Poema Habitado
Fabuloso. De Antero de Alda, para ver e escutar aqui.
E de seguida pode investigar aqui mais poesia original deste artista, professor na EB 2/3 de Amarante.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Brincomat - O Blogue em Destaque no Ensino Básico
Brincomat - O Blogue em Destaque no Ensino Básico
O blogue Brincomat existe há cerca de dois anos, na escola EB 2/3 de Amarante e é alimentado por um professor de Matemática, de seu nome Joaquim Pinto.
Muito embora não seja da área, confesso-me dona de um espírito curioso que me impele a investigar tudo o que possa ter interesse, educativamente falando. E assim foi com o Brincomat, que volta e meia visito. No sábado linkei este blogue de matemática no meu post diário no História em Movimento e daqui o Brincomat saltou para o blogue Ensino Básico que a blogosfera é feita também por gente que pratica a partilha daquilo que sabe, daquilo que tem.
Agradeço-te, David Azevedo, por ampliares um trabalho meritório que merece ser ampliado.
Agradeço-te também a referência ao Projecto História em Movimento, projecto que está a ser publicado em posts diários neste blogue e que será publicado na sua totalidade logo que tal seja possível.
Agradeço-te, David, em meu nome, em nome do Joaquim e em nome da Escola EB 2/3 de Amarante.
Bem-hajas!
O blogue Brincomat existe há cerca de dois anos, na escola EB 2/3 de Amarante e é alimentado por um professor de Matemática, de seu nome Joaquim Pinto.
Muito embora não seja da área, confesso-me dona de um espírito curioso que me impele a investigar tudo o que possa ter interesse, educativamente falando. E assim foi com o Brincomat, que volta e meia visito. No sábado linkei este blogue de matemática no meu post diário no História em Movimento e daqui o Brincomat saltou para o blogue Ensino Básico que a blogosfera é feita também por gente que pratica a partilha daquilo que sabe, daquilo que tem.
Agradeço-te, David Azevedo, por ampliares um trabalho meritório que merece ser ampliado.
Agradeço-te também a referência ao Projecto História em Movimento, projecto que está a ser publicado em posts diários neste blogue e que será publicado na sua totalidade logo que tal seja possível.
Agradeço-te, David, em meu nome, em nome do Joaquim e em nome da Escola EB 2/3 de Amarante.
Bem-hajas!
David Azevedo e as Aulas de Matemática de Salman Khan

David Azevedo e as Aulas de Matemática de Salman Khan
O Ramiro Marques deu a notícia em primeira mão aqui. Eu própria já fiz referência a este projecto no blogue História em Movimento a propósito de uma missiva recebida do David, editor do blogue Ensino Básico, que se propôs traduzir todas as aulas de Matemática, publicadas em inglês por Salman Khan, no Youtube. Hoje a notícia chegou ao Jornal I e o Paulo Guinote ampliou-a. Resta-me fazer o mesmo aqui no Anabela Magalhães, divulgando o trabalho abnegado deste professor que arranjou sarna para se coçar de tanto trabalho que tem pela frente.
Parabéns, David, pela excelente iniciativa!
Ora veja aqui e se é de matemática grave este endereço. E se não é... grave também!
Recuso Pagar
Recuso Pagar
Aqui deixo para memória futura que me sinto assaltada por ladrões que me roubam o dinheiro do ordenado, mais o que já desconto de impostos, descontos que considero uma verdadeira barbaridade, dinheiro meu, fruto de tanto trabalho e tão duramente ganho, ladrões que se dão ao luxo e desplante de o gastarem em festas e foguetórios, comportando-se como uns verdadeiros anormais que não têm contas a prestar sobre os seus actos.
Rua com eles! Mas é que é começar numa ponta e acabar na outra.
Nota - Thanks, Em@ pela pérola enviada!
Aqui deixo para memória futura que me sinto assaltada por ladrões que me roubam o dinheiro do ordenado, mais o que já desconto de impostos, descontos que considero uma verdadeira barbaridade, dinheiro meu, fruto de tanto trabalho e tão duramente ganho, ladrões que se dão ao luxo e desplante de o gastarem em festas e foguetórios, comportando-se como uns verdadeiros anormais que não têm contas a prestar sobre os seus actos.
Rua com eles! Mas é que é começar numa ponta e acabar na outra.
