quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Greve(s) de Professores


Greve(s) de Professores

A palavra ao S.TO.P:

GREVE POR SEGURANÇA E QUALIDADE NAS ESCOLAS

Apesar da narrativa do governo, em muitas escolas não estão garantidas condições de segurança (e de qualidade de ensino) para os alunos, Profissionais de Educação e respetivas famílias. Mesmo com uma espécie de “lei da rolha” que existe em muitas escolas e de se evitar ao máximo realizar testes nas escolas (mesmo aos contactos próximos de infectados), em Portugal o grupo etário dos 10 aos 19 anos (idade escolar) é claramente aquele onde o aumento de casos COVID-19 tem sido mais expressivo (um aumento de 142%!). É difícil não relacionar estes números com as medidas insuficientes e assimétricas que estão a ser aplicadas nas Escolas (tanto em termos preventivos como de atuação face a casos de infeção de COVID-19). Após 2 meses do início deste ano letivo continuam milhares de alunos sem professores de várias disciplinas e também ainda faltam milhares de assistentes operacionais nas Escolas, estes que são particularmente essenciais para garantir a higiene/segurança neste contexto de pandemia. E o governo continua sem uma resposta urgente e uniforme para estes e outros graves problemas que se vivem em muitas escolas e que criam um sentimento de insegurança crescente. Tendo como base os resultados do recente inquérito independente realizado em parceria com o ComRegras, Blog DeAr Lindo e Vozprof (onde 80% dos que participaram foram favoráveis à greve), o S.TO.P. avança para a greve. Esta greve é dirigida a todos os Profissionais de Educação (pessoal docente e não docente) que não sintam segurança na sua Escola (para si e os seus alunos) e pretende exigir medidas concretas para que os nossos alunos possam aprender em segurança numa Escola de qualidade para todos e em condições de igualdade em todo o país nomeadamente:

– um protocolo igual em todo o país que torne uniformes as medidas a adotar perante infeções da COVID-19 nas escolas (com testes para todos os contactos próximos, incluindo os da escola). Uniformizar também os procedimentos de prevenção da COVID-19 em todas as escolas nomeadamente a medição da temperatura corporal a todos os elementos da comunidade educativa à entrada dos Estabelecimentos Escolares bem como a utilização de separadores acrílicos entre alunos e alunos/professores dentro da sala de aula. NÃO ACEITAMOS QUE EXISTAM ESCOLAS DE 1.a E 2.a!;

– transparência total dos reais números de casos COVID-19 em cada escola. Pelo fim de uma espécie de “lei da rolha” que muitas escolas estão a aplicar, tentando esconder nomeadamente dos profissionais da educação e dos encarregados de educação os casos de infeções que vão surgindo. A sociedade tem direito a saber o que realmente se passa nas nossas escolas e não é com “secretismos” que as Escolas ganham confiança das comunidades educativas;

– a contratação efetiva (e sem precariedade) de todos os profissionais de educação (pessoal docente e não docente) realmente necessários para acompanhar devidamente os nossos alunos. Também é fundamental a valorização destes Profissionais da Educação (em particular do pessoal não docente) cada vez mais essenciais para a segurança e bem-estar dos nossos alunos e de todas as comunidades educativas;

– um regime de proteção aos Profissionais de Educação inseridos nos grupos de risco definidos pela DGS em contexto da atual pandemia;

– iniciem efetivas medidas urgentes de rejuvenescimento da classe docente e simultaneamente de atração de jovens para esta profissão e dos muitos que foram forçados a desistir de o ser (nomeadamente o fim da injustiça dos colegas lesados na Segurança Social, criação de subsídios de alojamento/transporte para docentes deslocados e a vinculação imediata dos professores contratados efetivamente necessários para o sistema educativo);

– uma significativa redução do número de alunos por turma que, além das vantagens no contexto atual da pandemia, permitiria uma melhor qualidade de ensino particularmente quando todos reconhecem que as aprendizagens de milhares de alunos foram severamente comprometidas no 3.oPeríodo.

Todas estas medidas, em última instância, defendem o direito dos nossos alunos aprenderem em segurança numa Escola de qualidade para todos e em todo o país. Isto é manifestamente incompatível com profundas assimetrias regionais, turmas enormes e Profissionais de Educação esgotados, desmotivados e profundamente desrespeitados.

