E a Votação, Pá?!
Pois não faço a mínima ideia, ausente que estive em parte certa que não aqui.
Espero que o anjo Gabriel, que deixei a tomar conta da chafarica conforme podeis ver em postagem anterior, o tenha feito a contento.
Sábado, 28 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Museu Amadeo de Souza-Cardoso - Excelentes Notícias
Auto-Retrato - Museu Amadeo de Souza-Cardoso - Amarante
Museu Amadeo de Souza-Cardoso - Excelentes Notícias
Era eu menina e moça e o Museu Amadeo de Souza-Cardoso não era o que hoje é nem assim se chamava. O espaço físico, muito exíguo, partilhado com a Biblioteca Municipal, muito velho e sem quaisquer condições dignas de exposição das peças que já então possuía, foi entretanto renovado pelas mãos de um grande obreiro arquitecto portuense, Alcino Soutinho, em finais dos anos setenta/inícios dos anos oitenta, e não mais deixou de se enriquecer, acrescentando autores, fazendo com que hoje seja o que é - um dos mais importantes museus de arte contemporânea portuguesa... bastaria o acervo do seu patrono, o divino Amadeo, pintor de primeira água em qualquer sítio do planeta... mas também de um Acácio Lino ou de um António Carneiro, isto para destacar apenas os nascidos aqui na minha terra, terra de artistas muitos e variados e de extraordinária qualidade no campo das artes e das letras.
Entretanto as colecções de desenho, pintura e escultura foram sendo sucessivamente acrescentadas, vieram mais "Amadeos"... enriqueceram-se com Dourdil, Vieira da Silva, Cruzeiro Seixas, Resende, Júlio Pomar, Justino Alves, Nadir Afonso, José Guimarães, Irene Vilar, Moisés Duarte... e tantos, tantos outros que fazem parte da nossa história da arte colectiva.
Mas... não há bela sem senão... foi com infinita tristeza que vi desaparecer, do espaço visitável do museu, a colecção de artefactos da Pré-História e de períodos posteriores, relembro especialmente as peças do período romano, que, aquando da minha infância e meninice, estavam expostos no andar superior dos claustros da Igreja do Mosteiro de S. Gonçalo, acessíveis aos nossos olhos curiosos, já à época querendo desvendar o passado.
No âmbito do Projecto História em Movimento, estabeleci uma parceria com o Museo Amadeo de Souza-Cardoso e solicitei, já este ano lectivo, o acesso a estas peças, guardadas em depósito exíguo e longe de todos os olhares, numa arrecadação do museu que eu já visitei, por parte dos meus alunos, os entusiasmados sócios do Clube História em Movimento.
Hoje foi dia de alegria. Dia de deslocação ao museu para acertar a ida dos Diabos de Amarante à minha escolinha... sim, vamos "soltá-los na EB"... eheheh... ao diabo e à diaba... foi dia de receber a informação que, até ao final do ano, parte deste acervo não visitável ficará exposto na sala recém arranjada, onde em tempos funcionou a biblioteca, uma sala maravilhosa, com uma vitrina não menos soberba saída da pena de Alcino Soutinho aquando da sua última intervenção, recente, no Museu Amadeo de Souza-Cardoso.
Confesso que vim para casa feliz. Será outra oportunidade para levar os meus alunos ao museu logo no 7º ano, familiarizando-os com um espaço que eles deverão reconhecer como coisa sua, voltando de novo no 9º ano de escolaridade, com outros objectivos, outras intenções. Feliz porque esta parceria só pode engrandecer as duas instituições locais nela implicadas, E.B. 2/3 de Amarante e Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, e nunca diminui-las.
E é como eu digo, santos da casa têm de fazer milagres. Acção, precisa-se! A união faz a força. Se formos muitos a remar para sítio adequado, chegaremos a local decente. Chega de lamúrias.
Persistência... persistência... resistência! Jamais nos deixaremos abastardar pelos maus exemplos dados neste país, a torto e a direito, vindos de múltiplos sectores.
Os meus agradecimentos a todo o pessoal do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, de uma abertura e dedicação exemplares, especialmente dedicados aos técnicos Cláudia Cerqueira e Renato Teixeira, pessoas incansáveis, de um profissionalismo, alegria e entusiasmo posto no trabalho que devia ser a norma e nem sempre o é. Deixo também os meus agradecimentos ao Dr. Carlos... sem as suas autorizações, nada disto seria possível.
