sábado, 20 de julho de 2019

50.º Aniversário da Aterragem na Lua



50.º Aniversário da Aterragem na Lua

Faz hoje precisamente 50 anos que Neil Armstrong poisou os seus dois pés no solo lunar tornando-se o primeiro homem, em toda a História da Humanidade, a fazê-lo. Não faz 60, não faz 55, não faz outra coisa qualquer... e sim, estou a pensar no cinquentenário da ESA que já foi comemorado mas ainda não ocorreu. Fenómeno do Entroncamento à parte, lembro-me bem do meu espanto a olhar para as imagens tremeliquentas transmitidas a preto e branco, aqui em Portugal já madrugada de 21 de Julho e que nos chegavam directamente da Lua.
Para a História ficou tudo, incluindo as mágicas palavras de Neil Armstrong: 
"É um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a humanidade”.
E foi.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Frente - Bizarre Love Triangle


Frente - Bizarre Love Triangle

Provavelmente, a melhor versão desta música.

A Palavra a Professora Zita Mamede


A Palavra a Professora Zita Mamede

A TODOS OS COLEGAS PROFESSORES

"Hoje sinto-me revoltada e triste! Fala-se nos 3 professores que morreram neste final de ano letivo e penso naqueles que não terão morrido noutros finais de ano e que não foram falados por ninguém. Como se a sua morte tivesse sido natural... Não poderei esquecer a morte chocante da minha colega Fátima. Já as aulas e as reuniões de avaliação tinham terminado e tratava-se dos últimos afazeres (sempre muitos) de final de ano, quando as temperaturas altas já se faziam sentir. Tinha estado a conversar com ela que nesse ano tinha tido turmas difíceis (N.E.E.) e sobre a sua revolta de no fim, sem fazerem nada, terem passado alunos que não o mereciam. No dia seguinte, quando vinha para a escola a conduzir, parou o carro e morreu. "Elas não matam, mas moem", digo eu, que também sou um pouco exemplo disso. Pedi a rescisão há 5 anos, tenho 58, não sei ainda como viverei até aos 66, mas tive plena consciência de que comecei a adoecer por exaustão e que "aquilo" não era vida... Eu, que tinha começado por lecionar com paixão e dedicação máxima... Agora esse tempo acabou e tornou-se demasiado para uma classe envelhecida que, vai perdendo algumas capacidades e a quem vêm chegando algumas maleitas próprias da idade. Não pretendo com isto, ser compreendida por toda a população que, continua a pensar que esta profissão é uma brincadeira e ainda por cima, com imensas férias....," Perdoai-lhes Senhor porque não sabem do que falam..." . Penso que os da classe me compreenderão, sobretudo os mais velhos e aqueles que "vestem a camisola". Não posso ainda deixar de falar nos outros professores que vão falecendo durante o ano, talvez também por exaustão e desespero porque se criou o chavão de que é fraco aquele que desiste. Há alguns que chegam a pôr termo á própria vida e outros que são obrigados a ir trabalhar até ao último dia, quando por doença lhes é negada a baixa médica e não têm já forças para se manterem de pé...que falta de humanismo! Registo aqui a minha consternação e homenagem a todos aqueles que já pereceram e hao-de vir a perecer...nesta batalha não há, por enquanto (como nos EUA), armas de guerra, mas há muita falta de tudo pelos professores. Que descansem em paz os que partiram e deram a vida ao terem escolhido ser professores!  Por tudo aquilo que já referi, penso que mais uma vez se justificava os professores de vestirem de luto e fazerem uma marcha lenta até á Assembleia da República para que se despertem consciências. Ser professor não deveria ser equiparável a participar numa guerra, não é á toa que somos um dos grupos profissionais que sofrem de "síndrome de burnout" e que mais recorre a psicólogos e psiquiatras para conseguir ir trabalhar para ganhar o "pão". Quando é que o poder político deixa de fazer como o macaco que não quer ver, ouvir nem falar? Não está tudo bem Sr. Miinistro! Está tudo muito mal e cada vez pior!"

