Professores juntam-se para denunciar “vil campanha de intoxicação da opinião pública”
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segunda-feira, 6 de maio de 2019
Ecos do Manifesto - Expresso
Professores juntam-se para denunciar “vil campanha de intoxicação da opinião pública”
Ecos do Manifesto - Observador
Com declarações de Paulo Guinote.
Professores autores de blogs assinam manifesto e acusam Governo de manipular opinião pública
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Amarante, pelo Direito à Memória
Amarante, pelo direito à memória!..
“Amarante corporiza-se-me, ganha forma e conteúdo. Multimoda, carregada de anos e feições, com artérias novas, pulsa ao ritmo da lenda, da história, dos costumes, das paisagens e dos homens”.
in António Cardoso, 1979:12
Fernando Matos Rodrigues
(Antropólogo. Investigador no CICS.Nova_UM/ Director do Lahb)
Anabela Magalhães
(Licenciada História FLUP, Professora de História)
Cada um dos seus habitantes, naturais daqui ou dali, com as suas origens nesta terra ou noutra qualquer, vivendo aqui ou noutro lugar, com descendência amarantina ou não, encontram neste “topos” urbano um sentido de identidade comum, que lhes asseguram reconhecer-se nele e desta forma ser reconhecido por todos. O lugar fundado e construído abandona a fantasia da criação e transforma-se em território que liga, que protege, que dá sentido temporal e histórico a toda uma comunidade que nele procura a sua matriz identitária de referência cultural e simbólica. Estamos a falar de um lugar histórico, com dimensão espacial e temporal de longa duração, conjugando identidade e relação. Um lugar onde a magia e a história se cruzam e se ligam pelos braços de uma ponte sobre um rio, o Tâmega.
São os lugares de memória, no dizer de Pierre Nora, que se caracterizam por uma grande estabilidade sócio-espacial e paisagística, garante fundacional da memória colectiva, a imagem do que já fomos e daquilo que queremos ser. Estamos na presença de lugares que nos ensinam a apreender a nossa diferença, a nossa individualidade, que projectam a imagem do que somos desde os tempos da infância ao tempo do individuo que muda. A Cidade Histórica é consequência deste amplo e complexo processo, configurando os seus valores arquitectónicos e tipológicos numa rica diversidade de carácter cultural, económico, social e ambiental. Desta diversidade de carácter nasce um compromisso ético com as gerações futuras, porque entendemos o património como um recurso fundamental para a qualidade de vida.
O projecto de Eduardo Souto Moura para o centro da cidade de Amarante coloca-nos algumas dúvidas e levanta muitas contradições perante a possibilidade de uma radical transformação da paisagem e do ambiente urbano numa das zonas históricas do casco antigo da cidade de Amarante.
A primeira dúvida relaciona-se com a natureza e a função deste tipo de projectos e a sua validação na “renovação das cidades antigas”. Esta proposta insere-se na figura de modelo de “renovação/regeneração” de zonas degradadas e sem infra-estruturação pública. Zonas que se encontram degradadas do ponto de vista arquitectónico e urbanístico, desvalorizadas social e economicamente. O sítio da proposta de intervenção (Alameda de Pascoaes) não obedece a esta classificação, nem se encontra des-infraestruturado, nem abandonado. Aliás, é um dos lugares da cidade com mais consolidação urbana e arquitectónica, com mais vitalidade social e económica, portador de arquitectura classificada como histórica e monumental. Uma das zonas mais consolidadas e com mais estabilidade histórica e morfológica da cidade antiga. Onde se localiza o mercado da autoria do arquitecto Januário Godinho (1910-1990) classificado como monumento nacional.
O sítio da proposta de intervenção (Alameda de Pascoaes) não obedece a esta classificação, nem se encontra des-infraestruturado, nem abandonado. Aliás, é um dos lugares da cidade com mais consolidação urbana e arquitectónica, com mais vitalidade social e económica, portador de arquitectura classificada como histórica e monumental. Uma das zonas mais consolidadas e com mais estabilidade histórica e morfológica da cidade antiga. Onde se localiza o mercado da autoria do arquitecto Januário Godinho (1910-1990) classificado como monumento nacional.
