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sábado, 20 de novembro de 2010

Sahara Ocidental

Sahara Ocidental

Já abordei a questão do Sahara Ocidental inúmeras vezes neste blogue como pode confirmar aqui e aqui e isto só para linkar os posts mais recentes de um assunto especialmente incómodo para mim.
Hoje partilho uma reportagem saída em Espanha, Espanha de consciência pesada, para ajudar a compreender um pouco melhor o drama de um povo que reivindica a sua autodeterminação, subjugado por um Marrocos, aqui no papel que foi o da Indonésia um dia, lá longe, em Timor.
Tomara que o desfecho da luta dos sarauís, pela independência da última colónia não descolonizada em África, seja semelhante ao do país mais jovem a nível mundial.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Sahara Ocidental a Ferro e Fogo

O Sahara Ocidental a Ferro e Fogo

Continuo atenta ao que se passa aqui, no Meu Sahara Bem Amado. Quer pelos laços que me ligam a Marrocos, aqui na pele do agressor, quer pelos laços que me ligam intimamente ao deserto, inóspito, aterrador, tranquilo, silencioso, pacificador..., quer pelos laços que me ligam a uma população ocupada e expoliada, os Saraouís, que me remete para uma outra população, os timorenses, que, com a ajuda internacional, sacudiram o jugo dos indonésios agressores do seu pêlo.
Mas que raio de actuação fantoche é esta dos capacetes azuis da ONU estacionados no Sahara Ocidental a prepararem um referendo há décadas?!
Prevejo tempos difíceis por todo o Sahara Ocidental, com a violência a acentuar-se, que paciência tem limites e a da Frente Polisário também se acaba.
Ter-se-á esgotado já?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Palavra a Aminatu Haidar


Marcha Verde - Layounne - Sahara Ocidental
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães (sobre fotografia)

A Palavra a Aminatu Haidar

Não é a primeira vez que falo desta corajosa mulher neste blogue. Hoje volto a ela para chamar a atenção sobre este problema, que se arrasta sem fim à vista, e que é o da ocupação do antigo Sahara Espanhol, ocupado por Marrocos em consequência da Marcha Verde, ocorrida em Novembro de 1975.
Al Aaiún ou Layounne é a capital duma região ocupada por onde se movimentam enxames de capacetes azuis que preparam um referendo há tanto tempo que o assunto já mete nojo, assim como mete nojo vê-los ocuparem os melhores hotéis da cidade, quase como se estivessem para ali, no meio do deserto, apenas em férias exóticas, dia após dia, ano após ano, com as suas frotas de jipes xpto aos molhos que fui impedida de fotografar.
Já era tempo dos sarauís verem a sua situação resolvida. Já era tempo da ONU ter atado ou desatado. Já era tempo do nojo estar resolvido.




Pode ler e ver mais aqui.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dakhla Aqui Vou Euuuuu...

Dakhla Aqui Vou Euuuu...

suis je?

"Arredores de Dakhla. O deserto encontra-se com o mar.
São duas massas enormes, gigantescas e infinitas que, como dois amantes, se fundem e misturam sem jamais se anularem. Em Dakhla, onde o deserto vem morrer no mar e o mar vem morrer no deserto, não podemos deixar de comparar estas duas entidades tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão semelhantes. Duas massas vivas - uma líquida, outra sólida... será?
A primeira vai do azul ao verde em infinitos cambiantes. A segunda do branco ao castanho passando pelo amarelo, rosa, laranja, vermelho... igualmente em infinitos cambiantes.
As duas sempre em movimento. A cada dia diferentes.
Ora se retraem, ora se agigantam.
As duas em ondulações ora suaves, ora violentas.
(...) Adoro esta praia infinita, isolada e deserta.
E adoro este silêncio que se ouve....

Où suis je?
Evidemment dans le paradis...