Zita Mamede

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Professores(as) - Quedas em Exercício


Professores(as) - Quedas em Exercício

O corpo docente português é maioritariamente do sexo feminino e essa característica, aliada ao envelhecimento deste mesmo corpo docente, acarreta maior probabilidade de acontecerem quedas com consequências mais ou menos graves.
Aconteceu na minha escola. Uma professora caiu e fracturou um pé. Outra professora caiu e fracturou o braço direito. Outra professora caiu e fracturou uma costela. Tudo durante este ano lectivo que ainda não findou.
Agora, há quedas em exercício com consequências muiiiito mais graves do que estas.
Aqui está outro dado que eu muito gostaria de ver divulgado.
As quedas em exercício com consequências mais ou menos graves estão a aumentar proporcionalmente ao envelhecimentos do corpo docente português? E como se cruza esse dado com o facto deste mesmo corpo docente ser maioritariamente feminino?

Professores Caídos em Combate


Professores Caídos em Combate

Suspeito que o problema das mortes de professores em exercício seja bem mais grave do que estes quatro casos, três com rosto, que por estes dias chegaram/chegam a público.
Relembro que todos eles eram filhos de alguém, provavelmente pais de alguém e que terão deixado para trás famílias inteiras desfeitas. O meu pensamento, hoje, vai inteiro para elas.

Perguntas CM - A Idade da Reforma dos Professores Deve Baixar?


Perguntas CM - A Idade da Reforma dos Professores Deve Baixar?

Senhores professores, respondam!

No CM. Aqui.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Aniversário - Bom Dia!

Aniversário - Bom Dia!

Bom dia! O Gallo aqui da rua está hoje de parabéns! Vai daí... muitos parabéns!!!
E cantemos! Co co ró có có... co co ró có có...

A Exaustão dos Professores


A Exaustão dos Professores 

Hoje volto a dar a palavra à professora Lurdes Simões, tal como o fiz em 2014. O seu testemunho é impressionante e, de então para cá, as condições de trabalho dos professores portugueses não melhoraram, muito pelo contrário, pioraram. De quando em vez, os casos estupidamente escandalosos de trabalho dos docentes rompem as barreiras do espesso silêncio que nos amarfanha e chegam à opinião pública.
Nos últimos meses, três docentes morreram em pleno exercício da sua profissão e a FENPROF exige, e muito bem, que o MP averigue as circunstâncias das suas mortes.
Quanto a mim, muito gostaria que cruzassem estas taxas de mortes em exercício com as taxas de suicídio entre os docentes. Alguém as conhece?! Ou estão envoltas no maior dos secretismos? O tema é muito inconveniente e incómodo para um ministério que se diz da Educação?

Parece-me que já estivemos mais longe de poder responsabilizar alguém por assédio laboral.

