Respira fundo, Anabela Maria!
terça-feira, 9 de abril de 2019
segunda-feira, 8 de abril de 2019
Carvalhadas e Afins ou os Ecos de Um Debate Transmitido em Directo e com Casa a Abarrotar
Confesso que hesitei quanto ao título a dar a este post - Carvalhadas e Afins? Caralhadas e Delfins? Caralhadas e Afins? Ou Carvalhadas e Delfins?
Pois Carvalhadas e Afins será, para não me acusarem de sensacionalismo nesta minha casa deveras recatada onde eu desempenho a função de tratadora... mas, que fique bem claro, jamé avençada pelo poder político local, regional, nacional ou mesmo internacional. O que quer dizer que eu decido o que escrevo, quando escrevo, onde escrevo e decido também o que publico, quando publico, onde publico. Sem rede. Sem pálio. Sem encosto. E sim, de facto, é muita liberdade para uma pessoa só.
E serve este introito para relatar uma estupefacção minha a propósito dos ecos e ondas de choque provocados pelo debate ocorrido no passado dia 23 de Março, inserido num ciclo de debates promovido pela comissão Amarante, pelo direito à memória e a propósito do ante-projecto de Souto Moura para a Alameda Teixeira de Pascoaes.
A cena foi pública, está quase a fazer oito dias, ocorreu em pleno Café-Bar na presença de todos que por lá se encontravam, ouviram-se os berros até na cozinha do dito e a coisa conta-se em duas penadas. Juro que só perguntei educadamente pela opinião sobre o debate uma vez que a outra parte, não estando presente ao vivo e a cores, muito embora convidada pessoalmente, o acompanhou em directo pelo facebook... e já não tive tempo para quase mais nada. As caralhadas foram várias, os foda-se também, num descontrolo total e em altos berros que ainda hoje estou para perceber o que foi aquilo... e alas que se faz tarde para fora do café, café onde eu permaneci... espantada, abismada, estupefacta mesmo...
Felizmente a cena não se passou dentro da minha sala de aula ou lá teria eu de instaurar um processo disciplinar por falta de respeito à minha pessoa. Assim sendo, resta-me aguardar semi-sentada/semi-deitada, na minha chaise longue ou long chair predilecta, um sentido pedido de desculpas vindo de quem perdeu o norte e as estribeiras.
É que já não estou propriamente disposta a brincar aos arrufos intempestivos da adolescência... não agora que caminho a passos largos para acumular trinta anos em cada perna.
A Palavra ao Fundador do Clube dos Pensadores
Eu faria só uma pequena/grande correcção à afirmação proferida por Joaquim Jorge - Não é no futuro que ninguém quer ser professor... porque é já hoje.
Assim, e já hoje, será mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que alguém que deseje ser professor.
E quem pagará esta situação bem cara num futuro próximo? Pois, é isso, os mesmos de sempre, os mexilhões dos mexilhões. Quanto aos políticos... e aos seus filhos que parece que isto é coisa dinástica... que criaram e continuam a contribuir afincadamente todos os dias das suas vidas para que isto assim seja, estarão num qualquer posto dourado que lhes assegurará as mordomias de sempre.
"No futuro ninguém quer ser professor: Mal visto, mal pago, maltratado”
sábado, 6 de abril de 2019
TBR Goza?
Recorte da autoria de Luís Costa
Ouça bem, senhor ministro - Um roubo será sempre um roubo. De maior montante ou de menor montante, perpetrado de uma vez ou aos bocadinhos, um roubo será sempre um roubo mesmo se quem o pratica e a ele fica associado decide devolver uma pitada do montante... digamos subtraído.
Mesmo se pergunta aos roubados Querem receber esta pequena parte do surripiado por inteiro ou aos bochechos?
Quem pratica o roubo e a ele fica associado será sempre um gatuno, um larápio, um ratoneiro, um vigarista... ou não será?
"O ministro da Educação disse nesta sexta-feira que os professores são “os únicos” a “escolher o melhor de dois mundos”, porque podem optar por recuperar o tempo de serviço congelado de uma só vez ou de forma faseada."
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Salgueiro Maia 1/7/1944 - 3/4/1992
1/7/1944 - 3/4/1992
A minha admiração profunda por um Homem essencial na Revolução do 25 de Abril de 1974 que nunca reivindicou nada para si nem para sua família.
Ouviram, senhores políticos da esquerda à direita passando igualmente pelo centro?
De facto "há várias modalidades do Estado se organizar. Há os estados socialistas, os estados ditos comunistas, os estados capitalistas... e há o estado a que chegamos. Então proponho acabar com o estado a que chegamos."
