quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Noite de Halloween

Noite de Halloween - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Noite de Halloween

- Doçuras ou travessuras? - perguntaram-me eles, depois de tocarem à campainha cá de casa.
Pois serão doçuras... doçuras para os meninos e meninas do agora 9ºF.

Nota - Sim, esta fotografia ficou cheia de efeitos especiais... e sim, bruxinhas e bruxinhos, vocês estavam lindos!

Com Dedicatória aos Tugas

Com Dedicatória aos Tugas

Também a mim, portantos.



Nota - Com os meus agradecimentos ao João Sardoeira pelo envio da "pérola".

Quelhas

Quelhas Amarantinas - S. Gonçalo
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Quelhas

Adoro-as. Principalmente as amarantinas que poucos amarantinos percorrem. Sonho com a sua reabilitação para deleite de moradores, turistas em geral, amarantinos em particular. Sonho com a sua reabilitação apenas porque gosto mais de quelhas do que de avenidas. Gosto das penumbras que aí existem, das sombras e dos pormenores pitorescos cheios das cores da tradição amarantina, das trepadeiras caindo, da calçada portuguesa espalhada pelo chão e que, amiúde, piso.
Gostaria de as ver digníssimas e asseadas. É só. E já não é pouco. Parece...

Cristiano Responde a Blatter

Cristiano Responde a Blatter

Não costumo pronunciar-me sobre assuntos ligados ao futebol. No entanto, não quero deixar passar a oportunidade de escrever aqui e agora que o presidente da Fifa, atendendo ao cargo que ocupa, comportou-se de forma vergonhosa relativamente a Cristiano Ronaldo.
A vingança seve-se fria.

Cristiano - 1/ Blatter - 0


Reserva de Recrutamento 07

Reserva de Recrutamento 07

DGAE publicitou ontem as listas da Reserva de Recrutamento 07
Car@ sóci@ do SPN,
A DGAE publicitou ontem as várias listas no âmbito da Reserva de Recrutamento 07, as quais também podem ser consultadas nesta página do SPN. Lembramos que esta é uma matéria que interessa aos docentes não integrados na carreira ainda sem colocação, mas também aos docentes de carreira candidatos à mobilidade interna ainda por colocar. Recordamos também que, nos termos do n.º 9 do artigo 37.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de Junho, «a aceitação da colocação pelo candidato faz-se por via de aplicação informática até 48 horas, correspondentes aos dois primeiros dias úteis após a publicitação da colocação», ou seja, neste caso, nos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro. Mais se esclarece que das listas agora divulgadas pode ser interposto recurso hierárquico pelo prazo de 5 dias úteis seguintes à sua publicitação. A não interposição de recurso implica a aceitação tácita das listas, ainda que se verifique posteriormente que as mesmas continham erros.
Pode aceder aqui às listas de:

Novas da FENPROF

Novas da FENPROF

Escolas: privatizar, municipalizar e beneficiar grupos privados...

FENPROF promete "oposição tenaz" a propostas anunciadas por Paulo Portas

Enganar Pacóvios - Um Estado a Recuar...

 
 Enganar Pacóvios - Um Estado a Recuar...

... a recuar... a recuar... a recuar...

Confirme aqui, no documento que anda nas bocas do mundo. Tão lindo...


"uma terceira via é a que poderíamos designar por “escolas

independentes”. Trata-se, aqui, de convidar, também mediante

procedimento concursal, a comunidade dos professores a

organizar-se num projecto de escola específico, de propriedade e

gestão dos próprios professores, mediante a contratualização com

o Estado do serviço prestado e do uso das instalações. Essa

oportunidade significa uma verdadeira devolução da escola aos

seus professores e garante à sociedade poder escolher projetos

de escola mais nítidos e diferenciados;"

E agora a pérola em cima do bolo. Tão lindo que isto é! É mesmo poesia para os meus ouvidos!Agora só fico à espera de ver um encarregado de educação de um aluno de um qualquer bairro social do Puerto a escolher o Colégio do Rosário para aí matricular o seu filho.
"o Governo deve preparar a aplicação do chamado “chequeensino”,

como instrumento de reforço da liberdade de escolha das

famílias sobre a escola que querem para os seus filhos. Deve,

para tal, seguir um método prudente e gradual, assente em

projetos-piloto, que permitam à sociedade e às instituições aferir a

resposta e os resultados de um modelo de financiamento

diferente;

Com Dedicatória à Cristas

Com Dedicatória à Cristas

Depois admiram-se por serem gozados.



Nota - Com os meus agradecimentos ao exaurido Paulo Santos Silva!

Embalar Pacóvios Tugas

Embalar Pacóvios Tugas



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Protestos - Educação

Protestos - Educação

Os alunos tratados como mercadorias.


Dia dos Avós

Auto-Retrato com Acrescento
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães 
 
Dia dos Avós

Dia nosso, portanto!

Sala de História - EB 2/3 de Amarante

Sala de História - EB 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Sala de História - EB 2/3 de Amarante

As obras/vitrinas ficaram quase concluídas quando hoje saí da Escola. Sei, agora, que amanhã entrarei na Sala de História do 3º Ciclo e as vitrinas sorrirão para nós, alunos e professores, aguardando serenamente a tarefa que será feita de recheios vários, divididos por anos de escolaridade, do 7º ao 9º ano, nos dias que se seguirão.
Estas vitrinas são a prova provada de que é possível intervir aqui e ali, usando muito poucos recursos, e com isso aumentar o conforto sentido em contexto de sala de aula.
Agora poderei solicitar trabalhos vários aos alunos para afixar no Jornal de Parede com a certeza de que não haverá estragos e que estes permanecerão em segurança e serão expostos com toda a dignidade que merecem.

Ai como me incomodou, anos a fio, entrar e sair de salas de aulas de paredes nuas, umas atrás das outras, indiferenciadas, amorfas, frias sem nada que as distinguisse, sem um pingo de calor humano, sem qualquer marca das pessoas que as foram habitando.
Podemos nós - professores, alunos, funcionários - fazer alguma coisa contra isto? Pois nem sempre... mas às vezes... yes, we can! Às vezes abrem-se janelas de esperança que devem ser aproveitadas.

