domingo, 20 de maio de 2018

Manif - 19 de Maio de 2018


Manif - 19 de Maio de 2018 - Lisboa
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Manif - 19 de Maio de 2018

Desde o tempo daquela ministra da educação, cujo nome eu não nomeio neste blogue por motivos sanitários, que fui praticamente a todas as acções de luta decretadas por sindicatos, movimentos de professores - Bom rever-te ontem, Ilídio Trindade! - grupos de professores "amarelos" lutando pela defesa do par pedagógico de EVT, vigílias pela noite fora pela mesma causa, lutas contra a PACC com idas para a DREN e para o Parlamento e eu sei lá mais o quê. Nestas lutas incluem-se, como não podia deixar de ser, as manifestações.
Não sei se a manifestação de professores de ontem se situa na terceira maior em número de manifestantes ou se ocupará a quarta posição no ranking das maiores em que participei em toda a minha vida mas, uma coisa é certa, a manifestação de ontem foi gigantesca atendendo a que já não somos 120 mil professores, atendendo a que o corpo docente está incomparavelmente mais velho do que há dez anos atrás, atendendo às "novelas" tristes que parecem interessar a cada vez mais pessoas, professores incluídos, alienando-as do que é realmente importante para si próprios e para o colectivo e que é a defesa dos seus direitos, tão durantente connseguidos, com unhas e dentes.
Posto isto, asseguro-vos que a manifestação de ontem foi uma das maiores em que participei em toda a minha vida.
Agora, sinto orgulho por ter participado em mais esta jornada de luta que, para mim, se faz nestas ocasiões e em todas as outras, quer seja saindo à rua pelo meu pé, quer seja saindo à rua pelo meu teclado.
A luta continua. Assina a ILC. Aqui.

A ILC, na Imprensa, em Dia de Manifestação de Professores

Assine a ILC aqui.

A ILC, na Imprensa, em Dia de Manifestação de Professores

A caca da Plataforma da Assembleia da República, onde se assina a ILC, voltou a estar on depois de estar off mais de 24 horas seguidas. 
Os parlamentares portugueses devem estar a corar de vergonha. 
Assina a ILC: https://participacao.parlamento.pt/register

Expresso, ontem.

"Não têm sido só os sindicatos a tentar convencer o Governo que todo o tempo de serviço que os professores prestaram durante os anos em que as carreiras estiveram congeladas deve ser contado, tal como está a ser feito para as carreiras gerais da Administração Pública. No final do mês passado, um conjunto de docentes decidiu redigir um projeto de lei nesse sentido e iniciou um processo de recolha de assinaturas, de forma a que o assunto seja obrigatoriamente discutido e votado na Assembleia da República. Até agora, conseguiram que quase 12 mil (11.780 ao final do dia de ontem) entrassem na plataforma eletrónica do Parlamento e assinassem. Faltam quase 9 mil para o objetivo seja atingido, pelo menos em parte.  A pretensão dos oito promotores desta Iniciativa Legislativa de Cidadãos é que os 9 anos, 4 meses e dois dias congelados (entre 2005 e 2007 e entre 2011 e 2017) sejam tidos em conta para efeitos de progressão na carreira e atualização salarial e que essa reposição aconteça já em 2019. Tem sido essa a reivindicação dos sindicatos, mas estes aceitam que a reposição seja feita de forma gradual, até 2023." (...)

Quase 12 mil assinaturas para levar contagem do tempo de serviço dos professores ao Parlamento

Hoje é dia de manifestação de professores, no próximo mês podem regressar as greves

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Manif - 19 de Maio


Manif - 19 de Maio

Amanhã lá estaremos, mais uma vez, na capital da república que já conheceu melhores dias, a exigir repeito pelos docentes. E a pensar que até ao final do ano lectivo muito, de positivo, terá ainda de acontecer.
Quanto ao mais, continuo a apelar à assinatura da ILC. Aqui. Passados nem 20 dias sobre o início desta iniciativa, contabilizamos, agora, 11807.
Atingiremos as 20 mil antes do prazo regulamentar.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