Pré-avisos de greve já entregues: https://sindicatostop.pt/pre-avisos-de-greve-4/

Ver aqui.

E agora, da minha lavra, acrescento ainda e relembro a Greve de Professores que já está em curso, desde o dia 27 de Outubro, ao Sobretrabalho nas escolas, marcada pela FENPROF que, acrescento ainda, deverá marcar uma outra greve para os próximos dias, mais concretamente para os dias 9, 10 e 11 de Dezembro, caso o Ministério da Educação não passe cartão a esta central sindical e não reúna, como de resto é de lei, com os representantes dos professores. Ora, quem está atento a este ministério sabe que isto é o mais certo. Certo?

Escrita Hieroglífica

Escrita hieroglífica - Trabalhos de 7.º Ano
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães 

Escrita Hieroglífica

É muito bela e, volta e meia, quando falamos sobre ela em sala de aula, sugiro aos meus alunos que realizem uma pesquisa para, posteriormente, escreverem os seus nomes próprios, fazendo corresponder a cada particular letra do alfabeto o hieróglifo adequado.

Realizado este trabalho, os alunos só têm de o colocar nos seus portefólios digitais que constituem os diários de bordo de todo o trabalho desenvolvido em sala de aula, e fora dela também, no que à disciplina de História diz respeito.

Hoje resolvi fazer uma pequenina brincadeira com as duas imagens captadas durante a última aula e já que estamos a aproximar-nos a passos largos do Natal... acrescentei-lhes um efeito especial de neve!

E é isto. Porque a nossa vida profissional tem muitas variantes, lombas, buracos e múltiplas curvas de estrada que é necessário vencer.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Bertrand - Anúncio de Natal Premiado na Nova Zelândia


Bertrand - Anúncio de Natal Premiado na Nova Zelândia

Tão bonito e tão comovente para os dias que vivemos. E tão educativo também.

Daqui.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Os Meus Muros e o Número Sessenta e Oito

Muros Meus - Carvalho de Rei - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Os Meus Muros e o Número Sessenta e Oito

Muito embora o muro presente nas várias fotografias seja sempre o mesmo, e seja o que dá suporte à terra do meu maior campo na Serra da Aboboreira, a verdade é que há uma distinção bem grande a fazer entre as duas primeiras fotografias e todas as que se lhes seguem - é que a parte do muro fotografada hoje de manhã, nas duas primeiras fotografias, foi acabada há mais de uma década e os musgos, os fetos, os líquenes e demais plantas e plantinhas tomaram conta do dito cujo por igual já não se distinguindo a parte que já lá estava, e que é sempre a das pedras grandes, da parte que foi por mim terminada, a das pedras mais pequenas que o fazem subir ao nível da terra do campo que ele sustenta. Consequentemente, nas cinco fotografias que se seguem a estas duas primeiras, nota-se muito bem o meu trabalho de força e de paciência para terminar o que não estava terminado. Afirmei um dia, neste blogue, que detesto coisas inacabadas e que terminarei estes muros, as minhas muralhas da China, um a um.

Este é gigantesco e não o terminarei tão cedo. Mas, nunca desistindo, porque parar é morrer, garanto-vos que está já acabada uma extensão de sessenta e oito passos, bem medidinhos, hoje, pela manhã.

Está a ser obra! E excelente para dias de confinamento.

domingo, 22 de novembro de 2020

COVID-19 - Um exemplo Exemplar


COVID-19 - Um exemplo Exemplar

Todas as sextas-feiras, numa Escola muito decente perto de si ou a Escola a fazer o que tem de ser feito.

Ainda Bem Que Hoje de Manhã Estivemos em Dever de Qualquer Coisa Decretado Pelo Governo

Covelo - Amarante - Hoje de manhã
Fotografias de Anabela Magalhães

Ainda Bem Que Hoje de Manhã Estivemos em Dever de Qualquer Coisa Decretado Pelo Governo 

E ainda bem que a GNR, já de atalaia porque esta vergonha é recorrente, chamada ao local pelos comerciantes e não só nem demorou um segundo para impor a ordem na casa Amarantina, por estes dias pintada a vermelho rubro.

Estamos lixados, estamos bem lixados, é o que é!

E não há que saber - Controlaremos o estuporado... não vos parece?

sábado, 21 de novembro de 2020

Em Que Categoria Se Encontra o Seu Concelho?