Nota - Thanks, Em@ pela pérola enviada!
Vergonha
Vergonha
As ditaduras são sempre vergonhosas seja quais forem as cores e os interesses, particulares ou colectivos, que as fazem mover.
Mulher do Nobel da paz está em prisão domiciliária"
Todo um estado, tenebroso, contra uma mulher indefesa que tem o seu homem, Prémio Nobel da Paz deste ano, preso.... que vergonha!
A política é, o mais das vezes, uma coisa absolutamente nojenta. Precisamos urgentemente de exemplos asseados, mas eles parecem não querer ter nada a ver com os dias que correm, para grande desgraça nossa.
As ditaduras são sempre vergonhosas seja quais forem as cores e os interesses, particulares ou colectivos, que as fazem mover.
Mulher do Nobel da paz está em prisão domiciliária"
Todo um estado, tenebroso, contra uma mulher indefesa que tem o seu homem, Prémio Nobel da Paz deste ano, preso.... que vergonha!
A política é, o mais das vezes, uma coisa absolutamente nojenta. Precisamos urgentemente de exemplos asseados, mas eles parecem não querer ter nada a ver com os dias que correm, para grande desgraça nossa.
Mais Uma a Renunciar
Mais Uma a Renunciar
Seguindo uma sugestão do Octávio Gonçalves , enviei um mail ao ainda primeiro do qual não vou nem pronunciar o nome e informei-o que também eu renuncio a fundações e institutos públicos, TGVs, aeroportos, autoestradas, novas pontes sobre o Tejo, submarinos e outras coisitas que tais... não vá ele não saber por não passar por este blogue!
Está feito! Thanks, Octávio!
Aconselho vivamente todos os meus leitores a fazerem o mesmo e a inundarem-lhe a caixa de correio electrónico.
Seguindo uma sugestão do Octávio Gonçalves , enviei um mail ao ainda primeiro do qual não vou nem pronunciar o nome e informei-o que também eu renuncio a fundações e institutos públicos, TGVs, aeroportos, autoestradas, novas pontes sobre o Tejo, submarinos e outras coisitas que tais... não vá ele não saber por não passar por este blogue!
Está feito! Thanks, Octávio!
Aconselho vivamente todos os meus leitores a fazerem o mesmo e a inundarem-lhe a caixa de correio electrónico.
domingo, 10 de outubro de 2010
Apanhar Gravetos e Pinhas
Recolecção - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Apanhar Gravetos e Pinhas
Poder-se-ia pensar que a necessidade aguça o engenho e que essa é a explicação para eu ter passado a tarde a apanhar gravetos e pinhas na Aboboreira, gravetos e pinhas que, por certo, me serão úteis para acender a lareira, evitando assim comprar acendalhas, e que contribuirão para o meu aquecimento nos dias de Inverno, que se aproximam a passos largos, tal como fazem as mulheres por todo o mundo rural marroquino, e que se cruzam comigo dobradas sob o peso da lenha fina que lhes cozerá a massa que, sob a sua acção, se transformará no fabuloso pão árabe e berbere que por todo o lado se pode degustar e que é de comer e chorar por mais.
Só que a razão não é verdadeiramente esta, e nem sequer apanho os gravetos e pinhas para mim, que não acendo uma lareira há anos e não pretendo voltar a acendê-la tão cedo, e que, assim sendo, não necessito deles para nada.
Apanho-os simplesmente porque sou recolectora e na serra vou monte acima, monte abaixo, juntando montinhos de gravetos e pinhas que durante muitos anos dei a amigos e familiares que apareciam na Barca e que agora apanho para os Jotas que deles necessitarão não tarda nada.
Apanhar gravetos e pinhas, numa tarde soalheira de Outubro, é uma actividade fantástica de manutenção da saúde física e mental. Passo sim, passo sim, lá estou eu dobrada em direcção ao chão a apanhar as pinhas e os galhos caídos no chão sob acção do vento que lá se vai encarregando, naturalmente, de se livrar da matéria morta. Por vezes ajudo os carvalhos e trepo pelos seus troncos acima e de serrote em punho ataco-os, fazendo tombar os galhos mortos pelo chão. Com paciência, corto aquilo tudo em bocados pequenos, obtendo um produto final de primeira, obtendo uns gravetos de primeiríssima qualidade que, com mais umas pinhas dos meus pinheiros de estimação, serão os responsáveis por muitas noites aconchegadas dos Jotas durante o próximo Inverno.