Assim sendo, quarta-feira lá vos espero... a vós e ao casal de mafarricos... contadores da sua curiosa história...
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Era eu menina e moça e o Museu Amadeo de Souza-Cardoso não era o que hoje é nem assim se chamava. O espaço físico, muito exíguo, partilhado com a Biblioteca Municipal, muito velho e sem quaisquer condições dignas de exposição das peças que já então possuía, foi entretanto renovado pelas mãos de um grande obreiro arquitecto portuense, Alcino Soutinho, em finais dos anos setenta/inícios dos anos oitenta, e não mais deixou de se enriquecer, acrescentando autores, fazendo com que hoje seja o que é - um dos mais importantes museus de arte contemporânea portuguesa... bastaria o acervo do seu patrono, o divino Amadeo, pintor de primeira água em qualquer sítio do planeta... mas também de um Acácio Lino ou de um António Carneiro, isto para destacar apenas os nascidos aqui na minha terra, terra de artistas muitos e variados e de extraordinária qualidade no campo das artes e das letras.
Entretanto as colecções de desenho, pintura e escultura foram sendo sucessivamente acrescentadas, vieram mais "Amadeos"... enriqueceram-se com Dourdil, Vieira da Silva, Cruzeiro Seixas, Resende, Júlio Pomar, Justino Alves, Nadir Afonso, José Guimarães, Irene Vilar, Moisés Duarte... e tantos, tantos outros que fazem parte da nossa história da arte colectiva.
Mas... não há bela sem senão... foi com infinita tristeza que vi desaparecer, do espaço visitável do museu, a colecção de artefactos da Pré-História e de períodos posteriores, relembro especialmente as peças do período romano, que, aquando da minha infância e meninice, estavam expostos no andar superior dos claustros da Igreja do Mosteiro de S. Gonçalo, acessíveis aos nossos olhos curiosos, já à época querendo desvendar o passado.
No âmbito do Projecto História em Movimento, estabeleci uma parceria com o Museo Amadeo de Souza-Cardoso e solicitei, já este ano lectivo, o acesso a estas peças, guardadas em depósito exíguo e longe de todos os olhares, numa arrecadação do museu que eu já visitei, por parte dos meus alunos, os entusiasmados sócios do Clube História em Movimento.
Hoje foi dia de alegria. Dia de deslocação ao museu para acertar a ida dos Diabos de Amarante à minha escolinha... sim, vamos "soltá-los na EB"... eheheh... ao diabo e à diaba... foi dia de receber a informação que, até ao final do ano, parte deste acervo não visitável ficará exposto na sala recém arranjada, onde em tempos funcionou a biblioteca, uma sala maravilhosa, com uma vitrina não menos soberba saída da pena de Alcino Soutinho aquando da sua última intervenção, recente, no Museu Amadeo de Souza-Cardoso.
Confesso que vim para casa feliz. Será outra oportunidade para levar os meus alunos ao museu logo no 7º ano, familiarizando-os com um espaço que eles deverão reconhecer como coisa sua, voltando de novo no 9º ano de escolaridade, com outros objectivos, outras intenções. Feliz porque esta parceria só pode engrandecer as duas instituições locais nela implicadas, E.B. 2/3 de Amarante e Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, e nunca diminui-las.
E é como eu digo, santos da casa têm de fazer milagres. Acção, precisa-se! A união faz a força. Se formos muitos a remar para sítio adequado, chegaremos a local decente. Chega de lamúrias.
Persistência... persistência... resistência! Jamais nos deixaremos abastardar pelos maus exemplos dados neste país, a torto e a direito, vindos de múltiplos sectores.
Os meus agradecimentos a todo o pessoal do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, de uma abertura e dedicação exemplares, especialmente dedicados aos técnicos Cláudia Cerqueira e Renato Teixeira, pessoas incansáveis, de um profissionalismo, alegria e entusiasmo posto no trabalho que devia ser a norma e nem sempre o é. Deixo também os meus agradecimentos ao Dr. Carlos... sem as suas autorizações, nada disto seria possível.
