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domingo, 23 de junho de 2019
Casas Ecológicas - Faça-as Você Mesmo
Casas Ecológicas - Faça-as Você Mesmo
Aqui lhe deixo alguns modelos belíssimos, alguns com piscinas.
Boa sorte! Bom trabalho!
sexta-feira, 17 de maio de 2019
Apresentação do Projecto Solar dos Magalhães por Siza Vieira
Apresentação do Projecto Solar dos Magalhães por Siza Vieira
Hoje, pelas 21h00, na Casa das Artes - Centro Cultural de Amarante, o arquitecto Siza Vieira apresentará o seu projeto de recuperação do Solar dos Magalhães, única ruina/memória que nos resta de um período conturbado na nossa história colectiva e estou a falar, para quem não conhece este contexto, das invasões francesas, no caso a segunda.
Impossibilitada de dizer presente, coloco, por agora, apenas uma questão:
Valerá a pena destruir uma memória, que é única por aqui no seu género, para construir a Casa da Memória?
Hoje, pelas 21h00, na Casa das Artes - Centro Cultural de Amarante, o arquitecto Siza Vieira apresentará o seu projeto de recuperação do Solar dos Magalhães, única ruina/memória que nos resta de um período conturbado na nossa história colectiva e estou a falar, para quem não conhece este contexto, das invasões francesas, no caso a segunda.
Impossibilitada de dizer presente, coloco, por agora, apenas uma questão:
Valerá a pena destruir uma memória, que é única por aqui no seu género, para construir a Casa da Memória?
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
sábado, 9 de janeiro de 2016
Orgulho - Arquitectura
Escola do Porto - Arquitecto Rolando Torgo
Fotografia sei lá eu de quem...
J´adore...
Faculdade de Arquitectura da U. Porto é uma das 50 melhores da Europa
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
A Palavra a Alvar Aalto
Imagem retirada daqui
Hoje dou-lhe a palavra através de algumas criações que não têm nada a ver com a arquitectura... ou será que têm?
Nota - Orgulho em ter introduzido Alvar Aalto em Amarante...
sexta-feira, 13 de março de 2015
A Arquitectura aos Arquitectos


Arquitectura - Rolando Torgo
Fotografias de Artur Matias de Magalhães
A Arquitectura aos Arquitectos
Da mais elementar justiça! Hoje, sei bem que estaria contente, Senhor Arquitecto!
Hoje deixo aqui um brinde muito especial a todos os arquitectos familiares, amigos, conhecidos e desconhecidos. Hoje, erguemos as taças cheiinhas de champanhe e fazemos tchim, tchim!
Sim?
Nova lei mantém reserva da produção da arquitectura para os arquitectos
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Arquitecto Rolando Torgo
Habitação - Arquitecto Rolando Torgo
Arquitecto Rolando Torgo
O arquitecto Rolando Torgo, nascido e criado em Amarante, foi, é e continuará a ser, o meu arquitecto amarantino de eleição. Formado na chamada Escola do Porto foi, sinto-o, frequentemente incompreendido, tanto a nível pessoal como profissional. Dotado de uma personalidade serena, tranquila e doce, e possuidor de uma cultura profundamente humanista e invulgar, conseguiu, aqui e ali, praticar a sua excelente arquitectura... sim, Senhor Arquitecto, é certo que vocês precisam de bons clientes que vos deixem exercer a vossa profissão... que vos deixem voar...
A arquitectura deste arquitecto era/é rectilínia, descomplicada, ponderada, racional, afectuosa, aconchegada, aberta, limpa, asseada, respeitadora, minimalista, cheia e calorosa... tudo isto e muito mais fundido em casas maravilhosas e fáceis de onde nem apetece arredar pé.
Conversávamos muito por motivos profissionais mas também pessoais.... engraçado que, separados por idades tão díspares, ele podia ser meu pai, comungávamos de muitas ideias e de muitos gostos e, além do mais, tínhamos sempre sempre o amor à arquitectura a unir-nos... eu serei sempre uma amante de arquitectura... se não fosse professora... talvez arquitecta... quem sabe numa outra encarnação?
