Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Novas da Mobilidade Docente Indecente

 
Novas da Mobilidade Docente Indecente

Mobilidade docente é para «todos» os quadros do Ministério

Capice?

Ou seja, o MEC iniciou as negociações... e a bola está agora do nosso lado...

Chutamos?

As Exauridas, os CEF e as Aulas de Zumba

Descanso em Pascoaes - Gatão - Amarante
Fotografia de anabela Matias de Magalhães
 
As Exauridas, os CEF e as Aulas de Zumba

Exauridas estamos. Eu e a minha Companheira de Lutas chamada Ana Osório, ambas a desempenhar o cargo de Directoras de Turma dos Cursos de Educação e Formação, das duas turmas de Pastelaria/Panificação, de 2º ano, um curso de Tipo II que existe na EB 2/3 de Amarante.
Depois de acordados os estágios com os/as donos/as das pastelarias/padarias locais, registo com orgulho que não recebemos nem um não aos estágios solicitados. Ora isto não acontece por acaso. Sentimos orgulho pelo trabalho feito e desenvolvido em anos anteriores com os alunos sempre mais difíceis de CEF, enviámos para estágio quem o merece frequentar e está apto a aguentá-lo e a aguentar uma PAF onde cada um tem de se desenrascar sozinho. Foi para isso que eles foram preparados ao longo de dois longos anos.
As reuniões de avaliação já foram cumpridas e hoje foi uma loucura de dia de aulas entremeadas com reuniões gerais com encarregados de educação para informação sobre tudo o que diz respeito aos respectivos educandos, a partir de amanhã estagiários por um mês, apresentações dos alunos e alunas nos respectivos locais de estágio/trabalho acompanhados de papeladas muitas... e toca de andar de um lado para o outro entre freguesias bem distantes umas das outras, com recomendações sempre na ponta da língua... sejam um primor de educação, de limpeza, cheguem a horas, nem um minutinho de atraso... aliás cheguem uns minutinhos antes da hora..., sejam prestáveis, colaborantes, esforçados, trabalhadores, deixem uma excelente imagem vossa, dos vossos professores, da instituição que representam e que é a EB 2/3 de Amarante... os alunos que chegarão a estágio para o ano agradecem. Nós também.
O filme repete-se - aqui, aqui, aqui, aqui e ali. Já o vimos antes, voltamos a vê-lo de novo nesta recta final de ano que nos levará Julho adentro com trabalho até os largarmos, definitivamente, lá para meados desse mês abasador já em pleno Verão.

E como andamos exauridas, eu e ana Osório mais uns quantos companheiros de luta!, nada melhor do que acabar o dia com uma puxada aula de zumba, dançada a ritmos loucos e descoordenados destas principiantes que seguem a Inês Fontoura Magalhães, nossa professora entusiasmada dixit!
Boa, Inês! Estou aqui que nem posso! E isso é muito bem...

Nota 1 - Fica tu de pé, Osória, que és mais nova! Quanto a mim, encosto às boxes no mirante do Teixeira de Pascoaes...

Nota 2 - Agradecidas pela preciosa ajuda de hoje, Paulo Correia e Vitor!

Novas da Greve

Novas da Greve

Professores pagam greve às avaliações

FNE reúne hoje Secretariado nacional para decidir greve

E quanto à FNE ainda nada foi decidido. Vão entrar em conversações com o MEC e se... se... mais se... e se... não aderem. Se não, aderem.

 

Pensões Vitalícias de Políticos

Pensões Vitalícias de Políticos

Sempre a aumentar. Uma sem vergonhice total.



E as dos comuns dos mortais? Sempre a diminuir. Uma sem vergonhice total.

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

A Luta Continua?


 A Luta Continua?

A garantia dada pelo Mário Nogueira parece-me curta. Porque não é só a mobilidade especial que está em causa.
Mas isto sou eu que penso. Mas isto sou eu que digo.

A luta continua?

Nota - Recorte surripiado aqui.

Última Hora - Resultados Eleitorais

Última Hora - Resultados Eleitorais

Este foi o resultado das eleições no meu agrupamento:

Dina Sanches - 12
Paulo Vasconcelos - 8
Abstenções - 1

Na hora da vitória, deixo os meus parabéns aos vencedores. Na hora da derrota, deixo a minha solidariedade aos vencidos.

Greve Estranha?

Greve Estranha?

Greve estranha? Não me parece. Reveladora duma enorme dose de paciência até ser decretada? Mas expectável? Sim, sem dúvida.

Nuno Crato garantiu hoje que o Governo tudo fará para que os alunos não sejam prejudicados nos exames pela anunciada greve dos professores que classificou de "estranha".   

Manif

 
Manif

Conselho do Povo contra Conselho de Estado. Amanhã, pelas 17 horas, em Belém.

Domingo, 19 de Maio de 2013

Exposições - Eduardo Teixeira Pinto

 
 
Exposições - Eduardo Teixeira Pinto

É um facto que Amarante foi berço de superiores nascimentos que enriqueceram enormemente Portugal do ponto de vista artístico e cultural. Foi/é o caso de Eduardo Teixeira Pinto, para mim Senhor Eduardo, um superior fotógrafo que fotografava como quem faz poesia e que foi um dos mais importantes e premiados fotógrafos portugueses do século XX.
Hoje partilho a informação de duas exposições que estão a decorrer aqui pelo Norte de Portugal, uma em Esposende e a outra em Vila Nova de Cerveira.
Apareçam. Garanto-vos que não dareis o tempo como perdido.

Portugal Irrespirável - Banif

Portugal Irrespirável - Banif

Juro que passou agorinha mesmo uma vaca a voar alegremente nos céus deste Portugal...



