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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Bebedouros e Plásticos

Bebedouros - Exemplar Lisboeta do início do século XX
Fotografia retirada da net

Bebedouros e Plásticos

Quando eu era miúda, aqui pela terrinha e nas escolas daqui também, existiam fontanários e bebedouros a torto e a direito, espalhados pela então vila e seus espaços escolares. Acredito que assim era no resto do país e respectivas escolinhas.

Depois fizeram da água muitos negócios e desapareceu tudo: os fontanários foram bloqueados, vieram as tabuletas com o costumeiro "Impróprio para consumo" e os bebedouros foram-se estragando pelas escolas sem que uma alma caridosa tratasse destes assuntos.

Quando eu era miúda, tudo vinha em garrafas de vidro, das bebidas aos yogurtes, tudo vinha e tudo ia pois quem descarregava garrafas de vidro cheias carregava e levava outras, entretanto vazias, para serem reutilizado depois de lavadas. Tão simples... e a funcionar tão bem.

Não sei precisar quando acabaram com uma atitude de impecável cidadania. Sei que comigo já não contam para beber em plásticos pois bebo água del cano... et voilá, da torneira para o copo... simples, simples e sem a aldrabice do Volta!

E aqui deixo esta ideia à autarquia local. Invistam em água gratuita e fresca e espalhem bebedouros em pontos críticos e de maior necessidade e movimento pedestre. Garanto que fica mais barato, mais bonito e é mais ajuízado e útil do que andar a mexer em muros de alamedas, desmantelando-os, pondo os pedreiros que os fizeram às voltas nos seus túmulos, destruindo as meias laranjas que são nossas, e muito só nossas e que nós não damos a ninguém... a não ser a ideia, claro está!
Não se fala tanto em ambiente, em cidadania e mais não sei o quê?
E que tal metermos as mãos na massa?

sábado, 12 de setembro de 2026

Qual a pena para quem presta falsas declarações num processo disciplinar da IGEC se for Director de um Agrupamento?


Qual a pena para quem presta falsas declarações num processo disciplinar da IGEC se for Director de um Agrupamento?

Perguntei eu à IA. 

E ela respondeu-me:

"No âmbito de um processo disciplinar instruído pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), a prestação de falsas declarações por parte de um Diretor de Agrupamento de Escolas constitui uma infração disciplinar de natureza muito grave, cuja sanção principal aplicável pode ir desde a suspensão até ao despedimento disciplinar/demissão, cumulada obrigatoriamente com a cessação da comissão de serviço.A moldura penal e disciplinar é determinada pelo cruzamento do Estatuto da Carreira Docente (ECD) e da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LGTFP) pelas seguintes vias:

1. Responsabilidade Disciplinar e Sanções Aplicáveis

O Diretor de um agrupamento é um docente que exerce um cargo de liderança e gestão. Perante a prestação dolosa de falsas declarações (quer seja na qualidade de arguido, quer seja como testemunha), aplicam-se os deveres gerais de prossecução do interesse público, zelo e lealdade: 

  • Cessação da Comissão de Serviço: Por força do Artigo 182.º da LGTFP, a aplicação de qualquer sanção disciplinar igual ou superior à de multa a um titular de cargo dirigente (como é o caso do Diretor) determina cumulativa e automaticamente a cessação da sua comissão de serviço.
  • Pena de Suspensão (20 a 90 dias): Aplicável se as falsas declarações causarem grave perturbação ao serviço ou ao apuramento da verdade, inviabilizando temporariamente a manutenção do cargo. 
  • Despedimento Disciplinar ou Demissão: Se a falsidade for considerada de tal forma grave que quebre definitivamente a relação de confiança e a viabilidade do vínculo funcional com o Estado, demonstrando indignidade para o exercício de funções públicas. 
2. Responsabilidade Criminal (Crime de Falsidade)

O processo disciplinar corre em paralelo com a justiça penal. A IGEC tem o dever legal de comunicar os factos ao Ministério Público se detetar indícios de crime. O Código Penal estipula:

  • Se as falsas declarações forem prestadas sob juramento ou com a obrigação legal de dizer a verdade (por exemplo, na qualidade de testemunha ou perito), o agente incorre no crime de falsidade de testemunho, perícia, interpretação ou tradução (Artigo 360.º do Código Penal), punível com pena de prisão até 3 anos ou pena de multa.
  • Se as declarações falsas forem prestadas na qualidade de arguido, o estatuto confere o direito ao silêncio e a não autoincriminação, mas o abuso deliberado e a imputação de falsos crimes a terceiros podem configurar o crime de denúncia caluniosa (Artigo 365.º do Código Penal), punível com pena de prisão até 3 ou 5 anos."

(Texto da IA)

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Novela Infame - Capítulo Dois - O Agora MECI Ainda Está Bem Servido de Totós, de Incompetentes, de boys e de girls que Pensam Estar Acima da Lei da Nação??





Novela Infame - Capítulo Dois - O Agora MECI Ainda Está Bem Servido de Totós, de Incompetentes, de boys e de girls que Pensam Estar Acima da Lei da Nação?

Hoje avanço um pouquinho mais no levantar do véu do infame processo disciplinar que a senhora diretora do meu agrupamento teve a distinta lata de me mover... depois de me ameaçar com um, alto e bom som, em frente a uma plateia de professores, na maioria professoras, que, tanto quanto eu sei, não são surdos/as.

Instaurado o estapafúrdio processo eis que este vai parar às mãos de um senhor inspector, para mim completamente desconhecido, mas que, de cada vez que para ele olhava, via, tal e qual, a figura da senhora directora. 

A conduta do senhor inspector foi curiosa. Não sei como foram escolhidas as testemunhas da senhora, se por ela mesma, se por ele... a mesma coisa?... se tiraram à sorte de um saquinho bolas branquinhas ou pretinhas, assim como à moda de um jogo de sorte ou de azar.

