sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Professores e Reforma

Imagem recolhida na net.

Professores e Reforma

A notícia é de hoje e vai inaugurar uma tendência. É que daqui para a frente, serão cada vez mais os professores a aceder à reforma.
Eu saio na próxima década. Nem que a vaca tussa.

Há seis anos que não havia tantos professores a passar à reforma

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Amadeo de Souza-Cardoso - Aniversário



Amadeo de Souza-Cardoso - Aniversário

Quanto mais dele conheço, mais o amo. Amo o seu olhar profundo e penetrante, as costas direitas com coluna vertical a condizer, o seu peito lançado para a frente, sem medos; amo a sua rebeldia, o seu pioneirismo, o seu arrojo, a sua determinação, a sua elevação da mediocridade geral, a sua procura de caminhos outros, de percursos novos, o seu querer fazer diferente, a sua necessidade imperiosa de afirmação. Amo este ser original, único, irrepetível, genial.
Por acaso, ou talvez não, escorpião dos sete costados. Por acaso, ou talvez não, nascido numa deveras terra especial, que já deu tanto ao país e que se chama Amarante.
Continuaremos a honrá-lo. E a amá-lo. Ontem. Hoje. Amanhã.
Pela sua criatividade sem freio nem garrote, pela sua modernidade e arrojo, pela sua coragem e determinação, pela qualidade excepcional de todo o seu trabalho... Amadeo é Amadeo, acima da pequenez portuguesa que, há exactamente cem anos, ficou bem patente no escândalo causado pela sua exposição "Abstracções", realizada em Lisboa, onde expôs cento e catorze pinturas.
Em 1916, Amadeo de Souza-Cardoso era um vanguardista incompreendido pela maioria dos portugueses que tiveram a oportunidade, e o privilégio digo eu!, de pôr os seus pobres cegos olhos sobre a sua excepcional pintura. Em 1916, Amadeo de Souza-Cardoso estava certo. Hoje, passados mais de cem anos, continua certo e isso é de génio.
Por aqui, continuaremos a honrá-lo. E a amá-lo. Ontem. Hoje. Amanhã. Que orgulho, Amadeo!
Hoje, cito-o:

"Há gente que chama ao meu estado uma pretensão para sair do vulgar - que pensem o que queiram, indiferente me é - eu tenho as minhas razões e bastam. Eu sei o que agrada em geral - eu na generalidade desagrado. Até certo ponto não é menos lisonjeiro."

Amadeo de Souza-Cardoso

Amianto - Petição e Esclarecimentos

Escola Básica de Amarante - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Amianto - Petição e Esclarecimentos

Aqui vos deixo o texto integral da petição pública a exigir a remoção total do amianto nos estabelecimentos  de ensino. Assine-a aqui. Eu, evidentemente, já assinei.
Relembro que a Escola Básica de Amarante continua com amianto colocado há 40 anos atrás, em todos os pavilhões reservados a aulas. Todos! Mesmo o de Educação Física, tapado por cima com outra cobertura colocada em tempos de DREN, há 20 anos atrás, porque chovia no interior do pavilhão, mas que continua, 20 anos depois desta pataqueira intervenção, com o fibrocimento livre para o interior do pavilhão.... exatamente o espaço onde decorrem as aulas, onde se movimentam alunos, professores e assistentes operacionais.
E deixo-vos com alguns vídeos para se inteirarem sobre esta perigosa problemática.