Deste modo qualquer “renovação/regeneração” urbana nunca pode fazer deste belo e monumental sítio da cidade uma tábua rasa, como se o arquitecto fosse uma espécie de mão de deus a intervir num sítio aex novo. Lembramos a Carta Europeia do Património de 1975 na qual se estabeleceu como principio a conservação integrada da cidade, o que marca uma mudança na forma como se devem entender os processos de planeamento tendo em conta a conservação do património urbano. Estamos num dos locais mais espectaculares da cidade de Amarante, porque aqui se conjugam a paisagem, o rio, a arquitectura antiga e moderna, canónica e vernacular, o tempo e o espaço, a vontade e o coração dos amarantinos, que durante séculos, fabricaram este palimpsesto de grande complexidade e beleza cenográfica.
Nesta proposta de intervenção o arquitecto Souto de Moura não valoriza o sítio como património, nem dá sentido de monumento ao território da identidade e da diferença que aí foi construído, o muro. A intervenção vem simplificar, vem destruir património, vem limpar memórias, higienizar o espaço urbano para o devolver ao mosteiro na sua dimensão de ícone arquitectónico, o que não deixa de ser paradoxal e anacrónico. A destruição do muro, da sua monumentalidade, termina com a relação complexa que existe entre o alto e o baixo, a Alameda e o rio, a verticalidade e a dramaticidade, a cena e o número. O lugar perde a sua dramaticidade construtiva e domesticado e servil desce para o rio sem glória e sem chama.
Este projecto cria um novo espaço, uma nova identidade, uma nova morfologia, uma nova imagem de espaço urbano, uma nova relação com as cotas altas e baixas, uma relação mais geométrica e linear com o rio e com a outra cidade. Perdemos complexidade e poética, perdemos monumentalidade e drama, ganhamos uniformidade e funcionalidade, perspectiva e linearidade espacial. Com esta proposta o arquitecto uniformiza, banaliza e torna o lugar num não-lugar. Um não-lugar arquitectónico, porque repete a imagem e a cenografia de outros tantos lugares de matriz e concepção moderna, bem ao gosto da tradição do open space.
A destruição do lugar em benefício de outras cotas, de outros patamares, de outras ideologias de plano urbano, não contribuem para acrescentar mais-valias arquitectónicas à zona antiga de Amarante, a não ser a marca internacional Souto de Moura. O centro histórico de Amarante é muito mais que a simples marca de um arquitecto, por muito qualificado que ele o seja. Estamos perante uma proposta que destrói património, arrasa as marcas antropológicas e paisagísticas do lugar, desfigura a cenografia monumental da cidade baixa, introduz uma espécie de neurose contemporânea, que só conduz a uma prática política de perda, de simplificação e repetição de não-lugares. Construir de novo não significa nem pode implicar a eliminação das cidades antigas. Se assim for, estaremos a construir cidades vazias, sem referência e sem identidade, sem genealogia ambiental e sem uma arqueologia do habitat.
Mas o que está em causa não é só e exclusivamente a proposta do arquitecto, mas a decisão política que em nome de uma legitimidade legitimada, um presidente de câmara decide de forma exclusiva transformar e alterar de forma radical a imagem e a arquitectura de um lugar urbano classificado como património. Uma decisão unipessoal, porque não soube escutar todos aqueles que de uma forma ou de outra, estabelecem uma relação de uso e de apropriação com este sítio. O problema é essencialmente político, porque nasce de uma decisão política arbitrária que não soube ouvir e envolver a comunidade amarantina na discussão antes de passar para a decisão. O projecto aparece como facto consumado. A discussão pública aparece depois do projecto consumado, o que nos leva a concluir que é inapropriada e de mera cosmética.
Ver aqui.
In Jornal Sol
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Autorretrato de Professora - Uma grande parte de mim
Com os meus agradecimentos ao Telmo Bértolo que me acabou de enviar um recorte impecável!
A sério, até fiquei sensibilizada...