É uma das actividades a que chamo dois em um - se por um lado faço exercício físico numa paisagem soberba, por outro faço uma desintoxicação de políticas e políticos da treta que me desagradam ao nível do vómito e que, durante a prática desta actividade, nem são lembrados, poupando eu, desta forma, umas consultas valentes de psiquiatria.
Esta actividade, praticada desde o domínio do fogo e posterior invenção do seu fabrico, chegou aos nossos dias e continua a ser praticada em muitos pontos do Globo, contribuindo a sua prática para a manutenção de uma floresta mais limpa, mais saudável e mais resistente. Esta actividade faz parte das minhas memórias de infância e de adolescência quando me deslocava pelas aldeias dos arredores de Amarante e era praticada com regularidade, complementando assim os aldeões os seus magros rendimentos.
Já não se pratica. A prova disto é que os montes estão infectos de matéria combustível que durante as canículas de Verão arde imparável e descontroladamente, assustando populações mais ou menos indefesas.
Apanhar gravetos e pinhas caiu em desuso e só não sei se definitivamente. Face às dificuldades sentidas assistiremos a um retorno às velhas práticas económica e ambientalmente mais sustentáveis?
sábado, 9 de outubro de 2010
A Felicidade da Partilha
A Felicidade da Partilha
Quando o marido de uma colega tem a gentileza de me agradecer a partilha do meu trabalho, deixando-me perfeitamente surpreendida e atónita pelo inesperado da coisa.
Confesso que um dia destes fiquei sensibilizada com isto.
Quando o marido de uma colega tem a gentileza de me agradecer a partilha do meu trabalho, deixando-me perfeitamente surpreendida e atónita pelo inesperado da coisa.
Confesso que um dia destes fiquei sensibilizada com isto.
A Felicidade da Partilha
A Felicidade da Partilha
Desta vez através do blogue História em Movimento.
Porque o que defendemos em teoria devemos praticar na prática. Sob pena de nos tornarmos para aqui uns simulacros quaisquer e simulacros, francamente, já temos nós a mais neste país e estamos fartinhos deles!
Desta vez através do blogue História em Movimento.
Porque o que defendemos em teoria devemos praticar na prática. Sob pena de nos tornarmos para aqui uns simulacros quaisquer e simulacros, francamente, já temos nós a mais neste país e estamos fartinhos deles!
Défice Orçamental
Défice Orçamental
Depois não digam que eu não avisei do descalabro do Défice Orçamental no vermelho. Ai meus deuses! Ai meus deuses! E se tiverem curiosidade, e coragem, ainda poderão investigar os gastos com a Educação, a Saúde... ok... ok... já sei que convém não abusar ou morreremos todos de uma overdose de pânico!
Nota - Link retirado daqui.
Depois não digam que eu não avisei do descalabro do Défice Orçamental no vermelho. Ai meus deuses! Ai meus deuses! E se tiverem curiosidade, e coragem, ainda poderão investigar os gastos com a Educação, a Saúde... ok... ok... já sei que convém não abusar ou morreremos todos de uma overdose de pânico!
Nota - Link retirado daqui.
Predadores e Não Só
Predadores e Não Só
Com eles todo o cuidado é pouco.
Aqui fica a ampliação desta mensagem, mais do que pertinente, e que irá ser tratada este ano na minha Escola.
Agradeço ao Estoriando a partilha do primeiro vídeo. E de visionamento em visionamento cheguei a outros vídeos de alerta, que os há, e de muito boa qualidade, no Youtube.
Com eles todo o cuidado é pouco.
Aqui fica a ampliação desta mensagem, mais do que pertinente, e que irá ser tratada este ano na minha Escola.
Agradeço ao Estoriando a partilha do primeiro vídeo. E de visionamento em visionamento cheguei a outros vídeos de alerta, que os há, e de muito boa qualidade, no Youtube.
Gastos Milionários no País dos Tesos
Gastos Milionários no País dos Tesos
De notar que no País dos Tesos há excepções aos tesos e que ainda há aqueles que se dedicam a delapidar e a rapinar, sem qualquer espécie de pudor, numa espécie de festa louca de fim de festa mesmo, os recursos duramente ganhos por quem trabalha afincadamente, o que é, sem sombra de dúvida, o meu caso.
