segunda-feira, 20 de maio de 2019

A Festa Amarantina e a Jóia de Luz

Preparativos - Festa Amarantina 2019
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Festa Amarantina e a Jóia de Luz

A Festa Amarantina aproxima-se a passos largos e todas as ajudas são maravilhosas para que no dia não falte coisa alguma a cada um dos nossos convidados - animação, teatro de rua, arruada de banda musical, exposições de pintura, fotografia, cerâmica, escultura, apresentação de livros, concertos de jazz, rock e o mais que for possível, poesia, literatura, cinema, performances variadas, bricadeirinhas assim e assado, bailarico... e, claro comes e bebes não nos podem nunca falhar.
A Festa Amarantina, sendo uma festa de rua, exactamente desta rua em que habito, é preparada com todo o amor e carinho por muitas mãos que se unem para que o resultado seja um festão, aliás, para que o resultado seja O Festão. Os moradores impulsionam a coisa e contamos com a ajuda de familiares e amigos e de amigos dos amigos, de pequenos e de graúdos, de perto e também de longe, para que a coisa tome forma e saia das nossas cabeças para onde deve estar - A Rua!

Hoje foi dia da Jóia de Luz meter o rolo na tinta para pintar as paredes da loja da sua casa. Porque de pequenino se torce o pepino e o amor à Rua e à Terra também se cultiva.

Entretanto, recordando...








The Boss


The Boss

Desde pequenino.





domingo, 19 de maio de 2019

Andando Indo Sobre Betonilha

Eu sobre Betonilha - Barca - Serra da Aboboreira
Fofografias de Anabela Matias de Magalhães

Andando Indo Sobre Betonilha

Há quem lhe chame cimento queimado e foi um tipo de acabamento muito usado em tempos que já lá vão, tempos de muito menos abundância se comparados com os dias em que vivemos.
Aqui por Amarante, nesta mesma rua em que moro, na casa da minha avó Luzia e do meu avô Rodrigo, este tipo de acabamento existia no chão da sua cozinha, em tom vermelho ferruginoso.
Durável, resistente, muitíssimo barato, o cimento queimado/betonilha em tons de cinza revelou-se, de longe!, o material para chão meu preferido.

R.E.M. - Losing My Religion


R.E.M. - Losing My Religion


sexta-feira, 17 de maio de 2019

Apresentação do Projecto Solar dos Magalhães por Siza Vieira

Apresentação do Projecto Solar dos Magalhães por Siza Vieira

Hoje, pelas 21h00, na Casa das Artes - Centro Cultural de Amarante, o arquitecto Siza Vieira apresentará o seu projeto de recuperação do Solar dos Magalhães, única ruina/memória que nos resta de um período conturbado na nossa história colectiva e estou a falar, para quem não conhece este contexto, das invasões francesas, no caso a segunda.
Impossibilitada de dizer presente, coloco, por agora, apenas uma questão:

Valerá a pena destruir uma memória, que é única por aqui no seu género, para construir a Casa da Memória?

Cordão Humano em Valadares - Violência Não


Cordão Humano em Valadares - Violência Não

Só agora me liguei a este mundo virtual e, por isso, esta partilha já vai fora de tempo se atendermos a que teria sido importante publicitá-la em tempo útil. Mas esta partilha não vai fora de tempo se atendermos ao que está aqui em causa e que é a violência praticada sobre os professores, um problema gravíssimo que, para quem nos tutela, parece ser inexistente.
O silêncio é sempre insuportável.

Antony and the Johnsons - Bird Gerhl

Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Antony and the Johnsons - Bird Gerhl

Um amor.





quinta-feira, 16 de maio de 2019

A Palavra ao Inenarrável Mário Nogueira


A Palavra ao Inenarrável Mário Nogueira

Contribuiu, activamente, para o ponto onde estamos, arrastando a "luta" para este ano de final de legislatura, aceitando simulacros de negociações que serviram ao governo como uma luva para esgrimir que sim, que fizeram todas as negociações e mais algumas a que estavam obrigados.
Contribuiu, activamente para, nos dias de hoje, vermos reconhecido, para efeitos de progressão na carreira, pouco mais do que nada do nosso tempo de serviço efectivamente trabalhado.
Boicotou, activamente, a greve dos professores no final do ano lectivo anterior, afirmando mesmo que não era a dele/"nossa", mandando-nos acabar rapidamente o serviço que ainda estava por fazer, em pleno mês de Julho e, não contente com isto, mandou-nos de férias...  sim, que a luta com o ME faz-se de ciclos... de guerra e de férias.
Do alto de uma carroça ainda teve a lata de chamar aos gigantes professores, que lutavam nas escolas, mantendo uma greve contra ventos e marés, traidores!!!
E ainda disse que a luta se faria de aparições aos governantes durante o período estival... curioso... não dei por nada... e que o ano lectivo de 2017/2018 é que ia ser o da Grande Luta!!!
Viu-se!