Nota - Com os meus agradecimentos à Teresa Almeida a quem surripiei este vídeo.

A Palavra a Amadeo de Souza-Cardoso

Pintura Sobre Barco Moliceiro - Ria de Aveiro - Aveiro
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
A Palavra a Amadeo de Souza-Cardoso

"Aqui (Paris) respira-se, em Portugal abafa-se."

Amadeo, em 1907.

Lamento, Amadeo, passados mais de cem anos, e uns regimes políticos depois, continuamos a abafar por aqui.

Reflexão Sobre o Processo Eleitoral num Agrupamento

Azáleas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Reflexão Sobre o Processo Eleitoral num Agrupamento

Por acaso o que motiva este post é o processo eleitoral, eu preferiria chamar-lhe escolha, que decorre no meu agrupamento, para se encontrar o/a director/a que dirigirá os destinos de toda uma comunidade educativa nos anos mais próximos. Mas podia nem ser, podia ser o processo eleitoral/de escolha de director/a de um outro agrupamento qualquer deste país à beira mar plantado que as críticas seriam exactamente as mesmas.
Não gosto deste sistema. Acho-o dado ao vício, profundamente dado às jogadas, às manobras de trocas de votos, de "vendas" de votos, às influências das forças partidárias, ou de outras forças vivas, chamemos-lhes assim, da cidade, da vila, do que for. Não gosto deste sistema.
Este modo de chegar/encontrar/escolher/eleger o/a director/a de um agrupamento foi engendrado por políticos enfeudados num sistema que privilegia a influência, a ligação, o pequeno poder, o pálio da cobertura e que, por isso mesmo, não presta. É lixo. Tão longe do processo eleitoral profundamente democrático que encontrei quando iniciei a minha carreira docente... uma cabeça, um voto, reivindicação do povo reunido nos Estados Gerais convocados por Luís XVI a um passo de estalar a Revolução Francesa, farto de perder, inevitavelmente, com o sistema de votação por ordem que permitia a união entre Clero e Nobreza. Andamos para a frente, andamos para trás, e como andamos para trás temos agora a eleição/escolha do/a director/a, e que podia estar nas mãos de centenas de pessoas que trabalham neste agrupamento, nas mãos de apenas vinte e uma pessoas e em que a maioria de votantes é exterior ao próprio agrupamento e sabe lá o que por lá se passa!
Jogadas para aqui, pressões para acolá, encostanços à parede para acoli, os processos eleitorais transformaram-se em coisa indigna, suja, nojenta até, com forças partidárias envolvidas até ao tutano e do conhecimento geral porque é impossível reter a informação numa terra tão pequena como esta em que todos conhecem todos e que é um rectângulo chamado Portugal.
Lamento isto. Já vi este filme muitas vezes. Não contem comigo para dele participar. Não contem comigo para estes números tristes. Sou uma zeca, um soldado raso. Foi para isso que me formei, seguindo a minha vocação. Não aspiro a galões. Abomino cargos. Não aspiro a nada que me possa retirar da sala de aulas, o meu lugar sagrado na Escola, a não ser que eu transforme um qualquer exterior ou interior numa verdadeira sala de aulas.
Assim iniciei a minha carreira, assim quero permanecer até ao fim dos meus dias.
Tenho dito.

Nota 1- Até escolhi flores para me alegrar o Domingo... rsrsrssrsrsrs... que coisa feia!
E, senhores políticos desses polvos chamados partidos políticos, mudem este processo eleitoral, indigno sempre, mas especialmente indigno quando se trata de uma Comunidade Educativa que deve ser, em todos os processos, exemplar, e restituam-no, de novo, de novo!, às bases, às mãos legítimas de onde ele nunca deveria ter saído.

Nota 2 - (escrita às 16:22) - Que fique bem claro que este post foi escrito tendo por motivação o processo eleitoral do meu agrupamento. Que fique bem claro que eu não disse nada mais para além disto. Parece que o meu português não é entendível por alguns. Que fique bem claro que a minha crítica está muito para além de um caso particular e concreto porque está acima dele e é uma crítica geral à política baixota que estes políticos rasteiros engendram, propositadamente. Nada disto é inocente. Nem aqui, nem ali, nem acoli.

Boa Noite!

Orquídeas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Boa Noite!

Com as flores mais belas do mundo, robustas e delicadas, de cores quentes e formas sensuais.

Sábado, 18 de Maio de 2013

Carta aos Pais

Carta aos Pais

Escola Secundária Francisco de Holanda, em Guimarães

Ex.mo Sr.
Encarregado de Educação:

Tendo em conta a gravidade da situação do país e, muito em particular, da Escola Pública, dirigimo-nos, deste modo, aos Pais e Encarregados de Educação.

Como é sabido, o Governo tem vindo a encetar uma série sucessiva de cortes nas funções do Estado e, em particular, na Escola Pública, visando, ao que dizem, equilibrar as contas públicas e diminuir a dívida do país.

No entanto, como também é público, não só a dívida global do país tem aumentado como também o défice, pese embora o crescente empobrecimento de funcionários públicos e pensionistas, não dá sinais de estabilizar. Em grande parte, a subida da dívida e a manutenção do défice nos valores atuais deve-se a que as políticas de austeridade têm conduzido a um brutal aumento do desemprego, e consequentes encargos sociais, e à diminuição do consumo em geral, fazendo diminuir, ao mesmo tempo, os resultados das coletas de impostos, em virtude da diminuição acentuada da atividade económica.