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Autorretrato de Professora - Uma grande parte de mim
Autorretrato de Professora - Uma grande parte de mim
Como não se consegue ler o recorte, ainda procurarei arranjar este autorretrato em formato papel, partilho o texto que escrevi a pedido do José Carlos Vasconcelos, aproveitando para lhe agradecer a confiança que em mim depositou. O texto, escrito há já algum tempo, saiu hoje, no Jornal de Letras e este recorte, que o comprova, foi-me enviado pelo Paulo Guinote a quem também agradeço duplamente, triplamente, eu sei lá! Ah... e agradeço ainda à Professora Maria do Carmo Cruz que teve a amabilidade de o ler em primeira mão com a missão de lhe encontrar falhas.
Confesso, olho para mim própria tão sorridente na fotografia e não posso deixar de sorrir...
Uma grande parte de
mim
Nasci na segunda metade do século
XX, no ano de 1961, em dia insólito e paradoxal, pois se, por um lado, a
celebração da imensa alegria acompanhou a materialização exterior da minha vida,
por outro lado, o facto de nascer em Dia de Fiéis Defuntos remeteu-me desde
sempre para a melancólica memória dos outros que partiram deste mundo em
circunstâncias muito diversas.
Nasci no centro histórico da vila
de Amarante - num tempo em que a esmagadora maioria das mulheres dava à luz em
casa, auxiliada por mulheres habilidosas que desempenhavam o papel de parteiras
– em casa com portas, janelas e varandas abertas sobre uma paisagem que ainda
hoje me acompanha os dias e que ainda hoje é um dos meus nortes – uma paisagem sólida,
constituída pelo casario, pelas praças, ruas e vielas amarantinas, uma paisagem
líquida, constituída pelas águas ora suaves ora tumultuosas de um rio que corta
a urbe em duas metades distintas e que se chama Tâmega e uma paisagem humana ímpar,
feita de vultos tão importantes quanto um Amadeo de Souza-Cardoso ou um
Teixeira de Pascoaes, só para citar dois dos mais ilustres amarantinos de todos
os tempos.
Os primeiros anos de escola
cumpri-os em colégio religioso católico, de que guardo muitas memórias mas de
que não guardo boas memórias. O ensino estava a cargo de professoras/freiras
muito ríspidas, frias e duras que impunham um saber em voga que apelava
unicamente à memorização de absurdos tais como as linhas dos caminhos-de-ferro
de Portugal Continental e das suas Províncias Ultramarinas e que obtinham o
“respeito” de todos os alunos através da violência física e psicológica e do
medo que daí resultava.
Cumprida a 4.ª classe, ingressei
na Escola Pública, mais concretamente na Escola Preparatória Teixeira de
Pascoaes, onde contactei essencialmente com professoras, todas muito diferentes
do que até aí conhecia, porque simpáticas, amáveis, algumas brilhantes mesmo e
que não exerciam sobre os seus alunos qualquer espécie de violência. É deste
tempo o desejo secreto de ser escritora… talvez uma nova Enid Blyton… ou, em
alternativa, arqueóloga… profissão que talvez me levasse a destinos exóticos,
vasculhando por exóticos artefactos…
Todos nós, ao olharmos
retrospetivamente para o nosso percurso escolar, encontramos Professores que se
mantêm como referências e faróis nossos pelo tempo que por cá andarmos. Desta
fase, recordarei para sempre uma Maria Eulália Macedo, Professora de Moral, uma
Maria José Pinto, Professora de Desenho, uma Francisca Sousa, Professora de
Francês, uma Isabel Sardoeira, Professora de Matemática e de Ciências…
Prossegui os estudos, o 25 de
Abril de 1974 marcou alterações brutais no país, também nas escolas… só para
dar um exemplo, não mais tive de frequentar recreios unissexo, tal como até aí
nos fora imposto. Entretanto, esqueci por completo os vagos desejos que tinha
sentido um dia relativamente à minha vida profissional futura e estes anos
ficarão marcados apenas por uma certeza – prosseguiria os estudos na área de
Letras.