"Ontem entrei às 8 da manhã e saí às 8:30 da noite, sempre com reuniões contínuas, com um frio de rachar!
O que vi à noite, fez-me pensar se não estaria a ficar louca, potenciado por tanto stress e cansaço!
O meu coração vinha e está partido,!!! Estava muita cansada, tinha sido secretária da reunião da 4h, 11 Deixem-me denunciar e desabafar!
Chorei até casa, de pena, mas essencialmente de raiva, e nojo de quem nos desgoverna!...
Numa das reuniões que tinha, a das 17h 40m, estava uma colega que há muito estava de atestado médico, sabia-se que estava doente e que se queria reformar; em novembro, finalmente, tinha sido substituída por outra!
Pois é, a colega agora em Dezembro voltou a outra Junta Médica que a mandou trabalhar, afinal um cancro no pâncreas, os efeitos dos agressivos tratamentos a que tem sido sujeita, a depressão evidente, o aspeto ….mas certo é que a Junta Médica a deu como apta para todo o trabalho! Aquilo foi o caos, não por ela, coitada, afinal só esteve com a turma uma ou duas vezes, e sempre coadjuvada pela outra colega, a quem durante a semana o MEC calçou os patins! Então ontem lá foi ela desempenhar o fácil cargo de Diretora de Turma do 3º ciclo! A reunião não estava preparada, as notas lançadas, eram para aí uns 15 planos da treta! O resto dos professores do Conselho de Turma, estavam como eu, tudo cansado, e a raiar o desespero, para além da fome frio, cansaço e desalento. Mas uma colega, mais nova, mas que também já passou os 40, foi para o PC e fez um excelente trabalho, não obstante, cada um de nós ajudou e fez o que pode e todos juntos fizemos tudo, felizmente! Até todos nós despenhamos funções de diretores de turma, a custo 0, por solidariedade com a colega!
A colega está capaz de trabalhar, 2º o MEC, afinal ela só tem um Cancro no pâncreas, o mais mortal de todos e uma depressão evidente, aquela hora da noite, mal articulava as ideias ou mesmo palavras, só pedia silêncio... Até para o Carro teve de ir apoiada, em dois ou 3 colegas, pois já nem sequer de equilibrava, na rua estavam -3º, o marido aguardava - a no carro!
PARA MIM ISTO É INDIGNO DA CONDIÇÃO HUMANA, E FOI ESTA MULHER DADA COMO APTA PARA O TRABALHO. Isto, não se faz a ninguém, é cúmulo, haja uma réstia de vergonha nesses pulhas, deixem-nos sobreviver ou morrer com dignidade, não nos sujeitem a isto, somos gente, e não animais como os que a mandaram e deram como apta!
Desculpem o desabafo, mas ainda estou em choque!!!!"


Post retirado daqui.

Fenprof pede que Ministério Público averigue morte de três professores em trabalho

Entretanto, aqui ficam duas notícias de 2018.

Mais de 60% dos professores sofre de exaustão emocional

"É avassalador." 75% dos professores apresentam sinais de exaustão

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Professores Contratados - Luta


Professores Contratados - Luta

A luta dos professores contratados, lesados nos descontos da Segurança Social, continua e passa agora pelo boicote aos horários incompletos, com menos de 16 horas.
Força aí, companheiros!

Professores - Ecos da Indignação


Professores - Ecos da Indignação

Porque quem não se sente, não é filho de boa gente, diz-se por aqui, por terras do Norte.

domingo, 14 de julho de 2019

Belezura de Expresso


Belezura de Expresso

A piada era muita gira! Tanto, que o expresso não aguentou as gargalhadas que eclodiram por este Portugal inteiro e pronto, as não recomendações no facebook foram desactivadas.
Pois tenham a certeza, expressos, regressaremos mais tarde para dizer o que nos vai na alma.

Ainda o Passatempo do Expresso



Ainda o Passatempo do Expresso

Tinham-me assegurado, ontem, pelo chat do facebook, que o fino recorte que aqui publiquei correspondia ao último expresso posto à venda neste rectângulo à beira mar plantado... onde moram muitos apostados em deixar isto a feder.
Hoje fui atrás dele. Não o comprei. Aliás, há muito que deixei de o comprar por não lhe reconhecer a qualidade necessária para o pagamento de qualquer quantia, por muito insignificante que seja. Quando muito, se os apanhar velhos, poderei fazer deles pasta de papel para um qualquer trabalho realizado em parceria com o meu neto.
Também não frequento o jornal na versão digital e também há muito arrumei com os noticiários do canal correspondente do grupo porque não gosto das omissões, não gosto das publicidades descaradas, das campanhas eleitorais a destempo... e etc, etc, etc.
Assim, fotografei a coisa. E a coisa está profundamente errada. Porque um professor que luta, nomeadamente em greve, é um professor que pelo seu exemplo exemplar ensina todos os seus alunos a não serem carneirinhos dóceis perante os ataques a toda uma classe... ataques a torto e a direito como os que nós temos sentido desde aquela ministra que eu há muito não nomeio neste blogue.
Claro que já fui à página correspondente do facebook assinalar "Não recomendo".
Apenas porque não recomendo mesmo. Porque fede.

sábado, 13 de julho de 2019

Passatempo Expresso?



Passatempo Expresso?

