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terça-feira, 21 de abril de 2026

Boatice - Desmentido

Em Roma, Sê Romano - Essaouira ou a "nossa" Mogador
Fotografia de Artur Justino Matias de Magalhães

Boatice - Desmentido 

E eis que retomo a minha escrita, nesta minha casa sem cabresto para além do meu e das leis do meu país, com especial ênfase para a minha querida Constituição da República Portuguesa, que me defende... sem que eu tenha de pedinchar o que quer que seja a gente agachada, quiçá a tremer de medo de vultos esquivos, fantasmagóricos, dominadores, mentirosos, vingativos, invejosos, mal formados e o mais que sejam... isto para afirmar generalidades sabidas por muitos, propositadamente ignoradas por muitos sebentos.

Nãoi, não é verdade que eu, no dia 24 de Maio de 2023, dia de greve a todo o serviço relacionado com as provas de aferição decretada pelo S.T.O.P., tenha comparecido na reservada sala de secretariado de provas assim, sem mais nem para quê... ou apenas porque me deu a louca.

Escalada como professora vigilante suplente é por demais evidente que só poderia efectivar a minha greve se fosse chamada para substituir alguém em greve... o que teria de recusar e entrar em greve já que este país ainda se rege por leis, não saídas da cabeça de quem quer que seja mas antes provindas do governo/poder que foi eleito. Por muito que lhes custe.

E pronto, por agora é tudo, que vou ali e já venho... pedir a minha reforma antecipada que não dou mais para um peditório de uma escola pública estuporada pelos políticos, e por todos quantos com ela pactuam, e que dela fazem gato sapato segundo as suas conveniências e/ou caprichos. 

E por hoje é tudo, com a certeza que nunca deixarei passar o que quer que seja inventado e posto a correr? a meu respeito.

Eu não sou uma professora qualquer, já o afirmei muitas vezes neste blogue e fora dele também. 

Eu nasci aqui, neste miolo que eu amo, em casa com varanda voltada para o rio e, provavelmente aqui me finarei... mas sem arrastar comigo qualquer esqueleto escondido nos meus armários que os meus armários nem portas têm.

Capice?

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Prós e Contras - As Escolas sob Pressão


Prós e Contras - As Escolas sob Pressão

Quase um autêntico flop atendendo às expectativas geradas pelo tema que, achei eu, seria o tema central do debate. Mas não foi. Entre muitas divagações, presto as minhas homenagens ao Luís Braga, pelo seu corajoso testemunho e pelo seu assertivo depoimento, e ao Hélder Santos pela sua  prestação no geral e pela lembrança, em particular, da frase que, de facto, marcou o começo de uma nova era, de ignomínia já agora, e que eu me abstenho de citar, na relação Ministério da Educação-Professores.

Nota - Acrescento que também gostei da prestação do representante da Associação de Pais e Encarregados de Educação presente.

domingo, 3 de novembro de 2019

A Palavra a Walter Hugo Mãe

Imagens recolhidas na net.

A Palavra a Walter Hugo Mãe 

Garanto-vos que vale a pena ler tudo quanto escreve Walter Hugo Mãe no JN de hoje. Chamou-lhe Sobrevivência nas escolas... e, pergunto eu... Quem acode a esta falta de respeito atroz? Quem defende a Escola Pública? Quem defende os professores e os funcionários que lhe dão corpo?
Comecemos por um direito elementar num estado de direito - O tempo de serviço não se rouba a toda uma classe profissional. O tempo de serviço conta-se apenas.
E sim, jamais desistiremos do que é nosso e nos saiu do pelo todos os dias da nossa vida de cada um destes anos efectivamente trabalhados... e isto é só para servir de exemplo das inúmeras queixas que acumulamos contra o nosso patrão que a todos nos tutela... mal.

(...) "Eu não me canso de pedir respeito pela escola e pelos professores. O descalabro do Mundo incide sobre o universo escolar como uma bomba-relógio. Tudo o que falha se dissemina pelas crianças e pelos jovens. Mas julgo que ninguém pode desejar a degeneração do lugar onde os seus filhos se educam, o lugar onde o futuro se educa. A atenção à sanidade escolar precisa de ser prioritária. Não vai haver esperança para gerações mal formadas, admitidas à demasiada ignorância ou egoísmo.

