sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Pandemia - PM - Propaganda - Demagogia - Transição Digital


Pandemia - PM - Propaganda - Demagogia - Transição Digital

A entrevista datada de 11 de Março de dois mil e vinte reza o seguinte, mesmo no final:

"E por isso assumimos um objectivo muito claro. Nós vamos iniciar o próximo ano lectivo assegurando o acesso universal à rede e aos equipamentos a todos os alunos do ensino básico e secundário."

Não acredita?

Sente-se. Ponha o som no máximo para escutar bem. Vou dar-lhe a oportunidade de escutar as palavras, de viva voz, proferidas pelo "nosso" primeiro. Para isso basta clicar aqui

Pandemia - Foi Você que Pediu 15 Dias de Paragem Lectiva?!


Pandemia - Foi Você que Pediu 15 Dias de Paragem Lectiva?

Apanhada de surpresa com a comunicação de um primeiro ministro e um ministro da educação à deriva, infelizmente os do meu país, que me impedem durante os próximos 15 dias de prosseguir qualquer trabalho com os meus alunos, arrisco pensar, num misto de incredulidade e estupefacção, que se passa qualquer coisa de grave dentro das suas cabeças.

Para que é que os professores, nas escolas, estiveram com a trabalheira de preparar uma escola a três modalidades, a saber, uma totalmente presencial, uma mista e uma à distância, se o governo tirou agora uma quarta da cartola e que é "Pára tudo", mas Pára tudo mesmo!!!, durante quinze dias?

Não entendo. A não ser para que não lhes estoure nas mãos a bombástica informação que já parece começar a furar o bloqueio informativo e que é o facto de, em muitos agrupamentos - o meu - ou escolas não agrupadas deste país, estarmos exactamente no ponto em que estávamos em Março de 2020 em termos de novas tecnologias.

Só que, nos entrentantos e mais uma vez, esqueceram-se dos que estão em semestralidade. 

Vamos imaginar que voltamos às aulas ao fim destes 15 dias - presenciais, esqueçam!, - isso quererá dizer que eu volto às aulas com os alunos apenas para uma semana antes da paragem para as reuniões de avaliação, onde me será impossível operacionalizar o trabalho já delineado no âmbito da Autonomia e Flexibilidade Curricular, alinhavado já entre nós - alunos e docentes - e terminar os programas, coisa que faria, nas calmas, se o meu patrão não me tivesse dado ordens expressas para não trabalhar durante os próximos 15 dias com os meus alunos. Na minha disciplina, quinze dias sem aulas representam 10 tempos de 50 minutos cada um, 500 minutos no total o que é deveras significativo.

De notar que, sendo a minha disciplina de História semestral, farei as avaliações finais dos alunos durante a semana de 15 a 19 de Fevereiro... mas a minha tutela quer lá saber disto para alguma coisa!!!! 

Mais uma vez, actuam sem qualquer respeito pelos alunos, professores, comunidades educativas. Sem vislumbrarmos a dita e prometida capacitação tecnológica não sei o quê das Escolas do Século XXI, faríamos exactamente o que foi feito em Março que até computadores fixos fomos buscar às salas de aulas do meu agrupamento que foram colocados nas casas dos nossos alunos com acesso à rede para não deixar ninguém para trás!

E depois, têm a desfaçatez de encherem a boca com os pobrezinhos para a frente e para trás!

Ou seja, somos governados por incompetentes que nos prejudicam a todos por não terem feito o trabalho de casa que, sublinho, foi marcado por eles a eles próprios!

Aldrabões! Cobardes!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Dia 7 - (De Uma Espécie de Confinamento)


Dia 7 - (De Uma Espécie de Confinamento)

Não, não me considero um génio, apenas sou pessoas atenta e que reflecte um pouco sobre o que vai vendo à sua volta. 

Em 18 de Setembro escrevi um post premonitório:

Previsões de Uma Reles Professora 

A reabertura das escolas portuguesas, numa fase de crescimento exponencial da pandemia, sem se ensaiar sequer uma reabertura faseada, ensaiando assim as possíveis e previsíveis consequências, sem qualquer testagem a toda a população escolar, apanhando assim precocemente os assintomáticos antes de os lançar para dentro dos portões das escolas, sem se acautelarem todas as medidas de distanciamento social, e restantes, que de resto os peritos na matéria aconselham, dentro dos estabelecimentos escolares, vai dar m€%&@.

E não adianta as reportagens andarem a passar imagens de salas de aula fofinhas e xpto, que são a excepção neste país e não são a regra.