A fotografia que ilustra este post, de João Navas, igualmente arquitecto, é de uma habitação excelentemente esgalhada por este Amarantino que, tendo já partido, permanece na nossa rua, permanece em nós, permanece em mim.
E é um pequenino tributo a este arquitecto/pessoa de primeira água. Para que não caia no esquecimento.
Fotografia de João Navas
O arquitecto Rolando Torgo, nascido e criado em Amarante, foi, é e continuará a ser, o meu arquitecto amarantino de eleição. Formado na chamada Escola do Porto foi, sinto-o, frequentemente incompreendido, tanto a nível pessoal como profissional. Dotado de uma personalidade serena, tranquila e doce, e possuidor de uma cultura profundamente humanista e invulgar, conseguiu, aqui e ali, praticar a sua excelente arquitectura... sim, Senhor Arquitecto, é certo que vocês precisam de bons clientes que vos deixem exercer a vossa profissão... que vos deixem voar...
A arquitectura deste arquitecto era/é rectilínia, descomplicada, ponderada, racional, afectuosa, aconchegada, aberta, limpa, asseada, respeitadora, minimalista, cheia e calorosa... tudo isto e muito mais fundido em casas maravilhosas e fáceis de onde nem apetece arredar pé.
Conversávamos muito por motivos profissionais mas também pessoais.... engraçado que, separados por idades tão díspares, ele podia ser meu pai, comungávamos de muitas ideias e de muitos gostos e, além do mais, tínhamos sempre sempre o amor à arquitectura a unir-nos... eu serei sempre uma amante de arquitectura... se não fosse professora... talvez arquitecta... quem sabe numa outra encarnação?
A fotografia que ilustra este post, de João Navas, igualmente arquitecto, é de uma habitação excelentemente esgalhada por este Amarantino que, tendo já partido, permanece na nossa rua, permanece em nós, permanece em mim.
E é um pequenino tributo a este arquitecto/pessoa de primeira água. Para que não caia no esquecimento.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Pedras Salgadas Spa & Nature Park
Pedras Salgadas Spa & Nature Park
Um projecto excepcional de Luís Rebelo de Andrade e Diogo Aguiar.
Lindo! Imperdível.
Um projecto excepcional de Luís Rebelo de Andrade e Diogo Aguiar.
Lindo! Imperdível.
sábado, 10 de março de 2012
Centro Escolar de Paredes
Centro Escolar de Paredes
Já circula pelas estranjas!
Ora clique nos links a vermelho...
http://www.gooood.hk/_d273813554.htm#jtss-fb
http://palapa.pl/artykuly,702,1,architektura-troche-inna-szkola.html
http://www.arqa.com/index.php/en/architecture/paredes-school-center-portugal.html
Nota - Com os meus agradecimentos à Tiza pela partilha.
Já circula pelas estranjas!
Ora clique nos links a vermelho...
http://www.gooood.hk/_d273813554.htm#jtss-fb
http://palapa.pl/artykuly,702,1,architektura-troche-inna-szkola.html
http://www.arqa.com/index.php/en/architecture/paredes-school-center-portugal.html
Nota - Com os meus agradecimentos à Tiza pela partilha.
segunda-feira, 28 de março de 2011
sábado, 12 de junho de 2010
Estilo Socratiés

Antes - Valado dos Frades
Fotografia de Hélio Matias
Depois - Valado dos Frades
Fotografia de Hélio Matias
Estilo Socratiés
A maluqueira que se apoderou deste país e desta gente, em variadíssimos domínios, é notória e gritante.
Um povo distingue-se por muitas e variadas razões, específicas, quantas vezes únicas. A arquitectura popular é uma delas e a cada passo deixa-me embasbacada, aqui e ali, por excelentes razões, confesso que mais ali do que aqui, apenas porque a vejo, frequentemente, mais acarinhada e sustentada ali, não porque a ache de maior qualidade.