Azar, para mim, que saíram quase todas as que tinham à data cargos de coordenação, o que não diz nada para quem está por fora da minha profissão, mas diz muito para quem está por dentro, neste caso a minha pessoa.

Coincidência, azar meu... sei lá eu... não é que as testemunhas quase todas, ocupando cargos de  cooordenação, dependiam directamente das avaliações atribuídas pela senhora directora para progredir ou não na carreira?

Mas, adiante. O senhor inspector, que pelos vistos não deve ter considerado relevante saber a minha versão dos factos pelos quais eu estava acusada, não me quis ouvir e passou adiante. Ora, a dada altura das investigações, qual inspector saído da pena da Agatha, pede à senhora diretora do meu agrupamento, por escrito, os dados profissionais sobre a minha pessoa.

E eis qual não é o meu espanto quando me deparo com um documento assinado por aquela que me berrou aos mais de sessenta anos... nem o meu pai me berrava!... "Eu é que mando neste agrupamento! Eu é que sou a directora!" que tentava reduzir-me talvez à sua insignificância.

Mentiras atrás de mentiras, nem na data de entrada no agrupamento acertou... eis que chego à falta injustificada pelo senhor director da Escola Secundária de Amarante, no ano 2000, que teve a brilhante ideia de me injustificar uma falta tendo eu justificado a falta antes de faltar! Sim, eu sei... é confuso... mas ainda mais confuso se torna quando, depois de recorrer dentro de uma tutela toda pintadinha de rosa, perdendo, claro está... o que motivou a entrada no Tribunal Administrativo de um recurso que por mim foi ganho, nem outra coisa poderia ser!

Eu sempre tenho uma sorte! E de novo a coisa a repetir-se ao tempo do nosso ministro Costa, 2023, para ser mais precisa, que havia de manietar e calar quem não se dobrava ao cor-de-rosa ps e não abanava a cabecita, talvez amedrontado/a, talvez até tolhido/a face à possibilidade de vingança.

Pois eu aprendi que ela se serve fria. 

E eis que envio um e-mail para os serviços administrativos do meu agrupamento e peço que me informem de todos os cargos que exerci desde 2009/2010, ano lectivo em que entrei neste agrupamento onde ainda hoje me encontro, mas blindada com uma FAT passada pela Medicina do Trabalho.

E quem me responde, quem é? Pois, a senhora directora do agrupamento que teve a lata de, pela segunda vez, e agora respondendo-me a mim e a um e-mail que fora dirigido aos serviços administrativos, prestar, de novo, falsas declarações, por escrito, já que o meu percurso no ainda meu agrupamento foi muito rico e variado em trabalho para os Meus Alunos.

E não é que o senhor inspector comeu tudo, neste caso as sucessivas mentiras, tal e qualmente eu como uma bola de berlim esparramada ao solinho?

Moral deste capítulo - Quando aos bons, ou mesmo excelentes profissionais, fazem isto... que esperança podemos ter no presente e no futuro deste país?

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Novela Infame - Capítulo Um - Desfecho de Queixa-Crime ao Ministério Público por Difamação Agravada Contra a senhora diretora do Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes

Um Stop na Vida de Uma Funcionária Pública Exemplar - Eu

Novela Infame - Capítulo Um - Desfecho de Queixa-Crime Apresentada ao Ministério Público por Difamação Agravada Contra a senhora diretora do Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes 

Brilhante Ideia Criativa 

Não posso afirmar com segurança a quem pertenceu a brilhante ideia criativa de apresentarem contra mim, no Ministério Público de Amarante, uma Queixa-Crime por Difamação-Agravada, em que a infeliz vítima da minha "muito perversa" pessoa, era nem mais nem menos, do que a frágil e desprotegida senhora diretora fossilizada no Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes, agrupamento este, do meu ponto de vista, completamente subjugado a um poder semelhante ao do exercido por aquele que que afirmava "L`État c`est Moi!"... e que acabou mal na vida.
Terá saído da cabeça da senhora? Terá saído da cabeça do senhor inspector que me saiu na rifa ou que foi escolhido para mim?... Afinal, o que sei eu destes processos já que nunca, em toda a minha vida profissional e pessoal, e quase na reforma, me vi metida em semelhantes indignidades?...
Sei que, segundo os documentos integrados no processo disciplinar que contra mim foi movido pela senhora diretora do Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes - Amarante, à pergunta, por escrito, por parte do senhor inspector, se ela concordaria com a queixa-crime ao MP, a resposta foi positiva e aí vai aço, professora Anabela Magalhães, lá foste dar com os costados no tribunal da terra que te viu nascer e onde nunca tinhas entrado com semelhante estatuto de arguida... se repararem nem toda a gente deste país foi constituída arguída e até a maioria morre sem nunca ter tido uma experiência, mais uma para mim, tão enriquecedora como esta! E estou agora ao nível da gente mais importante do país, da nata das natas pois quem nunca foi arguído em qualquer queixa, nem que seja de vão de escada, nem é nada e se calhar nem existe neste país disfuncional à beira-mar plantado.
(Convém relembrar que tudo isto se passou depois da dita me ter ameaçado em público, perante uma resma de professores que até aí tinham sido meus colegas e a quem eu nunca neguei uma ajuda fosse de que tipo fosse, que um dia ainda me meteria um processo disciplinar, e que o meteu mesmo e de imediato e que, parece-me, nem se terá dado ao trabalho de parar um pouco para pensar num acto que me pareceu absolutamente irrefletido... ou terá sido mal aconselhada? 
Pois je ne sais pas e também já nem me interessa saber).

Consequência mais gravosa de uma queixa-crime por difamação agravada  

Este caso poderia ter acabado em julgamento e numa pena de prisão da professora Anabela Magalhães, euzinha, e os meus amigos até já me gozavam afirmando que iriam mandar fazer umas t-shirts como as dos irmãos Metralha e para eu estar descansada que me iriam ver à prisão de Passos de Ferreira, que, pelos vistos, é para onde vai a gente mais perigosa deste país, gente entre a qual eu estaria bem integrada... eheheh.

