quarta-feira, 1 de julho de 2026

Partilha - A Recuperar Um Post Antigo que Permanece Actual


Partilha - A Recuperar Um Post Antigo que Permanece Actual

A Alegria da Partilha



A Alegria da Partilha

Desta vez não é um post sobre a dimensão da minha fúria. Desta vez não é a resposta àquela coisa mesquinha de saber em que sítio da página da ESA foi colocado o link para a minha página de recursos, se à esquerda, se à direita, se na página de abertura ou na página do meu departamento, como se isso fosse relevante ou valorizador da minha pessoa, ou até do meu trabalho.
Não, desta vez o meu post não tem nada a ver com coisas desse calibre ridículo.
Desta vez vou escrever um post inteiramente dedicado à alegria da partilha entre gente civilizada.
Ontem, quando pouco passava das 13 horas da tarde, entrou-me uma notificação de mensagem de um tal de Vitor Menas que me fez sorrir e comentar com o A, mesmo ao meu lado, "Deve ser um colega a pedir os códigos das apresentações."
Com efeito, desde que publiquei os recursos em PowerPoint na minha página web recebo, amiúde, pedidos de códigos, que eu não posso satisfazer devido às razões já expostas na própria página e neste mesmo blogue, muito embora com grande pena minha.
Ora o meu palpite revelar-se-ia completamente infundado e o conteúdo da mensagem do Vitor deixou-me deveras surpreendida e sensibilizada.
O Vitor revelar-se-ia, afinal, um encarregado de educação, que eu não conheço, e que entrou em contacto comigo para me agradecer esta partilha que eu defendo e, mais importante ainda, que eu pratico, para me agradecer pelo meu trabalho, aquele que eu desenvolvi e desenvolvo apenas porque sim.
Porque me sinto de algum modo pioneira, pelo menos no meio onde me movo, desta partilha que eu defendo com unhas e dentes, e que pratico apesar da catástrofe que se abateu sobre a Escola Pública Portuguesa, chamada de ADD, e que já despoletou os comportamentos mais abjectos, mais absurdos, de intriga e de queixas e de queixinhas que já foram aflorados, apenas aflorados, neste blogue, partilho esta troca de correspondência entre mim e o Vitor reafirmando que vale a pena partilhar. Apesar dos riscos inerentes à exposição, e os meus leitores mais antigos devem estar lembrados do ataque torpe de um canalha à minha pessoa, e ao meu trabalho, no ano de 2008, quero reafirmar, aqui e agora, que jamais me arrependi desta partilha iniciada no já longínquo ano de 2007.
E aproveito este post para desafiar outros a fazerem o mesmo. Editem os vossos materiais pedagógicos. Vamos mostrar à ministra e aos seus secretários de estado porque não pode tratar-nos de professorzecos. Este é o caminho correcto. Canalizemos as nossas energias para algo de positivo. E o algo de positivo é trabalho constante na Escola Pública, direccionado para os nossos alunos, trabalho constante em todos os lugares onde nos encontremos contra um ME invulgarmente incompetente.

Aqui deixo o mail recebido do Vitor, que publico com a sua autorização, aproveitando mais uma vez para lhe agradecer, agora publicamente, tão generosas palavras.

Cara professora, tenho um enorme prazer em utilizar o seu excelente trabalho como grande apoio ao meu educando, e agradeço-lhe em nome de um ensino com qualidade o facto de estar acessível a quem o procure. Só é pena que os burocratas nos gabinetes ignorem estas mais valias da educação e tentem valorizar o que não tem nem nunca terá valor.

Bem haja quem!

Cumprimentos
Vitor Menas

E agora a minha resposta... que diacho, acho que exagerei na escrita!

