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quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Eu - Ponto da Situação - 2025

Arte - Só para quem compreende.

Eu - Ponto da Situação - 2025

Este meu primeiro post do ano de 2025, escrito por moi meme no meu blogue Anabela Magalhães, do qual sou a única tratadora, editora, pensadora, escritora... o que seja... e onde não há lugar para anonimatos, que eu continuo a abominar anonimatos desde que me lembro, e onde também não há lugar a fretes que eu não escrevo a pedido, destina-se a esclarecer as boatices que ao longo destes últimos tempos foram postas a correr a meu respeito aqui pela cidade onde nasci, cresci e voltei a crescer, e onde ainda hoje habito para deleite de uns quantos e desgosto de outros tantos ou mais, boatices essas originadas não sei onde, não sei a partir de quem... o que, de facto, nem me interessa saber pois só serviria para me deixar ainda mais doente ainda do que aquilo que já estou.

Muitos pensarão/dirão, certamente, que eu não tenho nada que fazer isto e que não devo satisfações seja a quem for, o que, de resto, é verdade verdadinha, mas eu sou assim - continuo a não ter esqueletos nos meus armários, continuo a não querer acumular esqueletos nos meus armários.

E passo a negar, publicamente, que isto é uma terra pequena onde tudo circula e tudo se sabe:

  • Não, não fui suspensa da Função Pública.
  • Não, não fui expulsa da Função Pública.
  • Não, não fui presa.
  • Não, não estou com cancro... tanto quanto me é dado saber e já bati com os nós dos dedos na madeira não vá o diabo tecê-las.
  • Não, jamais me vergarei à mentira.
  • ...
  • E sim, usarei as perucas que me apetecer, sempre que me apetecer.
  • E sim, chorarei, gritarei, cantarei, correrei, arrancarei os meus próprios cabelos, treparei pelas paredes acima... mas jamais mentirei, seja sobre insignificâncias ou sobre assuntos muito sérios.
  • E simjamais me vergarei à mentira.
  • E sim, não venderei jamais a minha alma ao diabo.
  • E sim, continuo a ser um Ent nas histórias do Tolkien.

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Convite à Professora Desaparecida - Anabela Magalhães

Ice Land Girl
Fotografia de Miguel Matias de Magalhães

Convite à Professora Desaparecida - Anabela Magalhães

Enquanto na minha escola parecem não ter mais nada para fazer e parecem fazer de tudo para que eu desapareça do mapa/site desta ainda minha escola, ou seja, apagam todo e qualquer vestígio do trabalho por mim desenvolvido no agrupamento Teixeira de Pascoaes do site do agrupamento - podem confirmar aqui se encontram rasto dos projectos como o Projecto Ver para Querer ou do Projecto História em Movimento, este último ainda completamente activo - ou seja, e resumindo, enquanto por um lado parecem tentar anular-me, quiçá transformar-me num zero à esquerda enquanto Orgulhosa Professora que Fui, vou recebendo uns convites interessantes que, infelizmente, e por motivos de saúde, vejo-me obrigada a declinar e que vão em sentido absolutamente contrário.

Ou seja, estamos perante dois mundos opostos que não se cruzam. O primeiro... morreu de morte matada?

Nota 1 - Ao tentarem aniquilar qualquer rasto da minha pessoa esqueceram-se do Inovar com PET... eheheh... é que até para anular profissionais é preciso comnpetência, certo?

Nota 2 - Este trabalho até está giro, digo eu, e dirige-se aos alunos do 7.º ano de escolaridade. Aqui o deixo a quem interessar.

Nota 3 - Acho que devo estar a ficar mesmo amalucada. Constatadas estas, como dizer... "tentativas de homicídio profissional"... será uma expressão muito forte?!... já só me dá pena por uma escola onde eu já fui feliz.

