terça-feira, 27 de setembro de 2016

Resultados | Concurso de Professores – A Nossa Opinião Também Conta!


Resultados | Concurso de Professores – A Nossa Opinião Também Conta!

Aviso - O post que se segue foi inteiramente surripiado ao Alexandre Henriques, do blog ComRegras.

Os blogues ComRegras e DeAr Lindo uniram esforços no sentido de conhecer a opinião dos professores portugueses sobre um tema que brevemente estará em negociação - o concurso de professores. Os resultados deste inquérito permitem dar voz a milhares de professores e é nossa esperança que seja tido em consideração no momento devido. Brevemente será lançado outro inquérito dirigido a algumas questões mais específicas do concurso de professores.

Ficha Técnica

Universo – Professores do Ensino Público e Privado.
Amostra – Aleatória e representativa do universo. A amostra contém 5135 inquéritos preenchidos.
Técnica – O inquérito foi realizado através da plataforma de formulários Google, tendo o trabalho de recolha ocorrido entre os dias 11 e 23 de setembro de 2016.

Responsabilidade do estudo: Professores Alexandre Henriques e Arlindo Ferreira

Conclusões:

- os professores devem ser selecionados com critérios a nível nacional;
- o concurso de professores deve ser gerido apenas pelo Ministério de Educação;
- os professores querem o fim da norma-travão;
- os professores rejeitam as reconduções dos professores contratados;
- os professores consideram que a avaliação de desempenho não deve influenciar a graduação profissional;
- os professores querem um concurso onde possam mudar as suas preferências em momentos específicos;
- os professores divergem quanto às preferências existentes no concurso;
- os professores preferem concursos com cadência anual, exceção feita aos professores de quadro de zona de pedagógica que preferem um concurso de 2 em 2 anos.













segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Amarante - Requalificação das Escolas do Concelho

EB1 do Barracão - Amarante
Fotografia de Adriano Santos

Amarante - Requalificação das Escolas do Concelho

Confesso que gosto deste investimento e não é apenas por me encontrar a trabalhar no sector da Educação desde que iniciei a minha actividade profissional, ainda nem o curso universitário tinha terminado. Independentemente deste pequeno pormenor, considero que todo o investimento feito neste sector, se realizado com juízo, com peso, conta e medida, com cabeça, tronco e membros, nada das megalomanias da festança que aconteceu ao tempo daquela ministra da Educação que eu não nomeio neste blogue, é dos mais produtivos que se podem fazer porque aposta no bem-estar das crianças e adolescentes deste país que têm, todos, que passar pelos bancos da Escola e por lá permanecer até aos 18 anos de idade. Ou seja, é claramente uma aposta no futuro... e eu gosto disto.

Uma das escolas focadas na reportagem que agora partilho é a EB 1 do Barracão, Escola que já foi minha, um dia, algures pelos finais dos anos 80 ou inícios dos 90 quando por lá andei, à noite, leccionando várias disciplinas de  2º Ciclo a adultos que não possuíam estas habilitações académicas e que desejavam aumentar os seus conhecimentos. Foi um excelente ano, passado com uma turma de gente muito capaz, muito interessada, muito simpática, que me ficou na memória porque alguns eram mesmo mais velhos do que eu e com os quais continuo a cruzar-me por aqui. Mas a as instalações eram, já à data, muito velhas e desconfortáveis... imagino como não estariam agora, antes de serem intervencionadas!
Ora, as nossas crianças merecem todo o nosso respeito e atenção. E isso também se mede pela qualidade das obras realizadas. E, nestas obras, a actual equipa da autarquia esteve bem. Este foi/é/será, sempre, um excelente esforço. Ao contrário da intervenção estapafúrdia na Ínsua dos Frades. Ao contrário da intervenção estapafúrdia no Largo de S. Pedro.



Nota - Não sei se não haverá gente a ficar com urticária ao ler este post... agora de sentido contrário... mas sem esquecer o igual ... rsrsrsrssss... será que vou ser atacada por um troll? Será que vou ser atacada por dois?

Dos Chumbos


Dos Chumbos

Nos dias que correm, surgem-nos estudos para todos os gostos, até mesmo para demonstrarem o óbvio. Pois se os alunos chumbam porque não sabem e chumbam porque não têm resultados para passar... era suposto que estes alunos fossem os melhores?!
Ó valham-me os deuses todos, que já não há pachorra para isto.