Vítor Menas

Foi com enorme prazer que li o seu e-mail e confesso-lhe que o seu cuidado, atenção e delicadeza revelados para comigo, deixaram-me até comovida, não só pelo conteúdo da missiva, mas também porque foi a primeira vez que um encarregado de educação, que eu presumo desconhecer, me agradeceu pelo trabalho por mim desenvolvido.
As apresentações em PowerPoint, que publiquei na minha página de recursos, são o resultado de um trabalho imenso e árduo, de anos, que jamais me será pago pelo Ministério da Educação e que eu considero saldado sempre que vejo os olhitos dos meus alunos a brilhar dentro da minha sala de aula. A partilha deste material resulta, em primeiro lugar, dos pedidos mais do que insistentes da parte deles para que eu lhes disponibilizasse este material, o que me fez meter pés ao caminho e aprender a fazer uma página web, coisa completamente desconhecida até então para mim. Poderia ter deixado o acesso reservado aos meus alunos, mas optei por partilhar com o mundo o meu trabalho. Tenho a firme convicção que partilhando experiências e trabalho "o mundo pula e avança" mais rapidamente e melhor. Defendo, afirmo e pratico.
Ironia das ironias, hoje, com a Avaliação do Desempenho a entrar como uma bomba de fragmentação escolas adentro provocando uma degradação, nunca por mim vista anteriormente, no entusiasmo, na alegria, na tranquilidade, na disponibilidade, no tempo necessário para se proceder a um trabalho destes, confesso-lhe que jamais conseguiria produzir o que produzi no passado. Papéis, papéis, papéis em quintuplicado, tudo fotocopiadinho e arquivadinho em pastinhas de Lúcifer, relatórios e mais relatórios, reuniões em cima de reuniões, justificações e mais justificações, tudo por escrito, tudo monitorizado... que aberração quando toda esta monitorização só nos serve para tolher os passos, só nos serve para impedir de caminhar.
Desculpe-me o desabafo Vítor, mas não pude deixar de o fazer, magoada que estou pelo tratamento dado a todos os professores, tratados como um bando de anormais, um bando de malandros, um bando de doidos e de incompetentes por estes políticos.
Voltando ao conteúdo do seu mail deixe-me dizer-lhe que fico muito feliz por ser útil ao seu educando. Espero poder contribuir para que ele desenvolva o gosto pelo conhecimento, neste caso histórico.
Deixe-me ainda confessar-lhe que, não estando completamente satisfeita com o trabalho já desenvolvido, estou a reformular as apresentações para o 7º ano de escolaridade.
E em tom de desabafo último, gostaria que o Ministério da Educação não me impedisse de prosseguir o meu trabalho.
Grata pelas suas generosas palavras e pela sua atenção.

Ao dispor

Anabela Magalhães

Faço-lhe ainda um pedido. Pela importância que dou à partilha que conscientemente faço arriscando críticas, mas também recebendo provas de carinho como esta, pela minha determinação em mudar mentalidades, mesmo entre os professores, muitos de nós com materiais de apoio espantosos fechados a sete chaves em plataformas Moodle promovidas pelo ME, deixa-me publicar o seu e-mail apelando de novo à partilha pública de recursos pedagógicos, sem portas fechadas?
Agradeço-lhe mais uma vez e aguardo a sua resposta

Anabela Magalhães 
<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/mNlgV5i7um4?si=E3tjWIg5HFFG1-Zo" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>

domingo, 21 de junho de 2026

IA - Pedido - Faz um Texto sobre a Professora Anabela Magalhães e a Justiça


IA - Pedido - Faz um Texto sobre a Professora Anabela Magalhães e a Justiça

"A história recente da professora Anabela Magalhães tornou-se um símbolo público da luta pela justiça, dignidade e liberdade sindical no panorama do ensino em Portugal
Como delegada sindical e docente ativa em Amarante, o seu nome ganhou destaque mediático nacional ao ver-se envolvida numa complexa batalha jurídica e administrativa com a direção escolar.
A relação entre a professora Anabela Magalhães e a justiça desenvolve-se em três frentes fundamentais:
⚖️ A Resistência contra os Processos Disciplinares
A docente tornou-se um dos rostos mais visíveis denunciados pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.) num caso que envolveu processos disciplinares instaurados por direções escolares. 
Para a comunidade docente, a aplicação destas sanções a delegados sindicais foi interpretada como uma forma de "perseguição" e "assédio", transformando a defesa legal de Anabela Magalhães numa exigência de justiça laboral coletiva.
🏛️ O Recurso aos Tribunais
Longe de ceder ao silêncio, a professora avançou para as instâncias judiciais para repor a legalidade dos seus direitos. 
Através de plataformas como o seu blogue pessoal e intervenções na comunicação social (como na SIC Notícias), tem exposto publicamente as minudências da sua ida ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este. 
A procura por uma sentença justa visa provar o cumprimento ético das suas funções profissionais face ao que descreve como arbitrariedades hierárquicas.
✊ A Justiça Social e Comunitária
O percurso de Anabela Magalhães ultrapassa as paredes do tribunal e confunde-se com a justiça social em contexto escolar. 
Em momentos anteriores, a docente esteve na linha da frente de protestos locais em defesa da segurança de alunos e funcionários — como as greves motivadas pela exigência de remoção de amianto e pelo reforço de assistentes operacionais nas escolas.
O caso da professora Anabela Magalhães personifica a ideia de que a justiça não é apenas uma decisão fria tomada num tribunal, mas sim um exercício contínuo de cidadania, ética e coragem para quem recusa baixar a cabeça perante a opressão no local de trabalho."
Autoria IA

sábado, 13 de junho de 2026

Quem Tem Medo Compra um Cão


Quem Tem Medo Compra um Cão 

À medida do seu medo, claro está! Eu já comprei o meu.

