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domingo, 8 de maio de 2016

Quando Eu Morrer...


Quando Eu Morrer...

Podem bater em latas,
Romper aos saltos e aos pinotes,
Estalar no ar chicotes,
Chamar palhaços e acrobatas!

O caixão até pode ir sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A uma morta nada se recusa,
E eu quero lá saber se vou de burro.

Mário de Sá-Carneiro que me desculpe pelo atrevimento da alteração do seu magnífico poema que pode ser lido aqui.

Parabéns pelo magnífico vídeo, Funalcoitão!
Grata pela partilha, coronel Artur Freitas!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Palavra a Ary dos Santos

A Palavra a Ary dos Santos

"As portas que Abril abriu nunca mais ninguém as cerra."



Nota - Com os meus agradecimentos a Maria José Falcão.

sábado, 8 de dezembro de 2012

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ser Condor

Ser Condor

Se esta ventania te fustiga
E o estertor do trovão te abalroa;
Se o pedraço que cai te magoa
E a tempestade não se mitiga,
Porque temes a fúria inimiga?
Porque te encolhes, ó professor,
Se possuis nas nervuras da mão
A força brutal de um tufão?

Se vês a seara ameaçada
Pela pulha praga predadora
E a tua lida geradora
Se agiganta multiplicada,
Porque choras na eira estragada?
Porque te conformas, professor,
Se possuis nas nervuras da mão
Energia que brota do chão?

Se a lavoura do teu longo dia
Se funde com a noite mais escura,
E a cruel voz da conjuntura
Te acusa de ócio e de letargia,
Porque sufocas a rebeldia?
Porque consentes, ó professor,
Se possuis nas nervuras da mão
A seiva da nova geração?

Tu, que trazes cavadas no peito
As cavas chagas da humilhação,
Porque aceitas essa condição?
Porque choras o trilho desfeito
E te encolhes num nicho desfeito?
Porque te curvas, ó professor,
Se possuis nas nervuras da mão
A sina dos tempos que virão?

Porque receias, ó professor,
Ser livre e voar como um condor?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Dia da Poesia - Precisamos de Merda


Dia da Poesia - Precisamos de Merda

Sim, eu sei, já passou...
No entanto, todos os dias são bons para magníficas obras. É o caso. A poesia pode ser uma poderosa arma de combate.

Versos do oficial de cavalaria, João de Vasconcelos e Sá, lidos por ele próprio em Évora, perante o Ministro da Agricultura de então – Leovigildo Queimado Franco de Sousa, 1933

Agradecida à Ana Cristina Leonardo, do Meditação na Pastelaria, de onde surripiei a pérola que se segue:

Ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Agricultura

Exposição


Porque julgamos digna de registo,
A nossa exposição, Sr. Ministro,
Erguemos até vós, humildemente,
Uma toada uníssona e plangente,
Em que evitámos o menor deslize,
E em que damos razão da nossa crise.

Senhor! Em vão esta província inteira,
Desmoita, lavra, atalha a sementeira,
Suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa,
na terra que é delgada e sempre fraca.
A matéria em questão, chama-se  CACA.

Precisamos de merda, senhor Soisa,
E nunca precisámos de outra coisa.

Se os membros desse ilustre Ministério
Querem tomar o nosso caso bem a sério
Se é nobre o sentimento que os anima,
Mandem cagar toda a gente em cima
Dos maninhos torrões de cada herdade,
E... mijem-nos também, por caridade.

Oh! Senhor Oliveira Salazar,
Quando tiver vontade de cagar,
Venha até nós, solicito, calado,
Busque um terreno que estiver lavrado,
E como Presidente do Conselho,
Queira-se espremer até ficar vermelho!

A nação confiou-lhe os seus destinos?
Então comprima, aperte os intestinos;
E, se um traque escapar, não se importe,
Quem sabe se cheirá-lo dará sorte!
Quantos não porão as suas esperanças
Num traque do Ministério das Finanças.

E quem já vive aflito e sem recursos,
Já nao distingue os traques dos discursos.
Não precisa falar, tenha a certeza,
Que a nossa maior fonte de riqueza,
Desde os montados negros às courelas,
Provém da merda que despejarmos nelas .

