sábado, 16 de dezembro de 2017

Novas da FENPROF


Novas da FENPROF

Boas notícias que nos chegam da Assembleia da República. Não esqueceremos psd e cds.
E aí vamos nós que isto ainda não são favas contadas!

Car@ sóci@ do SPN,

A FENPROF apresentou ontem ao Ministério da Educação, em reunião realizada com todas as estruturas sindicais, os princípios que defende no âmbito da recomposição da carreira, os quais pode conhecer aqui em pormenor.

Consulte aqui mais informação sobre a reunião de ontem.

Conheça também as declarações do Secretário Geral da FENPROF à saída da reunião com o governo e também a resolução aprovada na Assembleia da República, com a abstenção de PSD e CDS-PP, que recomenda ao Governo a contagem integral do tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira.

A FENPROF apela agora aos professores a que estejam muito atentos em todo este processo de recomposição da carreira e que procurem esclarecer-se sempre que surja alguma dúvida. Com o objectivo de manter os colegas informados e de prestar os esclarecimentos indispensáveis, a FENPROF irá criar um Gabinete de Apoio à Recomposição da Carreira, abrangendo todos os sindicatos constituintes, sobre o qual em breve daremos mais informação.

Adiantamos, desde já, que os quadros apresentados pelo ME na reunião de ontem, que circulam já no ciberespaço, não reflectirão necessariamente aos termos definitivos a aplicar, designadamente no que se refere ao reposicionamento dos docentes retidos no 1.º escalão da carreira, já que tais termos serão ainda objecto de regulamentação específica (portaria, prevista no artigo 36.º do ECD), no seguimento de um processo negocial que apenas se iniciará no dia 10 de Janeiro.

Saudações sindicais!

Exposição - Casa da Granja

Exposição - Casa da Granja - S. Veríssimo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Exposição - Casa da Granja

As duas exposições foram inauguradas hoje, pelas 15h30, na Casa da Granja, sede da Associação para a Criação do Museu Eduardo Teixeira Pinto, e aí permanecerão até ao dia 4 de Fevereiro de 2018.
Com curadoria de Antero de Alda, uma exposição é constituída por trabalhos/pinturas de alunos da E. B. 2/3 de Amarante e a outra por trabalhos/colagens do poeta galego Xosé Luís Mosquera Camba.
Ambas a merecer a deslocação a um belíssimo espaço nos arredores muito próximos do centro histórico de Amarante.
Aproveito para dar os parabéns a todos quantos estiveram envolvidos na preparação/organização desta exposição que enriquece o património cultural de Amarante, especialíssimos para os "nossos" alunos, generosos que nem sei!
Se puderem, não percam!  E por aqui me fico... por agora...

E Será Que Tem Aulas Assistidas e Avaliadas?!

Surripiado ao Blog DeArlindo

E Será Que Tem Aulas Assistidas e Avaliadas?!

Há um ditado popular que diz:

Não cuspas para o ar que te pode cair na cara.

E outro diz:

Cá se fazem, cá se pagam!

Ora, parece que ela continua professora... ora, esquecer-se da sua avaliação?!
Mas que falta de profissionalismo!

Auto-Retrato com Bónus

Auto-Retrato - Casa da Granja - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Auto-Retrato com Bónus

Este auto-retrato foi captado hoje. E tem bónus. Porque é um auto-retrato com aluno e pai de aluno dentro.

Nota - Na verdade trata-se de um aluno a aproximar-se a passos largos daquele ano charneira que é o 12.º ano...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Presépio - E. B. 2/3 de Amarante

Presépio E. B. 2/3 de Amarante - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Presépio - E. B. 2/3 de Amarante

Tem muitos e muitos anos e eu, confesso, continuo a amar tudo o que resiste à passagem do tempo sem cair no ridículo ditado pelos ditames estéticos de modas assim e assado.
Este presépio, de que desconheço a autoria porque já existia na escola quando eu cheguei, sabendo apenas que foi construído por dois professores de EVT, é constituído apenas por uma peça onde está representada em recorte a família nuclear da família nuclear mais famosa da cristandade.
Limpo de qualquer tralha que lhe faça perder o brilho, este presépio apresenta-se isolado, em destaque, lendo-se com facilidade e fazendo com que qualquer animal, com pelo menos um olho operacional para a visão, repare na sua extrema beleza e elegância.
Por aqui, vamos! A Escola tem também responsabilidades a este nível da formação estética, que se educa! e não se pode furtar a elas!
Por aqui, vamos!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Presépio - Misericórdia de Amarante