Assim sendo, quarta-feira lá vos espero... a vós e ao casal de mafarricos... contadores da sua curiosa história...
Arquitecta Cláudia Queirós e a Revista Noivas de Portugal
Arquitecta Cláudia Queirós e a Revista Noivas de Portugal
A arquitecta Cláudia Queirós, minha sobrinha e afilhada, já foi inúmeras vezes referenciada neste blogue, e no História em Movimento também, a propósito de temas diversos e de uma colaboração estreita aqui entre a je e ela própria... que nunca me diz que não às sugestões de palestras dirigidas aos sócios do meu Clube de História.
Hoje partilho um projecto dela, saído na revista Noivas de Portugal e aproveito este post para lhe deixar os meus parabéns por persistir e nunca desistir.
Arquiteta Cláudia Queirós
Projeto e Cenografia
Disponível em todo o País
Morada: Rua Aníbal Cunha, 269, 2D, Porto
Telefone: +351 932 301 021
"Criado a pensar em si que deseja e idealiza o espaço do seu casamento como o resultado de um cuidado processo criativo, projetado de forma única. A apropriação do espaço para o dia do casamento, sempre de forma personalizada, é o nosso objetivo, em que a escolha do espaço é o primeiro passo a tomar. Com recurso a estruturas leves, organizadoras do espaço e diferentes materiais decorativos e de iluminação, cada espaço é moldado à sua imagem. A ambiência é trabalhada ao detalhe, não necessitando, para isso, de dispendiosas instalações. Idealize um ambiente e tenha acesso a ele muito antes do próprio dia, permitindo-lhe, desta forma, acertar detalhes ou fazer opções, desde as mais simples e românticas às mais sofisticadas e glamorosas. O nosso papel é ajudá-la a simplificar soluções ou criar novas, se necessário, para da melhor forma ir de encontro ao idealizado por si: Um espaço exclusivo."
Veja mais aqui.
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Blogs do Ano 2011
Blogs do Ano 2011
A luta está renhida na categoria História. O meu blog História 7 já andou em primeiro, já andou em segundo, já voltou a primeiro... encontrando-se agora em segundo lugar. Vai daí faço um novo apelo para que votem neste meu blog de trabalho, que os meus alunos já sentem como deles. Vejam os outros. Decidam...e votem no História7!
Agradeço desde já!
Vote aqui. Até dia 28. E já nem peço votos para o meu Anabela Magalhães, na categoria Educação! Podeis votar no Correntes que votais muito bem!
O Polvo do Pê Esse
Carinho - Presentes
Carinho - Presentes - EB 2/3 de Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Confesso que me sinto uma professora privilegiada na relação saudável que mantenho com a generalidade dos meus alunos, relação essa alicerçada, entre muitas outras coisas, em muito trabalho, muita atenção disponibilizada e um grande respeito mútuo.
Com os meus alunos de CEF passa-se exactamente o mesmo e é ver-me sorrir de orelha a orelha quando eles me brindam com mimos feitos de pão quente acabadinho de sair do forno ou com pastéis variados feitos de natas... eheheh... éclaires, tíbias, sortido húngaro e o mais que calha que eles são uma simpatia e atenciosos até dizer chega.
Hoje, a tempo do lanche, fui brindada com uma bica de pão integral, duas broas e dois moletes, ainda quentes, ainda fumegantes, tendo um espécime marchado de imediato para a minha barriguinha. Huuuuumm... muito bom! Pena que a fotografia não faça justiça ao cheiro, ao sabor...
Muito obrigada, alunos meus. Com o vosso empenho, nunca sem ele, saireis da escola a dar cartas nas artes da pastelaria e da panificação.
Nota - Este post é dedicado aos meus alunos do 1ºPB.
Esperança em Dias Melhores
Esperança em Dias Melhores
Desejo-lhe êxito, senhora ministra. Porque dele precisamos todos como de pão para a boca.
Transparência, precisa-se! Para ontem.
Desejo-lhe êxito, senhora ministra. Porque dele precisamos todos como de pão para a boca.
Transparência, precisa-se! Para ontem.
