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terça-feira, 21 de abril de 2026

Boatice - Desmentido

Em Roma, Sê Romano - Essaouira ou a "nossa" Mogador
Fotografia de Artur Justino Matias de Magalhães

Boatice - Desmentido 

E eis que retomo a minha escrita, nesta minha casa sem cabresto para além do meu e das leis do meu país, com especial ênfase para a minha querida Constituição da República Portuguesa, que me defende... sem que eu tenha de pedinchar o que quer que seja a gente agachada, quiçá a tremer de medo de vultos esquivos, fantasmagóricos, dominadores, mentirosos, vingativos, invejosos, mal formados e o mais que sejam... isto para afirmar generalidades sabidas por muitos, propositadamente ignoradas por muitos sebentos.

Nãoi, não é verdade que eu, no dia 24 de Maio de 2023, dia de greve a todo o serviço relacionado com as provas de aferição decretada pelo S.T.O.P., tenha comparecido na reservada sala de secretariado de provas assim, sem mais nem para quê... ou apenas porque me deu a louca.

Escalada como professora vigilante suplente é por demais evidente que só poderia efectivar a minha greve se fosse chamada para substituir alguém em greve... o que teria de recusar e entrar em greve já que este país ainda se rege por leis, não saídas da cabeça de quem quer que seja mas antes provindas do governo/poder que foi eleito. Por muito que lhes custe.

E pronto, por agora é tudo, que vou ali e já venho... pedir a minha reforma antecipada que não dou mais para um peditório de uma escola pública estuporada pelos políticos, e por todos quantos com ela pactuam, e que dela fazem gato sapato segundo as suas conveniências e/ou caprichos. 

E por hoje é tudo, com a certeza que nunca deixarei passar o que quer que seja inventado e posto a correr? a meu respeito.

Eu não sou uma professora qualquer, já o afirmei muitas vezes neste blogue e fora dele também. 

Eu nasci aqui, neste miolo que eu amo, em casa com varanda voltada para o rio e, provavelmente aqui me finarei... mas sem arrastar comigo qualquer esqueleto escondido nos meus armários que os meus armários nem portas têm.

Capice?

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Alunos/Alunas

 

Eu e a Rosa - Amarante
Fotografia de Anabela Magalhães

Alunos/Alunas

Confesso que não contava com Ela vinda dos confins de um tempo de Escola que já lá vai e que é contemporâneo de uma Escola que organizou uma Feira Medieval do caraças a ocupar todo o centro da cidade.

"Foste Minha Aluna! Da turma do R que te protegia! Só não me estou a recordar do teu nome... e ela jardins, flores... ai meus deuses, és a Rosa!!!"

E era! Nunca mais a tinha visto. E foi um momento de enorme felicidade para as duas!!! E falámos do R... e de outros e outras... de tempos de Escola escrita com maiúscula, mais humana, mais empática, mais respeitosa, mais acolhedora e amistosa... 

Entretanto cheguei a casa e tinha este carinho na caixa de correio, que, com a licença da Rosa, agora publico agradecendo-lho do fundo do coração:

"Foi minha stora, sempre com muita atenção para com as alunas com necessidades educativas especiais. A minha gratidão."

Eu é que vos agradeço, Rosa, por terem enriquecido enormemente a minha vida!

domingo, 1 de novembro de 2020

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Implantação da República e Dia do Professor

 

Busto da República - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Implantação da República e Dia do Professor

Sim, as comemorações aconteceram ontem e foram o fogacho de sempre, agora ainda de chama mais envergonhada porque covidada,

Foi pena. Melhor seria se não existissem comemorações de todo mas que República e Professores  fossem respeitados, de facto, todos os 365 dias ao ano.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Alunos Meus e a Sala de História - A Desconfinar de Forma Surpreendente

Máscara de Teatro Grega - Pasta de Papel e Pintura Acrílica
Fotografia de M. C.

Alunos Meus e a Sala de História - A Desconfinar de Forma Surpreendente

São todos especiais e únicos e ponto final. Mas, por vezes, alguns alunos, tornam-se surpreendentes no carinho e dedicação que demonstram por uma disciplina que podia ser apenas mais uma no seu percurso escolar.