Ele há gastos para todos os gostos: jantares, tendas, flores, telemóveis, foguetes, luzes de Natal, móveis, e só não há gastos em penicos porque os penicos entraram há muito em desuso!
Confesso que já sinto náuseas e não, não estou grávida!, e já me dão vómitos sempre que leio estas pérolas e estas também.
Porra! Já chega de vilanagem!
De notar que no País dos Tesos há excepções aos tesos e que ainda há aqueles que se dedicam a delapidar e a rapinar, sem qualquer espécie de pudor, numa espécie de festa louca de fim de festa mesmo, os recursos duramente ganhos por quem trabalha afincadamente, o que é, sem sombra de dúvida, o meu caso.
Ele há gastos para todos os gostos: jantares, tendas, flores, telemóveis, foguetes, luzes de Natal, móveis, e só não há gastos em penicos porque os penicos entraram há muito em desuso!
Confesso que já sinto náuseas e não, não estou grávida!, e já me dão vómitos sempre que leio estas pérolas e estas também.
Porra! Já chega de vilanagem!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Não É Nojento?
Partilha - Girl Effect The Clock is Ticking
Partilha - Girl Effect The Clock is Ticking
Assistam a este Girl Effect The Clock is Ticking e, garanto, não se vão arrepender.
Especialmente dedicado aos professores de Inglês, mas não só, porque o seu conteúdo é absolutamente excepcional em termos de qualidade de concepção e de problemas levantados que dizem respeito a todos nós, homens e mulheres.
Assistam a este Girl Effect The Clock is Ticking e, garanto, não se vão arrepender.
Especialmente dedicado aos professores de Inglês, mas não só, porque o seu conteúdo é absolutamente excepcional em termos de qualidade de concepção e de problemas levantados que dizem respeito a todos nós, homens e mulheres.
EB 2/3 de Vila Caiz - Protestos
EB 2/3 de Vila Caiz - Protestos
Não é a primeira escola e não será a última. Os pais protestam porque com o apertar do cinto e do cerco a quem não devia ser tocado, os seus filhos, que até aqui tinham direito a transporte gratuito, deixaram de o ter se residem a menos de 3 km da escola e com esta regra ceguinha e injusta criaram-se situações caricatas como a da moçarada vir de dois lugares distintos mas próximos dirigir-se à mesma paragem sendo uns são transportados sem qualquer pagamento enquanto a outros é exigido bilhete e respectivo pagamento e se não pagas, já sabes!, ficas na paragem!
No passado dia 4 foi assim e assim. Os pais das crianças não parecem estar pelos ajustes.
Não é a primeira escola e não será a última. Os pais protestam porque com o apertar do cinto e do cerco a quem não devia ser tocado, os seus filhos, que até aqui tinham direito a transporte gratuito, deixaram de o ter se residem a menos de 3 km da escola e com esta regra ceguinha e injusta criaram-se situações caricatas como a da moçarada vir de dois lugares distintos mas próximos dirigir-se à mesma paragem sendo uns são transportados sem qualquer pagamento enquanto a outros é exigido bilhete e respectivo pagamento e se não pagas, já sabes!, ficas na paragem!
No passado dia 4 foi assim e assim. Os pais das crianças não parecem estar pelos ajustes.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Paga Patego!
Paga Patego!
Pago eu
Pagas tu.
Paga ele.
Pagamos nós
Pagais vós
Pagam eles.
Hoje apetece-me poesia. E a poesia deve ser bebida na fonte. Ora beba aqui a poesia que faz falta para animar a malta, desta forma em forma de 3 miilhoões.
Nota - Com os meus agradecimentos ao Lourenço.
Pago eu
Pagas tu.
Paga ele.
Pagamos nós
Pagais vós
Pagam eles.
Hoje apetece-me poesia. E a poesia deve ser bebida na fonte. Ora beba aqui a poesia que faz falta para animar a malta, desta forma em forma de 3 miilhoões.
Nota - Com os meus agradecimentos ao Lourenço.
Uma Certeza - Ganharemos a Guerra
Uma Certeza - Ganharemos a Guerra
Não sei é qual, mas para o caso também não interessa. Determinante é que nos continuemos a armar... quanto mais não seja em carapaus de corrida... porque a situação é de emergência nacional!