Nota - A pressão para que os chumbos terminem é enorme dentro das escolas. Vou dar um pequeno exemplo de estratégia de pressão junto dos professores: exige-se um relatório para cada aluno avaliado com negativa a uma disciplina; se forem vinte alunos com negativa, são apenas vinte relatórios... e isto é válido para todos os períodos, mesmo que não haja retenção de ano. Há professores que têm 12 turmas, 15 turmas e até mais. Vamos imaginar quinze turmas de trinta alunos onde, em cada uma, em média, há 4 negativas. Pois serão sessenta relatórios vezes três períodos lectivos o que dá a módica quantia de cento e oitenta relatórios só para esta brincadeira.
E pronto, foi só um pequenino exemplo de pressão interior. Quanto às pressões exteriores... pois... elas andam por aí, a torto e a direito.

"Um estudo desenvolvido pelo projeto aQeduto revela que os alunos repetentes do 9.º ano têm piores resultados do que aqueles que nunca chumbaram, apresentando Portugal com uma taxa de retenção de 34%, relativamente a 4% da Finlândia.

A partir de uma amostra de sete países (Holanda, Luxemburgo, Espanha, Irlanda, Dinamarca, Portugal e Finlândia), os autores do trabalho concluem que chumbar "não parece contribuir" para que os alunos melhorem as suas aprendizagens em nenhum dos domínios avaliados: matemática, leitura e ciências.
"Na generalidade dos países, incluindo Portugal, os alunos que frequentam o 9.º ano por terem chumbado apresentam piores resultados em todos os domínios do que os seus pares que também frequentam o 9.º ano, mas que nunca chumbaram", lê-se no documento, discutido nesta segunda-feira no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Lisboa."
(...)

A Bomba Calórica


Bomba Calórica - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhaães

A Bomba Calórica

Esta sobremesa, composta de porção de queijo e porção de compota de figo, é uma bomba calórica. Vai daí, só deve ser ingerida em doses moderadas e quando o rei faz anos pelo comum dos comensais e, para os mais debilitados por maleitas que se acumulam com a idade, raios partam os colesteróis e afins!, estas sobremesas são mesmo a tentação infernal da qual se devem manter afastados como o diabo se mantém afastado da cruz.
Feita a compota de figos, dei-a hoje a experimentar à pessoa mais difícil cá de casa, o meu pai, que tem como grande referência uma fadinha do lar exímia, a minha mãe, que tudo onde tocava na cozinha virava ouro... líquido ou sólido, doce ou salgado, consoante a sua vontade, sempre sempre ouro.
Está bom de ver que eu não derivo desta sua costela, porque não gosto, porque não sei, porque me baralho toda na cozinha e sai-me tudo trocado... bom, tudo também não, estava mesmo a exagerar porque há coisas que faço até muito bem e uma dessas coisas são as compotas.
Hoje comprovei-o. O Big Boss disse-me, com ar de aprovação, que eu faço tão bem as compotas como a minha estimada e saudosa mãe as fazia.
Ou seja, hoje passei a prova dos nove e fui medalhada, pelo exigente, com distinção.

domingo, 25 de setembro de 2016

Compota de Figo - Partilha

Compota de Figo - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Compota de Figo - Partilha

Os figos têm de ser pingo de mel, de preferência dos Pinheirinhos cá da minha rua. Amanham-se tal e qual vos disse em post anterior e deixam-se ferver, lentamente, com o açúcar, os paus de canela e uma pitada de água até ganharem ponto. Isto do ponto, digo-vos eu, é uma coisa volátil que varia conforme se quer uma compota que aguente mais ou menos tempo.
Esta compota, que agora partilho com vocês, está com um ponto médio, os figos estão suculentos, macios, inteiros, deliciosamente doces, de comer e chorar por mais.
São servidos?

Nota - Pois se até eu consigo fazer compota de figo então é porque esta compota é de caras de fazer! Acreditem!

Compota de Figos - Partilha

Compota de Figos - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Compota de Figos - Partilha

Compram-se figos pingo de mel muito doces, direitinhos e sãos, de preferência nos Pinheirinhos cá da rua. Escaldam-se numa bacia furada deitando água a ferver sobre eles para os deixar rijos e para que eles não se desfaçam aquando da fervura. Colocam-se numa panela com metade do seu peso em açúcar e alguns paus de canela a gosto e deixam-se descansar. Depois de uma bela, doce e recatada soneca, coloca-se a panela com os figos e o açúcar a ferver. Et voilá!

Mais logo dou-vos conta do resultado.