Montalegre -Um Caso de Estudo
Montalegre - Um Caso de Estudo
Montalegre transformou-se num caso de estudo. É caso para perguntar... a união faz a força? O respeito pelas tradições pode ser rentabilizado e colocado ao serviço do bem-estar geral das populações e do desenvolvimento?
Pois pode e as gentes de Montalegre descobriram que um dos caminhos possíveis para assegurar e manter a vida no interior pode ser exactamente este.
Sem gostar especialmente do vídeo que publicita a Feira do Fumeiro de Montalegre, e que já foi visto por cerca de 20 mil pessoas no Youtube, dou destaque a esta notícia porque eles merecem. O esforço é genuíno e faz-se também de forma caseira.
Os meus parabéns às gentes de Montalegre!
Montalegre transformou-se num caso de estudo. É caso para perguntar... a união faz a força? O respeito pelas tradições pode ser rentabilizado e colocado ao serviço do bem-estar geral das populações e do desenvolvimento?
Pois pode e as gentes de Montalegre descobriram que um dos caminhos possíveis para assegurar e manter a vida no interior pode ser exactamente este.
Sem gostar especialmente do vídeo que publicita a Feira do Fumeiro de Montalegre, e que já foi visto por cerca de 20 mil pessoas no Youtube, dou destaque a esta notícia porque eles merecem. O esforço é genuíno e faz-se também de forma caseira.
Os meus parabéns às gentes de Montalegre!
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
O Trabalho Visível dos Professores
Visita de Estudo à Igreja de S. Domingos - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
O Trabalho Visível dos Professores
A visita de estudo à Igreja de S. Domingos, ou Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos, foi cumprida na íntegra e foi um sucesso já que foi feita de alunos entusiasmados até dizer chega perante as alterações visíveis decorrentes dos trabalhos já realizados desde a primeira visita, efectuada em Novembro, e esta segunda, efectuada hoje mesmo. Teremos ainda uma terceira visita que será efectuada lá para Março, coincidente com o final da obra de intervenção, de conservação e restauro, em tão bela igreja barroca.
Este é o trabalho visível de um professor, neste caso de uma professora... que por acaso sou eu. Aproximação ao património local, precisa-se a todos os níveis. A igreja está lá, os técnicos também... à espera de quem os quiser aproveitar...
Não poderia acabar este pequeno post sem deixar os meus maiores agradecimentos aos técnicos de conservação e restauro que tão excelentemente nos acompanharam, Rita Gomes e Vítor Pinto... ficareis para sempre na memória destes dezasseis sócios do clube História em Movimento.
E por último, quero deixar os meus agradecimentos a um colega incansável que me acompanha sempre nestas andanças, Obrigada Taveira!, à minha companheira de História, também já companhia habitual das actividades do Clube, Obrigada Margarida!, ao meu querido Antero, hoje a acompanhar-nos pela primeira vez, Obrigada Antero! e ainda... obrigada Filomena!
A vossa companhia foi reconfortante.
Nota - Este post encontra-se duplicado no blogue História em Movimento.
Um Exemplo Exemplar
Um Exemplo Exemplar
“Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.
O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber. Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira. O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor. Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros. Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados – e não aceitou o dinheiro. Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados. As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta crescentando os outros. “Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos – condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.”
Fonte Tempo Livre, Fernando Dacosta
Post surripiado aqui.
“Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.
O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber. Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira. O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor. Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros. Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados – e não aceitou o dinheiro. Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados. As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta crescentando os outros. “Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos – condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.”
Fonte Tempo Livre, Fernando Dacosta
Post surripiado aqui.
O Trabalho Oculto dos Professores
Trabalhos de Conservação e Restauro - Igreja de S. Domingos
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Divido o trabalho dos professores em trabalho visível e trabalho oculto. Do trabalho visível fazem parte, apenas para dar dois ou três exemplos possíveis, as aulas propriamente ditas e sua preparação exaustiva, original e personalizada, isto no caso dos professores não se contentarem com livros, PowerPoints ou o que quer que lhes seja fornecido pelas editoras, pronto a digerir, padronizado, igual para todos como se de uma fardeta se tratasse e fosse adequado vesti-la a gordos, magros, altos, baixos... o que seja; do trabalho visível fazem ainda parte as sessões do Clube de História, as visitas de estudo propriamente ditas, as palestras que se organizam tentando alargar os horizontes culturais dos alunos, tentando aproximá-los do património e da história local, vulgarmente desprezados porque santos da casa não fazem milagres, lá diz o povo, mas eu não concordo, e não me conformo, e continuo a pensar que santos da casa têm de fazer milagres.