Em Que Categoria Se Encontra o Seu Concelho?

O meu, Amarante, está na zona hiper mega vermelha. E o seu?

Consulte aqui em que categoria, em termos de risco pandémico, se encontra o seu concelho.

O Que É Um Surto de COVID-19 nas Escolas?

 


O Que É Um Surto de COVID-19 nas Escolas?

Aconselha-se a leitura atenta do recorte retirado do "Referencial-Escolas - Controlo de Transmissão de COVID-19 em Contexto Escolar" a todos os professores, directores, funcionários, alunos, pais e encarregados de educação.

Sublinho que não fui eu que escrevi semelhante definição.

Suspensão das Actividades Lectivas

 


Suspensão das Actividades Lectivas

Para a generalidade do país.

E pronto, estamos a chegar onde eu não queria chegar, mas onde eu disse que íamos chegar a mando do SARS-CoV-2.

O Novo Significado da Palavra Oásis

Oásis - Sul de Marrocos
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

O Novo Significado da Palavra Oásis

Antigamente um oásis era apenas uma área de vegetação e de água rodeada de deserto por todos os lados.

Hoje em dia, um oásis também é uma escola, blindada à prova de pandemia e de surtos, rodeada de SARS-CoV-2 por todos os lados mas onde o estuporado não entra.... ele bem que tenta... mas não entra!

Narrativa Ficcional Construída para Burro Ver

Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Narrativa Ficcional Construída para Burro Ver

"O Ministério da Saúde esclarece, por isso, que os surtos nas creches, escolas, universidade, no setor público e privado, são 68: três no Norte, 11 no Centro, 50 em Lisboa e Vale do Tejo, dois no Alentejo e dois no Algarve."

Como acreditar em números destes se me encontro a viver em concelho pintado a vermelho rubro, do mais rubro que pode existir em termos de todo o país no que a COVID-19 diz respeito... e se só a nível local os surtos em escolas de que tenho conhecimento são mais do que três?

Mas alguém no seu perfeito juízo considera isto sério?!

Em  24 de Maio de 2010 escrevi:

Como eles nos querem: de cabeça baixa, acéfalos, palas nos olhos, obedientes ao chefe, sem alaridos, a caminho da imolação. Que fique bem claro que eu não vou por aí.

Hoje, 20 de Novembro de 2020, continuo a subscrever o que escrevi neste blogue há já uma década.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Docentes - Um Dia Destes...


Docentes - Um Dia Destes...

Um dia destes vai ser mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que um professor numa escola?

Talvez! Pelo rumo que as coisas levam, corremos sérios riscos de isto se verificar.

E siga para bingo porque nas escolas não há COVID.

Ora repita comigo - Nas escolas não há COVID. Nas escolas não há COVID. Nas escolas não há COVID.

Custou alguma coisa, custou?

Pois...

Pandemia galopante na população com idade escolar


68 Surtos em Contexto Escolar?


68 Surtos em Contexto Escolar?

Brincamos ao faz de conta. 

Faz de conta que vivo numa região onde o vírus não se propaga a uma velocidade estonteante. Faz de conta que vivo numa região onde encontrar uma família que já tenha sido mordida pela COVID-19 é uma verdadeira raridade. Faz de conta que vivo numa região onde a COVID-19 não corre livre por montes e vales, onde sobe e desce ruas e calçadas e avenidas também. Faz de conta que vivo numa região onde as escolas são sítios seguros... talvez porque o SARS-CoV-2, coitado, é barrado nos portões com um esguicho de álcool-gel. 

Agora, aproveito este post para me repetir - ninguém conhece a realidade epidemiológica dentro das escolas porque quem manda não a quer conhecer e ponto final.

Pois se quando surgem casos positivos entre alunos ou entre professores as entidades máximas locais no que diz respeito à saúde pública não mandam testar, não mandam isolar seja quem for... querem conhecer o quê?! Há quantos surtos activos em contexto escolar? 68?! Pois e o resto, meus senhores!!! Pois e o resto que está encoberto!!!

Espero que agora, com a introdução de dados em plataforma criada para o efeito, salte à vistinha de quem para eles olhar que há regiões transformadas em verdadeiros pastos para o SARS-CoV-2.

Uma delas é a minha. 