A arquitectura que resulta da cultura de um povo, da sua adequação aos terrenos, da sua adaptação aos materiais circundantes e disponíveis, da adaptação ao clima, aquela que brota da alma e da necessidade de construção de um abrigo, é tão importante, para mim, como a mais bela catedral gótica e ambas me fazem parar, meditar, reflectir, interiorizar.
A falta de respeito, generalizada, que os portugueses demonstram pelo património que lhes foi legado pelos seus antepassados, é qualquer coisa de absolutamente nojento e asqueroso e que permanentemente me deixa de boca aberta perante crimes monstruosos de lesa património que são permitidos a torto e a direito neste país.
Foi o caso deste. Deste crime documentado pelo Hélio Matias, em Valado dos Frades, com fotografias separadas por apenas uns poucos meses, e publicadas aqui, no seu blogue..
Antes um lar português, distinto, castiço, popular, típico e onde a alma de um povo parece levitar envolvendo a construção, dando-lhe até um toque de não sei o quê de magia.
Depois uma coisa de estilo socratiés, plástica, sem sabor, sem especificidade, sem distinção, horrorosa e sem alma que lá caiba, e que lhe valha, e que a salve deste estilo muito desenvolvido e apurado, pelo nosso inginheiro, por terras interiores de Portugal.
E apenas aproveito este exemplo exemplar para voltar a um tema tão caro para mim e que é o do espatifanço generalizado do meu país, de Norte a Sul, com uns oásis aqui e ali, valha-nos alguns ajuizados ou isto estaria tudo perdido, nas mãos de uns patos bravos que não param perante nada, nem ninguém.
Lamento que assim seja. Se pudesse passaria a minha vida a recuperar casas antigas, transmutando-as, que gozo!, mas mantendo-lhes o Ser, numa atitude de respeito pela memória de um povo que, por acaso, é o meu.
O Ser de uma casa, legado pelos que nos antecederam no território, não se mata. Acarinha-se.
Um povo que assim desrespeita a memória e o legado dos seus antepassados não pode ser flor que se cheire. Um povo que assim actua merece o estilo socratiés. E merece o próprio.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Jean Nouvel e o Instituto do Mundo Árabe
Jean Nouvel e o Instituto do Mundo Árabe
Este arquitecto e este edifício estão referenciados muito lá atrás neste blogue, em http://anabelapmatias.blogspot.com/2007/03/instituto-do-mundo-rabe-paris.html, quando eu dava os primeiros passos, ainda hesitantes, como blogger, e quando recebia apenas a visita diária do Helder Barros. :)
Jean Nouvel é um dos muitos arquitectos contemporâneos que eu amo e este edifício foi o primeiro que eu procurei em Paris, de tal forma fiquei impressionada com o dito quando o vi fotografado algures nos longínquos anos oitenta.
O edifício é deveras extraordinário e aconselho vivamente a sua visita a quem se desloque à Cidade Luz. Asseguro que vale a pena ir a Paris só para o ver, só para penetrar naqueles espaços de luz extraordinária que nos remetem para paisagens e paragens das mil e uma noites, que nos remetem para as gentes calorosas e hospitaleiras do deserto.
Hoje partilho de novo este edifício, partilho de novo este arquitecto extraordinariamente sensível e respeitador do outro, e partilho ainda uma citação de Walter Gropius, outro monstro divino da arquitectura, que tem tudo a ver com esta postagem e o diálogo permanente que deve ser mantido entre civilizações.
"O cérebro humano é como um chapéu-de-chuva: funciona melhor quando aberto."
Este arquitecto e este edifício estão referenciados muito lá atrás neste blogue, em http://anabelapmatias.blogspot.com/2007/03/instituto-do-mundo-rabe-paris.html, quando eu dava os primeiros passos, ainda hesitantes, como blogger, e quando recebia apenas a visita diária do Helder Barros. :)
Jean Nouvel é um dos muitos arquitectos contemporâneos que eu amo e este edifício foi o primeiro que eu procurei em Paris, de tal forma fiquei impressionada com o dito quando o vi fotografado algures nos longínquos anos oitenta.
