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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Aula Assistida - Versão Dois - CEF


Museu Guggenheim -Bilbau - País Basco
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Aula Assistida - Versão Dois - CEF

Se a primeira foi uma aula mais teórica, esta foi uma aula eminentemente prática. A turma foi exactamente a mesma, o meu CEF de Pastelaria e Padaria, do qual sou Directora de Turma, e convém frisar que esta opção foi da minha exclusiva vontade e decorreu de uma escolha minha e só minha.
Já escrevi muitas vezes neste blogue sobre a minha paixão pelo desafio, seja ele de que tipo for, o que faz de mim uma pessoa assim para o destemida, a amar coisas excessivas e tarefas espinhosas.
É o caso dos meus queridos alunos de CEF. Rejeitados por muitos, dos que sempre puderam escolher níveis e horários, vieram parar às minhas mãos de professora de quadro de zona, um ano aqui e outro ali. Recebi-os de braços abertos e tarimbei com eles, mas como tarimbei com eles! acumulando uma experiência e um Saber Fazer que só se adquire passando pelas situações, algumas quase inacreditáveis, que eu já tive de vivenciar ao longo da minha vida profissional. No meu último ano de ESA só à minha conta tive cinco turmas destas e levei-as todas a bom porto, sem precisar de consultas de psiquiatria.
Ok! Eu sei que sou resistente.
Ora como manter a minha coerência entre o afirmado, escrito, praticado agora que esta miserável avaliação de desempenho mais do que doente aterrou, obrigatória, sobre a minha cabeça?
Pois, Anabela Maria, terás aulas assistidas na tua turma de CEF, para que a bota encaixe na perdigota e para que ninguém ouse sequer pensar seja o que for.
Gosto da transparência. Aliás não é por acaso que não uso cortinas nas minhas janelas transparentes por onde entra a luz, por vezes a rodos, dos raios de Sol que me aquecem a alma.
E assim foi. Hoje foi tempo de ter a segunda e última aula assistida duma avaliação de desempenho que não reconheço como aceitável, por muitas e variadas razões já expostas neste blogue. A aula decorreu de forma absolutamente normal, tal e qualmente como a esmagadora das aulas por mim leccionadas, com os alunos a trabalharem respeitosa e ordeiramente em pequenos grupos previamente definidos, com acesso à Internet nos seus PCs. Trabalharam afincadamente e de forma responsável, todos a saberem o que tinham que fazer, não houve idas a sites indevidos, não houve escapadelas ao Face nem ao HI5 e todos iniciaram já as suas apresentações em PowerPoint, sobre os países que compõem a CPLP, que serão posteriormente publicadas numa página web pessoal que todos aprenderão a construir no Google Sites, no âmbito de TIC.
Quem diz que os alunos de CEF não trabalham? Vão-me desculpar, mas os meus têm de ser retirados desse filme. E eu como professora também.

Nota - Parabéns alunos meus. Garanto-vos que se comportaram bem melhor do que muitos professores em formação prática.
Beijinhos!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Professora em Avaliação - Aula Assistida


Caminhada em Frente Sobre Areia - Praia da Amoreira - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Professora em Avaliação - Aula Assistida