"Exma. Senhora Profa. Anabela Magalhães,

No âmbito do projeto “Equity&PISA - Equidade Educativa através do PISA: Resultados e Discursos,” temos o prazer de a convidar para o seminário final do projeto. Este estudo é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (ref.ª PTDC/CED-EDG/2124/2020) e está a ser realizado pelo Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, sob a responsabilidade dos Professores Doutores Gil Nata e Tiago Neves.

O projeto “Equity&PISA” visa explorar a relação entre a participação dos países no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da OCDE, e as alterações nos níveis de equidade educativa (relativa a questões socioeconómicas). Os principais objetivos incluem compreender se a participação no PISA contribuiu para melhorias na equidade educativa, avaliar o impacto das políticas educativas nacionais e analisar a perceção de intervenientes educativos sobre a relação entre o PISA e a equidade.

Neste seminário, além de apresentarmos os resultados finais ao público geral, contaremos com uma discussão de especialistas sobre os dados obtidos. Nesse sentido, convidamo-la a ser uma das oradoras, apresentando as suas opiniões e contribuições sobre os resultados, dado o seu papel significativo na media e na produção de conteúdos relacionados com a educação.  Para facilitar a preparação, enviaremos com antecedência uma súmula dos principais resultados do estudo, que permitirá uma visão abrangente e sucinta dos temas a discutir. O formato da participação de cada um dos peritos dependerá da respetiva disponibilidade. Idealmente, gostaríamos de realizar mesas redondas em que os peritos discutiriam entre si os resultados do projeto. Nos casos em que não fosse possível, a proposta passaria por uma apresentação individual.  

Antes de confirmarmos a data definitiva do evento, gostaríamos de verificar a sua disponibilidade, de forma a podermos agendar a data que permita a maior participação dos vários peritos que colaboraram com o projeto. Após a confirmação dos convidados, optaremos por realizar o evento presencialmente ou online, conforme as disponibilidades indicadas. Caso o evento ocorra presencialmente no Porto, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, disponibilizaremos, se necessário, condições de transporte e estadia. (...)"

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Última Hora - Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus



Última Hora - Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Só para avisar que ando a seguir uns conselhos porreiros.

E que a obra de arte acima partilhada é dedicada a alguns, algumas e algumes. Eles, elas e não sei mais o quê sabem bem quem são.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Blá, Blá, Blá!


Blá, Blá, Blá!

Alavanquemos então o blá, blá, blá de quem nos tutela.
Escutaram as belas palavras? Quem o escuta não é manco, não!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

A Cambalhota


A Cambalhota

Que o humor, mesmo se negro, nunca nos falte!
E é claro que este vídeo também podia ser adaptado ao cds e ao ps.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Temos Marretas Nacionais?


Temos Marretas Nacionais?

Estão a precisar de serem desmascarados, ponto por ponto.
Os professores não progridem mais devagar do que o esperado porque eles sabem muito bem fazer as contas e sabem muito bem que nós não temos progressões automáticas decorrentes do tempo de serviço - ouviram senhores jornalistas, políticos e comentadores avençados? - e temos muitos constrangimentos e travões até chegarmos ao topo da carreira, ou não fossem eles, políticos, os legisladores desta mesma carreira.

Professores progridem mais devagar do que o esperado pelas Finanças

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

As Verdadeiras Medalhas dos Professores


As Verdadeiras Medalhas dos Professores 

Isto é o que conta.
Bem sei que nos querem a toda a força fazer pensar que é o contrário. Mas não é. A nossa função é fundamental num qualquer país civilizado ou a civilizar e a população portuguesa sabe disso.
Nós amparamos os filhos desta Nação. Nós secamos lágrimas, incentivamos, acarinhamos, ralhamos, amparamos, ensinamos, explicamos, partilhamos, escutamos... os filhos dos portugueses.
Eles, em sala de aula, chamam-nos mãe, pai, tio, tia, madrinha... e isto só para enunciar o que a mim já me chamaram .
Por isso vos digo, senhores políticos e senhores comentadores da treta, uma mentira repetida mil vezes nunca deixará de ser uma mentira nem que a torçam toda para ela parecer verdade.

