segunda-feira, 25 de março de 2019

Irmãos Aflitos Nesta Nossa Casa Comum - Moçambique


Irmãos Aflitos Nesta Nossa Casa Comum - Moçambique

São nossos irmãos e muitos estão mesmo muito aflitos porque perderam tudo. São crianças, mulheres, homens, idosos, gente sã e gente doente e todos precisam da nossa ajuda e é exactamente isso que faremos porque todo o nosso semelhante é nosso irmão.
A professora Susana Dias está a organizar a recolha de bens aqui na zona de Amarante e já tem um horário para entrega destes mesmos bens, que poderá ser feita na sede da APD, nº 135, em frente à Seara.
Assim, todas as tardes de 2.ª a 6.ª, das 14.30 às 18h, na 5.ª e na 6.ª, das 9.30 às 12h e no Sábado, das 9.30 às 18h, excepto hora de almoço, podem aparecer e deixar os bens que estão a ser mais necessários no momento e que ainda serão necessários depois deste imediato momento.
Domingo, 31, será o último dia para entrega e divulgaremos atempadamente o horário que ainda será definido.

Aqui fica a lista do que está a ser pedido:

Alimentos: Farinha de trigo, farinha de milho; açúcar; arroz; cereais; enlatados - atum, sardinha, feijão cozido, por exemplo - óleo, bolacha Maria; leite;

NOTA: Os alimentos têm que ter um prazo de validade mínimo de 1 ano (se entregarem com validade não correspondente a este prazo, não será enviado)

Roupa: leve, lavada, e que não esteja rota, (roupa quente não tem qualquer interesse; se entregarem roupa em más condições, não será encaminhada).

Produtos de higiene: pensos higiénicos, sabão, sabonete, shampoo, lixívia.

Tendas, sacos-camas, redes mosquiteiras, bacias.

Sementes

Chamo ainda a atenção de todos os meus leitores para a importância da recolha de fundos em numerário, sempre através de instituições credíveis como por exemplo a Cruz Vermelha, e que é a maneira mais eficaz e rápida de ajudar Moçambique e os moçambicanos.
Não se descuidem. Estes nossos irmãos precisam de nós. De uma maneira ou de outra, de todas no seu conjunto, seja solidário, em suma, seja Humano.



Ainda a Barragem de Fridão


Ainda a Barragem de Fridão

A palavra a Filipe Santos Costa.

Barragem de Fridão, Não!

O Caso Barragem de Fridão na RFI (Radio France Internationale)


O Caso Barragem de Fridão na RFI (Radio France Internationale)

O caso Barragem de Fridão na RFI (Radio France Internationale), por Marie-Line Darcy.
Só podemos agradecer.

domingo, 24 de março de 2019

Amarante Está a Salvo da Barragem de Fridão?


Amarante, a Princesa do Tâmega
Fotografia de Agostinho Mike

Amarante Está a Salvo da Barragem de Fridão?

Marques Mendes assegura que sim!

Marques Mendes diz que Governo vai travar barragem do Fridão

Governo não vai avançar com a barragem do Fridão. EDP vai ter de ser indemnizada

Amarante, Pelo Direito à Memória

Debate - Amarante, pelo direito à memória - Café-Bar - Amarante
Fotografias de Isabel de Oliveira

Amarante, Pelo Direito à Memória

O debate, realizado ontem em pleno coração da cidade, no Café-Bar, correu muito bem. Os oradores foram excepcionais, a moderação foi excelente e a presença de tanta e tanta gente interessada na temática alvo de debate, que esbordava literalmente para o exterior, para a esplanada, tornou aquele espaço, fundado pelo meu avô Rodrigo e pelos seus irmãos Ismael e Belchior, um espaço demasiado pequeno.
As pessoas acompanharam, interessaram-se, debateram, questionaram, trocaram ideias livremente sobre a cidade, elevaram-se, emocionaram-se.
A Cidade corre-nos nas veias. Cidade que é nossa, convém nunca esquecer este princípio! pois sem nós, que a habitamos, a cidade seria o quê?
Os poderes, maiores ou menores, são e serão sempre efémeros. E devem exercer-se com humildade, sentindo um pulsar de cidade que também é este, nunca alheando-se deste pulsar.
Ontem cumpriu-se Cidadania. Sem pálios e sem encostos. E eu, confesso, gosto particularmente disto. Ontem amadurecemos a Democracia.