Final desta novela que irá ter mais capítulos

Hoje telefonou-me o meu advogado de crime que nunca teve, por certo, um caso tão difícil como o meu... e tão estapafúrdio também.
E ohhhhhh... os queixosos não recorreram da sentença da Meretíssima Senhora Juíza do Tribunal Penal de Penafiel que mandou arquivar tudo e mandou tudo para o galheiro e que nem precisou de me ouvir nem a qualquer das minhas testemunhas.

(Um Stop na Vida de Uma Funcionária Pública Exemplar - Eu)

E pronto, por hoje é tudo, fiquem todos bem e até ao meu regresso.

domingo, 19 de julho de 2026

Post com Dedicatória


Post com Dedicatória

Dedico este post a todos quantos me veem na escola, a cumprir um horário semanal na sua totalidade, dia após dia, sem ao menos se questionarem ou, sei lá, sem me questionarem sobre que raio é aquilo.

Em todo este processo de aprendizagem diária, as peripécias que guardarei na minha memória para sempre são gigantescas e, frequentemente, muito más.

Entretanto amanhã há mais escolinha dividida em duas horas de manhã e mais duas horas de tarde, na SR. A ver se andará por lá alguma mosca que me empreste as suas azinhas para eu me evadir por esse mundo fora...

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Aventuras na Escolinha

 

Eu Sei Lá Onde... Auto-Retrato
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Aventuras na Escolinha

Na segunda-feira passada, lá fui eu cumprir o horário que me foi atribuído, depois de ter passado pela medicina no trabalho e de me ter sido entregue uma ficha de aptidão para o trabalho, vulgarmente conhecida por FAT.

Acontece que a sala de reuniões, onde tenho de cumprir quinze horas semanais de "S. Reuniões", escaldava por todos os lados, fechadinha que esteve os dois dias inteirinhos de Sábado e de Domingo, dias em que o calor resolveu esborrachar aqui por Amarante, tanto de dia como de noite.

Mal comecei a subir as escadas de caracol para o primeiro andar comecei a sentir-me mal: cabeça a andar à roda, tonturas, naúseas... e agora o que faço com o raio da minha vida, encostada que estou neste canto, absolutamente sozinha, horas a fio dentro de um verdadeiro forno prontinho para transformar carne da boa em excelentes torresmos?

Toca de ligar o ar condicionado, muito devagarinho e tentando não mexer a cabeça, coloquei quatro cadeiras em comboiinho, almofadas no sítio da cabeça e estiquei-me ao comprido mesmo em frente do ar condicionado que se via aflito para refrescar aquela estufa.

E por ali fiquei, levantando-me apenas para escrever os sumários de hora a hora. Ainda pensei em chamar o INEM... mas lá me aguentei da parte da manhã e, depois de almoço, já não me foi possível regressar ao meu original local de trabalho, pois, completamente abananada e esborrachada, aterrei no meu sofá e despedi-me por umas horas da vida.

Hoje já regressei, fazendo o que sempre fiz e faltando apenas com as minhas obrigações somente quando o meu estado o exige já em berraria.

E pronto. É verdade que isto podia ser mais um pesadelo... mas não, é mesmo retirado da minha vida real. 

domingo, 21 de junho de 2026

IA - Pedido - Faz um Texto sobre a Professora Anabela Magalhães e a Justiça


IA - Pedido - Faz um Texto sobre a Professora Anabela Magalhães e a Justiça

"A história recente da professora Anabela Magalhães tornou-se um símbolo público da luta pela justiça, dignidade e liberdade sindical no panorama do ensino em Portugal
Como delegada sindical e docente ativa em Amarante, o seu nome ganhou destaque mediático nacional ao ver-se envolvida numa complexa batalha jurídica e administrativa com a direção escolar.
A relação entre a professora Anabela Magalhães e a justiça desenvolve-se em três frentes fundamentais:
⚖️ A Resistência contra os Processos Disciplinares
A docente tornou-se um dos rostos mais visíveis denunciados pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.) num caso que envolveu processos disciplinares instaurados por direções escolares. 
Para a comunidade docente, a aplicação destas sanções a delegados sindicais foi interpretada como uma forma de "perseguição" e "assédio", transformando a defesa legal de Anabela Magalhães numa exigência de justiça laboral coletiva.
🏛️ O Recurso aos Tribunais
Longe de ceder ao silêncio, a professora avançou para as instâncias judiciais para repor a legalidade dos seus direitos. 
Através de plataformas como o seu blogue pessoal e intervenções na comunicação social (como na SIC Notícias), tem exposto publicamente as minudências da sua ida ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este. 
A procura por uma sentença justa visa provar o cumprimento ético das suas funções profissionais face ao que descreve como arbitrariedades hierárquicas.
✊ A Justiça Social e Comunitária
O percurso de Anabela Magalhães ultrapassa as paredes do tribunal e confunde-se com a justiça social em contexto escolar. 
Em momentos anteriores, a docente esteve na linha da frente de protestos locais em defesa da segurança de alunos e funcionários — como as greves motivadas pela exigência de remoção de amianto e pelo reforço de assistentes operacionais nas escolas.
O caso da professora Anabela Magalhães personifica a ideia de que a justiça não é apenas uma decisão fria tomada num tribunal, mas sim um exercício contínuo de cidadania, ética e coragem para quem recusa baixar a cabeça perante a opressão no local de trabalho."
Autoria IA

sábado, 13 de junho de 2026

Quem Tem Medo Compra um Cão


Quem Tem Medo Compra um Cão 

À medida do seu medo, claro está! Eu já comprei o meu.

