terça-feira, 17 de novembro de 2020

Solar dos Magalhães - A Palavra a José Emanuel Queirós

Recorte retirado daqui

Solar dos Magalhães - A Palavra a José Emanuel Queirós

O DISPARATE DO BETÃO POR ORDEM À MARCA DO ABSURDO 

Em diversos momentos precedentes deixei publicamente vinculados os argumentos que sustentam a minha absoluta rejeição à absurda intervenção na estrutura patrimonial do Solar dos Magalhães, e, por agora, retomo o assunto com o mesmo sentimento de profunda perda pelo início de um dos maiores disparates urbanísticos que nos tempos presentes do século XXI a Câmara Municipal de Amarante nos oferece.

Localizado na rua do Seixedo, defronte para a ribeira de Santa Luzia - que passou a correr entubada em percurso subterrâneo para haver lugar às edificações que o ladeiam - o Solar dos Magalhães é a estrutura de um edifício de meados do século XVI que ainda guarda memórias da pilhagem, da destruição pelo fogo e do holocausto que, em 1809, se abateu sobre crianças, mulheres e homens, amarantinos indefesos ante a ocupação da vila pelas tropas invasoras de Napoleão.  Em pleno casco histórico classificado, de que é a sua principal e mais antiga referência urbana no flanco norte da cidade de Amarante, a edificação recebe aberrante renovação casuística numa cidade sem Plano Urbano nem regras integradoras adequadas, subordinada ao ‘gosto’ do investidor e do decisor, enquanto o núcleo da cidade persiste, talvez convenientemente, sem estratégia pública de preservação e reabilitação de seus espaços e peças arquitectónicas de maior valor e significado histórico.

A indefinição de rumos em Amarante tem lastro, permitindo que qualquer desacerto imposto à urbe possa ser tomado por certo, e inibe o apuro da decisão ponderada no diálogo e na partilha de opiniões que possam ter assentamento entre amarantinos, habitantes que fazem da cidade sua casa comum, experimentados em viver suas calçadas, quelhas e terreiros, interessados e capazes de cruzar o conhecimento que a história e a modernidade nos aportam. 

Nos anos que levamos de democracia, a vila, e, depois, cidade de Amarante, tornou-se um cenário iluminado onde decisores de turno vão graffitando por impulsos eleitorais, submissa aos esgares de ocasião retirados da cartola do ‘mágico’ em palco.

Há, portanto, uma conjuntura política desconcertante que interessa manter aos ocupantes dos tronos conventuais e que se perpetua indiferentemente às fileiras alternantes no consistório da macrocefalia decisória local. Assim se poderá entender melhor como uma obra com vinte anos de projecção de um erro de bradar aos céus, inventada e abandonada pelo Partido Socialista, tenha sido retomada pela necessidade do elenco Social-democrata em mostrar serviço público.

O Solar dos Magalhães marca um tempo da História de Amarante, da Europa e da Humanidade que deveria ser preservado tal qual a sua monumentalidade guarda essa memória tisnada nos granitos que, entretanto, justificou a sua classificação de ‘Imóvel de Interesse Público’. No entanto, o que para uns tem valor próprio e profundo significado memorial, para outros não passa de velhas paredes ao alto dando corpo a um velho pardieiro sem utilidade nem função. 

Na preservação dos valores patrimoniais e nas memórias de Amarante, a Câmara Municipal deveria ser seu garante, tanto nos exemplos públicos como nos apuros de sensibilidade colectiva. Todavia, reincidente na péssima decisão atentatória de valores absolutos de todos os tempos, promove a destruição absoluta do valor simbólico do Solar dos Magalhães para o encaixilhar no betão com que designou o enxerto de “Casa da Memória”.

Mais uns três (3) milhões de euros gastos ao erário público - se não houver as habituais derrapagens - que ao invés de dotar a cidade de melhores condições para produzir decisões assertivas, de interesse para reforço da identidade urbana e da habitabilidade na área de Santa Luzia, virá cumprir os rituais fugazes das celebrações inauguratórias em período pré-eleitoral.

COVID-19 - Dados Concelhios


COVID-19 - Dados Concelhios

Finalmente a DGS libertou os dados referentes à situação concelhia em termos de COVID-19.

E, infelizmente, o nosso retrato concelhio amarantino, tal como muitos outros em Portugal e no mundo, não é nada bonito de se ver.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Bitmoji


Bitmoji

Fiz o meu Bitmoji no passado mês de Julho, impulsionada pela frequência de uma determinada acção de formação disponibilizada pelo ESTGL, através da plataforma Zoom. Na verdade foram várias as excelentes formações que frequentei durante todo o mês de Julho, todas muito práticas, sem grandes misturas de assuntos, todas de três horas cada para contacto com uma APP, num dia uma APP, no dia seguinte uma outra... e assim fui acumulando destreza e contacto com APPs fantásticas e fabulosas, umas certamente mais úteis para as matemáticas, outras para as línguas, outras ainda para todas as disciplinas e mais algumas, como é o caso das Salas de Aula Virtuais ou Escape Rooms.