 Exm.ºs/as Senhores/as Deputados/as

O amianto é a designação utilizada para a variedade de seis minerais fibrosos encontrados em rochas metamórficas.
Pelas suas características foi amplamente utilizado nos setores da indústria, construção e em artigos ou equipamentos domésticos, um pouco por todo o mundo. Foi utilizado em mais de 3500 produtos, sendo a sua utilização em Portugal concentrada entre 1940 e 2005. O problema é que este material é fatal para os seres humanos. A Organização Mundial de Saúde indicou não se “conhecerem valores limite de exposição abaixo dos quais não haja riscos cancerígenos.”
O levantamento dos Materiais Contendo Amianto (MCA) em diversos edifícios públicos, decorrente da Lei n.º 2/2011, foi realizado de forma muito incompleta, focando-se essencialmente no fibrocimento (telhas) e deixando de fora muitos outros materiais que também contêm amianto e que, assim, permanecem um risco para a saúde dos trabalhadores e utentes desses edifícios. Em concreto, no caso dos Ministérios da Justiça e da Educação e da Ciência, os dados disponíveis indicam que não foi feita a avaliação da existência de outros materiais contendo amianto que podem surgir em pavimentos, revestimentos, tintas, divisórias, entre outros.
Desta forma, sem uma correta avaliação prévia de todos os materiais que contêm amianto, as obras que já foram realizadas para a remoção deste material perigoso nos edifícios dos referidos ministérios podem ter deixado ficar outros materiais contendo amianto, eventualmente mais perigoso do que o próprio fibrocimento.
Em 2017, a Resolução n.º 97/2017, do Conselho de Ministros, veio reconhecer o atraso em todo o processo e apontar medidas para o retomar, contudo, mais uma vez, a intenção não se concretizou, razão por que os peticionários, abaixo subscritores, considerando que:
• O amianto é um material comprovadamente nocivo à saúde humana, podendo provocar vários tipos de carcinomas e outras doenças graves, das quais se destacam a asbestose, o mesotelioma, o cancro do pulmão e o cancro gastrointestinal, entre diversas outras.
• Não existe uma lista completa conhecida de Materiais Contendo Amianto (MCA) de todas as escolas públicas portuguesas.
• Não existe uma calendarização priorizada de intervenções para remoção do amianto das escolas públicas portuguesas.

Requerem da Assembleia da República:

1. Que sejam tomadas as necessárias medidas destinadas a impor ao governo, no respeito pela lei, pelo direito à informação dos/das cidadãos/as e ao seu bem-estar, a divulgação da lista atualizada de escolas públicas com presença de materiais contendo amianto, não se cingindo esta às coberturas em fibrocimento, levantamento que, num quadro global de edifícios públicos, estava atribuído ao grupo de trabalho criado em 2016;
2. Que estabeleça uma priorização e calendarização das intervenções (Artigo 5º) nas escolas públicas portuguesas que contêm amianto, dando cumprimento integral à Lei n.º 2/2011.
3. Que atue em consonância e no estrito cumprimento da mesma Lei no que diz respeito à informação ao utilizador (Artigo 7º), disponibilizando informação atualizada publicamente, devendo esta ser passível de atualizações e consultas de forma prática, rápida e acessível.

Primeiros peticionários:
Íria Roriz Madeira (Associação ambientalista ZERO) - C.C. nº 12249446
André Pinto Mourão Ferreira Julião (Movimento Escolas Sem Amianto - MESA) - C.C. nº 10342434 Mário Oliveira Nogueira (Federação Nacional dos Professores - FENPROF) - C.C. nº 5056269



Sobre os custos... que vergonha, tutela!!!!