Daqui.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Palavra a Aminetu Haidar

A Palavra a Aminetu Haidar

CARTA ABIERTA DE AMINETU HAIDAR A LA SOCIEDAD ESPAÑOLA EN EL DÍA INTERNACIONAL DE LOS DERECHOS HUMANOS

Hoy es 10 de Diciembre, Día Internacional de los Derechos Humanos. En estos momentos en los que se conmemora un día sagrado para la Humanidad, un día de ideales y de principios que garantizan los derechos básicos; yo, que soy defensora de Derechos Humanos, estoy en huelga de hambre desde hace 25 días a causa de la injusticia y de la falta de respeto a los Derechos Humanos.
Hoy, después de mi expulsión ilegal de mi tierra por las autoridades marroquíes, después de ser retenida ilegalmente en este aeropuerto de Lanzarote por el Gobierno español y de ser separada de mis hijos contra mi voluntad, siento más que nunca el dolor de las familias saharauis separadas desde hace más de 35 años por un muro de más de 2.600 kilómetros.
Hoy, como cada día, sufro pensando en mis compañeros encarcelados, sufro pensando en los siete activistas de Derechos Humanos que, por decisión arbitraria del gobierno marroquí, van a comparecer ante un tribunal militar y son amenazados con la pena de muerte. Pienso también en la población saharaui, oprimida y reprimida diariamente por la policía marroquí en el Sahara Occidental. Y pienso en su futuro.
En este Día Internacional de los Derechos Humanos felicito a todas las personas libres que defienden los derechos elementales y se sacrifican para lograr paz en el mundo, y al mismo tiempo les lanzo un llamamiento urgente para la protección de los derechos de mi pueblo, el pueblo saharaui.
Hoy es también un buen día para la esperanza, un día que aprovecho para pedir al mundo y especialmente a las madres, que apoyen mi reivindicación, que es el regreso al Sahara Occidental. Deseo abrazar a mis hijos, deseo vivir con ellos y con mi madre, pero con dignidad.
Hoy quiero agradecer a la sociedad española su solidaridad y su defensa continua de los derechos legítimos del pueblo saharaui y también, su solidaridad conmigo en estos duros momentos.
Aminetu Haidar
Aeropuerto de Lanzarote, 10 de Diciembre de 2009

Aminetu Haidar


Marcha Verde - Ocupação do Sahara Ocidental por Marrocos
Novembro de 1975
Fotografia sobre fotografia - Layounne

Haminetu Haidar

Aminetu Haidar. Uma mulher de paz!‏


"Considerada la "Gandhi Saharaui" por su resistencia y lucha pacífica por la autodeterminación de su pueblo y la denuncia de la violenta y constante represión marroquí en el Sahara Occidental, fue expulsada en avión la mañana del sábado 14 de noviembre desde El Aaiún hacia Lanzarote, por la fuerza, sin documentos ni ninguna de sus pertenencias y después de casi 24 horas de aislamiento e interrogatorio. Madre de dos hijos, ha sido galardonada, entre otros, con el Premio de Derechos Humanos Robert F. Kennedy 2008, el austríaco Silver Rose Award 2007 y, un año antes, con el Premio de Derechos Humanos Juan María Bandrés. Fue nominada por el Parlamento Europeo para el Premio de Derechos Humanos Andrei Sakarov, ha sido candidata para el Premio Nobel de la Paz y Amnistía Internacional (EE.UU.) presentó su candidatura para el Premio Ginetta Sagan. En 1987, con 21 años, fue una de las 700 personas detenidas por participar en un mitin que pedía el referéndum de autodeterminación. Permaneció "desaparecida" sin cargos ni juicio durante cuatro años, torturada junto a otras 17 mujeres saharauis. En 2005, la policía marroquí la volvió a detener y golpear tras su participación en una manifestación pacífica. Fue liberada después de 7 meses gracias a la presión internacional de organizaciones como Amnistía Internacional y el Parlamento Europeo. Desde entonces, Aminetu Haidar ha recorrido el mundo para denunciar la ocupación militar marroquí y la violación sistemática de derechos de la población saharaui y para abogar pacíficamente por el derecho de su pueblo a la autodeterminación."