A ILC e a Ana Paula Doutel


A ILC e a Ana Paula Doutel

Quem a vê a vestir a camisola da ILC com unhas e dentes dirá "Só pode ser Professora!"
Pois não é. Mas, não o sendo, já fez mais apelos e postagens sobre a ILC do que muitos professores todos juntos e não, não estou a falar daqueles que não têm conhecimento de que decorre uma recolha de assinaturas de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos que visa somente exigir que se respeite o óbvio: o tempo de serviço de 9 anos, 4 meses e 2 dias é para ser contado na sua totalidade e não admitimos nem menos um segundo.
São dela os cartazes, são dela as frases de apelo a que todos se juntem a esta justíssima luta que só poderá resultar se juntarmos 20 mil assinaturas. Tal como já disse, ela não é professora porque é "apenas" uma das "minhas" mães, que exerce uma profissão não docente.
Tiro-lhe o meu chapéu! Publicamente.

O tempo psssa segundo a segundo...
Eu já assinei a I.L.C.! Eles também! Tu és o próximo!
Não te esqueças! 

Juntemo-nos nesta causa e ajudemos os professores, pois estaremos a ajudar a Comunidade Educativa.
Link aqui 

Boa Noite 🌛
Professores, pais, avós, filhos, netos 
Hoje à noite não se esqueçam de assinar a I.L.C. (é fácil ♤ rápido ♡ simples!)

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A ILC a Despertar a Curiosidade aos Meus Alunos


A ILC a Despertar a Curiosidade aos Meus Alunos

"Professora, o que é isso da ILC?" perguntaram-me hoje vários alunos da minha direcção de turma, alunos do 9º ano de escolaridade que se cruzaram já por diversas vezes com o cartaz que publicita esta Iniciativa Legislativa de Cidadãos em que se exige a contagem integral do tempo de serviço efectivamente prestado pelos professores portugueses durante o período de congelamento das carreiras e que foi de 9 anos, 4 meses e 2 dias e é que nem um segundo menos! Sob pena do esbulho se perpetuar para cada um de nós até à hora da nossa morte prejudicando-nos e prejudicando as nossas famílias.
E eu lá lhes expliquei direitinho, o que é, quem a pode assinar, o que a motivou e disse-lhes que a professora deles de História é uma das promotoras da iniciativa (somos 8) e lá os alertei, como faço sempre, para as ciladas que eles terão de desmontar um dia, por certo!, vindas de políticos, de pseudo políticos e afins, sim, também os há honestos!, de qualquer forma de gente que detem o poder, que se movimenta no mundo não se importando de humilhar o próximo, de o trapacear, de tirar aqui para colocar acolá, de surripiar o fruto de um trabalho árduo, para quem não sabe a profissão docente é árdua!, para o desviar para o mundo maravilhoso da alta finança... para alimentar golpadas... ou sei lá mais para onde, eu sei lá mais para quê!
Pois é assim, meus caros alunos, olho vivo, ouvidos afinados, coluna vertebral direita, neurónios plásticos... e toca de lhes dar bom uso... sob pena de ficarem reduzidos a escombros, a uma sombra, a mortos vivos... ou será a vivos mortos?
"Então os nossos pais podem assinar, não é professora?"
Pois é, Alunos Meus, não só podem como devem, desde que concordem com os seus fundamentos!

Nota 1 - Confesso que hoje fiquei orgulhosa deles. Por eles terem perguntado.
Nota 2 - Quer assinar a ILC e não sabe como? Clique aqui.

Antero de Alda (1961-2018)



Antero de Alda (1961-2018)

homenagem também se faz do outro lado do oceano em textos sentidos.

Podes crer, sentimos muito a tua falta, Antero!

"meus filhos procurem nos sorrisos
nos sorrisos nos sorrisos ao redor dos sorrisos…
eu estarei lá!"

segunda-feira, 14 de maio de 2018

ILC - Comunicado - Mais de 10 Mil Cidadãos Querem o Parlamento a Votar a ILC


ILC - Comunicado Mais de 10 Mil Cidadãos Querem o Parlamento a Votar a ILC


Mais de 10 mil cidadãos querem o Parlamento a resolver, já para 2019, os 9 anos perdidos do tempo de serviço dos professores

As negociações não estão a funcionar: a decisão deve voltar aos deputados!!!