A Palavra a Santana Castilho Os "meninos" grunhos e os pedagogos do regime

Imagem recolhida na net

A Palavra a Santana Castilho

Os "meninos" grunhos e os pedagogos do regime

1. Longe de ser exaustivo, recordo o que foi possível ler na imprensa dos últimos dias: uma estudante de 16 anos deu entrada no hospital de Portalegre, em estado grave, depois de ter sido agredida por um colega; aluno de 15 anos foi hospitalizado, em estado grave, depois de ter sido agredido à facada em escola de Matosinhos; homem de vinte anos foi detido por ter agredido um agente da PSP no interior de uma escola, em Viseu; pai agrediu professora no Entroncamento; duas alunas foram agredidas por um colega em Benavente; aluno agrediu três professoras em Coimbra. Tudo isto poderá ser estatisticamente residual. Mas é humanamente intolerável.
O programa Prós e Contras de 3 do corrente, supostamente sobre a indisciplina e a violência que reina nas escolas, mostrou que há muitos professores que aceitam como coisa sua aquilo que é coisa das famílias, dos políticos e do Estado. Quando o programa ia a meio e o objecto do debate se perdera nas retóricas retorcidas e nos egos inchados dos participantes (excepção feita à objectividade digna de Luís Sottomaior Braga), já o meu enjoo superava a dor da “barriguita” da filha do “professor do ano”, muito culto e erudito, mas com alguma dificuldade em distinguir a obra-prima do mestre da prima do mestre-de-obras.
Apesar da função dos professores ser promover o conhecimento, ensinando com independência, o programa mostrou ainda que a propaganda oficial os coloniza e leva demasiados a aceitarem que os “meninos” são grunhos e violentos porque as aulas não são motivadoras, “flexíveis” e as escolas não têm teatro.
2. A inutilidade dos “chumbos” voltou a ser tema (chumbar um aluno “não serve para nada”, disse em entrevista a presidente do CNE). A presidente do CNE ajudou a confundir planos de análise que não podem ser confundidos. Se as suas proclamações ficassem sem contraditório, a diletância poderia ser tomada por realidade. E a realidade é bem diferente. Maria Emília Brederode está certa na proposição (fácil é reprovar os alunos, difícil é criar condições para que aprendam) mas erra, com dolo, quanto à solução. Porque sabe bem que as condições não estão nas mãos dos professores mas nas decisões políticas de quem a elegeu. Porque sabe bem que acabar com os chumbos só se consegue baixando o nível de exigência ou criando medidas sociais de erradicação da pobreza e de apoio à destruturação das famílias e medidas educativas sérias (mais tutores, mais professores de apoio, mais psicólogos e técnicos especializados, redução do número de alunos por turma e mais meios e materiais de ensino). A alternativa que implícita e hipocritamente sugere é a primeira. Porque sabe bem que as outras, as sérias, são incompatíveis com as mentes captas dos seus prosélitos e com a limpeza do balanço do Novo Banco (mais 700 milhões).
A “escola-alfaiate” (chavão “neo-eduquês” do Governo) torna-se risível quando o dono do boteco quer que o costureiro faça fatos, sem linhas nem fazenda, a partir do mesmo molde, para 30 corpos diferentes.
O sistema de ensino, tal como está organizado, destina-se, a partir de determinada fase, a manter na escola jovens que lá não querem estar. Em vez de diabolizar as reprovações, seria mais interessante questionar a legitimidade do Estado para obrigar um cidadão de 16 anos a frequentar a escola contra sua vontade e a vontade dos pais. Porque, por muito que esperneiem os pedagogos do regime, sem mudança radical de políticas, a única alternativa ao chumbo é passar sem saber.
3. Na violência, como no insucesso, os pedagogos do regime escondem e desvalorizam as causas e persistem em apontar o dedo aos mesmos de sempre, os professores. Hipocritamente, em nome de uma “autonomia” superiormente autorizada, orientam-nos para uma flexibilidade insensata, uma inclusão forçada e um sucesso a qualquer preço.
Se nas escolas continuarmos a preterir o que verdadeiramente importa a favor de trivialidades aparentemente livres e avançadas, estaremos a breve trecho face a uma sociedade com duas escolas: uma, que valoriza o conhecimento e premeia o estudo e o esforço, para os que a possam pagar e para os filhos e netos dos governantes e dos pedagogos do regime; outra, para o povo, “flexível”, manicomial, carregada de planos e projectos, onde só chumbarão (e cada vez mais) os professores/escravos.
in Público, 13/11/2019

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Rui Monteiro


Rui Monteiro

O meu tocador de tuba preferido criou uma página no Facebook que, parece-me, vai reflectir esta sua maravilhosa condição de instrumentista raro.
Tiro o meu chapéu a este miúdo. Já fez mais em 18 anos de vida do que muitos durante a sua vida inteira!

É isso aí, Rui, nunca desistas de perseguir os teus sonhos! Orgulho em ter contribuído, vá... um bocadinho!... para a tua formação integral. E, subida uma duna, já sabes, há maravilhosas outras dunas para trepar...

A Palavra Solidária de Santana Castilho


A Palavra Solidária de Santana Castilho 

Relembro que o período de greve é lato, 11 a 22 de Novembro , como latos são os seus motivos.

"Caros Colegas do STOP,

se nas escolas continuarmos a preterir o que verdadeiramente importa a favor de trivialidades aparentemente livres e avançadas, estaremos a breve trecho face a uma sociedade com duas escolas: uma, que valoriza o conhecimento e premeia o estudo e o esforço, para os que a possam pagar e para os filhos e netos dos poderosos; outra, para o povo, “flexível”, manicomial, carregada de planos e projectos, onde só chumbarão (e cada vez mais) os professores/escravos.  Abraham Lincoln disse algures que “pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em cobardes”. Pelo que vou observando, parece-me haver quem tenha medo que o medo acabe. Mas vocês não. Por isso vos aprecio e estou ao vosso lado.  Um abraço amigo e solidário!"

Nota - Texto surripiado aqui.