Foi um enriquecedor momento de partilha. O debate foi profundo, sereno, emotivo, poético até. Hoje e sempre descerei ao rio e caminharei ao longo da sua margem amparada e aconchegada por este muro que é identidade para tantos de nós. Amarante nunca foi uma terra exposta. Amarante só se dá verdadeiramente a conhecer a quem estiver disposto a percorrer os seus espaços interiores, de artérias a veias e a capilares. Esta é a nossa particularidade, a nossa matriz identitária.
Queremos continuar a descer ao rio pelos capilares apertados, misteriosos, enigmáticos e, de repente, desembocar no nosso Tâmega, com o seu arvoredo frondoso que nos sombreia e nos torna mais leve leve a canícula do Verão que já se aproxima. Exigimos respeito pelo nosso património herdado e queremos legá-lo aos nossos vindouros. Temos tanto onde torrar, bem, os dinheiros que são nossa pertença porque são erário público!
Não desfigurem a cidade sob pena de a plastificarem até ela ser uma triste imagem da Princesa do Tâmega... que ainda é.

Enquanto organizadora do evento, devo uma explicação a todos quantos acompanharam o debate em silêncio quase religioso, bebendo cada palavra ponderada, serena, amadurecida pela muita experiência e qualidade que cada um dos intervenientes transporta e que também questionaram e deram o seu contributo para o tempo pleno de vida que ontem aconteceu.
O arquitecto Souto Moura, convidado para o evento que queríamos plural e até contraditório, declinou o convite alegando falta de agenda.
O presidente da Câmara Municipal de Amarante, convidado para o evento que queríamos plural e até contraditório, considerou a iniciativa "desnecessária" já que a apresentação do ante-projecto já aconteceu e uma nova sessão com o arquitecto Souto Moura será agendada lá para o Verão... não sei se seguindo o mesmo deprimente figurino da primeira.
Os partido políticos locais - PSD, CDS, PS, PCP e BE foram contactados e convidados. Muito embora o debate não seguisse qualquer guião partidário, redutor, a verdade é que as forças políticas são determinantes para a cidade e não podem ser excluídas destas problemáticas determinantes e impactantes nas nossas vidas.
Os órgãos de comunicação social local foram, igualmente, contactados e convidados a estarem presentes. Penso que não me escapou nenhum.
Veremos agora os ecos... estaremos atentos... desta importante iniciativa que saiu de uma sociedade civil não amestrada e não diminuída na sua capacidade de pensar.

Resta-me agradecer, e muito, a todos quantos foram determinantes para que a iniciativa fosse coroada de êxito. Não preciso de os enunciar. Eles sabem bem quem são!

Nota 1 - Este é o meu balanço pessoal. Outro, será por certo feito a seu tempo.
Nota 2 - Não ficaremos por aqui. E daremos novas.
Nota 3 - Para ver ou rever o debate em causa, clique aqui.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Amarante, pelo Direito à Memória - Tâmega.tv


Amarante, pelo Direito à Memória - Tâmega.tv

Amanhã, Sábado, 23 de Março, estaremos pelas 17 horas, mais coisa menos coisa, em directo do Café-Bar Restaurante São Gonçalo para transmitir o debate «Amarante, pelo Direito à Memória», sobre o programa da Câmara Municipal de Amarante para alteração da Alameda Teixeira de Pascoaes.
O debate pode ser acompanhado por todos os meus leitores, de Amarante e dos seus arredores mais próximos e mais longínquos, se clicarem em Tâmega.tv.
Acompanhem-nos. Vai valer a pena. A sociedade civil debate, pronuncia-se, opina. Sem medos. Sem pálios. Sem encostos. Tal e qual como se vivêssemos em país de Democracia madura e limpa. Porque não desistimos dela e não abrimos mão dela.
Agora, não se esqueçam, ao vivo vai ser ainda melhor.

ME Compra Mesa e Cadeiras de "Ouro Cacto"


ME Compra Mesa e Cadeiras de "Ouro Cacto"

1 mesa de reunião + 22 cadeiras = 23 mil euros
Comprador - Ministério da Educação por ajuste directo
Oportunidade - Porque era mesmo mesmo mesmo preciso redecorar o gabinete do ME

E paga, patego! Pagas tu e pago eu e pagamos nós, está bom de ver!
Ai que é tão bom fazer comprinhas e mandar a continha ao povinho!

Ministério da Educação compra mesa e cadeiras de 23 mil euros

Nota - Ouro-Cacto - Material muito muito raro que aparece raramente em terras muitíssimo raras.

Novas da ILC

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Novas da ILC

Depois de várias tentativas hilariantes e frustradas de incorrectas, eis que fomos finalmente contactados de forma assertiva. Ou seja, a Assembleia da República a marcar pontos até ao final!

