domingo, 23 de julho de 2017

Mimo e Amarante - Um Balanço Provisório

Festival Mimo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Mimo e Amarante - Um Balanço Provisório

Digamos que primeiro o Mimo arriscou abraçar Amarante, Amarante arriscou abraçar o Mimo e depois, depois gente de todo o lado, de Portugal e dos seus arredores, rendeu-se a este formato de festival de oferta gratuita que não se resume a concertos, e que, dentro dos concertos, não se resume a concertos de rock.
Gosto disto! Gosto da diversidade da oferta, da preocupação educativa, dos fóruns de ideias, dos concertos que não seguem uma linha espartilhada num género, do ambiente cosmopolita e descontraído que se gera na minha cidade apinhada de gente, da oportunidade do reencontro entre amigos de longe que aqui se deslocam, da alegria genuína que se vê e se sente nas pessoas, anónimas ou não, que se vão vendo em trânsito pela cidade.
O Município de Amarante, nas pessoas que desde há quase quatro anos ocupam este leme, ao deixarem cair, já este ano, durante as Festas do Junho, um horror de formato pimba e rasca como aquela coisa mais do que manhosa de programa que passa aos Domingos à tarde na TVI e ao apostarem, desde o ano passado, num festival como o Mimo, só demonstram inteligência, estando, decididamente, no bom caminho de uma projecção à altura de Amarante, cidade que é, já o afirmei muitas vezes, uma pequena jóia que apenas precisa de ser tratada com carinho, cuidado e respeito.
Este assertivo caminho trás muitas vantagens ao burgo e aos seus habitantes que não se traduzem só nas moedas a tilintar nas caixas registadoras da região mas que vai muito além deste retorno económico que, sendo importante no imediato, o ultrapassa, traduzindo-se igualmente num sentimento de orgulho imenso, alimentador da nossa auto-estima amarantina.
Sim, podemos olhar à volta e verificamos que Amarante, com todos os problemas que por aqui ainda persistem, e persistem!, também tem um lado muito cosmopolita e se mostra bem a quem neste burgo por estes dias circula.
Por isso, volto a agradecer ao Adriano Santos pelo papel determinante que desempenhou para que a opção Amarante fosse uma realidade para o Mimo e dou os meus parabéns aos políticos da coligação que têm, em grande parte, os destinos do Município de Amarante nas mãos, por terem tido a inteligência de saber agarrar o que assenta como uma luva a esta cidade.
Por aqui, vamos! E, claro, parabéns também aos brasileiros na pessoa de Lú Araújo que arriscaram sobrevoar o Atlântico e trazer aqui para a terrinha um festival que é um Mimo.

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