De resto, é como digo, santos da casa têm de fazer milagres. E só não consegue fazer nada quem nada tenta fazer.

Canhão da Nazaré

Canhão da Nazaré

Incrivelmente belo!


Hino Nacional

Hino Nacional

~

Nota - Com os meus agradecimentos ao João Sardoeira pelo envio da encomenda.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Novas do MEC

Novas do MEC

Futuros professores obrigados a exame de Português e Matemática

Yupi! E não é que eu concordo com o MEC?
A intervenção deve ser aqui mesmo, a montante das licenciaturas, nas licenciaturas mesmo se necessário for e não a jusante delas.
Mude-se o que está mal na formação de professores.
Os professores nunca foram contra o acréscimo e a melhoria formativa, senhor ministro!

Cão Piões

 
Cão Piões

Ena! Somos cão piões!

Portugal lidera subida de impostos

Avós

Avós - Ponte de Mizarela - Gerês
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Avós

Antigamente associados a pessoas muiiiito velhinhas, esta é a imagem que guardamos dos nossos avós.
E agora? Que imagem guardarão os nossos netos de nós?

Outono - Amarante


Outono - Amarante Ontem - Cepelos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Outono - Amarante

O fim-de-semana passado foi feito de tempo extraordinariamente doce e caloroso como é apanágio do Senhor Outono que por cá já se instalou e nos brinda com dias ora de sol, ora de chuva, de qualquer modo com temperaturas ainda muito amenas a rondarem os vinte graus.
Esta é talvez a melhor época de Amarante, porque as árvores, aqui omnipresentes, vestem-se de cores múltiplas e diversas e livramo-nos do opressivo e totalitário verde com raios de amarelos, castanhos e vermelhos sem fim.

domingo, 27 de outubro de 2013

Mãos

Mãos que se tocam - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Mãos

Adoro-as. Especialmente se são carne da minha carne e sangue do meu sangue.

Lou Reed - 1942 – 2013

Lou Reed - 1942 – 2013

Rest in peace, Lou!
And... walk on the wild side...


Cascas/Tonas

Cascas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Cascas/Tonas

À partida poderíamos ser levados a pensar que cascas, vulgarmente conhecidas por tonas aqui na minha região, são agora "lixo", nos anos sessenta amontoadas num balde com outros restos de comida, sobras, gorduras e afins que serviam para engrossar o balde da lavagem, tudo se aproveitava, que era depois servido aos porcos caseiros ou da vizinhança, na actualidade aproveitadas talvez para aumentar o monte do composto, ou, o mais comum, deitadas para o caixote do lixo que aumentará o aterro sanitário, agora que desapareceram as lixeiras a céu aberto que abundavam ainda nos anos oitenta neste país.
Mas esse não foi nunca o caso destas cascas, aproveitadas desde sempre, desde que me lembro, por estas alturas do mês de Outubro.
Estas são as preciosas cascas de... quem adivinha?

Sem Vergonhice

Sem Vergonhice

Apenas mais uma. De notar que o orçamento para 2014, para o ensino privado, aumenta no ano de todos os cortes para o sector público.
Parabéns, Crato. Estás a conseguir minar bem o Ensino Público!

Centenas de alunos carenciados ainda não têm manuais escolares

A Palavra a Ken Robison

A Palavra a Ken Robison

Não é a primeira vez que escuto uma conferência de Ken Robison. Esta, subscrevo-a na sua totalidade e dedico-a àquela espécie de ministro que tutela, desastrosamente, o sector da Educação em Portugal.
Não é que o tipo está a fazer tudinho ao contrário do que devia? Pois, é certo... eu sei... a agenda pouco secreta é a morte da Escola Pública e esse é o objetivo final das políticas que não educativas.
Aviso desde já... por mim, não passará! E não, não matarão a minha criatividade, não matarão a minha vontade de trabalhar em contexto de sala de aula, não matarão o meu desejo de fazer melhor hoje do que fiz ontem, de inovar, alterar, construir, refletir... até de sorrir. Não, não matarão o meu sorriso profissional.

Crato, tu irás à tua vida. Nós ficaremos a remendar os teus cacos.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sem Vergonhice Total

Sem Vergonhice Total

Figuras da justiça no lançamento do livro de Sócrates causam incómodo

Ohhhhhhhhhhh... e nós que ainda não tínhamos percebido estas relações de proximidade e de falta de decoro... para não me adiantar mais.
Esta gente continua empenhada em minar o nosso já frágil Estado de Direito muito torto.

E para utilizar a terminologia socrática do maior tuga de todos os tempos... isto não é uma badalhoquice?

Condeixa - Império Romano

Condeixa - Império Romano


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Marmelada

Marmelada - S. Gonçalo . Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Marmelada

Porque estamos no tempo dela e estes são os dias de a comer quentinha, à colher... são servidos?

Sala de História - EB 2/3 de Amarante

Sala de História - Vitrinas - EB 2/3 de Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Sala de História - EB 2/3 de Amarante