No entanto, o efeito destas políticas especificamente sobre a Escola Pública é ainda mais terrível. Tendo como objetivo a sua desestruturação, o Governo decidiu encetar na Educação uma série de políticas, das quais destacamos:
  • cortes nos apoios socioeconómicos às famílias (SASE, NEE, apoios escolares…);
  • aumento do preço dos manuais escolares;
  • aumento do custo dos passes de transportes escolares;
  • aumento do número de alunos por turma, até ao máximo de trinta;
  • aumento do horário de trabalho letivo dos professores, implicando a diminuição de aulas de apoio individualizado aos alunos;
  • aumento de número de turmas e de alunos por professor, que pode, em alguns casos, chegar a mais de 250 ou mesmo 300 alunos por professor;
  • diminuição do número de horas dos professores para receber as famílias dos alunos;
  • quase eliminação de horas no horário de trabalho dos professores para o trabalho individualizado ou não disciplinar com os alunos;
  • congelamento das carreiras e progressões profissionais dos professores, há pelo menos seis anos;
  • redução acentuada dos salários;
  • redução do número de funcionários auxiliares/administrativos.
Todas estas políticas, incluindo um novo e considerável aumento do horário de trabalho dos professores, nova redução de salarial, anunciado aumento das propinas dos alunos (espécie de taxas moderadoras da educação), das refeições escolares/bar/reprografia têm um único objetivo: reduzir o investimento na educação até um mínimo desprezível, permitindo o despedimento do máximo de professores e outros funcionários das escolas, abrindo espaço à privatização do ensino público e à sua transformação num negócio, transformando a Escola Pública numa escola exclusiva para pobres.

Claro que conhecemos uma certa argumentação segundo a qual o despedimento de professores tem diretamente a ver com a redução do número de alunos. Mas isso simplesmente não é verdade. O número de professores aposentados nos últimos anos tem sido verdadeiramente esmagador, compensando a relativa diminuição do número de alunos, para já não falar no enorme número de adultos e jovens adultos portugueses com baixíssimas qualificações que procuram as escolas portuguesas mas a que estas, pelos cortes produzidos, não são capazes de responder.

A Escola Pública está no centro da Democracia portuguesa. Ela é o seu mais poderoso instrumento de ascensão, mobilidade e igualdade social, tendo produzido as mais qualificadas gerações da história de Portugal, permitindo que os jovens de todas as classes sociais e níveis económicos pudessem aspirar a uma vida melhor. O que estas políticas do Governo pretendem é, pelo contrário, diminuir a capacidade de ação educacional e cívica da Escola Pública, entregando ao mercado e à competição económica a tarefa de qualificar os portugueses. Todos sabemos onde isso nos irá conduzir: à criação de uma sociedade com dois níveis: um para ricos e outro para pobres, sem espaço para a justiça e a igualdade social. A curto prazo é a própria democracia portuguesa que está em causa.

Todas estas políticas afetarão imediatamente as vidas de milhares de professores, muitos com dezenas de anos de serviço, conduzindo-as à pobreza, mas, logo a seguir, afetarão também profundamente todos os portugueses e a capacidade da Escola Pública para educar e formar as crianças e jovens, eliminando as suas perspetivas de um futuro com um mínimo de esperança e prosperidade.

Todas as posições que os professores venham a adotar visam defender a Escola Pública. Neste sentido, vimos apelar aos pais dos nossos alunos para que se ponham do nosso lado na defesa de uma educação de qualidade; sem um número mínimo de professores e condições profissionais, o seu trabalho será crescentemente difícil ou, até, uma triste impossibilidade, cujo preço final não deixará de ser pago pelos alunos das escolas portuguesas.

A defesa da Escola Pública e do trabalho, com qualidade, dos professores, é, afinal, a defesa das crianças e jovens de Portugal (vossos e nossos filhos), para os quais se exige a nossa mobilização e ação conjuntas.

Contamos consigo.
Os signatários do manifesto aprovado em plenário de professores em 8.05.2013

Retirada daqui.

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

FNE - Consulta nacional aos professores e Educadores Portugueses

FNE - Consulta Nacional aos Professores e Educadores Portugueses

A FNE quer saber a opinião dos professores e educadores portugueses sobre as formas de luta a encetar nos próximos tempos. Eu já respondi. Responda também, se tiver opinião, aqui.
A ver se lhes damos coragem...

Cristina Branco - Construção

Cristina Branco - Construção

Ouvi esta versão de "Construção", ao vivo na Casa da Música, na apresentação do novo trabalho de Cristina Branco chamado "Alegria". Excepcional. Para mim, a ultrapassar a versão original do seu autor Chico Buarque de Holanda. Aconselho os meus leitores a colocarem o som no máximo para apreciação do poder vocal de Cristina Branco. E deixo-vos a letra... assim sempre poderão cantarolar...

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado


Amadeo de Souza-Cardoso

Fotografia de Autoria Desconhecida
 
Amadeo de Souza-Cardoso

Quanto mais dele conheço mais o amo. Amo o seu olhar profundo e penetrante, as costas direitas com coluna vertical a condizer, o seu peito lançado para a frente, sem medos; amo a sua rebeldia, o seu pioneirismo, o seu arrojo, a sua determinação, a sua elevação da mediocridade geral, a sua procura de caminhos outros, de percursos novos, o seu querer fazer diferente, a sua necessidade imperiosa de afirmação. Amo este ser original, único, irrepetível, genial.
Por acaso, ou talvez não, escorpião dos sete costados. Por acaso, ou talvez não, nascido numa terra especial que já deu tanto ao país e que se chama Amarante.
Hoje, cito-o.