Dia 16 de Abril, a ILC, depois de inúmeras e insólitas peripécias, estará em discussão na Casa da Democracia. Diz-se...


Ex.ms Membros da Comissão Representativa da Iniciativa legislativa de Cidadãos

Para efeitos do n.º 2 do artigo 10.º da Lei n.º 17/2003, de 4 de junho, informamos que a discussão na generalidade do Projeto de Lei n.º 944/XIII/3ª (ILC) - «Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória» - foi agendada em Conferência de Líderes para a reunião plenária de dia 16 de abril de 2019, terça-feira.
A sua discussão consta do quinto e último ponto da ordem do dia - que pode sempre sofrer alterações - desta sessão plenária cujo início está previsto para as 15 horas.
Esta informação está disponível ao público no boletim informativo, página em constante atualização e acessível através do site da Assembleia da República, na opção “Agenda”.

Com os nossos melhores cumprimentos,
Rafael Silva
Assessor Parlamentar

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Direção de Apoio Parlamentar | Divisão de Apoio ao Plenário
Palácio de S. Bento | 1249-068 Lisboa, Portugal

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quinta-feira, 21 de março de 2019

A Palavra a Florbela Mascarenhas Presidente da Diprof Fundadora do Movimento “ Pela Respeito e Dignidade da Profissão de Professor”


A Palavra a  Florbela Mascarenhas  Presidente da Diprof  Fundadora do Movimento “ Pela Respeito e Dignidade da Profissão de Professor”

Comunicado 

Caros colegas 
Na qualidade de Presidente da Diprof e fundadora do Movimento “ Pelo Respeito e Dignidade da Profissão de Docente”, urge em defesa dos mesmos, esclarecer alguns aspetos.
Como é do vosso conhecimento, fui vítima de uma ignóbil e criminosa apropriação de imagem no FB, por parte de um indivíduo que dá pelo nome de Carlos Marques e em cuja foto de perfil, se vê uma “EB23”, indiciando tratar-se de um docente. A censurável atuação do sujeito em causa, está a ser objeto das medidas adequadas à reparação do meu bom nome e Dignidade, assim como da associação a que presido e que foi alvo de notícia falseada. Continuarei, como até aqui, a lutar pela Dignificação da Profissão de Docente.
Como é do conhecimento de parte dos colegas, assumi pela 2 vez o cargo de Presidente da DIPROF, associação da qual sou membro fundador e pela qual nutro profundo respeito e sentido de responsabilidade. A par desta função e no interregno entre as 2 nomeações, mais precisamente, após a minha demissão, e porque urgia continuar a trabalhar as questões fraturantes relativas à carreira Docente e ao Ensino, constituí o Movimento “Pelo Respeito e Dignidade da Profissão de Docente”, do qual muito me orgulho e que tem primado pela insistência da criação de um crowdfunding de forma a possibilitar uma greve prolongada e sem precedentes, mas que se pretende não ser penalizadora para os colegas que a ela aderirem.
Após contacto com vários sindicatos, apenas o STOP, se mostrou recetivo ao mesmo, demonstrando sempre total apoio aos Professores nas suas preocupações e expectativas. Acresce ainda o meu desejo de que o Douto jurista, Dr. Garcia Pereira, nos possa representar nas reivindicações que pretendemos ver justamente solucionadas. Estas duas atividades( DIPROF/ Movimento) constituem atividades e processos completamente estanques quer na sua génese, quer na atividade desenvolvida.
Se por um lado a DIPROF constitui uma associação com o objetivo único de promover todo o trabalho inerente à criação da Ordem, o Movimento procura a resolução das questões atuais e prementes no que concerne à carreira Docente. As 2 realidades são completamente estanques e distintas. Após a minha segunda nomeação para o cargo de Presidente da Diprof, em momento algum me foi solicitado a demarcação do Movimento que criei, reitero, após a minha demissão da DIPROF.  Em relação ao Movimento e apesar de o número de membros não ser significativo do que pretendemos, foi criado a 8 de janeiro deste ano e conta já com 946 membros. Digo que não é significativo porque desde o início que tenho insistido e solicitado que apenas entrem os colegas que pretendam trabalhar no projeto, logo não faz sentido a entrada de quem não pretende colaborar, no entanto a aderência tem sido exponencial.
Acredito veementemente que ambos os projetos podem e devem existir, não havendo qualquer ingerência no propósito de cada um deles. Relativamente à questão da Reunião marcada para dia 23, esta, logo que tomámos conhecimento que iria ser realizada uma manifestação para esse mesmo dia, a mesma foi desmarcada, após consulta aos órgãos sociais, conforme se constata no post do “Iniciativa para uma Ordem dos Professores”. A informação veiculada na montagem da foto usurpada é falsa e pretende apenas lançar a confusão e prejudicar quer a minha pessoa quer a Associação referida.
Finalizo repetindo que estes ataques execráveis surtem precisamente o efeito contrário nas pessoas a quem são dirigidos.
No que me toca, muito me apraz saber que sou uma voz incómoda e atentamente seguida principalmente por quem pretende destruir e denegrir quer o Ensino em Portugal, quer a Classe Docente.
Quem me conhece sabe que não desistirei  e que pretendo lutar e ser uma voz ativa naquilo em que acredito.
O meu obrigado aos colegas que pacientemente me leram neste extenso comunicado mas que a gravidade da situação obrigou a que assim fosse.  Juntos faremos a diferença.