Pois parece que para o ano é que vai for! Porque agora é tempo de deixar os socialistas em paz e sossego, que a legislatura está a terminar e as avaliações e exames estão aí à porta... ok... talvez umas aparições sempre com o alfinete na lapela a relembrar os 9A4M2D...

MN, mas eu sei o que fizeste/não fizeste no quase Verão passado.

terça-feira, 14 de maio de 2019

A Palavra a José Eduardo Lemos sobre o Manifesto - Pela Verdade dos Factos -9A4M2D


A Palavra a José Eduardo Lemos sobre o Manifesto - Pela Verdade dos Factos - 9A4M2D

“Manifesto Pela Verdade dos Factos” é o documento que reúne professores e autores dos principais blogues de Educação com o objetivo de desmontar a “vil e manipuladora campanha de intoxicação da opinião pública” à volta da lei de recuperação do tempo congelado aos professores, chumbada na última sexta-feira na Assembleia da República, com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP. Os subscritores não retiram uma vírgula ao texto, explicam os seus motivos, e analisam os acontecimentos das últimas semanas, depois de o primeiro-ministro ter colocado a hipótese de demissão do Governo no horizonte – entretanto afastada com a reprovação da lei.
"José Eduardo Lemos, presidente do Conselho das Escolas (CE), não assinou o manifesto mas conhece o conteúdo. E aplaude a atitude. O manifesto, na sua perspetiva, é uma excelente iniciativa de professores-bloggers que, de uma forma certeira, “desmontaram uma série de falsidades ou, mais benignamente, de imposturas intelectuais, justificadas por interesses político-partidários e profusamente difundidas pelos órgãos de comunicação social e pelas redes sociais”. E vai mais longe. Em seu entender, os blogues prestaram um serviço público, “um serviço cívico que se impunha em favor da transparência e da verdade”. “Serviço que competia a outros, desde logo ao Governo e à comunicação social, mas que, nesta matéria, generalizadamente, intoxicaram a opinião pública com falsidades (mais até do que com meias-verdades), perseguindo fins políticos e não olhando a meios para os atingir”, refere EDUCARE.PT.
 “Este manifesto tem o condão de colocar a nu a farsa montada em torno da recuperação do tempo de serviços dos professores, trazendo à memória coletiva factos que ocorreram entre 2017 e a atualidade e que, indesmentivelmente, mostram quem é que tem andando às arrecuas, quem descaradamente tem mentido aos professores e à população, quem tem sentido de Estado e quem não o tem”, sublinha, dando os parabéns aos autores do manifesto.
O que, para si, está verdadeiramente em causa não é apenas a recuperação do tempo de serviço congelado aos professores, é também “a velha arte de mentir no espaço público e o mau exemplo”. O presidente do CE lança uma pergunta e dá uma resposta: “Como se podem sentir os professores que ouviram responsáveis políticos declarar que recuperariam todo o tempo de serviço, que viram a Assembleia da República aprovar a Resolução 1/2018 e que leram os orçamentos de Estado de 2018 e de 2019? Diabolizados e enganados, obviamente!”
O responsável pelo CE olha para o caso como um episódio de “fake news”, com o efeito perverso de ter colocado os professores como vilões da história para, refere, “envenenar a opinião pública”. “Tal vem apenas confirmar a necessidade de formação em Literacia para os Media, que está a ser promovida pelo Ministério da Educação, e também oferecer uma interessante temática para debate nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento”, observa com alguma ironia."

Nota - Links na palavra manifesto da minha autoria.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O Senhor Comendador

Caricatura recolhida na Net

O Senhor Comendador

E ninguém lhe tira a comenda?
Já para não falar do resto?
A sério?!
E ninguém lhe tira a Bacalhoa?
Já para não falar do resto?
A sério?

Condutor acusado de furtar 5 euros de gasóleo vai ser julgado




Aparição


Aparição

Professores, rejubilai!

Aleluia, aleluia, aleluia!

A 12 de Maio, (mas podia ser a 13)
Na Cova da Iria,
Apareceu Marcelo
Como a gente queria.

Agarradinho à vela,
O terço rezava,
Olhando para o céu,
Marcelo implorava.

Costa, Costa,
Irritante Costa!
A crise passou?
A crise hibernou?

A 12 de Maio, (mas podia ser a 13)
Na Cova da Iria,
Apareceu Marcelo
Como a gente queria.

Aleluia, aleluia, aleluia!