" Agora a minha idade é outra - resolver problemas e marchar, subir em cultura física, e espiritual e artística ao mais alto degrau, aproveitar desta vida o mais possível, pois que tudo é passageiro, e o céu outrora prometido já não seduz os homens modernos. Em arte estamos em absoluto desacordo. De resto estou-o também com os amigos compatriotas que marcham numa rotina atrasada. Arte é bem outra coisa que quase toda a gente pensa, é bem mais que muita gente julga. Tudo quanto por aqui se faz é medíocre aparte várias coisas. Porque se eu não gosto de Rodin ou Ticiano, todos me dizem que sigo um mau caminho. E porquê? Se cada um se fiasse no caminho que nos aconselham nada de mais se fazia, pois que eles, os outros, só sabem indicar-nos as suas próprias pisadas. Há gente que chama ao meu estado uma pretensão para sair do vulgar - que pensem o que queiram, indiferente me é - eu tenho as minhas razões e bastam. Eu sei o que agrada em geral - eu na generalidade desagrado. Até certo ponto não é menos lisonjeiro."

Amadeo de Souza-Cardoso

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Greve às Avaliações e aos Exames

 
 Greve às Avaliações e aos Exames

Não se esqueçam, basta um grevista por Conselho de Turma e a reunião não se fará... and so on. E os apertados prazos para os exames escafedem-se. Organizem-se. Para vilão, vilão e meio.

Nota - O fino recorte foi surripiado ao João Paulo.

Greve no Primeiro Dia de Exames

Greve no Primeiro Dia de Exames Nacionais

Lamentámos e temos penas. Mas este governo merece formas de luta cada vez mais musculadas.
Contem comigo para o que der e vier! Greve às avaliações e aos exames, pois então! Para grandes males, grandes remédios!

Quem adere?
A bola está agora do nosso lado...

Professores marcam greve para o primeiro dia de exames nacionais
Decisão foi aprovada nesta quinta-feira por nove organizações sindicais. Manifestação nacional será também convocada para Junho.

"Nove organizações sindicais de professores reunidas nesta quinta-feira em Lisboa aprovaram a realização de uma greve geral de docentes no primeiro dia de exames nacionais, a 17 de Junho.
Nesse dia realizam-se os exames de Português do 12.º ano. Antes, entre os dias 11 e 14 de Junho, os professores farão greve a todo o serviço de avaliação. Essa é a altura em que decorrem as avaliações internas dos alunos que frequentam os anos de escolaridade sujeitos a exames nacionais.
“Os professores não têm nada a perder”, justificou o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, na apresentação das conclusões do encontro que juntou hoje num hotel em Lisboa representantes dos principais sindicatos de professores do país.
A Federação Nacional da Educação (FNE), o segundo sindicato mais representativo do sector, ainda está a estudar se apoia ou não a greve."

Continue e ler aqui.

FNE, acho bem que te mexas!!!!

E agora deixo-vos a mesma notícia no Sol e no DN.

Experiência

Auto-Retrato em Janela Francesa - Les Eysies des Tayac - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Experiência

Plantei uma roseira linda, de rosas pequeninas sanguinolentas, mesmo à entrada de minha casa.
Veremos quanto tempo por lá permanecerá, veremos se lhe será dado o tempo necessário para que enraize e tome forma e trepe parede acima ajudando assim, com a sua floração, a embelezar Amarante.
Darei novas.

Pastéis de Tentúgal

Processo de Fabrico dos Pastéis de Tentúgal - Afonso - Tentúgal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Pastéis de Tentúgal

Desconhecia por completo o seu processo de fabrico e ainda hoje, um dia após ter assistido ao fabrico da sua massa, não deixo de me espantar com o que estas mulheres fazem a partir de flor de farinha e água, uma massa que estica, estica, estica, parecendo ter uma capacidade de crescimento quase ilimitada até ficar uma película de uma espessura tão fina, mas tão fina!, que deixa ver por completo uma mão por detrás dela.
Incríveis estes segredos que extravasaram dos conventos para a vida civil e que, por isso, foram preservados para regalo do nosso palato, da nossa barriguinha aconchegada por pastéis incrivelmente deliciosos, delicados, finos, de sabor refinado, de comer e chorar por mais.
As fotografias que ilustram este post foram captadas na casa o "Afonso", em Tentúgal, propriedade de duas irmãs amantes deste pastel incrível que elas se encarregam de preservar, sucedendo à sua mãe, pois este pastel é de confecção feminina, sem excepções.
Depois de pronta, a massa é cortada em finas folhas de formato quase em meia lua, acamadas num tabuleiro que desce ao rés-do-chão da casa, onde se situam os fornos, divisão que exala um cheirinho que apetece comer.
Aqui as mulheres armam os pastéis que, depois de feitos, são levados ao forno cerca de 15 minutos et voilá! pastéis prontos a serem consumidos, directamente de Tentúgal para uma qualquer mesa amarantina, no caso a minha, e daí directamente para o meu papinho guloso que nem sei!
Valham-me os bons genes herdados que nem por isso me deixam crescer para os lados... eheheh...

Nota - Para os interessados aqui deixo alguma informação pertinente que vos fará ir com facilidade ao "Afonso" e ainda um filme onde podem ver o que acabei de explicar.

Empresa: O Afonso (Tentúgal)           
Endereço: Estrada Nacional 111
Código Postal: 3140-563 TENTÚGAL
Distrito: Coimbra
Telefone: 239 951 140
 

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Vitor Gaspar

Vitor Gaspar

Ahahah... eheheh... ihihih... ohohoh... uhuhuh... a luta continua...


Os Cidadões de Cavaco Silva

Os Cidadões de Cavaco Silva

Sou eu, és tu, é ele... somos nós.

Logo que a peça apareça disponível coloco-a aqui.