Só a frequência do ensino
secundário haveria de determinar a minha atual condição profissional. Desta
fase, recordo Professoras tão diferentes mas todas tão fabulosas quanto uma
Filomena Morais, a minha apaixonada Professora de Português, uma Maria Emília
Melo, professora de Filosofia e Psicologia, de um rigor e de um profissionalismo
a toda a prova… ou uma Ermelinda Montenegro, minha excecional Professora de
História… Esta última seria mesmo determinante para o crescimento em mim de uma
vontade férrea, e até aí oculta, de ser Professora de História - é que eu
queria crescer e ser assim amável e doce, educada e respeitadora, sabedora e
firme, culta e partilhadora, criativa e capaz de aliciar os alunos para as
descobertas dos enigmas colocados por esta disciplina fundamental para o
entendimento da atualidade em que vivemos.
Ingressei na Faculdade de Letras
da UP e desse tempo recordo um humaníssimo Frei Geraldo e os competentíssimos Vítor
de Oliveira Jorge e Luís Adão da Fonseca que estão entre os muito especiais.
Iniciei a minha atividade docente
no ano de 1986, na Educação de Adultos, lecionando em duas escolas primárias
distintas, à noite. E pela noite continuei a trabalhar com alunos
frequentemente mais velhos do que eu e com experiências de vida riquíssimas mas
que, por razões variadas, não tinham obtido o diploma conferido pelo antigo ensino
preparatório e que ostentavam apenas o diploma de uma magra e claramente
insuficiente 4.ª classe. A opção por este tipo de ensino, noturno e dirigido
predominantemente a adultos, que poucos professores à época desejavam, foi
minha. Porque, se por um lado aceitava horários anuais de 16 horas, incompletos,
o que se refletia muito negativamente no meu tempo de serviço e implicava deslocações
em viatura própria, por montes e vales, durante a noite, por outro lado, o
facto de concorrer a esses horários, permitia-me dar um acompanhamento de
inteira proximidade à miúda que entretanto me nascera e pela qual era
responsável, já que era sua mãe.
Note-se que, no inverno, chegava
mesmo a ser penoso alcançar escolas de difícil acesso devido às estradas
complicadíssimas que era obrigada a percorrer, algumas servidas por estradão de
terra batida.
A vida é feita de opções e,
confesso, nunca me arrependi desta decisão, apesar das consequências negativas
que se fizeram e farão sentir para sempre na minha vida profissional.
Entretanto, eis que chega o ano
letivo de 1992/93, ano em que fui colocada, pela primeira vez, em horário misto,
completo, na Escola Secundária do Marco de Canavezes. Passados tantos anos, continuava
professora contratada, despedida impreterivelmente a cada 31 de Agosto, sem
direito a subsídio de desemprego e a perder a ADSE, sem garantias de trabalho
no ano seguinte… até voltar a ser contratada… com sorte, lá para finais de
setembro.
E continuei nessa condição de
professora contratada, impedida, na prática, de criar grandes vínculos às
escolas por onde passei sempre de forma fugaz – nunca trabalhei dois anos
letivos seguidos num mesmo estabelecimento de ensino – até que, em meados dessa
década, vinculei à função pública, em Quadro de Zona Pedagógica – CAE Tâmega. O
salto qualitativo fora enorme: tinha agora a estabilidade de um vínculo
laboral, saboreado e experimentado pela primeira vez na minha vida
profissional, iniciada na década anterior. Mas continuei a não ter uma escola a
que pudesse chamar “minha” já que, dentro da zona pedagógica a que estava
vinculada, podia ser colocada numa qualquer escola de uma qualquer terra, um
ano aqui, outro acolá.
Esperei até ao ano letivo de 2009/2010
pelo tão desejado vínculo a uma escola ou a um agrupamento, enfim… tinha quase 50
anos de idade e, finalmente!, pela primeira vez na minha vida, conhecia a
segurança e o prazer de saber onde estaria colocada no ano seguinte. Finalmente,
e pela primeira vez na minha vida, conhecia o alívio de não ter de concorrer a
concursos anuais, autênticas roletas russas na vida de quem abraça esta tão
complexa profissão. E olhei para trás, fui recuando no tempo e achei verdadeiramente
incrível a forma displicente, arrogante e desrespeitadora que é apanágio e
característica ainda marcante de quem nos tutela e nos trata, literalmente,
como carne para canhão, como coisas descartáveis, sem acautelar minimamente a
nossa estabilidade emocional, económica… enfim, coisa só possível de tolerar
por quem ama profundamente esta profissão de desgaste rápido mas não
reconhecido.