Nota - Agradeço o envio do recorte ao António João Guerra.

domingo, 12 de maio de 2019

Fundo Solidário - Greve Professores Tempo Indeterminado .


Fundo Solidário - Greve Professores Tempo Indeterminado

Colaborarei, evidentemente. Porque a defendo desde o tempo daquela ministra que, por uma questão de asseio, continuo a não nomear neste meu blogue.
Senhores professores, espalhem a mensagem, sff, pelos meios que estiverem ao vosso alcance.
Podem inscrever-se, clicando aqui.

"Colegas, eis chegado o momento de endurecer a luta e reaver o que é nosso por direito. Desde há algum tempo que defendo uma greve por tempo indeterminado que nos permita fechar as escolas efetivamente. Só assim conseguiremos algo mais do que mero desdém. Estou convicta de que não conseguiremos nada com ações que já demonstraram ser completamente inócuas no seu resultado. É urgente manter a luta, sendo resiliente e acreditando que conseguiremos o nosso intento.
Para que não seja penalizante para nós, defendo a criação de um fundo solidário, que permita suprir o corte salarial. Procurei apoio junto de vários sindicatos, tal como tive oportunidade de partilhar convosco em momentos anteriores. O único que se mostrou receptivo à minha proposta foi o STOP.

Com este inquérito pretendo aferir da vossa aceitação e participação no mesmo.

O Fundo que defendo deverá ter obrigatoriamente 3 condições para a sua implementação.
1- Só serão aceites donativos de particulares, professores ou outros que defendam a nossa luta e nunca de empresas ou similares para que não seja sujeito a situações pouco transparentes, 
2- Transparência na informação dos donativos, no que refere ao valor que vai sendo angariado e a sua proveniência,
3- Possibilidade de retorno ao doador, no caso de, a condição para o qual foi criado, se demonstre impossível de alcançar.  Unidos conseguiremos. Não desistamos."

Florbela Mascarenhas

Juntos Somos Mais Fortes!


Juntos Somos Mais Fortes!

Eu sou apenas mais uma... mas juntos somos um exército.

"Resiste. Indigna-te. Vai.
Porque a lama que te atiram ficará no ar."
Eu sou apenas mais uma... mas juntos somos um exército.

Amarante, Pelo Direito à Memória


Amarante, Pelo Direito à Memória

A partir do minuto 18, durante a festa do 6.º aniversário da construção do Hospital de Amarante, a Dr.ª Filipa Carneiro, Directora Clínica do CHTS, lê um excerto do texto Amarante, Pelo Direito à Memória, na presença do senhor presidente da Câmara, José Luís Gaspar.
É um texto forte. Sentido. Entendível por quem é Amarantino e também por quem não o é.
Hoje, recupero esse texto na totalidade, da autoria de Fernando Matos Rodrigues e de mim própria, relembrando a todos os meus leitores que o assunto que o motivou, o hipotético desmantelamento do muro de suporte da Alameda Teixeira de Pascoaes e amputação dessa mesma alameda, não está esquecido e será alvo de novo debate, no próximo dia 8 de Junho, desta vez muito específico sobre esta concreta agressão à identidade amarantina que está em gestação, motivada por um específico pedido do presidente da Câmara de Amarante a Eduardo de Souto Moura.
Darei novas.
Resta-me agradecer à Dr.ª Filipa Carneiro, Directora Clinica do CHTS, por ampliar as nossas palavras.

Amarante, pelo direito à memória!..

“Amarante corporiza-se-me, ganha forma e conteúdo. Multimoda, carregada de anos e feições, com artérias novas, pulsa ao ritmo da lenda, da história, dos costumes, das paisagens e dos homens”                                                                                                   
 in António Cardoso, 1979:12


Fernando Matos Rodrigues
(Antropólogo. Investigador no CICS.Nova_UM/ Director do Lahb)
Anabela Magalhães
(Licenciada História FLUP, Professora de História)

