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domingo, 10 de dezembro de 2023

Grão da Mesma Mó


Grão da Mesma Mó

Coloquem o som no máximo. Cantem. Dancem. Interiorizem. E é isto. Hoje dou a palavra ao Sérgio Godinho que é também a minha.


"Não sei se estão a ver aqueles dias 

Em que não acontece nada sem ser o que aconteceu e o que não aconteceu 

E do nada há uma luz que se acende 

Não se sabe se vem de fora ou se vem de dentro 

Apareceu  


E dentro da porção da tua vida, é a ti 

Que cabe o não trocar nenhum futuro pelo presente 

O fazer face a face que se teve até ali 

Ausente, presente  


Vê lá o que fazes, há tanto a fazer 

Fazes que fazes ou pões sementes a crescer? 

Precisas de água 

Terra também

Ventos cruzados e o sol e a chuva que os detém 

Vivida a planta 

Refeita a casa 

É o espaço em branco 

Tempo de o escrever e abrir asa 

E a linha funda, na palma da mão 

Desenha o tempo então 

Desenha o tempo então  


Mas há linhas de água que cruzas sem sequer notares 

E oh, estás no deserto 

E talvez no oásis, se o olhares 

E não há mal, e não há bem 

Que não te venha incomodar 

Vale esse valor? 

É para vender ou comprar?  


Mas hoje questões éticas? 

Agora? 

Por favor 

Que te iam prescrever 

A tal receita para a dor 

Vais ter que reciclar 

O muito frio e o muito quente 

Ausente 

Presente  


Vê lá o que fazes, há tanto a fazer 

Fazes que fazes 

Ou pões sementes a crescer? 

E a linha funda, na palma da mão 

Desenha o tempo então 

Desenha o tempo então  


Um curto espaço de tempo 

Vais preenchê-lo 

Com o frio da morte morrida 

Ou o calor da vida vivida? 

Não queiras ser nem um exemplo 

Nem um mau exemplo 

Por si só 

Há dias em que é grão da mesma mó  


E a senha já tirada 

Já tardia do doente 

Dez lugares atrás 

E pouco a pouco à frente 

E cada um falar-te das histórias da sua vida 

Feliz, dorida  

Vê lá o que fazes 

Há tanto a fazer 

Fazes que fazes 

Ou pões sementes a crescer? 

Precisas de água 

Terra também 

Ventos cruzados 

E o sol e a chuva que os detém 

Vivida a planta 

Refeita a casa 

E espaço em branco

Tempo de o escrever e abrir asa 

E a linha funda, na palma da mão 

Desenha o tempo então 

Desenha o tempo então  


E explicaram-te em botânica 

Uma espécie que não muda a flor do fatalismo 

Está feito 

E se até dá jeito alterar 

Só por hoje o amanhã 

Melhor é transfigurar o amanhã com todo o hoje 

E as palavras tornam-se esparsas 

Assumes 

Fazes que disfarças 

Escolhes paixões 

Ciúmes 

Tragédias e farsas 

E faças o que faças 

Por vales e cumes 

Encontras-te a sós, só 

Grão a grão 

Acompanhado e só 

Grão da mesma mó 

Grão da mesma mó 

Grão da mesma mó 

Grão da mesma mó"

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Grão da Mesma Mó


Grão da Mesma Mó

Coloquem o som no máximo. Cantem. Dancem. Interiorizem. E é isto. Hoje dou a palavra ao Sérgio Godinho que é também a minha.


"Não sei se estão a ver aqueles dias 

Em que não acontece nada sem ser o que aconteceu e o que não aconteceu 

E do nada há uma luz que se acende 

Não se sabe se vem de fora ou se vem de dentro 

Apareceu  


E dentro da porção da tua vida, é a ti 

Que cabe o não trocar nenhum futuro pelo presente 

O fazer face a face que se teve até ali 

Ausente, presente  


Vê lá o que fazes, há tanto a fazer 

Fazes que fazes ou pões sementes a crescer? 