Sim, há já reportagens a começarem a aparecer que parecem furar o bloqueio psicológico, encantamento... sei lá eu, de um país que se quer mostrar como acautelado e controlado quando esse país não corresponde minimamente à realidade.

Mas o SARS-CoV2 é real. E fará sempre o caminho que nós lhe abrirmos para fazer.

(...)

Pandemia e Escolas


Pandemia e Escolas

Hoje recebi com espanto a decisão do governo do meu país de encerrar totalmente as escolas durante os próximos 15 dias, período em que toda a actividade lectiva e não lectiva estará suspensa. Confesso que não estava à espera de semelhante decisão e como estou convicta que o problema não estará resolvido ao fim de 15 dias de confinamento geral, aguardarei as novidades emanadas dos trampolineiros que hoje dizem uma coisa e amanhã dizem outra.

A mais gira foi a que diz respeito aos ATL. Os ATL fecham, anteontem, os ATLs abrem, ontem, os ATLs fecham, amanhã.

Navegamos, pois, à vista.

Por último, recupero o que escrevi em Outubro.

TERÇA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2020

Como Baixar Números de COVID-19 nas Escolas?


Como Baixar Números de COVID-19 nas Escolas?

Muito fácil. Não mandar testar absolutamente ninguém perante um caso positivo. É que perante uma turma de vinte ou trinta vá que apanhávamos uns quantos assintomáticos?!

Ora!!! Os números já estão maus que cheguem, não vos parece?

E assim a doença vai progredindo, insidiosa, de assintomático a assintomático já que também ninguém vai para quarentena, até que... pois, até que apanha gente pelo caminho que até pode mesmo ficar pelo caminho. 

Mas isso são outras histórias que nem interessam nada a esta Professora de História. Ou interessarão?

É triste, digo-vos eu! É triste que o testar, testar, testar só exista como slogan que não tem correspondência na vida real.

SÁBADO, 24 DE OUTUBRO DE 2020

Pandemia - Previsões de Uma Reles Professora


Pandemia - Previsões de Uma Reles Professora

Estamos no meio do mar revolto. E ainda a procissão vai no adro.

Depois de um início de ano lectivo só aparentemente calmo, que se seguiu a uma preparação do mesmo no mínimo atabalhoada, sem se acautelarem distanciamentos e outras coisas que tais, com mensagens políticas bipolares e contraditórias entre si - hoje mesmo, no dia em que se batem máximos de pessoas infectadas são permitidos casamentos com dezenas de pessoas e a assistência de quase 30 mil pessoas no Grande Prémio de Fórmula 1 - com ausência de rastreios para detectar assintomáticos, ausência de testagem para contactos de positivos, demora exagerada na obtenção de resultados... e o mais que está a acontecer e inúmeras vezes por aqui foi denunciado, os políticos deste país estavam à espera de quê?

Que os resultados fossem outros? Que o estuporado do SARS-CoV 2 zarpasse para outras paragens... quiçá para uma praia deserta onde não incomodasse pessoa alguma?

Atendendo a que hoje estamos como estamos, as minhas previsões para os próximos tempos são que as escolas, pelo menos nas regiões onde os casos se multiplicam como cogumelos em dias húmidos de Outono, entrarão em teletrabalho, de forma mista ou total, não tardará muito tempo, sendo que esta será apenas uma questão de dias, de poucas semanas, talvez.

Prevejo que, o que eu não queria mesmo mesmo que acontecesse, e que tudo continuo a fazer no que de mim depende para que não aconteça, vá, infelizmente, acontecer.

Senhores Professores, é melhor começarem a mentalizar-se - Quem vai mandar por uns tempos vai ser o estuporado SARS-CoV2.

JN - Fecha Tudo

 

JN - Fecha Tudo

Eu disse que, se o deixássemos, quem mandaria, em última instância, seria o SARS-CoV-2.

Já manda. E não resolveremos esta tragédia tão cedo.

Encerra Tudo Covid-19: Governo decide encerrar de todas as escolas a partir de sexta-feira


Encerra Tudo

A crer na notícia, difundida há pouco pela Agência Lusa, encerram todas as escolas e já a partir de sexta-feira.  É o que dá esticar a corda até ao insuportável. 

Covid-19: Governo decide encerrar de todas as escolas a partir de sexta-feira


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Dia 6 (De Uma Espécie de Confinamento)




Dia 6 (De Uma Espécie de Confinamento) 

Trágico.