Este trabalho foi realizado por uma aluna, privada da maioria das aulas de História em regime presencial - na verdade, com a semestralidade, a turma em que ela se insere pouco mais de um mês teve de aulas físicas até confinarmos e fecharmos a nossa escola a sete chaves, na tentativa de impedir o pior à conta do SARS-CoV2.

Ontem enviou-me esta fotografia com a seguinte legenda - Máscara de teatro grega - Gosta?

Como não amar, Aluna Minha?!

E como não recordar os vossos pedidos, feitos durante a última aula síncrona, reservada para a vossa/nossa auto e heteroavaliação?!!!

Professora, se para o ano confinarmos de novo, pelo menos a professora pode dar-nos as aulas síncronas a partir da nossa Sala de História? E pode continuar a mostrar-nos os recursos que estão dentro dos armários?

Ficou combinado! Não vos falharei no cumprimento do acordado entre nós e não ser que a polícia me impeça.  

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Dia do Armistício - Armistício de Compiègne


Dia do Armistício - Armistício de Compiègne

Foi assinado no dia 11 de Novembro de 1918 entre os Aliados e a Alemanha, dentro de um vagão-restaurante, na floresta de Compiègne, em França, e regulou o cessar-fogo na Frente Ocidental.
Tanto sofrimento ao longo de quatro longos anos...

Nota - Garanto-vos que surripiei o recorte ao Pedro Xavier!

sábado, 9 de novembro de 2019

O Muro de Berlim


Muro de Berlim - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Caiu há 30 anos. Hoje recordo-o, num mundo cada vez mais feito de muros que se erguem para nada. Ai se esta gente conhecesse a História! Não conhecerão uma Muralha da China que se vê do espaço e acabou transformada em atracção turística?
E por falar em História... hoje recordo a minha e de como é que ela se cruza com a do muro da vergonha e com o envio de um beijo enormesco à Emiliana Silva.

O Centro de Recursos de História, a Emiliana e o Muro de Berlim

Hoje foi dia de contar a história da relação entre o Centro de Recursos de História, a Emiliana e o Muro de Berlim aos meus alunos de 9º ano, história já contada em tempos que já lá vão, aqui mesmo neste blogue.
E hoje foi também dia de fazer um brilharete e deixar os meus alunos atónicos e perplexos... estava eu em plena Guerra Fria, bloco capitalista versus bloco comunista, parte do mundo liderada pelos EUA e a outra pela URSS, estava eu nos confrontos indirectos entre as duas superpotências mundiais através dos países feitos de povos "mexilhões"... atenção ao que se está a passar na Ucrânia... e falo-lhes da construção do Muro da Vergonha que é o mesmo que chamar-lhe Muro de Berlim, construção iniciada no ano do meu nascimento... e eis que sou capaz de os surpreender... "Ah! Por acaso tenho um bocado de Muro de Berlim no armário de História que vos posso mostrar"... agitação e excitação pela sala... eheheh... e eis que saco do dito cujo que um dia me veio parar às mãos expedido pela Emiliana, regressada a terras de Portugal vinda directamente de Berlim com um bocado do Muro da Vergonha na mala...

Obrigada, Emiliana! A tua acção no passado continua a fazer a diferença no presente.

"God Knows How I Adore Life... God Knows... não é, Emiliana?



God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Oh mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