As infecções de origem desconhecida, os contágios em família e nos restaurantes: os números revelados no Infarmed

Casos de covid-19 entre crianças até aos nove anos sobem 66%. Governo diz que há 68 surtos em contexto escolar


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Férias de Natal Antecipadas?

Presépio - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Férias de Natal Antecipadas?

Parece que sim. Pelo menos para a minha região que, infelizmente, está no epicentro do furacão da COVID-19. E isso vê-se muito bem na degradação diária do funcionamento das escolas que, nesta altura do campeonato, é também feita de várias ausências de alunos e de professores.

Nada que me espante. A uma abertura de ano lectivo que podia ter sido bem mais cuidada pelo ministério da educação, seguiu-se uma actuação incompreensível, pelo menos para mim, perante casos positivos detectados dentro das salas de aula onde, para além do próprio, não houve isolamentos profiláticos para seja quem for e tão pouco existiu qualquer testagem nem mesmo para os (alunos) encostados.

Quando se fala sistematicamente na importância do testar, testar, testar... como explicar a falta de testagem e de isolamentos profiláticos mais generalizados ao pessoal que habita o interior das salas de aula, dia após dia, quantas vezes em números estratosféricos... se comparados com os ajuntamentos limitados a 5 pessoas permitidos no exterior?! 

Mas o problema deve ser meu, não devo estar a alcançar a bondade da coisa... o SARS-CoV-2, vai-se a ver, e respeita muitinho as comunidades educativas... rssssssss

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Covid-19 - Lista de Concelhos das Zonas de Maior Risco - Top 28

Lista surripiada ao Arlindo

Covid-19 - Lista de Concelhos das Zonas de Maior Risco - Top 28 

Gostaria de ver esta informação cruzada com a actuação tipo das autoridades de saúde locais em contexto escolar e em termos de Covid-19. Ou seja, haverá alguma relação entre estes concelhos, que estão no top 28 do risco de qualquer um apanhar a doença, e um certo laisser faire, laisser passer que por aqui se fez sentir, ainda faz?, em termos de actuação perante os casos positivos confirmados dentro de cada sala de aula?

É que parece-me que não mandando testar e não isolando seja quem for mesmo que colado em sala de aula, perante um caso positivo confirmado não será, de todo, a melhor opção em termos de pandemia ainda por cima se pensarmos que muitos dos mais jovens são contagiados sem nunca manifestar qualquer sintoma da doença.

E pronto, é só uma ideia, completamente legítima perante a falta de testagem mais generalizada nas escolas e que se estende a alunos, professores e funcionários.

Preciosa informação que foi retirada daqui

Os Professores - A Palavra à Professora Isabel Costa


Os Professores - A Palavra à Professora Isabel Costa

"Fica por saber se os professores são dotados ou se tornam dotes. Sei que vasos, são, com terra fértil, com raízes que acabam a dedilhar no mundo, imensas!  

Às vezes os professores crescem como embondeiros, reservas liquidas num corpo sólido, tão forte e obstinado como se em troncos milenares se alicerçassem. Outras, reservam-se tranquilos e moles perante o pasmo, perante a sofreguidão dos livros e da liberdade, das alegrias e dos males. São gente. 

O tempo dos professores conta-se pelos seus dedos em forma de estrela, mede-se pelos seus cabelos em tons de chuva, molda-se pelo rubro dos seus lábios e pelo seu rubor quando se sentem lá longe, quando não se alcançam. 

Perdoe-se aos professores as despedidas pois sei que, quando se despedem, à tardinha, nunca dizem adeus." 

Isabel Costa

Livros Escolares Antigos

Livro de Botânica - 1950
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Livros Escolares Antigos

Tenho vários livros escolares antigos na minha posse, uns em melhor estado do que outros, que guardo religiosamente. Este, de Botânica, belíssimo, ilustrado com deliciosos e coloridos desenhos, está datado de 1950 e foi usado no Colégio de S. Gonçalo pelo meu pai. 

Era livro único para toda a miudagem, pouca, diga-se de passagem, que por aquela altura prosseguia os estudos para além da 4.ª classe e ainda guarda os exemplares botânicos colhidos, à data, pelas jovens mãos do meu pai e colocados entre as páginas do referido manual que um dia ele transportou dentro da sua pasta escolar. Uma beleza!