A zona da Alameda de Pascoaes, com a ponte antiga de Amarante, o largo do mosteiro, o lugar do mercado e a sua envolvente ao Tâmega, com os seus altos, fortes e robustos muros de um velho granito em redor do seu antigo mosteiro, são o traço pictórico que dão a esta antiga cidade um sentido artístico e cenográfico de profunda e rara beleza. Um lugar de memórias, de marcas fundas e sentidas, de momentos colectivos fundacionais, de heroísmos pátrios, de geografias físicas onde se inscrevem as marcas daqueles que construíram esta paisagem.
Cada um dos seus habitantes, naturais daqui ou dali, com as suas origens nesta terra ou noutra qualquer, vivendo aqui ou noutro lugar, com descendência amarantina ou não, encontram neste “topos” urbano um sentido de identidade comum, que lhes asseguram reconhecer-se nele e desta forma ser reconhecido por todos. O lugar fundado e construído abandona a fantasia da criação e transforma-se em território que liga, que protege, que dá sentido temporal e histórico a toda uma comunidade que nele procura a sua matriz identitária de referência cultural e simbólica. Estamos a falar de um lugar histórico, com dimensão espacial e temporal de longa duração, conjugando identidade e relação. Um lugar onde a magia e a história se cruzam e se ligam pelos braços de uma ponte sobre um rio, o Tâmega.
São os lugares de memória, no dizer de Pierre Nora, que se caracterizam por uma grande estabilidade sócio-espacial e paisagística, garante fundacional da memória colectiva, a imagem do que já fomos e daquilo que queremos ser. Estamos na presença de lugares que nos ensinam a apreender a nossa diferença, a nossa individualidade, que projectam a imagem do que somos desde os tempos da infância ao tempo do individuo que muda. A Cidade Histórica é consequência deste amplo e complexo processo, configurando os seus valores arquitectónicos e tipológicos numa rica diversidade de carácter cultural, económico, social e ambiental. Desta diversidade de carácter nasce um compromisso ético com as gerações futuras, porque entendemos o património como um recurso fundamental para a qualidade de vida.
O projecto de Eduardo Souto Moura para o centro da cidade de Amarante coloca-nos algumas dúvidas e levanta muitas contradições perante a possibilidade de uma radical transformação da paisagem e do ambiente urbano numa das zonas históricas do casco antigo da cidade de Amarante.
A primeira dúvida relaciona-se com a natureza e a função deste tipo de projectos e a sua validação na “renovação das cidades antigas”. Esta proposta insere-se na figura de modelo de “renovação/regeneração” de zonas degradadas e sem infra-estruturação pública. Zonas que se encontram degradadas do ponto de vista arquitectónico e urbanístico, desvalorizadas social e economicamente. O sítio da proposta de intervenção (Alameda de Pascoaes) não obedece a esta classificação, nem se encontra des-infraestruturado, nem abandonado. Aliás, é um dos lugares da cidade com mais consolidação urbana e arquitectónica, com mais vitalidade social e económica, portador de arquitectura classificada como histórica e monumental. Uma das zonas mais consolidadas e com mais estabilidade histórica e morfológica da cidade antiga. Onde se localiza o mercado da autoria do arquitecto Januário Godinho (1910-1990) classificado como monumento nacional.
O sítio da proposta de intervenção (Alameda de Pascoaes) não obedece a esta classificação, nem se encontra des-infraestruturado, nem abandonado. Aliás, é um dos lugares da cidade com mais consolidação urbana e arquitectónica, com mais vitalidade social e económica, portador de arquitectura classificada como histórica e monumental. Uma das zonas mais consolidadas e com mais estabilidade histórica e morfológica da cidade antiga. Onde se localiza o mercado da autoria do arquitecto Januário Godinho (1910-1990) classificado como monumento nacional.
Deste modo qualquer “renovação/regeneração” urbana nunca pode fazer deste belo e monumental sítio da cidade uma tábua rasa, como se o arquitecto fosse uma espécie de mão de deus a intervir num sítio aex novo. Lembramos a Carta Europeia do Património de 1975 na qual se estabeleceu como principio a conservação integrada da cidade, o que marca uma mudança na forma como se devem entender os processos de planeamento tendo em conta a conservação do património urbano. Estamos num dos locais mais espectaculares da cidade de Amarante, porque aqui se conjugam a paisagem, o rio, a arquitectura antiga e moderna, canónica e vernacular, o tempo e o espaço, a vontade e o coração dos amarantinos, que durante séculos, fabricaram este palimpsesto de grande complexidade e beleza cenográfica.
Nesta proposta de intervenção o arquitecto Souto de Moura não valoriza o sítio como património, nem dá sentido de monumento ao território da identidade e da diferença que aí foi construído, o muro. A intervenção vem simplificar, vem destruir património, vem limpar memórias, higienizar o espaço urbano para o devolver ao mosteiro na sua dimensão de ícone arquitectónico, o que não deixa de ser paradoxal e anacrónico. A destruição do muro, da sua monumentalidade, termina com a relação complexa que existe entre o alto e o baixo, a Alameda e o rio, a verticalidade e a dramaticidade, a cena e o número. O lugar perde a sua dramaticidade construtiva e domesticado e servil desce para o rio sem glória e sem chama.
Este projecto cria um novo espaço, uma nova identidade, uma nova morfologia, uma nova imagem de espaço urbano, uma nova relação com as cotas altas e baixas, uma relação mais geométrica e linear com o rio e com a outra cidade. Perdemos complexidade e poética, perdemos monumentalidade e drama, ganhamos uniformidade e funcionalidade, perspectiva e linearidade espacial. Com esta proposta o arquitecto uniformiza, banaliza e torna o lugar num não-lugar. Um não-lugar arquitectónico, porque repete a imagem e a cenografia de outros tantos lugares de matriz e concepção moderna, bem ao gosto da tradição do open space.
A destruição do lugar em benefício de outras cotas, de outros patamares, de outras ideologias de plano urbano, não contribuem para acrescentar mais-valias arquitectónicas à zona antiga de Amarante, a não ser a marca internacional Souto de Moura. O centro histórico de Amarante é muito mais que a simples marca de um arquitecto, por muito qualificado que ele o seja. Estamos perante uma proposta que destrói património, arrasa as marcas antropológicas e paisagísticas do lugar, desfigura a cenografia monumental da cidade baixa, introduz uma espécie de neurose contemporânea, que só conduz a uma prática política de perda, de simplificação e repetição de não-lugares. Construir de novo não significa nem pode implicar a eliminação das cidades antigas. Se assim for, estaremos a construir cidades vazias, sem referência e sem identidade, sem genealogia ambiental e sem uma arqueologia do habitat.
Mas o que está em causa não é só e exclusivamente a proposta do arquitecto, mas a decisão política que em nome de uma legitimidade legitimada, um presidente de câmara decide de forma exclusiva transformar e alterar de forma radical a imagem e a arquitectura de um lugar urbano classificado como património. Uma decisão unipessoal, porque não soube escutar todos aqueles que de uma forma ou de outra, estabelecem uma relação de uso e de apropriação com este sítio. O problema é essencialmente político, porque nasce de uma decisão política arbitrária que não soube ouvir e envolver a comunidade amarantina na discussão antes de passar para a decisão. O projecto aparece como facto consumado. A discussão pública aparece depois do projecto consumado, o que nos leva a concluir que é inapropriada e de mera cosmética.  