Ontem, numa qualquer área de serviço onde tardiamente jantávamos no início do caminho para o Norte, e onde visionávamos em alta voz as filmagens da nossa intervenção na Assembleia da República, escutámos, com alguma surpresa, palavras de apoio da pessoa, relativamente jovem, que jantava sentada na mesa ao lado e que fez questão de as proferir e de as partilhar connosco.

Ontem, durante as nossas deambulações pela Casa da Democracia, e acreditem que foram muitas!, fomos acompanhados por uma jovem licenciada em Relações Internacionais que fez questão de frisar o quanto admirava o trabalho tão difícil dos professores portugueses e o quanto estava ao nosso lado nesta luta.

Por isso, continuem, senhores políticos de todos os quadrantes, continuem a fazer gato sapato dos professores portugueses como se não houvesse amanhã.
E tenham a certeza, há amanhã. E a História vos julgará.

Bombeiros, médicos e professores: os profissionais em que os portugueses mais confiam


quarta-feira, 28 de junho de 2017

A Novela (Interminável) da "Parque Escolar"


A Novela (Interminável) da "Parque Escolar"

É uma história antiga e encontra-se espalhada um pouco por todo o país onde há escolas semi-acabadas, parcialmente acabadas... semi-começadas, parcialmente começadas... penduradas... eu sei lá!
A Escola Secundária de Amarante é uma delas, congelada no tempo algures entre a 2.ª e a 3.ª fase das obras pela fabulosa e inacreditável Parque Escolar parida em tempos de inginheiro.
Mas a Parque Escolar foi uma festa p'rá arquitectura! - disse ela. E foi uma festa p'rá engenharia! E prontus, foi uma festa p'rá'lguns políticos... e que festa foi! Aliás, pá'lunos, professores e demais ocupantes destes edifícios a festa continua e é de arromba. Dia após dia, ano após ano. E dura, dura, dura... que esta festa tem carga de pilha até dizer basta!
Hoje recupero esta história. Porque ela parece não ter fim.







terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Escolas Premium vs Escolas a Cair…


Escolas Premium vs Escolas a Cair…

A notícia partilhada hoje pelo Jornal i, da autoria de Ana Petronilho, intitulada "Pais lançam petição a reclamar obras "urgentes" na Escola Secundária José Falcão em Coimbra" vem, pela milésima vez, deixar a nu uma situação herdada do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues e que se materializou num desequilíbrio absurdo e incompreensível entre escolas intervencionadas pela Parque Escolar, intervenção esta que a antiga ministra da Educação considerou, com uma lucidez rara para a senhora em questão, ter sido "Uma Festa" e escolas não intervencionadas pela Parque Escolar que viram passar ao seu lado a "Festa" sem nela participarem.
Assim, o país conta hoje com um espólio de edificações destinadas à Educação tão diverso quanto absurdo pois neste país coexistem, às vezes quase  lado a lado, escolas intervencionadas em obras de orçamentos multimilionários de doze, catorze, dezasseis milhões de euros e escolas que, literalmente, foram deixadas entregues à sua sorte e a sua sorte, ou melhor, a sua pouca sorte é terem salas de aula onde chove, isolamentos que são tudo menos isso deixando entrar o frio e o calor a rodos, consoante as estações, coberturas de amianto, impossibilidade de impedir as entradas de luz que arruínam qualquer projecção e que arruínam qualquer escrita no quadro, instalações eléctricas mais do que obsoletas, tubagens de esgotos tão velhas que libertam perfumes estranhos empestando o ambiente com cheiros horrendos, infiltrações que vão colorindo paredes e tectos com fungos nocivos à saúde de qualquer pessoa, canalizações de água que abertas libertam águas de cor alaranjada devido à ferrugem das mesmas... e... e... e podia continuar a apontar o absurdo criado por políticos disfuncionais que não souberam, ou não quiseram!, usar recursos monetários pertença dos portugueses para uma intervenção generalizada e cuidada que contemplasse quiçá todos os edifícios escolares do país naquilo que eles necessitavam.
E assim estamos. Escolas xpto, que mais parecem hotéis de cinco estrelas de luxo, terminadas coexistem com escolas que ficaram a meio das intervenções previstas e coexistem com escolas centenárias que nunca viram qualquer intervenção de fundo desde a sua fundação.
É o caso desta antiquíssima Escola Secundária José Falcão de Coimbra, criada a 19 de Novembro de 1836 e que nunca conheceu obra de vulto.
Assim, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da ESJF lançou uma petição electrónica no sentido de conseguir 4 mil assinaturas e obrigar a que este assunto seja discutido na Assembleia da República.
Aqui a deixo para que, se concordarem, a possam assinar:

Intervenção urgente e de fundo na Escola Secundária José Falcão - Coimbra 

E é ainda de hoje uma notícia da Sapo que identifica a saúde mental dos alunos como uma das prioridades de intervenção escolar.
Nós dissemos em devido tempo que a crise económica potencia desequilíbrios mentais. Alguém teve o cuidado de escutar os professores no terreno, entre os decisores políticos que cortaram rendimentos a tantos e tantos portugueses, que despediram trabalhadores, muitos com filhos pequenos, e que, ao mesmo tempo, o foram canalizando para o salvamento de bancos com práticas pouco sérias e mesmo corruptas?
Pois. E depois, aqui d` El Rei! Pena que se lixem, pelo meio, também as crianças que são o futuro deste país.

Jornal i
Pais lançam petição a reclamar obras "urgentes" na Escola Secundária José Falcão em Coimbra

Sapo
Saúde mental dos alunos torna-se prioritária na intervenção escolar

Nota - Esta é a primeira vez que nomeio neste blogue, desde há muitos anos a esta parte, a ex-ministra da Educação MLR. Tal facto deve-se apenas a isto - este post foi escrito, originalmente, para o ComRegras.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Amarante - A Escola Abominável ou Santos da Casa Têm Que Fazer Milagres

Visitas de Estudo - Museu Amadeo de Souza-Cardoso
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante - A Escola Abominável ou Santos da Casa Têm de Fazer Milagres

Sempre que lecciono 9ºs anos, não falho a organização de visitas de estudo ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso. O modernismo do início do século XX faz parte integrante da matéria leccionada neste último ano do 3º ciclo de escolaridade e, ademais, o museu está apenas à distância de uns passos a pé pelo centro histórico, tão belo e pitoresco, de Amarante e está apenas à distância de um levantamento de rabo da cadeira da sala de aula... isto para quem gosta de dar aulas sentado, o que não é, manifestamente, o meu caso.
Já aqui referi a estranheza e a tristeza que sinto sempre que tenho turmas de 9º que à pergunta "Quem nunca visitou o Museu Amadeo de Souza-Cardoso?" responde com muitos deditos no ar pertencentes a gente em formação acelerada, que não sabe se o interior do museu é branco ou é preto e que não faz a mais pequena ideia da riqueza e importância do seu recheio.
Já fui muito diplomata ao fazer e escrever as críticas a uma escola que se permite à arrogância de não dar a conhecer aos alunos que a frequentam, muitos desde o pré-escolar, um autor que é só o expoente máximo da pintura portuguesa do seu tempo, que ainda para cúmulo, é nosso conterrâneo e que nós temos a felicidade de "possuir" e, ao mesmo tempo, não dar a conhecer um Acácio Lino, um António Carneiro, ambos Amarantinos de gema, e ainda tantos e tantos vultos maiores das artes portuguesas do século XX e XXI... e tudo isto quando, ainda por cima!, temos pessoal muito qualificado e preparado neste museu e que guia os visitantes preparando excelentemente as visitas de acordo com as faixas etárias a que elas se destinam.
Não se arranjará um pretexto(zito) para nos ciclos anteriores fazer umas visitas ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso? Pergunto eu que continuo a abrir a boca de espanto porque 50% de alunos numa turma, ou mesmo mais noutras, me confessa nunca ter entrado num equipamento municipal, nosso, portanto!, que ainda por cima não lhes cobra a entrada.
Por isso, e porque estou cansada de ser diplomata e estou já sem pachorra para isso, por ter já dado muito para este peditório, escrevo: A escola abominável em Amarante é aquela que permite que alunos residentes neste concelho, nesta cidade, desde que nasceram, a maior parte, cheguem ao 9º ano de escolaridade sem nunca terem entrado no Museu Amadeo de Souza-Cardoso.