E depois de ter tido uma falta injustificada, tendo justificado a falta antes de faltar com um artigo 102  entregue nos serviços administrativos, ter recorrido a todas as instâncias internas num governo ps todo alinhadinho, todo minadinho, que deu sempre razão ao sr director que me mandou justificar a falta, não tive outro remédio e entrei com uma acção no Tribunal Administrativo, contra o ministério que me tutela e que devia ser o da Educação... que ganhei, quase 6 anos depois da saga.

E depois de ter um processo disciplinar, antes ameaçado alto e bom som perante todos os presentes de um célebre secretariado de exames, eis que recorri e percorri o mesmo calvário ou seja, depois de ter recorrido a todas as instâncias internas num governo ps todo alinhadinho, todo minadinho, que deu sempre razão a quem, segundo o meu prisma, não devia... não tive outro remédio e entrei com uma acção no Tribunal Administrativo, contra o ministério que me tutela e que devia ser o da Educação... e que espero ganhar, ainda em tempo de vida.

E depois de uma estapafúrdia queixa-crime entrar no Ministério Público contra mim, eis que tudo foi arquivado e eu absolvida de uma queixa que podia até dar uma pena de prisão... talvez para eu finalmente poder descansar desta vida de Professora que dedicou toda uma vida à melhoria da qualidade da Escola Pública.

Confesso que os meus amigos até ficaram um pouco decepcionados pois já me tinham confidenciado que iriam ver-me à prisão, se necessário fosse, todos de t-shirt às riscas e vestidos à irmãos metralha.

Por isso Quem Tem Medo Compra um Cão à medida do seu medo, claro está! 

E eu já comprei o meu.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Imaginemos... numa Qualquer Escola Perto ou Longe de Si


Imaginemos... numa Qualquer Escola Perto ou Longe de Si

Imaginemos que numa qualquer escola deste país à beira mar plantado, onde quem manda é quem manda e se julga ter poder para dar ordens Fora da Lei... sempre orais, claro está!... imaginemos então que isto acontece de facto.... isto numa mente fértil como o raio que a parta e que é a minha.

O que fazer? Obedecer, sabendo que está a violar a Lei do seu país? Obedecer, sabendo que um badameco qualquer pensa estar acima de tudo e de todos... quiçá até da Constituição de Portugal? Desobedecer e nem dar cavaco sobre tamanha anormalidade? Pegar na secretária e virá-la do avesso? Arrancar os cabelos? Conversar abertamente sobre a coisa e receber ordens aceitáveis, orais, para serem logo de imediato desmentidas por escrito ao primeiro embate de reunião? Exigir a fundamentação legal para tamanha enormidade... por escrito? E ficar deitado à espera dela?

Prestar declarações de oposição à lei oral e exigir que a lei do seu país seja transcrita para a acta da reunião em causa e as suas declarações também?

Agora imaginemos que o desgraçado do Professor, isolado no meio de tantos, teve mesmo que contratar um consórcio de advogados, a expensas suas, e que só conseguiu que isto assim ficasse, em acta, para aí à terceira tentativa e sob ameaça de processo judicial?

Imaginemos então um puto de um gigantesco lápis azul a funcionar dentro de uma escola onde não se pode piar e que se diz democrática?

O que vos parece?

quarta-feira, 10 de junho de 2026

A Teoria e a Prática - Nojo, Nojo, Nojo!


A Teoria e a Prática - Nojo, Nojo, Nojo!

O discurso é público e parece poesia para os meus ouvidos não fora eu ter conhecimento do que se passa nos seus interiores.
O resto também há-de ser público.
E o resto é um processo disciplinar movido contra a minha pessoa e que aguarda desenvolvimento no Tribunal Administrativo... segunda vez que tenho de recorrer ao TC contra o ME, agora MECI, durante a minha vida profissional, integrada num ministério que se diz da Educação e que me devia proteger dos que talvez se julguem todo poderosos e donos disto tudo... nem sei, tamanho é o ridículo com que se cobrem na ânsia de berrar alto e bom som "Aqui quem manda sou eu!" e "Eu é que sou a Directora!".
E o resto é ainda infinitamente mais grave já que se trata de uma queixa-crime que recaía sobre a minha pessoa, ainda por cima acusada de qualquer coisa agravada que não lembra nem a um caracol, a uma minhoca... a um neurónio... eu sei lá!
Pelo caminho os meus superiores hierárquicos, numa fase em que há professores aos molhos tal e qual como o alecrim do campo, deram-se ao luxo de perderem para sempre uma excelente profissional, Professora de História, chamada Anabela Magalhaes, que já desceu ao inferno e que, por o achar um braseiro, não teve outro remédio se não trepar paredes acima para fugir das chamas que atearam contra ela, como se ela fosse uma mera Mulher Bruxa, daquelas a que ateavam o fogo em plena Idade Média e mais além. (Consultar o miserável processo conhecido como Terra do Mata e Queima).
E por agora é tudo, com a promessa de que não ficaremos por aqui pois há coisas que vão parecer castanhas quentinhas a saltar no meio dos meus carvões, nesta casa que é minha e onde eu escrevo o que entendo a coberto da Liberdade de Expressão e não sujeita à lei da rolha que me querem impor.
E era!