Milhão e Meio



Histórico total de visualizações de páginas
















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Milhão e Meio

O objectivo de alcançar um milhão e meio de visitas neste blogue, que é uma das minhas casas na blogosfera, está alcançado e ultrapassado. 
Por isso deixo aqui um obrigada a cada um de vocês que desse lado entram neste blogue. Primeiro portugueses, depois americanos, depois franceses, depois brasileiros, depois russos, depois alemães, depois suíços, depois chineses... e por aí adiante... que as visitas chegam daqui e dali, de qualquer parte do mundo que é, para o bem e para o mal, globalizado, próximo... mesmo de as latitudes e longitudes nos parecem muito distantes.
Se esta duna está cumprida e foi já escalada, a verdade é que nova está já a ser percorrida, agora a caminho dos dois milhões de visitas.
Até lá... se eu mantiver o fôlego!

sábado, 24 de setembro de 2016

Serra da Aboboreira - Pôr-do-Sol

Pôr-do-Sol - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Serra da Aboboreira - Pôr-do-Sol

Volta e meia preciso dela. Da sua terra áspera, da sua vegetação densa, da sua penedia agreste, do seu pôr-do-sol espampanante que morre envolto em promessas de novo dia caloroso e cheio.
Que assim seja.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Raposas - Encontros de 1º Grau


Encontro de 1º Grau - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Raposas - Encontros de 1º Grau

Ainda sou do tempo em que, durante os Invernos mais rigorosos, as raposas desciam ao centro da cidade de Amarante e assaltavam galinheiros a torto e a direito, provocando estragos e deixando a miudagem a pensar como seria a coisa se tivessem um encontro de 1º grau com uma raposa. As raposas e os lobos faziam parte das histórias infantis que nos eram contadas e estavam incorporadas no nosso ADN alimentando imaginações de múltiplos sentidos e ainda hoje recordo um livro do Aquilino Ribeiro, chamado O Romance da Raposa, que foi um dos meus fascínios quando finalmente descodifiquei as letras e comecei a ler mais ou menos fluentemente. Muito gastei aquele livro! Muito o pintei... que o meu era pequenino mas decorado com desenhos infantis mesmo mesmo bons para colorir com lápis de cor.
Nunca, em criança, nem mesmo na adolescência ou na juventude, tive o prazer de me encontrar cara a cara com uma raposa e este panorama manteve-se até à idade já bem adulta, diria até bem madura, em que as raposas passaram a fazer parte de muitas das minhas noites na Serra da Aboboreira.
Aqui está uma delas. Quase atrevida. Muito curiosa, sem dúvida, passeando-se no território da serra que é dela.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Outono Amarantino

Outono Amarantino - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Outono Amarantino

Chegou. E com ele vem a promessa de dias calorosos e ensolarados, feitos de uma luz incrível e de cores únicas só possíveis de encontrar no Outono. Esta é a estação do ano que me enche a alma. Amarantina.

II Concurso de Fotografia Ilustre Amarantino 2017


II Concurso de Fotografia Ilustre Amarantino 2017

O I concurso, ocorrido em 2016, já foi um sucesso.  Agora desejo e espero que o II Concurso de Fotografia - Ilustre Amarantino supere as expectativas de todos.
Aqui vos deixo o link para o regulamento e ficha de inscrição.
Vá, arrisquem! Não precisam de ser amarantinos.

A Palavra (errada) de Viktor Orban


A Palavra (errada) de Viktor Orban

Isto é afirmação de gente perigosa. Porque não se enxerga. Porque não respeita o outro, sendo que o outro tem exactamente os mesmos direitos a ser tratado com decência e justiça que ele próprio. Esta gente que ocupa os cargos políticos com esta sobranceria e este desprezo pela outra vida humana, sua semelhante, nem mais nem menos, merecia ser apeada do poder e o mais rápido possível. Porque não é digna do século em que vivemos. Porque não é digna do cargo que ocupa. Porque é perigosamente poderosa.

E se o refugiado fosse ele? Ou ele e um filho dele? Ou ele, um filho dele e um neto dele?

Ah, triste de quem nunca consegue colocar-se na pelo do outro! Na pele de quem agora está na mó de baixo.
Cultura humanista precisa-se pelo mundo fora como de pão para a boca.