Encerrem as Escolas, Porra!


Encerrem as Escolas, Porra!

Em dia em que as vozes já clamam praticamente em uníssono exigindo o imediato fecho das escolas, face à situação inacreditável a que já chegamos, recordo que o primeiro ministro deste desgraçado país continua em negação.

A História deste momento trágico vai-se fazer mais tarde e vai ficar para todo o sempre a memória de um primeiro ministro, um ministro da educação, uma ministra da saúde e um presidente da república, para além de todos os outros, que nos trouxeram aqui, a este exacto ponto de uma infelicidade inacreditável, em que nos encontramos.

Nós, portugueses, não somos decisores políticos. Dos políticos esperamos medidas à altura do momento, por mais complicado que ele seja e bem sei que o é. Mas dos políticos, espera-se, principalmente em momentos trágicos, que estejam à altura e sejam os nossos faróis a orientar-nos 

Ontem falava aos meus alunos que eles e eu, todos nós, vamos ver, nos próximos dias, imagens a entrar-nos pelas nossas casas dentro, através da televisão, que até aqui julgávamos inimagináveis, excepto se sofrêssemos as consequências de uma guerra ou uma qualquer catástrofe particularmente catastrófica. Tenho quase 60 anos... imaginava ser poupada a este tsunami que consome por dentro Homens e Mulheres que labutam muito para além dos seus horários, por certo em enorme sofrimento psicológico e físico também... e que podia, e devia!, ser evitado, não fora a teimosia obstinada de um primeiro-ministro e de um ministro da educação incompetentes porque, decididamente, não estão à altura do cargo que ocupam.

E recordo o que escrevi no passado dia dia 7 de Janeiro, em post intitulado "Covid-19 - A Narrativa Oficial" 

E a narrativa oficial que foi sendo construída desde Setembro, passo a passo, paulatinamente, decorrente da pouquíssima testagem entre a população que habita as escolas, dá já frutos num esgrimir de argumentos bacocos: “Não foi pelas escolas que chegámos a esta situação”. Directores aplaudem confinamento sem fecho de escolas.  

Só que foi, só que também foi. Foi pelas escolas, pelos transportes públicos, pelos cafés, pelas ruas e pelas praças, pelas casas das pessoas, pelos locais de trabalho mais variados... e por tudo o mais que acarreta contacto social, terreno aproveitado exemplarmente pelo SARS-CoV-2 para se propagar.   

Com sintomas ou sem eles, a COVID-19 circula entre nós, não detectada pela falta de testagem preventiva ou mesmo já reactiva a um ou outro caso que, por este ou aquele motivo, é apanhado na rede, ajudando a engrossar o tsunami de doença declarada e por declarar sendo para mim muito claro que os números avassaladores que vamos conhecendo ficarão sempre aquém da realidade nua e crua dos números reais que, provavelmente, nunca conheceremos.  

Mas a sério que acreditam que as escolas portuguesas são um reduto securitário relativamente à propagação da doença?!!  

Ora porra! Sugiro então que organizem as actividades todas à imagem e semelhança da maioria das escolas portuguesas e coloquem 20 ou 30 pessoas dentro de salas com 30 ou 40 metros quadrados, encostadinhas duas a duas em muitos casos, dêem-lhes máscaras comunitárias... e esperem por milagres.... sim?  

Nota - Estamos agora nas mãos do SARS-CoV-2 e à sua mercê. E temo bem que, pela inacção assertiva e atempada de quem tem responsabilidades governativas neste país, acabemos de novo confinados... e espantados com as imagens que receberemos da tragédia que acometerá os hospitais portugueses.  

Mas pode ser que eu me engane... oxalá!

Recordo ainda o post escrito em 21 de Novembro de 2020, intitulado Narrativa Ficcional Construída para Burro Ver 

"O Ministério da Saúde esclarece, por isso, que os surtos nas creches, escolas, universidade, no setor público e privado, são 68: três no Norte, 11 no Centro, 50 em Lisboa e Vale do Tejo, dois no Alentejo e dois no Algarve."  

Como acreditar em números destes se me encontro a viver em concelho pintado a vermelho rubro, do mais rubro que pode existir em termos de todo o país no que a COVID-19 diz respeito... e se só a nível local os surtos em escolas de que tenho conhecimento são mais do que três?  

Mas alguém no seu perfeito juízo considera isto sério?!