O edifício é deveras extraordinário e aconselho vivamente a sua visita a quem se desloque à Cidade Luz. Asseguro que vale a pena ir a Paris só para o ver, só para penetrar naqueles espaços de luz extraordinária que nos remetem para paisagens e paragens das mil e uma noites, que nos remetem para as gentes calorosas e hospitaleiras do deserto.
Hoje partilho de novo este edifício, partilho de novo este arquitecto extraordinariamente sensível e respeitador do outro, e partilho ainda uma citação de Walter Gropius, outro monstro divino da arquitectura, que tem tudo a ver com esta postagem e o diálogo permanente que deve ser mantido entre civilizações.
"O cérebro humano é como um chapéu-de-chuva: funciona melhor quando aberto."
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Arte Nova - Exteriores
Arte Nova - Praga - República Checa
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães
Arte Nova - Exteriores
Apesar de tudo o que tinha lido e visto sobre a cidade de Praga, apesar dos elogios que me tinham feito a esta cidade que não deixa ninguém indiferente, a verdade é que a visita a Praga constituiu para mim uma agradabilíssima surpresa. Já o disse por várias vezes neste blogue. Volto a frisar. Praga é surpreendente. E é surpreendente por vários motivos. Um prende-se com a qualidade do património edificado que é verdadeiramente excepcional.
Podia falar dos edifícios românicos, góticos, renascença, barrocos, rocócós, neos-qualquer-coisa, cubistas, modernistas... mas vou apenas falar dos edifícios Arte-Nova que existem um pouco por todo o lado, na cidade de Praga.
Praga surpreendeu-me pela quantidade e, sobretudo, pela qualidade das construções edificadas no período conhecido pelo nome de Belle Époque e que vai de finais do século XIX até ao eclodir da 1ª Guerra Mundial, em 1914. E foi uma bela época, sem dúvida, reflectida nesta arquitectura tão delicada e elegante, ornamentada por formas geométricas e orgânicas desenhando não raras vezes arabescos improváveis. Formas ondulantes que se observam em longas cabeleiras que esvoaçam delicadamente na brisa, em caules suavemente emaranhados, em flores delicadas e ternas, em insectos que esvoaçam quais dançarinas num bailado, em pássaros, em pavões, em algas discretas, selectas, enfim em formas sensualíssimas que não podem deixar ninguém indiferente.
Amei ver e fotografar estes edifícios, este estilo arquitectónico e decorativo que não abunda em Portugal. Pois nesta cidade está por todo o lado. E é óptimo. Vale, por si só, uma deslocação a Praga. Porque esta cidade é uma lição de "Art Nouveau". Ao ar livre.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Ginger and Fred


Ginger and Fred - Praga- República Checa
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Ginger and Fred
Já conhecia o edifício Ginger and Fred de livros de arquitectura e de fotografias de amigos que visitaram antes de mim a belíssima capital da República Checa. Mas nunca é o mesmo ver, seja o que for, em fotografia e ao vivo. E este edifício não é excepção. É preciso ver com os nossos próprios olhos esta arquitectura para absorver toda a beleza e volumetria do edifício.
O edifício, dividido em duas partes distintas, mas acopladas, chama-se apropriadamente Ginger and Fred. De facto o edifício remete-me imediatamente para o mítico par de actores-bailarinos dos filmes antigos, e ainda a preto e branco, que povoam as minhas memórias de infância. E remete-me imediatamente para a dança, para a dança em cima dos passeios, em Praga.
A Ginger, mais exuberante, mais curvilínea, mais sensual, mais transparente, mas sem o ser completamente, abraça delicadamente um Fred mais contido, mais racional, mais sóbrio, mais robusto, mais opaco.
Universo feminino e masculino plasmados em arquitectura.