Precisamos de merda, senhor Soisa,
E nunca precisámos de outra coisa.

Adubos de potassa, cal e azote!
Mandem-nos merda pura do bispote,
E que todos os penicos portugueses,
Durante pelo menos uns seis meses
Sobre o montado, sobre a terra campa,
Continuamente eles nos despejem trampa.

Terras alentejanas! Terras nuas,
Desesperos de arados e charruas,
Quem as tem, quem as compra ou quem as herda
Sente a paixão nostálgica da merda.
Ah! Merda grossa e fina , merda boa.
Das inúteis retretes de Lisboa!
Precisamos de merda senhor Soisa,
E nunca precisámos de outra coisa.

Como é triste saber que todos vós
Andais cagando, sem pensar em nós.
Se querem fomentar a agricultura,
Mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
Também nos faz jeitinho a merda rala.

Venham todas as merdas à vontade.
Não fazemos questão de  qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas,
E desde o cagalhão às caganitas,
Ou desde o negro poio à dura bosta,
Que tudo o que for merda, a gente gosta.

Precisamos de merda, Senhor Soisa ,
e nunca precisámos de outra coisa.

Versão corrigida pelo texto anexo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Cheguei as estas maravilhosas e sábias palavras de Luís de Camões, aqui ditas por Rui Reininho, através de uma visita ao Tecto.
Obrigada pelas tuas reconfortantes palavras, Tecas!
Ânimo, precisa-se.

sábado, 29 de outubro de 2011

Bom Dia, Alegria!

Bom Dia, Alegria!

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Nota - A dádiva, aterradinha na minha caixa de correio electrónico, foi saborooosa de ler, Gabriel. Agradeço-te as palavras densas e profundas da Sophia.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Poesia


Atol - Maldivas
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Poesia

A Culpa é do pólen dos pinheiros,
dos juízes, padres e mineiros,

dos turistas que vagueiam nas ruas
das atrippers que nunca se põem nuas,

da encefalopatia espongiforme bovina,
do Júlio de Matos, do João e da Catarina.

A culpa é dos frangos que t~em H1N1
e dos pobres que já não têm nenhum.

A culpa é das putas que não pagam impostos,
que deviam ser pagos também pelos mortos.

A culpa é dos reformados e desempregados,
cambada de malandros feios, excomungados.

A culpa é dos que tem uma vida sã
e da ociosa Eva que comeu a maçã.

A culpa é do eusébio que já não joga a bola
e daqueles que não batem bem da tola.

A culpa é dos putos da Casa Pia,
que mentem sempre d noite e de dia.

A culpa é dos traidores que emigram
e dos patriotas que ficam e mendigam.

A culpa é do Partido Social Democrata
e de todos aqueles que usam gravata.

A culpa é do BE, do CDS e do PCP
e dos que não querem o TGV.

A culpa até pode ser dourso que hiberna,
mas não será nunca do PS e de quem governa!

(Poema de autoria desconhecida, recebido por e-mail)

terça-feira, 22 de março de 2011

Poesia


Poesia Visual - Serra da Aboboreira
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Poesia

"Tenho pela minha terra um amor duro e enxuto de lirismo. É deste chão que eu sou e dele gosto."

Maria Eulália Macedo

domingo, 23 de janeiro de 2011

As Musas

As Musas

Criar é um acto de Amor e José Pires, como título da sua obra anuncia, “Ama demasiado”.
Ama as Pessoas,
A vida,
Os sítios,
A Natureza.
Sente-os.

Mas acima de tudo ama as Palavras,
Refúgio-catarse
Do escritor.

Criar é um acto sentido
Ainda que exprima o des-sentido do artista.
Através das Palavras esconjura os males da facticidade,
do agora,
do mundo distópico
prenhe de desvalores.
Através das palavras
critica o absurdo da existência concebida enquanto ritual mecânico,
satiriza o efémero, o ridículo, a “doxa”, a vacuidade.

Por isso, as Palavras, as suas Palavras têm um poder ambivalente:
de negação e de invenção.

Versejando
Acolhe a poesia que o acolhe,
Prolongamentos radicais do modo de ser do Poeta.