Hoje, tal como ontem, sei que
quem me segura a esta profissão, que eu livremente escolhi, são os Meus Alunos,
pessoas especialíssimas que me chegam à sala de aula sendo miúdos e que saem
dela uns homenzinhos e umas mulherzinhas. Poder acompanhar e amparar este
crescimento continua a ser, para mim, um enorme desafio e um enorme privilégio.
Há duas circunstâncias, para além
de todas as outras, que determinaram a pessoa que eu sou hoje – sou Amarantina
e sou Professora. E nunca me esqueço de que, se exerço a profissão que amo, o
devo aos meus conterrâneos mais novos que são o futuro da minha rua, da minha
cidade, do meu país, do meu Mundo. Esta é a minha responsabilidade maior. E
eles são a Inês, o Diogo, a Diana, o Pedro, a Laryssa, o Tomás, o António, a
Maria, o João, a Rossio, o Francisco, o Hélder, a Joana, a Margarida, o Vasco,
a Rosa, o Miguel, a Luana, a Marisa, a Ana, a Bárbara, o Luís, o José, o
Manuel, o Rui, a Sofia, o Luciano, o Ricardo… e tantos outros que eu ficaria
horas a relembrar… miúdos e miúdas todos diferentes, todos iguais, ora
difíceis, ora fáceis, ora doces, ora rebeldes… que enchem a minha vida de alegria,
de cor e de carinho e que me fazem não desistir desta profissão que abracei um
dia de alma e de coração… apesar dos sucessivos disparates da tutela que nos
desgastam até à exaustão.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
DN - Os Gurus da Blogosfera Docente e a Nota de Rodapé
Os gurus são eles: o Paulo Guinote, o Ricardo Montes, o Arlindo Ferreira e o guru dos gurus, o Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.
Quanto a mim... eheheh... cheguei a nota de rodapé do DN como "voz feminina mais proeminente na blogosfera dos professores"
É pá! Estou contente!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O "Anabela Magalhães" no Público
A Minha "Voz" no Público - 1 de Novembro de 2011
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
O "Anabela Magalhães" no Público
Em primeiro lugar, agradeço ao Hélio Matias o aviso que me enviou em forma de comentário para este blogue; em segundo lugar, agradeço ao Público a ampliação da minha "voz", a citação... mais uma, sobre problemas que afectam a Educação em Portugal, desta vez sobre o anunciado, e espero que não concretizado, fim das TIC.
Já escrevi o que tinha a escrever sobre o que eu considero ser uma idiotice... então eu não estou no terreno e não me apercebo das fragilidades e mesmo da iliteracia digital que reina entre os miúdos? E eu sou uma simples professora de História, não sou propriamente das Tecnologias da Informação e Comunicação...
Por isso a luta continua, minha e de muitos, que não querem ver a vida a andar para trás também neste campo que será o do futuro por excelência.
De resto, o que dizer mais? Pois, é certo que a minha voz jamais chegará a quem não me quer ouvir... mesmo que esteja ao meu lado...
Um dia destes faço o pino... eheheh... já o disse em "entrevista" deprimente...
E sim, que chatice, tenho voz e falo, tenho dedos e teclo, tenho cérebro e... pecado! Penso.
Logo, existo.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O "Anabela Magalhães" no Público
É certo que quem tem amigos tem tudo. A Margarida Az avisou-me pelo facebook que um texto meu estava citado no Público. Ora como o arranjar? Ainda lho pedi... talvez sim... mas eis que o Hélio Matias, leitor diário do Público e meu afilhado de guerra nesta blogosfera decente, estava online... vai daí... não seria possível, Hélio? Já digitalizado?
