Hoje avanço um pouquinho mais no levantar do véu do infame processo disciplinar que a senhora diretora do meu agrupamento teve a distinta lata de me mover... depois de me ameaçar com um, alto e bom som, em frente a uma plateia de professores, na maioria professoras, que, tanto quanto eu sei, não são surdos/as.
Instaurado o estapafúrdio processo eis que este vai parar às mãos de um senhor inspector, para mim completamente desconhecido, mas que, de cada vez que para ele olhava via, tal e qual, a figura da senhora directora.
A conduta do senhor inspector foi curiosa. Não sei como foram escolhidas as testemunhas da senhora, se por ela mesma, se por ele... a mesma coisa?... se tiraram à sorte de um saquinho bolas branquinhas ou pretinhas, assim como à moda de um jogo de sorte ou de azar.
Azar, para mim, que saíram quase todas as que tinham à data cargos de coordenação, o que não diz nada para quem está por fora da minha profissão, mas diz muito para quem estava dentro, neste caso a minha pessoa.
Coincidência, azar meu... sei lá eu... não é que as testemunhas quase todas, ocupando cargos de cooordenação, dependiam directamente das avaliações atribuídas pela senhora directora para progredir ou não na carreira?
Mas, adiante. O senhor inspector, que pelos vistos não deve ter considerado relevante saber a minha versão dos factos pelos quais eu estava acusada, não me quis ouvir e passou adiante. Ora a dada altura das investigações, qual inspector saído da pena da Agatha, pede à senhora diretora do meu agrupamento, por escrito, os dados profissionais sobre a minha pessoa.
E eis qual não é o meu espanto quando me deparo com um documento assinado por aquela que me berrou aos mais de sessenta anos... nem o meu pai me berrava!... "Eu é que mando neste agrupamento! Eu é que sou a directora!" que tentava reduzir-me talvez à sua insignificância.
Mentiras atrás de mentiras, nem na data de entrada no agrupamento acertou... eis que chego à falta injustificada pelo senhor director da Escola Secundária de Amarante, no ano 2000, que teve a brilhante ideia de me injustificar uma falta tendo eu justificado a falta antes de faltar! Sim, eu sei... é confuso... mas ainda mais confuso se torna quando, depois de recorrer dentro de uma tutela toda pintadinha de rosa, perdendo, claro está o que motivou a entrada no Tribunal Administrativo de um recurso que por mim foi ganho, nem outra coisa poderia ser!
Eu sempre tenho uma sorte! E de novo a coisa a repetir-se ao tempo do nosso ministro Costa, 2023, para ser mais precisa, que havia que manietar e calar quem não se dobrava ao cor-de-rosa ps e não abanava a cabecita, talvez amedrontado/a, talvez até tolhido face à possibilidade de vingança.
Pois eu aprendi que ela se serve fria.
E eis que envio um e-mail para os serviços administrativos do meu agrupamento e peço que me informem de todos os cargos que exerci desde 2009/2010, ano lectivo em que entrei neste agrupamento onde ainda hoje me encontro, mas blindada com uma FAT passada pela Medicina do Trabalho.
E quem me responde, quem é? Pois, a senhora directora do agrupamento que teve a lata de, pela segunda vez, e agora respondendo-me a mim e a um e-mail que fora dirigido aos serviços administrativos, prestar falsas declarações por escrito já que o meu percurso no ainda meu agrupamento foi muito rico e variado em trabalho para os Meus Alunos.
E não é que o senhor inspector comeu tudo, neste caso as sucessivas mentiras, tal e qualmente eu como uma bola de berlim esparramada ao sol?
Moral deste capítulo - Quando aos bons, ou mesmo excelentes profissionais, fazem isto... que esperança podemos ter no presente e no futuro deste país?






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