domingo, 14 de maio de 2017

13 de Maio de 1917 - Dia de Fiéis Devotos

Imagem retirada daqui

13 de Maio de 1917 - Dia de Fiéis Devotos

O dia de ontem foi atípico neste Portugal à beira mar plantado porque foi um dia de intensa alegria para muitos milhões de portugueses que, unidos por fervorosas crenças, em uníssono dentro dessas crenças, tiveram mais do que motivos para festejar.
Primeiro tivemos por cá o papa Francisco, o papa Chico como lhe chamam muitos dos meus alunos que o conhecem pelo nome e, espero, também um pouco pela obra. E a obra dele é já, no mínimo!, monumental. Só ter a coragem de pegar na vassoura e desatar a vassourar, higienizando, na medida certa, aquele Vaticano coberto de chagas! tem que se lhe diga e requer uma energia e um saber que não está ao alcance de qualquer um.
O seu exemplo é importante para fiéis e para infiéis, para crentes e para não crentes porque é um exemplo enraizado na Humanidade, no decoro, na simplicidade que extravasa, em importância, o cargo que ocupa mas que também radica no cargo que ocupa - pastor máximo dos fiéis que acreditam e que têm fé, católica, neste caso.
Depois tivemos o tetra do Benfica, comemorado a preceito por fiéis de outras crenças, neste caso clubísticas, mas que podem, estas últimas, acumular com as crenças religiosas, quaisquer que elas sejam, porque não se auto-excluem e têm até manifestações de fé cega, de "crença religiosa", que se assemelham. Ontem foi pois o dia do Benfica e dos benfiquistas, comemorado num país já meio em êxtase colectivo e a tender para o irreal.
Finalmente, tivemos, e temos!, o Salvador que, qual Dom Sebastião em dia de nevoeiro!, zarpou pela Europa fora e cavalgou uma onda improvável que haveria de se revelar muito maior do que a gigantesca onda da Nazaré, isto dos nomes é coisa premonitória, não é?, e surfou-a com a delicadeza e a força de quem está seguro do que faz. E o que fez foi tão só arejar e limpar um festival medíocre, deprimente, a cheirar a mofo, decadente em múltiplos aspectos, catapultando-o para a primeira linha dos acontecimentos mundiais. Não foi pouca a obra! E, com isso, contagiou milhões de portugueses, mas não só porque o Mundo é global!, milhões de crentes na música, na cultura, enfim, de gente que só aparentemente tinha abandonado a fé em Portugal mas que ontem se redimiu de muitos pecados e, parece, talvez de todas as descrenças.
Ou seja, e resumindo, ontem foi um dia bom. Muito bom!
Os meus parabéns a quem conseguiu fazer dele um dia memorável... independentemente das crenças, da fé... ou de nada disto.

Nota - De fora ficaram, propositadamente, Fátima e os pastorinhos e os milagres a eles associados.

sábado, 18 de março de 2017

Bebé Novo na Rua


Bebé Novo na Rua

Quando um bebé novo chega a esta minha rua isso constitui sempre motivo de alegria maior para os seus habitantes. É que somos poucos, mas lá vamos crescendo... devagar, devagarinho...
Foi o que aconteceu ontem. Uma cegonha deu voltas e mais voltas sobre o casario e achou que estava mais do que na hora de deixar um bebé novo nesta rua que é nossa.
E foi assim que um bebé novo chegou para animar e encher de vida esta velha calçada.
Que seja bem vindo. Que seja muito bem vindo!
Aos felizes pais, aos meus vizinhos, os meus parabéns!

Yupi! E, aqui na rua, já são para aí uns dois ou três bebés... incrível, não é?!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Sismo - Portugal

Sismo - Portugal

Foi ontem à noite, pelas 23:22 que se fez sentir um sismo de magnitude 3.7 na escala de Richter, com epicentro em Porto de Mós.
Aqui ficam os dados para quem gosta de se informar sobre esta "vida" da Terra.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Matemática - Alunos Portugueses de 4º Ano à Frente dos Finlandeses


Matemática - Alunos Portugueses de 4.º Ano à Frente dos Finlandeses

O post que se segue foi originalmente escrito e publicado no ComRegras.

Sem dúvida que esta é a notícia de hoje, a divulgação dos resultados do TIMSS - Trends in International Mathematics and Science Study - que compara resultados internacionais de Matemática e Ciências e que nos comprova que não só os estudantes portugueses do 4.º ano de escolaridade conseguiram melhores resultados que os míticos finlandeses, como comprova ainda que, entre 1995 e 2015, Portugal foi o país que mais melhorou no que à Matemática diz respeito.
Clara Viana, no Público de hoje, chama este feito, como não podia deixar de ser, para o título da notícia Matemática: alunos portugueses do 4º ano passam à frente dos finlandeses. Mas, já a Ciências...

"Estes testes realizam-se de quatro em quatro anos. Por comparação a 2011, a média obtida por Portugal a Matemática subiu nove pontos, estando agora na 13.ª posição de um ranking que lista 49 países e regiões, dois lugares acima do que foi alcançado há quatro anos.
Já a Ciências (Estudo do Meio no currículo português), pelo contrário, registou-se "uma descida significativa": menos 14 pontos de média e descida da 19.ª posição para a 32.ª" escreve Clara Viana que aborda ainda a desigualdade de géneros verificados nos resultados de Matemática, desta vez com os rapazes na liderança em Portugal.