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Solar dos Magalhães - A Palavra a José Emanuel Queirós

Recorte retirado daqui

Solar dos Magalhães - A Palavra a José Emanuel Queirós

O DISPARATE DO BETÃO POR ORDEM À MARCA DO ABSURDO 

Em diversos momentos precedentes deixei publicamente vinculados os argumentos que sustentam a minha absoluta rejeição à absurda intervenção na estrutura patrimonial do Solar dos Magalhães, e, por agora, retomo o assunto com o mesmo sentimento de profunda perda pelo início de um dos maiores disparates urbanísticos que nos tempos presentes do século XXI a Câmara Municipal de Amarante nos oferece.

Localizado na rua do Seixedo, defronte para a ribeira de Santa Luzia - que passou a correr entubada em percurso subterrâneo para haver lugar às edificações que o ladeiam - o Solar dos Magalhães é a estrutura de um edifício de meados do século XVI que ainda guarda memórias da pilhagem, da destruição pelo fogo e do holocausto que, em 1809, se abateu sobre crianças, mulheres e homens, amarantinos indefesos ante a ocupação da vila pelas tropas invasoras de Napoleão.  Em pleno casco histórico classificado, de que é a sua principal e mais antiga referência urbana no flanco norte da cidade de Amarante, a edificação recebe aberrante renovação casuística numa cidade sem Plano Urbano nem regras integradoras adequadas, subordinada ao ‘gosto’ do investidor e do decisor, enquanto o núcleo da cidade persiste, talvez convenientemente, sem estratégia pública de preservação e reabilitação de seus espaços e peças arquitectónicas de maior valor e significado histórico.

A indefinição de rumos em Amarante tem lastro, permitindo que qualquer desacerto imposto à urbe possa ser tomado por certo, e inibe o apuro da decisão ponderada no diálogo e na partilha de opiniões que possam ter assentamento entre amarantinos, habitantes que fazem da cidade sua casa comum, experimentados em viver suas calçadas, quelhas e terreiros, interessados e capazes de cruzar o conhecimento que a história e a modernidade nos aportam. 

Nos anos que levamos de democracia, a vila, e, depois, cidade de Amarante, tornou-se um cenário iluminado onde decisores de turno vão graffitando por impulsos eleitorais, submissa aos esgares de ocasião retirados da cartola do ‘mágico’ em palco.

Há, portanto, uma conjuntura política desconcertante que interessa manter aos ocupantes dos tronos conventuais e que se perpetua indiferentemente às fileiras alternantes no consistório da macrocefalia decisória local. Assim se poderá entender melhor como uma obra com vinte anos de projecção de um erro de bradar aos céus, inventada e abandonada pelo Partido Socialista, tenha sido retomada pela necessidade do elenco Social-democrata em mostrar serviço público.

O Solar dos Magalhães marca um tempo da História de Amarante, da Europa e da Humanidade que deveria ser preservado tal qual a sua monumentalidade guarda essa memória tisnada nos granitos que, entretanto, justificou a sua classificação de ‘Imóvel de Interesse Público’. No entanto, o que para uns tem valor próprio e profundo significado memorial, para outros não passa de velhas paredes ao alto dando corpo a um velho pardieiro sem utilidade nem função. 

Na preservação dos valores patrimoniais e nas memórias de Amarante, a Câmara Municipal deveria ser seu garante, tanto nos exemplos públicos como nos apuros de sensibilidade colectiva. Todavia, reincidente na péssima decisão atentatória de valores absolutos de todos os tempos, promove a destruição absoluta do valor simbólico do Solar dos Magalhães para o encaixilhar no betão com que designou o enxerto de “Casa da Memória”.

Mais uns três (3) milhões de euros gastos ao erário público - se não houver as habituais derrapagens - que ao invés de dotar a cidade de melhores condições para produzir decisões assertivas, de interesse para reforço da identidade urbana e da habitabilidade na área de Santa Luzia, virá cumprir os rituais fugazes das celebrações inauguratórias em período pré-eleitoral.

COVID-19 - Dados Concelhios


COVID-19 - Dados Concelhios

Finalmente a DGS libertou os dados referentes à situação concelhia em termos de COVID-19.

