Pergaminhos Familiares
A frequentar exteriores de tribunais desde tenra idade... interiores é mais agora.
Imaginem se eu me habituo...
O meu blogue sou eu...mas eu não sou o meu blogue...
A frequentar exteriores de tribunais desde tenra idade... interiores é mais agora.
Imaginem se eu me habituo...
Eu, professora Anabela Magalhães, alvo de processo disciplinar e, como se isso não fosse suficientemente grave, alvo de queixa crime no Ministério Público, e cujos conteúdos serão um dia destes partilhados por inteiro neste blogue - acusação, testemunhos, provas várias e etc e tal para que possam avaliar o calibre da coisa, lá fui para Penafiel agora ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este onde, como afirmei ontem, entrei acompanhada pelo meu advogado de crime, sem medo e de consciência tranquila, dê isto para o que der.
Não falei e, por mim, falou o meu advogado de crime e eu, novata nestas andanças, a bem dizer verdadeiramente virge aos quase 65 anos, até fiquei admirada pela rapidez da coisa.
Por agora nada sei e terei de aguardar decisão que deverá ser relativamente rápida. E, tal como ontem vos afirmei, garanto-vos que darei novas logo que possa. E garanto-vos que o meu caso é demasiado grave para eu o levar com leveza.
Fiquem todos muito bem. E, protegida e blindada pela Medicina no Trabalho, lá ando eu na escolinha... com os nervos em franja mas capaz de sobreviver... por enquanto muito graças aos abracinhos carinhosos de quem não me esqueceu, na maior parte alunos e alunas que foram meus/minhas no já longínquio primeiro semestre do ano lectivo de 2023/2024 e que, garantiram-me hoje, me irão convidar para o Baile de Finalistas.
Orgulho... e olarilolelas... não é?
Memórias de Lutas Prolongadas - Recordações do Dia 24 de Maio de 2023 e Afins
Ontem foi um dia importante mas, este ano, calhou em Santo Domingo e eu tenho mais o que fazer do que relembrar dias inqualificáveis que ainda hoje se repercutem na minha saúde física, mental e financeira.
Ontem passaram exactamente três anos sobre a ameaça por parte da senhora directora, em voz alterada e elevada, à frente de todos os professores presentes na sala de secretariado de exames, de abrir um processo disciplinar contra mim.
A ameaça cumpriu-se e, depois de muitas peripécias que muito darão ainda que falar, fui condenada pelo ministério que devia ser da Educação a uma pena suspensa que entretanto já se escafedeu.
Acontece que, entretanto, recorri, pela segunda vez na minha vida! e ninguém merece duas destas!!!!!!, para o Tribunal Administrativo, aguardando eu, deitada, que cheguem novas da Justiça.
Pelo caminho o senhor inspector considerou o meu caso tão mas tão grave que, depois de pedir a opinião à senhora directora e tendo ela concordado, eis que entra uma queixa contra mim no Ministério Público como se eu me assemelhasse sei lá a um Sócrates ou Salgado... mas sendo eles os donos disto tudo.
Já dei com os costados no Tribunal de Amarante por duas vezes, o tribunal que eu conheço desde pequenina, mas nunca por dentro e muito menos como arguida.
Amanhã será dia de conhecer outro, agora o de Penafiel, onde entrarei acompanhada pelo meu advogado de crime, sem medo e de consciência tranquila dê isto para o que der.
Darei novas... se puder, quando puder. Direi só que o meu caso é demasiado grave para eu o levar com leveza.
Fiquem todos muito bem. E, protegida e blindada pela Medicina no Trabalho, voltei à escolinha... com os nervos em franja mas capaz de sobreviver... por enquanto.
Hoje marcamos pontos em todas as escolas de Amarante onde se iriam realizar provas de aferição. E por unanimidade, pois a contabilidade é de zero provas de aferição realizadas das marcadas para o dia de hoje.
Eu nem cheguei a efectivar a minha greve. Presente às 8:30 como habitualmente, assinalei a minha presença no Inovar e dirigi-me, à hora prevista, à sala do secretariado. Estando como suplente, e não se realizando provas por estarem em greve coadjuvantes, não foi necessário que, à minha chamada hipotética, como suplente eu informasse que entrava em greve pois nem chamadas houve.
Pelo caminho fui destratada, mas isso são outros quinhentos.
Escolinha aqui vou eu...