Passados 28 dias desde que começou a recolha de assinaturas da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) sobre o tempo de serviço docente, estamos prestes a atingir as 11 mil assinaturas, cerca de 55% do total necessário.
No início da semana que antecede a grande manifestação nacional de professores, marcada pelos sindicatos para 19 de maio, está assim consolidada, e em avanço rápido para o objetivo final, mais um forte sinal do descontentamento dos professores, gerado pela falta de solução para a sonegação de mais de 9 anos do seu tempo de serviço, período em que, para além de não progredirem na sua carreira, ainda tiveram cortes salariais, cortes de subsídios, aumento de impostos, agravamento de horários e degradação muito sensível das suas condições de trabalho e do funcionamento das escolas.
Os promotores da ILC, desde a primeira hora, que apelam à participação na manifestação de 19 de maio e apoiam a posição irredutível dos sindicatos de defesa da reposição integral do tempo perdido. Mas consideram que essa reversão, que já devia ter começado em 2018, deve ser feita depressa (a 100% e em 2019 e não parcial e distribuída por 5 anos) pois um prazo prolongado, para realizar a reversão total da suspensão de contagem, significa a continuação dos prejuízos e da injustiça.
Se o Governo não quer negociar seriamente, estando num contexto de minoria parlamentar, os deputados podem resolver o problema cumprindo o que foi prometido aos professores.
Recorde-se que a iniciativa (como consta do seu preâmbulo) vem na sequência da resolução 1/2018 da Assembleia da República, em que os partidos e os deputados recomendaram ao Governo que fizesse o que agora os promotores da ILC e milhares de subscritores defendem.
A ILC apresenta-se, assim, como um projeto de lei que visa a contagem integral, em janeiro de 2019, dos 9 anos, 4 meses e dois dias(?) perdidos pelos professores antes de 2018, evitando mais delongas e atrasos na reversão da injustiça.
Recorde-se, aliás, que quando a lei, relativa às Iniciativas Legislativas de Cidadãos, foi debatida e votada no Parlamento, o PCP e o Bloco de Esquerda defenderam mínimos de assinaturas (5000 e 4000 respetivamente) que já foram superados para o dobro por esta iniciativa. Tal facto político justificaria que, usando os seus poderes parlamentares, os senhores deputados olhassem imediatamente a questão colocada, descongelando a solução e não se refugiassem, para atrasar uma tomada de posição, no formalismo jurídico de ainda não estarem reunidas todas as assinaturas.
A ILC só será obrigatoriamente discutida se tiver as 20 mil assinaturas, porque não é uma mera petição, mas com o número de cidadãos que já conseguiu reunir, era expectável que os partidos que apoiam o Governo (e mesmo os outros) percebessem o sinal político de descontentamento profundo que traduz.
Para se ter uma ideia de escala, recorde-se que o número de assinaturas é bem superior ao necessário para constituir um partido político ou lançar uma candidatura presidencial. E já houve deputados eleitos com menos votos. E, como nota estatística, registe-se que, em termos numéricos, são poucos os sindicatos portugueses que têm mais de 10 mil associados.
Ao fim de uma semana, se fosse uma petição, já teria recolhido as assinaturas para ser obrigatoriamente publicada no Diário da Assembleia da República (1000 assinaturas, obtidas menos de 48 depois do início, ao meio dia de 18 de abril) e teria facilmente atingido o número para ser discutida obrigatoriamente em plenário (4000 assinaturas, superadas ao fim da 1ª semana).
A ILC em causa é uma iniciativa de um grupo de docentes, independente dos sindicatos, apartidária e realizada por voluntários. A assinatura está aberta a todos os cidadãos eleitores (sejam ou não professores).
É a primeira ILC a ter as assinaturas recolhidas na plataforma eletrónica da própria Assembleia da República.
A lei prevê, para tal, um prazo máximo de 90 dias de recolha de assinaturas. Os promotores calculam que, ao ritmo atual, dentro de poucas semanas, poderão ter reunidas as assinaturas necessárias para ser admitida como projeto de lei, obrigatoriamente discutido no parlamento.
Contactos para informações através do mail blogcomregras@gmail.com
Links -Para consulta do anúncio da ILC (pode ser consultado na maioria dos blogues de professores e localizado através de busca pelo termo “Iniciativa Legislativa de Cidadãos Tempo de serviço”). O primeiro link onde foi divulgado foi
Video para ajudar a preencher a ILC:
Para consulta do link da ILC – site do parlamento separador Iniciativas Legislativas de cidadãos