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

S.TO.P - Covid19: Sondagem aos Profissionais de Educação


S.TO.P - Covid19: Sondagem aos Profissionais de Educação

Hoje iniciamos uma sondagem pública dirigida a todos os Profissionais de Educação (pessoal docente e não docente).  A sondagem terminará dia 24 de janeiro (inclusive). 

Relembramos que a participação e o resultado da sondagem (bem como outras formas de auscultação) serão importantes para DECIDIR a necessidade de salvaguardar a saúde pública em cada escola.  

Caso seja necessário, o S.TO.P. está preparado para efetivar uma Greve (direito inalterado durante o Estado de Emergência), de forma a proceder de acordo com os superiores interesses de todos os que trabalham e estudam, bem como de toda a população:  

JUNTOS DECIDIMOS e SOMOS + FORTES

Responde aqui.

Ou aqui - https://sindicatostop.pt/covid19-sondagem-aos-profissionais-de-educacao-2/?fbclid=IwAR0-4qAEf8BksGW1D-22wz0e40XU34RK4NoW_cvSgmFbKXWDCuoM30k4sZ8

Dia 5 (De Uma Espécie de Confinamento)


Dia 4 (De Uma Espécie de Confinamento) 

Escutar a ministra da saúde, hoje, na Assembleia da República, em apelo lancinante e de voz tremelicante, a pedir "Por favor, ajudem-nos!" e escutar o primeiro-ministro deste país, teimosamente, a continuar a afirmar "tudo farei para manter as escolas abertas" é de doidos, de gente que ensandeceu, que está, por certo, em negação quando sabemos que a responsabilidade política é deles, que as decisões políticas pelas quais nos regemos também são deles e que, quando erram, só têm mais é que corrigir as trajectórias e o mais rápido possível já que no outro prato da balança estão pessoas a morrer. 

Manter as escolas teimosamente abertas quando em termos sanitários elas se degradam a cada dia que passa, quando os hospitais portugueses já dão mostras de poderem colapsar, e quando as escolas fazem movimentar um quarto da população portuguesa é simplesmente criminoso porque a factura vai chegar em conta alta de mortos.

E escusam de nos acusar a todos de irresponsabilidade. Nem todos somos irresponsáveis, nem todos somos desmiolados.

Como paramos um país com 2,5 milhões de pessoas de um lado para o outro?!!! Dizem-me?!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Dia 4 (De Uma Espécie de Confinamento)

Dados retirados da DGS

Dia 4 (De Uma Espécie de Confinamento) 

Confesso-me a cada dia que passa mais esgotada ao escutar tantos médicos internistas, epidemiologistas, virologistas, secundados por matemáticos, a apelarem ao confinamento total, tal como o tivemos em Março, no mínimo. Escolas incluídas, portanto. E já iríamos tarde...

Mas, confesso-me ainda mais esgotada por ver um primeiro-ministro teimosamente em negação, em negação, em negação, teimosamente em negação. 

Nem imagino o que se passa dentro dos hospitais portugueses por estes dias, muito embora o vá percepcionando aqui e ali, via depoimentos que raiam já o aflito. 

Entretanto, encontrei hoje a minha cidade mais aquietada de gente, nem tanto de trânsito automóvel, e encontrei a mesmíssima situação, desde Setembro, nas imediações das escolas.

Quanto ao risco de contágio, tal como previ, estamos no vermelho sangue e em risco extremamente elevado e mais do que isto não há.

Quanto às escolas, repita comigo - Nas escolas não há COVID! 

Quatro semanas sem escola. É mais do que urgente

Fechar tudo: Ordem diz que “médicos já não conseguem salvar todas as vidas”

COVID-19: Jovens dos 18 aos 24 anos são grupo com maior incidência de infeção

Covid-19: Especialista considera que fecho das escolas "seria a medida mais forte de saúde pública"

COVID-19: Portugal com novo recorde de óbitos diários. Mais 167 mortos e 6.702 infetados em 24 horas

COVID-19: Portugal é o país com maior número de novos casos por milhão de habitantes

“Só estamos a adiar o inevitável, o fecho das escolas”, diz epidemiologista Carmo Gomes

Manuel Carmo Gomes: “São urgentes medidas restritivas, houvesse variante ou não”

domingo, 17 de janeiro de 2021

Dia 3 (De Uma Espécie de Confinamento)

GNR em Acção ao Terceiro Dia de Confinamento - S. Gonçalo
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Informação retirada daqui.

Dia 3 (De Uma Espécie de Confinamento)

Descobri as horas em que é possível percorrer a minha cidade aquietada e será a essas que preferencialmente a percorrerei, longe de tudo e de todos, e sempre de máscara... pois claro!