Florbela Mascarenhas  Presidente da Diprof  Fundadora do Movimento “ Pela Respeito e Dignidade da Profissão de Professor”

Eu Livre

Auto-Retrato - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Eu Livre

A trepar paredes desde pequenina... mas sem perder a elegância. 
Neste caso, vestida de gobelins.  

Et Voilá!


Et Voilá!

Eis que estou de regresso! Fofinha.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Bloqueio

Merzouga - Sahara - Marrocos
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Bloqueio

Continuo bloqueada. Por isso, vou trepar à duna gigantesca e espampanante do Sahara que fielmente aguarda por mim. Vou trepar ao meio-dia... para ser mais difícil. Bufando, mas que fique bem claro que não de bufaria... sim? Bufando mesmo de cansaço do bom, daquele que nos queima a pele e se entranha até ao mais recôndito canto da alma. Para regressar plena de energia.
Combinado, bloqueadores de gente peligrosa?

#FriNão!


#FriNão!

Podem ver ou mesmo rever a reportagem sobre a Barragem de Fridão, que passou hoje na SIC, no Primeiro Jornal, clicando aqui.

domingo, 17 de março de 2019

Sim, Chegou a Minha Vez, Guinote!


Sim, Chegou a Minha Vez, Guinote!

Mas conseguimos sempre romper o cerco... certo?
Grata pela ampliação, Paulo Guinote! Aqui.

Anabela Magalhães - Bloqueada!





Anabela Magalhães - Bloqueada!

Sempre escrevi na primeira pessoa. O meu blogue, por falta de imaginação, confesso, até está carregado da minha identidade que nunca tratei de esconder. Nunca escrevi uma linha que não pudesse ser associada à minha pessoa. Nem em comentários. 
Se há gente que não gosta do que eu escrevo?... ai acredito que sim! Se amiúde sou incómoda para uns quantos e umas quantas? ... ai acredito que sim!
Mas essas pessoas, que parecem não ter melhor ocupação e melhor vida do que andarem a fazer um trabalho muito sujo pelo facebook... sei lá, podiam aproveitar o tempo livre cortando mato nos montes, ajudando a preparar Portugal para o estio que aí vem, tornando-o, assim, mais resiliente.
Pelo caminho arranjavam uma vida... sim?

Nota 1- Estou bloqueada no Facebook. Tudo o que tento publicar a partir do meu blogue aparece associado ao desrespeito aos padrões da comunidade. O que não corresponde, de todo, à verdade.
Nota 2 - Pessoas que partilharam o cartaz do debate que se realizará no próximo sábado - Amarante, pelo direito à memória! - estão igualmente com esse conteúdo bloqueado.

sábado, 16 de março de 2019

#Turntolove


#Turntolove

Ainda há pouco tempo alertei os meus alunos para o perigo crescente dos extremismos a nível mundial, para o perigo dos fascismos crescentes até no seio desta velha Europa, que já deu ao Mundo tanta coisa boa, mas que também já deu ao Mundo tanta mas tanta coisa má que até dói só de pensar... por exemplo em 50 milhões de mortos só na 2.ª Guerra Mundial, dos quais 6 milhões de judeus barbaramente assassinados, para além de todos os outros sistematicamente eliminados.
Pois um extremista, fascista assumido, atacou ontem, muito cobardemente, gente inocente num dos países mais pacíficos e tolerantes do Mundo e dizimou quase meia centena de pessoas. O crime foi hediondo, como são sempre estes crimes direccionados contra gente que pacificamente vive o seu dia a dia, tal e qual como eu, tu, nós.
Uma das respostas a este ódio crescente que eclode aqui e ali é esta, centrada na necessidade imperiosa de, com extremo respeito, voltarmos ao Amor.
Porque o ódio mata e o Amor salva. Certo?