Parto do meu exemplo, como sempre faço, apenas porque é aquele que eu conheço bem, do meu tempo de trabalho que se mistura de forma indelével com o meu tempo de lazer e assim é ver-me combinar uma palestra à mesa do café enquanto o beberrico e é ver-me combinar visitas de estudo para os meus alunos em visitas que faço de forma privada, que eu sou possuidora de um espírito curioso e irrequieto que não se dá muito bem na pasmaceira e na letargia e ando sempre a "inventar".
Hoje é dia de visita de estudo à nossa maravilhosa Igreja de S. Domingos, ou Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos, uma igreja barroca pequenina, em tamanho, mas enorme em qualidade e que merecia outra visibilidade a nível nacional. Por isso eu falo dela, a cada passo, aqui e ali e não me calo. E por isso levarei lá os meus alunos sócios do Clube História em Movimento, hoje mesmo e pela segunda vez, agora que as obras de conservação e restauro se fazem de gestos pequenos e cuidados, entradas que já estão na sua recta final.
É certo que hoje é dia de visita e que de hoje a oito dias será dia de palestra subordinada ao tema "Os Diabos de Amarante", que nós por aqui também os temos, aos diabos!. Este é o trabalho visível. O invisível já passou e está já cumprido em ideias que surgem motivadas aqui e ali, em deslocações várias aos locais para combinar dias, horas, possibilidades, temas a abordar, para fazer ajustamentos vários, escutar, falar. São horas não contabilizadas no trabalho de um professor, mas que o integram, caso o integrem, claro está! e absolutamente imprescindíveis para que tudo esteja organizado e seja produtivo.
Aqui fica a chamada de atenção para o facto e a tentativa de tornar, por este meio, o trabalho oculto e invisível... visível.
Nota - Neste post não cabe ainda outra divisão do trabalho dos professores e que é a divisão entre trabalho produtivo e improdutivo... porque isso daria pano para mangas, seria um vale de lágrimas e daria, por certo, um post assim para o gigantesco.
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Aníbal, o Alvo de Todas as Chacotas
Aníbal, o Alvo de Todas as Chacotas
Merecidas. O povo não lhe perdoa a lata!
Merecidas. O povo não lhe perdoa a lata!
O Método das Cópias
O Método das Cópias
Confesso que adoptei este método das cópias há muiiiitos anos atrás, engendrado e saído da cabeça insatisfeita e irrequieta que é a minha, inspirado nos procedimentos simples dos anos sessenta... ai que heresia...
Os meus leitores mais antigos sabem que eu não tenho muita paciência para me queixar dos alunos sem tentar fazer tudo o que consigo por eles, sem tentar de facto corrigir-lhes trajectórias mais ou menos erradas, mesmo que à época eles assim possam não o entender e possam até não achar muita piada a terem de corrigir 10 vezes cada erro ortográfico apanhado, tão feios! e eu caço-os sem tréguas percorrendo portefólios de lés-a-lés num trabalho um pouco penoso, é certo, mas que tem resultados práticos muito apreciáveis que me enchem de satisfação, pois, como já disse neste blogue, os erros ortográficos, do 1º para o 2º período, chegam a diminuir mais de 2/3!
Assim actuo, porque só a actuar estou bem, perdendo o mínimo de tempo possível com conversas do tipo "Ai que os alunos escrevem tão mal!"... sim, sim... e o que fazes tu para alterar isso, Anabela Maria? Tentas fazer algo pelas criaturas? Algo que as leve a alterar a atenção e o cuidado em cada palavra escrita? "Ai que os alunos não estudam nada!"... sim, sim... e o que fazes tu, Anabela Maria para alterar isso? Tentas fazer algo pelas criaturas? Algo que as leve ao estudo?
