Medicina no Trabalho
Aqui fica a informação a quem interessar.
O meu blogue sou eu...mas eu não sou o meu blogue...
Informo todos os meus alunos que esta específica sala, outrora a menina dos nossos olhos, tão bem cuidada por tantos de nós que deram o corpo ao manifesto para a converterem num espaço acolhedor e útil do ponto de vista físico e pedagógico, vai agora ser definitivamente desmantelada.
A gota de água que fez transbordar o meu copo, agora em definitivo, foi mais um ano consecutivo de aulas espalhadas por todas as indiferentes salas dos muitos pavilhões que percorro de novo este ano lectivo e que nada acrescentam à minha actividade pedagógica e que prejudicam até o meu trabalho em sala de aula já que me criam areias na minha engrenagem de Professora de História, prejudicando, consequentemente, também, as aprendizagens dos meus alunos, especialmente os do sétimo ano de escolaridade, pela destruição da magia do momento em que a chave dos dois armários rodava e abria aquelas portas de onde saíam peças tão importantes que lhes deixavam os olhos incrivelmente brilhantes e arregalados, prenhes de curiosidade.
A gota de água foi também verificar que as maquetas, que deram tanto mas tanto trabalho a tantos alunos que me passaram pelas mãos ao longo dos anos, estão já em acentuado estado de degradação que eu não posso admitir. Antigamente aquela era a "minha" sala, a que eu vigiava, cuidava, acarinhava... a que servia para colocar em prática uma disciplina que à época não existia - Cidadania de seu nome - e que agora não passa de uma sala mono, sem dono, terra de ninguém, que nada acrescenta a quem devia acrescentar, num esbanjamento de recursos que me dói até à medula.
Decididamente não tenho o espírito daquela matriz idealizada e negativa da "funcionária pública" que gosta de deixar andar e faz bastante por isso.
Assim, alunos e alunas que por lá mantêm as maquetas e materiais diversos realizados em vossas casas - usando os vossos materiais, correspondendo por inteiro aos desafios desta professora que um dia sonhou uma escola diferente e começou pela "sua" sala de aula - podem combinar comigo para que vos possa restituir os trabalhos antes que estes fiquem completamente espatifados.
Eu própria vou trazer para minha casa todos os materias que são meus e que, um dia, feita parva, ponderei deixar de oferta a esta escola a que já chamei Home mas que não o é mais, muito pelo contrário, apesar dos meus amores que reencontro sempre que abro as portas das salas de aula.
Recheada com materiais diversos e pertinentes para o ensino da História, muitos da minha propriedade e por mim adquiridos propositadamente ao longo de tantos anos, outros que me foram oferecidos por colegas de outras escolas próximas e até de escolas muito distantes, e outros realizados pelos alunos, tantas e belas maquetas só para relembrar um exemplo, a Sala de História tem agora como destino o seu desmantelamento, progressivo mas decidido e inabalável.
Relembro - entrem em contacto comigo caso queiram reaver os vossos materiais. Caso pretendam deixá-los onde agora se encontram saibam que a responsabilidade da sua degradação ou mesmo da sua destruição não será minha.
Vale a pena escutar. Quanto ao livro, garanto-vos que o lerei.
A Oksana Shvedenko estabeleceu-se aqui mesmo em Amarante depois de um longo périplo de fuga que a trouxe da Ucrânia, da região de Odessa, a esta bela e pacata terra que é a nossa e que passou a ser também a dela e a da sua família mais próxima e mais alargada. Deste núcleo familiar alargado fazem parte onze pessoas, de uma avó a um bebé de 10 meses, que não querem ficar paradas, que querem continuar a trabalhar, que querem continuar a estudar e em que existem duas crianças pequeninas e três adolescentes que aspiram à integração total muito embora tenham uma enorme barreira a transpor, para além de todas as outras, e que é a barreira linguística, que nenhum deles domina. Valha-nos o inglês... e o Google Tradutor.
A Oksana adora fazer crochet e sabe fazer estes belíssimos e macios bonecos que são uma verdadeira perfeição e lindos de morrer.
E aceita encomendas, no imediato de coelhinhos, nas cores que desejarem.
Slava Ukraini! Que é o mesmo que dizer "Glória à Ucrânia"!
Aqui vos deixo os contactos para que possam fazer as vossas encomendas, se assim o desejarem:
Abrir as escolas com um Rt de 0,98 “ é mais do que imprudência, é quase procurar problemas sérios”
A confirmação, e para entrar em vigor a partir da próxima segunda-feira, acaba de ser feita pelo primeiro-ministro.
A notícia está a ser difundida como certa e já para entrar em vigor a partir da próxima segunda-feira.
Aguardemos a confirmação última que pertencerá ao primeiro-ministro.
Aconselho vivamente a observação e a leitura atenta sobre a importância da ventilação dentro das salas de aula. Não é o primeiro estudo que partilho neste sentido mas parece que há, dentro das escolas, quem ainda não tenha compreendido nada de nada.
O artigo é do The New York Times mas saiu em revista científica séria.
"A Direcção-Geral da Educação (DGE) vai levar a efeito iniciativa congénere, no próximo dia 9 de Março, entre as 10h30 e as 12h00, subordinada ao tema «Protecção Civil – Uma Responsabilidade de Todos», integrada na Quinzena da Proteção Civil – 1 A 15 de março de 2021 | cidadania (mec.pt), «Protecção Civil – Uma Responsabilidade de Todos para Todos», na qual está programada a participação do SMPC do Marco de Canaveses para apresentação pública do projecto «Cidadania: Educação para os Riscos e Autoprotecção», em curso neste concelho.