Entretanto, hoje, em dia de péssimas notícias, vi a GNR em acção. Graças aos deuses, né?! Eles existem! Tomara que comecem a patrulhar o exterior/arrabalde das escolas...

Covid-19. Portugal é o 2.º país do mundo com mais novos casos e o 1.º da União Europeia

sábado, 16 de janeiro de 2021

Pandemia - Em Defesa de Um Verdadeiro Confinamento

Cartoon retirado daqui.

Pandemia - Em Defesa de Um Verdadeiro Confinamento 

A palavra a quem está no terreno.

E já vamos tarde, digo eu.

Dia 2 (De Uma Espécie de Confinamento)


Dia 2 (De Uma Espécie de Confinamento) 

E a minha cidade só se aquietou pela hora de almoço, como tem sido habitual em concelho que alterna entre risco muito elevado e risco extremamente elevado.
Pela rua escuto os mesmos comentários de estupefacção com esta espécie de confinamento que, no dizer de muitos, não resultará tão cedo em alívio da extrema pressão que já se faz sentir em muitos hospitais portugueses.
Hoje, de manhã, mantive rotinas já velhas em passeio higiénico diário, sozinha mas sempre de máscara, pelas ruas da minha cidade, hoje apenas com direito a um café e pão em regime de take-away enquanto registava os aglomerados de pessoas aqui e ali, conversando pacatamente ao sol, nem sempre com máscara colocada, e o imenso trânsito automóvel que se fazia sentir para dia de confinamento "geral".
Mais uma vez, nem sinais de GNR, de PSP, enfim, nem sinais de fiscalização.
E assim vamos, e assim estamos.

Entretanto, hoje, há mais 10 947 de pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2. De notar que aos sábados a capacidade de testagem é mais diminuta.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Dia 1 (De Uma Espécie de Confinamento)


Dia 1 (De Uma Espécie de Confinamento)

Hoje recordei o silêncio espampanante que se abateu sobre a minha cidade, em Março, mesmo antes de entrar em vigor o confinamento geral decretado pelo governo deste país - silêncio de veículos, silêncio de gente, a cidade fantasma que jamais esquecerei e que me entrou olhos adentro nas raríssimas vezes em que a ela me desloquei, confinada que estive em terras de Aboboreira.

Hoje, ao percorrê-la de lés a lés, em passeio para esticar as pernas, confesso que não lhe notei grande diferença se atender ao movimento dos últimos dias ou das últimas semanas, a não ser no fecho das lojas dos desgraçados de sempre que, fechando durante o primeiro confinamento voltam a repetir a dose.

Hoje, ao verificar um movimento pouco menos do que normal na minha cidade, ao verificar as mesmas pessoas amontoadas, tantas sem máscara, ao verificar os mesmos exactos grupos de jovens todos juntinhos, a falar, a comer e a fumar, com as cabecinhas todas encostadinhas uns aos outros, pelos arrabaldes da minha escola, e nem sombra da GNR que mora ali a dois passos, confesso-vos que fiquei bem mais preocupada do que já estava ontem relativamente à situação sanitária deste país.

E isto vai doer.

Dizem Que É Uma Espécie de Confinamento


Dizem Que É Uma Espécie de Confinamento 

Sem comentários.

Quase 2,5 milhões vão continuar a circular para chegar às escolas


quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

A Novela (Rasca) dos Testes (Rápidos e/ou Lentos) nas Escolas



A Novela (Rasca) dos Testes (Rápidos e/ou Lentos) nas Escolas

Covid-19: testes rápidos vão ser usados para surtos em escolas e lares

26 de Outubro de 2020

O primeiro-ministro anunciou que os estabelecimentos vão ter uma "campanha permanente de testes" rápidos.

14 de Janeiro de 2021

São os mesmos, certo? 

E darei novas no dia em que vir um teste rápido ou lento á minha frente, inserido numa qualquer campanha de testes para identificar precocemente a doença dentro da comunidade educativa. 

Entretanto, continue a repetir comigo: 

- Nas Escolas não há COVID!

- Nas Escolas não há COVID!

- Nas Escolas não há COVID!