Juntos, para sempre, numa dança que não terminará nunca.
Amei esta arquitectura inteligente, esta arquitectura/escultura.
Amei esta dança espampanante de Ginger and Fred sobre os passeios de Praga.
Amei esta dança de Frank Gherry.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Guggeinheim - Bilbao




Guggenheim - Bilbao - País Basco - Espanha
Fotografias de Artur Matias de Magalhães
Guggenheim - Bilbao
E o que dizer de um edifício como este?
As primeiras palavras nem saem da boca perante semelhante edifício. Abrimos a boca, de espanto, e não saem sons! Emudecemos perante o arrojo de um arquitecto que soube captar a alma basca e lhe cantou um hino plasmado em arquitectura e em escultura. Sim porque este edifício é as duas coisas. É uma peça de arquitectura/escultura pousada sobre água. E está aqui tudo o que deveria estar.
O arquitecto Frank Gherry projectou um edifício indomável, arrogante mesmo, cheio de personalidade e especificidade, simultaneamente rude, duro, e suave, acolhedor. Como os bascos. E este edifício, indomável, desdobra-se em múltiplas embarcações, em múltiplas proas de navios que se erguem altivas e rasgam o mar, e a terra, numa atitude mais do que desafiadora e que por último se abrem numa gigantesca flor, exemplar maior de arquitectura orgânica que se percepciona nas formas curvilíneas e sensuais deste edifício recoberto por placas de titânio que lhe dão este aspecto simultaneamente agreste e doce.
Uma inteligente homenagem aos bascos, tradicionalmente pescadores, que entenderam perfeitamente a mensagem e incorporaram o edifício na cidade como sendo património de cada um, individualmente. E que assim recuperaram e dinamizaram uma parte da cidade anteriormente degradada e onde hoje dá gosto ir.
E como o titânio está a envelhecer bem dando ao exterior do edifício uma patine que vai do prata velho ao acobreado fazendo com que estes matizes e cambiantes de cor acompanhem esta textura, irregular, destas formas recobertas pelas placas de titânio. Amo isto.
É por isso que eu continuo a visitar aquilo a que chamo de arquitectura inteligente, desta vez de um arquitecto americano, que já esteve para fazer qualquer coisa na nossa Feira Popular, em Lisboa, no tempo do Santana Lopes. Infelizmente parece que ficou tudo no limbo. (Continuo sem perceber o fim, por decreto papal, do limbo... é que ele dá tanto jeito! Então em política!)
O Guggenheim de Bilbao vale bem uma visita propositada a tão peculiar edifício.
Vale por si só, independentemente de todas as exposições excepcionais que possa albergar.
sábado, 1 de setembro de 2007
Hotel des Thermes - Dax

Hotel des Thermes - Dax - França
Fotografias de Artur Matias de Magalhães
Hotel des Thermes - Dax - França
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Hotel des Thermes - Dax
Surpresa das surpresas. Durante a nossa viagem pelo Norte, mais concretamente em Dax, fomos parar, absolutamente por acaso, a um hotel três estrelas que me deixou a olhar para ele, por me ser familiar dos livros de arquitectura, e a pensar "Onde é que eu já vi este edifício? Mas de quem é este edifício?"
Absolutamente por acaso fomos parar a um hotel projectado por um dos arquitectos franceses de que já falei neste blogue a propósito do IMA, ou Instituto do Mundo Árabe, e a propósito daquilo a que eu chamo arquitectura inteligente - Jean Nouvel.
Há coisas curiosas.
O Hotel, inaugurado em 15 de Outubro de 1992, é, como o nome indica, um hotel termal, situado no segundo maior centro termal francês. É um imenso edifício de planta rectangular onde o arquitecto Jean Nouvel utilizou o betão para a estrutura. Depois foi "só" fechá-lo ao exterior com um sistema de portadas em madeira que dão ao edifício um aspecto muito característico e acolhedor. Por dentro os pisos onde se desenvolvem os serviços e os quartos dão para um imenso pátio interior, rectangular, que ocupará cerca de dois quartos do espaço total disponível. No restante funciona uma piscina coberta, mas com uma cobertura transparente, deixando ver as pessoas logo pela manhã a fazerem os seus exercícios matinais. O espaço interior é muito amplo e arejado havendo até espaço para enormescas plantas que já quase se transformaram em árvores.