E nos seus Poemas sente-se a vontade de Ser
Pressente-se a autenticidade
Do que flui
Da saudade de outrora
Da Felicidade perdida e reaparecida.

Memórias
De quem sente,
Cria.

Memórias de quem sofre,
Existe.

Memórias de quem cria,
Sonha.

Versejando edifica o mundo do dever ser
Mera utopia?
O imaginado irrealizado
Decepção perene do Criador
Força motriz do Inventor.

O Escritor
Desvela-se em cada verso
Erigindo os seus poemas em ontologia melódica.

O escritor,
Este Escritor
Resiste à efígie epidérmica, ao fotograma,
Pois na dialéctica da invenção-reinvenção,
reificada na sua poesia,
Vai libertando os seus “eus “:
a identidade assumida, negada e reassumida,
a identidade construída, destruída e reconstruída.
Mas esta complexidade emana do seu sentir profundo,
dos signos linguísticos que habitam o corpo e libertam a alma.
E neste solilóquio interior,
Neste aconchego das palavras,
Há um poder encantatório que nos atrai até à obra criada e nos suspende na/pela contemplação estética.

José Pires
Ama a vida com a irrequietude própria de quem alberga uma Alma rebelde
Regulando a sua existência pela busca incessante da singularidade criadora.
Todavia, a vida, com todos os seus paradoxos, é labiríntica
Tal como a palavra escondida
Tal como a palavra emancipada
Em cada poesia.

É um ilusionista
Um inventor de palavras
Desenha cada palavra e é desenhado por ela
Cumplicidade suprema no acto de criar.

Nos percursos que traça,
Reais ou ideais,
Nos trajectos que sente
Na vida que sofregamente quer enlaçar
Há um acto urgente e ressurgente:
Um acto de Amor.

No reino da Poesia o tempo amaldiçoado metamorfoseia-se em tempo escrito sonhado.
Liberdade do criador
cuja Alma peregrina
se recusa abandoná-lo.

As palavras constituem o seu elemento genésico
Extasiadas e sofredoras
Pertencem-lhe
São a sua essência.

Nutre-se da poesia que cria
Poetisa para si
Poetisa para nós.

Hoje e para sempre fundiu-se com o tempo
É o tempo.
Hoje e para sempre fundiu-se com a natureza,
É elemento telúrico.
Hoje e para sempre fundiu-se com o Outro,
É mesmidade e alteridade.
Hoje e para sempre fundiu-se com as Palavras
É Poesia.
Hoje e para sempre é Amor.
Poeta. Inventor.

Casa da Cultura e da Juventude,
22 de Janeiro de 2011


A (ex)Professora de Filosofia,

Elsa Cerqueira

Nota - Agradeço-te a beleza do texto dedicado ao José Luciano e connosco partilhado.
E agora, só entre nós que ninguém nos ouve... para quando um blogue teu, Elsa Cerqueira?

Ao José Luciano

Ao José Luciano

"...Compreendeis vós agora este colossal sentimento a que chamo Amor? Esta é a minha definição. Sejam bem-vindos ao meu mundo. Sejam bem-vindos à Poesia."

José Pires

O José Luciano Pires, aquele que conheci um dia sentado nos bancos da Escola Secundária de Amarante enquanto meu aluno de História, pequenino... pequenino... são tão pequeninos no sétimo ano quando os recebo de braços abertos com as minhas mãos firmes e decididas e o meu coração à flor da pele... pois aquele José Luciano, em grande medida, já não existe.
Cresceu em altura e cresceu dentro de si. Aliás, cresceu especialmente dentro de si.
Hoje é um belíssimo rapaz de 17 anos, que mantém o mesmo sorriso franco e genuíno de quase criança, mas que alcançou uma maturidade, profundidade e consistência que me deixam verdadeiramente emocionada perante o caminho já percorrido, perante a perspectiva dos caminhos a percorrer.