Votação do Projeto de Resolução N.º 2002/XIII/4ª - Cancelamento da Construção da Barragem de Fridão
Votação do Projeto de Resolução N.º 2002/XIII/- Cancelamento da Construção da Barragem de Fridão
Senhores deputados, para o bem e para o mal, jamais esqueceremos.
Hoje estiveram com Amarante os deputados do BE, do PAN, dos Verdes... e o deputado do PS, Hugo Carvalho, a quem tiro o meu chapéu pela integridade demonstrada ao votar isolado do pálio partidário.
Com minúscula muito pequenininha escrevemos hoje mais um capítulo político para o ps no seu conjunto, para o pcp (??!!!) e para os partidos da coligação que governa Amarante - psd e cds - que pretendeu, abstendo-se, lavar as mãos como Pilatos de um triste episódio inserido no Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, que fede que tolhe todo ele, chamado Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão.
Senhores deputados, para o bem e para o mal, jamais esqueceremos.
Votos a favor: BE, PAN, Verdes, Hugo Carvalho (deputado do PS)
Votos contra: PCP e PS
Abstenção: CDS e PSD
Nota - Grata pela informação e pelos recortes, João Carvalho!
quinta-feira, 4 de abril de 2019
Alavanquemos Então o Espectáculo Político
Jornaleiras - Parque Florestal de Amarante
Fotografia de Joaquim Teixeira PintoAlavanquemos Então o Espectáculo Político
E sem mais, dou a palavra aos próprios gestores do espectáculo.
Publicado a 28/08/2013
Publicado a 26/09/2013
Publicado a 27/08/2013
quarta-feira, 3 de abril de 2019
100 Ideias Amarantinas - 100 Mitos
100 Ideias Amarantinas - 100 Mitos
Aí estão eles de novo, os jovens amarantinos que se movem, debatem, partilham ideias e opiniões.
Desta vez o evento chama-se "100 Mitos" e ocorrerá no Clube Amarantino, no dia 16 de Abril, pelas 15h15.
A sociedade civil está viva e recomenda-se. Apareçam!
Nota - Evento especialmente dirigido aos estudantes que por estes dias frequentam o 12.º ano.
terça-feira, 2 de abril de 2019
segunda-feira, 1 de abril de 2019
Antero de Alda - Exposição de Fotografia
Aqui vos deixo o cartaz, o flyer e o convite para a inauguração da exposição de fotografia de Antero de Alda que ocorrerá no próximo dia 5 de Abril, na Fundação Vicente Risco, em Allariz, Ourense, Espanha.
A exposição estará patente ao público até ao dia 31 de Maio e será, sem dúvida, um excelente motivo para rumar a Norte, à vizinha Espanha.
Nota - A minha escola não é mais a mesma sem ele...
Nepotismo
Nepotismo - do latim nepos, sobrinho, neto, ou descendente, refere-se ao favorecimento de parentes/amigos próximos, em detrimento de pessoas mais qualificadas.
E sim, já mete nojo no estado português. E só se resolverá através da lei.
Porque o estado português não é propriedade privada. Ou já é e eu ainda não sei?
A palavra a Joana Amaral Dias.
Rede de Metro - Amarante
Por aqui, a edilidade tem tantos mas tantos projectos, no papel!, que a gente, mesmo a minimamente atenta e informada, nem consegue acompanhar!
Foi o caso deste, da rede de Metro de Amarante. Nunca tinha ouvido falar dele, por certo perdido entre centenas e centenas deles, diz-se!, escapou-me a sua concepção, realização, mesmo a sua inauguração...
Mas eis que hoje desço pela cidade... et voilá! Dos bombeiros ao terminal das camionetas, da margem direita à esquerda do Tâmega, aí está a obra materializada por todo o lado... a contrastar com as obras que não há meio de sairem do papel... e prontinhas que estavam aquando da substituição do poder autárquico que passou da cor rosa à laranja matizada de azul e amarelo. E sim, estou a falar do Santa Engrácia Cine-Teatro...
Nota - Os meus mais sinceros parabéns pela nota de original humor. Que este nunca nos falhe!
sábado, 30 de março de 2019
Amarante, pelo Direito à Memória... e à Cidadania
Hoje dou a palavra a José Emanuel Queirós que reflecte, em texto escrito com enorme mestria, sobre o debate ocorrido no passado dia 23 de Março, no Café-Bar, em pleno coração/umbigo da urbe.
O mote foi o ante-projecto de Eduardo Souto Moura para a ampliação do mercado municipal de Amarante, da autoria do arquitecto Januário Godinho, e a remodelação do espaço envolvente com a proposta de amputação da alameda Teixeira de Pascoaes e recuo do seu muro de suporte após desaterro do terreno em causa para criação de uma "leirinha", usando a terminologia de uma amiga atenta aos problemas desta nossa cidade, para colocação ao ar livre de umas barracas e bancadas para ampliação do espaço para os feirantes à cota do mercado actual.