De acordo com solicitação da DGE antecipadamente agradecemos a divulgação, no sentido de possibilitar a inscrição dos interessados no evento."
(...)
"No dia 9 de março, entre as 10:30h e as 12:00h, será realizado em modo remoto o Webinar “Proteção Civil – Uma responsabilidade de todos”, destinado à comunidade educativa, respetivamente, docentes, alunos, técnicos, encarregados de educação e outros intervenientes, com a participação de elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara do Marco de Canaveses; Escola Secundária do Marco de Canaveses do Agrupamento de Escolas N.1 do Marco e o Centro Escolar de Vila Boa do Bispo do Agrupamento de Escolas de Alpendorada.
Para assistir ao webinar é necessário inscrever-se, até ao dia 8 de março, em: https://area.dge.mec.pt/wprotecaocivil/"
Sim, eu sei, é chato ler portarias.
Mas, já agora, há por aí "escolas" a exigirem que os senhores professores que leccionam disciplinas semestrais divulguem, agora, junto dos encarregados de educação, por escrito, propostas de níveis das disciplinas que agora terminam, não ratificadas pelos respectivos conselhos de turma para posteriormente, lá para Junho previsivelmente, divulgarem as notas finais já ratificadas... e que podem muito bem não ser coincidentes?!!!
Digam-me que não, sim?
Digam-me que isto não está a acontecer...
Artigo 22.º (Os sublinhados são meus.)
Avaliação sumativa
1 - A avaliação sumativa consubstancia um juízo global sobre as aprendizagens desenvolvidas pelos alunos.
2 - A avaliação sumativa traduz a necessidade de, no final de cada período letivo, informar alunos e encarregados de educação sobre o estado de desenvolvimento das aprendizagens.
3 - Esta modalidade de avaliação traduz ainda a tomada de decisão sobre o percurso escolar do aluno.
4 - A coordenação do processo de tomada de decisão relativa à avaliação sumativa, garantindo a sua natureza globalizante e o respeito pelos critérios de avaliação referidos no artigo 18.º, compete:
a) No 1.º ciclo, ao professor titular de turma;
b) Nos 2.º e 3.º ciclos, ao diretor de turma.
5 - A avaliação sumativa de disciplinas com organização de funcionamento diversa da anual processa-se do seguinte modo:
a) Para a atribuição das classificações, o conselho de turma reúne no final do período de organização adotado;
b) A classificação atribuída no final do período adotado fica registada em ata e está sujeita a aprovação do conselho de turma de avaliação no final do ano letivo.
6 - Na organização de funcionamento de disciplinas diversa da anual não pode resultar uma diminuição do reporte aos alunos e encarregados de educação sobre a avaliação das aprendizagens, devendo ser garantida, pelo menos, uma vez durante o período adotado e, no final do mesmo, uma apreciação sobre a evolução das aprendizagens, incluindo as áreas a melhorar ou a consolidar, sempre que aplicável, a incluir na ficha de registo de avaliação.
A quem interessar, sim, teremos novo livro do Paulo Guinote.
Darei novas.
É claro que há gente que continua a acreditar e, mais grave ainda, a defender com unhas e dentes, que as escolas ainda hoje deveriam estar abertas. E também há professores neste lote.
E garanto-vos que também é verdade que o meu neto ainda acredita no Pai-Natal.
"O fecho das escolas foi o Canadair que se enviou para apagar os incêndios descontrolados."
"O roteiro “Contributos para a implementação do Ensino a distância nas Escolas” constitui-se como uma ferramenta de apoio às escolas na implementação do Ensino a Distância a partir de 8 de fevereiro de 2021. Complementarmente a este roteiro serão publicados recursos de apoio, como por exemplo, planificações semanais de trabalho, quer para alunos, quer para docentes. (3 de fevereiro de 2021)"
1. Contextualização
A Resolução do Conselho de Ministros 53-D/2020, de 20 de julho de 2020, estabelece que, na preparação do regime não presencial, as escolas preparam os seus planos de E@D, devendo ser tidos em conta os equilíbrios necessários entre diferentes metodologias e diferentes momentos de trabalho.
A gestão de tempos e metodologias, trabalhada na formação, conduzida pelo Ministério da Educação, através da Direção-Geral da Educação, e da Universidade Aberta, foi fruto da reflexão e aprofundamento dos momentos formativos sobre o roteiro “8 Princípios Orientadores para a Implementação do Ensino à Distância (E@D) nas Escolas”, acautelada nos Planos de E@D construídos por cada escola.
Importa agora relembrar alguns aspetos essenciais. A gestão dos momentos síncronos e assíncronos deve acautelar:
a) O tempo de atenção dos alunos e a fadiga de ecrã, variável em função das idades, estilos de aprendizagem e ritmos de diferentes turmas;
b) A diversificação de metodologias ao longo de cada aula, estimulando-se a atenção, o trabalho individual e em pares e acautelando-se o recurso excessivo a métodos unidirecionais, seguindo-se as sugestões da UNESCO sobre a duração das unidades com base na capacidade dos alunos;
c) O acompanhamento efetivo dos alunos nas aprendizagens desenvolvidas ao longo de cada semana;
d) Uma constante monitorização pelas estruturas das escolas da eficácia das opções tomadas para a maximização das aprendizagens dos alunos.
Pode e deve continuar a ler o documento clicando aqui.
A Voz do Professor
É um instrumento de trabalho poderosíssimo e inestimável para um/a professor/a.