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE DA DIRETORA – 2025-2029

1/07/2025

Exmo. Senhor Presidente da CMA – Dr. Jorge Ricardo

Senhor Vereador da Educação – Dr. Adriano Santos

Senhor Presidente do Conselho Geral – Dr. Gabriel Vilas Boas. Na sua

pessoa, cumprimento todos os conselheiros do Conselho Geral.

Diretores das escolas públicas – Artur Correia e Carlos Gomes

Diretora do Centro de Formação Amarante e Baião – Dra Ercilia Costa

Membros e ex-membros da direção

Ex-Presidentes de Conselhos Gerais

Conselheiras do CP

Coordenadoras de Estabelecimento

Caríssimos Professores, Assistentes, Família, Pais e Alunos

Assumo com responsabilidade e honra a continuidade como diretora do Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes, reconhecendo o desafio exigente, mas profundamente gratificante, que representa liderar esta comunidade educativa.

Agradeço a confiança que me foi novamente depositada, vendo nesta recondução um renovado apelo ao serviço público e à construção de uma escola mais justa, inclusiva e de qualidade.

Sabemos que a escola de hoje é mais do que um espaço de ensino. É uma comunidade viva, onde se cruzam sonhos, projetos, dificuldades e conquistas. Um lugar onde se forma o futuro, se ensina a pensar, a agir com ética e a respeitar a diferença.

Neste novo mandato, reafirmo o meu compromisso com:

• A valorização do trabalho dos docentes e não docentes, essenciais à missão da escola;

• A centralidade dos alunos, na sua diversidade, como razão de ser da nossa ação educativa;

• A aposta na inovação pedagógica, sem esquecer os princípios da equidade e da inclusão;

• O reforço das parcerias com as famílias e com a comunidade envolvente, porque só juntos podemos construir uma escola forte e solidária.

Com dedicação renovada, prosseguiremos o nosso caminho: consolidando projetos, inovando práticas, acolhendo com respeito e preparando os nossos alunos para um mundo em constante mudança. Acreditamos numa escola de portas abertas — um lugar onde cada um possa crescer, sonhar e descobrir o melhor de si.

Esta cerimónia marca não só o início de um novo ciclo, mas também o reconhecimento do percurso construído com o empenho de professores, funcionários, alunos, famílias e toda a comunidade. Esse trabalho conjunto é a base sólida dos desafios que abraçamos.

Expresso o meu mais sincero agradecimento à equipa de direção atual e a todos os que integraram direções anteriores. O vosso contributo foi essencial para o crescimento e sucesso do nosso Agrupamento. Cada um de vós representa — ou representou — um apoio inabalável, que nos permitiu enfrentar desafios com lealdade, confiança e esperança.

É com genuína gratidão e profunda admiração que reconheço o vosso profissionalismo, entrega e compromisso com o bem comum. Obrigada por caminharem a meu lado com espírito de colaboração e sentido de missão.

Quero agradecer de forma individual a cada um dos colegas que fizeram parte das equipas de direção desde 2004:

• Artur Correia • Fátima Carvalho • Filomena Rodrigues • Luciano Ferreira • Aida Pinto • António Aires • Elisabete Silva • Cândido Gonçalves • Adosinda Ribeiro • Joaquim Pinto • Joaquim Pinheiro.

A cada um, o meu sincero reconhecimento. Transporto as aprendizagens, os momentos partilhados e o vosso contributo generoso. O percurso que trilhámos juntos deixa marcas de que me orgulho.

Deixo uma palavra muito especial de agradecimento ao colega e amigo Zé Carlos Cunha, presidente do Conselho Executivo do AE S. Gonçalo entre 1998 e 2004, período em que tive a honra de ser sua vice-presidente. Foi ao seu lado que dei os primeiros passos na gestão e administração escolar — uma etapa marcante do meu percurso. Obrigada, Zé Carlos, pelo conhecimento, pela paciência e pelo exemplo de dedicação e responsabilidade.