https://participacao.parlamento.pt/initiatives/76

A Comissão

domingo, 13 de maio de 2018

ILC - Pedido



ILC - Pedido de Partilha

Hoje partilho um pedido simples relacionado com alguma dificuldade por nós sentida em difundir a informação sobre a ILC por todas as escolas do país, por todos os professores...  sim, passado um pouo mais de três semanas já chegamos a mais de 10 mil pessoas que assinaram esta iniciativa, que não é uma petição - mais concretamente a 10379, neste momento em que escrevo - mas a verdade é que ainda há escolas onde esta informação não chegou, ainda há lars neste país ond s vive a leste desta ILC... sendo que todos quantos estão inscritos nos cadernos eleitorais podem assinar esta proposta de lei que é justíssima e que é reveladora duma enorme maturidade em termos de cidadania responsável.
Assim, peço a todos os meus leitores, que apoiam a ILC, que até cumprirmos as 20 mil assinaturas, mudem a vossa fotografia de capa no facebook, partilhando o link para que toda a gente a ele tenha acesso.
Vamos fazer uma onda vermelha?

https://participacao.parlamento.pt/register

Instruções aqui.

sábado, 12 de maio de 2018

Antero de Alda

Poemas e Sala de EV - E. B. 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Antero de Alda

Tinha a sala de aula mais bonita da E. B. 2/3 de Amarante, a sala de aula que eu gostava de visitar amiúde só para o ver trabalhar, só para o ver em acção com os nossos miúdos, ano após ano, miúdos que partiam, outros que chegavam numa renovação permanente porque assim é a vida de um professor, feita toda ela de perdas e de ganhos, de miúdos que nos aterram no ninho para crescer e que, inevitavelmente, partem um dia em voo que se quer firme, sólido, livre.
Batia de mansinho, metia a cabeça dentro da sala e perguntava-lhe "Posso entrar?" e entrava a pretexto disto ou daquilo e entrava mesmo sem qualquer pretexto... apenas para saborear o cheiro a tinta, a organização, a ordem, os miúdos debruçados sobre os seus trabalhos que eu de quando em vez não resistia e fotografava.

Amanhã é Domingo. Mantemos o ritual do café, sim?
Quanto a segunda... logo se vê...

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Antero de Alda


Antero de Alda

Avesso às fotografias que o captavam, Antero de Alda fotografou como ninguém rostos ora familiares, ora desconhecidos, todos plenos de significado.
Dou-lhe a palavra, como sempre profunda, sobre a urgência de Amarante respeitar os seus melhores e lutar, com armas e dentes, para que estes não caiam no esquecimento, acrescentando o que escrevi em Dezembro de 2010, agora pensando no próprio Antero que com a sua intensa vida enriqueceu a nossa.

Estas foram as palavras ontem lidas na homenagem a Eduardo Teixeira Pinto. São do Antero de Alda e foram ditas com convicção e firmeza.
Continuamos a atravessar pontes, teimosamente. De fotógrafo para fotógrafo. De artista para artista. De ontem para hoje... de hoje para amanhã.
É certo que vivemos agora numa encruzilhada.
Sentiremos vergonha, um dia, do legado que deixaremos aos nossos filhos?
Baixaremos os braços de exaustão?
Ou, pelo contrário, remaremos contra esta maré, que tudo parece submergir, enlaçando passado na direcção de um futuro que se exige mais honesto e simples?