Já contei aqui a história destas vitrinas que começam agora a tomar forma na sala quase exclusivamente reservada à leccionação da disciplina de História, do 3º Ciclo, na EB 2/3 de Amarante.
Feito o pedido à direcção, solicitado e aprovado o orçamento, o Senhor Pinto, somente o funcionário que todas as escolas deviam ter, meteu mãos à obra e carpinteirou três vitrinas dentro do género de todas as outras existentes na nossa escolinha... que nós gostamos de nos manter dentro dos parâmetros se os parâmetros foram bem esgalhados, o que é manifestamente o caso.
As três vitrinas já se encontram colocadas na parede do fundo da sala onde passo a maior parte do tempo dedicado à leccionação da disciplina de História e orientação do Clube "História em Movimento". Não estão ainda prontas, mas a base já está lá, faltando agora, unicamente, uma estrutura em alumínio que suportará os vidros de correr, dois por vitrina, que vedarão, com a ajuda de uma pequena fechadura, o seu conteúdo por forma a que este não possa ser mais vandalizado.
A vitrina da esquerda ficará reservada ao 7º ano de escolaridade, a do meio ao 8º e a da direita ao 9º ano e acolherão recortes de revistas ou jornais, postais, fotografias, trabalhos variados dos alunos sobre as temáticas que vão sendo leccionadas e trabalhadas ao longo do 3ª Ciclo de Escolaridade.
O investimento foi pequeno, adequado a uma época de crise e dificuldades económicas como a que atravessamos e está looooooonge dos investimentos faraónicos das escolas recuperadas/construídas pela Parque Escolar - 15 milhões de euros orçamentados para a vizinha Escola Secundária de Amarante que está agora pronta a dois terços... faltando a fase três... por falta de verba, dizem.
O investimento foi pequeno, certo, do ponto de vista pecuniário, mas será enorme em conforto sentido por todos os professores e alunos que habitam/habitarão esta nossa sala.
Continuarei a dar novas sobre as obras em curso na Sala de História da EB 2/3 de Amarante...

Greve - 8 de Novembro

Greve - 8 de Novembro

Dirigentes da FNE e da Fenprof juntam-se a outras organizações e prometem paralisação.

"A Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional de Educação (FNE) vão juntar-se à Frente Sindical para a Administração Pública (Fesap), à Frente Comum e ao Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e convocar uma greve para o próximo dia 8 de Novembro."

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Yaël Naïm - Toxic

Yaël Naïm - Toxic


Reserva de Recrutamento 06

Reserva de Recrutamento 06

DGAE publicitou hoje as listas da Reserva de Recrutamento 06

 
Car@ sóci@ do SPN,
A DGAE publicitou há pouco as várias listas no âmbito da Reserva de Recrutamento 06, as quais também podem ser consultadas nesta página do SPN. Lembramos que esta é uma matéria que interessa aos docentes não integrados na carreira ainda sem colocação, mas também aos docentes de carreira candidatos à mobilidade interna ainda por colocar. Recordamos também que, nos termos do n.º 9 do artigo 37.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de Junho, «a aceitação da colocação pelo candidato faz-se por via de aplicação informática até 48 horas, correspondentes aos dois primeiros dias úteis após a publicitação da colocação», ou seja, neste caso, nos dias 24 e 25 de Outubro. Mais se esclarece que das listas agora divulgadas pode ser interposto recurso hierárquico pelo prazo de 5 dias úteis seguintes à sua publicitação. A não interposição de recurso implica a aceitação tácita das listas, ainda que se verifique posteriormente que as mesmas continham erros.
Pode aceder aqui às listas de:

CEF 2ºA - Visita de Estudo

Visita de Estudo à Biblioteca Albano Sardoeira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
 
CEF 2ºA - Visita de Estudo

Ontem foi dia de visita de estudo à Biblioteca Municipal de Amarante para a minha turma do 2º ano do Curso de Pastelaria/Panificação.
As recomendações foram as de sempre, que eles são dezassete alunos, quase todos rapazes a necessitarem de cuidados redobrados... não vá passar-lhes pela cabeça sei lá eu o quê.
Felizmente os receios revelaram-se infundados e os meninos e meninas tiveram um excelente comportamento no trajecto e durante a visita guiada maravilhosamente pelo senhor Carlos Cardoso que soube captar-lhes todo o interesse e atenção. Para alguns constituiu uma estreia absoluta a entrada naquele espaço público construído também para eles, outros já tinham estado no seu interior mas estavam longe de conhecer os cantos à casa.
É sempre um prazer acompanhar alunos a estes magníficos equipamentos públicos construídos e/ou recuperados num tempo de vacas gordas e de abundância de recursos que, por certo, não conheceremos tão cedo. E é sempre bom que a Escola, nas pessoas dos seus Professores, ajudem os alunos a compreender este facto e a reconhecer a importância destas infra-estruturas para a população que por aqui habita e que nos visita e que os ajudem a valorizar o nosso património local.
Só se ama o que se conhece... certo?... já alguém o afirmou antes de mim e eu afirmo-o frequentemente aos meus alunos. Aos dos CEF também que eles não são mais nem menos do que os outros.
É também sempre um prazer revisitar esta Biblioteca, fabulosamente recuperada, diga-se de passagem, porque povoada de funcionários simpáticos e afáveis, sempre colaborantes com esta professora que amiúde os revisita acompanhada dos seus alunos, aqui a pretexto do módulo - Lusofonia - A Língua Portuguesa para além de Portugal, já explorado em contexto de sala de aula a partir de um PowerPoint da  minha autoria que pode ser consultado aqui.

Nota - Como a visita correu maravilhosamente bem... e conforme o prometido... alunos meus, agendarei uma outra visita de estudo à Biblioteca da ESA para o visionamento de uma curta-metragem portuguesa, obrigada Professora Elsa Cerqueira!, para vos ajudar a interiorizar que nem só o que vem de fora é que é bom. O que é criado dentro de portas é também excepcionalmente bom... quando o é e só nos fica bem reconhecer este facto. Santos da casa têm de fazer milagres.
Darei novas!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Prova de Avaliação de Professores - Palhaçada do MEC

Prova de Avaliação de Professores - Palhaçada do MEC

"Os professores não integrados na carreira docente que celebrem contratos até ao final deste ano ficam isentos de ter aprovação na prova de avaliação para poder dar aulas, segundo o diploma hoje publicado."

A sério que acho tudo isto pouco sério.

Abuelita

Abuelita

Sou.

E salto!

Mais alto!


Sexto-Andar

Sexto-Andar

Faço minhas as palavras do Flávio Monte porque também por aqui tenho destes e destas.
Para eles um pensamento de segundo que eu não tenho nem um minutinho a perder... Olhem, temos penas!
"Dedico-a àqueles que julgam que escrevo para eles em particular (sobretudo quando se reveem num retrato de que não gostam)!

Fiquem bem (ou mal, se preferirem)!"


Nota - Post inteiramente surripiado ao Flávio Monte! Agradecida! Muito!