Como todos sabem, há uma greve marcada a todo o serviço que envolve as Provas de Aferição - serviço de secretariado, serviço de vigilâncias para efectivos e suplentes, serviço de coadjuvâncias e que abrange mesmo a correcção destas mesmas provas que estão a meter água a torto e a direito, deixando alguns alunos briosos do seu trabalho numa pilha de nervos quando os senhores professores resolvem não aderir à greve.
Estando eu convocada como suplente para as vigilâncias, eu posso aderir, ou não, a esta greve, segundo as minhas circunstâncias, as minhas convicções, os meus apetites, as minhas vontades, até segundo as minhas estratégias ou o que for, e posso, até diria, e devo, apenas entrar em greve se me chamarem para substituir alguém que está ou não a cumprir a greve.
Imaginemos que um efectivo avisou os serviços administrativos ou a direcção que está a faltar porque está de diarreia súbita sentado numa sanita. Nesse caso, o suplente que não está disposto a fazer greve deve substituir o que está a sofrer de diarreia súbita, mas já não o deverá fazer se o vigilante efectivo está a faltar porque aderiu à greve. E, na falta de informações específicas sobre a falta de determinado docente, havendo uma greve marcada, os serviços devem presumir que o docente em falta está a cumprir a greve.
Agora vejamos o caso de hoje, passado com moi même, na escolinha.
Hoje não necessitei de entrar em greve já que a prova de aferição foi bloqueada pela greve de dois professores coadjuvantes. E ponto final. Mas eu não faltei seja ao que for pois só faltaria, ou seja, só entraria em greve, no momento em que fosse chamada para substituir algum docente vigilante efectivo a sofrer de diarreia súbita ou a cumprir greve. O que não aconteceu.
Se por hipótese fosse dada a ordem de substituição de um docente em greve, neste último caso, enquanto delegada sindical, telefonaria de imediato para a GNR, para que estes pudessem levantar um auto e tomar conta da ocorrência - aproveitei ontem o meu furinho no horário para me deslocar ao posto da GNR no sentido de os colocar de sobreaviso para o caso de ser necessário... aliás eles já estão familiarizados com a coisa pois a coisa já aconteceu na Escola Secundária de Amarante e foi a grande confusão.
Isto está bonito, está! Pois hoje foi-me dada ordem de saída da sala do secretariado porque, supostamente, eu estaria a fazer greve e, pelos vistos, qual docente com alguma doença infecto-contagiosa, o meu lugar não era ali... mas eu nem precisei de aderir a esta greve porque não foi necessário. Pelo caminho ainda fui ameaçada de levar com um processo disciplinar.
E estamos nisto. E isto está bonito, não está?
E eis que retomo a minha escrita, nesta minha casa sem cabresto para além do meu e das leis do meu país, com especial ênfase para a minha querida Constituição da República Portuguesa, que me defende... sem que eu tenha de pedinchar o que quer que seja a gente agachada, quiçá a tremer de medo de vultos esquivos, fantasmagóricos, dominadores, mentirosos, vingativos, invejosos, mal formados e o mais que sejam... isto para afirmar generalidades sabidas por muitos, propositadamente ignoradas por muitos sebentos.
Nãoi, não é verdade que eu, no dia 24 de Maio de 2023, dia de greve a todo o serviço relacionado com as provas de aferição decretada pelo S.T.O.P., tenha comparecido na reservada sala de secretariado de provas assim, sem mais nem para quê... ou apenas porque me deu a louca.
Escalada como professora vigilante suplente é por demais evidente que só poderia efectivar a minha greve se fosse chamada para substituir alguém em greve... o que teria de recusar e entrar em greve já que este país ainda se rege por leis, não saídas da cabeça de quem quer que seja mas antes provindas do governo/poder que foi eleito. Por muito que lhes custe.
E pronto, por agora é tudo, que vou ali e já venho... pedir a minha reforma antecipada que não dou mais para um peditório de uma escola pública estuporada pelos políticos, e por todos quantos com ela pactuam, e que dela fazem gato sapato segundo as suas conveniências e/ou caprichos.
E por hoje é tudo, com a certeza que nunca deixarei passar o que quer que seja inventado e posto a correr? a meu respeito.
Eu não sou uma professora qualquer, já o afirmei muitas vezes neste blogue e fora dele também.
Eu nasci aqui, neste miolo que eu amo, em casa com varanda voltada para o rio e, provavelmente aqui me finarei... mas sem arrastar comigo qualquer esqueleto escondido nos meus armários que os meus armários nem portas têm.
Capice?