Foi hoje ao último tempo da manhã. A turma escolhida para a minha aula assistida foi a minha direcção de turma, uma turma de CEF, alunos por quem eu nutro um amor assolapado, pelo desafio colocado, ano após ano. Já as tive, às turmas, do piorio, assim-assim, com dias assim e dias assado, já as tive não diferentes das turmas ditas normais, enfim, já tive de tudo um pouco, mais heterogéneas e mais homogéneas
A deste ano não é uma turma particularmente difícil, tem evoluído positivamente desde o primeiro dia de aulas, já levaram chás de 90 minutos, dados por mim, e saíram a agradecer os ditos, porque, segundo eles, foram muito produtivos. Assim se cresce, assim se aprende a Ser e a Estar e esta aprendizagem é uma aprendizagem contínua, que não pára nunca e que é posta à prova em cada situação nova, quantas vezes inesperada, que nos aparece ao longo das nossas vidas, das vidas de cada um de nós, porque aqui não há ninguém especial.
A aula estava meticulosamente preparada, tal como todas as outras, da aula de apresentação até à aula de despedida, da primeira aula do 7º ano até à última aula do 9º.
É assim que eu trabalho, é assim que eu sei ser.
A planificação foi integralmente cumprida, tudo a bater certinho, competências específicas todas desenvolvidas sem falhas, objectivos integralmente cumpridos, conceitos novos explorados, as estratégias pedagógicas todas cumpridas, ou não fosse uma aula já testada em muitas outras turmas antes desta, turmas igualmente de CEF.
Toda a aula é da minha autoria, não esquecer que nós, professores dos CEF, trabalhamos sem rede, isto é, sem manuais, e não há ali copy-past, que eu abomino o dito, desde a estrutura do PowerPoint, ao design, às fotografias da minha autoria, aos textos por mim criados, às citações por mim escolhidas criteriosamente. E os alunos completamente controlados, ou eu não fosse a professora coronel! Mas sempre sempre de sorriso na cara e de gargalhada fácil.
Hoje não consegui deixar de me recordar do Manuel, o meu aluno bombeiro hiperactivo carpinteiro que um dia, depois da minha primeira aula do ano, leccionada em PowerPoint, me perguntou se todas as minhas aulas seriam assim e que à minha pergunta do porquê da questão me respondeu todo lampeiro "é que se forem eu nunca vou faltar às suas aulas".
Pois os meus alunos adoraram a aula. Disseram mesmo que foi a que mais gostaram até hoje. Sorte a minha, que foi uma das aulas avaliadas. Mas presumo que outras virão de que ainda gostarão mais... aguardem as aulas do módulo de Património... ai ai ai... tenho a certeza de que as vão amar, tanto quanto eu o amo e que acabarão o módulo sentindo um respeito imenso pelo Património Local.
Posto isto, como avalio a minha aula assistida, eu pondo-me do lado de lá, na pele da avaliadora?
Pois numa escala de zero a 20 teria de me dar 20 ... uma vez que não há 25.
Sim, eu sei, há quem confunda franqueza e honestidade com arrogância e petulância e mesmo com exibicionismo. Mas são os riscos que se correm. É a vida. E a vida assim vivida tem uma grande vantagem pois afastamos as pessoas lixo de nós, afastamos aquelas que não nos interessam de todo mas é que nem para companhia num carrocel, muito menos num circo, neste caso no circo da vida.
Posto isto, continuo contra a avaliação de desempenho doente? Mas é claro. A minha opinião sobre ela não mudou nem um milímetro. Burrocrática como o raio que a parta, prejudica o trabalho nas Escolas, retirando energias que deveriam ser canalizadas para os alunos.
Quando é a próxima greve? Quando é a próxima manif?
E sim, continuarei a zurzir contra ela, porque ela é mesmo doente de tão burrocrática.
E o que aprendi hoje, enquanto docente, enquanto ser humano, durante a minha aula assistida? Pois aprendi zero. Assim sendo para que é que ela me serviu? Para rigorosamente nada.
Entretanto consumi recursos ao país e perdi tempo a tirar fotocópias da planificação do módulo, da aula, da apresentação em PowerPoint utilizada e da ficha formativa distribuída por cada um deles. Porca miséria!

Nota 1 - Estava a pensar ir fazer uma permanente, quiçá pintar o cabelo de cenoura, fazer uma massagem de relaxamento, talvez pintar a unhata de vermelho e colocar nos pés uns tacões... mas... que sequilhe, não tive tempo, nem por ser dona do Aquacool e ter tudo isto de borla!

Nota 2 - Pena que não tenhas conseguido ir, Gabriel. Sei que terias gostado particularmente desta aula sobre Lusofonia pois o tema, sei-o bem, é bem caro para ti...

Nota 3 - Assim comprovo perante os meus pares, e os meus ímpares também, que o que me move contra este modelo de avaliação não é o não querer ser avaliada de todo. Porque uma coisa é ser avaliada seriamente, com um modelo simples, eficaz e escorreito, outra é ser avaliada por esta coisa engendrada por gente incompetente que não sabe o que anda a fazer. Avaliados e avaliadores a concorrerem às mesmas quotas?????!!!! Mas onde já se viu semelhante idiotice?

Nota 4 - Propositadamente deixada para o fim - Obrigada, alunos meus! Portaram-se como uns/umas cavalheiros(as)... eheheh
 
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