PELO DIREITO À MEMÓRIA E À CIDADANIA
Em alternativa às audiências monocórdicas predispostas aos percursos de sentido único das vias sem retorno, percorridas por poderes fátuos comuns sem freios nem retrovisores – mais hábeis na colocação de pegadas pessoais e no investimento em ‘obra feita’ do que na promoção de diálogos construtivos geradores de consensos alargados –, cidadãos amarantinos tomaram a iniciativa de organizar e levar ao coração da cidade um espaço de debate sobre o programa delineado nos aposentos municipais para reconfiguração espacial da Alameda Teixeira de Pascoaes, na interface com o edifício do Mercado – equipamento projectado pelo risco do arquitecto Januário Godinho (1910-1990), construído no início da década de 1960 – e a margem direita do rio Tâmega.
Na amena tarde do passado Sábado (23 de Março), a sala de visitas de Amarante estendeu-se do Largo da igreja conventual para o espaço interior do octogenário Café-Bar Restaurante São Gonçalo, contando com o amável contributo da gerência do estabelecimento (Rodrigo Silva) – homónimo do seu fundador, Rodrigo Queiroz –, na súbita reconversão do estabelecimento em improvisado auditório.
A actualidade da temática anunciada – «Amarante, pelo Direito à Memória» – fazia prever o interesse de muitos amarantinos que guardam na terra a sua origem e nela reservam a própria identidade. A afluência registada veio, assim, superar as melhores expectativas, tantos foram os cidadãos que quiseram tomar parte da iniciativa que, pelas 17 horas, o espaço onde sempre recebeu ilustres amarantinos e cidadãos da cultura deste país – dois, hoje, ali evocados (Teixeira de Pascoaes e Maria Eulália de Macedo) –, pareceu dispor dimensões bem mais limitadas do que oferece nos dias comuns.
Havendo como pano de fundo a decisão do Presidente da Câmara Municipal pela adjudicação directa do empreendimento ao arquitecto Eduardo Souto Moura – Pritzker da Arquitectura em 2011 – e o ante-projecto urbanístico elaborado para o espaço em questão, teria sido mais-do-que oportuno que, contraente e contratado, tivessem correspondido aos convites que lhes foram dirigidos pela comissão organizadora.
No remanso das águas do Tâmega de uma Primavera soalheira e morna, se bem pensaram os cidadãos cúmplices da cidade onde têm o seu chão sagrado e nele cresceram com o usufruto das terras e dos patrimónios, assim não interpretaram os protagonistas da espectral criatura, tanto o promotor da conduta do Município, José Luís Gaspar, como o arquitecto responsável da proposta de alteração urbanística que, por motivos distintos, preferiram declinar os convites à participação e ao esclarecimento público.
No diálogo estabelecido em premissas distintas, havendo lugar à interpelação do cidadão e ao responsável questionamento, com propenso proveito para uma cidade prenhe de memórias onde os modernismos higienizantes podem, muito facilmente, configurar desvirtuamentos, anacronismos e acções descontextualizadas de cunho paradoxal e absurdo, todos teríamos algo a ganhar.
O agendamento autárquico de uma desnecessária alteração urbanística localizada no núcleo monumental da urbe amarantina levou o lume ao rastilho, e o poder da ignição transformou um não-problema urbano em polémica oficial aberta na sociedade amarantina. Faltou, de certo, a ponderação devida sobre os efeitos impactantes das profundas mudanças configurativas e funcionais preconizadas para aquele espaço da cidade, que evitasse a emersão, ao plano das urgências, do esclarecimento e do debate sobre matéria passiva e consensualizada.
A partir de então, não há método nem modo democrático de controlo da reflexão pública e da formulação de opiniões múltiplas, nem forma de guiar o pensamento de cada um para terrenos convenientes e circunscritos a algum cioso desiderato.
A vibração da cidade e o conhecimento das especialidades com que se cosem os poderes deixaram de ser exclusivos de iluminados condutores de homens e passaram a ser susceptíveis de ocorrer tanto melhor em meios desmarcados, onde em ambientes abertos melhor respiram e mais inspiram, e, por suas amplas perspectivas de abordagem revelam-se atraentes à convocação de recursos qualificados disponíveis às partilhas de reflexões indispensáveis ao aprofundamento dos contraditórios e à descoberta de itinerários alternativos.