Um dia sonhamos e metemos a mão na massa. Trabalhamos como loucos (quem trabalhou) pela transformação de uma Escola Pública completamente desfasada da realidade numa Escola Pública asseada, cuidada, transformadora, inclusiva, desafiadora, encorajadora, prenhe de criatividade sem nunca descurar os acontecimentos, os saberes, os conhecimentos.
Vim a descobrir que nada disto interessa e que tudo acabou por se transformar num verdadeiro pesadelo em que eu me recuso a voltar a entrar.
Não minto. Não actuo fora da lei. Nunca o farei.
Hoje encontrei um ex-aluno que foi meu nesta escola à qual ainda pertenço. Foi bonito escutá-lo... a professora era muito à frente e ajudou-nos muito a progredir... e... e...
E o que interessa isto? Nada mesmo. O que interessa é que apagando o meu rasto, ou tentando pois isso jamais acontecerá!, não provoco muita urticária dentro do sistema, pois não?
Tanto mas tanto trabalho esmerado, dedicado, criativo foi por aqui desenvolvido... sendo que o trabalho que aqui partilho, no link a vermelho, é só uma pequena amostra de todo o trabalho que desenvolvi em todos estes anos desde 2009, ano em que fui colocada no agora Agrupamento Teixeira de Pascoaes.
Se hoje voltaria a ser professora? Sim, mas deveria ter batido com a porta com estrondo no tempo da ministra que eu me recuso a nomear neste blogue.
https://anabelapmatias.wixsite.com/historiaemmovimento
E Por Amarante... Estamos Assim Até Acontecer uma Verdadeira Desgraça
Entretanto... esta notícia não merecia ir para as redes sociais do município com um enorme alerta a vermelho para os transeuntes ignorantes e ou incautos?
"Dois homens foram resgatados de uma ilhota no rio Tâmega, em Gatão,
Amarante, nesta tarde de segunda-feira.
A subida do nível da água deixou as duas vítimas sem possibilidade
de saírem da ilhota, sendo depois retirados pelos Bombeiros de
Amarante, sem necessidade de assistência médica."
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/dois-homens-resgatados-de-ilhota-no-rio-tamega-em-amarante
Este meu primeiro post do ano de 2025, escrito por moi meme no meu blogue Anabela Magalhães, do qual sou a única tratadora, editora, pensadora, escritora... o que seja... e onde não há lugar para anonimatos, que eu continuo a abominar anonimatos desde que me lembro, e onde também não há lugar a fretes que eu não escrevo a pedido, destina-se a esclarecer as boatices que ao longo destes últimos tempos foram postas a correr a meu respeito aqui pela cidade onde nasci, cresci e voltei a crescer, e onde ainda hoje habito para deleite de uns quantos e desgosto de outros tantos ou mais, boatices essas originadas não sei onde, não sei a partir de quem... o que, de facto, nem me interessa saber pois só serviria para me deixar ainda mais doente ainda do que aquilo que já estou.
Muitos pensarão/dirão, certamente, que eu não tenho nada que fazer isto e que não devo satisfações seja a quem for, o que, de resto, é verdade verdadinha, mas eu sou assim - continuo a não ter esqueletos nos meus armários, continuo a não querer acumular esqueletos nos meus armários.
E passo a negar, publicamente, que isto é uma terra pequena onde tudo circula e tudo se sabe:
Enquanto na minha escola parecem não ter mais nada para fazer e parecem fazer de tudo para que eu desapareça do mapa/site desta ainda minha escola, ou seja, apagam todo e qualquer vestígio do trabalho por mim desenvolvido no agrupamento Teixeira de Pascoaes do site do agrupamento - podem confirmar aqui se encontram rasto dos projectos como o Projecto Ver para Querer ou do Projecto História em Movimento, este último ainda completamente activo - ou seja, e resumindo, enquanto por um lado parecem tentar anular-me, quiçá transformar-me num zero à esquerda enquanto Orgulhosa Professora que Fui, vou recebendo uns convites interessantes que, infelizmente, e por motivos de saúde, vejo-me obrigada a declinar e que vão em sentido absolutamente contrário.
Ou seja, estamos perante dois mundos opostos que não se cruzam. O primeiro... morreu de morte matada?
Nota 1 - Ao tentarem aniquilar qualquer rasto da minha pessoa esqueceram-se do Inovar com PET... eheheh... é que até para anular profissionais é preciso comnpetência, certo?
Nota 2 - Este trabalho até está giro, digo eu, e dirige-se aos alunos do 7.º ano de escolaridade. Aqui o deixo a quem interessar.