"Chumbos já não são uma realidade em muitas escolas europeias"



"Chumbos já não são uma realidade em muitas escolas europeias"

Este é o título de uma notícia saída no Público a 4 de Novembro último e este título corresponde a uma verdade que decorre de contextos em que não há uma enorme disparidade económica, social e cultural entre a generalidade da população e em que se valoriza extraordinariamente a Educação, valorização essa que faz parte integrante do ADN de uma população muito escolarizada e que está presente também no ADN, não corrompido, dos vários actores políticos que vão ocupando os efémeros cargos governativos nos respectivos países.
Numa Finlândia ou numa Islândia, numa Dinamarca, numa Suécia ou numa Noruega, valoriza-se e muito o trabalho, imenso, que se desenvolve nas escolas, trabalho dos professores incluído, como não pode deixar de ser, e não vemos esta guerra constante, iniciada com aquela ministra, que deveria ter sido da Educação, do ps de má memória, e que afirmou, alto e bom som, em Junho de 2006, "Perdi os professores, mas ganhei a opinião pública", sob o aplauso de uma comunicação social que, comportando-se como terceiro mundista, alinhou, e continua a alinhar, num ataque concertado, constante e sistemático, aos professores portugueses, sem perceber que, atacando, enxovalhando e desmoralizando os professores está a contribuir activamente para a degradação da Escola Pública e, consequentemente, para um amanhã pior do que aquilo que seria expectável e desejável para Portugal.

Ora, por aqui, é o que vemos, o que sentimos, o que experimentamos, de mau, emanado da tutela. Na verdade, a tutela transformou-se, frequentemente, num empecilho aos vários actores, no domínio da Educação. Deixou as comunidades educativas a várias velocidades, umas parentes ricos, outras parentes muito pobres, umas escolas com instalações dignas de primeiro mundo, outras, a maioria, dignas de um terceiro ou quarto mundo, esmagadas em problemas que poderão/deverão ser resolvidos pela tutela, com mais e melhor investimento, generalizado, no sector da Educação.
Mas há outros problemas que, para se verem resolvidos, terão de decorrer de intervenções a montante da Escola. Alunos cujas famílias nem têm consciência da importância da educação, e que por isso nem a passam aos seus educandos, que trabalham e muito sem conseguirem sair de um nível de pobreza que nos deve deixar a todos envergonhados, são inúmeros por este país fora, já para não falar da violência doméstica... e isto só para elencar alguns dos problemas que, por mais que a escola forneça oportunidades a estes alunos, não conseguirá nunca resolver nem ultrapassar porque a solução não está nas suas mãos.
À Escola Pública deve ser pedido/exigido muito, concordo. Mas não pode, nem deve, ser pedido/exigido tudo.

Chumbos já não são uma realidade em muitas escolas europeias

terça-feira, 12 de novembro de 2019

A Palavra, Muito Irónica, ao Luís Costa



A Palavra, Muito Irónica, ao Luís Costa

COMO ANUNCIAR GREVES

"À atenção dos sindicatos, em geral, do SToP, em particular, e de André Pestana, em especial.

Uma vez mais, a maioria dos lutadores nem sequer sabe que está uma luta em curso. Como é que podem fazer greve, se nem sequer sabem que ela existe? Valha-nos Deus!
Mais uma vez, fica provado que os sindicatos não são competentes a informar adequada e atempadamente os senhores lutadores. Por isso, senhores comandantes das tropas, vejam lá se compram um fato como se manda, um paninho bordado e uma bandeja de prata, e põem pés ao caminho para irem, palácio a palácio, castelo a castelo, informar ― como deve ser ― os denodados cavaleiros e as intrépidas cavaleiras do beligerante reino do ensino."

Nota - O conteúdo deste post foi integralmente surripiado aqui.

Quando Um Ministro se Presta ao Papel de Comediante

Surripiado ao Luís Costa

Quando Um Ministro se Presta ao Papel de Comediante...

... e não lhe acontece nada, sabemos que estamos em Portugal...
Ah! E a culpa de não haver mais assistentes operacionais nas escolas é dos directores, preguiçosos, que não estiveram para ter trabalho a contratar mais gente!!!!

Tomai e bebei todos! Este é o meu sangue derramado por vós!

Dia do Armistício - Armistício de Compiègne


Dia do Armistício - Armistício de Compiègne

Foi assinado no dia 11 de Novembro de 1918 entre os Aliados e a Alemanha, dentro de um vagão-restaurante, na floresta de Compiègne, em França, e regulou o cessar-fogo na Frente Ocidental.
Tanto sofrimento ao longo de quatro longos anos...

Nota - Garanto-vos que surripiei o recorte ao Pedro Xavier!

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

S.TO.P - Greve - Quem Pode Fazer Greve?


S.TO.P - Greve - Quem Pode Fazer Greve?

Todos quantos trabalham nas escolas - professores, assistentes operacionais, funcionários administrativos, psicólogos...