Pois confesso que tento e volto a tentar pois para além de preparar exaustivamente as aulas, de elas serem únicas e originais e de eu as tentar tornar o mais atractivas possíveis, na aula de apresentação faço logo um aviso à navegação que é feito mais ou menos nestes termos - "Meus queridos, ficais a saber que comigo os alunos ou estudam a bem ou estudam a mal. Estudar a bem é manter a matéria em dia, chegar aos testes de avaliação e tirar de nota pelo menos acima dos 50%."... aqui eles por vezes começam a cochichar... eheheh... "Quanto ao estudar a mal, não queiram experimentar, tiram negativa no teste e fazem as cópias da matéria toda que sai no próximo teste de avaliação... que é para começarem a contactar com as matérias...
Por vezes noto trocas de olhares mais ou menos aflitos, já tem havido abanares de braços e mãos a acompanhar dizeres de "Uia, mais vale estudar!" e sim, essa é a ideia, que todos estudem para que não tenham de fazer as célebres cópias marcadas aqui pela professora de História... e que também têm outra utilidade e servem para treinar o nosso querido português... eheheh...
Terei eu êxito total com este método a que chamei "o das cópias"? Tchiiiiiii... pois não é que não tenho êxito total e todos os anos a coisa repete-se com alunos a fazerem cópias de castigo atrás de cópias de castigo por não terem cumprido com os seus deveres básicos de alunos e terem estudado a bem? Apesar disso não desisto pois, tenho a certeza, para alguns resulta, até porque já uso este método há muitos anos e a cada passo os meus ex encontram-me aqui e ali e atiram-me "Professora, ainda usa o "Método das Cópias"? É que comigo deu resultado"... informação que me deixa a sorrir... apenas por ter tentado fazer alguma coisa de palpável por esta gente que, no sétimo ano, me chega às mãos com 11/12 anos sendo ainda pouco mais do que crianças a precisar de amparo e balizas...
Foi o caso da aluna, na realidade ex, mas uma vez aluna, aluna para sempre... que motivou este post em conversa no facebook...
Alegria
Alegria
Porque o dia-a-dia não é feito somente de desgraceiras...
Cinco portugueses distinguidos nos EUA como "futuros líderes científicos"
Porque o dia-a-dia não é feito somente de desgraceiras...
Cinco portugueses distinguidos nos EUA como "futuros líderes científicos"
Bem Prega Frei Tomás
A educação pelo exemplo cumpre-se todos os dias e é assim que o Estado nos educa a todos.
Ora leia aqui sobre a CGD e o caldinho que se prepara para que alguns escapem ao sacrifício pedido... a todos?! A todos não, apenas aos burros de carga do costume que não têm por onde se escapulir. Exemplar. Parabéns, banco do estado!
Um exemplo a seguir por todos os portugueses. Esquivem-se por onde puderem, seus lorpas!
CGD, aqui vou euuuuuuuuuuuu... também quero!
Bem Prega Frei Tomás...
Bem Prega Frei Tomás...
A educação pelo exemplo cumpre-se todos os dias e é assim que o Estado nos educa a todos.
Ora leia aqui sobre a CGD e os paraísos fiscais... um exemplo a seguir por todos os portugueses.
Ilhas Caimão... aqui vou euuuuuuuuuuuu...
A educação pelo exemplo cumpre-se todos os dias e é assim que o Estado nos educa a todos.
Ora leia aqui sobre a CGD e os paraísos fiscais... um exemplo a seguir por todos os portugueses.
Ilhas Caimão... aqui vou euuuuuuuuuuuu...
A Emenda É Pior Que o Soneto
Ajude o Presidente
Ajude o Presidente
A concentração é hoje, em frente ao Palácio de Belém e destina-se a angariar as moedinhas possíveis para ajudar o Presidente a fazer face às despesas mensais ou ele ficará insolvente... e nós não queremos essa vergonha.
Bem prega frei Tomás... então ele não ajusta as suas despesas aos rendimentos disponíveis?
Ainda bem que eu não sou economista...
Ah! Parece que na compra do Kit Reformado ajuda com 1 euro o movimento SOS Cavaco...