Amor pelo próximo, pelo familiar, pelo outro, pelo diferente.
Como dizia a minha Professora, Maria Eulália Macedo:
"O único remédio é amar. Amar as coisas e amar as pessoas, amar as cores, as mutações da hora, o ciclo das estações, amar o tempo de ser, de lembrar, de colher"

Da Importância da História


Da Importância da História 

No dia 4 de Abril de 2011 escrevi neste blogue:

A disciplina de História, no terceiro ciclo do ensino básico, foi sujeita a uma gravíssima desvalorização, por parte do Ministério da Educação, nomeadamente a ocorrida aquando do último desenho curricular. Até aí, a leccionação desta disciplina contava com 150 minutos semanais, em cada um dos três anos de escolaridade, distribuídos por três tempos de 50 minutos cada um. A partir daí passou para uma distribuição de tempo lectivo claramente inferior, com um bloco semanal de 90 minutos no 7 e 8º ano, respectivamente, e de 135 minutos, no 9º ano de escolaridade. A perda total semanal foi assim de 60 minutos para o 7º e 8º ano de escolaridade, respectivamente, e de 15 minutos para o 9º ano. Só para se ter uma ideia concreta da perda total no final de um ano, apontarei que no ano lectivo de 2009/2010, composto por 36 semanas de aulas, a perda total de ciclo, foi de 4 860 minutos, o que perfaz uma perda de 81 horas no total do 3º Ciclo. Se o Ministério da Educação alterou o desenho curricular desta disciplina tal não aconteceu com o seu programa que permaneceu intocado e completamente desajustado ao tempo atribuído para a sua leccionação. Se antes deste redesenho curricular era difícil cumprir o programa de forma consolidada, após este redesenho tal revelar-se-ia completamente inexequível. Esta impossibilidade de aprofundamento e consolidação das matérias leccionadas, englobadas num programa extensíssimo que é obrigatório cumprir, penaliza todos os alunos, mas penaliza particularmente os mais desfavorecidos, oriundos de estratos económicos, sociais e culturais mais baixos e com mais baixas expectativas relativamente ao futuro. Ora, a maioria dos meus alunos, da EB 2/3 de Amarante, situa-se precisamente dentro deste estrato económico, social e cultural desfavorecido. Esta desvalorização e prejuízo foram sistematicamente reportados e salientados, por mim, por escrito, nas várias escolas onde leccionei, EB 2/3 de Amarante incluída. Continuo à espera que alguém, com responsabilidades no sector, me ouça.

Hoje, ano de 2019, paradoxalmente, a desvalorização da História acentua-se e agrava-se. Se as escolas continuarem nesta missão de desvalorização sistemática da História, relembro, a responsabilidade última é da tutela.

No Expresso:
Maioria dos estabelecimentos do básico e secundário eliminou uma aula por semana para incluir disciplina de “Cidadania”, agora obrigatória, denunciam professores

Pelo Público:

"O número de aulas semanais das disciplinas de História e Geografia está a diminuir em várias escolas, para dar espaço à nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, criada no ensino básico. As associações de professores estão preocupadas com a situação e vão reunir-se com o Ministério da Educação. O ministro Tiago Brandão Rodrigues afirma que as escolas têm que “entender como centrais” aquelas duas disciplinas."

MIMO Distinguido no Iberian Festival Awards- Best Infrastructure


MIMO Distinguido no Iberian Festival Awards - Best Infrastructure

Nomeado em três categorias – Best Major Festival, Best Cultural Programme e Best Infrastructure – no Iberian Festival Awards, o MIMO Festival Amarante, que se realizará pela quarta vez consecutiva nesta cidade que é minha e que ocorrerá de 26 a 28 de Julho de 2019, ganhou o prémio de Best Infrastructure.

Para mim, em quase duas legislaturas que já lá vão e que se estão a esgotar, este contributo para abanar a cidade e dá-la a conhecer nacional e internacionalmente, é, de longe, o melhor e mais consistente ao trazer a esta cidade um vasto e diverso público que usufrui, gratuitamente, de uma programação cultural vastíssima mas que não descura nunca a superior qualidade do evento.
Eu estou grata, estarei sempre, a todos os implicados na organização deste MIMO que é... um mimo!


quinta-feira, 14 de março de 2019

Solidariedade com a Escola Estadual Professor Raul Brasil


Solidariedade com a Escola Estadual Professor Raul Brasil

No próximo dia 18 de Março, ocorrerá um minuto de silêncio no Agrupamento de Escolas da Abelheira, em solidariedade com as vítimas de mais um hediondo atentado perpetrado por adolescentes contra adolescentes indefesos e os seus professores e demais funcionários e auxiliares desta escola, igualmente desprotegidos. Porque é com actos, mesmo que simbólicos, que se aprende e se pratica a cidadania.