Café B. A. R. - Amarante

Café-Bar - Tia Maria José e Primas Luizinha e Rosarinho
Fotografia sei lá eu de quem...
 
Café B. A. R. - Amarante

O Café Bar, situado no Largo de S. Gonçalo/Praça da República, foi, já o disse inúmeras vezes neste blogue, fundado pelo meu avô paterno, Rodrigo Queiroz e pelos seus dois irmãos Ismael e Belchior, algures na década de trinta do século XX.
A fotografia que hoje partilho é um dos raros documentos que mostra relativamente bem o interior deste café, tal como ele era em plenos anos sessenta, e foi-nos cedida por quem a tem na sua posse, Maria José Lima, a quem agradeço a generosidade da dádiva.
Presente na fotografia a minha tia-avó Maria José, a Gioconda nas palavras de Pascoaes, com as suas duas netas, Luizinha, a mais velha, de pé, e Rosarinho, ao colo da sua avó, ambas filhas do meu primo Luís Queiroz.
A fotografia permite ver as cadeiras oriundas da famosa indústria local Tabopan e as belíssimas mesas, de um modelo que ainda hoje podemos encontrar, felizmente, em alguns cafés, mesas com pé metálico centralizado e tampo redondo de vidro.
Nesta parte do café, existiam, segundo o meu pai, duas filas de mesas e cadeiras, tendo cada fila três mesas situadas paralelamente à parede, espelhada à altura do corpo e rosto.
na mesa da esquerda ainda podemos vislumbrar parte da silhueta do meu avô Rodrigo, sentado de perna cruzada numa postura que manteve até ao fim dos seus dias, neste café por si frequentado até poucos dias antes da sua morte. Exactamente por detrás da minha tia encontrava-se a mesa "pertença" de Teixeira de Pascoaes que aí bebia o seu "precioso veneno", tal e qual como ele lhe chamava, em chávena de porcelana fina que a minha tia Maria José comprou especificamente para o efeito.
Podemos observar a estantaria por detrás do balcão com as garrafas de bebidas espirituosas e, ao centro, o relógio quadrado de madeira que ainda hoje faz parte da mobília deste café. Por cima do balcão a balança, indispensável para as vendas a peso e o barril, pequenino, que guardava a serpentina por onde passava a cerveja vendida a copo, tal como indica a placa com o aviso "Cerveja ao copo", ilustrada pelo copo típico do agora chamado "fino". O balcão tem ainda um escaparate com os célebres furinhos que davam prémios e que povoaram toda a minha infância e uns pacotinhos de rebuçados para venda ao público que deliciavam adultos e principalmente crianças. É ainda visível um cartaz que anunciava o filme em projecção nesse fim-de-semana, no Cine-Teatro de Amarante, sim... Amarante teve um!!!! que eu frequentei até à exaustão e onde vi as primeiras peças de teatro acompanhada pelos meus pais e irmão. O balcão acomodava ainda a máquina de café, as chávenas e os pires, não visíveis na fotografia, era envidraçado à frente e em cima, tinha duas estantes para exposição dos artigos à venda, e no café vendiam-se bolachas, refrigerantes, chocolates...  acomodava ainda os copos e diversos artigos para uso próprio.
Quem entrasse no Café-Bar por esta altura, entrava pela porta principal, virada para o Largo de S. Gonçalo e encontrava o bilhar do lado direito, bilhar onde se jogaram memoráveis partidas jogadas por jogadores exímios como o Dr. Armando Brandão, José Moura Basto, D. Manuel Alvito, Dr. Luís Vasques Correia Mendes, Manuel Cardoso Carvalho, Adriano Soares Natal e o inesquecível Marinho (Tranca) a que o Dr. Brandão chamava "Pascácio".

Um ano veio a Amarante o campeão nacional de bilhar livre. Convidou o Dr. Brandão para uma partida talvez convencido da sua superioridade técnica... mas o Dr. Brandão deu-lhe uma lição memorável do que era jogar bilhar num café cheio de assistência, cheio até ao tutano para ver apurar o campeão dos campeões!
Dizem, quem os viu jogar, que foi um acontecimento inesquecível...

Nota - Se quiser saber mais sobre a história deste café, pode clicar aqui.
Por último, dois agradecimentos: os meus agradecimentos ao meu pai, José Ismael Coimbra Pinto de Queirós, sem o qual esta postagem não veria a luz do dia; os meus agradecimentos à Dona Maria José Lima, pela partilha, generosa, da fotografia que deu o mote a este post.

domingo, 20 de outubro de 2013

Rescisões para Professores

Rescisões para Professores

Apanhado das reportagens saídas nos vários canais televisivos sobre esta temática tão importante que pode interessar a alguém desse lado.... que a mim não!


sábado, 19 de outubro de 2013

Puta de Lata!

Puta de Lata!

E, ao mesmo tempo, os ensebados engordam mais e mais e assaltam velhinhas...

Ponto da Situação


Ponto da Situação

Aviso desde já que amanhã a única ponte que poderei passar a pé será a Ponte de S. Gonçalo, em Amarante. Mas apenas porque não poderei passar qualquer outra por motivos de força maior.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Trabalho

Trabalho

Finalmente pari a apresentação em PowerPoint sobre a 1ª Guerra Mundial que andava a levedar, às voltas e mais voltas, faz tempo.
Sim, é verdade, os meus alunos já andavam numa chiadeira impossível... rsssssssssssssss... mas este início de ano lectivo, confesso, tem sido verdadeiramente atípico...

No Comments

 

No Comments

Recorte a circular no face... tudo como dantes, no quartel de Abrantes!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Abuelita

João nas suas primeiras horas...
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Abuelita

"Abuelita, sou um menino!"

Abuelita

Abuelita

A cegonha chegou esta madrugada e trouxe-o em segurança, sossegadinho e docinho. Fez-me Abuelita com muito prazer.
Muitos parabéns, Jotas!