O S.TO.P já foi unicamente um sindicato de professores mas os seus dirigentes rapidamente perceberam que não vamos lá a fazer greves de uns para cada lado.
Agora, não esperem que o André Pestana, ou a Aurora Ezkertiar, ou o Pedro Xavier, ou o Sílvio Miguel estalem os dedos e a greve apareça organizadinha na vossa escola ou no vosso agrupamento!
Façam a vossa parte. Quem tem mais capacidade de organização, quem é mais dinâmico, quem é mais pró-activo... o que for, sozinho ou acompanhado, que meta os pés ao caminho. Temos duas semanas. Vamos fazer o que ainda não foi feito. E sim, juntos somos mais fortes.

Nota - Veja aqui o Boletim do Trabalho e Emprego, página 92, onde estão publicadas as alterações estatutárias o S.TO.P.

domingo, 10 de novembro de 2019

S.TO.P - Greve - 11 a 22 de Novembro


S.TO.P - Greve - 11 a 22 de Novembro

Amanhã inicia-se um período de greve suficientemente extenso para que, em cada agrupamento/escola, se consiga quórum suficiente para fechar cada uma delas pelo período que cada comunidade considere suficiente, adequado, possível.
O cardápio de queixas é muito vasto, é mesmo imenso. Eu acrescentaria desde já o tempo de serviço roubado a milhares de professores portugueses, tempo esse, meu, que jamais deixarei de reivindicar e de exigir - em duas palavras, é meu!
Mesmo assim, haverá sempre professores que acham que ainda podemos bater mais no fundo, que a degradação das condições pode ainda piorar mais um bocadinho... afinal, em África, não há professores a leccionar por baixo de uma árvore com alunos sentados no chão?

A ideia não é fazermos greve à maluca, é organizarmos uma greve que seja eficaz. Tem mais impacto uma greve feita por quem consegue parar uma escola, sejam dez ou quinze, do que uma greve feita por cinquenta mas que não consegue parar uma escola.
Façam fundos de greve. Se todos nós contribuirmos com um pouco para o bolo total, a greve não custará nada de especial a cada um de nós.
E, não se esqueçam, a greve abrange todo o pessoal que faz parte dos trabalhadores de uma escola/agrupamento, ou seja, a greve abrange professores, assistentes operacionais, pessoal administrativo, psicólogos...

Vamos lá! Juntos somos mais fortes!
Para saber mais, clique aqui.

Amarante Sem Pés Nem Cabeça - Piscinas Municipais


Amarante Sem Pés Nem Cabeça - Piscinas Municipais

As piscinas municipais estão fechadas vários meses ao ano. Ora fecham para que lhes tirem a capota, ora fecham para que lhes coloquem a capota. Pelo meio, as piscinas municipais, aproveitando a história do mete e tira da capota, ainda prolongam o seu fecho à conta das muiiiiitas obras de manutenção.
As piscinas municipais reabriram em finais de Outubro para aulas... o que já não acontecia desde Junho, penso eu de que... o que é deveras bestial para a miudagem que gosta e quer seguir natação aqui por Amarante... mas adiante!
Um dia destes o meu neto, seis aninhos recém feitos, retomou as suas aulas e lá foi todo contente da vida. A aula parece que até correu bem mas ele saiu da água a queixar-se dos pés, ambos vistoriados e a apresentar uma vermelhidão mais ou menos uniforme por toda a planta e, pasme-se!, dois golpes a sangrar, um em cada dedo grande dos pés.
Reportada a ocorrência a quem estava na piscina, o garoto foi aconselhado a ir para dentro de água com sapatas de ir para as rochas... o que já fez, mas que, diz ele, não lhe dá muito jeito andar dentro da água com elas.
Garanto-vos que nunca escutei historieta igual. Mas depois pensei que Amarante até pode começar a vender a sua imagem à conta do insólito que é o seu vasto equipamento municipal a cair aos pedacinhos.

Nota - A piscina em causa, a causadora dos golpes que sangraram, é mesmo a dos mais pequeninos não sabendo eu o estado em que se encontra a dos adultos.
Sei que todo o equipamento se encontra degradado, degradação visível a olho nu e sem necessidade de ir a casa buscar uns binóculos.

Quem Tem Amigos Tem Tudo

Dióspiros - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Quem Tem Amigos Tem Tudo

A prendinha chegou-me às mãos no Domingo passado, mesmo a seguir à missa.
Confesso que a devorei, devagarinho, polvilhada de canela, em quatro suaves prestações diárias.