Os quartos são apartamentos, com mobiliário sólido e bem desenhado de alumínio. Pequena kitchenette completamente equipada com microondas, frigorífico, tábua de dar a ferro, loiça toda branca, enfim, tudo pronto a ser utilizado.
O wc está equipado com loiça sanitária muito bonita servindo o lavatório também como tanque para lavar uma ou outra peça de roupa. E a sanita propriamente dita tem direito a compartimento só para ela. Como eu gosto.
O quarto, generoso, bem equipado, é composto pelo quarto propriamente dito e sala onde pontua uma mesa redonda.
São por isso quartos confortáveis e práticos que se ajustam plenamente à sua função que é a de acolher casais que ali se instalam por temporadas para fazerem os seus tratamentos termais e é vê-los logo pela manhã a circularem pelas varandas interiores que circundam o generoso átrio de robe branco e chinelos a condizer nos pés.
Edifício bem esgalhado este, que cumpre plenamente a sua função. É por isso que eu continuo a falar daquilo a que chamo arquitectura inteligente. É que todo o edifício se comporta como se fosse um imenso e extenso balneário. E este conceito liga-se plenamente às cores utilizadas para o interior e que me fizeram lembrar da Barca... chão cinzento, paredes imaculadamente brancas, equipamentos cinzentos, brancos e azuis... tal e qual as cores que utilizei na Barca. E liga-se à iluminação escolhida, composta de simples lâmpadas brancas fluorescentes, cuja luz toma depois este tom de azul remetendo-nos para o elemento líquido que é o mar - azul.
Apeteceu-me ficar lá uns dias e experimentar aqueles tratamentos termais, aquelas piscinas de água quente, aquelas massagens xpto... apeteceu-me, a mim, que não sou nada dada a essas coisas. Aqui senti-me como um peixinho dentro de água.
Arquitectura inteligente esta!
Surpresa das surpresas. Durante a nossa viagem pelo Norte, mais concretamente em Dax, fomos parar, absolutamente por acaso, a um hotel três estrelas que me deixou a olhar para ele, por me ser familiar dos livros de arquitectura, e a pensar "Onde é que eu já vi este edifício? Mas de quem é este edifício?"
Absolutamente por acaso fomos parar a um hotel projectado por um dos arquitectos franceses de que já falei neste blogue a propósito do IMA, ou Instituto do Mundo Árabe, e a propósito daquilo a que eu chamo arquitectura inteligente - Jean Nouvel.
Há coisas curiosas.
O Hotel, inaugurado em 15 de Outubro de 1992, é, como o nome indica, um hotel termal, situado no segundo maior centro termal francês. É um imenso edifício de planta rectangular onde o arquitecto Jean Nouvel utilizou o betão para a estrutura. Depois foi "só" fechá-lo ao exterior com um sistema de portadas em madeira que dão ao edifício um aspecto muito característico e acolhedor. Por dentro os pisos onde se desenvolvem os serviços e os quartos dão para um imenso pátio interior, rectangular, que ocupará cerca de dois quartos do espaço total disponível. No restante funciona uma piscina coberta, mas com uma cobertura transparente, deixando ver as pessoas logo pela manhã a fazerem os seus exercícios matinais. O espaço interior é muito amplo e arejado havendo até espaço para enormescas plantas que já quase se transformaram em árvores.
Os quartos são apartamentos, com mobiliário sólido e bem desenhado de alumínio. Pequena kitchenette completamente equipada com microondas, frigorífico, tábua de dar a ferro, loiça toda branca, enfim, tudo pronto a ser utilizado.