Aos Presidentes dos Conselhos Gerais, Professores e Amigos — Taí Laranjeira, Glória Bento, Joaquim Pinheiro e Gabriel Vilas Boas: O meu profundo reconhecimento pela firmeza e transparência com que conduziram os trabalhos deste órgão estratégico. Em contextos exigentes, a vossa visão coesa, liderança

responsável e íntegra foram decisivas para o fortalecimento do nosso projeto coletivo.

Agradeço também ao atual Conselho Geral a confiança depositada. Essa confiança reforça a responsabilidade, mas também encoraja a continuar este caminho com seriedade, abertura e respeito por todos. A todas as coordenadoras de estabelecimento e equipas de trabalho — departamentos, ciclos, bibliotecas e projetos — o meu profundo agradecimento.

O vosso trabalho, tantas vezes silencioso, assegura a ligação às realidades de cada contexto, com rigor e sensibilidade. Obrigada pela confiança. Continuaremos, juntos, a cuidar das nossas escolas.

Um agradecimento especial aos Assistentes, verdadeiros guardiões do dia a dia das nossas escolas. A vossa disponibilidade, o cuidado com que acolhem e apoiam são fundamentais para o bom funcionamento e o espírito de comunidade. Obrigada pela vossa dedicação ao longo dos anos.

Ao pessoal da secretaria, rosto sereno e eficiente da nossa organização: obrigada pela competência, disponibilidade e profissionalismo com que asseguram o funcionamento do Agrupamento.

Aos Professores, pela dedicação, resiliência e paixão com que ensinam: são a alma pedagógica do Agrupamento. O vosso trabalho transforma vidas e constrói futuro. Obrigada por acreditarem no poder da educação.

Às Associações de Pais e a todos os parceiros educativos, o nosso profundo agradecimento. O vosso envolvimento ativo, o diálogo constante e o espírito de colaboração foram fundamentais para fortalecer a ligação entre a escola e as famílias. É um verdadeiro privilégio servir esta comunidade lado a lado com pessoas tão comprometidas, generosas e inspiradoras.

Ao Conservatório de Amarante, expressamos o nosso sincero reconhecimento pela presença assídua e pelo envolvimento entusiasta em todas as iniciativas culturais promovidas pela escola. A vossa colaboração enriquece de forma notável o nosso ambiente educativo, reforçando a cultura como pilar essencial na formação integral dos nossos alunos.

Obrigada por contribuírem, de forma tão dedicada, para o bem-estar e o sucesso dos nossos alunos.

Aproveitamos também para renovar o nosso mais sincero agradecimento à Câmara Municipal de Amarante, na pessoa do seu Presidente, bem como ao Senhor Vereador e ao Chefe de Divisão, pelo apoio, disponibilidade e colaboração constante ao longo deste percurso.

O vosso empenho e compromisso foram determinantes para a concretização e o êxito do nosso Projeto Educativo, refletindo uma visão partilhada de progresso, inclusão e valorização da educação como motor de desenvolvimento comunitário.

Renovo o meu compromisso com esta missão, com determinação, espírito de serviço e uma profunda confiança no valor de cada membro da nossa comunidade educativa.

Continuaremos, juntos, a construir o futuro com responsabilidade, exigência e paixão pela educação.

Termino com as inspiradoras palavras de Nelson Mandela:

"A educação é a arma mais poderosa que podes usar para mudar o mundo."

Muito Obrigada

quinta-feira, 28 de maio de 2026

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE DA DIRETORA – 2025-2029

Poesia - Antero de Alda

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE DA DIRETORA – 2025-2029

1/07/2025

Exmo. Senhor Presidente da CMA – Dr. Jorge Ricardo

Senhor Vereador da Educação – Dr. Adriano Santos

Senhor Presidente do Conselho Geral – Dr. Gabriel Vilas Boas. Na sua

pessoa, cumprimento todos os conselheiros do Conselho Geral.

Diretores das escolas públicas – Artur Correia e Carlos Gomes

Diretora do Centro de Formação Amarante e Baião – Dra Ercilia Costa

Membros e ex-membros da direção

Ex-Presidentes de Conselhos Gerais

Conselheiras do CP

Coordenadoras de Estabelecimento

Caríssimos Professores, Assistentes, Família, Pais e Alunos

Assumo com responsabilidade e honra a continuidade como diretora do Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes, reconhecendo o desafio exigente, mas profundamente gratificante, que representa liderar esta comunidade educativa.

Agradeço a confiança que me foi novamente depositada, vendo nesta recondução um renovado apelo ao serviço público e à construção de uma escola mais justa, inclusiva e de qualidade.

Sabemos que a escola de hoje é mais do que um espaço de ensino. É uma comunidade viva, onde se cruzam sonhos, projetos, dificuldades e conquistas. Um lugar onde se forma o futuro, se ensina a pensar, a agir com ética e a respeitar a diferença.