"Eduardo Teixeira Pinto é um fotógrafo de um mundo que já quase não existe.
Na verdade, estamos a atravessar uma era de (quase) catástrofe. Algo que Barthes definiria como um «punctum», um momento de dor e angústia para muitos de nós, decerto para as nossas representações, para o ‘cliché’ que faríamos de nós mesmos. Lula Pena, essa estranha voz do fado (do fado exquis ou o fado esquisito), disse um dia: «o silêncio não assusta» e «a velocidade é uma coisa que não é humana». É certo: ruído e velocidade caracterizamtragicamente este tempo de passagem.
Não se trata de um fenómeno novo: Mallarmé, Baudelaire, Rimbaud e até Paul Célan experimentaram já esta asfixia no passado. Cultivaram-na, mesmo. Walter Benjamin, o famoso filósofo alemão, chamou-lhe «spleen». O «spleen» é aquilo que nós podemos designar por «doença do tempo». Se se pode dizer assim, o tempo está em mudança da pele, numa impiedosa metamorfose.
Vivemos hoje numa parede entre duas esquinas. Vislumbramos, por um lado, o fim de uma era – o fim do capitalismo selvagem, dizem alguns; definitivamente, o fim daquilo que se convencionou chamar o pós-Modernismo. Temos, por outro lado, ainda um pé (a recordação dos nossos antepassados e a memória da nossa infância) num outro tempo. Estamos, portanto, divididos, com a alma dilacerada, em chagas.
Para os mais pessimistas (ou mais incapazes) restará aceitar esta perda: os próximos anos serão de psiquiatras e coveiros. Para nós deverá ser um tempo de reconstrução…
Repito: Eduardo Teixeira Pinto é um fotógrafo de um mundo que já quase não existe. Dito por outras palavras, é um fotógrafo de um tempo quase perfeito.

Nos últimos anos Amarante transformou-se. Cedendo, também, a um certo caos (veja-se, por exemplo, o caos arquitectónico), sacrificando-se por essa avassaladora dinâmica da inevitabilidade, do enriquecimento fácil, da ilusão da felicidade a qualquer preço.
Retomando as palavras do «fado exquis», o que fazer, então, contra esta velocidade, contra este ruído?
Temos passado, somos ricos. Na Literatura temos um Teixeira de Pascoaes. Na Pintura temos um Amadeo de Souza-Cardoso. E muito mais. Porque a Fotografia é hoje uma arte nobre, podemos dizer que temos agora um Eduardo Teixeira Pinto na Fotografia.
Gageiro (Eduardo Gageiro, um dos fotógrafos do 25 de Abril), propõe uma rua para o Eduardo. Nós, que respiramos ainda, que povoamos o Largo de S. Gonçalo (um dia já não nos veremos mais por lá - e não nos incomoda pensarmos nisso?), temos essa e mais - e maiores - responsabilidades.
Como há 200 anos, temos que defender outra vez a ponte. Uma outra ponte, é certo: uma ponte para atravessar esta esquina, para levar às gerações futuras o rio do Eduardo, a névoa do Eduardo, as lavadeirase as velhas azenhas, as feiras antigas e os negociantes de gado, a luz matinal, os reguilas e os barcos, o Tâmega límpido ou em chamas.
Em suma, Amarante precisa de um Museu da Fotografia. Eu diria mesmo: Amarante precisa, urgentemente (porque para isto é-nos permitido reclamar urgência), de um Museu da Fotografia com o nome de Eduardo Teixeira Pinto. Se não formos capazes, a nossa geração não entregará nada de significativo (de verdadeiramente perfeito) aos nossos filhos."

Antero de Alda
18 de Dezembro de 2010.

Perda


Perda

Ontem foi tempo de ficar sem palavras perante uma perda que é monumental para a nossa comunidade educativa. Porque ontem perdemos um Amigo, um Companheiro, um Professor que habitou a nossa Escola anos a fio desafiando todos os seus alunos ao voo livre, à caminhada sólida, à superação das dificuldades, ao trabalho criativo.