É claro que eu podia adoçar esta afirmação para não ferir as susceptibilidades duma escola que permanece muito presa à sala de aulas, muito presa ao saber livresco ou, agora mais modernaça, ao saber PowerPointesco e que continua sem se preocupar em proporcionar aos seus alunos outras vivências, outras experiências, outras oportunidades, caminhos e trilhos outros, sem se preocupar em abrir janelas e portas escancarando-as de par em par. Poder, podia, é certo, mas não estaria a cumprir o objectivo deste post. É que há uma certa escola que precisa dum abanão gigante para se mover e modernizar, para tomar consciência do tempo que vive, situado no século XXI... vai fazer dezasseis anos...
E, só para terminar, o tempo não voltará atrás. E, é certo, santos da casa terão de fazer milagres.
Digo eu.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

As Anedotas do MEC e de Cambridge


As Anedotas do MEC e de Cambridge

Não sei de quem foi/é a culpa, se das duas estruturas com responsabilidades acrescidas na Educação, se só de uma, se somente de um MEC, de qualquer forma de um MEC!, que há muito bateu no fundo e chafurda agora na lama, autista, cego e surdo.
Sei que contei este absurdo em família e não houve nem uma alminha sequer que acreditasse que o MEC tivesse chegado a este ponto... "Não é possível!""; Não, não podem ter feito isso!"
Pois fizeram. Os alunos com deficiência severa auditiva, surdos, portanto!, tiveram adequações à sua condição. E quais foram elas? O MEC pensa tudo ao pormenor e estes alunos tiveram a possibilidade transcendental de "ouvir" em velocidade lenta o CD oral de Cambridge.
É anedótico, não é? Ou melhor, seria, se não fosse trágico. O MEC goza de fininho com alunos e professores e trata-os com uma ligeireza que até dói!
E mais não digo.

Prova de Inglês previa que alunos com deficiência auditiva severa ouvissem o CD da oral em velocidade lenta. Não havia DVD para leitura labial.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Exames 4º Ano

Exames 4º Ano

Iniciaram-se hoje com miúdos a comentarem que dormiram mal, uma a confessar mesmo que teve pesadelos com os exames entre a meia dúzia de alunos com quem tive a oportunidade de conversar logo pela manhã.
Fui destacada como suplente e aproveitei para corrigir testes, que o tempo não se pode desperdiçar, e para espreitar o enunciado do exame de Português que me pareceu feito, logo para começar, de um primeiro e segundo textos um pouco longos para o nível etário. Os alunos acharam o mesmo, presumo, porque muitos permaneceram durante a tolerância de 20 minutos e usaram-na todinha. Em algumas salas permaneceram quase todos os alunos e contaram-se pelos dedos os que usufruíram do intervalo na sua totalidade. Ainda relativamente ao primeiro texto, para além de longo achei-o um pouco complexo para a faixa etária mas já a parte gramatical não me pareceu ter dificuldades de maior.
A segunda parte, a da composição, pareceu-me francamente mais simpática com um tema agradável para os miúdos elaborarem as suas composições.