...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Estamos On

 

Estamos on - Recortes televisivos
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Estamos On

Confesso que gosto especialmente das 5 pessoas por 100m2, por exemplo na mercearia.
E reconheço que adoro que me lembrem constantemente de uma regra simples - distanciamento social - que é sistematicamente violada nas escolas portuguesas, dentro das salas de aula e fora delas também.
Mas um must mesmo vai ser eu sair de casa com o meu cara metade, da casa onde ambos vivemos, para o nosso esticar de pernas diário, sem poder caminhar ao seu lado. Já lhe disse.... eu vou à frente, por múltiplas razões - é que sou menina e, deste modo, ele encarrega-se da minha segurança.

Estou descansada! As regras fazem todo o sentido.

Estamos ON

 


Estamos ON

Certo?

Segundo Confinamento - Dever de Recolhimento Obrigatório


Segundo Confinamento - Dever de Recolhimento Obrigatório

E já cá estamos. O momento é grave. Que toda a gente se convença que tem mesmo de fazer a sua parte.

Quanto às escolas, estas vão continuar abertas. Valham-nos os deuses todos que vamos ter uma agonia lenta. E vamos ver o que não gostaríamos em imagens saídas dos hospitais.

A decisão é política e é esta. E é a esta que este governo ficará vinculado para todo o sempre. Não me agrada. E não porque queira regressar ao ensino à distância mas porque tenho escutado os apelos dos médicos que estão a bater com os costados nos hospitais desde Março às voltas com esta pandemia.

Isto vai deixar sequelas e não serão pequenas. E penso que estamos a perder tempo.

Pode acompanhar a conferência de imprensa em directo clicando aqui.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

A Palavra (incompetente) ao Ministro da Educação Mohammed Saeed al-Sahhaf


A Palavra (Incompetente) ao Ministro da Educação Mohammed Saeed al-Sahhaf

O ministro da Educação ou anda desaparecido ou sai a terreiro com um discurso que apenas o aproxima de uma personagem que se celebrizou por não reconhecer o que já estava a acontecer - Bagdad era invadida em directo, literalmente nas suas costas e Mohammed Saeed al-Sahhaf continuava em completa negação para as câmaras de televisão.

O ministro cientista português da Educação também se encontra em negação perante um país a arder também pela incompetência do seu desempenho e perante a incompetência do desempenho do governo de que faz parte.

Algum jornalista que lhe pergunte sff onde estão os computadores que ficaram de chegar para alunos e professores até ao final do 1.º período.

E que me pergunte o que mudou desde Março de 2020 e desde o primeiro confinamento, em que até a computadores fixos das salas de aula recorremos para manter os alunos mais desprotegidos à tona, até ao dia de hoje, dia 12 de Janeiro de 2020 e eu respondo - NADA! 

A isto eu chamo incompetência. Incompetència na palavra e incompetência no acto de quem enche a boca com um discurso completamente bacoco pois não tem correspondência na vida real.

Escola Digital: Ministério garante entrega de computadores até final do 1º período. Escolas alertam para “expectativas das famílias”

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Um Governo Incompetente no País do Faz de Conta


O Governo Incompetente no País do Faz de Conta

É o nosso. E com lata suficiente para dizer a cada um de nós "Seja um agente de saúde pública".

As normas que aqui partilho em desenho lindo para todos perceberem, e incorporarem, não estão a ser cumpridas na maioria das escolas portuguesas, nomeadamente na minha escola. 

Mais, temo que, depois do recebimento das recomendações do basta arejar as salas nos intervalos emanadas da mesma DGS que elaborou tão belos cartazes que ainda se mantêm no seu site e exactamente no maior pico de disseminação da doença em Portugal, os surtos da doença com múltiplos casos a acontecerem nas turmas vão aumentar, quiçá disparar. 

É que ninguém está seguro a 100% mesmo se usas máscaras xpto, que os alunos nem usam, e desinfectas as mãos quinhentas mil vezes ao dia e és cuidadoso/a como o raio que te parta.

Agora, quando a tua entidade patronal te obriga a relaxar no distanciamento social, que não é de todo cumprido em sala de aula e somas a este dado o facto da tua entidade patronal te obrigar ao relaxamento no arejamento adequado dos espaços e tu sabes que, por este somatório de condicionantes, estás a contribuir para o aparecimento de surtos descontrolados de COVID-19... é caso para parar para pensar e pensar... mas que raio de país é este? 

E, aqui chegados, assim estamos, rodeados da possibilidade real de nos infectarmos, complicando a situação dramática em que já estamos muito por culpa de tão incompetente governo que vive da propaganda.