"Em greve de fome há 24 dias num parque de estacionamento do aeroporto de Lanzarote, Aminetu Haidar continua a morrer aos poucos. O governo espanhol não se limita ao silêncio e comporta-se como autêntico delegado diligente da ditadura marroquina. Do resto da Europa, governo português incluído (o partido que o sustenta nem a favor de um voto de solidariedade conseguiu estar), o silêncio cobarde. O Sara luta pelo mesmo que Timor lutou. A história é aliás quase igual. Mas os negócios falam mais alto. Aminetu Haidar, prémio Sakarov entre tantos outros, pode morrer a qualquer momento. Em solo europeu. Perante o silêncio cobarde de todos. Apenas porque não a deixam regressar ao seu país, à sua casa, aos seus filhos. Apenas porque os mesmos que a elogiam e a premeiam são incapazes de aprender alguma coisa com o seu exemplo: o da dignidade e da coragem.
Quando Marrocos fez saber que ela só poderá regressar se pedir desculpas ao rei Mohammed VI, o seu filho mais novo, de 13 anos, disse: “A minha mãe nunca vai voltar a casa porque nunca vai pedir perdão ao rei.” Não por frieza, mas pela coragem de uma combatente, Aminetu mediu todas as palavras: “podem viver sem mãe, mas não sem dignidade”.
Por mim, ao ver esta mulher firme e de paz morrer na Europa que se diz da liberdade sinto uma vergonha sem fim. E um desprezo enorme pelos cobardes que nos governam. Tivessem os nossos líderes um pingo do que tem Aminetu e estariamos muito melhor servidos."

O primeiro texto, em espanhol, pode ser lido no seu contexto original no blogue Todos com Aminetu. O segundo texto circula via e-mail. Obrigada, Maria José, pelo seu envio.
Subscrevo a vergonha do silêncio nojento. O crime de Aminetu? Ter escrito o nome da sua terra - Sahara Ocidental - ao invés de Marrocos.
O Sahara Ocidental, deixado ao deus dará por Espanha, foi ocupado por Marrocos em 1975, aquando da famosa Marcha Verde.
A antiga colónia espanhola, único território africano que chegou ao século XXI por descolonizar, assim permanece, território ocupado por Marrocos, e com tropas da ONU por todos os lados, instaladas nos melhores hotéis de Layounne e arredores, movimentando-se para trás e para a frente em jipes xpto e dura isto há anos e anos porque, pasmem, preparam um referendo sobre a a autodeterminação dos sarauis que, pelo caminho já cumprido, jamais verá a luz do dia, descumprindo assim uma missão que já criou raízes em pleno deserto e se arrasta desde 1991 e que se chama não sei o quê URSO*!
Grandes ursos me saíram estes políticos!
Assim é que está certo!

*MINURSO

E aqui deixo a sugestão de mudança de nome, desta missão da ONU, de MINURSO para GRANDEURSO

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Où suis je?


A Minha Praia no Deserto - Dakhla - Sahara Ocidental
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

suis je?

Arredores de Dakhla. O deserto encontra-se com o mar.
São duas massas enormes, gigantescas, infinitas que, como dois amantes, se fundem e misturam sem jamais se anularem.
Em Dakhla, onde o deserto vem morrer no mar e o mar vem morrer no deserto, não podemos deixar de comparar estas duas entidades tão diferentes e ao mesmo tempo tão semelhantes. Duas massas vivas, uma líquida, outra sólida.
A primeira vai do azul ao verde em infinitos cambiantes. A segunda do branco ao castanho passando pelo amarelo, rosa, laranja e vermelho, igualmente em infinitos cambiantes.
As duas sempre em movimento. A cada dia diferentes. Ora se retraem, ora se agigantam.
As duas em ondulações ora suaves, ora violentas.

Sou um animal terrestre.

Adoro estar no deserto. Adoro estar no deserto a ver o mar.
O deserto é para estar. O mar é para contemplar.
E adoro esta praia infinita, isolada e deserta.
E adoro este silêncio que se ouve.

Où suis je?
Evidemment dans le paradis.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

sábado, 17 de fevereiro de 2007

 
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