O fino recorte chegou-me via chat do facebook com a indicação de que faz parte integrante de um Expresso qualquer. Será? Não me espanta. A campanha contra os professores quer-se constante e continuada, aqui, ali, acolá, ontem, hoje, amanhã.
Pena que o passatempo/palavras cruzadas se inicie com uma aldrabice pegada que reza assim "Ensinam quando não estão em greve"... e espera-se que o jogador escreva a palavra professor.
Ora, tudo isto é triste e tudo isto é uma aldrabice pegada.
Porque eu sou professora e sempre que faço greve ensino os meus alunos.
É que, verdade verdadinha, professor em greve também ensina. Ensina a dizer o importante Não.

Ainda a Propósito do Pseudo Cinquentenário da ESA

   

Ainda a Propósito do Pseudo Cinquentenário da ESA
É na opinião contrária à opinião vigente e ao politicamente correcto que reside uma boa parte do progresso íntimo e pessoal e colectivo também! 
A minha opinião contrária é sempre ponderada, pensada, sustentada. Acima de tudo sou uma mulher prática que odeia encher balões de oxigénio e que continua a lutar contra a aldrabice, a mentira. Por isso, por vezes, defendo o Não. Convém não perder a capacidade de dizer Não sempre que é preciso e, por vezes, dizer Não é mesmo preciso. Não o não birrento, estúpido, fútil, inconsciente... mas antes o Não amadurecido, assumido, consciente, fruto da decisão reflectida.
Eu disse-o, alto e bom som, na ESA, e jamais me arrependi.
É certo que saí. Mas deixei ficar um exemplo exemplar.
E sim, há gente que não aprecia mesmo nada este meu modo de ser.
E sim, Não, a ESA não cumpriu qualquer cinquentenário porque este ano fez apenas 44 anos. Como, de resto, pode ser comprovado no Diário da República Electrónico.
Texto adaptado de dois textos datados de 2009)

QUINTA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO DE 2009

Dia Mundial da Filosofia - Emília Barros 

Os cartazes que tanta polémica geraram são dois. Já aqui partilhei um deles, quando anunciei esta actividade programada para hoje, Dia Mundial da Filosofia, pelo grupo de Filosofia e pelos alunos que frequentam esta disciplina na ESA, disciplina que deveria ser obrigatória porque absolutamente estrutural do pensamento de qualquer ser pensante.
Hoje partilho o segundo. Que cada um faça as suas leituras, sendo certo que Filosofar não é dizer o sim dos rebanhos, como já o afirmei anteriormente neste blogue.
Neste dia, Dia Mundial da Filosofia, presto homenagem a uma professora que foi minha e que já aqui foi referida, por diversas vezes, em variadíssimos comentários deixados por ex-alunas, onde me incluo.
Hoje presto homenagem à Grande e Única Professora Emília Barros.
Foi minha professora de Português no Ciclo Preparatório e posteriormente no terceiro ano do Liceu. Voltei a ser sua aluna no Secundário, no antigo sexto e sétimo ano, agora a beber conhecimentos, sofregamente, de Psicologia e Filosofia.
A Dr.ª Emília Barros foi uma verdadeira bênção na minha vida académica e foi absolutamente decisiva e marcante na minha vida futura. Com ela aprendi a reflectir sobre a vida e a entender que há caminhos múltiplos, variados, que podem ser percorridos, uns mais fáceis, nem sempre os mais aliciantes e belos, outros mais complicados, por vezes os mais gratificantes de percorrer e de saborear, em cada passo dado, em cada paragem necessária para recuperar o fôlego.
As suas aulas eram à sua imagem e semelhança - belas, extremamente cuidadas e preparadas, exemplares, marcantes - feitas com análises de textos de filósofos que explorávamos até ao tutano, que virávamos do avesso, deixando em nós um sabor doce e único resultante das descobertas contínuas e continuadas que fazíamos à volta de um texto, que constituía sempre, para mim, um desafio à compreensão, ao conhecimento. Tínhamos tempo e assim o gastávamos.
Hoje só posso agradecer-lhe publicamente. Porque o Ensino Público também foi/é feito destes Professores, anónimos na multidão e nos números avassaladores que tudo devoram, mas que tocam para sempre os privilegiados que lhes caem nas mãos, que nunca mais os esquecem.
Hoje só posso agradecer-lhe o exemplo do seu profissionalismo sem mácula.
Nem sei se seria a mesma, hoje, se não tivesse sido aluna desta Professora que continuo a encontrar por aqui, amiúde, e que me faz atravessar as ruas empedradas da minha cidade na sua direcção, atraindo-me como um íman.
Por isso hoje só lhe posso deixar uma palavra de que gosto particularmente:
Obrigada!