Ridículo foi obrigar as criaturas a assinarem um compromisso de honra... blá blá blá... e altamente discriminatório dos alunos do Ensino Público o facto de os obrigar a deslocarem-se a escolas que não as suas... enquanto os alunos do privado ficaram nas suas escolas, nas suas salas de aula, fazendo o exame em situação de conforto emotivo que os nossos alunos não tiveram.
Não gostei disto. E espero que não se repita.

Adenda às 22:33 - Sim, também há excepções no público...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Justin Bieber e as Faltas Injustificadas das Alunas

Justin Bieber e as Faltas Injustificadas das Alunas

É compreensível ter lugares vazios nas salas de aulas das escolas deste país, na minha, por exemplo, ainda hoje, porque a/as aluna/s foram ao concerto de um tal Justin Bieber?
Presumo que não terão fugido de casa dos pais... é compreensível?
Sorry, para mim não!

domingo, 23 de setembro de 2012

Miniconcursos

Sabonetes das Caldas de Canavezes - Marco de Canavezes
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Miniconcursos

Fui contratada até aos trinta e tal anos de idade. Nesse tempo, anos oitenta e noventa, concorríamos anualmente a um lugar de quadro e, caso não o obtivéssemos, já então era difícil, restavam-nos os Miniconcursos, no início de Setembro. Concorrer em Setembro ocupava-nos dois dias. Comprávamos o impresso e alinhavávamos o concurso na véspera, com muito cuidado preenchendo as vagas que nos interessavam. Primeiro isto exigia uma deslocação prévia ao Porto, depois passou a poder ser feito aqui mesmo em Amarante. No dia do concurso lá íamos em grupo/excursão até à Invicta, inicialmente tudo era tratado no Liceu D. Manuel, algures no tempo este concurso deslocou-se para uma outra escola na Praça da Galiza. De qualquer modo, este era o dia em que tínhamos de enfrentar filas monumentais, e nós achávamos tudo aquilo uma sem vergonhice porque era demorado e chato, mas a gente lá se organizava e íamos em bando solidário, muitas/muitos a concorrerem para os mesmos lugares, amigas e amigos de infância que nunca se olharam como rivais. Mas acabava ali e com uma segurança - o  impresso era fiscalizado ali mesmo, no acto da entrega.
O concurso era limpo, tanto quanto sei. É certo que não asseguro que não houvesse uma trapaça aqui e outra ali porque entre este people sempre houve e haverá uns artistas, mas a verdade é que desconheço atropelos.
Nos miniconcursos éramos ordenados segundo a graduação, se houvesse erros detectados éramos reposicionados na lista com o número correcto e uma alínea à frente com b ou c, ou o que fosse e existiam regras claras para a ordenação que todos entendíamos e aceitávamos.
Os miniconcursos eram pacíficos.
Agora, passados todos estes anos em que devíamos ter evoluído e não regredido, a coisa está pior do que nunca, com atropelos atrás de atropelos, conscientes ou não, com regras por vezes pouco mais que obscuras e elas próprias atropeladas e a coisa está a fazer da vida dos contratados, por estes dias, um inferno quotidiano.
Lamento por eles. E farta de pensar na coisa... formulo uma questão - Não seria melhor ressuscitarem os Mini? Será impossível, nos dias que correm, organizarem um concurso transparente e asseado?

Entretanto, e como sinto que está muita gente a precisar de se lavar, de lavar o corpo e a alma, partilho com o mundo uns magníficos sabonetes, sempre gostarei deles, os preferidos da minha mãe, das Caldas de Canavezes, também eles ressuscitados, um dia destes... e em muito boa hora...

domingo, 9 de setembro de 2012

Paródia

Paródia

O Arlindo apelidou-a de "Os pequenos directores".
A paródia é sobre um problema gravíssimo que afecta os professores contratados e está magistralmente realizada.
Parabéns aos seus autores. Que o humor não nos abandone nunca.


 
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