Campanha GEOTA - #frinão


Campanha GEOTA - #frinão

A forte campanha do GEOTA contra a construção da barragem de Fridão está lançada e pode aceder-lhe se clicar aqui. A campanha terá muito imapacto, presumo eu. que derivará da importância deste assunto para toda a zona que sofreria as consequências negativas desta construção, zona de Amarante incluída, populações do vale do Tâmega incluídas.

Dou a palavra ao GEOTA:
"A barragem de Fridão insere-se no polémico Programa Nacional de Barragens, lançado pelo então Primeiro-Ministro José Socrates e pelo ex-Ministro da Economia, Manuel Pinho. A sua construção encontra-se suspensa até 18 de abril de 2019, sendo essa a data limite para que o Governo tome uma decisão sobre o avanço ou cancelamento do projeto.    Fridão, desenhado para ter duas barragens de 98 e 34 metros, ficará a cerca de 6 quilómetros a montante da cidade de Amarante, numa zona sismicamente ativa. A uma distância tão curta que, em caso de acidente, não existe tempo para garantir uma intervenção adequada por parte dos meios da proteção civil, segundo o Regulamento de Segurança de Grandes Barragens. Parte dos quase 12.000 habitantes de Amarante ficariam entregues a si próprios para enfrentar sozinhos um tsunami que inundaria o centro histórico em apenas 13 minutos.  Para além das questões de segurança, a construção da barragem de Fridão tem impactes sociais, ambientais e patrimoniais enormes, e uma irrelevante capacidade de produção elétrica (menos de 0,6% da produção nacional).  Estando em causa a segurança de milhares de cidadãos e cidadãs e os múltiplos impactes negativos para o ambiente, a economia, e as formas de vida locais e atividades tradicionais, valerá mesmo a pena insistir na construção da barragem de Fridão? Não é o Governo responsável pela segurança de todos os portugueses ou residentes em Portugal?  Quem se responsabilizará em caso de acidente? E você, responsabiliza-se? Participe! Não assine a petição, partilhe-a e desafie o Primeiro Ministro a assiná-la. Diga: #frinão"

Nota - A notícia está no Público e pode ser integralmente lida se clicarem aqui.




Visita https://eunaoassino.com/, participa (clica em "Não Assinar") e desafia o Primeiro Ministro a subscrever a petição que ninguém quer assinar!Depois, partilha nas tuas redes usando os hashtags #frinão e #eunãoassino.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Andrew Bird

Andrew Bird - Theatro Circo - Braga
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Andrew Bird

O genial está de volta.

terça-feira, 12 de março de 2019

Prémio Barrete 2020


Prémio Barrete 2020

"CDS diz que votará, na generalidade, a favor das apreciações parlamentares feitas pelo PCP e BE e no debate em comissão, na especialidade, vai propor a abertura de um novo período de negociações entre os sindicatos e o Governo"

Parabéns à Excelente Arquitectura Portuguesa - Parabéns aos Cerejeira Fontes Arquitectos


Parabéns à Excelente Arquitectura Portuguesa - Parabéns aos Cerejeira Fontes Arquitectos

É imaculada e é cheia de graça. E é portuguesa. Situa-se em Braga e acaba de ganhar o prémio de edifício do ano 2019 na categoria arquitectura religiosa. O que só nos pode deixar a todos orgulhosos.
Eu ainda não a visitei mas este edifício está na minha mira numa próxima ida a Braga. Porque quero respirar este equilíbrio, esta harmonia, esta leveza, esta escala, esta espiritualidade, esta beleza etérea e subtil de quem pratica uma arquitectura a que chamo arquitectura respeitadora. Muito respeitadora. Em primeiro lugar, respeitadora da memória.
Pode deliciar-se com as fotografias deste edifício clicando aqui. Pelo caminho, leia o texto.

Um dos arquitectos Cerejeira Fontes, o António, estará, mais uma vez, em Amarante, já no próximo dia 23 de Março, em sessão pública que se realizará no Café-Bar, Praça de S. Gonçalo, pelas 17 horas. Imperdível escutar as suas palavras. Imperdível escutar as palavras de todos os outros intervenientes.