Ver aqui.
In Jornal Sol

(Ver a partir do minuto 18)

sexta-feira, 10 de maio de 2019

To Build a Home

Imagem recolhida na net

To Build a Home

Nunca desistiremos. Nunca desistiremos de contribuir para a construção de uma casa comum mais asseada e resistente e menos vulnerável ao assalto ao virar de cada esquina por parte de trampolineiros vários.

To build a home
There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills
Tables and chairs worn by all of the dust
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home
'Cause, I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time to leave and turn to dust
Out in the garden where we planted the seeds
There is a tree as old as me
Branches were sewn by the color of green
Ground had arose and passed it's knees
By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
I held on as tightly as you held onto me
I held on as tightly as you held onto me
And, I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time to leave and turn to dust

Selfies, Aí Vou Eu!


Selfies, Aí Vou Eu!

Já passou, pois já?

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Maurício Brito - Furar a Cortina de Ferro



Maurício Brito - Furar a Cortina de Ferro

O professor de Educação Física que desafiou as contas de Centeno

A palavra a Maurício Brito:

"Estive a ler o relatório da UTAO e a tentar entender como a entidade chegou a este número de €567 milhões de euros, em ano cruzeiro, para todas as carreiras gerais. Numa análise preliminar, deparei-me com três questões interessantíssimas: 
1 - Que as contas foram feitas assumindo os pressupostos divulgados pelo Ministério das Finanças em termos de despesa bruta; 
2 - Que a UTAO descontou as receitas que os cofres públicos encaixariam em IRS, descontos para a Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações e ADSE com a subida dos salários, apurando assim o impacto líquido. 
3 - Que a UTAO não espera que com a adopção da recuperação integral do tempo de serviço para todas as carreiras especiais, Portugal passe a incumprir as regras orçamentais relativas ao Objectivo de Médio Prazo. 
Vamos lá por partes, desenvolvendo cada uma das 3 questões: 
1 - Em primeiro lugar, a UTAO efectua os seus cálculos tendo em conta um valor total bruto apresentado pelo Ministério da Finanças. Ora, os cálculos deveriam ser feitos tendo em conta o custo referente a cada professor, de acordo com seu o agregado familiar, o ano e o escalão em que se encontra. Reparem no que dizem os técnicos sobre os 804 milhões de euros: "... a UTAO não tem motivos para duvidar delas e não tem capacidade para as auditar, mesmo que tivesse disposto de mais tempo para completar este estudo, uma vez que a sua quantificação requer o acesso a microdados sobre funcionários públicos”. Portanto, relativamente à "base" com a qual desenvolveu a UTAO os seu trabalho - dados fornecidos pelo Ministério das Finanças -, muito mais poderíamos desenvolver. Mas vamos em frente. 
A UTAO, aparentemente, contabiliza (devido exactamente aos dados fornecidos pelo Ministério das Finanças) docentes que irão para a reforma neste período de tempo e que, por isso, obviamente não podem entrar nestas contas uma vez que estes professores não veriam a contabilização completa dos "942" (até porque o denominado "ano cruzeiro" dependeria sempre das negociações realizadas entre governo e sindicatos). Mais uma vez os dados fornecidos pelo MF não permitem aferir valores correctos. 
Mas a cereja no topo do bolo surge quando a UTAO diz que "A quantificação do Ministério das Finanças, embora contenha informação muito útil para a opinião pública e os deputados, só por si não permite apreender todos os impactos orçamentais que estão em causa na substituição da medida de recuperação parcial pela medida de recuperação integral do tempo de serviço para efeitos de valorização salarial”. Sabem o que isto pretende dizer, fundamentalmente? Que não estão a ser calculados, devido à "quantificação do Ministério das Finanças", os efeitos nas receitas do Estado com os impostos indirectos que a medida provocaria. E isto é grave, pois coloca em causa os valores apresentados pelo governo para que a UTAO pudesse realizar um trabalho que calculasse os verdadeiros efeitos da medida. 