Muito obrigada, Benvinda Teixeira!

sábado, 9 de novembro de 2019

O Muro de Berlim


Muro de Berlim - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Caiu há 30 anos. Hoje recordo-o, num mundo cada vez mais feito de muros que se erguem para nada. Ai se esta gente conhecesse a História! Não conhecerão uma Muralha da China que se vê do espaço e acabou transformada em atracção turística?
E por falar em História... hoje recordo a minha e de como é que ela se cruza com a do muro da vergonha e com o envio de um beijo enormesco à Emiliana Silva.

O Centro de Recursos de História, a Emiliana e o Muro de Berlim

Hoje foi dia de contar a história da relação entre o Centro de Recursos de História, a Emiliana e o Muro de Berlim aos meus alunos de 9º ano, história já contada em tempos que já lá vão, aqui mesmo neste blogue.
E hoje foi também dia de fazer um brilharete e deixar os meus alunos atónicos e perplexos... estava eu em plena Guerra Fria, bloco capitalista versus bloco comunista, parte do mundo liderada pelos EUA e a outra pela URSS, estava eu nos confrontos indirectos entre as duas superpotências mundiais através dos países feitos de povos "mexilhões"... atenção ao que se está a passar na Ucrânia... e falo-lhes da construção do Muro da Vergonha que é o mesmo que chamar-lhe Muro de Berlim, construção iniciada no ano do meu nascimento... e eis que sou capaz de os surpreender... "Ah! Por acaso tenho um bocado de Muro de Berlim no armário de História que vos posso mostrar"... agitação e excitação pela sala... eheheh... e eis que saco do dito cujo que um dia me veio parar às mãos expedido pela Emiliana, regressada a terras de Portugal vinda directamente de Berlim com um bocado do Muro da Vergonha na mala...

Obrigada, Emiliana! A tua acção no passado continua a fazer a diferença no presente.

"God Knows How I Adore Life... God Knows... não é, Emiliana?



God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Oh mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

Amarante Sem Pés Nem Cabeça - Biblioteca Municipal Albano Sardoeira

Biblioteca Municipal Albano Sardoeira - S. Gonçalo - Amarante

Amarante Sem Pés Nem Cabeça - Biblioteca Municipal Albano Sardoeira

Foi... ainda será?... um belíssimo equipamento cultural frequentado por muita gente de todas as idades que procurava aquele maravilhoso espaço para fruir dele e do seu conteúdo... que sabemos ser de livros... livros feitos em papel.

Ora, os livros não sabem nadar, iô! Cante comigo - Os livros não sabem nadar, iô!
Mas vão precisar de aprender e rápido! - digo eu! A Biblioteca Municipal de Amarante está a meter água a torto e a direito e não há quem lhe acuda.

Nota 1 - Dizem que só há dinheiro para ante-projectos da treta em que se arrogam no direito de mexer no que está quieto e está bem, por certo para nos espatifarem a cidade!
Nota 2 - As fotografias que agora partilho foram tiradas após as primeiras, poucas, chuvas. À hora que escrevo por certo já há livros afogados.
Nota 3 - Pode ver e ler mais sobre este tema clicando aqui.

Amarante Positiva - Gatilho - Exposição de Fernando Barros

gatilho - Exposição de Fernando Barros
Fotografias de Anabela Magalhães

Amarante Positiva - Gatilho - Exposição de Fernando Barros

A associação Gatilho está, como sempre, imparável em múltiplos sectores da cultura - da pintura ao desenho, da escultura à música, aí estão eles dando cartas nesta rua que é deles, que é minha e que é de quem a agarrar.
A maravilhosa exposição do Fernando Barros, de pintura e de escultura, foi inaugurada ontem e eu, ignorante me confesso, nem sabia! Mas hoje redimi-me e, como não podia deixar de ser, visitei-a. E, garanto-vos, vale bem a deslocação a tão agradável rua, a tão agradável espaço.
Muitos parabéns, Fernando Barros! Muitos parabéns, Gatilho! A exposição está deliciosa.

E assim a Gatilho deu o pontapé de saída ao 3 Mini Festival de Artes!

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Maquetas do Neolítico

Maquetas do Neolítico - Sala de História da Escola Básica de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Maquetas do Neolítico

Eu disse que receberia muito em breve novas maravilhas e assim foi. Hoje chegaram-me duas maquetas novas, desta feita do Neolítico e uma até me chegou via mãe muito risonha que foi recebida com muito carinho por todos nós, alunos e professora, que, durante este ano lectivo, habitamos a Sala de História da Escola Básica de Amarante.
Eu já disse aos meus alunos... Sempre que vejo sacos grandes a entrarem porta adentro nas mãos de alunos, funcionários ou mesmo mães... o meu sorriso abre-se de orelha a orelha... no mínimo!
E atenção! Eles já me avisaram... parece que vou ter um zigurate e um aldeamento egípcio... e eu só me posso congratular perante uma criatividade e generosidade que não tem preço!