E depois de ter tido uma falta injustificada, tendo justificado a falta antes de faltar com um artigo 102  entregue nos serviços administrativos, ter recorrido a todas as instâncias internas num governo ps todo alinhadinho, todo minadinho, que deu sempre razão ao sr director que me mandou justificar a falta, não tive outro remédio e entrei com uma acção no Tribunal Administrativo, contra o ministério que me tutela e que devia ser o da Educação... que ganhei, quase 6 anos depois da saga.

E depois de ter um processo disciplinar, antes ameaçado alto e bom som perante todos os presentes de um célebre secretariado de exames, eis que recorri e percorri o mesmo calvário ou seja, depois de ter recorrido a todas as instâncias internas num governo ps todo alinhadinho, todo minadinho, que deu sempre razão a quem, segundo o meu prisma, não devia... não tive outro remédio e entrei com uma acção no Tribunal Administrativo, contra o ministério que me tutela e que devia ser o da Educação... e que espero ganhar, ainda em tempo de vida.

E depois de uma estapafúrdia queixa-crime entrar no Ministério Público contra mim, eis que tudo foi arquivado e eu absolvida de uma queixa que podia até dar uma pena de prisão... talvez para eu finalmente poder descansar desta vida de Professora que dedicou toda uma vida à melhoria da qualidade da Escola Pública.

Confesso que os meus amigos até ficaram um pouco decepcionados pois já me tinham confidenciado que iriam ver-me à prisão, se necessário fosse, todos de t-shirt às riscas e vestidos à irmãos metralha.

Por isso Quem Tem Medo Compra um Cão à medida do seu medo, claro está! 

E eu já comprei o meu.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Imaginemos... numa Qualquer Escola Perto ou Longe de Si


Imaginemos... numa Qualquer Escola Perto ou Longe de Si

Imaginemos que numa qualquer escola deste país à beira mar plantado, onde quem manda é quem manda e se julga ter poder para dar ordens Fora da Lei... sempre orais, claro está!... imaginemos então que isto acontece de facto.... isto numa mente fértil como o raio que a parta e que é a minha.

O que fazer? Obedecer, sabendo que está a violar a Lei do seu país? Obedecer, sabendo que um badameco qualquer pensa estar acima de tudo e de todos... quiçá até da Constituição de Portugal? Desobedecer e nem dar cavaco sobre tamanha anormalidade? Pegar na secretária e virá-la do avesso? Arrancar os cabelos? Conversar abertamente sobre a coisa e receber ordens aceitáveis, orais, para serem logo de imediato desmentidas por escrito ao primeiro embate de reunião? Exigir a fundamentação legal para tamanha enormidade... por escrito? E ficar deitado à espera dela?

Prestar declarações de oposição à lei oral e exigir que a lei do seu país seja transcrita para a acta da reunião em causa e as suas declarações também?

Agora imaginemos que o desgraçado do Professor, isolado no meio de tantos, teve mesmo que contratar um consórcio de advogados, a expensas suas, e que só conseguiu que isto assim ficasse, em acta, para aí à terceira tentativa e sob ameaça de processo judicial?

Imaginemos então um puto de um gigantesco lápis azul a funcionar dentro de uma escola onde não se pode piar e que se diz democrática?

O que vos parece?

quarta-feira, 10 de junho de 2026

A Teoria e a Prática - Nojo, Nojo, Nojo!


A Teoria e a Prática - Nojo, Nojo, Nojo!

O discurso é público e parece poesia para os meus ouvidos não fora eu ter conhecimento do que se passa nos seus interiores.
O resto também há-de ser público.
E o resto é um processo disciplinar movido contra a minha pessoa e que aguarda desenvolvimento no Tribunal Administrativo... segunda vez que tenho de recorrer ao TC contra o ME, agora MECI, durante a minha vida profissional, integrada num ministério que se diz da Educação e que me devia proteger dos que talvez se julguem todo poderosos e donos disto tudo... nem sei, tamanho é o ridículo com que se cobrem na ânsia de berrar alto e bom som "Aqui quem manda sou eu!" e "Eu é que sou a Directora!".
E o resto é ainda infinitamente mais grave já que se trata de uma queixa-crime que recaía sobre a minha pessoa, ainda por cima acusada de qualquer coisa agravada que não lembra nem a um caracol, a uma minhoca... a um neurónio... eu sei lá!
Pelo caminho os meus superiores hierárquicos, numa fase em que há professores aos molhos tal e qual como o alecrim do campo, deram-se ao luxo de perderem para sempre uma excelente profissional, Professora de História, chamada Anabela Magalhaes, que já desceu ao inferno e que, por o achar um braseiro, não teve outro remédio se não trepar paredes acima para fugir das chamas que atearam contra ela, como se ela fosse uma mera Mulher Bruxa, daquelas a que ateavam o fogo em plena Idade Média e mais além. (Consultar o miserável processo conhecido como Terra do Mata e Queima).
E por agora é tudo, com a promessa de que não ficaremos por aqui pois há coisas que vão parecer castanhas quentinhas a saltar no meio dos meus carvões, nesta casa que é minha e onde eu escrevo o que entendo a coberto da Liberdade de Expressão e não sujeita à lei da rolha que me querem impor.
E era!

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE DA DIRETORA – 2025-2029

1/07/2025

Exmo. Senhor Presidente da CMA – Dr. Jorge Ricardo

Senhor Vereador da Educação – Dr. Adriano Santos

Senhor Presidente do Conselho Geral – Dr. Gabriel Vilas Boas. Na sua

pessoa, cumprimento todos os conselheiros do Conselho Geral.

Diretores das escolas públicas – Artur Correia e Carlos Gomes

Diretora do Centro de Formação Amarante e Baião – Dra Ercilia Costa

Membros e ex-membros da direção

Ex-Presidentes de Conselhos Gerais

Conselheiras do CP

Coordenadoras de Estabelecimento

Caríssimos Professores, Assistentes, Família, Pais e Alunos

Assumo com responsabilidade e honra a continuidade como diretora do Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes, reconhecendo o desafio exigente, mas profundamente gratificante, que representa liderar esta comunidade educativa.