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Violência em Escola de Massamá

Violência em Escola de Massamá

Vamos ver mais disto. E muitos dos políticos nacionais têm responsabilidades acrescidas nesta violência latente que grassa pela sociedade portuguesa e que explodirá aqui e ali. Pelo exemplo de bandalheira que dão aos jovens, pelo que estão a fazer à Escola Pública, cada vez mais amontoada e entregue à sua sorte, pela depressão económica, pela falta de respeito por quem aufere rendimentos à custa do seu trabalho...

A Palavra a Malala Yousafzai

A Palavra a Malala Yousafzai

Porque muita gente, nestes nossos países tãoooooo desenvolvidos, está a precisar de recordar o Valor Maior da Educação.
Sem ela somos pouco mais do que nada...
Escutem as palavras da Malala. Escutem as palavras de dezasseis anos bem empregues.


Educação Filha da Puta

 
Educação Filha da Puta

Hoje dou a palavra a Barra da Costa. O texto foi partilhado pelo Carlos Gomes no Fórum - Plataforma pela Educação.

EDUCAÇÃO FILHA DA PUTA! "serei eu um filho da puta quando comparado com outros professores e mulheres de ministros ou um produto da filha da puta da vida «democrática»l?

No âmbito do concurso aberto para a nomeação de uma professora para o Agrupamento Vertical de Escolas Ordem de Sant'Iago- Setúbal, dezenas de candidatas foram convocadas, no âmbito do Decreto-Lei 132/2012, para uma entrevista a realizar no dia 20 de Setembro de 2013, pelas 14 horas, no auditório da escola sede do referido Agrupamento.
As candidatas apresentaram-se à hora marcada, acompanhadas do dito convite, para serem entrevistadas. Uma entrevista a ser efectuada por via escrita, o que parece significar que o ministério da Educação do ministro Crato já não dá primazia ao discurso oral. Provavelmente, por cobardia.
Quer isto dizer que, em vez das candidatas serem entrevistadas pelo presidente do Agrupamento para este ouvir das suas razões e, desse modo, aquilatar das suas competências, fluências e concordâncias verbais e outras coisas mais, o susodito presidente resolveu entrar na sala e substituir esse instrumento de «avaliação» por um conjunto de questões centradas no «seu» Agrupamento.
Nesse quadro foi entregue a cada candidata uma folha de papel A4, onde constavam perguntas que teriam de ser respondidas em 50 minutos. As candidatas olharam para as perguntas, e embora as tivessem considerado surreais pelas razões que se expõem de seguida, ainda assim, quase todas responderam.
O «surrealismo» passa pelo facto, por exemplo, de uma das candidatas nunca ter trabalhado naquele Agrupamento, logo, não ter ali tomado qualquer decisão, fosse em que projecto fosse.
Sabe-se hoje que o lugar em causa, no Agrupamento de Escolas de S´Antiago, Setúbal, já estava «aquecido» pela, passe a expressão, mediadora, de seu nome Sara Almeida, que já no ano transacto ali havia cumprido serviço.
Primeira conclusão: as questões especialmente dirigidas a esta candidata e, com certeza, a sua pontuação máxima foi totalmente merecida, atenta, aliás, o tipo de postura anterior.

Vamos ao que interessa, isto é, à natureza das questões apresentadas:

1ª Defina agrupamento TEIP e explique qual a razão deste agrupamento ser considerado TEIP?
2ª Por quantas escolas é composto o Agrupamento a que (a candidata) se propõe trabalhar?
3ª Que projectos, iniciativas ou actividades já aqui desenvolveu para contribuir para o sucesso do Agrupamento?
4ª Quais as necessidades reais do agrupamento?

Obviamente, a grande maioria dos candidatos não poderia responder às perguntas relativas ao Agrupamento propriamente dito porque nunca ali tinha trabalhado.
Além disso, nenhum docente que concorre, como é o caso de uma candidata em causa, a 100 agrupamentos, 50 concelhos e 10 distritos é humanamente capaz de estudar o «assunto» ao ponto de responder a este nível de perguntas tão convenientemente «minuciosas» acerca deste ou de qualquer outro agrupamento em questão.
Dito de outra maneira: apenas quem trabalhou no dito Agrupamento poderia responder: porque é o agrupamento conotado por Teip; quais os seus reais problemas; por quantas escolas é formado; e, ainda mais surreal, que actividades desenvolveram os candidatos que tivessem contribuído para o desenvolvimento da escola, tendo em conta as necessidades da mesma.
A candidata em causa solicitou ao senhor presidente do Agrupamento que lhe fosse possível trazer o questionário em apreço, pedido prontamente recusado, vá-se lá saber porquê. Ainda assim a candidata fez a sua apresentação e informou que era seu propósito imediato denunciar a situação superiormente, bem como a quem de direito.