Neste novo mandato, reafirmo o meu compromisso com:

• A valorização do trabalho dos docentes e não docentes, essenciais à missão da escola;

• A centralidade dos alunos, na sua diversidade, como razão de ser da nossa ação educativa;

• A aposta na inovação pedagógica, sem esquecer os princípios da equidade e da inclusão;

• O reforço das parcerias com as famílias e com a comunidade envolvente, porque só juntos podemos construir uma escola forte e solidária.

Com dedicação renovada, prosseguiremos o nosso caminho: consolidando projetos, inovando práticas, acolhendo com respeito e preparando os nossos alunos para um mundo em constante mudança. Acreditamos numa escola de portas abertas — um lugar onde cada um possa crescer, sonhar e descobrir o melhor de si.

Esta cerimónia marca não só o início de um novo ciclo, mas também o reconhecimento do percurso construído com o empenho de professores, funcionários, alunos, famílias e toda a comunidade. Esse trabalho conjunto é a base sólida dos desafios que abraçamos.

Expresso o meu mais sincero agradecimento à equipa de direção atual e a todos os que integraram direções anteriores. O vosso contributo foi essencial para o crescimento e sucesso do nosso Agrupamento. Cada um de vós representa — ou representou — um apoio inabalável, que nos permitiu enfrentar desafios com lealdade, confiança e esperança.

É com genuína gratidão e profunda admiração que reconheço o vosso profissionalismo, entrega e compromisso com o bem comum. Obrigada por caminharem a meu lado com espírito de colaboração e sentido de missão.

Quero agradecer de forma individual a cada um dos colegas que fizeram parte das equipas de direção desde 2004:

• Artur Correia • Fátima Carvalho • Filomena Rodrigues • Luciano Ferreira • Aida Pinto • António Aires • Elisabete Silva • Cândido Gonçalves • Adosinda Ribeiro • Joaquim Pinto • Joaquim Pinheiro.

A cada um, o meu sincero reconhecimento. Transporto as aprendizagens, os momentos partilhados e o vosso contributo generoso. O percurso que trilhámos juntos deixa marcas de que me orgulho.

Deixo uma palavra muito especial de agradecimento ao colega e amigo Zé Carlos Cunha, presidente do Conselho Executivo do AE S. Gonçalo entre 1998 e 2004, período em que tive a honra de ser sua vice-presidente. Foi ao seu lado que dei os primeiros passos na gestão e administração escolar — uma etapa marcante do meu percurso. Obrigada, Zé Carlos, pelo conhecimento, pela paciência e pelo exemplo de dedicação e responsabilidade.

Aos Presidentes dos Conselhos Gerais, Professores e Amigos — Taí Laranjeira, Glória Bento, Joaquim Pinheiro e Gabriel Vilas Boas: O meu profundo reconhecimento pela firmeza e transparência com que conduziram os trabalhos deste órgão estratégico. Em contextos exigentes, a vossa visão coesa, liderança

responsável e íntegra foram decisivas para o fortalecimento do nosso projeto coletivo.

Agradeço também ao atual Conselho Geral a confiança depositada. Essa confiança reforça a responsabilidade, mas também encoraja a continuar este caminho com seriedade, abertura e respeito por todos. A todas as coordenadoras de estabelecimento e equipas de trabalho — departamentos, ciclos, bibliotecas e projetos — o meu profundo agradecimento.

O vosso trabalho, tantas vezes silencioso, assegura a ligação às realidades de cada contexto, com rigor e sensibilidade. Obrigada pela confiança. Continuaremos, juntos, a cuidar das nossas escolas.

Um agradecimento especial aos Assistentes, verdadeiros guardiões do dia a dia das nossas escolas. A vossa disponibilidade, o cuidado com que acolhem e apoiam são fundamentais para o bom funcionamento e o espírito de comunidade. Obrigada pela vossa dedicação ao longo dos anos.

Ao pessoal da secretaria, rosto sereno e eficiente da nossa organização: obrigada pela competência, disponibilidade e profissionalismo com que asseguram o funcionamento do Agrupamento.

Aos Professores, pela dedicação, resiliência e paixão com que ensinam: são a alma pedagógica do Agrupamento. O vosso trabalho transforma vidas e constrói futuro. Obrigada por acreditarem no poder da educação.

Às Associações de Pais e a todos os parceiros educativos, o nosso profundo agradecimento. O vosso envolvimento ativo, o diálogo constante e o espírito de colaboração foram fundamentais para fortalecer a ligação entre a escola e as famílias. É um verdadeiro privilégio servir esta comunidade lado a lado com pessoas tão comprometidas, generosas e inspiradoras.