Agradeço a confiança que me foi novamente depositada, vendo nesta recondução um renovado apelo ao serviço público e à construção de uma escola mais justa, inclusiva e de qualidade.

Sabemos que a escola de hoje é mais do que um espaço de ensino. É uma comunidade viva, onde se cruzam sonhos, projetos, dificuldades e conquistas. Um lugar onde se forma o futuro, se ensina a pensar, a agir com ética e a respeitar a diferença.

Neste novo mandato, reafirmo o meu compromisso com:

• A valorização do trabalho dos docentes e não docentes, essenciais à missão da escola;

• A centralidade dos alunos, na sua diversidade, como razão de ser da nossa ação educativa;

• A aposta na inovação pedagógica, sem esquecer os princípios da equidade e da inclusão;

• O reforço das parcerias com as famílias e com a comunidade envolvente, porque só juntos podemos construir uma escola forte e solidária.

Com dedicação renovada, prosseguiremos o nosso caminho: consolidando projetos, inovando práticas, acolhendo com respeito e preparando os nossos alunos para um mundo em constante mudança. Acreditamos numa escola de portas abertas — um lugar onde cada um possa crescer, sonhar e descobrir o melhor de si.

Esta cerimónia marca não só o início de um novo ciclo, mas também o reconhecimento do percurso construído com o empenho de professores, funcionários, alunos, famílias e toda a comunidade. Esse trabalho conjunto é a base sólida dos desafios que abraçamos.

Expresso o meu mais sincero agradecimento à equipa de direção atual e a todos os que integraram direções anteriores. O vosso contributo foi essencial para o crescimento e sucesso do nosso Agrupamento. Cada um de vós representa — ou representou — um apoio inabalável, que nos permitiu enfrentar desafios com lealdade, confiança e esperança.

É com genuína gratidão e profunda admiração que reconheço o vosso profissionalismo, entrega e compromisso com o bem comum. Obrigada por caminharem a meu lado com espírito de colaboração e sentido de missão.

Quero agradecer de forma individual a cada um dos colegas que fizeram parte das equipas de direção desde 2004:

• Artur Correia • Fátima Carvalho • Filomena Rodrigues • Luciano Ferreira • Aida Pinto • António Aires • Elisabete Silva • Cândido Gonçalves • Adosinda Ribeiro • Joaquim Pinto • Joaquim Pinheiro.

A cada um, o meu sincero reconhecimento. Transporto as aprendizagens, os momentos partilhados e o vosso contributo generoso. O percurso que trilhámos juntos deixa marcas de que me orgulho.

Deixo uma palavra muito especial de agradecimento ao colega e amigo Zé Carlos Cunha, presidente do Conselho Executivo do AE S. Gonçalo entre 1998 e 2004, período em que tive a honra de ser sua vice-presidente. Foi ao seu lado que dei os primeiros passos na gestão e administração escolar — uma etapa marcante do meu percurso. Obrigada, Zé Carlos, pelo conhecimento, pela paciência e pelo exemplo de dedicação e responsabilidade.

Aos Presidentes dos Conselhos Gerais, Professores e Amigos — Taí Laranjeira, Glória Bento, Joaquim Pinheiro e Gabriel Vilas Boas: O meu profundo reconhecimento pela firmeza e transparência com que conduziram os trabalhos deste órgão estratégico. Em contextos exigentes, a vossa visão coesa, liderança

responsável e íntegra foram decisivas para o fortalecimento do nosso projeto coletivo.

Agradeço também ao atual Conselho Geral a confiança depositada. Essa confiança reforça a responsabilidade, mas também encoraja a continuar este caminho com seriedade, abertura e respeito por todos. A todas as coordenadoras de estabelecimento e equipas de trabalho — departamentos, ciclos, bibliotecas e projetos — o meu profundo agradecimento.

O vosso trabalho, tantas vezes silencioso, assegura a ligação às realidades de cada contexto, com rigor e sensibilidade. Obrigada pela confiança. Continuaremos, juntos, a cuidar das nossas escolas.

Um agradecimento especial aos Assistentes, verdadeiros guardiões do dia a dia das nossas escolas. A vossa disponibilidade, o cuidado com que acolhem e apoiam são fundamentais para o bom funcionamento e o espírito de comunidade. Obrigada pela vossa dedicação ao longo dos anos.

Ao pessoal da secretaria, rosto sereno e eficiente da nossa organização: obrigada pela competência, disponibilidade e profissionalismo com que asseguram o funcionamento do Agrupamento.

Aos Professores, pela dedicação, resiliência e paixão com que ensinam: são a alma pedagógica do Agrupamento. O vosso trabalho transforma vidas e constrói futuro. Obrigada por acreditarem no poder da educação.

Às Associações de Pais e a todos os parceiros educativos, o nosso profundo agradecimento. O vosso envolvimento ativo, o diálogo constante e o espírito de colaboração foram fundamentais para fortalecer a ligação entre a escola e as famílias. É um verdadeiro privilégio servir esta comunidade lado a lado com pessoas tão comprometidas, generosas e inspiradoras.

Ao Conservatório de Amarante, expressamos o nosso sincero reconhecimento pela presença assídua e pelo envolvimento entusiasta em todas as iniciativas culturais promovidas pela escola. A vossa colaboração enriquece de forma notável o nosso ambiente educativo, reforçando a cultura como pilar essencial na formação integral dos nossos alunos.

Obrigada por contribuírem, de forma tão dedicada, para o bem-estar e o sucesso dos nossos alunos.

Aproveitamos também para renovar o nosso mais sincero agradecimento à Câmara Municipal de Amarante, na pessoa do seu Presidente, bem como ao Senhor Vereador e ao Chefe de Divisão, pelo apoio, disponibilidade e colaboração constante ao longo deste percurso.