Ou seja, e resumindo, relativamente aos €800 milhões brutos há muita, mas mesmo muita matéria interessantíssima a desenvolver. 
2 - Como SEMPRE foi dito por nós, a UTAO confirma que a despesa deveria ter sido apresentada parcelarmente e em valores LÍQUIDOS: reparem que estamos a falar de uma despesa que desce de €800 milhões para cerca de €567 milhões - SÃO MENOS 230 MILHÕES DE EUROS DO QUE O GOVERNO SEMPRE AFIRMOU -, o que apenas vem deixar clara uma despudorada manipulação dos números. 
3 - Talvez o ponto mais importante, a meio de uma semana em que assistimos a política no seu mais baixo nível, acobertada por uma grande parte da comunicação social sempre prestável e refém do poder instalado: o apregoado “apocalipse financeiro" que levou um primeiro ministro a ameaçar demitir-se não passava, como todos os que não se curvam perante os poderosos e que defendem a verdade, de uma despudorada invenção. A UTAO, registe-se, com os dados do próprio Ministério das Finanças, vem afirmar que a contabilização do tempo congelado de TODAS AS CARREIRAS - não apenas a dos professores - NÃO COLOCARIA EM CAUSA AS METAS DE BRUXELAS OU EXCEDENTES ORÇAMENTAIS. 
Portanto, a sustentabilidade das contas públicas NUNCA esteve em causa com a contabilização do tempo de serviço congelado dos professores, o que, registe-se, deixa claro o total incumprimento por parte do Governo do estipulado nos OE de 2018 e 2019, por motivos que que vão desde a incompetência financeira à manipulação/ocultação de dados. 
Dito isto: 
Não há mais nefasta CRISE que a de valores e princípios. Não há pior DÉFICE que o moral e o da seriedade. Não há mais prejudicial INSUSTENTABILIDADE do que o da falta de vergonha pública.
Que os deputados da nação saibam ocupar o seu lugar e que permitam que a mais elementar justiça seja feita.
Ou, então, tornem-se cúmplices de um inequívoco atentado que, nas devidas instâncias, não tenham dúvidas, encontrará os seus culpados."

A Palavra a Santana Castilho


A Palavra a Santana Castilho

Contra a cortina de ferro, marchar, marchar!

A Cambalhota


A Cambalhota

Que o humor, mesmo se negro, nunca nos falte!
E é claro que este vídeo também podia ser adaptado ao cds e ao ps.

Protestos Há Muitos

Imagem retirada na Net

Protestos Há Muitos

Com mais ou menos humor e mais ou menos impacto.
Este, português, protagonizado pelos estudantes de Farmácia, Economia e Arquitectura levou as altas individualidades presentes, com pouco poder de encaixe, diga-se de passagem!, a abandonarem o local. Porque, por aqui, não se deseja irreverência, nem percursos fora do figurino e do trilho previamente delineados e só se desejam yes-mens... e yes-womens!
Mau, mau, assim não brinco!

Protesto levou Rui Moreira e reitor a abandonarem cortejo da Queima no Porto

E este, francês.

Quinze ovelhas inscritas como alunas para impedir redução de turmas

As Críticas, Justíssimas, ao Presidente da República


As Críticas, Justíssimas, ao Presidente da República 

Aparece por todo o lado, tem opinião sobre tudo, defende o mais desgraçado, distribui sorrisos de apoio, tira selfies a torto e a direito com o povo com quem parece identificar-se, distribui abraços de solidariedade e beijinhos de consolação, telefona para esta e para aquele, abraça um cão, um gato, afaga um burro.
Sobre os professores e para os professores, "os melhores do mundo" para usar as suas palavras, sistematicamente vilipendiados e enxovalhados pela classe política e comentadeiros do podre regime, nem uma palavra!
A palavra a André Pestana, Paulo Guinote e João Dias da Silva.No Jornal I.