É claro que o PSD já veio reivindicar os excelentes resultados a Matemática... esquecendo-se, habilmente, de também reivindicar os péssimos resultados de Ciências...

Público - Clara Viana

Matemática: alunos portugueses do 4º ano passam à frente dos finlandeses

Lusa

PSD chama a si louros pelos bons resultados a Matemática

E ainda no Público

Bons resultados a Matemática mostram que houve políticas eficazes

Olaria Negra de Bisalhães - Património Imaterial da Unesco

Fotografias recolhidas na net

Olaria Negra de Bisalhães - Património Imaterial da Unesco

Já era Património Cultural Nacional mas, a partir de hoje, a Olaria Negra de Bisalhães é também, orgulhosamente, Património Imaterial da Unesco. Restam cinco oleiros, todos idosos e vale bem a pena saber os seus nomes - Cesário da Rocha Martins, Jorge Ramalho, Manuel Joaquim da Rocha Martins, Querubim Queirós Rocha e Sezisnando Ramalho são os resilientes artesãos que perpetuaram esta actividade fazendo-a chegar aos dias de hoje. A janela da extinção ainda não está, assim, fechada e a distinção de hoje vai contribuir, por certo, para a preservação desta forma de produzir peças de barro que, por usarem a soenga, muito embora não tão primitiva quanto a de Gondar, como método de cozedura, resultam em peças de barro preto pretinho, muito apreciadas na região e nos seus arredores, estrangeiro incluído.
Orgulho! Hoje, enquanto portuguesa, só posso estar orgulhosa.

Orgulho também na olaria de barro negro produzida em Gondar, Amarante, actualmente em processo de certificação, que usa um método de cozedura em soenga primitiva já raríssima nos dias que correm e já só produzida por um único artesão de seu nome César Teixeira.
Orgulho em saber que aqui mesmo, nesta mesma rua em que habito, abrirá um pequeno museu a esta olaria negra dedicado, com o apoio do Município de Amarante e a dedicação e empenho de sempre da Associação Camerata das Artes. Chamar-se-á Núcleo Museológico do Barro Negro e talvez para o próximo ano, até porque é ano de eleições, vos dê a notícia da inauguração deste importante espaço que contribuirá, inevitavelmente, para o ressurgimento desta rua que já bateu no fundo e está agora, nitidamente, a reerguer-se.
Aguardamos as cenas dos próximos capítulos mas, sem dúvida! esta foi uma importante notícia para Bisalhães... e para Gondar.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Ainda Sobre a Bola e os Portugueses


Ainda Sobre a Bola e os Portugueses

Hoje abri um jornal diário, no caso o JN e constatei que meio jornal, e não estou a exagerar, foi dedicado ao feito alcançado pela selecção portuguesa de futebol que é agora a melhor da Europa, conquistado que foi o título de Campeão Europeu de Futebol, com a vitória na final contra a França.
E lembrei-me de um país que, muito bem, saiu à rua eufórico e encheu praças e ruas e avenidas e esplanadas e vibrou e sofreu e vitoriou uma equipa de futebol que, pela primeira vez na sua história, conquistou o título de campeã de futebol da Europa.
E lembrei-me dos noticiários quase integralmente preenchidos com o futebol para cima e para baixo, o que comeram os jogadores, o que treinaram, o que passearam, o que vestiram os jogadores, o que comeram... acho que até quantos arrotos deram cada jogador... que exagero!... e foi ainda tempo de me lembrar que desejava um país mais equilibrado e ainda mais grandioso. Porque se os portugueses acompanhassem o que se passa na vida política, económica e financeira e mesmo educativa e cultural com o mesmo sentido de pertença com que acompanham o que se passa no futebol... e se saíssem assim à rua para lutar contra quem os deixa a pão e água para alimentar meia dúzia de falcatrueiros...  pois é isso... outro galo nos cantaria, mais afinado, aqui neste rectângulo à beira mar plantado.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Dia D - 6 de Junho de 1944


Omaha, a Sangrenta - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
   
   
Cemitérios Alemão e Americano - Normandia - França
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Dia D - 6 de Junho de 1944

Um dia escrevi:

No dia 6 de Junho de 1944, o célebre Dia D, as tropas aliadas desembarcaram em força nas cinco praias da Normandia, baptizadas com nomes de código - UtahOmahaGold, Juno e Sword - depois de a coberto da noite terem sido largados de pára-quedas 20 000 homens por detrás das linhas alemãs e depois dos bombardeamentos feitos sobre as linhas inimigas que constituíam/defendiam o Muro do Atlântico. E assim se deu inicio à operação Overlord, mais conhecida por D-Day.
O desembarque nas duas primeiras praias ficou a cargo das tropas americanas, enquanto na Gold e na Sword desembarcaram tropas britânicas, tendo a Juno ficado a cargo das tropas canadianas.
O desembarque e a progressão no terreno foi irregular e se houve praias onde se registaram poucos mortos e feridos, outras houve onde a carnificina foi grave, como no caso de Omaha Beach. Mas o Muro do Atlântico abriu brechas, e a progressão no terreno, por uma França ocupada pelos nazis, tornou-se imparável.
Os dados do desembarque são impressionantes. Impressionantes em termos de material de guerra desembarcado, em material de apoio às tropas, em alimentos desembarcados, impressionantes em termos do número de homens envolvidos, impressionante no número de militares que ficaram nesse dia banhados em sangue, feridos ou mortos, naquelas praias irremediavelmente manchadas de vermelho. Ainda hoje irremediavelmente manchadas de vermelho.
Os despojos e as más/boas recordações desse dia estão por todo o lado. Nas placas que relembram este ou aquele acontecimento. Nas fotografias dos monumentos, bombardeados e destruídos, plantadas à frente desses mesmos monumentos agora de novo em pé. Nas bandeiras, sobretudo americanas, mas também de outros países que acabaram por se envolver nesta guerra terrível, que esvoaçam ainda em terras de França. Nos agradecimentos públicos do povo francês aos Aliados. Os despojos e as más/boas recordações deste dia estão por todo o lado. Nas praias também. Bunkers alemães, restos de portos artificiais necessários enquanto os portos de RouenLe Havre e Cherbourg não eram libertados, obstáculos diversos, em ferro e betão, que também constituíam a defesa do Muro do Atlântico.
10 000 jovens dos exércitos aliados perderam a vida nos combates desse dia. Só nesse dia. Os cemitérios pontuam a costa, aqui e ali. Britânicos, americanos, alemães. Milhares de vidas ceifadas numa guerra que provocaria um total de 50 000 000 baixas, numa guerra com contornos aterradores, numa guerra com contornos demenciais e patológicos. Números que me continuam a deixar perplexa vindos dum mundo dito "civilizado".
E assim se explica a visão fantasmagórica de praias imensas, praticamente desertas, onde uma ou outra pessoa passeia junto à água, onde uma ou outra pessoa se senta na areia olhando em redor, fitando o mar, onde a maioria dos visitantes, muitos na praia de Omaha, rebaptizada de Omaha Sangrenta, não entra.
O silêncio é impressionante. Totalmente diferente do silêncio espampanante do deserto. É um silêncio pesado/leve, imensamente triste, o que envolve aquelas praias irremediavelmente manchadas de sangue até hoje.
E entrar por aquelas praias adentro não é uma experiência agradável, quando se tem consciência do que por lá se passou. Não é, definitivamente, uma experiência agradável.
No meu caso não foi.

Nota - As fotografias da praia de Omaha e do cemitério americano foram tirada de solo americano, oferta dos franceses em sinal de profundo reconhecimento pela ajuda prestada em tempos tão difíceis para a Europa.

sábado, 8 de agosto de 2015

Excelente Notícia

Medronhos Rizonhos - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Excelente Notícia

A mim parece-me bem que a possibilidade de trabalhar em part-time esteja salvaguardada pela lei. Obviamente, sei que só usufruirá dela quem puder e/ou quem quiser sendo que tudo isto é muito relativo pois as prioridades de uns não são as prioridades de outros.
Mas, se nenhum funcionário público vai ser obrigado a pedir para trabalhar em part-time e ganhar 60% do seu vencimento... a que propósito votaram contra o PS, o PCP, BE e PEV?
Ele há coisas que não entendo...