Dito e feito... como eu gosto de gente assim, despachada como o catano, e eis que já aqui o tenho, prontinho para ilustrar este post, acabadinho de aterrar, o recorte, na minha caixa de correio electrónico com um "Aí vai! Já foi!".
Os meus sinceros agradecimentos, Hélio, entre outras coisas pela prontidão na satisfação do pedido.
Nota final - Os meus agradecimentos também à Margarida que já me deixou o recorte no face!
Deixaram-me sensibilizada... os dois...
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
O Anabela Magalhães no Público
O Hélio Matias deixou-me a informação nos comentários e eu agradeço-lhe a atenção, sem a qual eu deixaria escapar mais esta citação.
Agradeço também ao Público, por ampliar a minha voz de peão num assunto tão imensamente triste para a minha profissão.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Entrevista DN
Entrevista DN
A entrevista foi realizada faz hoje oito dias e esteve para sair no sábado passado, o que não se veio a verificar, talvez devido ao momento político eleitoral que se viveu. Saiu hoje no DN, despoletada por um post que realizei sobre a avaliação dos alunos em que chamo os bois pelos nomes, sem mas e sem ses. Porque não adianta dourar a pílula. Andamos a trabalhar para as estatísticas e os resultados ao nível cognitivo são completamente mascarados por estes critérios aprovados, muitas vezes impostos, aos grupos disciplinares.
A minha Escola até nem é dos exemplos piores, com critérios de 70% para o domínio cognitivo e 30% para as Atitudes e Valores, já que há escolas onde vigoram critérios de 60%-40% ou mesmo 50%-50%... mas já é suficientemente grave para que um aluno, em caso extremo, possa ter 28% no domínio cognitivo e alcançar o nível 3 no final do período ou mesmo no final do ano. O que me parece um manifesto exagero. Por isso denuncio esta situação da forma que posso, através do meu blogue, a minha porta para o mundo. O Ramiro Marques, do ProfBlog ampliou-o, o que agradeço, pois ampliou e muito a sua divulgação, num blogue que recebe milhares de entradas diárias.
Voltando à problemática dos critérios, com as metas, impostas pelo ME para 2015, a situação tenderá a agravar-se e, pelos vistos, já há Directores a darem ordens sobre os tectos de negativas por turma, para que tudo fique bem na fotografia, apenas porque a fotografia não tem cheiro, porque, a ter, ele seria pestilento.
A notícia saiu com uma ou outra imprecisão, nomeadamente quando se fala em exames deverá ler-se domínio cognitivo, mas o sentido geral está correcto e foi o que eu transmiti à jornalista do DN, Ana Bela Ferreira.
Nota - Para ler a notícia com conforto, clique sobre o recorte.
sábado, 9 de abril de 2011
O "Anabela Magalhães" no Público
terça-feira, 29 de março de 2011
O "Anabela Magalhães" no Público
O Anabela Magalhães no Público
Desta vez foi a Margarida Az, do blogue "Uma Aventura Sinistra", que me enviou a boa nova. O meu blogue foi colocado em destaque, no Público, na secção Blogues em Papel, encontrando-se muito bem acompanhado por outros blogues da blogosfera docente. Entretanto o Paulo Guinote colocou o recorte, que eu lhe surripiei, no Umbigo dele.
Obrigada, pela informação, Margarida!
terça-feira, 15 de março de 2011
O "Anabela Magalhães" no Público
O "Anabela Magalhães" no Público
Tomei conhecimento deste destaque no jornal O Público, através do blogue do Octávio Gonçalves, blogue que visito diariamente. Desconhecia-o por completo e encontrá-lo na coluna "Blogues de papel", e logo acompanhada pelos blogues do Octávio e do Paulo, é para mim motivo de grande satisfação e orgulho. Agradeço-vos, Público. O post em questão é o post de balanço pós Plenário e Manifestação de Professores ocorrido no passado sábado e em que fui bastante crítica relativamente ao modelo escolhido para o protesto. Não gostei dele, confesso. E não o considero adequado à luta que deverá persistir e até intensificar-se. Contem comigo para a luta... mas não para me darem música...
Nota - O recorte foi surripiado ao Octávio. Clique sobre ele para ler com mais conforto.
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