Companheirinhos

Alunos de João Carvalho - Amarante
Fotografia de Rafael Carvalho manipulada por moi meme

Companheirinhos

Há 43 anos a dançar as mesmas músicas, a dançar músicas diferentes e a dançar músicas opostas.
Em suma, é a Vida, gozada em pleno.

Ecos da Amarantina Agustina


Ecos da Amarantina Agustina

Os ecos da Amarantina Agustina chegaram ao desporto, nomeadamente ao futebol.
Muitos parabéns a todos pelo feito, especiais ao meu Mirandinha Zé Diogo. Muitos parabéns pela escolha desta belíssima frase que tanto diz a quem é de Amarante e que acabou de voar da Festa Amarantina para o Futebol Amarantino.
Voa, voa... Agustina!
E voem também vocês, atletas!

sexta-feira, 12 de julho de 2019

A Patranha do Cinquentenário da ESA - A Palavra a José Emanuel Queirós


A Patranha do Cinquentenário da ESA - A Palavra a José Emanuel Queirós

UMA MEDALHA PARA A ESA POR CONTA DO SEU FUTURO MEIO SÉCULO 

Aqui fica o historial da coisa, feito por um geógrafo que não perdeu a memória, nem o tino!

O desconhecimento é geral e a memória de há quarenta e seis anos não é prodigiosa para os que aparecem a fazer a festa.  Antes de o ser, a Escola Secundária de Amarante (ESA) não existia. A história que a precede ocorre na Secção Liceal de Amarante do Liceu Nacional de Guimarães (instalado no antigo edifício do Colégio de São Gonçalo), escola a que estavam ligados os professores, o reitor, e onde as matrículas eram feitas nos anos lectivos de 1971/72 e de 1972/73. O enquadramento legal que permitiu a criação desta Secção Liceal em Amarante foi exactamente o mesmo que facultou a criação das secções liceais de Felgueiras e do Marco de Canaveses do mesmo Liceu Nacional.
A Escola Comercial e Industrial de Amarante existiu até ao ano de 1975, sem qualquer paralelismo pedagógico com os cursos liceais oferecidos pelo Liceu Nacional de Guimarães, em Amarante.
Com a criação da ESA em 1975, e na falta de serviços de secretaria próprios, as matrículas passaram a ser feitas no antigo Liceu Nacional de Penafiel, reconvertido em Escola Secundária.  Entretanto, os cursos da Escola Comercial e Industrial de Amarante, que habilitavam profissionais para o comércio e a indústria, diplomava em três anos (equivalente ao quinto ano do liceu, mas sem equivalência!... os chamados ‘mestres’) foram extintos, simplesmente, assim como os respectivos estabelecimentos de ensino!...
Há, contudo, uma excepção neste processo pós-revolucionário (PREC) de alterações conturbadas do sistema nacional de ensino: o das escolas técnicas comerciais e industriais que tinham cursos homologados em exercício, de cinco anos lectivos, em percurso paralelo equivalente ao percurso liceal que dava o diploma de sétimo ano.
Foi o caso, por exemplo, da escola técnica de Ílhavo e mais duas a nível nacional, que foram reconvertidas em escolas secundárias, casos que contrastam sobejamente com o que ocorreu em Amarante, Felgueiras e Marco de Canaveses.
Em Amarante, estamos perante um equívoco oficial, transformado numa monumental patranha local, que não fica bem a ninguém, nem à escola nem à cidade, quando as referências são valoradas com critérios que nos comprometem a todos no presente e para o futuro.
O meio século de existência para a ESA ainda há-de chegar, e virá ao mesmo tempo que chegar para as escolas secundárias gémeas de Felgueiras e do Marco de Canaveses.
Até lá ficamos perante um torpe exemplo antropológico, semelhante ao processo de construção das histórias, das religiões e das culturas dos povos, em que as conveniências fazem as rotinas e os consuetudinarismos, criam as efemérides, fazem a lei e impõem a ordem.
Tudo numa perspectiva vesga, ao arrepio dos factos e das circunstâncias de facto!...
Vamos que vamos, Amarante!... (Ponto final)