Guerra à vista! Heeeeelpppppppppppp!
Não sei é qual, mas para o caso também não interessa. Determinante é que nos continuemos a armar... quanto mais não seja em carapaus de corrida... porque a situação é de emergência nacional!
Guerra à vista! Heeeeelpppppppppppp!
Evitar Charrar
Evitar Charrar
A história que vou relatar é inédita neste blogue e é consequência da minha experiência durante o concerto dos U2.
Confesso que a minha experiência pessoal com drogas é absolutamente nula em termos de consumos disto e daquilo e daqueloutro também, tendo-me ficado pelas experiências com tabaco, um maço por dia de SG Gigante dos 14 aos 20 anos e um maço e meio por dia de SG Light, dos 20 aos 25, idade em que ganhei um juízo pouco vulgar para a época e deixei de fumar por decisão pensada, amadurecida e absolutamente consciente do mal que me fazia a tabaquice, do fumo horroroso que lançava sobre os outros e do cheiro nauseabundo de que não me libertava um segundo. Deixei de fumar de um dia para o outro, que um escorpião não admite que substâncias estranhas à sua vontade lhe comandem a vida, achando isso mesmo absolutamente deprimente e asqueroso, insuportável e incompreensível. Por certo foi por este motivo que jamais me senti tentada sequer a experimentar um charro, tão na moda entre os meus amigos rapazes que me acompanharam a adolescência. Oportunidades não me faltaram, está bom de ver, ao longo da vida, mas o certo é que o mais próximo que estive de charrar foi quando entrei num café em Marrocos, já mais do que adulta, acompanhada pelo Eugénio, algures nas montanhas do Rif, montanhas produtoras de haxixe de 1ª, convém esclarecer quem desconhece a região, e o interior do dito estava pejado de homens que charravam descontraidamente envoltos numa nuvem assustadora. Confesso que se estivesse menos aflita teria dado meia volta, mas assim sendo, aflitinha, lá atravessei corajosamente o café em direcção ao WC, evitando respirar, acompanhada por um bon ami que provavelmente fez o mesmo. À saída, entre gargalhadas, atirei-lhe um "Estás bem?", tal era a quantidade de fumo mais parecendo nevoeiro denso pousado naquele interior.
No sábado voltei a evitar charrar e foi a primeira vez que tal me aconteceu num concerto. À minha frente, na bancada lateral, estava um grupo estranho de gente, alguma que rondaria os 40 e tais anos e portanto com idade para ter juízo, com piercings espalhados pelas orelhas, pelas faces, pelos beiços, com tatuagens aqui e ali e com aspecto de quem estava embrenhado na droga faz tempo. Começaram a incomodar-me com o fumo do tabaco e passaram para as charradas que charraram forte e feio fazendo retiradas estratégicas, mais ou menos prolongadas, em que, presumo, iriam talvez chutar para a veia ou chutar para outro sítio qualquer, que não o concerto, que não os U2.
Mais uma vez evitei charrar fazendo retiradas estratégicas às nuvens de fumo que constantemente os tipos e as tipas sorviam com sofreguidão e se escapuliam no ar e fiquei a pensar que por certo sou mesmo um fóssil vivo que vive neste planeta já descontextualizada de um contexto cada vez mais caótico, desregulado, imprevisível, alienado e desrespeitador dos outros, que são obrigados a aturar os vícios de terceiros mesmo sem o querer. E ao mesmo tempo pensei que a minha filha, ali ao meu lado, tem uma mãe estranha, vinda do século passado, que resiste a estas modernices e foge delas como o diabo da cruz. Porque a sua afirmação pessoal não passa por aí, nunca passou, jamais passará... sendo que eu não sou o Jamé!
A história que vou relatar é inédita neste blogue e é consequência da minha experiência durante o concerto dos U2.