(...)“Como é que alguém que aparece para falar de tudo, para tirar selfies e que até telefona a apresentadoras de televisão e a jogadores de futebol, aos professores, que estão a ser atacados, não tem uma única palavra”, diz ao i André Pestana, dirigente do sindicato recente STOP. “É um silêncio ensurdecedor”, remata ainda o docente André Pestana que recorda que em setembro de 2018 “o Presidente da República disse que em Portugal tínhamos os melhores professores do mundo” e agora “está calado quando nos querem tirar quase 25% da nossa carreira contributiva”.
Também o professor Paulo Guinote, autor do blogue “O Meu Quintal”, diz ao i que, em termos gerais, os professores “sentem falta de apoio” sublinhando que não receberam “abracinhos”. Mas para Paulo Guinote o silêncio do Presidente revela que Marcelo Rebelo de Sousa “está a evitar hostilizar abertamente o Governo”. Além disso, o professor considera que o chefe de Estado está “com extremo receio e cautela” porque “neste momento, a situação é de tal clivagem que qualquer coisa que diga ou é inócua ou vai levantar polémica porque ou o PS ou os professores vão cair-lhe em cima”.
O sentimento de “desilusão” entre os professores é também apontado pelo secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, que diz que chegam ao sindicato “várias queixas”. Isto porque, salienta o dirigente sindical, os docentes “criaram uma expectativa em relação ao Presidente da República que é muito elevada”.
(...)

XIV Edição - Doces Conventuais Amarante


XIV Edição - Doces Conventuais Amarante

Porque a vida continua a ter nuances locais e nuances doces.
Apareçam!

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Professores - Vigília Assembleia da República


Professores - Vigília Assembleia da República

Porque a luta não se quer frouxa e dos fracos não rezará a História.
Daqui.

Furando a Cortina de Ferro - A Palavra a Paulo Guinote


Furando a Cortina de Ferro - A Palavra a Paulo Guinote

A desmontagem das aldrabices e mentiras em que este país está atolado, desta vez feita por Paulo Guinote, no Jornal I.

"O atual primeiro-ministro e o seu ministro das Finanças conseguiram consolidar no espaço mediático uma narrativa sobre a reposição do tempo de serviço dos professores que se baseia num conjunto de falsidades que não têm merecido o devido cotejo na comunicação social, antes sendo ampliadas por muitos comentadores que as tomam, de forma ingénua ou não, como factos verdadeiros.
A primeira mentira foi a de que a solução de repor 70% de sete anos de carreira é uma solução de “justiça e equidade” para com o que foi feito para as carreiras gerais. A afirmação é falsa, falaciosa e trunca a realidade pois oculta que o congelamento das carreiras não começou em 2011 e que as carreiras “gerais” e “especiais” têm essa designação porque têm, legalmente, estatutos específicos com sistemas de progressão diferentes. Ao reporem-se sete anos de carreira às carreiras gerais está a ser reposto todo o tempo que não foi contabilizado desde 2011, e não 70% dele. As carreiras “especiais” têm estatutos próprios, tendo o da carreira docente sido aprovado por um Governo onde estava António Costa. Ao decidir repor 70% do tempo de permanência num escalão, e não todo o tempo, como nas carreiras gerais, está-se a desrespeitar objetivamente uma lei em vigor de forma iníqua e injusta.
A segunda mentira é a das contas apresentadas quanto à “despesa” que implicaria a reposição integral do tempo congelado, porque isso seria “insustentável” para as finanças públicas por constituir um encargo permanente de centenas de milhões de euros. Só que essas contas se baseiam em “médias” de valores para progressões que contabilizam até quem não pode progredir. Apresenta-se o valor “médio” de 2,31 para as progressões, quando há 20 mil docentes que ou não podem progredir ou apenas podem subir um escalão. Além disso, oculta-se que o impacto orçamental é em parte compensado pelo aumento direto da receita fiscal e das contribuições sociais (e indiretamente pelo aumento do consumo) gerado pelos aumentos salariais. E mente-se quando se oculta que a TSU é uma despesa que se anula a si mesma, por ser receita do próprio Estado."

Pode continuar a lero artigo clicando aqui.