Gosto de seres pensantes. Gosto de gente que pensa pela sua cabeça. Gosto das opiniões contrárias. Gosto de paradoxos... o que seria da nossa vida sem eles? Gosto de gente que actua sobre o mundo que o rodeia marcando-o de forma indelével. Gosto de gente determinada que persegue sonhos e os concretiza com trabalho, suor e lágrimas. Gosto de gente que é dada a emoções fortes... emoções fortes que nos abanam até aos interiores. Gosto de gente que partilha e se dá por inteiro nessa partilha. Gosto de gente que sente. Gosto de gente que corre riscos de forma consciente e deliberada. Gosto de gente franca e honesta. Gosto de gente afectuosa. Gosto de gente com memória. Gosto de gente persistente. Gosto de gente assumida e corajosa. Gosto de gente que ousa o voo. Gosto de gente independente. Gosto de gente que agradece. Gosto de gente original.
Gosto de gente que diz "Amo-te!"

Por isso... como não amar o José Luciano? Ontem, hoje e sempre?

Agradeço-te a noite inesquecível e a oportunidade de partilhar este acontecimento memorável - o lançamento do teu primeiro livro - contigo. Agradeço-te o não me teres esquecido.

A tua poesia és tu. Conheço-a daqui.

Independente

Caminho por onde quero
Não por onde me indicam
Outros não o fazem
E, mesmo sem moral, criticam.
Mas o que dizem,
A ninguém interessa
Eu sou original,
Em cada peça.
Orgulhoso criador
De um universo paralelo,
Um mundo só meu.
À minha vontade
Pinto-o em tons de amarelo
Vermelho, verde,
Azul ou magenta,
Entra,
E poderás escolher
Acolhe-lo
E garanto-te.
Com tantas possibilidades,
Acabarás por te perder!

sábado, 11 de dezembro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Poema Habitado

Poema Habitado

Fabuloso. De Antero de Alda, para ver e escutar aqui.
E de seguida pode investigar aqui mais poesia original deste artista, professor na EB 2/3 de Amarante.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Paga Patego!

Paga Patego!

Pago eu
Pagas tu.
Paga ele.
Pagamos nós
Pagais vós
Pagam eles.

Hoje apetece-me poesia. E a poesia deve ser bebida na fonte. Ora beba aqui a poesia que faz falta para animar a malta, desta forma em forma de 3 miilhoões.

Nota - Com os meus agradecimentos ao Lourenço.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"Alma Fragmentada"



"Alma Fragmentada"

Não sei muito sobre o autor deste livro de poesia que tenho aqui mesmo à frente dos meus olhos.
Desconheço o Hélder Dinis Costa e "apenas" sei dele que foi aluno da EB 2/3 do Marão e que editou este livro de poesia intitulado "Alma Fragmentada". Se bem que para mim, o que sei, é já mais do que suficiente para aqui lhe fazer esta referência. Porque quem arrisca, quem sai do seu confortável casulo, expondo-se generosamente às críticas dos outros, e quem partilha, merece meu aplauso.
Desconhecendo-o, e sabendo-o jovem, não posso deixar de lhe fazer aqui estas palavras de estímulo para que insista e, ao insistir, persista.
Porque a única maneira de fazer o caminho é caminhando. Eu não conheço outra.

Medo

É não acreditar na nossa função,
Desvalorizar o nosso poder,
Agir sem dar voz ao coração

Medo de sonhar
Partir sem saber qual a razão,
Partir ao sabor do vento,
Partir sem ninguém nos dar a mão.

As palavras são tuas, Hélder. Não te esqueças dela.

E parabéns. Pelo arrojo.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Rapariga: s.f., fem. de rapaz; mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.

rapariga: s.f., fem. de rapaz; mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.

Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena do café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no Brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal. Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar
o atlântico para desembarcar no rio de Janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga
do café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem cafés ao balcão.
...
Nuno Júdice, A Matéria do Poema, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2008

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Intenção

Intenção

Não tenho de mim,
senão eu...
Tantas vezes
incrédula,
tantas vezes
em busca!
E sou eu,
em vários estares
que me surpreendem,
na vontade que me habita
de ser sempre eu,
ontem como agora,
amanhã como outrora.
Ter força para voar,
firmeza em saber planar,
e voltar,
num sereno aterrar.

maria eduarda
 
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