Petição


Petição

O que o Ministério da Educação está a fazer, mais uma vez!, com os professores portugueses, não tem perdão.
Assine a petição!

Petição n.º 0235/2019, apresentada por Rute Sobral, de nacionalidade portuguesa, sobre uma alegada discriminação dos professores em Portugal.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Mergulhar no Azul



Azul
Fotografias de Artur e Anabela Matias de Magalhães... para além do resto!

Mergulhar no Azul

O azul, cor do céu, do mar, dos Jardins Majorelle e das minhas calças de ganga, continua a ser uma das minhas cores favoritas. Gosto tanto da cor azul que a estendo sistematicamente à loiça onde como, aos copos onde bebo, às cadeiras onde me sento, àblusas com que me visto.
Continuo a gostar de entrar no azul, seja nas minhas calças de ganga, nas minhas blusinhas com nós, laços, lacinhos e folhinhos, seja no mar ou no ar. Continuo a associar a cor azul a tempo de férias em praias e mares distantes, a voos desenfreados pelos ares fintando o branco das nuvens, a deserto a morrer no azul azulíssimo do mar.
E ao azul junto o preto e junto o branco e obtenho a trilogia perfeita através da silhueta de um quase centenário castanheiro da minha Barca... ou do resto...

"Nos habíamos deshecho de todo lo negro que hay en el ser humano y, de día, sabíamos que la luz más blanca haría arder cualquier nuevoatisbo de negrura. Pero, de nocheestaba el azul presidiéndolo todo, empapándolo todo. Éramos el azul."

Antonio Colinas
En las noches azules (De Nuevo tratado de armonia)

Verdades Alternativas - Ainda os 50 Anos da ESA


Verdades Alternativas - Ainda os 50 Anos da ESA

A ESA fez 50 anos em 2015 e Portugal fez 3 mil anos no mesmo ano.
Parabéns aos dois. Atrasados... mas com carinho.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Ainda o "Cinquentenário" da ESA

Recorte feito a partir desta página do Município de Amarante

(...)
Registo Biográfico de Docente que trabalhou em 74/75 na Secção Liceal do Liceu de Guimarães, Amarante

Registo Biográfico de Docente que trabalhou em 74/75 na Escola Industrial de Amarante

Ainda o "Cinquentenário" da ESA

Repitam comigo - A Escola Secundária de Amarante não fez cinquenta anos. A Escola Secundária de Amarante não fez cinquenta anos. A Escola Secundária de Amarante não fez cinquenta anos.
Será preciso repetir quantas vezes?!

Nota Hilariante - No exacto ano em que a ESA comemorou o cinquentenário, a Escola Secundária de Felgueiras, criada no mesmo dia, mês e ano, andou a comemorar os seus quarenta anos de idade.

Festa Amarantina - Paula Teixeira e Maria João + Paula Teixeira e Pedro Ferreira

Fotografias de Artur Matias de Magalhães
Festa Amarantina 2019 - Palco da Portela
Festa Amarantina - Paula Teixeira e Maria João + Paula Teixeira e Pedro Ferreira

Uma foi minha aluna e finalmente atreveu-se depois de cantar para mim em Londres. A outra não foi... mas é como se tivesse sido.
Apesar da falta de qualidade da gravação, asseguro-vos que deram um valente show no Palco da Portela, na Festa Amarantina.
E quem também deu um valente show foi a parceria Paula Teixeira, Pedro Ferreira.
Muito grata, amores meus!!! Para o ano, cantais das minhas varandas?


 
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