Confesso que a minha experiência pessoal com drogas é absolutamente nula em termos de consumos disto e daquilo e daqueloutro também, tendo-me ficado pelas experiências com tabaco, um maço por dia de SG Gigante dos 14 aos 20 anos e um maço e meio por dia de SG Light, dos 20 aos 25, idade em que ganhei um juízo pouco vulgar para a época e deixei de fumar por decisão pensada, amadurecida e absolutamente consciente do mal que me fazia a tabaquice, do fumo horroroso que lançava sobre os outros e do cheiro nauseabundo de que não me libertava um segundo. Deixei de fumar de um dia para o outro, que um escorpião não admite que substâncias estranhas à sua vontade lhe comandem a vida, achando isso mesmo absolutamente deprimente e asqueroso, insuportável e incompreensível. Por certo foi por este motivo que jamais me senti tentada sequer a experimentar um charro, tão na moda entre os meus amigos rapazes que me acompanharam a adolescência. Oportunidades não me faltaram, está bom de ver, ao longo da vida, mas o certo é que o mais próximo que estive de charrar foi quando entrei num café em Marrocos, já mais do que adulta, acompanhada pelo Eugénio, algures nas montanhas do Rif, montanhas produtoras de haxixe de 1ª, convém esclarecer quem desconhece a região, e o interior do dito estava pejado de homens que charravam descontraidamente envoltos numa nuvem assustadora. Confesso que se estivesse menos aflita teria dado meia volta, mas assim sendo, aflitinha, lá atravessei corajosamente o café em direcção ao WC, evitando respirar, acompanhada por um bon ami que provavelmente fez o mesmo. À saída, entre gargalhadas, atirei-lhe um "Estás bem?", tal era a quantidade de fumo mais parecendo nevoeiro denso pousado naquele interior.
No sábado voltei a evitar charrar e foi a primeira vez que tal me aconteceu num concerto. À minha frente, na bancada lateral, estava um grupo estranho de gente, alguma que rondaria os 40 e tais anos e portanto com idade para ter juízo, com piercings espalhados pelas orelhas, pelas faces, pelos beiços, com tatuagens aqui e ali e com aspecto de quem estava embrenhado na droga faz tempo. Começaram a incomodar-me com o fumo do tabaco e passaram para as charradas que charraram forte e feio fazendo retiradas estratégicas, mais ou menos prolongadas, em que, presumo, iriam talvez chutar para a veia ou chutar para outro sítio qualquer, que não o concerto, que não os U2.
Mais uma vez evitei charrar fazendo retiradas estratégicas às nuvens de fumo que constantemente os tipos e as tipas sorviam com sofreguidão e se escapuliam no ar e fiquei a pensar que por certo sou mesmo um fóssil vivo que vive neste planeta já descontextualizada de um contexto cada vez mais caótico, desregulado, imprevisível, alienado e desrespeitador dos outros, que são obrigados a aturar os vícios de terceiros mesmo sem o querer. E ao mesmo tempo pensei que a minha filha, ali ao meu lado, tem uma mãe estranha, vinda do século passado, que resiste a estas modernices e foge delas como o diabo da cruz. Porque a sua afirmação pessoal não passa por aí, nunca passou, jamais passará... sendo que eu não sou o Jamé!
Tô Voltanto!
Tô Voltando
Dedicado a uma seguidora deste blogue, uma seguidora muito, muito especial, que tá agora voltando à blogosfera, depois de um prolongado interregno!
Sejas bem retornada, Elsa D!
Dedicado a uma seguidora deste blogue, uma seguidora muito, muito especial, que tá agora voltando à blogosfera, depois de um prolongado interregno!
Sejas bem retornada, Elsa D!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
"Puxar pelo País"
"Puxar pelo País"
Questionado sobre as previsões do FMI de recessão para o próximo ano, Sócrates afirmou, com um sorriso rasgado no rosto, que está cá para "puxar pelo país".
Nota-se. Há seis anos que ele nos puxa para baixo com excelentes resultados à vista. Há seis anos que ele não faz outra coisa e palpita-me que só descansará quando batermos no fundo do poço de tal forma que não nos conseguiremos erguer tão cedo.
Questionado sobre as previsões do FMI de recessão para o próximo ano, Sócrates afirmou, com um sorriso rasgado no rosto, que está cá para "puxar pelo país".
Nota-se. Há seis anos que ele nos puxa para baixo com excelentes resultados à vista. Há seis anos que ele não faz outra coisa e palpita-me que só descansará quando batermos no fundo do poço de tal forma que não nos conseguiremos erguer tão cedo.
Ricardo Goooonçaaaalves!
Ricardo Goooonçaaaalves!