Nota 3 - Acho que devo estar a ficar mesmo amalucada. Constatadas estas, como dizer... "tentativas de homicídio profissional"... será uma expressão muito forte?!... já só me dá pena por uma escola onde eu já fui feliz.
"Exma. Senhora Profa. Anabela Magalhães,
No âmbito do projeto “Equity&PISA - Equidade Educativa através do PISA: Resultados e Discursos,” temos o prazer de a convidar para o seminário final do projeto. Este estudo é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (ref.ª PTDC/CED-EDG/2124/2020) e está a ser realizado pelo Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, sob a responsabilidade dos Professores Doutores Gil Nata e Tiago Neves.
O projeto “Equity&PISA” visa explorar a relação entre a participação dos países no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da OCDE, e as alterações nos níveis de equidade educativa (relativa a questões socioeconómicas). Os principais objetivos incluem compreender se a participação no PISA contribuiu para melhorias na equidade educativa, avaliar o impacto das políticas educativas nacionais e analisar a perceção de intervenientes educativos sobre a relação entre o PISA e a equidade.
Neste seminário, além de apresentarmos os resultados finais ao público geral, contaremos com uma discussão de especialistas sobre os dados obtidos. Nesse sentido, convidamo-la a ser uma das oradoras, apresentando as suas opiniões e contribuições sobre os resultados, dado o seu papel significativo na media e na produção de conteúdos relacionados com a educação. Para facilitar a preparação, enviaremos com antecedência uma súmula dos principais resultados do estudo, que permitirá uma visão abrangente e sucinta dos temas a discutir. O formato da participação de cada um dos peritos dependerá da respetiva disponibilidade. Idealmente, gostaríamos de realizar mesas redondas em que os peritos discutiriam entre si os resultados do projeto. Nos casos em que não fosse possível, a proposta passaria por uma apresentação individual.
Antes de confirmarmos a data definitiva do evento, gostaríamos de verificar a sua disponibilidade, de forma a podermos agendar a data que permita a maior participação dos vários peritos que colaboraram com o projeto. Após a confirmação dos convidados, optaremos por realizar o evento presencialmente ou online, conforme as disponibilidades indicadas. Caso o evento ocorra presencialmente no Porto, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, disponibilizaremos, se necessário, condições de transporte e estadia. (...)"
Só para avisar que ando a seguir uns conselhos porreiros.
E que a obra de arte acima partilhada é dedicada a alguns, algumas e algumes. Eles, elas e não sei mais o quê sabem bem quem são.
Chegamos à Assembleia da República através do PAN
Obrigada em nome de muitos Amarantinos, e não só, que exigem ver a sua terra reconhecível aos seus olhos.
Pelo respeito que devemos aos nossos antepassados e pelo que por eles nos foi legado, pelo rigor nos gastos do erário público... mais de 3 milhões de euros de empréstimos sufragados por todos os deputados municipais?! para desfazer o que está feito e bem feito?!... pela nossa segurança em caso de cheias mais extremas... assine a petição on-line clicando no link:
https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT122506
Que nunca te doa a voz para denunciar, que nunca te doam os dedos para teclar denuncionando o absurdo a que chegamos com a conivência de tantos.
Brilhante! Que orgulho sinto por seres Professor! Um Professor nunca desiste, não tem medo e, se tem medo, compra um cão.
Ouça-o... e espante-se! Como foi isto possível com tanta denúncia que sistematicamente fizemos desde 2008?
E pedir contas a todos os aldrabões irresponsáveis e que são corresponsáveis pela situação a que hoje chegamos?
Mais do Mesmo - Professores. Polícias...Onde É que Eu Já Vi Isto?
Por acaso a ver o directo que me chega via TV da Assembleia da República, lembrei-me desta longínqua cena passada em 2013 e que foi relatada neste blogue.
Muitos de nós, Professores que lutavam contra a vergonhosa PACC, de notar que eu já estava vinculada e nem tinha nada a ver directamente com o assunto, chegados de todas as partes do país, penamos e voltamos a penar com uma entrada mais do que lentíssima na Assembleia da República, Casa da Democracia, que foi notícia à época.
Hoje, mais de dez anos passados, volta a ser notícia a demora da entrada mas desta vez de pessoas ligadas à segurança do país... o que é ainda mais preocupante. Mais preocupante também "ver" o silêncio das pessoas perante os microfones dos repórteres. Mais preocupante também a degradação de tudo o que se passa dentro do hemiciclo.