Ovos Moles - Oficina do Doce - Aveiro

Ovos Moles - Oficina do Doce - Aveiro
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Ovos Moles - Oficina do Doce - Aveiro

A visita à Oficina do Doce, em Aveiro, situada mesmo em frente à ria por onde navegam coloridos e pachorrentos moliceiros, foi uma experiência única para quem gosta de fabricar doçaria, os nossos alunos dos Cursos de Pastelaria/Panificação, e para quem gosta de a degustar... euzinha... eheheh...
O custo da visita, que inclui o visionamento de um pequeno filme sobre a história dos Ovos Moles e uma demonstração do acabamento deste doce opulento e requintado que nos deixa a lamber os beiços e onde se permite o meter a mão na massa, para quem o quiser fazer, é de 1 euro e meio por cabeça, nada de transcendental, mesmo nos dias de penúria que correm.
A Oficina do Doce tem a coisa muito bem estruturada, as visitas sucedem-se umas atrás das outras, sendo este tipo de serviço uma mais valia para a própria casa, em primeiro lugar, porque há sempre gente que no final da visita compra isto mais aquilo, afinal o doce nunca amargou!, e constitui, sem dúvida, uma mais valia para a própria cidade onde as camionetas com alunos e com turistas chegam umas atrás das outras.

Nota - Fiquei a pensar se não seria interessante uma confeitaria aqui da minha cidade agarrar este touro pelos cornos e meter a mão na massa da divulgação da nossa doçaria conventual... deliciosa e não estou a exagerar! e, ao mesmo tempo, ampliava o seu negócio e ofertava um outro serviço a alunos e forasteiros nacionais e estrangeiros...
Amarante ficava a ganhar... não?

Nota - A todos os interessados, podem espreitar a página da Oficina do Doce clicando aqui.

Visita de Estudo - CEF

Pastéis de Tentúgal - Tentúgal - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Visita de Estudo - CEF

Confesso que estava com algum receio desta visita de estudo que decorreu hoje na maior das normalidades e alegrias... porque isto de juntar três turmas de CEF de Pastelaria/Panificação, uma de 1º ano e duas de 2º tem que se lhe diga e é um risco, assumido, porque eles têm dias...
A visita foi feita de Ovos Moles de Aveiro, da parte da manhã, e de Pastéis de Tentúgal depois de almoço e foi interessantíssima para todos, sem excepção.
O comportamento dos alunos foi francamente bom, educado e respeitador e por isso aqui lhes deixo os meus parabéns, para memória futura de uma visita em que os alunos de três CEF não envergonharam os seus professores e não deixaram a nossa Escola, Pública, de honra manchada. É sempre um gosto quando regressamos a casa de sorriso nos lábios com a satisfação do dever cumprido.
A C teve a oportunidade de, quase a chegar a Amarante e ao microfone, agradecer o nosso trabalho, que, diga-se de passagem extravasa para além dos professores porque é de uma equipa que se estende também por funcionários, direcção, encarregados de educação e em que há sempre mais êxito se todos remarem a bom remar para o mesmo lado... por vezes tarefa complicada... visando uma finalidade, visando o sucesso, a transposição da dificuldade, do obstáculo.
Comovente ouvi-la dizer de viva voz "Agradecemos aos nossos professores por nunca terem desistido de nós."... agora que estamos já na recta final do trabalho feito com os alunos das turmas do segundo ano, que em breve ingressarão em estágio, para depois regressarem à Escola, Pública, e prestarem contas das aprendizagens práticas adquiridas no âmbito da Padaria e Pastelaria através de um exame prático chamado PAF. Eles têm consciência das dificuldades da nossa missão...
Não é um trabalho coroado de êxito a 100%, há alguma coisa ainda a limar, aqui e ali, comportamentos a ajustar que, espero, ficarão limados e ajustados nas pastelarias/padarias locais onde estes alunos ingressarão já numa espécie de experiência de mercado de trabalho real.
Desejo-lhes a todos muita sorte e muito trabalho para a etapa que começará em breve.
E, claro, darei novas sobre estes meus/nossos alunos da Escola Pública Portuguesa que se orgulha de o Ser.

Nota 1- A fotografia que escolhi para ilustrar este post não é das mais felizes, ainda por cima assim cortada só a mostrar as pernas deles... mas é simbólica, eles estão em movimento... movimentando-se em direcção a um futuro que, espero, lhes seja risonho...

Nota 2 - Obrigada, Paulo Correia, pela excelência da ideia de os levar aos Ovos Moles e aos Pastéis de Tentúgal! Obrigada, Gabriel Vilas Boas, pela excelência da organização!

Nota 3 - Obrigada pela insistência, Elisabete Costa e Gabriel Vilas Boas! Sem ela eu teria perdido esta preciosidade...

Nota 4 - Os meus agardecimentos pela excelente companhia à Paula Gomes, Elisabete Costa, Paulo Correia, Manuel Gonçalves e Gabriel Vilas Boas!

Valeu! Se valeu!

Vou Ali e Já Venho!

Auto-Retrato - Rio Ôlo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Vou Ali e Já Venho!

A ver se encontro o 5º Segredo de Fátima...

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

O Milagre de Nossa Senhora de Fátima

O Milagre de Nossa Senhora de Fátima

É o que a mulher dele diz... mas esta gente endoidou?


Cavaco: Foi obra da N Sra de Fátima! por JoaoTillyAudioVisuais

Requalificação da Função Pública

 
Requalificação da Função Pública

Leia-se despedimentos.
E ainda nos gozam...

Knockin On Heavens Door

Knockin On Heavens Door

Na sua versão mais sofrida, pelo maravilhoso Antony and The Johnsons.


Sobre a Loucura

Sobre a Loucura

A palavra a Vitor Gaspar:

 “Relativamente à questão muito importante dos depósitos bancários, foi absolutamente claro que a garantia de depósitos abaixo dos 100 mil euros é sacrossanta”.
“Para depósitos acima desse limite, a possibilidade de existência de perdas não é perentoriamente excluída, mas apenas ocorrerá, na perspetiva da esmagadora maioria dos intervenientes, em último recurso e se for absolutamente necessário”.
“Repito, abaixo do limite de 100 mil euros, os depósitos são sagrados”.