Presépio - Misericórdia - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Presépio - Misericórdia de Amarante

Não é espampanante, não é psicadélico, não se impõe aos amarantinos quase fazendo estes tropeçarem nas barbas de um qualquer figurante, não é vistoso, não é tralhento, não é pimba, não é ostensivo. Para o ver, é preciso entrar no Jardim da Misericórdia, para a seguir voltar a entrar numa discreta tenda montada em canto discreto desse mesmo jardim.
Et voilá! Que belo presépio!
Sóbrio, elegante, discreto, quase ingénuo, de uma beleza e harmonia que são raras por aqui nos dias que correm, está lá, está lá à espera de ser descoberto pelos amarantinos e por quem habita nos seus arredores... ou mesmo pela turistada que, se for como eu, não tem medo de partir à descoberta do sítio mais recôndito, mais fora dos roteiros, para se deliciar com um pequeno pormenor aqui e outro acolá.
De parabéns estão todos quantos contribuíram para a construção de tamanha beleza. Que, quando o fotografei, ainda estava a ser ultimada.

Em Defesa dos Professores


Em Defesa dos Professores

Porque quem não se sente, não é filho de boa gente. No Correio do Minho.

Nota 1- Clique sobre a imagem para ler com mais conforto
Nota 2 - Agradecida pelo recorte, João Gomes!



Pormenor Cromático Amarantino

Pormenor Cromático Amarantino - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Pormenor Cromático Amarantino

A casa, generosa, situada no centro histórico de Amarante, já foi toda branquinha correspondendo a uma moda cromática que se instalou por Amarante a certa altura do seu percurso e quase criou raízes.
Entretanto foi toda pintada de um amarelo quente e generoso, denso e elegante, que corresponde a tons tradicionais da vila de Amarante e que eu recordo da infância. E melhorou!
Então se a juntarmos a esta árvore a viver o Outono em pleno...

Nota - Já sei... para alguns a casa deveria permanecer branca.

Auto-Retrato

Auto-Retrato Fofinho - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Auto-Retrato Fofinho... bem... quase...

Eu podia limitar-me a fazer postagens fofinhas de chás e bolinhos tomados entre amigas, ou de cafés sem açúcar saboreados até à última gota e também entre amigos, ou de modas de malas e carteiras que também os sei fazer, ou de blusinhas xpto... que também gosto delas... ou até de sushi.. tão lindo mas que não me convence... podia, é certo, mas jamais seria a mesma coisa... eu e este blogue que da minha pessoa decorre.
Posto isto, este é dos posts mais fofinhos que os meus leitores por aqui encontrarão. Para captar este auto-retrato, por forma a que o meu reflexo ficasse imperceptível para se ver esta fabulosa imagem feminina que também sou eu, tive de me colocar estrategicamente no passeio. E disparar.
Esta sou eu. A trepar paredes desde que nasci.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A Ana e o Tâmega

Efeitos da Ana nas margens do Tâmega - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Ana e o Tâmega

A Ana passou com estrondo por Amarante e o nosso rio Tâmega, fruto dessa passagem desmesurada, não voltará a ser o mesmo tão cedo.
É certo que a fotografia do nevão de 2009 já não era repetível porque as árvores do primeiro plano já tinham sido abatidas - não sei porquê! - mas a verdade é que, agora, com a passagem da Ana, poucas árvores ficaram para acentuar o mistério e beleza desta margem esquerda do rio e para encantar os olhos que se escondem por detrás de uma qualquer máquina fotográfica.
Amarante fiou mais pobre. Dizem-me que a Ana fez rastejar cerca de trinta árvores...

A Ana Leal de Amarante


A Ana Leal de Amarante

Sou euzinha, a acreditar na mensagem que este anónimo me deixou ficar no meu blogue Anabela Magalhães. Depois de apelidada de Miss PowerPoint, Menina das Páginas Web, Miss Vídeo e ainda Menina do Portefólio... entre muiiiiiitas outras coisas!!... eis que sou agora a Ana Leal Amarantina.
Na verdade, Ana já eu era e Amarantina sei que sou desde que nasci e, de facto, também me mantenho Leal relativamente à cidade que me viu nascer, em prédio debruçado sobre o rio Tâmega, na rua Cândido dos Reis.
A comparação, feita por este anónimo, que a quis deixar escrita em comentário num dos blogues de que sou única tratadora, só me pode deixar orgulhosa. Porque o 25 de Abril de 1974 teve como consequência a instauração de um regime democrático em Portugal, mais ou menos saudável não vou discutir isso agora, e, com ele, instaurou-se uma preciosidade chamada Liberdade de Expressão sendo, obviamente, desmantelada uma vergonha nacional chamada censura.
Isto aconteceu no longínquo ano de 1974, era eu uma criança pré-adolescente a estudar na Escola Preparatória Teixeira de Pascoaes.
Tantos anos passados... e não é que há gente por aí que ainda não interiorizou isto?