O episódio de um professor mal preparado para lidar com o impertinente da juventude, noticiado há dias, não pode enganar-nos. O digníssimo ofício de ensinar tem perigado por políticas sempre pouco consequentes, mas tem perigado mais ainda pela progressiva aceitação da humilhação dos professores. Os professores fazem a vida inteira o que poucos de nós aguentariam fazer por uma só hora: estão entre quatro paredes com vinte ou trinta crianças ou jovens tentando que aprendam algo enquanto tudo nos seus corpos, nas suas idades, pede movimento, ruído, enquanto trazem de casa a marca das crises familiares, tantas vezes a fome e a violência. Que alguns professores sequer sobrevivam ao díspar dos alunos já é heroicidade de que se podem gabar." (...)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Perturbador

Perturbador

Miúdo de 10 anos, ao que parece vítima de bullying, comete suicídio...
Que tempos conturbados e perturbadores são aqueles em que vivemos...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Violência

Violência


É um dos aspectos mais perturbadores da vida de muitas escolas nos dias que correm. Para além da violência pequenina, insidiosa, muitas vezes aparentemente benigna, muitos educadores e instituições se debatem hoje em dia com uma violência cada vez mais grave, fruto da disfuncionalidade crescente que se vive no país.
A violência nos estabelecimentos de ensino vai-se agravar nos anos vindouros, dentro e fora da sala de aula. Atenção redobrada e tolerância zero por parte de professores, funcionários e alunos são acções cívicas de extrema importância para a sanidade dos espaços onde nos movemos.
Não há atitude pior do que ignorar este problema e com isso deixá-lo crescer e agigantar-se.
Vem este post a propósito da agressão da jovem de 13 ou 14 anos, que ontem vi em vídeo filmado por telemóvel, e que foi postado no Facebook. Não o vou colocar aqui. A violência gratuita é a forma de violência que mais calafrios me provoca.
Para quando uma mudança da legislação no sentido criminalizar estes adolescentes que actuam a coberto da lei?

sábado, 15 de maio de 2010

Violência

Violência

Foi espancado dentro da escola
Aluno de 17 anos esteve internado três dias
00h30m
JOSÉ VINHA

"Um aluno da Secundária de Paredes foi espancado violentamente por sete colegas dentro da escola, tendo desmaiado. Mesmo inanimado, continuou a levar pontapés e murros. Dada a gravidade dos ferimentos, teve de ser operado no Hospital de S. João, no Porto.
Só ontem, sexta-feira, dois dias depois da agressão, o aluno teve alta."

Pode continuar a ler aqui.

Nos entretantos podemos ter uma certeza. A violência vai aumentar dentro e fora dos portões das escolas. É uma inevitabilidade, associada aos tempos que agora vivemos, à degradação social e económica que se faz sentir cada vez mais violentamente aqui pelo rectângulo.
Devíamos já ter tomado medidas simples de racionalização dos serviços, tornando-os mais ligeiros, eficazes e elásticos... por forma a torná-los também mais próximos e mais humanos.
O tamanho das escolas devia ter-se mantido pequeno, controlado, familiar, nunca cedendo no trabalho de humanização necessária e quotidiana que se impõe para além das aprendizagens outras.
Os espaços que compõem os recintos escolares dedicados ao lazer deveriam ser permanentemente vigiados para que histórias de espancamentos, independentemente da origem, não pudessem acontecer e os problemas fossem atalhados logo à nascença.
Uma coisa é certa, os miúdos não podem andar ao deus dará, sem eira nem beira, sem percepcionarem que há pessoas acima deles e que mandam mais do que eles.

Agora estamos sem dinheiro. Já o tivemos, é certo. Mas, quando o tínhamos, fizemos com ele aquilo que é já um velho costume nosso e gastámo-lo na festa, pá!
Porcaria de gente que não aprende nada de nada com a História.
Vai daí continuamos no nosso fado arrastado e triste. Imensamente triste.
 
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