Hoje cito Mia Couto, mais uma vez:
"Nenhuma pessoa é uma só vida." 
E agora, o que fazemos numa escola povoada de ti, mas sem ti, Antero?


"A alma tem muitos inquilinos
que estão frequentemente em casa todos ao mesmo tempo."
GÖRAN PALM

terça-feira, 8 de maio de 2018

ILC - Orgulho!


ILC - Orgulho!

É com orgulho que partilho com todos os meus leitores a chegada a um número simbólico de assinaturas da ILC - 9 mil, em cerca de três semanas de recolha de assinaturas on-line, numa plataforma que já funcionou aos soluços, e que não é propriamentee amigável das iniciativas legislativas de cidadãos, é obra!
E aí vamos nós, a caminho das 20 mil!

Tutorial - ILC


Tutorial - ILC

Porque nos têm chegado queixas de pessoas que querendo assinar a Iniciativa Legislativa de Cidadãos não o conseguem fazer, aqui fica um tutorial partilhado originalmeente pelo Alexandre Henriques, no ComRegras.
E, ao fim de pouco mais de três semanas, estamos a chegar às 10 mil assinaturas, exactamente metade das assinaturas necessárias para que os senhores deputados sejam obrigados a pronunciar-se  por este projeto de decreto-lei que, basicamente, diz Conte-se integralmeente o tempo de serviço anteriormente congelado aos docentes.
Nunca nos resignaremos perante a pretenção do roubo de um rendimento que é nosso porque por nós foi suado dia após dia, hora após hora, minuto após minuto, segundo após segundo. São 9 anos, 4 meses e 2 dias e nem um segundo menos! Agora, conte-se!

sábado, 5 de maio de 2018

Seminário "Erasmus +: abertura e mudança"


Seminário "Erasmus +: abertura e mudança" 

O seminário decorrerá no auditório da Escola Secundária de Amarante nos próximos dias 9 e 10 de Maio e poderá ser creditado como acção de curta duração.
Quem está interessado no programa pode inscrever-se clicando do link https://goo.gl/forms/BAQ1kn9a5iLP2Siu2

Conta comigo, Laurita!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Conferência de Imprensa Fenprof


Conferência de Imprensa Fenprof

De hoje e para quem interessar. Previsivelmente, vamos ter um final de ano agitado.

ILC - A Palavra a Jorge Sottomaior Braga


ILC - A Palavra a Jorge Sottomaior Braga

"A este ritmo (cerca de 500 dia) teremos assinaturas suficientes a 28 de Maio"
Sem mais. Apenas com os meus agradecimentos pelo maravilhoso gráfico da evolução diária das assinaturas da ILC realizado pelo Jorge Sottomaior Braga e a minha renovação de pedido - Assinem a ILC!
Aqui, com instruções!


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Novas das "Negociações"



Novas das "Negociações"

Milésima reunião do ano dois mil e dezoito depois de Cristo. Os representantes dos professores reunem com os representantes do Ministério da Educação sem que da reunião saia qualquer coisa de jeito. Os professores, atónitos, assistem ao insistir numa táctica que os trouxe ao final de mais um ano lectivo com uma mão cheia de nada. Os sindicatos insistem e insistem e voltam a insistir em fórmulas gastas e já mais do que rotas por contestações decalcadas de modelos sempre iguais, usadas num passado não muito distante, num passado próximo, num passado distante.
Os sindicalistas parecem-me presos no seu labirinto e não vejo, pelas escolas, grande vontade para fazer centenas de quilómetros até à capital, berrar meia dúzia de palavras de ordem e voltar a fazer centenas de quilómetros até casa, em pleno dia de descanso, num sagrado sábado, por aqui de S. Rali.
Pode ser que me engane, oxalá me engane, porque, apesar das divergência, pressão sobre o ME, exige-se!

A palavra, gasta, estafada, a Mário Nogueira.

 
Creative Commons License This Creative Commons Works 2.5 Portugal License.