Nota - E continuo a não gostar de anónimos.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Olhar e Ver - A Ana e a Biblioteca Municipal Albano Sardoeira

Efeitos da Ana na Biblioteca Municipal de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Olhar e Ver - A Ana e a Biblioteca Municipal Albano Sardoeira

Há quem olhe e veja somente uma biblioteca a meter água por todos os lados e também por este. Depois há quem olhe e consiga ver os feitos da Ana na cobertura da cornija da biblioteca.
A parede, passados dois dias da passagem da Ana, está como se vê, literalmente a escorrer água, mesmo se hoje lhe atestou o sol... sem a secar. A água foi muita, de facto!
Agora, esperemos que o problema possa ser resolvido antes da chegada do Bruno... sim?
Ou vamos assistir à criação de um rio interno a desembocar na recepção da Biblioteca Albano Sardoeira?

Degredo - Biblioteca Municipal de Amarante

Degredo - Biblioteca Municipal de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Degredo - Biblioteca Municipal de Amarante

Há quem não saiba que ela se chama Albano Sardoeira mas a verdade é que o seu nome nem é importante para este caso pois podia chamar-se outra coisa qualquer que a vergonha era exactamente a mesma. O que não podia, digo eu, era passar ano após ano borrada com uns pseudo graffitis, isto no tempo do ps, para agora ser disfarçada pela metade, inaugurando uma nova forma de intervenção (?), conservação (?), restauro (?) na propriedade pública, ou seja, na propriedade que é pertença de todos nós e que só nos pode deixar, enquanto amarantinos, envergonhados.
Esta parede está a meter água desde que foi construída. Ora a obra foi inaugurada a 1 de Novembro de 2003 estávamos nós numa autarquia dominada pelo ps e assim iria permanecer durante largos anos durante as quais a resolução deste problema não foi prioritária. Entretanto, o poder local mudou de mãos... mas já vamos na segunda legislatura da coligação feita entre psd e cds e a Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, em Amarante, continua o degredo que se vê.
Até quando?

Nota - Não me perguntem porquê mas lembrei-me disto.

Degredo - Biblioteca Municipal de Amarante

Degredo - Biblioteca Municipal Albano Sardoeira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Degredo - Biblioteca Municipal de Amarante

(A meter água desde 2003)

O lixo espalhado pela cidade de Amarante foi, desde sempre, uma preocupação minha. Ora, esta problemática do lixo pode ser analisado em quatro diferentes perspectivas... já para não falar de uma quinta que é a dos marcianos quando descem a esta terra.
Assim sendo, podemos analisar a coisa pelo prisma do porco ou da porca, do reco ou da reca que, individualmente ou em grupo, emporcalha(m) a cidade a torto e a direito sem qualquer respeito por todos os outros que a habitam e por todos os que a visitam. Este post de 2007 vai nesse sentido, este de 2010 também e mesmo este datado de 2014 é uma variante do mesmo assunto, e isto só para dar três exemplos de uma das minhas grandes preocupações com a cidade onde nasci e onde permaneço.
Depois podemos analisar a coisa pelo prisma de quem não limpa ou não manda limpar por forma a que a cidade esteja sempre um brinquinho... sim, há cidades assim espalhadas pelo mundo, onde a limpeza impera porque, por certo, é o resultado de uma das grandes preocupações dos representantes do povo, eleitos e mandatados por este para o exercício de um poder que deveria ser sempre exercido de forma humilde - de facto, estão lá para servir - e que é sempre temporário, graças aos deuses todos!!!, por certo! E vou só deixar um exemplo, este, que a conversa já vai longa.
Há uma terceira vertente que é a que aborda o assunto pela perspectiva do turismo e dos turistas que por aqui deambulam procurando a Princesa do Tâmega. É o caso deste post.
E há uma quarta vertente, a das pessoas que, literalmente cansadas de ver a porcaria à sua frente, pegam nas vassouras e varrem um chão que é de todos, pegam nas enxadas e cortam as ervas e eu sei lá!" e não preciso sair da minha rua para deixar dois exemplos, aqui, neste ano de 2017 e este exemplo do já mais recuado ano de 201.
É claro que todas estas perspectivas se cruzam e aparecem abordadas não de forma estanque na maioria dos meus posts sobre o lixo.
Finalmente, há uma quinta perspectiva que é a dos marcianos e que se manifesta de forma grave. Se o município de Amarante está ocupado por políticos do ps, os marcianos, simpatizantes ou filiados deste/neste partido político, não vêem o lixo, fazem de conta que não vêem o lixo ou, pelo menos, tal não os parece incomodar. Se forem do psd... ambos os dois... estranhíssimo... não é que acontece o mesmo?
Ora, vem isto a propósito do estado deplorável em que se encontra a Biblioteca Municipal de Amarante, obra maravilhosa do ponto de vista arquitectónico, mas literalmente a meter água desde que foi recuperado este magnífico edifício onde se encontra instalada e que já foi casa particular (Casa da Cerca) e convento de freiras (Convento de Santa Clara).
Repesco o que escrevi aqui, em 2014, devia eu ser marciana do psd... porque os de partido contrário conseguem ver tudo, tudinho:

Não é Património Mundial da Humanidade. Também não é Monumento Nacional. Mas, caramba!, exteriormente falando, mete nojo.
E merecia outro respeito... não?
Quem a lava?

Agora, por certo marciana do ps, volto à carga. Porque por certo sou mutante... para além de marciana. 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Declaração Universal dos Direitos Humanos


Declaração Universal dos Direitos Humanos

Hoje recupero dois posts antigos sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos a que só retirei a repetição do video que uso sempre para assinalar esta importante data.

SÁBADO, 10 DE DEZEMBRO DE 2011


Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Não é a primeira vez que posto este excepcional vídeo sobre os direitos humanos. E não será a última.
Para grande parte da humanidade tudo está ainda por cumprir.



Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU, 10 de Dezembro de 1948

SÁBADO, 10 DE DEZEMBRO DE 2016


Dia Internacional dos Direitos Humanos

Imagens surripiadas na net

Dia Internacional dos Direitos Humanos

Comemora-se hoje. Mas todos os dias deveriam ser de salvaguarda dos Direitos Humanos.
Volto sempre a este vídeo. Gostaria de ver estes princípios propagados pelo mundo como um vírus. Porque em dias de tanta incerteza mundial, em que se avistam tantas nuvens sombrias, urge... se urge!... voltar a estes princípios básicos que devem nortear a nossa passagem, sempre efémera, pela nossa casa comum - a Terra.

Óscar de Turismo - Parabéns, Portugal!


Óscar de Turismo - Parabéns, Portugal!

Parabéns, Portugal!

E Amarante entro dele... atenção à responsabilidade!

Portugal eleito melhor destino do mundo

Amarante - Cidade Criativa da UNESCO


Amarante - Cidade Criativa da UNESCO

A distinção de Amarante, como fazendo parte de uma rede de cidades criativas distinguidas pela UNESCO, data do final do mês de Outubro e foi/é/será sempre uma distinção importantíssima para esta cidade que é minha.
Para isso contribuíram, sem dúvida!, os inúmeros grupos de bombos existentes nesta cidade, as bandas filarmónicas, a Fanfarra dos Bombeiros de Amarante - não sei se há mais - os quatro órgãos de tubos existentes nas igrejas da cidade e que estão já integralmente restaurados e a funcionar, os eventos musicais e festivais, desde logo o maravilhoso MIMO mas também o Há Fest, o Band' Arte, o Mercado da Música e o Palcos de Verão, os grupos de rancho, as marchas populares, os grupos corais, o compositor José Coelho dos Santos, a Orquestra do Norte que reside em Amarante - não a deixem fugir! - os inúmeros grupos de géneros musicais tão diversificados e que se passeiam pelo Hip Hop ou pelo Rock ou..., as escolas de música, tantas!, espalhadas pela cidade e pelos seus arredores e que têm feito um trabalho verdadeiramente notável, as escolas básicas de Amarante que souberam agarrar um ensino articulado que sai da caixa geral ao apostar também na música, o renascimento, notável!, da viola amarantina tocada hoje por centenas de miúdos e graúdos, obrigada senhores Professores na pessoa do Professor Zé Eduardo Costa! e obrigada Propagode!, os inúmeros grupos que conservam o tradicional cantar de janeiras, a chula de Carvalho de Rei, o Festival Internacional de Jovens Pianistas, Festival de Guitarra, Festas do Junho, Feira à Moda Antiga, Festa Amarantina, Festas de Santa Luzia, à associação Gatilho que tanto tem promovido a música e... por certo que me está a escapar algo pelo qual peço desde já desculpa antecipada.
É claro que para aqui chegarmos foi necessário agregar tudo isto, foi necessário alguém ter a ideia - desconheço por completo a quem pertence a inspirada ideia - e foi necessário meter pés ao caminho para preparar e lançar a candidatura, o que foi feito pelo Município de Amarante na pessoa da Dr.ª Aida Guerra a quem eu tiro desde já o meu chapéu pela eficácia da candidatura.
Obrigada a todos quantos diariamente ajudam a fazer desta cidade uma cidade melhor. Por aqui, vamos! Certo?

