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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Ainda Moledo do Minho



Praia de Moledo - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Ainda Moledo do Minho

Os dias aqui escoam-se com toda a tranquilidade e sossego.
Ontem foi noite de partilhar uma excelente sardinhada em casa dos M. A casa, situada na aldeia de Moledo, era-me familiar, não só porque lhe recordava bem os pátios interiores da única vez que a visitei, ainda durante a construção, mas também porque é um espaço bem esgalhado do meu arquitecto amarantino preferido, o arquitecto Rolando Torgo. Casas práticas e confortáveis onde as famílias se instalam em três tempos e onde frequentemente temos a sensação de habitar casas de férias... casas que estão ao nosso dispor, casas que estão lá para nos servir e não o contrário!! Adoro o conceito, que também é meu, onde me sinto como peixinho dentro de água.
O Rodrigo continuou a dormir em casa da avó O., comigo e com a J., e ontem desligou mesmo o telemóvel na cara da mãe "Se me queres ver, vem tu cá a casa!
A manhã foi passada em longo passeio pela praia com a C. e o Rodrigo que chegou à toalha estafado. Descobri agora a forma de o cansar... é que ensinei-lhe a luta de chinelos e ele agora não quer outra coisa e pensa que eu tenho a idade dele!!! Até a J., a G. e a C. já foram convocadas para intermináveis lutas de chinelos que se arrastam pela praia de Moledo durante horas sem fim!
Oportunidade para observar, com agrado, as mulheres do Norte, tradicionalmente mais complicadas que as do Sul, dentro de calções minúsculos, esparramadas na areia.
Oportunidade para recordar a imagem inesquecível das mulheres da Póvoa do Varzim, vestidas de preto integral, a entrarem na água com as suas longas saias que se enchiam de ar, parecendo balões!
É, aquilo que foi ontem válido não o é hoje. As mentalidades alteram-se e isso é bom!
De resto a praia continua a ser uma praia típica do Norte, com barracas e famílias alargadas de filhos, pais e avós, mas as mulheres não são mais as mesmas e mudaram neste Portugal que era tão tradicionalista e retrógrado e que está agora mais desenvolto e livre.
Entretanto o tempo de praia, por ora, está a acabar e amanhã já escutarei os meus famosos sinos de S. Gonçalo. Em S. Gonçalo!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Praia


Praia de S. Filipe - Ilha do Fogo - Cabo Verde
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Praia

Adoro praia. Adoro caminhar lentamente pela praia molhando os pés. E se a praia estiver deserta e silenciosa tanto melhor.
O ruído é um dos males da nossa civilização e é cada vez mais insuportável. Para nós, professores, o silêncio, depois do ruído da escola, depois do ruído dos alunos, é uma necessidade, diria até uma urgência, para recuperar a energia e a paciência já gastas.
A fotografia que ilustra este "post" foi tirada num dia feliz, na capital da ilha do Fogo, S. Filipe. Estávamos cá em cima, na cidade, debruçados sobre a praia, quando nos deparámos com este barco fantástico em contraste com uma praia completamente negra. Descemos e passeámos pela praia mais incrível que vi até hoje. Uma praia silenciosa de gente, o que vai sendo cada vez mais difícil de encontrar neste nosso mundo caótico e infernal. A areia preta retinta está misturada com uns pequenos grãos que, sob acção do sol, reflectem e brilham parecendo minúsculas pepitas de ouro. Na praia só estávamos nós e os pescadores, e ouvíamos o barulho dos nossos passos sobre a água, e ouvíamos a brisa suave e leve, e ouvíamos o barulho das ondas que morriam na praia estranha e exótica. Incrível e só possível porque estávamos numa ilha que é toda ela um vulcão, e que tem um nome lindo de morrer... Fogo!
 
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