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
As Tripas, Nojentas, da ADD
Continuar a Andar Mesmo de Pernas para o Ar - S. Gonçalo
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Imaginemos que eu pirava. Imaginemos que me dava a louca e decidia, porque sim, para não distinguir alunos porque isso pode ser muito peligroso, que os meus alunos do 7º Z, para inventar uma turma que não tenho, iriam ser todos, sem excepção, avaliados com 4, isto independentemente de poder haver alunos de 1, de 2, de 3, de 4 e de 5. Imaginemos que me dava mesmo a louca e tomava esta decisão no início do ano, antes de proceder a qualquer avaliação honesta. Ou depois, que para o caso tanto dá.
A pauta daquela turma ia ficar bonita, não ia? Ia ficar chamativa, não ia? Não dava nada nas vistas, pois não?
E será que eu seria compulsivamente internada? Pois talvez não porque a avaliar pelos resultados práticos da ADD, em que professores foram avaliados por professores com resultados práticos semelhantes, e ninguém foi internado, tudo é possível neste país...
Sim, tenho visto vacas a voar pelos céus de Portugal...
Grandes. Gordas. Muitas. Demasiadas... para tão pequeno país.
Fiz-me entender?
Cavaco - Pensões Mais Despesas de Representação
Blogs do Ano 2011
Blogs do Ano 2011
Estou na 2ª fase com o meu Anabela Magalhães, na categoria Educação, e o meu História 7, na categoria História. Pode votar até ao próximo dia 28. Agradecida desde já!
Vote aqui.
Petição - Pedido de Demissão do Presidente da República
Petição - Pedido de Demissão do Presidente da República
"Nas suas recentes declarações enquanto Presidente da República Portuguesa o Sr. Aníbal Cavaco Silva afirma temer que as suas pensões num total acumulado 10.042€ (em 2011), sendo uma delas através do Banco de Portugal a qual não esteve sujeita aos cortes aplicados aos restantes cidadãos da Republica Portuguesa, não sejam suficientes para suportar as suas despesas, estas declarações estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros".
Continua e pode assinar aqui.
"Nas suas recentes declarações enquanto Presidente da República Portuguesa o Sr. Aníbal Cavaco Silva afirma temer que as suas pensões num total acumulado 10.042€ (em 2011), sendo uma delas através do Banco de Portugal a qual não esteve sujeita aos cortes aplicados aos restantes cidadãos da Republica Portuguesa, não sejam suficientes para suportar as suas despesas, estas declarações estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros".
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Blogs do Ano 2011
Blogs do Ano 2011
Yuuuuuupi! Dois dos blogues dos quais sou tratadora em exclusivo, tenho outro... eheheh... é favor confirmar aqui... passaram à final!
Estou contente, confesso. E agradecida. E por isso agradeço desde já e do fundo do coração a todos quantos contribuíram para que os meus dois blogues a concurso, este Anabela Magalhães e o História 7, ficassem apurados para melhores blogues de língua portuguesa, nas categorias Educação e História, em curso no Aventar, e passassem à segunda fase da votação que se inicia logo após as 24 horas de hoje e se prolonga até ao próximo dia 28 de Janeiro.
Peço-vos de novo os vossos votos, se acharem que os meus blogues são deles merecedores. Tenham atenção - um voto por IP! Agradecida desde já.
E que vença o melhor!
Cavacadas
Cavacadas
Merecidas. Na página do presidente no facebook. Os portugueses não lhe perdoam as lamúrias absurdas.
Merecidas. Na página do presidente no facebook. Os portugueses não lhe perdoam as lamúrias absurdas.
Sábado, 21 de Janeiro de 2012
E a Vencedora É...
Fotografia de Carlos Castro... o seu a seu dono...
Cláudia Queirós!
Muitos parabéns!
Guimarães 2012
Praça da Oliveira - Guimarães - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Guimarães 2012
Aconselho vivamente os meus leitores a fazerem uma visita a esta belíssima cidade portuguesa tão justamente considerada Património Mundial da Humanidade.