Candidatura da cidade de Amarante à Rede de Cidades Criativas da UNESCO - categoria música

CANDIDATURA À REDE DE CIDADES CRIATIVAS DA UNESCO

Amarante, Barcelos e Braga classificadas como Cidades Criativas da UNESCO

Fugas - Amarante, o “palco natural” da música

sábado, 9 de dezembro de 2017

Alerta Vermelho


Alerta Vermelho

O que quer dizer que o alerta vermelho também é para aqui. Só espero que não haja para aí inundações... porque pelo aspecto das sarjetas...

Hoje - Tâmega em Amarante, Hoje

Amarante e o Tâmega - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias e Magalhães

Hoje - Tâmega em Amarante

Há uma diferença enorme entre olhar e ver e alerto os meus alunos sobre a importância do ver logo na primeira aula de apresentação. O olhar é mais pobre e redutor do que o ver sendo que o ver implica interiorização e consciencialização enquanto o olhar não implica coisa alguma. De facto, eu posso olhar para um qualquer objecto ou pessoa de olhar muito para além de vazio e não verei nadica de nada... e todos nós já experimentamos este desconforto que se torna consciente a partir do momento em que do simples olhar passamos ao complexo ver. Depois ainda temos outra componente pois cada um de nós pode ver somente o que lhe apetece sem ver tudo quanto está diante dos seus olhos.
Hoje desci ao Tâmega, encantada com Ele. Adoro dias de neblina no rio que nos possibilitam a captação de uma paisagem excepcionalmente bela. O rio é de uma beleza quase indescritível e a cidade de Amarante, no seu centro histórico, debruçada sobre ele, também.
Mas não vi só este encantamento. Tenho 56 anos e uma vista treinada. Quero ver a minha cidade e o meu rio limpo e asseado todos os dias. Mesmo por debaixo do tapete para onde alguns parecem gostar de atirar o lixo. E não desisto de o exigir.

Escrevi eu em 29 de Dezembro de 2007:

A formação do nevoeiro é um fenómeno sem segredos para os amarantinos e que todos os amarantinos tratam por tu. Presumo que todos se adaptem mais cedo ou mais tarde a este fenómeno incontornável para uma terra com rio. Presumo que muitos até gostem. De facto os dias de nevoeiro são abundantes aqui, e o nevoeiro, não raras vezes, junta-se a uma humidade e a um frio que penetram até às profundezas da nossa alma, aquietando-se por lá, confortavelmente instalados, eles, mas provocando em nós um arrepio e uma sensação de desconforto constante.
São pois muitos os dias de nevoeiro que cobrem o vale, acompanhando a linha sinuosa do Tâmega, e que eu, não raras vezes, observo encantada do meu refúgio da Barca inundado já de sol.
Os dias de nevoeiro são muito diferentes entre si. Há dias em que o nevoeiro é uma simples neblina espalhada uniformemente no ar que teima em permanecer durante todo o dia. Outros há em que o nevoeiro é denso denso e se abate sobre Amarante como uma cortina impedindo a visão a mais de uns poucos metros de distância. E há os dias a que eu chamo dias de nevoeiro farripado e em que o dito surge em farripas, aqui e ali entrecortadas por um céu limpo e azul, farripas que se vão dissipando, cedendo passagem a dias ensolarados e magníficos.
Todos são bonitos e todos têm o seu encanto porque alteram a nossa percepção do mundo, porque nos remetem para o não óbvio e o não evidente, porque nos remetem para o difuso e o fantasmagórico e nos deixam uma aura de mistério no ar.



 
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