Migrantes. Primeiro-ministro húngaro quer deportar todos os ilegais para uma ilha

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Obras - E.B. 2/3 de Amarante

Eb 2/3 de Amarante - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães


Obras - E. B. 2/3 de Amarante

Já comentei esta notícia de 18 de Setembro em post que abordou a óptica do forrobodó que aconteceu neste país com as obras da Parque Escolar, ao tempo de Sócrates e daquela ministra que não volta a ser nomeada neste blogue.
O post de hoje é mais feliz. Porque sei que a Escola em que lecciono será intervencionada pelo menos ao nível das coberturas, que serão refeitas e será retirado o amianto, e ainda ao nível das caixilharias e vidros que ainda são simples com todos os problemas que isso acarreta, nomeadamente de segurança e térmicos.
No tempo da borga e da festa e do estouranço de dinheiros públicos, com o PS no poder, talvez esta maravilhosa escola com mais de 30 anos fosse arrasada e não sobrasse nada dela para além das nossas memórias.
Agora, curiosamente também num governo PS, que sucedeu a um governo em que quase nada se fez para além de cortar a torto e a direito, a coligação PSD-CDS, parece que estamos no bom caminho. Os dinheiros públicos são escassos e merecem o respeito dos políticos. Não se arrasam edifícios que ainda podem servir por mais 30 anos ou mais.
Vejamos o caso do distrito do Porto - duas obras como a Escola Secundária de Amarante rebentavam com o orçamento previsto para todas as intervenções que serão realizadas em todo o distrito.
É obra, não é?!

E aproveito para recuperar um post de Janeiro de 2012... 15 milhões gastos uma escola?!
E olhem... acabo de lançar farpas da esquerda à direita passando também pelo centro! Um perigo, portanto. Mas é a vida.

Novas obras com custo por escola 15 vezes inferior ao da Parque Escolar

IMI - Amarante


IMI - Amarante

Vinte câmaras vão baixar ou manter o IMI

E Amarante vai... ainda não sei... por isso este é um post em aberto que será fechado quando souber o que por aqui ficar decidido em matéria de IMI.

Post fechado - Chegou-me agorinha mesmo a informação vinda do PS - Amarante - que passo a transcrever:

"À semelhança da iniciativa do ano passado os vereadores do Partido Socialista apresentaram proposta de redução do IMI, Imposto Municipal sobre Imóveis, às famílias de Amarante com dependentes a cargo.Desta feita a proposta foi aprovada por unanimidade."

Ou seja, não sendo uma diminuição espectacular, sempre é melhor do que levar com um paralelo na cabeça.

Nota - Para verem a imagem em todo o seu esplendor, é favor clicarem sobre ela. Notem também que tudo o que está  avermelho neste blogue são links, ou hiperligações para outras páginas, ok?

Post Inócuo

Clarabóia Amarantina - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Post Inócuo

O som é poderoso. Sim, isto é para fazer um post inócuo.
Ou não será?




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NÚMERO TOTAL DE VISUALIZAÇÕES DE PÁGINA DESDE MAIO DE 2010

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Professora desde 1985, bloguer desde Fevereiro de 2007, infelizmente com as contagens de entrada neste meu blogue somente registadas desde Maio de 2010 o que quer dizer que os anos de chumbo daquela ministra que eu não nomeio neste blogue escafederam-se por completo! E que anos! E que entradas!
Mas enfim, muito trabalho depois, muita escrita depois sem qualquer cabresto que não seja o meu, estou a chegar ao milhão e meio de entradas neste meu homónimo Anabela Magalhães.

Escondida, eu? Parafraseando o outro... jamé!
Continuemos, pois, a tarefa.
Até já! Com o post que me apetecer. Perigoso, portanto.

Hijab


Hijab

Eu, confesso, estou encantada com esta notícia. porque reflecte tolerância, capacidade de integrar e não discriminar.
Enquanto isto, os franceses andam a discutir proibições de burquinis e hijabs, apenas aqueles lenços que as mulheres colocam na cabeça, que a cobre mas que não lhe tapa o rosto... como se fossem armas terroristas!
Oh, doudeira! Oh, deriva civilizacional! Oh, atropelo dos direitos e garantias de cada um!
Da notícia, confesso, gostei. Muito!
O meu aplauso a quem assim fala! E sim, um dia destes ainda uso um hijab. Pela estética da coisa.

"Estou encantado por fazer este anúncio que tem o apoio da comunidade muçulmana e da comunidade em geral, assim como da polícia", disse o chefe da polícia escocesa, Phil Gormley. "Como muitos outros funcionários, especialmente no sector público, estamos a trabalhar para tornar os nossos serviços mais representativos da comunidade que servimos."