E, infelizmente, o nosso retrato concelhio amarantino, tal como muitos outros em Portugal e no mundo, não é nada bonito de se ver.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Bitmoji


Bitmoji

Fiz o meu Bitmoji no passado mês de Julho, impulsionada pela frequência de uma determinada acção de formação disponibilizada pelo ESTGL, através da plataforma Zoom. Na verdade foram várias as excelentes formações que frequentei durante todo o mês de Julho, todas muito práticas, sem grandes misturas de assuntos, todas de três horas cada para contacto com uma APP, num dia uma APP, no dia seguinte uma outra... e assim fui acumulando destreza e contacto com APPs fantásticas e fabulosas, umas certamente mais úteis para as matemáticas, outras para as línguas, outras ainda para todas as disciplinas e mais algumas, como é o caso das Salas de Aula Virtuais ou Escape Rooms.

E foi aí que contactei como Bitmoji, realizado no telemóvel e sincronizado de forma a estar disponível sempre que preciso dele, seja na versão "Indiana Jones", seja em corpo inteiro, seja assim ou seja assado.

Ora, por estes dias, os meus testes levam no final o costumeiro Bom Trabalho! e, de seguida, pumbas, aí vai o meu Bitmoji, versão "Indiana Jones"!

Só um reparo, nasci, cresci e estudei num tempo em que nem sonhava que um dia iria haver computadores, net, APPs e o mais que ainda verei. Quem disse que a minha geração, nascida nos anos sessenta do século passado, não tem capacidade para se adaptar?

domingo, 15 de novembro de 2020

Lutas - Orgulho

Mix de Fotos surripiadas ao senhor coronel Artur Freitas

Lutas - Orgulho 

Quem luta por aquilo em que acredita, volta e meia tem motivos para sorrir.

Como muito bem escreveu o senhor coronel, afinal todos quantos não desistiram nunca de lutar para que esta malfadada barragem não saísse do papel estavam cobertinhos de razão. 

"Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, Grupo Cívico Por Amarante Sem Barragens, Pró-Tâmega, Águas Bravas Clube, ADA , Geota/Rios Livres, e amarantinos não enfeudados, afinal tinham razão." 

Artur Freitas

sábado, 14 de novembro de 2020

Trabalho Docente e Decente


Trabalho Docente e Decente

O meu. Partilhado num Padlet organizado por ordem cronológica, sem ses e sem mas, primeiramente com/para os meus alunos e depois com/para quem o quiser apanhar. Porque já não tenho idade nem pachorra para fazer diferente... na verdade desde pequenina.

Sou, decididamente, uma professora do século XXI, adepta das maravilhosas APPs, que a cada passo surgem para nos alegrar os dias passados à volta de desafios empolgantes feitos de novas tecnologias, adepta das generosas partilhas que pratico desde que me conheço.

Assim sou eu e o meu Bitmoji.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Pingo Doce - Asco


Pingo Doce - Asco

Quando digo que não sou adepta das grandes superfícies quero dizer que, na prática, não as frequento. Pelo contrário, continuo a comprar local, na pequena mercearia mais próxima da minha casa, que, gentilmente, me coloca as compras dentro de portas sem eu precisar de perder horas a fio às voltas com prateleiras a esbordar de produtos que eu não desejo comprar.

Quanto ao peixe, tenho a sorte de ele me chegar à porta em carrinha frigorífica e a carne é a única coisa que compro em talho mas até podia não ser assim porque não faltam talhos por aqui a fazerem as entregas porta a porta.

Assim sendo, nunca sou tentada a comprar o que não quero, faço incomparavelmente menos lixo pois não compro embalagens a torto e a direito com isto e com aquilo, prefiro os frescos, prefiro os produtos locais, dinamizando desta forma a economia local já que muitas das mais valias assim geradas por aqui ficam, retornando predominantemente a esta minha cidade e a este concelho em que habito.

Posto isto, confesso que nutro um especial asco pela cadeia distribuidora Pingo Doce e pelos que a gerem e a última chico-espertice desta cadeia, pertença da Jerónimo Martins, da intenção de abertura pelas 6h30m da manhã de Sábado e de Domingo de parcial confinamento, foi apenas mais uma canalhice a somar a tantas outras das quais recordo, com especial asco, esta

E pronto, está nas nossas mãos combater os gigantes que asfixiam os pequeninos por todas as formas e feitios, até mesmo os indecentes, que se  marimbam por completo nos direitos dos "seus" produtores e dos "seus" trabalhadores.

E é isto. E é fácil quando se trata de uma decisão consciente e previamente pensada.

 
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