Senhor ministro da Educação: entrevistas deste tipo, verdadeiras aberrações técnico-pedagógicas, dizem bem do tipo de sistema educativo que o senhor visa implementar em Portugal: nada de oralidade, nada de frente a frente, nada de avaliação curricular. Ao invés, comanda a «cunha» e o faz de conta, vias próprias de quem sabe que vale mais vender a alma ao diabo por um lugar ao sol do que discutir olhos nos olhos a vontade e a moral que faz a distinção entre uma Educação rasca e uma Educação competente.
Incorpora o senhor ministro uma bandidagem «democrática» por demais conhecida, legitimada pelo voto por uma boa mão cheia de imbecis.
Teima o senhor ministro em convencer-nos, na linha de outros seus colegas, que tem força suficiente para governar só porque pertence a uma elite organizada que tem dinheiro, logo, o poder. Não é verdade, porque mesmo sem dinheiro o povo também pode deter o poder. E quem tem o poder é quem tem o conhecimento, não quem pode pagar pela Educação.
Senhor ministro da Educação: como dizia o outro, o poder está na ponta das espingardas. Luísa Borges de Araújo, a sua mulher, foi há dias escolhida pela secretária de Estado de Ciência, Leonor Pereira, e nomeada pelo Ministério da Educação e Ciência para integrar o «Conselho Científico» das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), função que não será remunerada. Os «Conselhos Científicos» da FCT são formados por 54 pessoas. E a dita selecção é realizada com base nos currículos científicos dos candidatos que se propõem ao lugar, a partir de uma chamada aberta a toda a comunidade científica.
Então, porque é que o senhor ministro não manda olhar, escolher e nomear outras pessoas, muitas delas mulheres como a sua, com olhos de equidade? Como o senhor bem sabe, trata-se de gente que não se pode dar ao luxo de ir ocupar um lugar tipo «movimento nacional feminino», mas de gente que precisa de ganhar a vida, que precisa de dar comer aos filhos, meninos e meninas que o senhor colocou na valeta da vida a passar fome, como qualquer sociopata.
Ainda hoje, em termos da «bolsa de recrutamento» nº 2, para colocação de professores, no «grupo 220» (português / inglês 2º ciclo), em 7.000 candidatos foi colocado 1 (!!!) em Niza.
Enquanto isto, no «grupo 110», relativo ao 1º ciclo, em 10.00 candidatos foram colocados 10 (!!!).
E na quase totalidade dos outros grupos não foi colocado qualquer professor (!!!).
O que é isto, senhor ministro?!
Ouso sugerir-lhe que mande colocar uma quinta pergunta, mais consentânea com o estado actual do ensino em Portugal, no inquérito que é distribuído aos senhores professores candidatos: "serei eu um filho da puta quando comparado com outros professores e mulheres de ministros ou um produto da filha da puta da vida «democrática»l?
É verdade que alguns professores se suicidam, mas não é menos verdade que nem todos perderam ainda a vontade de ajustar contas consigo e com os quadrúpedes com pernas que lhe lambem as botas nos Agrupamentos Escolares por este país (!) fora. Ora, como o senhor ministro bem sabe, quem não quer ser lobo não lhe vista a pele!
 

Barra da Costa

Nota - Senhor ministro, a sério que não se sente profundamente envergonhado?

Guerra Colonial - Afilhado de Guerra - Hélio Matias

Propaganda - Guerra Colonial - Guiné
 
Guerra Colonial - Afilhado de Guerra - Hélio Matias

Confesso que tenho um, blogosfericamente falando, de seu nome Hélio Matias, colega já aposentado e mais do que aposentado, tratador do blogue "Valado dos Frades" e seu único paridor e que parece ter chegado à blogosfera um bocadinho atiçado por esta blogger que agora tecla este post. Daí eu ser sua madrinha de guerra e ele ser meu afilhado, sendo que fui por ele elevada a esta categoria, que acolhi e aceitei e me serviu que nem uma luva!
Sabendo-o ex-combatente no ultramar, nomeadamente na Guiné, solicitei-lhe material de guerra, salvo seja!, para ir preparando a minha futura aula sobre a guerra colonial. A prontidão da resposta deixou-me sensibilizada, ainda por cima porque me chegou com a indicação que este material comigo partilhado estava a sair do bafio pela primeira vez em tantos e tantos anos e porque vinha acompanhado da missiva "Use como quiser".
Os documentos recebidos no sábado são preciosos para as minhas aulas e para o Centro de Recursos da Sala de História e por isso estou deveras agradecida a este meu Amigo distante fisicamente, que eu só conheço por aqui, através desta Senhora Internet fabulosa que, a ser bem utilizada, nos faz progredir de forma imparável.
Gosto disto. Destas aproximações improváveis. E gosto desta generosidade desprendida.
Muito obrigada, Hélio Matias! Muito obrigada, Afilhado!

domingo, 13 de outubro de 2013

Ermo - Destronado

Ermo - Destronado

Porque me apeteceu ouvi-los. Aos bracarenses Ermo.


1ª Guerra Mundial - Frente Ocidental - Campos da Morte

Trincheiras - Arredores de Verdun - França
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
1ª Guerra Mundial - Frente Ocidental - Campos da Morte

Já percorri esta Frente Ocidental para cima e para baixo, mais a norte e mais a sul, sendo que, durante a minha última peregrinação, andei pela Alsácia e pela Lorena não deixando de visitar a fustigada região de Verdun, palco de uma das mais sangrentas batalhas ocorridas durante esta guerra que, contra todas as expectativas, não foi rápida e se prolongou por quatro longos anos.
Esta guerra teve o seu início no Verão de 1914, após o assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Fernando, no dia 28 de Junho, em Sarajevo, capital da Bósnia, cometido pelo sérvio Gavrilo Princip, membro de uma organização secreta chamada Mão Negra, tendo-se concretizado passado um mês deste fatídico acontecimento, no dia 28 de Julho, data da declaração de guerra da Áustria à Sérvia. Os acontecimentos precipitaram-se, imparáveis!,como se ganhassem vontade própria e a História se tornasse não dependente da vontade dos homens, sucedem-se as declarações de guerra e a 4 de Agosto a Bélgica, país neutral, foi invadida pelas tropas alemãs que pretendiam chegar rapidamente a Paris. Derrotadas e barradas pelos exércitos francês e inglês na Batalha do Marne, 5 a 12 de Setembro de 1914, os dois exércitos instalaram-se no terreno começando a abrir vastíssimas valas, as trincheiras, de um e de outro lado, pondo assim termo a uma primeira fase da guerra, rápida, conhecida por Guerra de Movimentos e inaugurando uma fase longa, que duraria até 1918, conhecida pela Guerra das Trincheiras. Ora, são estas trincheiras que ainda hoje rasgam, como uma ferida bucólica que permanece aberta mas não sangra, grande parte do território francês, teatro de guerra, à época, e frente de batalha aqui do lado ocidental. Estes são os "Campos da Morte" da 1ª Guerra Mundial, rasgados ainda pelas crateras das bombas... tantas!!!, rasgados ainda pelas trincheiras, aqui na região de Verdun onde se travaria uma das épicas batalhas ocorridas durante esta guerra, que duraria de 21 de Fevereiro a 18 de Dezembro de 1916 e que provocaria perto de um milhão de mortos de ambos os lados. Quase inimaginável...
Hoje, olhando-as, as trincheiras parecem até lindas, amostras do que foram um dia, serpenteando um território florestado no fim da guerra mas que era agricultado antes da desgraça se abater sobre esta região, desgraça sangrenta que varreu do mapa localidades inteiras e muitas das suas gentes, mas que varreu do mapa principalmente as tropas que serviram de carne para canhão numa guerra desajustada do ponto de vista estratégico face à modernidade e sofisticação das armas envolvidas em combate.
Hoje, olhando-as, quase nem conseguimos imaginar o sofrimento da gente de carne e osso que aqui combateu ao frio, à chuva, à neve, mal alimentada e de moral sabe deus, vivendo na imundice, partilhando o espaço com os ratos e as ratazanas... corpos servindo de alimento a pragas de piolhos, corpos desfeitos pelas bombas, pelos tiros automáticos das metralhadoras, aniquilados pelo armamento químico utilizado pela primeira vez nesta guerra.
Sim, esta foi uma guerra de muitas inovações. De muito sofrimento também. E estes são lugares de peregrinação para muitos de nós, conhecedores da importância da História por motivos profissionais... ou apenas porque sim...