A palavra a Nuno Melo:


 

Ainda a propósito da recapitalização dos bancos, com recurso aos depósitos dos clientes - o risco para as pessoas colectivas

É um equívoco pensar-se, que sendo apenas os depósitos superiores a 100 mil euros afectados pela eventual necessidade de recapitalização de bancos, se tratarão de poucos depósitos e de gente ri...ca.
Em primeiro lugar porque nem sempre se trata de gente rica. Sendo que de qualquer forma se trata de dinheiro das pessoas e não dos bancos.
Mas principalmente, porque os depositantes não são apenas pessoas singulares.
Também são pessoas colectivas. Falamos de milhares de empresas, misericórdias, fundações privadas e IPSS´s em geral, que asseguram os empregos da generalidade das pessoas e em alguns casos até fazem do apoio social o seu próprio objecto.
Será frequente os depósitos destas pessoas colectivas serem superiores a 100 000 €. E não se tratam de poupanças. Antes sim da liquidez corrente que mensalmente assegura a vida dessas empresas e entidades.
Dinheiro com o qual financiam a sua actividade, comprando matérias primas, pagando a trabalhadores e fornecedores, promovendo a ajuda aos mais carenciados e até liquidando todos os encargos com o Estado.
Por isso, quando acima dos 100 000 € o dinheiro das empresas ou entidades mencionadas exemplificativamente, seja apropriado para efeitos da recapitalização de um banco, não será um depositante (pessoa colectiva) apenas, o prejudicado.
Serão também os trabalhadores que eventualmente ficarão sem emprego - se a empresa que perdeu o seu dinheiro não puder pagar salários - os fornecedores, que não receberão o que é devido pelas mercadorias ou matérias primas vendidas, os beneficiários do apoio social (idosos, crianças e necessitados), que deixarão de o ter e no limite, o próprio Estado (e nessa medida os contribuintes), que não receberá contribuições fiscais, suportará os custos das pessoas no desemprego, e não terá condições de se substituir a todos quantos antes asseguravam no esforço privado ou cooperativo a ajuda devida.
Não se julgue por isso que a recapitalização de bancos com recurso ao montante de depósitos acima dos 100 000 € será um problema de poucos e ricos.
Porque será seguramente um problema de muitos mais...

Dádiva - Generosidade











Comissão Europeia - Bruxelas
Fotografia de Bruno Carvalho

 
Dádiva - Generosidade

Há colegas queridos, solidários, generosos, dispostos a fazer o bem, dispostos a ajudar o outro, enfim, há colegas vivos e bem formados... graças a deus, né?
Estes são os colegas que me interessam enquanto pessoas e enquanto profissionais porque dotados de valores que eu partilho por inteiro. Nem sempre são os mais próximos, fisicamente falando, claro está!, de mim... mas felizmente temos esta net a aproximar-nos, permitindo-nos trocar ideias e estratégias de actuação que nos fazem progredir trilhando caminhos novos, ajudando-nos a sobreviver e a manter alguma sanidade mental no meio da hecatombe e da mediocridade instalada neste rectângulo à beira mar plantado.
  
É que nem precisei de pedir... e isso tem ainda mais valor face à minha sensibilidade...
 
"Querida Anabela, tenho umas fotos do Parlamento e Comissão para te passar caso as queiras utilizar."
 
Pois claro que quero, meu querido Bruno Carvalho, meu estimado colega de História! Que jeito me darão as tuas fotografias para a reciclagem da minha apresentação em PowerPoint sobre a agora miserável UE!

Agradecida, muito, por não te esqueceres de mim... nem do meu trabalho... e que bom receber presentes... mais ainda se inesperados!
Gosto disto!

A Luta Continua

A Luta Continua

A luta continua e em várias frentes. Aqui sob a forma de pressão sobre os sindicatos. Mexam-se, porra!

Escola Pública - Plataforma pela Educação

https://www.facebook.com/ESCOLAPUBLICAPPE?hc_location=stream

16 DE MAIO - CONCENTRAÇÃO DE PROFESSORES À PORTA DO HOTEL EM LISBOA, ONDE SE VAI REALIZAR UMA REUNIÃO DAS ESTRUTURAS SINDICAIS (FENPROF e FNE entre outras), COM ENTREGA DE MANIFESTO A REINVIDICAR LUTAS MAIS RADICAIS CONTRA O GOVERNO
MANIFESTO

1. Rejeitar em absoluto o aumento do horário de trabalho dos professores para as 40 horas semanais. Todos os indicadores internacionais de trabalho dos professores dizem que os professores portugueses são dos que trabalham mais horas dentro da sala de aula.
2. Rejeitar em absoluto a integração dos professores no “regime de mobilidade especial da Função Pública”, objetivo do governo que não é mais que um despedimento coletivo selvagem.

3. Recolocar na mesa negocial entre os parceiros educativos, a redução do número de alunos por turma e uma nova Reorganização Curricular que vise uma Escola Pública de qualidade com uma formação integral para todos.

4. Solicitar aos vários sindicatos de professores, particularmente aos mais representativos, que encetem todas as formas de luta visando combater este anunciado assassínio da profissão docente e da Escola Pública.

