu cuidado e pela tua generosidade. E muito obrigada pelo magnífico trabalho que será, por certo, do agrado de todos os alunos que, no futuro, passarem por aquela sala de aula que agora é nossa.

Confesso, a cada passo os meus alunos deixam-me sensibilizada... à conta da sua sensibilidade...

Fiu Criativo Makeover



Fiu Criativo Makeover

Já apresentei a Fiu Criativo Makeover  neste blogue a propósito de produções de moda, de participação em desfiles, eventos, o que for. Hoje volto à  Fiu Criativo Makeover para convosco partilhar três maravilhosas fotografias de duas belíssimas noivas fotografadas tendo como pano de fundo a única e irrepetível cidade do Porto.
Muitos parabéns pelo magnífico trabalho, equipa da  Fiu Criativo Makeover!

Sessão fotográfica para a Fiu Criativo
Photography: CT - creative design / Se Sa e Natália Pereira 
Fashion design: Hugo Fonseca
Makeup: Fiu Criativo Makeover / Ana Luís Alves
Hair: Joana Magalhães
Model: Mafalda Araujo
Orçamento em: geral@cidadetipografica.com



Sessão fotográfica para a Fiu Criativo
Photography: CT - creative design / Se Sa e Natália Pereira
Fashion design: Hugo Fonseca
Makeup: Fiu Criativo Makeover / Ana Luís Alves
Hair: Joana Magalhães
Model: Ana Catarina
Orçamento em: geral@cidadetipografica.com
#FiuCriativoMakeover #CT-creativedesign
 
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