Nota - Se alguém quiser usar as fotografias, façam os favor de estar à vontade desde que não omitam a autoria das mesmas.

sábado, 12 de outubro de 2013

Medo - Júlio Resende - Dueto com Amália Rodrigues

Medo - Júlio Resende - Dueto com Amália Rodrigues

Verdadeiramente sublime.



Nota - Com os meus agradecimentos a um jovem, João Carvalho, agora a fazer Erasmus na Polónia e que nunca se esquece desta professora... que nem foi dele...

Facebook - Memórias - Aulas de História - Sugestão ao Poder Político Local

 

 Facebook - Memórias - Aulas de História - Sugestão ao Poder Político Local

A história conta-se por esta ordem: reencontrei o Alberto Martins, filho da Dona Helena dos Correios, algures no Facebook... que também tem destas coisas e serve, de quando em vez, para aproximar gente que não se cruza faz anos, nomeadamente conterrâneos nascidos e criados da nossa bela vila natal.
Ontem, em conversa no face, lancei o repto ao Alberto sobre documentação da sua passagem pela Guiné, durante a Guerra Colonial... sei lá, fotografias, insígnias, cartas para uma madrinha de guerra... isto porque ando às voltas com a 1ª Guerra Mundial e guerra atrás de guerra chegarei à Colonial, que leccionarei este ano às minhas turmas de 9º ano, precisando de recolher toda a documentação que puder aqui do pessoal de Amarante que eu gosto de remeter para a terrinha, sempre que posso, para integrar a história local na história nacional e esta na mundial.
O pedido foi feito ontem. Hoje já me chegou às mãos muito material que seleccionarei com cuidado. Por agora partilho este Louvor recebido pelo furriel miliciano Alberto Joaquim de Macedo Pereira Martins pelos serviços prestados à Pátria, na Província da Guiné, documento datado de 1968.
E, aqui chegada, lembrei-me de deixar mais uma sugestão ao poder político local, sugestão nada original pois eu conheço estas iniciativas de outras terras, em alguns casos feitas com incrível êxito, que não em Amarante, está bom de ver. E a sugestão é a de solicitar aos Amarantinos documentação pertinente sobre determinados acontecimentos, nomeadamente este - Os Amarantinos na Guerra Colonial - para memória futura, antes que quase tudo se perca, desaparecendo com a voragem do tempo. É claro que estas iniciativas poderão/deverão? partir do poder local, que deverá ser agregador e potenciador da visibilidade de Amarante, aqui e no estrangeiro.
As minhas visitas a França deixam-me sempre a pensar... não há terra que não possua a sua evocação dos filhos da terra mortos em combate... e eles tiveram tantos! e os agradecimentos da Pátria pelos serviços prestados por estes jovens arrastados pelo poder político para teatros de guerra desconhecidos e imprevisíveis. A Guerra Colonial Portuguesa foi um erro de casting, isto para ser ligeira na sua classificação, é certo. Mas estes jovens foram arrastados para ela, à época, tantos "sem saber ler nem escrever", e defenderam Portugal com o seu suor, dor, lágrimas e sangue. Alguns deram tudo o que tinham para dar e nem regressaram... há Amarantinos perdidos para sempre algures nas matas africanas... Quem se recorda deles? Quem guarda as suas memórias? Quem guarda as memórias dos que regressaram feridos física e psicologicamente e que permanecem vivos entre nós?
Não devemos ser nós a preservar as nossas memórias? O poder local não poderá/deverá ter uma importante palavra a escrever neste capítulo da salvaguarda de um património que urge preservar?
Aqui fica a sugestão, que pode ser ampliada para todos os eventos importantes acontecidos aqui, por estes solos deveras especiais... e mais tarde, quem sabe?, não se poderá ampliar o Museu Local assegurando outras valências, sempre enriquecedoras... ou até fundar um outro, algures lá mais para diante, num futuro mais ou menos próximo, num futuro mais ou menos distante...

Nota - Este louvor constará da minha apresentação em PowerPoint sobre a Guerra Colonial.
Este louvor servirá também para dele fazer uma reprodução que constará no património do Centro de Recursos da Sala de História da EB 2/3 de Amarante. Porque grão a grão, enche a galinha o papo!

Agradecida, Alberto Martins! Muito!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dia de Outono - Amarante

Dia de Outono em Amarante - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Dia de Outono - Amarante

Estas foram algumas das fotografias que deram origem a uma chamada de telemóvel vinda do outro lado do rio...

"Agora deste em Paparazzi?"... eheheh... pois dei!

Do Ensino Superior

Do Ensino Superior

Presidente do Acesso ao Ensino Superior demite-se

Partilho somente um pequeno extracto da notícia:

"Numa carta enviada aos deputados acusa o Governo de "incompetência", "teimosia" e "má-fé". Jorge Araújo, representante do Conselho de Reitores também bateu com a porta."

E se mais gente batesse com a porta?