Furando a Cortina de Ferro - E Estas Contas Não São Nossas


Furando a Cortina de Ferro - E Estas Contas Não São Nossas

UTAO. Recuperação integral do tempo de serviço custaria 398 milhões de euros líquidos

"A recuperação integral do tempo de serviço dos professores e das restantes carreiras especiais custaria 398 milhões de euros em termos líquidos anualmente, ou seja, descontando o que o Estado receberia de volta com receitas de IRS e contribuições para a Segurança Social, quando a medida se refletisse na totalidade em 2023, estima a UTAO. Estes seriam os custos líquidos caso fosse aprovada em votação final global a proposta aprovada pelos deputados do PSD, CDS, BE e PCP na comissão de educação, que compara com os 800 milhões de euros brutos que o Governo diz que custa a medida.  Quanto custa contar todo o tempo de serviço dos profs?
Segundo a análise da Unidade Técnica de Apoio Orçamental ao Programa de Estabilidade, enviada esta quarta-feira aos deputados, o orçamento teria um impacto inicial de 311 milhões de euros em 2020 devido às mudanças feitas no pagamento de dois anos, nove meses e 18 dias, o tempo já previsto no diploma do Governo mas agora sem faseamento, a que se junta um quarto da reposição dos restantes sete anos. (...)"

terça-feira, 7 de maio de 2019

A Canção/Dança dos Números




A Canção/Dança dos Números

É um dejá vu. Dos marretas.

Estavamos nós em 2018... Custos das progressões dos professores em 2018 baixam de 90 para 37 milhões

Aqui deixo várias opções, para vários gostos.





Respondendo ao Guinote a Propósito do Eclipse dos Senhores Secretários de Estado da Educação e, Já Agora, Daquele que Ia Defender Furiosamente os Professores Portugueses



Respondendo ao Guinote a Propósito do Eclipse dos Senhores Secretários de Estado da Educação e, Já Agora, Daquele que Ia Defender Furiosamente os Professores Portugueses

Parte do enigma está solucionado.

O senhor secretário de estado da Educação, João Costa, encontra-se a ministrar formação a um grupo alargado de professores do Norte, na Escola Secundária de Amarante.
Agora, outro enigma se me coloca.
Será que ao menos os senhores professores presentes vestiram umas tshirts a dizer 942?!!! Empunharam uns cartazes com 942?
Exigiram ao menos respeito por toda uma classe que por estes senhores está a ser vilipendiada a torto e a direito sem olharem sequer para as sequelas que tudo isto deixará dentro de nós?
O senhor director da Escola Secundária de Amarante recebeu-o ao menos com um 942 escrito na testa?

Furar a Cortina de Ferro


Furar a Cortina de Ferro

Haja deuses! Estamos a conseguir alguma coisa.
Seriedade política, precisa-se! Bom jornalismo também!
As contas apresentam-se com bonequinhos que é para ninguém poder dizer que não percebeu onde está a grande marosca na diferença dos valores apresentados.

No Público.

"Tanto nos Orçamentos de Estado como nas contas enviadas para Bruxelas, no âmbito do Programa de Estabilidade, o Governo contabiliza estes descontos como fazendo parte da receita do Estado. Mas com os professores os critérios mudaram o que justifica em grande parte a diferença de cerca de 500 milhões de euros que separam as contas feitas pelas Finanças daquelas que recentemente foram apresentadas por um grupo de professores."


Temos Marretas Nacionais?


Temos Marretas Nacionais?

Estão a precisar de serem desmascarados, ponto por ponto.
Os professores não progridem mais devagar do que o esperado porque eles sabem muito bem fazer as contas e sabem muito bem que nós não temos progressões automáticas decorrentes do tempo de serviço - ouviram senhores jornalistas, políticos e comentadores avençados? - e temos muitos constrangimentos e travões até chegarmos ao topo da carreira, ou não fossem eles, políticos, os legisladores desta mesma carreira.

Professores progridem mais devagar do que o esperado pelas Finanças

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ecos do Manifesto - Expresso


Ecos do Manifesto - Expresso

Professores juntam-se para denunciar “vil campanha de intoxicação da opinião pública”

Miguel Sousa Tavares no Seu Melhor


Miguel Sousa Tavares no Seu Melhor

Entrevista na TVI e o jornalismo no seu melhor:

MST para AC - Ok! O governo entendeu e o senhor pessoalmente entendeu que era irresponsável assumir este compromisso financeiro e daí apresentou a sua demissão como não fez nestes três anos e meio. (...)

Ó Miguel, o homem não se demitiu, carago!!!! Até o meu neto de 5 anos já sabe isso!

Ecos do Manifesto - Observador


Ecos do Manifesto - Observador 

Com declarações de Paulo Guinote.

Professores autores de blogs assinam manifesto e acusam Governo de manipular opinião pública




 
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