4. Que essas formas de luta passem, desde já, pela convocação de uma Greve às avaliações ou e exames nacionais.

PpP

APRESENTA PROPOSTAS PARA INCLUIR OU ALTERAR TEXTO BASE; DIZ SE ESTÁS DISPOSTO A PARTICIPAR NA CONCENTRAÇÃO

O Exemplo Grego - À Atenção dos Professores de Portugal

O Exemplo Grego - À Atenção dos Professores de Portugal

Vivemos tempos incríveis onde acontecem coisas que não lembram ao diabo em países europeus de pleno direito.
Esta notícia, surripiada inteiramente aqui, que eu já tinha lido algures em espanhol, é inaceitável e vergonhosa num Estado de Direito, num Estado Europeu.
E quanto a nós, chegaremos a este ponto de loucura?

Grécia proíbe o direito e declaração de greve dos professores

"A Grécia aprovou no final do mês passado um pacote de medidas para o corte de gastos do orçamento do país. O projeto prevê, entre outras coisas, a demissão de 15 mil funcionários do governo nos próximos dois anos. Neste domingo (12/05), os professores gregos receberam a notícia que, caso não trabalhem por motivos de greve ou por manifestações contra os cortes, podem ser punidos pelo governo com até vários meses de prisão.
Em nota oficial, a Grécia emitiu um decreto de mobilização forçosa dos professores para evitar a greve que o Olme (Sindicato de Trabalhadores do Ensino Médio) ameaça colocar em prática na próxima sexta-feira (17/05), quando começa o período de vestibulares para seleção das universidades do país.
O decreto foi divulgado hoje (12) pela imprensa local e teve sua publicação feita no Diário Oficial do Estado e fala sobre “mobilização forçosa”. “O governo deve preservar os exames de admissão às universidades que estão ameaçados de anulação pela decisão do Olme”, declarou o ministro da Educação Pública, Konstantinos Arvanitopulos.
“O decreto é vergonhoso e horroroso”, bradou por sua vez, o secretário-geral do sindicato, Zemis Kosyfakis, à emissora de rádio Skai. “Não só proíbe o direito de greve, mas também a possibilidade que esta possa ser declarada”, completou.
Já o deputado Dimitris Papadimulis, do principal partido opositor, Syriza, classificou a postura como “ditatorial”. Ele lembrou que é a terceira vez em oito meses que o governo procede à mobilização forçosa de algum setor em greve.
Contudo, o Olme decidiu manter as assembleias de base para tomar decisões sobre a proposta de paralisação a partir de sexta-feira em protesto contra as medidas de austeridade que serão aplicadas. Entre elas, estão o aumento de horas letivas semanais e a demissão de professores interinos.
As últimas greves na educação convocadas pelo sindicato aconteceram em 2006, quando os professores a mantiveram durante 25 dias, e em 1997, quando se prolongou durante nove semanas. Nos dois casos, o objetivo era exigir aumentos salariais e algumas concessões por parte do governo."

Nota - Agradecida pela dica, José Gonçalves!

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

A Luta Continua?


 
 A Luta Continua?

Não gosto do lema "A Escola Pública é Fixe" porque me traz à memória o lema de uma campanha presidencial de um certo político pê esse e eu não gosto destas confusões.
De resto acho muito bem que a FENPROF promova todas as campanhas e mais algumas que tenham como finalidade afirmar a Escola Pública como um Bem Inestimável que de facto é!
Desejo que as conversações entre sindicatos sejam produtivas e levem a um entendimento sobre as formas de luta a desencadear ainda este ano lectivo e atenção que ele está quase no fim!
Espero que as formas de luta decididas não sejam meigas nem mais do mesmo porque a gravidade da situação não se compadece com meias tintas. Mas não se distraiam em conversações com a FNE e afins, nem percam o precioso tempo que se esvai num ápice.
Convoquem-nos para formas de luta arrojadas: greve por tempo indeterminado, greve às avaliações, greves rotativas por ciclos, qualquer coisa que tenha impacto e se note. Se os professores não forem capazes de se unir em resposta a este ataque indigno que está a ser levado a cabo pelo poder político... então serei forçada a concluir que a esmagadora maioria terá aquilo que merece.
Mas não deixem de nos convocar. Passem a bola para os nossos pés e nós jogaremos... se assim o entendermos. Caso contrário, se não nos convocarem para o jogo duro, aviso desde já que não contam mais comigo para manifestações em Lisboa, no Porto, o que seja... e que ponderarei, seriamente, entregar o meu cartão de professora sindicalizada quase desde a primeira hora em que comecei a leccionar.

Saudações Sindicais!

Car@ sóci@ do SPN,

A Federação Nacional dos Professores vai promover uma campanha nacional, em defesa da escola pública e de valorização da profissão docente, tendo como lema A Escola Pública é Fixe. Vamos Defendê-la!

Desde sempre, a FENPROF tem pugnado por uma Escola de qualidade para todos, gratuita, inclusiva e democrática. Nesta perspectiva, entre 14 de Maio e 6 de Junho, um roadshow vai percorrer todo o país (continente e regiões autónomas), parando em cada distrito durante um dia, para afirmação desses valores.
No interior da caravana, estará patente uma exposição de cartoons de Henrique Monteiro, originalmente publicados no Jornal da Fenprof, e um vídeo com depoimentos de reconhecidas individualidades – haverá também um espaço para que os interessados deixem o seu testemunho. No exterior, serão montados 12 painéis temáticos e será feita uma distribuição e recolha de postais para subscrição e posterior entrega no Ministério da Educação e Ciência.
Expressando a potencialidade e a qualidade da Escola Pública, a passagem da caravana será animada por escolas locais, com a manifestação dos seus “trunfos”: práticas, especificidades, projectos, etc.
A campanha tem início no Porto (Praça da Liberdade), amanhã, dia 14, às 9h30. À tarde, a caravana estará na Póvoa de Varzim (Praça do Almada) e, sucessivamente, na área geográfica do SPN, nos distritos de Viana do Castelo (dia 15), Braga (16), Bragança (17) e Vila Real (18).