Ao Conservatório de Amarante, expressamos o nosso sincero reconhecimento pela presença assídua e pelo envolvimento entusiasta em todas as iniciativas culturais promovidas pela escola. A vossa colaboração enriquece de forma notável o nosso ambiente educativo, reforçando a cultura como pilar essencial na formação integral dos nossos alunos.

Obrigada por contribuírem, de forma tão dedicada, para o bem-estar e o sucesso dos nossos alunos.

Aproveitamos também para renovar o nosso mais sincero agradecimento à Câmara Municipal de Amarante, na pessoa do seu Presidente, bem como ao Senhor Vereador e ao Chefe de Divisão, pelo apoio, disponibilidade e colaboração constante ao longo deste percurso.

O vosso empenho e compromisso foram determinantes para a concretização e o êxito do nosso Projeto Educativo, refletindo uma visão partilhada de progresso, inclusão e valorização da educação como motor de desenvolvimento comunitário.

Renovo o meu compromisso com esta missão, com determinação, espírito de serviço e uma profunda confiança no valor de cada membro da nossa comunidade educativa.

Continuaremos, juntos, a construir o futuro com responsabilidade, exigência e paixão pela educação.

Termino com as inspiradoras palavras de Nelson Mandela:

"A educação é a arma mais poderosa que podes usar para mudar o mundo."

Muito Obrigada

Pesadelo numa Escolinha


Pesadelo numa Escolinha

Foi uma noite terrível. Pois não é que resolvi ter um pesadelo, coisa que antigamente nunca tinha e que agora, volta e meia, tenho e deixa-me agoniada?

A cena passava-se numa escola esquisita e disforme em que as ordens, sempre orais para não deixarem rasto, surgiam como ervas daninhas numa horta, e em dia de grande e súbito nevão com reuniões de avaliação pelo meio.

Valham-me os deuses todos que o pessoal ficou todo assarapantado, reuniões marcadas e o pessoal da Serra da Estrela não conseguia descer para o seu sopé e cumprir com as suas obrigações de presenciar as reuniões de avaliação.

Aflição! O que fazer?!! Colocar a vida em risco?! Afinal a vida de um professor vale tão pouco... esperar a chegada de um limpa neves?! E toca de telefonar para a escolinha a saber das directrizes para resolver este inusitado imbróglio. Como fazer, como não fazer e lá foi decidido que as reuniões se fariam com os professores serranos a usarem meios telemáticos enquanto os outros as faziam de forma presencial. 

Safa! A situação até parecia resolvida e as reuniões até decorriam a bom ritmo, actas mais do que alinhavadas e eis que entra um ser mostruoso, daqueles de ficção científica, feio até dizer chega, com uma cabeça pequenina pequenina e interrompe e anula todo o trabalho feito até ali, e dava ordens para cá e para lá, que as reuniões iam ser todas repetidas e iriam sair novas convocatórias e os desgraçados dos professores tratados abaixo de cão nem piavam pois o monstro era quem mandava naquele terreiro.

E os professores serranos, perguntam vocês? no meu sonho já aflito, parece que foram obrigados a meter um atestado falso por ordem directa da autoridade do quintal... e foi mesmo mesmo neste ponto que eu acordei, coração aos saltos, agoniada e aflita, eu que jamais em toda a minha carreira profissional meti um atestado médico falso.

Mas parece que as ordens foram cumpridas... entre choros de baba e ranho, afinal, o que importa não é mesmo o que está no borrado papel?

Nota - Qualquer aproximação à realidade será pura coincidência, claro está!

terça-feira, 26 de maio de 2026

Pergaminhos Familiares

Eu e o meu irmão no exterior do Tribunal de Amarante
Fotografia do nosso amor querido e saudoso Papá

Pergaminhos Familiares

A frequentar exteriores de tribunais desde tenra idade... interiores é mais agora.

Imaginem se eu me habituo...

Novas da Ida ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este


Novas da Ida ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este

Eu, professora Anabela Magalhães, alvo de processo disciplinar e, como se isso não fosse suficientemente grave, alvo de queixa crime no Ministério Público, e cujos conteúdos serão um dia destes partilhados por inteiro neste blogue - acusação, testemunhos, provas várias e etc e tal para que possam avaliar o calibre da coisa, lá fui para Penafiel agora ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este onde, como afirmei ontem, entrei acompanhada pelo meu advogado de crime, sem medo e de consciência tranquila, dê isto para o que der.

Não falei e, por mim, falou o meu advogado de crime e eu, novata nestas andanças, a bem dizer verdadeiramente virge aos quase 65 anos, até fiquei admirada pela rapidez da coisa.