FENPROF - Esclarecimentos Sobre Período Probatório

FENPROF - Esclarecimentos Sobre Período Probatório

Indevidamente, MEC coloca professores em período probatório

Chegou ao conhecimento da FENPROF que a DGAE terá emitido informações para as escolas no sentido de, estas, chamarem à realização do período probatório, a que faz referência o artigo 31º do Estatuto da Carreira Docente, na sua atual redação, os docentes que ingressaram recentemente em quadro através, quer do Concurso Externo Extraordinário previsto no Decreto-lei n.º 7/2013, de 17 de janeiro, quer através do normal concurso externo previsto no Decreto-lei n.º 132/2012, de 27 de junho.

Ora, sucede que muitos dos docentes que, por força daquela informação, estão a ser chamados à realização do período probatório, se encontram dispensados da mesma, por estarem abrangidos pelo n.º 5 do artigo 7º do Decreto-lei n.º 270/2009, de 30 de Setembro, ou seja, pelo facto de, à data da entrada em vigor deste diploma legal, posuirem um mínimo de “cinco anos completos de exercício de funções docentes, sendo pelo menos três dos quais com horário completo pelo período de um ano lectivo”.

Tendo em conta que aquela disposição legal não foi, entretanto, alterada ou revogada e no sentido de evitar transtornos futuros para os docentes implicados, bem como contratempos desnecessários para a administração educativa, decorrentes dos atos de impugnação que, com toda a certeza, os docentes interporiam, a FENPROF solicitou ao Secretário de Estado da Ensino e da Administração Escolar que tome medidas no sentido de ser retificada/complementada aquela informação veiculada pela DGAE às escolas.

O Secretariado Nacional da FENPROF
8/10/2013

Nota - A incompetência deste MEC mete nojo.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Da Perseguição ao Funcionário Público

 
Da Perseguição ao Funcionário Público

Funcionários públicos sofrem redução definitiva de 10% em salários acima de 600 euros

E agora? Trabalhamos menos 10%?

Nota - Cartaz surripiado ao Luís Costa.

Sala de História - EB 2/3 de Amarante

Sala de História EB 2/3 de Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Sala de História - EB 2/3 de Amarante

O projecto História em Movimento, que brotou um dia dos meus vivos neurónios e que está a ser implementado por mim, na sua totalidade e nas várias vertentes, na EB 2/3 de Amarante, sendo um todo só concretizado no seu todo faz sentido, faz-se de pequenos ou grandes passos que se vão acumulando numa marcha contínua, ora mais apressada, ora mais lenta, passos que nos trouxeram aqui, ao dia de hoje com as suas circunstâncias, e que nos levarão a outros dias do futuro, se nada de imprevisto nos acontecer pelo caminho, exigindo nós/eu que esses dias sejam feitos de realidades de melhor qualidade e asseio quando comparadas com as presentes.
O meu trabalho insere-se nessa perspectiva. Ensinar, educar, cativar, actuar, alterar, modificar, enriquecer... apenas porque não sou um mono quer na minha vida privada e pessoal, quer na minha vida pública e profissional e recuso-me a ser uma morta em vida, também profissionalmente falando.
Quando fui colocada na EB 2/3 de Amarante, a Sala de História só se distinguia das demais porque tinha nos seus belos armários um amontoado de mapas empoeirados, que eu nunca usei, e um globo terrestre que a cada passo sai do armário porque ainda hoje lhe dou uso. De resto, as mesmas paredes e tectos negros como tições dos fungos causados pelas humidades infiltradas do resto da Escola.
Meti pés a caminho e arrastei outros comigo. A Escola custeou a tinta e, numa manhã de paragem lectiva, professores, funcionários e alguns alunos do Clube de História deixaram a Sala de História um brinquinho. O historial desta intervenção pode ser lido aqui e data de 2011.
Depois pedinchei uns painéis que vi encostados numa das salas de trabalho onde leccionava uma turma de CEF e esses painéis lá foram, novinhos em folha, ocupar o espaço, vazio e enorme, da parede do fundo da nossa sala de aula e por ali permaneceram até à semana passada, servindo de suporte a uma espécie de Jornal Escolar de História, feito de trabalhos realizados pelos alunos. Infelizmente, e apesar de todos os avisos feitos "aos crianças", durante estes anos os painéis foram sendo degradados, ratados mesmo!, num desrespeito pela propriedade pública verdadeiramente intolerável. Fico sempre pasma, confesso, agora ainda mais do que antes, quando um aluno se vira para mim, depois de um sermão de missa cantada e me diz "Professora, isso não interessa que o Estado paga!" parecendo? desconhecer que o Estado sou eu, os pais dele e os restantes portugueses que, com o dinheiro dos seus impostos, sustentam este estado voraz também à conta deste desrespeito da coisa pública que é destruída apenas porque "me apeteceu"!
Confesso que estes painéis violentados dentro da Sala de História andavam a mexer com os meus neurónios irrequietos e amantes da ordem, da organização e do asseio.
Já tinha feito o pedido à nossa directora do agrupamento, num quase final de ano lectivo de 2012... rssssss... já não havia verba... "Anabela, lembra-me num início de ano lectivo". Este ano lembrei. Expliquei ao Sr. Pinto, todas as escolas deviam ter um funcionário assim!, o que pretendia, nada de especial, apenas três vitrinas fechadas, à chave, com portas de vidro, na onda das vitrinas que estão espalhadas pelo pavilhão central, apenas que um pouquito mais fundas. Os orçamentos dos materiais foram pedidos e são irrisórios na despesa da Escola. OK! Mãos à obra, Sr. Pinto, já que compete a este funcionário exemplar da EB 2/3 de Amarante a montagem dos materiais, pedidos soltos para ser mais económico! Já vi a estrutura das vitrinas e confesso que as achei lindas e estou já a imaginá-las recheadas de trabalhos...
Entretanto, os estuporados dos painéis todos ratados saíram do fundo da nossa sala e a parede apresenta-se agora nua, aguardando serenamente a chegada das três novas inquilinas que servirão de pretexto para os alunos pesquisarem materiais - recortes de revistas e jornais, selos, postais, fotografias... afixarem os seus textos... o que for... e que, espero!, servirá de motivação para os temas a tratar, tão interessantes todos, de História.
Darei novas sobre esta intervenção...
 
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