Aparece! Vem defender a Escola Pública!

Saudações sindicais!

Ups! Paulo Portas, O Líder da Oposição

Ups! Paulo Portas, O Líder da Oposição

Pode ver e ouvir o "deslize" de Marques Guedes.
Sem comentários porque o desnorte sente-se, vê-se, cheira-se.


O Gozo à Conta do Funcionário Público

 
O Gozo à Conta do Funcionário Público

OCDE Portugal aconselhado a recompensar e motivar funcionários públicos

Canyoning - Rio Ôlo






Canyoning - Rio Ôlo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Canyoning - Rio Ôlo

O rio Ôlo é um afluente do Tâmega que nasce na freguesia de Lamas de Ôlo, na Serra do Alvão, e que vem por aí abaixo até se juntar às águas do Tâmega, um pouco abaixo da Ponte do Borralheiro, numa extensão total que nem chega aos 35 km. É um rio de montanha, belíssimo, de águas frescas e cristalinas a deixar ver o fundo ora rochoso, ora arenoso, ora feito de calhaus rolados por onde nadam rápidos peixes gordos e anafados, com piscinas de águas baixas entrecortadas por belíssimas açudes, onde pontuam velhos moinhos abandonados.
Nunca tinha entrado no Ôlo até ontem, dia em que me aventurei na prática de canyoning com os rapazes aqui de casa. Na verdade, durante toda a minha infância, adolescência, e mesmo já na idade adulta, sempre fui cliente do Tâmega, sem nunca me aventurar nestes rios pequenos, mas tão belos, que abundam por aqui, pelo concelho de Amarante... basta lembrar um Ovelha, um Carneiro...
Ontem entrei no Tâmega, em Gatão, pertinho da desembocadura do Ôlo, para o subir de peito feito, ora remando a bom remar, ora saltando fora da canoa, arrastando-a, pela impossibilidade de vencer os seus rápidos, pela impossibilidade de transpor remando o seu leito raso de água, pela impossibilidade de vencer e galgar as suas açudes, por vezes altas que nem sei.
O canyoning, subida de um rio vencendo obstáculos, tem vários graus de dificuldade sendo que o nosso foi de dificuldade baixa... eheheh... mas puxado para uma menina de 51 anos que o praticou ontem pela primeira vez na sua já longa vida. A experiência foi maravilhosa e deixou-me extenuada até dizer chega mas de papinho cheio de uma Senhora Natureza que se dá a todos os que estejam preparados para dela usufruírem.
Rio Ôlo, fiquei cliente!!

Feira dos Doces Conventuais de Amarante - Balanço Meu

Feira dos Doces Conventuais de Amarante - S. Gonçalo
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Feira dos Doces Conventuais de Amarante - Balanço Meu

Assisti ao nascimento desta feira doce amarantina e tenho-lhe acompanhado os passos desde então. Posso-vos assegurar que a feira nasceu, cresceu e está agora mais robusta do que nunca, capaz de atrair milhares de residentes e forasteiros. Presumo que o trabalho dos organizadores aumente a cada ano que passa, na tentativa de fazerem uma feira melhor do que aquela que foi realizada no ano anterior... e isso nota-se. Já tivemos algumas feiras tristonhas no passado. Felizmente não tem sido o caso dos últimos anos com a feira capaz de atrair expositores locais, gostaria de ver na feira uma Confeitaria Tinoca, uma Confeitaria Mário que este ano estiveram ausentes, e nacionais com destaque para as regiões de Margaride, Vila Real, Ovar, Tentúgal, Óbidos... e até uma presença internacional da Lituânia!
A feira decorreu este fim-de-semana conforme anunciei aqui e asseguro-vos que foi um êxito de organização a cargo da Associação Empresarial de Amarante a quem aproveito para dar os meus sinceros e merecidíssimos parabéns. Inaugurada na sexta-feira ao fim da tarde, foi capaz de transformar a minha cidade e de a deixar num verdadeiro corropio de gente, animando-a e dando-lhe a vida que ela merece.
A afluência foi de tal forma imensa que a circulação no espaço da feira, os maravilhosos claustros da Igreja de S. Gonçalo, foi deveras desconfortável durante a tarde de Sábado, disseram-me, e durante a tarde de Domingo, assisti eu.
Não será tempo da feira extravasar, mantendo o belíssimo recinto original mas alargando para o Largo de S. Gonçalo?

Domingo, 12 de Maio de 2013

Paulo Portas, a Bailarina!

Paulo Portas, a Bailarina!

Dedico-lhe o vídeo que todos deverão ver após as maravilhosas notícias saídas hoje do conselho de ministros extraordinário.
Que número de circo, Paulo Portas!



A Luta Continua - Ponto da Situação

A Luta Continua - Ponto da Situação

Só espero que se entendam na luta. E que preparem algo que se note de facto...

Car@ sóci@ do SPN,

"Diversas estruturas sindicais de professores – incluindo as duas maiores federações do sector da Educação – reuniram na passada 5.ª feira, dia 9, no Porto, para debater a convergência de planos de acção. Estiveram presentes as seguintes organizações: Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Federação Nacional da Educação (FNE), Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SEPLEU), Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE), Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) e Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU)

Face às últimas decisões do Ministério da Educação e Ciência, gravemente prejudiciais para a Escola Pública e para a classe docente, as organizações presentes consideram que o momento exige uma resposta adequada por parte de todos os educadores/professores/investigadores e dos seus sindicatos.

Nessa perspectiva, as organizações sindicais voltam a reunir no dia 16 de Maio, em Lisboa, para decidir formas de luta a adoptar.

Saudações sindicais!
 
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