Ú...Ú...
Vídeo surripiado daqui.
Já agora relembro este outro, anteriormente postado neste blogue.
Ú...Ú...
Vídeo surripiado daqui.
Já agora relembro este outro, anteriormente postado neste blogue.
Novo-Riquismo
Novo-Riquismo
Ainda a propósito das inaugurações de ontem, com milhões para aqui e para ali, tantos que nos deixam a cabeça numa zoeira, escrevi lá atrás um comentário ao Elenáro que agora, com mais cuidado e algumas alterações, escrevo aqui no corpo do blogue.
Vivo num país anedótico onde se aposta no embrulho e no acessório em vez de se apostar no conteúdo, na essência. Uma tristeza!
O governo do meu país teima em comportar-se como o rico industrial de Felgueiras que, para o casamento da filha, meteu em casa, no hall de entrada, uma traineira, verdadeira, repleta de marisco. É claro que a dita não passava na porta, vai daí, no problem, toca de deitar abaixo uma parede inteirinha até a coisa passar,repor tudo no seu sítio e, após o casório, desfazer tudo de novo para de novo refazer porque uma traineira não é lá assim um objecto muito interessante para se ter num hall de entrada, por gigantesco que o halll seja... digo eu... sei lá... que se calhar a tolita sou eu, e tu, e isto é tudo muito normal e bem feito.
Nota final -A história que relato é baseada no ouvi dizer, mas foi-me contada na primeira pessoa, por uma escorpião e, como é sabido por todos, escorpião que se preza não mente.
Não me perguntem o que é feito desse industrial de calçado porque eu não sei. Posso apenas presumir... que terá falido tal e qual mente acontecerá ao país se teimarmos na toléria.
Ainda a propósito das inaugurações de ontem, com milhões para aqui e para ali, tantos que nos deixam a cabeça numa zoeira, escrevi lá atrás um comentário ao Elenáro que agora, com mais cuidado e algumas alterações, escrevo aqui no corpo do blogue.
Vivo num país anedótico onde se aposta no embrulho e no acessório em vez de se apostar no conteúdo, na essência. Uma tristeza!
O governo do meu país teima em comportar-se como o rico industrial de Felgueiras que, para o casamento da filha, meteu em casa, no hall de entrada, uma traineira, verdadeira, repleta de marisco. É claro que a dita não passava na porta, vai daí, no problem, toca de deitar abaixo uma parede inteirinha até a coisa passar,repor tudo no seu sítio e, após o casório, desfazer tudo de novo para de novo refazer porque uma traineira não é lá assim um objecto muito interessante para se ter num hall de entrada, por gigantesco que o halll seja... digo eu... sei lá... que se calhar a tolita sou eu, e tu, e isto é tudo muito normal e bem feito.
Nota final -A história que relato é baseada no ouvi dizer, mas foi-me contada na primeira pessoa, por uma escorpião e, como é sabido por todos, escorpião que se preza não mente.
Não me perguntem o que é feito desse industrial de calçado porque eu não sei. Posso apenas presumir... que terá falido tal e qual mente acontecerá ao país se teimarmos na toléria.
Ontem - Propaganda
Ontem - Propaganda
Poderia não ser mas foi e o Presidente da República lá embarcou também na caravela xpto que, coitada, de tão carregada de dívida, afunda inevitavelmente.
Entretanto os números de famílias abaixo do limiar da pobreza não pára de aumentar... mas... who cares?
Poderia não ser mas foi e o Presidente da República lá embarcou também na caravela xpto que, coitada, de tão carregada de dívida, afunda inevitavelmente.
Entretanto os números de famílias abaixo do limiar da pobreza não pára de aumentar... mas... who cares?
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Os Escorpiões Não Exiiiistem!
A Treinar para Vovó - Barca - Amarante
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
Os Escorpiões Não Exiiiistem!
Coitado de quem é pequenino e desconhece por completo a existência dos escorpiões!
É o caso do meu sobrinho mais novo, já aqui falado aquando do seu nascimento e quando acudi aos seus pais em completa exaustão após o seu nascimento, descobri eu hoje. Pois este menino lembrou-se de não calçar os sapatos para ir para a rua e o A, para o convencer, lá lhe foi dizendo que assim não podia ser, que a rua estava suja e que por lá anda bicharada, e patati patatá e olha que podem vir os escorpiões...