Funcionários públicos com netos e filhos até aos 12 anos já podem trabalhar em part-time

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Dia Negro

Fotografia retirada daqui

Dia Negro

No dia em que passam 70 anos sobre um dos acontecimentos mais dramáticos da 2ª Guerra Mundial, o lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima, partilho um depoimento de um sobrevivente, contado na primeira pessoa.

Quando o Sol caiu em Hiroshima

E partilho um registo de um dos maiores crimes de guerra cometidos contra população civil.
Para que Hiroshima não caia no esquecimento.

sábado, 6 de junho de 2015

Dia D - 6 de Junho de 1944


Omaha, a Sangrenta - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Dia D - 6 de Junho de 1944

Já escrevi inúmeras vezes neste blogue sobre a importância deste dia 6 de Junho de 1944.

Um dia escrevi:

No dia 6 de Junho de 1944, o célebre Dia D, as tropas aliadas desembarcaram em força nas cinco praias da Normandia, baptizadas com nomes de código - UtahOmahaGold, Juno e Sword - depois de a coberto da noite terem sido largados de pára-quedas 20 000 homens por detrás das linhas alemãs e depois dos bombardeamentos feitos sobre as linhas inimigas que constituíam/defendiam o Muro do Atlântico. E assim se deu inicio à operação Overlord, mais conhecida por D-Day.
O desembarque nas duas primeiras praias ficou a cargo das tropas americanas, enquanto na Gold e na Sword desembarcaram tropas britânicas, tendo a Juno ficado a cargo das tropas canadianas.
O desembarque e a progressão no terreno foi irregular e se houve praias onde se registaram poucos mortos e feridos, outras houve onde a carnificina foi grave, como no caso de Omaha Beach. Mas o Muro do Atlântico abriu brechas, e a progressão no terreno, por uma França ocupada pelos nazis, tornou-se imparável.
Os dados do desembarque são impressionantes. Impressionantes em termos de material de guerra desembarcado, em material de apoio às tropas, em alimentos desembarcados, impressionantes em termos do número de homens envolvidos, impressionante no número de militares que ficaram nesse dia banhados em sangue, feridos ou mortos, naquelas praias irremediavelmente manchadas de vermelho. Ainda hoje irremediavelmente manchadas de vermelho.
Os despojos e as más/boas recordações desse dia estão por todo o lado. Nas placas que relembram este ou aquele acontecimento. Nas fotografias dos monumentos, bombardeados e destruídos, plantadas à frente desses mesmos monumentos agora de novo em pé. Nas bandeiras, sobretudo americanas, mas também de outros países que acabaram por se envolver nesta guerra terrível, que esvoaçam ainda em terras de França. Nos agradecimentos públicos do povo francês aos Aliados. Os despojos e as más/boas recordações deste dia estão por todo o lado. Nas praias também. Bunkers alemães, restos de portos artificiais necessários enquanto os portos de RouenLe Havre e Cherbourg não eram libertados, obstáculos diversos, em ferro e betão, que também constituíam a defesa do Muro do Atlântico.
10 000 jovens dos exércitos aliados perderam a vida nos combates desse dia. Só nesse dia. Os cemitérios pontuam a costa, aqui e ali. Britânicos, americanos, alemães. Milhares de vidas ceifadas numa guerra que provocaria um total de 50 000 000 baixas, numa guerra com contornos aterradores, numa guerra com contornos demenciais e patológicos. Números que me continuam a deixar perplexa vindos dum mundo dito de "civilizado".
E assim se explica a visão fantasmagórica de praias imensas, praticamente desertas, onde uma ou outra pessoa passeia junto à água, onde uma ou outra pessoa se senta na areia olhando em redor, fitando o mar, onde a maioria dos visitantes, muitos na praia de Omaha, rebaptizada de Omaha Sangrenta, não entra.
O silêncio é impressionante. Totalmente diferente do silêncio espampanante do deserto. É um silêncio pesado/leve, imensamente triste, o que envolve aquelas praias irremediavelmente manchadas de sangue até hoje.
E entrar por aquelas praias adentro não é uma experiência agradável, quando se tem consciência do que por lá se passou. Não é, definitivamente, uma experiência agradável.
No meu caso não foi.