Ora porra!

domingo, 10 de janeiro de 2021

Repita Comigo - Nas Escolas (Quase) Não Há COVID


Repita Comigo - Nas Escolas (Quase, Quase, Quase) Não Há COVID
 

A narrativa oficial, as escolas são locais seguros em termos de COVID-19 - foi sendo montada durante todo o primeiro período pelos governantes deste país com a ajuda das direcções das escolas, até com a ajuda de muitos professores que por lá trabalham, contou também com a ajuda de muitas entidades de saúde, propositadamente ou talvez não e, não esquecer, contou com a preciosa ajuda de muita comunicação social que não procurou ver para além da névoa espalhada a torto e a direito neste belo rectângulo à beira-mar plantado e se limitou a difundir a narrativa oficial sem procurar ver para além do que estava iluminado pelos holofotes.

Bem sei, o confinamento e o ensino à distância foi traumático e deixou mazelas em muitos de nós que, de longe, preferimos o ensino presencial ao ensino à distância. Mas a verdade é que, pelo menos alguns de nós, conseguimos ver bastante claramente o que estava a ser feito, isto para além do imediatismo da beleza dos baixos números de infectados por SARS-CoV-2 apresentados por tantas e tantas escolas deste país.

Confesso que enquanto uns se regozijavam dos baixos números de contágio apresentados pela generalidade das escolas portuguesas eu questionava-me sobre quanta da população escolar foi testada.

Porque, se tens um caso positivo de COVID-19 numa dada turma, manda o mais elementar bom senso testar quem está à sua volta, até a turma toda, digo eu, e até mesmo estender essa testagem aos contactos deste pessoal para assim tentar apanhar assintomáticos, isolá-los precocemente e assim quebrar cadeias de contágio silenciosas como o raio que as parta.

Ora não foi isso que vi por aqui. Sem saber números, que estão no segredo dos deuses, atrevo-me a dizer que a falta de testagem, em meio escolar, foi atroz e que muito gostaria eu de saber quantos testes foram realizados no total e qual a percentagem de positividade dos mesmos, sabendo nós, pelo menos os que estão mais atentos, que os mais novos são frequentemente portadores e transmissores da doença sem nunca apresentarem qualquer sintoma da mesma.

Assim, não detectando, não isolando precocemente, não rompendo cadeiras de contágio que foram minando silenciosamente entre nós... estavam à espera de quê?

Eu, confesso, não tenho qualquer peso na consciência porque tudo fiz para não chegar aqui, a estes números horrendos que só nos podem deixar a todos aflitos já que, com extremos cuidados ou sem eles, a verdade é que qualquer um de nós pode, a qualquer momento, precisar de assistência hospitalar urgente para se safar com vida de um qualquer imprevisto sanitário. 

Entretanto, os nossos governantes insistem na história da Carochinha como se as escolas portuguesas fossem um oásis paradisíaco no meio de um horrendo deserto que é a sociedade em geral:

Ensino presencial "não é uma teimosia", defende Governo

E lá por fora, os ignorantes atrevidos, andam parvinhos:

Britânicos e alemães põem as escolas sob suspeita na transmissão da covid-19

Agora, se eu penso que podíamos ter evitado um novo confinamento geral? Penso.

Mas, magnífico!!!... salvamos o Natal!!!!

E agora, se eu penso que confinaremos? Penso. 

Mais cedo ou mais tarde, assim ou assado, no todo ou em parte, com a dor toda aplicada de uma vez ou dilatada no tempo, em qualquer dos casos com insuportável dor.

Confinamento com Escolas Abertas?


Confinamento com Escolas Abertas?

A sério?! E com 10 mil casos de novas infecções por dia?! E com a variante inglesa à solta por aí?

Vou ali e já venho.

"As escolas são um factor de risco"

Henrique Oliveira

sábado, 9 de janeiro de 2021

A COVID-19 e as Escolas - A Palavra, Irónica, a Paulo Guinote

 


A COVID-19 e as Escolas - A Palavra, Irónica, a Paulo Guinote 

Irónica e lúcida.

"Na semana que vai terminando chegou-se conclusões interessantes acerca da forma de propagação do vírus. Ele não é sensível ao tempo (não reconhece o Natal ou o Ano Novo, entrando por eles adentro sem cerimónias), mas é sensível ao espaço (reconhece os portões das escolas e fica do lado de fora, porque não trouxe cartão)."

E eu acrescento que somos os verdadeiros guerreiros da saúde contra o coronavírus e que o melhor que os nossos governantes têm a fazer é ordenar, de imediato, que todas as actividades económicas se reorganizem segundo a nossa lógica guerreira de combate descomunal ao coronavírus e que parem, imediatamente!, de decretar confinamentos pois a solução está já encontrada.