"O comissário da Royal Canadian Mounted Police aprovou a adição do lenço ao uniforme, anunciou na quarta-feira o ministro da Segurança Pública, Ralph Goodale.
A decisão foi tomada para reflectir a diversidade do Canadá e encorajar as mulheres muçulmanas a juntarem-se a esta força policial."

Escócia e Canadá acrescentam o hijab ao uniforme das suas polícias

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Educação - Consumos e Quando o Protesto Conta


Educação - Consumos e Quando o Protesto Conta

O texto que se segue foi inicialmente escrito para o ComRegras, um blogue que conta com a minha colaboração e do qual sou orgulhosa administradora.

As notícias sobre consumos de álcool e sedativos dos jovens portugueses até aos 16 anos, publicadas hoje pelo JN, são altamente preocupantes porque têm reflexos na vida escolar dos nossos alunos.
Sobre o consumo de álcool, é certo que longe vai o tempo em que o consumo de vinho era introduzido na alimentação dos mais jovens, às vezes desde o nascimento, e era estimulado e incentivado pela política central - beber vinho durante o Estado Novo era dar de comer a um milhão de portugueses - dizia-se.
Mas também é certo que o consumo de álcool entre os mais novos não precisou deste incentivo porque era o pão nosso de cada dia antes do 25 de Abril. Quem não se lembra das célebres sopas de cavalo cansado tomadas logo pela manhã, por novos e velhos, que assim, nos anos de pobreza extrema no tempo da ditadura salazarista, consistiam no pequeno-almoço possível garante da energia necessária para o trabalho, trabalho este muito e pesado, de sol a sol, de uma grande parte da população portuguesa ocupada na agricultura.
Esta tolerância ao álcool, muito especialmente ao vinho, está bem reflectida numa história paradigmática, que eu recordo sempre, e que me foi contada por uma colega que, preocupada porque o jovem tinha sido apanhado a beber cerveja, chamou a encarregada de educação, sua mãe, que, à novidade reagiu com um escandalizado "Ai o filho da p... com tanto vinho em casa!"
Ora, a notícia do JN de hoje, escrita por Dina Margato e baseada num estudo levado a cabo pela "European School Project on Alcohol and Oteher Drugs" entre 2011 e 2015, entre miúdos e miúdas até aos 16 anos, dá-nos conta que 80% dos menores tem acesso fácil ao álcool, o que é altamente preocupante atendendo ao que todos sabemos hoje sobre os malefícios deste consumo nas mais tenras idades e pelos mais jovens em geral, principalmente nas idades perigosas de adolescência.
Ora, esta notícia cruzada com uma outra do mesmo JN, retirada do mesmo estudo, e que nos dá conta que os jovens portugueses estão entre os que mais consomem sedativos é de deixar qualquer português preocupado, muito especialmente os pais e educadores destes jovens e, claro está, os professores que igualmente são educadores destes jovens. Porque estes consumos, em grau maior ou menor, têm um preço e têm consequências no aproveitamento escolar destes jovens. Mas o mais curioso é que estes sedativos e tranquilizantes são consumidos, na sua maioria, com receita médica. Em Portugal esta percentagem chega aos 13% contra 8% na restante Europa.

Assim, e face a este panorama que só vem confirmar com números o que já suspeitávamos ou sabíamos, ficamos todos a aguardar as políticas que irão ser encetadas na área da Saúde e Educação, nunca esquecendo o importante papel que aqui pode ser desempenhado por um interlocutor privilegiado e parceiro que é a Ordem dos Nutricionistas.

Por último, a certeza que é minha de que vale sempre a pena o protesto quando se tem razão. É que, amiúde, o protesto e a luta resulta mesmo em alterações bem palpáveis como foi o caso dos protestos encetados em Vieira do Minho, na Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico da Vila de Rossas e que nos foram relatados por Joaquim Gomes, no JN de hoje.
Os meus parabéns por quem não desistiu de lutar!

Aqui vos deixo um lote não exaustivo das notícias de hoje sobre os assuntos anteriormente tratados:

Do JN

Professor de apoio para escola que foi fechada a cadeado pelos pais

80% dos menores tem acesso fácil ao álcool

Jovens portugueses entre os que mais consomem sedativos

Do DN

Fumam e bebem menos, mas consomem muitos sedativos

Deixo-vos, por último, um pedido feito pela Directora Executiva Adjunta do JN, Paula Ferreira, num artigo de opinião intitulado Mundos Distantes, de sapatilhas e sandálias para os meninos e meninas que vão descalços para a escola... uma realidade que faz parte das nossas memórias portuguesas ainda pelos anos sessenta e setenta, erradicada somente depois do 25 de Abril.