Para além do Castelo de Guimarães, de parte das muralhas que subsistiram a todas as destruições e rodeiam ainda hoje a cidade, da maravilhosa e icónica estátua do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, para além do Paço dos Duques de Bragança, para além do Museu de Alberto Sampaio onde se guarda o loudel de D. João I, do Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento, do Museu da Cultura Castreja, do Museu de Arte Primitiva Moderna, do Centro Cultural Vila Flor, das igrejas inúmeras e variadas, da Pousada de Santa Marinha, intervencionada pelo grande arquitecto Távora, das Antigas Fábricas de Curtumes, penso que únicas no seu género aqui na Europa... para além de tudo isto, Guimarães é digna de receber uma visita demorada de todos quantos puderem deslocar-se a esta Guimarães renovada, jovem, bela, digna. A cidade sempre foi uma beleza, é certo, mas, durante todos estes anos, Guimarães soube modernizar-se incorporando a sua herança tão rica num exercício de respeito pelo legado dos antepassados raro de observar neste país por vezes tão pobre de espírito. Por isso Guimarães mantém um centro histórico vivo, arrumado, que dá gosto calcorrear devagar, absorvendo flores nas varandas, roupa que seca aqui e ali, ruídos que vêm do interior das habitações, portas da rua que batem deixando ver quem entra e quem sai deste centro histórico tão justamente classificado como Património Mundial da Humanidade. Esta é a principal riqueza de Guimarães... e as praças com as esplanadas que se espalham e onde podemos parar a observar as gentes que circulam permanentemente emprestando uma vida à cidade tão rara em outros centros históricos abandonados e ao deus dará...
Só aqui podemos usufruir do Toural, da Praça de Santiago... só esta cidade possui uma Praça tão bela e emblemática como a Praça da Oliveira...
Visitem-na. Não se arrependerão.
Nota Final - Como vês, não me esqueci, Gabriel!
Nós Portugueses - À Atenção do Senhor Presidente da República Portuguesa.
Nós Portugueses - À Atenção do Senhor Presidente da República Portuguesa.
Quem come a capoeira? Quem come a galinha? Quem come os ossos?
À atenção do senhor presidente da república portuguesa.
Quem come a capoeira? Quem come a galinha? Quem come os ossos?
À atenção do senhor presidente da república portuguesa.
Pobreza Pega!
Pobreza Pega!
E pelos visto já pegou o presidente da república portuguesa.
Balha-me deus, balha! Por isso o outro está lá, a viver à grande e à francesa... e vai-se a ver deu de frosques para não ser apanhado...
E pelos visto já pegou o presidente da república portuguesa.
Balha-me deus, balha! Por isso o outro está lá, a viver à grande e à francesa... e vai-se a ver deu de frosques para não ser apanhado...
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Faz-se Uma Vaquinha?
Faz-se Uma Vaquinha?
"Numa declaração entregue a 14 de Dezembro de 2010, quando se candidatou ao segundo mandato de Presidente da República, Cavaco Silva apresentou quase 283 mil euros de rendimentos auferidos em 2009. Destes, 140.601,81 euros foram em pensões."
Daqui.
"Numa declaração entregue a 14 de Dezembro de 2010, quando se candidatou ao segundo mandato de Presidente da República, Cavaco Silva apresentou quase 283 mil euros de rendimentos auferidos em 2009. Destes, 140.601,81 euros foram em pensões."
Daqui.
Nem Sei o Que Dizer...
Nem Sei o Que Dizer...
Nem sei se chore... ao que parece são 120 mil euros por ano... ou 140 ou lá o que é!... que não chegam para as despesas...
"“Tudo somado, o que irei receber do fundo de pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas”, lamentou-se o Presidente da República junto dos jornalistas que lhe perguntavam se não estava incomodado por receber os subsídios de Natal e férias deste ano, ao contrário da generalidade dos portugueses."
Daqui.
Nem sei se chore... ao que parece são 120 mil euros por ano... ou 140 ou lá o que é!... que não chegam para as despesas...
"“Tudo somado, o que irei receber do fundo de pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas”, lamentou-se o Presidente da República junto dos jornalistas que lhe perguntavam se não estava incomodado por receber os subsídios de Natal e férias deste ano, ao contrário da generalidade dos portugueses."
Daqui.
Soprano - Hiro
Soprano - Hiro
Se pudéssemos viajar no tempo... onde iríamos nós?
A música vai num crescendo... e é belíssima. Para ouvir com o som no máximo e os olhos bem abertos.
Se pudéssemos viajar no tempo... onde iríamos nós?
A música vai num crescendo... e é belíssima. Para ouvir com o som no máximo e os olhos bem abertos.
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