Que cidade queremos?

segunda-feira, 11 de março de 2019

A Palavra ao Professor Luís Braga - Lamento intimista de um cidadão professor português roubado



A Palavra ao Professor Luís Braga 

Lamento intimista de um cidadão professor português roubado


Os episódios desonestos no parlamento, sindicatos e comunicação social à volta e contra a ILC do tempo de serviço docente fizeram-me descrer da Democracia. Dos deputados, do parlamento e dos sindicatos. O impacto pessoal, na minha visão particular, do que se passou é muito profundo. Deixei de acreditar na capacidade de o sistema político e social português se regenerar sem um movimento social que ultrapasse o institucionalismo vigente. Em termos pessoais, essa visão é todo um novo horizonte de vida.
A ILC é um projeto generoso e corajoso de muitas pessoas, que muito me honra que tenham depositado em mim confiança para os representar em vários momentos.
No vídeo do que disse no parlamento creio que se vê essa desilusão pessoal e até emoção pessoal, por trás do esforço de fazer bem o papel que me atribuíram.

Uma visão de vida

Sou oriundo de uma família de professores de que sou a 4ª geração. Ao escolher a profissão, julgava que me daria estabilidade financeira suficiente e o conforto razoável de um trabalho intelectual estimulante. Não queria ser rico. Mas queria viver medianamente e com conforto. E ter uma profissão respeitada. Estou a pensar seriamente mudar de vida, no médio prazo que seja.
E quem me vir a dizer isto ainda vai estranhar: sou professor do quadro, fui diretor, estou colocado na escola da minha colocação definitiva no centro de uma cidade e estou na carreira. Tenho aquilo que tanta gente quer no grupo docente. Há quem tenha mais razões de queixa. Mas tudo é o “homem e sua circunstância”…
Sou o exemplo de alguém que sabe que tem algum talento para outras coisas (e já viveu muito bem dele) e que se fartou do que fazem à educação nacional. A imoralidade tem limites e quem a sofre placidamente partilha da imoralidade dos que a criam. O que vou fazer com estas constatações pessoais ainda medito…

O meu lauto salário e rendimentos….

Ganho 1250 euros líquidos por mês, ao fim de 23 anos de profissão (e não falemos da formação e currículo, para não ter ainda mais a sensação que andei a desperdiçar a vida). É muito mau que, quem forma jovens, acumule a desilusão de que, fazer isso (esforçar-se, estudar e formar-se), é desperdiçá-la.
Mesmo com as batotas que o Governo anda a fazer, estando agora no 3º escalão, já devia receber 1300 euros líquidos mensais desde Setembro. Só em dezembro chegaremos aí.
Com os 9 anos recuperados, ganharia, a partir do momento em que isso acontecer, 1380 euros mensais líquidos.
E os 1380 euros são sem direito a receber nada do que ficou perdido no passado. 1380 euros para futuro. Portanto a discussão dos 9 anos integrais significa para mim um aumento mensal futuro de 180 euros (que não compensa a perda de milhares durante a última década).
E aumentar-me é um problema terrível para os que enchem a boca com a necessidade de “ter os melhores professores no sistema”.
Este, que não será dos piores, daqui a pouco vai-se embora porque ganhará juízo. E não devo ser o único. Há maneiras de ganhar mais. E há muito mundo. Implica risco, mas não há que ter medo do risco.
O outro, pelo menos, não era hipócrita…. Saiam da vossa zona de conforto. E se se sair da área do desconforto?

O caso de roubo dito de forma simples

Devolver 2 anos e uns trocos, de uma perda de 9 anos, não é devolver nada.
É roubar. E quem rouba é ladrão.
E quem é ladrão não pode governar.
Raciocínio simples e direto.
Que pode ser prolongado: quem colabora com ladrões é cúmplice e isso faz dele ladrão.
Quem apoia ladrões, que governam a roubar, é tão ladrão como eles.
Tão ladrão é o que rouba como o que deixa roubar.
E quem rouba aos trabalhadores para pagar aos bancos (mesmo alegando que só empresta) é moralmente um ladrão pior.
Subi em setembro ao 3º escalão (23 anos depois de começar a carreira). Ganho menos do que ganhava há 10 anos. Por isso, objetivamente não subi coisa nenhuma. Recuei.
No meu primeiro emprego em 1992 ganhava mais (ganhava então 180 contos mensais…. o que daria hoje menos de mil euros….mas foi há quase 30 anos…). Em 1993, no ano anterior a entrar na carreira, como vendedor, ganhava o que hoje seriam 1000 euros. Só que escolhi ser professor, com os dados que tinha então….asneira.
Quando o decreto do Governo for promulgado não vou receber seja o que for. Nem em 2019, nem em 2020. Talvez em 2021, só porque tive excelente na avaliação de aulas observadas. E porque completo, então, um escalão de que já devia ter saído, algures na primeira década do século. Se não tivesse o tal excelente, era só em 2022 ( o excelente dá bónus de 1 ano).