Desmentindo David Justino Sobre o "Inconseguimento" dos Professores

Óculo - Praia de Nouakchott - Mauritânia
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Desmentindo David Justino Sobre o "Inconseguimento" dos Professores

Em 2015, mais concretamente em Maio, David Justino fez uma série de afirmações com as quais eu concordo. Mas também fez uma que eu desminto, agora, categoricamente, e que deixa ficar mal os professores na sua generalidade.
David Justino afirmou que "Ninguém consegue controlar uma turma de 25 alunos, durante uma hora e meia".
Ora esta afirmação não corresponde à verdade. Eu consigo. Ao longo da minha carreira consegui-o em quase todas as aulas desde que os 90 minutos foram implementados. E não fui só eu. Na minha Escola, a E. B. 2/3 de Amarante, muitos outros o conseguiram. Fora dela também. Eu própria tive as minhas aulas observadas, aquando da Avaliação "Doente", em aulas de 90 minutos, e somente numa das turmas mais complicadas da minha Escola, em aulas de um Curso de Educação e Formação (CEF)... sendo que o meu restante horário era composto de turmas do ensino regular. E tudo correu como era costume, tranquilamente, porque o contrário sempre foi a excepção.
O facto de eu desmentir David Justino neste particular, não quer dizer que eu ache pedagogicamente correcto que um/a miúdo/a de 10, 11, 12, 13, 14, 15 anos frequente aulas de 90 minutos. Não acho. Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E fico eu aqui a pensar com os meus botões... será que David Justino pensa que as salas de aula deste país foram/são, na generalidade, uma balda? Uma rebaldaria sem controlo? Uma bagunçada onde tudo se pôde/pode passar? Que as salas de aulas portuguesas estiveram entregues aos bichos?
Refuto por completo esta ideia não deixando de ter a consciência que também as há. Mas com a certeza que uma árvore nunca fará uma floresta. E que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. E arrogo-me neste direito. Porque estou por dentro. Sou Professora. Conheço a minha sala de aula. Conheci e conheço, ao longo da minha já longa carreira como docente, muitas outras que ficaram à minha esquerda e à minha direita. E sei que, na maioria dos casos, a Escola Portuguesa não esteve, não está, abastardada.
Mania de malharem nos Professores! Desde aquela ministra que eu me recuso a nomear, parecemos bombos da festa... até nas entrelinhas...

Eu?!

Professora de História nos seus Habitats
Fotografia de Joana Matias de Magalhães

Eu?!

Foram anos e anos a usar o cabelo cortado de máquina apetrechada com pente dois, três ou quatro. Há muita gente que me conhece que nunca me conheceu de outra maneira e mesmo os que agora têm vinte e tal anos, a sobrinhada quase toda, dentro da minha família nunca me viram sem ser de cabelo tosquiado... quase como as ovelhas, atenção! só partilhando esta característica física com elas.

No Domingo passado dirigi-me a um casal de colegas que conheço há mais de uma década e fiquei a saber de uma linda história.
Pois foi assim, ela viu-me e foi para casa dizer ao marido que por certo tinha passado por uma irmã minha... porque me achou parecida mas não suficientemente igual! Mas era eu mesmo, de cabelos ao vento quase a fazer trancinhas para parecer a Pipi das Meias Altas. Porque o meu BI diz-me que tenho 54 aninhos e eu sei que sou avó... mas continuo Morcega, Avó Morcega mas também Voadora!

E pronto. Atenção que o cabelo não é um disfarce. Professora, Blogger, sem cabresto que não o meu, sou eu mesma. Com cabelo rapado ou comprido, não há que enganar.
Que assim continue até ao fim dos meus dias.

Ámen!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Marrocos

Marrocos tal e qual ele é!
Fotografias de Artur e Anabela Matias de Magalhães

Marrocos 

Porra! Como é que um país pode ser tão belo?

Diz-se que em primeiro lugar Deus fez Marrocos. E colocou lá tudo - Montanhas, deserto, planícies, planaltos, praias, interiores, rios, um oceano e um mar, neve, secas e chuvas torrenciais, tempestades de areia, calor extremo e frio também... colocou a Chefchaouen, a Azul, Marrakech, a Vermelha, Fez, a Amarela, Tânger, a Branca... e colocou lá uma população hospitaleira como o raio que a parta.
Depois cansou. E não conseguiu fazer outro país assim.

Convido-vos a espreitar os vídeos.











 
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