O vosso empenho e compromisso foram determinantes para a concretização e o êxito do nosso Projeto Educativo, refletindo uma visão partilhada de progresso, inclusão e valorização da educação como motor de desenvolvimento comunitário.

Renovo o meu compromisso com esta missão, com determinação, espírito de serviço e uma profunda confiança no valor de cada membro da nossa comunidade educativa.

Continuaremos, juntos, a construir o futuro com responsabilidade, exigência e paixão pela educação.

Termino com as inspiradoras palavras de Nelson Mandela:

"A educação é a arma mais poderosa que podes usar para mudar o mundo."

Muito Obrigada

quinta-feira, 28 de maio de 2026

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE DA DIRETORA – 2025-2029

Poesia - Antero de Alda

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE DA DIRETORA – 2025-2029

1/07/2025

Exmo. Senhor Presidente da CMA – Dr. Jorge Ricardo

Senhor Vereador da Educação – Dr. Adriano Santos

Senhor Presidente do Conselho Geral – Dr. Gabriel Vilas Boas. Na sua

pessoa, cumprimento todos os conselheiros do Conselho Geral.

Diretores das escolas públicas – Artur Correia e Carlos Gomes

Diretora do Centro de Formação Amarante e Baião – Dra Ercilia Costa

Membros e ex-membros da direção

Ex-Presidentes de Conselhos Gerais

Conselheiras do CP

Coordenadoras de Estabelecimento

Caríssimos Professores, Assistentes, Família, Pais e Alunos

Assumo com responsabilidade e honra a continuidade como diretora do Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes, reconhecendo o desafio exigente, mas profundamente gratificante, que representa liderar esta comunidade educativa.

Agradeço a confiança que me foi novamente depositada, vendo nesta recondução um renovado apelo ao serviço público e à construção de uma escola mais justa, inclusiva e de qualidade.

Sabemos que a escola de hoje é mais do que um espaço de ensino. É uma comunidade viva, onde se cruzam sonhos, projetos, dificuldades e conquistas. Um lugar onde se forma o futuro, se ensina a pensar, a agir com ética e a respeitar a diferença.

Neste novo mandato, reafirmo o meu compromisso com:

• A valorização do trabalho dos docentes e não docentes, essenciais à missão da escola;

• A centralidade dos alunos, na sua diversidade, como razão de ser da nossa ação educativa;

• A aposta na inovação pedagógica, sem esquecer os princípios da equidade e da inclusão;

• O reforço das parcerias com as famílias e com a comunidade envolvente, porque só juntos podemos construir uma escola forte e solidária.

Com dedicação renovada, prosseguiremos o nosso caminho: consolidando projetos, inovando práticas, acolhendo com respeito e preparando os nossos alunos para um mundo em constante mudança. Acreditamos numa escola de portas abertas — um lugar onde cada um possa crescer, sonhar e descobrir o melhor de si.

Esta cerimónia marca não só o início de um novo ciclo, mas também o reconhecimento do percurso construído com o empenho de professores, funcionários, alunos, famílias e toda a comunidade. Esse trabalho conjunto é a base sólida dos desafios que abraçamos.

Expresso o meu mais sincero agradecimento à equipa de direção atual e a todos os que integraram direções anteriores. O vosso contributo foi essencial para o crescimento e sucesso do nosso Agrupamento. Cada um de vós representa — ou representou — um apoio inabalável, que nos permitiu enfrentar desafios com lealdade, confiança e esperança.

É com genuína gratidão e profunda admiração que reconheço o vosso profissionalismo, entrega e compromisso com o bem comum. Obrigada por caminharem a meu lado com espírito de colaboração e sentido de missão.

Quero agradecer de forma individual a cada um dos colegas que fizeram parte das equipas de direção desde 2004:

• Artur Correia • Fátima Carvalho • Filomena Rodrigues • Luciano Ferreira • Aida Pinto • António Aires • Elisabete Silva • Cândido Gonçalves • Adosinda Ribeiro • Joaquim Pinto • Joaquim Pinheiro.

A cada um, o meu sincero reconhecimento. Transporto as aprendizagens, os momentos partilhados e o vosso contributo generoso. O percurso que trilhámos juntos deixa marcas de que me orgulho.

Deixo uma palavra muito especial de agradecimento ao colega e amigo Zé Carlos Cunha, presidente do Conselho Executivo do AE S. Gonçalo entre 1998 e 2004, período em que tive a honra de ser sua vice-presidente. Foi ao seu lado que dei os primeiros passos na gestão e administração escolar — uma etapa marcante do meu percurso. Obrigada, Zé Carlos, pelo conhecimento, pela paciência e pelo exemplo de dedicação e responsabilidade.

Aos Presidentes dos Conselhos Gerais, Professores e Amigos — Taí Laranjeira, Glória Bento, Joaquim Pinheiro e Gabriel Vilas Boas: O meu profundo reconhecimento pela firmeza e transparência com que conduziram os trabalhos deste órgão estratégico. Em contextos exigentes, a vossa visão coesa, liderança

responsável e íntegra foram decisivas para o fortalecimento do nosso projeto coletivo.

Agradeço também ao atual Conselho Geral a confiança depositada. Essa confiança reforça a responsabilidade, mas também encoraja a continuar este caminho com seriedade, abertura e respeito por todos. A todas as coordenadoras de estabelecimento e equipas de trabalho — departamentos, ciclos, bibliotecas e projetos — o meu profundo agradecimento.

O vosso trabalho, tantas vezes silencioso, assegura a ligação às realidades de cada contexto, com rigor e sensibilidade. Obrigada pela confiança. Continuaremos, juntos, a cuidar das nossas escolas.

Um agradecimento especial aos Assistentes, verdadeiros guardiões do dia a dia das nossas escolas. A vossa disponibilidade, o cuidado com que acolhem e apoiam são fundamentais para o bom funcionamento e o espírito de comunidade. Obrigada pela vossa dedicação ao longo dos anos.