Marcelo devia ter juízo e não fazer perguntas imorais e pouco verdadeiras

A pergunta do Presidente Marcelo sobre o queremos é de uma falta de ética atroz: não posso escolher entre nada e zero, porque é sempre zero. Querer ter o apoio eventual do PS em próximas eleições deve obrigar, mesmo assim, a mais pudor.
O decreto dos 2 anos só faz efeito para os que subam de escalão depois de ele entrar em vigor. Embora devesse já estar no 6º escalão, só daqui a 2 anos receberei o montante correspondente ao 4º escalão (2 abaixo daquele em que devia estar, que é o 6º) e, mais de uma década depois do momento em que tinha direito por lei.
Isso significa que, embora digam que vamos subir de escalão e salário, eu vou continuar a receber o mesmo nos próximos 2 anos e, comigo, a maioria do professores que, no último ano foram colocados em escalões inferiores aos que têm direito, com 10 anos de atraso.

O decreto foi desenhado assim: dizemos que sobem de salário, mas realmente não sobem.

Um roubo. E que só parece não o ser, porque nos explicamos mal. Falamos demasiado de tempo e pouco de salário.
Temos vergonha de que, para trabalhar bem, precisemos de ser bem pagos? Os professores não são mercenários, mas não têm de ser missionários. 1380 euros é assim um salário tão alto, para um profissional qualificado e experiente, senior, como agora se diz?
O ministro devia ter vergonha do que disse no fim do Conselho de Ministros. Ser roubado à traição não reforça as comunidades educativas. É tão só ladroagem.

2 anos, uns meses e uns dias contados para o próximo escalão significam zero em salário, hoje. Zero.

E a culpa é do Governo. Mas também daqueles que nos deviam defender com inteligência e zelo e andaram a brincar estes 4 anos e a gerir mal o problema. A pensar nas politiquices partidárias. Tão ladrão é o que rouba como o que deixa roubar.
Alguns deles (a maioria) desses dirigentes sindicais, que dizem representar-me, não me podem representar porque não me entendem (a mim e aos outros como eu). Realmente é fácil ver a realidade de certa forma, sentado no salário do 9º ou 10 escalão (umas centenas de euros acima daquele por que luto) em alguns casos com menos tempo efetivo de aulas dadas do que eu (que estou no 3º, recordo).
Ou não as dando de todo. Realmente nessa circunstância até pode esperar-se serenamente que uma petição tonta (quando há lei em discussão aberta por via do ILC) chegue ao seu final parlamentar só em junho. Nessa altura, passaram 18 meses desde 1 de janeiro de 2018 e eu perdi uns 2000 euros acumulados todos os meses, com as habilidades politico-sindicais e os jogos florais imorais.

Para o dia da manifestação já tenho outros compromissos.

Mas ainda que não tivesse, ninguém me apanhava lá. Estou cansado de ser figurante em jogos mentirosos. Fiz o que podia, a lutar até ao limite das minhas forças, e ninguém com ética me pode acusar de trair a classe a que pertenço.
Eu não traí, mas há quem traia e continue a poder fazê-lo, porque muitos se calam e conformam com o jogo como ele vem sendo jogado. A minha vida está feita e posso fazer sempre o que fiz: faço-a eu.
Milhares de horas de formação depois, avaliado de excelente com aulas observadas, reconhecido pelos alunos. Que mais querem para me pagarem um salário que ache justo? E mais ainda, o que me prometeram, quando em 1995 decidi escolher desperdiçar os meus talentos potenciais para outras coisas a escolher ser professor?
Porque havia uma carreira e certos direitos…..Roubaram-ma.
Querem os melhores na profissão? É isso? E que tal pagarem com o mesmo ângulo com que pagam aos “melhores gestores”.
Os meus alunos têm resultados comigo (por seu mérito, mas também porque, pelo menos, façam-me essa justiça, não os estrago…). Podem dizer-me o mesmo dos que gerem ou geriram os bancos e empresas que tanto reverenciam?
Se eu for multado na estrada que me leva à escola posso meter a multa à escola? Pois não…. Isso era roubar.
 
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