Assim, vamos lá abandonar o entra só uma ou duas pessoas de cada vez em lojas super amplas e em onde restringem a entrada do pessoal ao máximo, já que o segredo é, para uma sala de 40 metros quadrados, enfiar... vá lá... 25 pessoas, encostadinhas duas a duas, muito importante, com máscara!, por períodos de 100 ou de 200 minutos seguidos, para depois fazer um intervalo de 10 e, nesses 10, fazer um arejamento e renovação do ar que até dói de tão espectacular que é, e voltar a fechar tudinho até ao toque de saída final.

Ora porra! Nem sei para que é que as bibliotecas nas escolas e as salas ocupadas pelos membros das direcções têm um limite tão curto de pessoas (2 ou 3) que lá podem entrar/estar em simultâneo!

Pois se nas salas de aula é que se combate o coronavírus...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Ainda a Importância do Arejamento das Salas (de Aula) - A Palavra a Graça Freitas


Ainda a Importância do Arejamento das Salas (de Aula) - A Palavra a Graça Freitas

Aqui deixo o convite à dr.ª Graça Freitas para que se feche dentro de uma exígua sala de aula juntamente com 20, 25 ou 30 alunos lá dentro a fazer-lhe companhia, todos de máscara, bem entendido, quase todos encostadinhos uns aos outros e que dê uma aula seguidinha de 100 minutos e que depois saia a correr dessa sala de aula e entre numa outra, sem qualquer intervalo pelo meio porque temos apenas o tempo necessário para a mudança do professor, e dê mais uma aulinha de 100 minutos, agora em salinha toda fechadinha durante 200 minutos.

E depois que saia, depois de abrir e "arejar" por 10 minutos, em hora de lanche, a sala que continuará ocupada até ao toque de saída ao fim da manhã ou da tarde.

Pois, a palavra tem que condizer com o acto. E se a sr.ª dr.ª está tão segura de que foi contagiada por ter estado em local não ventilado com uma sua colaboradora que estava infectada... a que propósito acha que nós, professores e alunos, aguentaremos os embates do SARS-CoV-2 em salas que basta ventilar durante os intervalos?! E quais intervalos, senhora doutora?!

Venha! Com sorte quiçá será apanhada pela nova estirpe inglesa, a tal que se transmite muito bem entre os mais jovens e acumulará uma reiinfecção!

Ora bolas! Que desnorte!

O Arejamento das Salas de Aula, a Pandemia Descontrolada, as Orientações da DGS/DGESTE e os Horários Escolares


O Arejamento das Salas de Aula, a Pandemia Descontrolada, as Orientações da DGS/DGESTE e os Horários Escolares

E, em dia em que se regista o maior número de infectados por SARS-CoV-2 de sempre neste país e que se regista igualmente o maior número de mortos por COVID-19, com a pandemia já num completo descontrolo em território nacional, é com espanto que leio as orientações emanadas para as escolas da DGS e da DGESTE afirmando que, face às condições atmosféricas que por cá se fazem sentir, o arejamento das salas de aula pode ser realizado de forma natural durante os intervalos e que dessa forma fica garantida a ventilação e a renovação do ar interior.

Sublinho, nas nossas salas de aula concentram-se 20, 25, 30 pessoas, a maioria sentadinha aos pares por carteira, durante toda uma manhã ou durante toda uma tarde e apenas com um intervalo de 10 minutos pelo meio.

Mas anda tudo louco? Acharão estas pessoas que alunos e professores estão imunes à doença? Acharão estas pessoas que nas escolas não há mesmo circulação do dito cujo? Ou estarão a pensar em "chocar" SARS-CoVzinhos nas salinhas de aula, ajudando, assim, à festa nacional dos números já descontrolados de novos casos a cada dia a superarem os dez mil?

Sei que há escolas onde não existe aquecimento, é do meu conhecimento que há escolas onde existindo aquecimento este não é ligado mas, felizmente, não é o caso da escola onde trabalho e em que o aquecimento está ligado de manhã ao fim da tarde, e bem!, permitindo uma adequada ventilação das salas de aula onde, diga-se de passagem, a cada passo estou a bufar de calor e a tirar roupa do pelo.

Foi o caso de hoje em que cheguei a ter de retirar dois casacos... apesar das janelas basculantes e da porta da sala estarem abertas. 

 
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