Ao pessoal da secretaria, rosto sereno e eficiente da nossa organização: obrigada pela competência, disponibilidade e profissionalismo com que asseguram o funcionamento do Agrupamento.

Aos Professores, pela dedicação, resiliência e paixão com que ensinam: são a alma pedagógica do Agrupamento. O vosso trabalho transforma vidas e constrói futuro. Obrigada por acreditarem no poder da educação.

Às Associações de Pais e a todos os parceiros educativos, o nosso profundo agradecimento. O vosso envolvimento ativo, o diálogo constante e o espírito de colaboração foram fundamentais para fortalecer a ligação entre a escola e as famílias. É um verdadeiro privilégio servir esta comunidade lado a lado com pessoas tão comprometidas, generosas e inspiradoras.

Ao Conservatório de Amarante, expressamos o nosso sincero reconhecimento pela presença assídua e pelo envolvimento entusiasta em todas as iniciativas culturais promovidas pela escola. A vossa colaboração enriquece de forma notável o nosso ambiente educativo, reforçando a cultura como pilar essencial na formação integral dos nossos alunos.

Obrigada por contribuírem, de forma tão dedicada, para o bem-estar e o sucesso dos nossos alunos.

Aproveitamos também para renovar o nosso mais sincero agradecimento à Câmara Municipal de Amarante, na pessoa do seu Presidente, bem como ao Senhor Vereador e ao Chefe de Divisão, pelo apoio, disponibilidade e colaboração constante ao longo deste percurso.

O vosso empenho e compromisso foram determinantes para a concretização e o êxito do nosso Projeto Educativo, refletindo uma visão partilhada de progresso, inclusão e valorização da educação como motor de desenvolvimento comunitário.

Renovo o meu compromisso com esta missão, com determinação, espírito de serviço e uma profunda confiança no valor de cada membro da nossa comunidade educativa.

Continuaremos, juntos, a construir o futuro com responsabilidade, exigência e paixão pela educação.

Termino com as inspiradoras palavras de Nelson Mandela:

"A educação é a arma mais poderosa que podes usar para mudar o mundo."

Muito Obrigada

Pesadelo numa Escolinha


Pesadelo numa Escolinha

Foi uma noite terrível. Pois não é que resolvi ter um pesadelo, coisa que antigamente nunca tinha e que agora, volta e meia, tenho e deixa-me agoniada?

A cena passava-se numa escola esquisita e disforme em que as ordens, sempre orais para não deixarem rasto, surgiam como ervas daninhas numa horta, e em dia de grande e súbito nevão com reuniões de avaliação pelo meio.

Valham-me os deuses todos que o pessoal ficou todo assarapantado, reuniões marcadas e o pessoal da Serra da Estrela não conseguia descer para o seu sopé e cumprir com as suas obrigações de presenciar as reuniões de avaliação.

Aflição! O que fazer?!! Colocar a vida em risco?! Afinal a vida de um professor vale tão pouco... esperar a chegada de um limpa neves?! E toca de telefonar para a escolinha a saber das directrizes para resolver este inusitado imbróglio. Como fazer, como não fazer e lá foi decidido que as reuniões se fariam com os professores serranos a usarem meios telemáticos enquanto os outros as faziam de forma presencial. 

Safa! A situação até parecia resolvida e as reuniões até decorriam a bom ritmo, actas mais do que alinhavadas e eis que entra um ser mostruoso, daqueles de ficção científica, feio até dizer chega, com uma cabeça pequenina pequenina e interrompe e anula todo o trabalho feito até ali, e dava ordens para cá e para lá, que as reuniões iam ser todas repetidas e iriam sair novas convocatórias e os desgraçados dos professores tratados abaixo de cão nem piavam pois o monstro era quem mandava naquele terreiro.

E os professores serranos, perguntam vocês? no meu sonho já aflito, parece que foram obrigados a meter um atestado falso por ordem directa da autoridade do quintal... e foi mesmo mesmo neste ponto que eu acordei, coração aos saltos, agoniada e aflita, eu que jamais em toda a minha carreira profissional meti um atestado médico falso.

Mas parece que as ordens foram cumpridas... entre choros de baba e ranho, afinal, o que importa não é mesmo o que está no borrado papel?

Nota - Qualquer aproximação à realidade será pura coincidência, claro está!

terça-feira, 26 de maio de 2026

Pergaminhos Familiares

Eu e o meu irmão no exterior do Tribunal de Amarante
Fotografia do nosso amor querido e saudoso Papá

Pergaminhos Familiares

A frequentar exteriores de tribunais desde tenra idade... interiores é mais agora.

Imaginem se eu me habituo...

Novas da Ida ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este


Novas da Ida ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este

Eu, professora Anabela Magalhães, alvo de processo disciplinar e, como se isso não fosse suficientemente grave, alvo de queixa crime no Ministério Público, e cujos conteúdos serão um dia destes partilhados por inteiro neste blogue - acusação, testemunhos, provas várias e etc e tal para que possam avaliar o calibre da coisa, lá fui para Penafiel agora ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este onde, como afirmei ontem, entrei acompanhada pelo meu advogado de crime, sem medo e de consciência tranquila, dê isto para o que der.

Não falei e, por mim, falou o meu advogado de crime e eu, novata nestas andanças, a bem dizer verdadeiramente virge aos quase 65 anos, até fiquei admirada pela rapidez da coisa.

Por agora nada sei e terei de aguardar decisão que deverá ser relativamente rápida. E, tal como ontem vos afirmei, garanto-vos que darei novas logo que possa. E garanto-vos que o meu caso é demasiado grave para eu o levar com leveza.