Precisas de água 

Terra também

Ventos cruzados e o sol e a chuva que os detém 

Vivida a planta 

Refeita a casa 

É o espaço em branco 

Tempo de o escrever e abrir asa 

E a linha funda, na palma da mão 

Desenha o tempo então 

Desenha o tempo então  


Mas há linhas de água que cruzas sem sequer notares 

E oh, estás no deserto 

E talvez no oásis, se o olhares 

E não há mal, e não há bem 

Que não te venha incomodar 

Vale esse valor? 

É para vender ou comprar?  


Mas hoje questões éticas? 

Agora? 

Por favor 

Que te iam prescrever 

A tal receita para a dor 

Vais ter que reciclar 

O muito frio e o muito quente 

Ausente 

Presente  


Vê lá o que fazes, há tanto a fazer 

Fazes que fazes 

Ou pões sementes a crescer? 

E a linha funda, na palma da mão 

Desenha o tempo então 

Desenha o tempo então  


Um curto espaço de tempo 

Vais preenchê-lo 

Com o frio da morte morrida 

Ou o calor da vida vivida? 

Não queiras ser nem um exemplo 

Nem um mau exemplo 

Por si só 

Há dias em que é grão da mesma mó  


E a senha já tirada 

Já tardia do doente 

Dez lugares atrás 

E pouco a pouco à frente 

E cada um falar-te das histórias da sua vida 

Feliz, dorida  

Vê lá o que fazes 

Há tanto a fazer 

Fazes que fazes 

Ou pões sementes a crescer? 

Precisas de água 

Terra também 

Ventos cruzados 

E o sol e a chuva que os detém 

Vivida a planta 

Refeita a casa 

E espaço em branco

Tempo de o escrever e abrir asa 

E a linha funda, na palma da mão 

Desenha o tempo então 

Desenha o tempo então  


E explicaram-te em botânica 

Uma espécie que não muda a flor do fatalismo 

Está feito 

E se até dá jeito alterar 

Só por hoje o amanhã 

Melhor é transfigurar o amanhã com todo o hoje 

E as palavras tornam-se esparsas 

Assumes 

Fazes que disfarças 

Escolhes paixões 

Ciúmes 

Tragédias e farsas 

E faças o que faças 

Por vales e cumes 

Encontras-te a sós, só 

Grão a grão 

Acompanhado e só 

Grão da mesma mó 

Grão da mesma mó 

Grão da mesma mó 

Grão da mesma mó"

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Amarantinos - Equilíbrio feat Poeta de Rua


Amarantinos - Equilíbrio feat Poeta de Rua

Miúdos todos, vocês arrasaram! E muito obrigada pela beleza que nos proporcionam!

E pensar que ainda ontem, um deles, atirava pedrinhas contra as janelas deste meu escritório... código para dizer - Anabela, está na hora de irmos ao café!!!




terça-feira, 30 de julho de 2019

MIMO - Violons Barbares

Violons Barbares - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

MIMO - Violons Barbares

A música soberba e selvagem que funde culturas do trio Violons Barbares não se explica, sente-se, vive-se, deixando-nos capturados do início ao fim por uma energia e virtuosismo estonteantes.
Formado por três indivíduos de proveniências diversas - o mongol Dandarvaanchig Enkhjargal, o búlgaro Dimitar Gougov e o francês Fabien Guyot - este grupo, de matriz improvável, junta punk, junta rock e junta folk, junta ocidente, junta estepe a perder de vista... de forma magistral e que resulta numa música que é deles mas que também é nossa já que envolve totalmente a plateia do início ao fim de um concerto.
Violons Barbares foi uma das surpresas surpreendentes do Festival MIMO, a actuarem num palco que se revelou demasiado pequeno para todos quantos os queriam ver ao vivo e a cores... e não conseguiram.
Violons Barbares a merecerem o palco principal, capazes, não tenho qualquer dúvida, de incendiar a mais extensa plateia de um futuro MIMO.




sexta-feira, 26 de julho de 2019

47SOUL e Salif Keita

MIMO - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

47SOUL e Salif Keita

Uma chamada de atenção para dois nomes imperdíveis de hoje... e os outros que me desculpem: os palestinianos 47SOUL (23h) e o maliano Salif Keita (00h30).