E foi aí que contactei como Bitmoji, realizado no telemóvel e sincronizado de forma a estar disponível sempre que preciso dele, seja na versão "Indiana Jones", seja em corpo inteiro, seja assim ou seja assado.

Ora, por estes dias, os meus testes levam no final o costumeiro Bom Trabalho! e, de seguida, pumbas, aí vai o meu Bitmoji, versão "Indiana Jones"!

Só um reparo, nasci, cresci e estudei num tempo em que nem sonhava que um dia iria haver computadores, net, APPs e o mais que ainda verei. Quem disse que a minha geração, nascida nos anos sessenta do século passado, não tem capacidade para se adaptar?

domingo, 15 de novembro de 2020

Lutas - Orgulho

Mix de Fotos surripiadas ao senhor coronel Artur Freitas

Lutas - Orgulho 

Quem luta por aquilo em que acredita, volta e meia tem motivos para sorrir.

Como muito bem escreveu o senhor coronel, afinal todos quantos não desistiram nunca de lutar para que esta malfadada barragem não saísse do papel estavam cobertinhos de razão. 

"Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, Grupo Cívico Por Amarante Sem Barragens, Pró-Tâmega, Águas Bravas Clube, ADA , Geota/Rios Livres, e amarantinos não enfeudados, afinal tinham razão." 

Artur Freitas

sábado, 14 de novembro de 2020

Trabalho Docente e Decente


Trabalho Docente e Decente

O meu. Partilhado num Padlet organizado por ordem cronológica, sem ses e sem mas, primeiramente com/para os meus alunos e depois com/para quem o quiser apanhar. Porque já não tenho idade nem pachorra para fazer diferente... na verdade desde pequenina.

Sou, decididamente, uma professora do século XXI, adepta das maravilhosas APPs, que a cada passo surgem para nos alegrar os dias passados à volta de desafios empolgantes feitos de novas tecnologias, adepta das generosas partilhas que pratico desde que me conheço.

Assim sou eu e o meu Bitmoji.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Pingo Doce - Asco


Pingo Doce - Asco

Quando digo que não sou adepta das grandes superfícies quero dizer que, na prática, não as frequento. Pelo contrário, continuo a comprar local, na pequena mercearia mais próxima da minha casa, que, gentilmente, me coloca as compras dentro de portas sem eu precisar de perder horas a fio às voltas com prateleiras a esbordar de produtos que eu não desejo comprar.

Quanto ao peixe, tenho a sorte de ele me chegar à porta em carrinha frigorífica e a carne é a única coisa que compro em talho mas até podia não ser assim porque não faltam talhos por aqui a fazerem as entregas porta a porta.

Assim sendo, nunca sou tentada a comprar o que não quero, faço incomparavelmente menos lixo pois não compro embalagens a torto e a direito com isto e com aquilo, prefiro os frescos, prefiro os produtos locais, dinamizando desta forma a economia local já que muitas das mais valias assim geradas por aqui ficam, retornando predominantemente a esta minha cidade e a este concelho em que habito.

Posto isto, confesso que nutro um especial asco pela cadeia distribuidora Pingo Doce e pelos que a gerem e a última chico-espertice desta cadeia, pertença da Jerónimo Martins, da intenção de abertura pelas 6h30m da manhã de Sábado e de Domingo de parcial confinamento, foi apenas mais uma canalhice a somar a tantas outras das quais recordo, com especial asco, esta

E pronto, está nas nossas mãos combater os gigantes que asfixiam os pequeninos por todas as formas e feitios, até mesmo os indecentes, que se  marimbam por completo nos direitos dos "seus" produtores e dos "seus" trabalhadores.

E é isto. E é fácil quando se trata de uma decisão consciente e previamente pensada.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Natal - Presépio

Presépio Versão Vovó - S. Gonçalo - Amarante

Fotografias de Anabela Matias de Magalhães


Presépio Versão Jóia de Luz - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Presépio - Construção - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Natal - Presépio

O dia da realização do presépio, cá por casa, é um dos dias mais altos da quadra natalícia, que já se aproxima a passos largos, e é sempre realizado a quatro mãos, sendo que duas são grandes e duas são ainda pequeninas, duas são de avó e duas são de neto, entusiasmado, sempre, e em pulgas, vendo sair das caixas ovelhinhas, pastores, porquinhos, cisnes, casinhas, pontes, árvores assim e assado, blocos de cortiça, o pescador, o tocador de caixa, o moinho, a lavadeira, a espécie de igreja de S. Gonçalo, a vaca, o burro, a Nossa Senhora e o S. José e, claro, o tão aguardado Menino Jesus.
E assim a narrativa é transmitida e vai passando de geração em geração, sem perder o fascínio de construção deslumbrante para um par de olhos ainda tão jovens.
À falta do fascinante presépio de S. Gonçalo...

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Pandemia - A Palavra à Senhora Bastonária da Ordem dos Enfermeiros


Pandemia - A Palavra à Senhora Bastonária da Ordem dos Enfermeiros

A escutar atentamente.