Fiquem todos muito bem. E, protegida e blindada pela Medicina no Trabalho, lá ando eu na escolinha... com os nervos em franja mas capaz de sobreviver... por enquanto muito graças aos abracinhos carinhosos de quem não me esqueceu, na maior parte alunos e alunas que foram meus/minhas no já longínquio primeiro semestre do ano lectivo de 2023/2024 e que, garantiram-me hoje, me irão convidar para o Baile de Finalistas.

Orgulho... e olarilolelas... não é?

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Memórias de Lutas Prolongadas - Recordações do Dia 24 de Maio de 2023

 

Memórias de Lutas Prolongadas - Recordações do Dia 24 de Maio de 2023 e Afins

Ontem foi um dia importante mas, este ano, calhou em Santo Domingo e eu tenho mais o que fazer do que relembrar dias inqualificáveis que ainda hoje se repercutem na minha saúde física, mental e financeira. 

Ontem passaram exactamente três anos sobre a ameaça por parte da senhora directora, em voz alterada e elevada, à frente de todos os professores presentes na sala de secretariado de exames, de abrir um processo disciplinar contra mim.

A ameaça cumpriu-se e, depois de muitas peripécias que muito darão ainda que falar, fui condenada pelo ministério que devia ser da Educação a uma pena suspensa que entretanto já se escafedeu.

Acontece que, entretanto, recorri, pela segunda vez na minha vida! e ninguém merece duas destas!!!!!!, para o Tribunal Administrativo, aguardando eu, deitada, que cheguem novas da Justiça.

Pelo caminho o senhor inspector considerou o meu caso tão mas tão grave que, depois de pedir a opinião à senhora directora e tendo ela concordado, eis que entra uma queixa contra mim no Ministério Público como se eu me assemelhasse sei lá a um Sócrates ou Salgado... mas sendo eles os donos disto tudo.

Já dei com os costados no Tribunal de Amarante por duas vezes, o tribunal que eu conheço desde pequenina, mas nunca por dentro e muito menos como arguida.

Amanhã será dia de conhecer outro, agora o de Penafiel, onde entrarei acompanhada pelo meu advogado de crime, sem medo e de consciência tranquila dê isto para o que der.

Darei novas... se puder, quando puder. Direi só que o meu caso é demasiado grave para eu o levar com leveza.

Fiquem todos muito bem. E, protegida e blindada pela Medicina no Trabalho, voltei à escolinha... com os nervos em franja mas capaz de sobreviver... por enquanto.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Provas de Aferição - Concelho de Amarante


Provas de Aferição - Concelho de Amarante

Hoje marcamos pontos em todas as escolas de Amarante onde se iriam realizar provas de aferição. E por unanimidade, pois a contabilidade é de zero provas de aferição realizadas das marcadas para o dia de hoje.

Eu nem cheguei a efectivar a minha greve. Presente às 8:30 como habitualmente, assinalei a minha presença no Inovar e dirigi-me, à hora prevista, à sala do secretariado. Estando como suplente, e não se realizando provas por estarem em greve coadjuvantes, não foi necessário que, à minha chamada hipotética, como suplente eu informasse que entrava em greve pois nem chamadas houve.

Pelo caminho fui destratada, mas isso são outros quinhentos. 

Escolinha aqui vou eu...

quarta-feira, 24 de maio de 2023

A Greve às Provas de Aferição com Trampolinices pelo Caminho


A Greve às Provas de Aferição com Trampolinices pelo Caminho

Como todos sabem, há uma greve marcada a todo o serviço que envolve as Provas de Aferição - serviço de secretariado, serviço de vigilâncias para efectivos e suplentes, serviço de coadjuvâncias e que abrange mesmo a correcção destas mesmas provas que estão a meter água a torto e a direito, deixando alguns alunos briosos do seu trabalho numa pilha de nervos quando os senhores professores resolvem não aderir à greve.

Estando eu convocada como suplente para as vigilâncias, eu posso aderir, ou não, a esta greve, segundo as minhas circunstâncias, as minhas convicções, os meus apetites, as minhas vontades, até segundo as minhas estratégias ou o que for, e posso, até diria, e devo, apenas entrar em greve se me chamarem para substituir alguém que está ou não a cumprir a greve. 

Imaginemos que um efectivo avisou os serviços administrativos ou a direcção que está a faltar porque está de diarreia súbita sentado numa sanita. Nesse caso, o suplente que não está disposto a fazer greve deve substituir o que está a sofrer de diarreia súbita, mas já não o deverá fazer se o vigilante efectivo está a faltar porque aderiu à greve. E, na falta de informações específicas sobre a falta de determinado docente, havendo uma greve marcada, os serviços devem presumir que o docente em falta está a cumprir a greve.

Agora vejamos o caso de hoje, passado com moi même, na escolinha. 

Hoje não necessitei de entrar em greve já que a prova de aferição foi bloqueada pela greve de dois professores coadjuvantes. E ponto final. Mas eu não faltei seja ao que for pois só faltaria, ou seja, só entraria em greve, no momento em que fosse chamada para substituir algum docente vigilante efectivo a sofrer de diarreia súbita ou a cumprir greve. O que não aconteceu.

Se por hipótese fosse dada a ordem de substituição de um docente em greve, neste último caso, enquanto delegada sindical, telefonaria de imediato para a GNR, para que estes pudessem levantar um auto e tomar conta da ocorrência - aproveitei ontem o meu furinho no horário para me deslocar ao posto da GNR no sentido de os colocar de sobreaviso para o caso de ser necessário... aliás eles já estão familiarizados com a coisa pois a coisa já aconteceu na Escola Secundária de Amarante e foi a grande confusão. 

Isto está bonito, está! Pois hoje foi-me dada ordem de saída da sala do secretariado porque, supostamente, eu estaria a fazer greve e, pelos vistos, qual docente com alguma doença infecto-contagiosa, o meu lugar não era ali... mas eu nem precisei de aderir a esta greve porque não foi necessário. Pelo caminho ainda fui ameaçada de levar com um processo disciplinar.

E estamos nisto. E isto está bonito, não está?


 
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