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Festa Amarantina - O Voo do Mocho


Festa Amarantina - O Voo do Mocho

São cinco os mochos que volta e meia piam aqui pela minha rua, noite adentro que esta bicharada tem hábitos nocturnos. Costumam ser avistados depois do pôr-do-sol, em pinhais e outro arvoredo que tal. Dizem deles que veem muito bem de noite e que nem precisam daqueles zingarelhos americanos para ver no escuro.
Por certo sentem-se como peixinhos dentro de água neste Festão. É natural, os Capitão Mocho são a banda residente da Festa Amarantina desde a sua 1.ª edição.



sexta-feira, 7 de junho de 2019

What a Wonderful World

Barca - Carvalho de Rei - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

What a Wonderful World

Louis Armstrong. Sem mais.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Soha - Mil Pasos


Soha - Mil Pasos

E sim, estou em período de desintoxicação política.
Cantemos.

Un paso me voy para siempre
Un paso fuerte
Un paso hacia adelante

Dos pasos, me voy sin mirarte
Tan lejos pisé
Dos pasos y ya te olvidé
Tres pasos ya soy hacia al este
El sur, el oeste
Tres pasos creo mucho, me parece

Y cuándo volverás?
Je ne reviendrai pas
Cuándo volverás?
Je suis si loin déjà
Y cuándo volverás?
Un dia o jamás

Y cuándo volverás?
J'ai fait le premier pas
Cuando volverás?
Surtout ne m'attends pas
Cuándo volverás?
Un día o jamás

Quatro pasos quiero acordarme
Quatro pasos ya sé
Tu me quisiste, yo te quise
Cinco pasos ya sin perderme
Tanto me alejé
Cinco pasos y te perdoné

Seis pasos ya, son casi siete
Contar más no sé
Mil pasos y más, me quedo de pie

Y cuándo volverás?
Je ne reviendrai pas
Cuándo volverás?
Je suis si loin déjà
Y cuándo volverás?
Un dia…




terça-feira, 21 de maio de 2019

Sophie Hunger - Le Vent Nous Portera


Sophie Hunger - Le vent nous portera

Je n'ai pas peur de la route
Faudrait voir, faut qu'on y goûte
Des méandres au creux des reins
Et tout ira bien
Le vent nous portera

Ton message à la Grande Ourse
Et la trajectoire de la course
Un instantané de velours
Même s'il ne sert à rien,
Le vent l'emportera
Tout disparaîtra
Le vent nous portera

La caresse et la mitraille
Et cette plaie qui nous tiraille
Le palais des autres jours
D'hier et demain
Le vent les portera

Génétique en bandoulière
Des chromosomes dans l'atmosphère
Des taxis pour les galaxies
Et mon tapis volant
Le vent l'emportera
Tout disparaîtra
Le vent nous portera

Ce parfum de nos années mortes
Ce qui peut frapper à ta porte
L'infinité de destins
On en pose un et qu'est-ce qu'on en retient?
Le vent l'emportera

Pendant que la marée monte
Et que chacun refait ses comptes
J'emmène au creux de mon ombre
Des poussières de toi
Le vent les portera
Tout disparaîtra
Le vent nous portera

sexta-feira, 10 de maio de 2019

To Build a Home

Imagem recolhida na net

To Build a Home

Nunca desistiremos. Nunca desistiremos de contribuir para a construção de uma casa comum mais asseada e resistente e menos vulnerável ao assalto ao virar de cada esquina por parte de trampolineiros vários.

To build a home
There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills
Tables and chairs worn by all of the dust
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home
'Cause, I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time to leave and turn to dust
Out in the garden where we planted the seeds
There is a tree as old as me
Branches were sewn by the color of green
Ground had arose and passed it's knees
By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
I held on as tightly as you held onto me
I held on as tightly as you held onto me
And, I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time to leave and turn to dust

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Tomara


Tomara

Aconselho. Depois não digam que não avisei!
No próximo dia 28 de Abril, pelas 22 horas, no CineTeatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã

Reservas e informações:

926 393 675 | 255 734 725 | abvm@sapo.pt


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Stromae

Foto recolhida na net

Stromae

Fixe este nome. Chamam-lhe o novo Jacques Brel belga. Aqui o deixo numa bela homenagem a Cesária Évora.

Versão curta

Versão longa
 
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