O mote para a ‘discussão pública’ estava criado, a organização estava encontrada e o contexto ganhara visibilidade de considerável amplitude, quando, em meados de Fevereiro (13), o semanário Sol publicou um artigo de opinião em que os seus autores, Anabela Magalhaes e Fernando Matos Rodrigues, expuseram seus fundamentos de contestação à radical alteração urbanística projectada, a que lhe seguiu uma reportagem publicada no jornal Público (21/02).
Honras devidas dirijo à artista plástica Nathalie Afonso pelas ilustrações que, sobre o tema anunciado e o evento, produziu, e a quatro ilustres docentes universitários – Fernando Matos Rodrigues (Antropólogo), José M. Lopes Cordeiro (Historiador), José Costa Carvalho (Jornalista) e António Cerejeira Fontes (Arquitecto) – que, sobre a matéria em apreço, provindo de outros endereços e de áreas distintas do conhecimento, nos seus extraordinários contributos reflexivos trouxeram a chave da razão sensível a memórias cristalizadas, cabendo-me a moderação de um debate sereno que proporcionou saciar ansiedades comungadas e preencheu o coração da cidade nas portas que abriu à formação de opiniões e na expressão aportada à voz pública amarantina.
Área de Projecto - Ontem e Hoje
Área de Projecto - Ontem e Hoje
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Esta Área de Projecto, que hoje fotografei espampanante de florida na minha escolinha, foi realizada no longínquo ano lectivo de 2002/2003.
Sobreviveu e todos os anos, religiosamente, esta Área de Projecto desponta colorida pela rampa abaixo, colorindo o talude situado entre o Pavilhão 3 e o 4.
Foi a Área de Projecto do 7.ºD, posteriormente 8.ºD.
Resiliente, passados dezassete anos sobre os trabalhos de limpeza e de plantação, esta área curricular não disciplinar continua viva.
sexta-feira, 29 de março de 2019
Haka para um(a) Professor(a) / Haka(s) para as Vítimas de Christchurch / Haka para os Noivos
A primeira Haka é uma despedida. É a despedida de Mr. Adams. O professor aposentava-se e os alunos brindaram-no com a famosa dança tribal maori que eu amo pela força, pela paixão e pela energia incríveis que nos são transmitidas.
É, tradicionalmente, um exclusivo masculino mas... também não é nada que não se possa quebrar... certo? E certo é que se usa em funerais, em casamentos, em homenagens diversas, nas escolas, nas festas de formatura... e que as mãos a abanar rapidamente representam o vento...
As seguintes são Haka(s) pelas vítimas de Christchurch, tragédia ignóbil que uniu ainda mais uma sociedade respeitadora das diferenças e das especificidades presentes no Outro, presentes nos Outros e são executadas por alunos e professores em uníssono.
A última é executada num casamento.
A letra parece que começa assim:
Vivo!
Morro!
quinta-feira, 28 de março de 2019
Quelhas Amarantinas - Negra Vergonha

Quelhas Amarantinas - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Quelhas Amarantinas - Negra Vergonha
São, em potencial, uma das maiores atracções turísticas de Amarante a seguir às que efectivamente já o são - igrejas, pontes, largos ou praças, rio, casario do centro histórico, museus, florestal, doçaria...
São uma especificidade amarantina e fazem parte do seu incontornável ADN.
Já escrevi muito sobre elas, ver aqui, e não vou repetir o amor que sinto por elas que me levou a embrenhar-me numa, amor este que, passados mais de vinte anos de mudança de armas e bagagens para o seu seio, se mantém intacto. Apesar das dificuldades. Que são muitas e variadas e inadmissíveis em pleno século XXI.
Mas não, hoje não vou falar do lixo, da merda de cão e de pomba, das ervas descontroladas que crescem loucas, das poças de urina que fedem à distância...
Hoje vou só falar da vergonha que senti enquanto Amarantina, na noite do passado sábado, ao servir de cicerone ao arquitecto António Cerejeira Fontes pelas quelhas próximas desta minha rua e deparar-me com uma escuridão pior do que breu.
As quelhas, assim, são até assustadoras, susto apenas diminuído porque íamos em pequeno grupo e usamos as luzes do telemóveis para não nos espalharmos nas calçadas irregulares e nos degraus existentes.
É certo que o problema se arrasta. É certo que o psd não resolveu este assunto, o ps não resolveu este assunto e esta coligação - psd-cds - no poder, quase quase a finalizar dois mandatos!!!! não parece preocupar-se com semelhante assunto... talvez porque as quelhas amarantinas já não estejam repletas de gente, talvez porque este assunto não dê mais votinhos.
Mas, caramba, nas quelhas amarantinas ainda vive gente! E, não há quem me demova, as quelhas amarantinas são um filão turístico ainda por explorar.
Certo?
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