O wc está equipado com loiça sanitária muito bonita servindo o lavatório também como tanque para lavar uma ou outra peça de roupa. E a sanita propriamente dita tem direito a compartimento só para ela. Como eu gosto.
O quarto, generoso, bem equipado, é composto pelo quarto propriamente dito e sala onde pontua uma mesa redonda.
São por isso quartos confortáveis e práticos que se ajustam plenamente à sua função que é a de acolher casais que ali se instalam por temporadas para fazerem os seus tratamentos termais e é vê-los logo pela manhã a circularem pelas varandas interiores que circundam o generoso átrio de robe branco e chinelos a condizer nos pés.
Edifício bem esgalhado este, que cumpre plenamente a sua função. É por isso que eu continuo a falar daquilo a que chamo arquitectura inteligente. É que todo o edifício se comporta como se fosse um imenso e extenso balneário. E este conceito liga-se plenamente às cores utilizadas para o interior e que me fizeram lembrar da Barca... chão cinzento, paredes imaculadamente brancas, equipamentos cinzentos, brancos e azuis... tal e qual as cores que utilizei na Barca. E liga-se à iluminação escolhida, composta de simples lâmpadas brancas fluorescentes, cuja luz toma depois este tom de azul remetendo-nos para o elemento líquido que é o mar - azul.
Apeteceu-me ficar lá uns dias e experimentar aqueles tratamentos termais, aquelas piscinas de água quente, aquelas massagens xpto... apeteceu-me, a mim, que não sou nada dada a essas coisas. Aqui senti-me como um peixinho dentro de água.
Arquitectura inteligente esta!
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Casa de Mateus

Casa de Mateus - Vila Real - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Casa de Mateus
http://www.casademateus.com/home.htm
E aqui está uma das imagens de marca da Casa de Mateus, uma residência particular que data da primeira metade do século XVIII, e que se situa bem próximo de nós, na vizinha cidade de Vila Real.
Mandada construir pelo 3º Morgado de Mateus, António José Botelho Mourão, tem uma planta em U e é, como se pode observar na imagem, de estilo Barroco, um estilo nada, nada adaptado ao estilo de vida actual, porque muito complexo, rebuscado e excessivo. Mas os gostos e as modas vão e vêm e alteram-se, e o que é válido hoje não é amanhã... por isso apreciem a "beleza" deste Barroco!!
quinta-feira, 22 de março de 2007
Institut du Monde Arabe

Instituto do Mundo Árabe - Paris
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
Institut du Monde Arabe
O Instituto do Mundo Árabe, familiarmente conhecido por IMA, é aquilo a que eu chamo "arquitectura inteligente". O seu arquitecto, Jean Nouvel, ganhou o concurso para a sua construção em 1981. Felizmente foi construído e lá permanece, em Paris, nas margens do Sena, integradíssimo numa cidade mais velha, e com a qual se funde maravilhosamente.
Vi pela primeira vez este edifício numa revista folheada ao acaso, algures pela década de oitenta, e fiquei fascinada. Aço, vidro, mármore. A geometrização é uma constante de todo o edifício. As paredes movem-se em lâminas que abrem e fecham controlando a entrada da luz solar. Lembra-nos imediatamente os "moucharabieh" que existem por todo o mundo árabe, que permitem arrefecer o interior das casas e ver sem ser visto. O edifício possui uma torre central inspirada nos minaretes que existem em todas as mesquitas e tem ainda uma "floresta de colunas", ou sala hipóstila, correspondente à sala de orações muçulmana.
Felizmente só visitei Paris, e consequentemente o IMA, depois de muitas aproximações a muitos mundos árabes. Felizmente, porque só assim pude compreender a extraordinária sensibilidade, o extraordinário respeito deste arquitecto francês face a uma cultura que não é a dele.
Por isso o IMA faz parte daquilo a que eu chamo "arquitectura inteligente". Foi o primeiro monumento visitado em Paris.
A Torre Eiffel ainda vai ter que esperar.
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