Nota Importante- Muito grata vos estou, Alunos Meus!

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Antena Aberta - Chumbos e Indisciplina nas Escolas



Antena Aberta - Chumbos e Indisciplina nas Escolas

São quase 50 minutos de programa onde quase todos os intervenientes estão muito bem, não fugindo às perguntas, ao tema, sem ses e sem mas, assumindo ao que vêm, falando clarinho, clarinho... e sem divagações amalucadas.
Que contraste com o programa, quase sem rumo, da segunda-feira passada, o Prós e Contras - que resultou numa verdadeira salada de grelos... dizemos nós por aqui por Amarante quando nos queremos referir a uma grande confusão!

Garanto-vos que vale a pena escutar todos os intervenientes num belíssimo programa chamado Antena Aberta. A começar pela presidente do CE, que aproveito desde já para desmentir.
A verdade, neste caso, não é apenas o branco ou o negro, no caso das reprovações de alunos. "A reprovação não serve para nada"? Pois... depende. E cada caso é um caso, muito reflectido em cada conselho de turma. Bem diferente das ordens recebidas da tutela, no Verão passado, para que os professores reunissem quase de qualquer maneira para avaliarem, por vezes às três pancadas, na ausência de um, dois, três... professores daqueles conselhos.
Ou seja, muita treta, senhor secretário de estado dr. João Costa! Muito blá blá! Garanto-lhe que estamos cheios de palavras doces que não se coadunam com a nossa realidade, a trabalhar em escolas onde chove, onde faltam condições básicas, onde faltam recursos humanos, onde há turmas gigantescas, onde faltam equipamentos tecnológicos... onde estamos atolados de tarefas que, em alguns casos, nem deviam ser nossas, onde somos roubados todos os dias por quem lidera o ministério e o governo!!!
E, se sabeis que os alunos que mais reprovam são os mais desfavorecidos economicamente... que tal intervir a montante e melhorar as condições económicas das famílias dos nossos alunos, quantas vezes uns desgraçados e cujos pais trabalham de sol a sol para continuarem a perpetuar uma pobreza que parece dar jeito a muita gente??!!!!

Nota - Grata, André Pestana! Grata, Paulo Guinote! Vocês estiveram certeirinhos.

Maquetas - Centro de Recursos da Sala de História

Maquetas - Centro de Recursos da Sala de História
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Maquetas - Centro de Recursos da Sala de História

Os miúdos fazem trabalhos maravilhosos e não é de agora. Comigo fizeram sempre, respondendo a desafios por mim lançados na sala de aula. Com a minha chegada à, na altura, E. B. 2/3 de Amarante, em 2009, finalmente, quase aos 50 anos efectiva num agrupamento!!!, meti pés ao caminho e tratei de organizar o Centro de Recursos da Sala de História, primeiramente apenas com os meus materiais de apoio, que antes iam para a sala de aula nas minhas carteiras, e depois com doações várias de gente conhecida e até mesmo desconhecida! - tenho histórias maravilhosas contadas neste blogue de generosas e carinhosas doações de amigos, de colegas professores amigos que jamais conheci fisicamente e de outros com quem privo amiúde - e com aquisições que continuo a fazer nas minhas andanças pelo país e pelo mundo - frequentemente estas são mesmo as únicas recordações que vou acumulando dos sítios visitados - e, jamais esquecerei, com muitos trabalhos que, ao longo dos anos, os alunos foram construindo em casa e no Clube de História, clube este que também implementei a partir do ano lectivo seguinte ao da minha chegada em consequência da construção do Projecto História em Movimento que, em breve, fará 10 anos.

Estas maquetas, todas maravilhosas, que hoje partilho com os meus leitores, referem-se ao período Paleolítico - mas outras serão feitas para o período seguinte, Neolítico, portanto! e até mesmo para o período da 1.ª Guerra Mundial, que os meus alunos de 9.º ano não querem ficar atrás dos seus colegas mais pequenitos do 7.º ano de escolaridade e vão tentar construir um campo de batalha cheiinho de trincheiras...
Estas maquetas foram feitas integralmente em casa, umas com a ajuda dos pais, outras em grupo organizados por eles, outras em trabalho de pares e outras resultaram ainda de trabalhos individuais e, não tenho qualquer dúvida, contribuíram, de forma indelével, para o bem-estar dos meus alunos na Escola que, por estes dias, também é a deles.
Se eu gostaria de ter tempo para realizar estes trabalhos em contexto de sala de aula? Pois gostaria... mas, infelizmente, temos o inevitável corre corre da matéria que ainda está por abordar e que é imensa... mas lá chegaremos.
Darei novas.