Nota - A fotografia foi tirada de solo americano oferta dos franceses em sinal de profundo reconhecimento pela ajuda prestada em tempos tão difíceis para a Europa. E termino só assinalando a importância deste dia. Há dias assim... que se não existissem mudariam completamente o rumo dos acontecimentos e a nossa vida actual com eles.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

segunda-feira, 28 de julho de 2014

1ª Guerra Mundial - 100 anos


Trincheiras - Arredores de Verdun - França
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
1ª Guerra Mundial - 100 anos

Passam hoje 100 anos sobre a declaração de guerra da Áustria à Sérvia que haveria de saldar-se em muitos milhões de mortos... mortos também portugueses...

Hoje recupero um post escrito neste blogue em 13 de Outubro de 2013, depois de mais uma das minhas peregrinações pelo que resta desta história deprimente.

1ª Guerra Mundial - Frente Ocidental - Campos da Morte

Já percorri esta Frente Ocidental para cima e para baixo, mais a norte e mais a sul, sendo que, durante a minha última peregrinação, andei pela Alsácia e pela Lorena não deixando de visitar a fustigada região de Verdun, palco de uma das mais sangrentas batalhas ocorridas durante esta guerra que, contra todas as expectativas, não foi rápida e se prolongou por quatro longos anos.
Esta guerra teve o seu início no Verão de 1914, após o assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Fernando, no dia 28 de Junho, em Sarajevo, capital da Bósnia, cometido pelo sérvio Gavrilo Princip, membro de uma organização secreta chamada Mão Negra, tendo-se concretizado passado um mês deste fatídico acontecimento, no dia 28 de Julho, data da declaração de guerra da Áustria à Sérvia. Os acontecimentos precipitaram-se, imparáveis!,como se ganhassem vontade própria e a História se tornasse não dependente da vontade dos homens, sucedem-se as declarações de guerra e a 4 de Agosto a Bélgica, país neutral, foi invadida pelas tropas alemãs que pretendiam chegar rapidamente a Paris. Derrotadas e barradas pelos exércitos francês e inglês na Batalha do Marne, 5 a 12 de Setembro de 1914, os dois exércitos instalaram-se no terreno começando a abrir vastíssimas valas, as trincheiras, de um e de outro lado, pondo assim termo a uma primeira fase da guerra, rápida, conhecida por Guerra de Movimentos e inaugurando uma fase longa, que duraria até 1918, conhecida pela Guerra das Trincheiras. Ora, são estas trincheiras que ainda hoje rasgam, como uma ferida bucólica que permanece aberta mas não sangra, grande parte do território francês, teatro de guerra, à época, e frente de batalha aqui do lado ocidental. Estes são os "Campos da Morte" da 1ª Guerra Mundial, rasgados ainda pelas crateras das bombas... tantas!!!, rasgados ainda pelas trincheiras, aqui na região de Verdun onde se travaria uma das épicas batalhas ocorridas durante esta guerra, que duraria de 21 de Fevereiro a 18 de Dezembro de 1916 e que provocaria perto de um milhão de mortos de ambos os lados. Quase inimaginável...
Hoje, olhando-as, as trincheiras parecem até lindas, amostras do que foram um dia, serpenteando um território florestado no fim da guerra mas que era agricultado antes da desgraça se abater sobre esta região, desgraça sangrenta que varreu do mapa localidades inteiras e muitas das suas gentes, mas que varreu do mapa principalmente as tropas que serviram de carne para canhão numa guerra desajustada do ponto de vista estratégico face à modernidade e sofisticação das armas envolvidas em combate.
Hoje, olhando-as, quase nem conseguimos imaginar o sofrimento da gente de carne e osso que aqui combateu ao frio, à chuva, à neve, mal alimentada e de moral sabe deus, vivendo na imundice, partilhando o espaço com os ratos e as ratazanas... corpos servindo de alimento a pragas de piolhos, corpos desfeitos pelas bombas, pelos tiros automáticos das metralhadoras, aniquilados pelo armamento químico utilizado pela primeira vez nesta guerra.
Sim, esta foi uma guerra de muitas inovações. De muito sofrimento também. E estes são lugares de peregrinação para muitos de nós, conhecedores da importância da História por motivos profissionais... ou apenas porque sim...

Nota - Se alguém quiser usar as fotografias, façam os favor de estar à vontade desde que não omitam a autoria das mesmas.
 
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