DN "Mais de 46 Mil Professores Efetivos Querem Mudar de Escola"
O artigo saído no DN já tem uns dias mas só agora chamo a atenção para ele e para uma das suas passagens em particular assinando por baixo a opinião da Cristina Mota e não só.
E angustiante é pouco!
"Cristina Mota, porta-voz do movimento Missão Escola Pública, acredita que o modelo de gestão está por detrás desta realidade. “O ambiente nas escolas causado pela autocracia é angustiante”, afirma. Uma docente a lecionar numa zona de Braga, e que não quis identificar-se para não sofrer represálias, partilha a mesma visão. “Sou QE há 16 anos e concorri para sair. As direções das escolas estão muito incrustadas no posto. Na minha escola é a mesma pessoa há mais de 30 anos e o modelo de gestão é o mesmo há décadas. Foi isso que me motivou a tentar sair”, afirma. A docente acrescenta a retirada de poder de decisão aos professores. “Há 10 ou 12 anos os departamentos tinham voz. A nossa participação na escola agora é mais executar o que outros determinam e é muito desmotivante. Somos uns meros executores e guardadores de crianças. É preciso um abanão no sistema educativo. As pessoas andam a arrastar-se nas escolas. As escolas devem voltar ao seu papel de ensinar”, conclui."
Pode ler o artigo completo aqui.
Já contei aqui alguns dos pesadelos que vou tendo amiúde em noites em que, invariavelmente, acordo a pensar " Mas que merda é esta que se abateu sobre mim quando eu dei tudo o que pude aos Meus Alunos e à minha escola que já teve vários nomes a agora se chama Teixeira de Pascoaes?!!!
Ai, Dr. Joaquim... se viesse aqui à terra e soubesse o que se passa através de mim, ou mesmo através do meu pai, do meu avô ou até do meu bisavô que o Dr. Joaquim tão bem conheceu... nem sei o que faria!!!!!
Pois este meu pesadelo começa estou eu a solicitar as actas do Conselho Geral e do Conselho Pedagógico, por escrito. já que nos dias que correm continua a existir a palavra dita oralmente, que para mim é sagrada, mas que, frequentemente, é mentirosa em muitas "bocas de gente" que eu conheço e, para além do mais, eu gosto que fique tudo escritinho... e eis que entro em sono agitado, suado, desesperado mesmo, o tempo a passar e eu já velhinha a exigir a porra das cópias do Conselho Geral e do Conselho Pedagógico, que é um direito que me assiste, por lei deste país... e nada!
E eu a ficar mais velhinha, encarquilhadinha, desdentadinha... e nada!
E pumbas! Acordei!
Nota - Penso que já toda a gente devia ter saneamento básico nas suas ruas e nas suas casas. Os romanos já o tinham e cumpria a sua função: por aqui era canalizada a merda saída das casas, dos estabelecimentos, enfim, do que fosse. Poupava-se assim a cidade a um cheiro nauseabundo!
Começaram hoje. E a ver vamos se toda uma página de ludibrianço, ilegalidades muitas, falsidades sem fim e intoxicação da opinião pública se alterou.
Os sinais, para já, são extremamente preocupantes.
A História não se apaga, conta-se! E a verdade é que alguns de nós... quantos?... continuam a ser desrespeitados nos seus locais de trabalho e vítimas de processos disciplinares que mais parecem do tempo da antiga senhora.
Haja quem não se esquece de nós.
Obrigada!
Citação - O seu a seu dono:
Confesso que não contava com Ela vinda dos confins de um tempo de Escola que já lá vai e que é contemporâneo de uma Escola que organizou uma Feira Medieval do caraças a ocupar todo o centro da cidade.
"Foste Minha Aluna! Da turma do R que te protegia! Só não me estou a recordar do teu nome... e ela jardins, flores... ai meus deuses, és a Rosa!!!"
E era! Nunca mais a tinha visto. E foi um momento de enorme felicidade para as duas!!! E falámos do R... e de outros e outras... de tempos de Escola escrita com maiúscula, mais humana, mais empática, mais respeitosa, mais acolhedora e amistosa...
Entretanto cheguei a casa e tinha este carinho na caixa de correio, que, com a licença da Rosa, agora publico agradecendo-lho do fundo do coração:
"Foi minha stora, sempre com muita atenção para com as alunas com necessidades educativas especiais. A minha gratidão."
Eu é que vos agradeço, Rosa, por terem enriquecido enormemente a minha vida!