Do Horror Aluna hospitalizada após ter sido agredida ao pontapé por colega de turma em Campo Maior


Do Horror

O ministério, que devia ser o da Educação, que continue a assobiar para o lado e a desvalorizar a violência que desponta, aqui e ali, dentro dos recintos escolares, apelidando-os de casos residuais ou o que seja!
Senhor ministro, nem que seja um caso! As Escolas não se compadecem com casos de violência nem mais nem menos grave!!

E, a ser verdade, aluno deverá ser suspenso por 12 dias?!!! A sério???!!!

Aluna hospitalizada após ter sido agredida ao pontapé por colega de turma em Campo Maior

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Oficina de Arqueologia Experimental do Paleolítico

Oficina de Arqueologia Experimental do Paleolítico
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Oficina de Arqueologia Experimental do Paleolítico

Esta oficina, preparada com muito tempo de antecedência com o arqueólogo dr. Daniel Ribeiro, técnico superior do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, e finalmente aprovada/desbloqueada no passado mês de Outubro pelo Senhor Presidente da Câmara de Amarante, aconteceu ontem e, não tenho qualquer dúvida, provocou o entusiasmo geral da miudagem do 7.º ano de escolaridade, que, depois de uma brevíssima exposição teórica sobre como se formam os vários estratos e como se podem apresentar os vestígios da ação humana nesses mesmo estratos, e depois de fornecidas as diretrizes sobre os trabalhos a realizar, meteu as mãos na massa e começou, efetivamente a escavar.
Pareciam uns Indiana Jones! E foi vê-los entusiasmados e de olhos a brilhar sempre que se deparavam com os achados que lhes tocaram na rifa. E os achados foram mais do que muitos já que incluíram vestígios de uma oficina de talhe com bastantes restos do fabrico de instrumentos em sílex, incluíram vestígios de uma fogueira, cheia de cinzas, cujo perímetro estava delimitado por seixos do rio, e, à volta, restos de animais por certo devorados - ossos, presas de javali... - e instrumentos líticos variados como bifaces, raspadores... e até um concheiro foi encontrado e escavado ali mesmo, no Pavilhão Central do Agrupamento de Escolas de Amarante.
Claro que os restos da fogueira não foram levantados mas, tudo o resto, depois de sumariamente desenhado, fotografado e registado, foi limpo, ensacado e identificado e será posteriormente desenhado nas aulas de Educação Visual experimentando, os alunos, pela primeira vez, a técnica do desenho arqueológico.
O caminho faz-se caminhando e esta atividade enquadra-se, na perfeição, no espírito que presidiu à conceção do Projeto História em Movimento, no já longínquo ano de 2010/2011, apenas um ano após o meu regresso ao agora Agrupamento de Escolas de Amarante.

Resta-me agradecer aos alunos que ontem tiveram uma postura particularmente irrepreensível e contribuíram, assim, para o êxito desta atividade e, como não podia deixar de ser, ao arqueólogo dr. Daniel Ribeiro pela sua impecável colaboração, sempre entusiasmada, diga-se de passagem!, nestas minhas andanças históricas!
Ainda um agradecimento muito especial à assistente técnica dos Serviços Educativos do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, dr.ª Rosa Pinto, por toda a ajuda prestada nos preparativos das caixas surpreendentes que, ontem, fizeram as delícias dos meus arqueólogos por uma manhã.

Foi sempre meu entendimento que "santos da casa têm de fazer milagres". Ontem, tenho a certeza, fizemos um.

Nota 1 - Post inicialmente publicado no blogue História em Movimento.
Nota 2 - É um verdadeiro prazer trabalhar com quem fala a mesma linguagem, mas acrescentando. Assim se evolui, assim se progride, pensando em conjunto actividades que despertam o interesse dos nossos alunos. O pessoal que povoa o Museu Amadeo de Souza-Cardoso de Humanidade, foi sempre um dos meus parceiros privilegiados e as parcerias que já estabelecemos até hoje, tantas, só nos podem honrar. Estou-lhes muito grata! Sem eles, a minha actividade enquanto docente ficaria infinitamente mais pobre.
 
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