A criatura angelical, de múltiplos caracóis loiros, parou, olhou sério para o lugar onde nos encontrávamos, e teve a lata de afirmar, alto e bom som, uma mentira: "Os escorpiões não exiiiistem!"
"Não exiiiistem? Por favor, por favor... pois se estás a olhar para dois deles!" - retorqui-lhe de imediato, de imediato metendo-o na ordem!
A cara da criança foi de incredulidade e desconfiança e de quem não ficou minimamente convencida muito embora eu esteja certa que, com a idade, à medida que for envelhecendo, ele vai aprender a distingui-los entre todos os outros e vai desejar estar rodeado por muitos desta têmpera, confiáveis.
Eu me encarregarei de o guiar em matéria tão apaixonante. Ficou combinado entre nós.
Tiririca, Deputado Federal - Novas do Mundo
Tiririca, Deputado Federal - Novas do Mundo
Os brasileiros elegeram Tiririca e deram-lhe a segunda maior votação de sempre que um deputado federal conseguiu na história eleitoral daquele país.
Sintomático do descrédito a que chegaram os políticos um pouco por todo o mundo, este exemplo soma-se ao anedotário mundial das Cicciolinas, dos Partidos Humorísticos, dos Patos Donald e afins que, de quando em vez, despontam e merdam, ai credo que eu queria dizer e medram que nem ginjas no quintal!
Por cá o panorama é semelhante, só que disfarçado de coisa normal, travestido de coisa elegante e fina, dissimulado até dizer chega.
E nas próximas eleições, já sabe - Vote Tiririca, pior do que tá não fica!
Os brasileiros elegeram Tiririca e deram-lhe a segunda maior votação de sempre que um deputado federal conseguiu na história eleitoral daquele país.
Sintomático do descrédito a que chegaram os políticos um pouco por todo o mundo, este exemplo soma-se ao anedotário mundial das Cicciolinas, dos Partidos Humorísticos, dos Patos Donald e afins que, de quando em vez, despontam e merdam, ai credo que eu queria dizer e medram que nem ginjas no quintal!
Por cá o panorama é semelhante, só que disfarçado de coisa normal, travestido de coisa elegante e fina, dissimulado até dizer chega.
E nas próximas eleições, já sabe - Vote Tiririca, pior do que tá não fica!
5 de Outubro - Dia Mundial do Professor
5 de Outubro - Dia Mundial do Professor
A palavra a Georges Haddad, Director, Division os Higher Education, UNESCO.
A palavra a Georges Haddad, Director, Division os Higher Education, UNESCO.
Centenário da Implantação da República
Centenário da Implantação da República
Confesso que já me deu mais alegrias e que já gostei mais dela, desiludida que estou com os políticos que temos e que dela emanam. Mas sei que não tem necessariamente de ser assim e que, sendo optimista por natureza, só posso esperar os dias melhores que ela me trará, por certo, quando ela própria sacudir o lombo e, sacudindo-o mais ou menos violentamente, expurgar quem a suga, quem a corrompe, quem a degrada.
Hoje gostaria que quase não houvesse comemorações, muito menos campanhas eleitorais e eleitoralistas, num país onde a minha gente está cada vez mais de cócoras face ao poder político e económico que suga, corrompe, degrada o meu país e cujas garras vêm de longe, capturando o próprio mundo nelas.
Hoje gostaria de não ouvir foguetes. Porque quem não tem dinheiro para foguetes não os compra.
Confesso que já me deu mais alegrias e que já gostei mais dela, desiludida que estou com os políticos que temos e que dela emanam. Mas sei que não tem necessariamente de ser assim e que, sendo optimista por natureza, só posso esperar os dias melhores que ela me trará, por certo, quando ela própria sacudir o lombo e, sacudindo-o mais ou menos violentamente, expurgar quem a suga, quem a corrompe, quem a degrada.
Hoje gostaria que quase não houvesse comemorações, muito menos campanhas eleitorais e eleitoralistas, num país onde a minha gente está cada vez mais de cócoras face ao poder político e económico que suga, corrompe, degrada o meu país e cujas garras vêm de longe, capturando o próprio mundo nelas.
Hoje gostaria de não ouvir foguetes. Porque quem não tem dinheiro para foguetes não os compra.
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