Oliveira do Hospital em Tempos de Pandemia - Um Exemplo Incompreensível de Escola


Oliveira do Hospital em Tempos de Pandemia - Um Exemplo Incompreensível de Escola
 

Confesso que tenho dificuldade em comentar semelhante actividade em tempos de pandemia ao rubro, com concelhos pintados a vermelho a torto e a direito.

No entanto, sublinho que esta actividade presencial, com miúdos de diferentes turmas, aos molhos, num mesmo exíguo espaço para tanta gente, é para mim incompreensível, ainda mais porque isto se passa numa escola e na presença de educadores/professores.

Do ponto de vista sanitário, e também do ponto de vista pedagógico, isto é um desastre.

Quanto à instrumentalização política da petizada, bom, isso é de causar vómitos ao mais distraído.

Pode conferir aqui

 

 E trouxe daqui

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Preocupação


Preocupação

Quantos serão os alunos, neste país, já confinados em suas casas e em quarentena profilática ou seja o que for, que praticamente desapareceram dos nossos radares por falta de zingarelhos, tinha de usar Guinote!, tecnológicos nas escolas? Já para não falar nas casas deles...

Eu não sei... mas sei que a cada dia que passa mais lugares vazios há dentro das nossas salas de aula e isto não me está a agradar mesmo nada. As aprendizagens estão a fazer-se em cada vez mais casos, se é que se estão a fazer, aos solavancos ou, na pior das hipóteses, somente estão a criar buracos negros a acrescentar aos buracos negros do ano anterior.

É caso para dizer que o Ministério da Educação trabalhou que se fartou durante este Verão e preparou como nenhum outro esta reentrada nas escolas portuguesas... não é?

Pois não é. Muito anúncio, muito anúncio e vai-se a ver e nada! É triste.

Orações Sem Êxito

Surripiado aqui.

Orações Sem Êxito

Paula White, conselheira espiritual de Trump, bem se esforçou...

Cruzeiro Seixas - 1920-2020

Cruzeiro Seixas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Cruzeiro Seixas - 1920-2020

Obrigada, Mestre!

domingo, 8 de novembro de 2020

Amarante em Tempos de Confinamento Ligth

 

Amarante em Tempos de Confinamento Ligth
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante em Tempos de Confinamento Ligth

A minha cidade aquietou-se em tempos de confinamento light parecendo-me um bom barómetro para o que se vai passando um pouco pelo país.

Bela, atractiva, continuou a atrair gente de fora que foi esquecendo, propositadamente ou não, a pandemia que vivemos e as circunstâncias que a rodeiam e a nós com ela. Por outro lado, nativos houve que fizeram caminho semelhante, fartos de confinamentos, fartos de restrições ao livre respirar, ao livre movimentar, ao livre abraçar, beijar, gargalhar ou talvez pensando que a coisa estava dominada, era o que mais faltava que não estivesse, afinal nós somos Homo sapiens sapiens do século XXI, certo?

Certíssima, a última afirmação, mas com um senão gigante - numa pandemia, quem manda em nós, se o deixarmos, é o estuporado revestido de bactérias, de vírus ou de coronavírus.

Bastava passar os olhos pelo que se passou em 1918 para perceber que corríamos sérios riscos da coisa se repetir... com as devidas diferenças, bem entendido, porque hoje estamos incomparavelmente mais sabedores, mais informados, mais preparados... e, no entanto... é o que vemos. 

Tudo isto para vos dizer que eu teria preferido que não existisse esta bipolaridade mais extremada com a qual eu, confesso, não lido muito bem. Preferia que não tivessem existido excessos, lá atrás no tempo, preferia que todos cumprissem com as normas básicas de segurança, preferia ver o meu país aberto por inteiro mas com segurança sanitária, tanto quanto ela pode ser assegurada, porque dela depende também a segurança económica e uma não existe sem a outra, apesar do que muitos argumentam.

Infelizmente uma parte da população preferiu o risco, a molhada do imediato, do vou ser feliz agora e amanhã logo se vê e os nossos governantes, distraídos, adormecidos, quiçá embrutecidos, tardaram em reagir e foi/está a ser o que se vê e que eu temo não vá ser suficiente.

Com números na ordem dos seis mil infectados dia, que deverá ainda subir na próxima semana, toca de nos mantermos bipolares, toca de entrarmos, de novo, num confinamento, desta vez mais light mas que, não tenho qualquer dúvida, será aprofundado se tal se verificar necessário para travar estes números avassaladores de contágios que, para agravar ainda mais o problema, não estão a ser devidamente monitorizados nem acompanhados.

A "Saúde Pública" não está a conseguir dar conta do recado há muito, perdeu-se há muito o rasto da coisa, o controlo da coisa e é ver agora os nossos políticos a correr atrás do prejuízo e nós com eles.

Enfim, é o que temos também por termos aberto o flanco ao estuporado não preparando, por exemplo, devidamente o regresso às aulas para mais de um milhão de pessoas, não cuidando distanciamentos nos transportes públicos e outras pérolas governativas que, provavelmente, nas contas finais do deve e do haver pagaremos com língua de palmo.

sábado, 7 de novembro de 2020

 
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