Por agora nada sei e terei de aguardar decisão que deverá ser relativamente rápida. E, tal como ontem vos afirmei, garanto-vos que darei novas logo que possa. E garanto-vos que o meu caso é demasiado grave para eu o levar com leveza.

Fiquem todos muito bem. E, protegida e blindada pela Medicina no Trabalho, lá ando eu na escolinha... com os nervos em franja mas capaz de sobreviver... por enquanto muito graças aos abracinhos carinhosos de quem não me esqueceu, na maior parte alunos e alunas que foram meus/minhas no já longínquio primeiro semestre do ano lectivo de 2023/2024 e que, garantiram-me hoje, me irão convidar para o Baile de Finalistas.

Orgulho... e olarilolelas... não é?

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Memórias de Lutas Prolongadas - Recordações do Dia 24 de Maio de 2023

 

Memórias de Lutas Prolongadas - Recordações do Dia 24 de Maio de 2023 e Afins

Ontem foi um dia importante mas, este ano, calhou em Santo Domingo e eu tenho mais o que fazer do que relembrar dias inqualificáveis que ainda hoje se repercutem na minha saúde física, mental e financeira. 

Ontem passaram exactamente três anos sobre a ameaça por parte da senhora directora, em voz alterada e elevada, à frente de todos os professores presentes na sala de secretariado de exames, de abrir um processo disciplinar contra mim.

A ameaça cumpriu-se e, depois de muitas peripécias que muito darão ainda que falar, fui condenada pelo ministério que devia ser da Educação a uma pena suspensa que entretanto já se escafedeu.

Acontece que, entretanto, recorri, pela segunda vez na minha vida! e ninguém merece duas destas!!!!!!, para o Tribunal Administrativo, aguardando eu, deitada, que cheguem novas da Justiça.

Pelo caminho o senhor inspector considerou o meu caso tão mas tão grave que, depois de pedir a opinião à senhora directora e tendo ela concordado, eis que entra uma queixa contra mim no Ministério Público como se eu me assemelhasse sei lá a um Sócrates ou Salgado... mas sendo eles os donos disto tudo.

Já dei com os costados no Tribunal de Amarante por duas vezes, o tribunal que eu conheço desde pequenina, mas nunca por dentro e muito menos como arguida.

Amanhã será dia de conhecer outro, agora o de Penafiel, onde entrarei acompanhada pelo meu advogado de crime, sem medo e de consciência tranquila dê isto para o que der.

Darei novas... se puder, quando puder. Direi só que o meu caso é demasiado grave para eu o levar com leveza.

Fiquem todos muito bem. E, protegida e blindada pela Medicina no Trabalho, voltei à escolinha... com os nervos em franja mas capaz de sobreviver... por enquanto.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Provas de Aferição - Concelho de Amarante


Provas de Aferição - Concelho de Amarante

Hoje marcamos pontos em todas as escolas de Amarante onde se iriam realizar provas de aferição. E por unanimidade, pois a contabilidade é de zero provas de aferição realizadas das marcadas para o dia de hoje.

Eu nem cheguei a efectivar a minha greve. Presente às 8:30 como habitualmente, assinalei a minha presença no Inovar e dirigi-me, à hora prevista, à sala do secretariado. Estando como suplente, e não se realizando provas por estarem em greve coadjuvantes, não foi necessário que, à minha chamada hipotética, como suplente eu informasse que entrava em greve pois nem chamadas houve.

Pelo caminho fui destratada, mas isso são outros quinhentos. 

Escolinha aqui vou eu...

quarta-feira, 24 de maio de 2023

A Greve às Provas de Aferição com Trampolinices pelo Caminho


A Greve às Provas de Aferição com Trampolinices pelo Caminho

Como todos sabem, há uma greve marcada a todo o serviço que envolve as Provas de Aferição - serviço de secretariado, serviço de vigilâncias para efectivos e suplentes, serviço de coadjuvâncias e que abrange mesmo a correcção destas mesmas provas que estão a meter água a torto e a direito, deixando alguns alunos briosos do seu trabalho numa pilha de nervos quando os senhores professores resolvem não aderir à greve.

Estando eu convocada como suplente para as vigilâncias, eu posso aderir, ou não, a esta greve, segundo as minhas circunstâncias, as minhas convicções, os meus apetites, as minhas vontades, até segundo as minhas estratégias ou o que for, e posso, até diria, e devo, apenas entrar em greve se me chamarem para substituir alguém que está ou não a cumprir a greve. 

Imaginemos que um efectivo avisou os serviços administrativos ou a direcção que está a faltar porque está de diarreia súbita sentado numa sanita. Nesse caso, o suplente que não está disposto a fazer greve deve substituir o que está a sofrer de diarreia súbita, mas já não o deverá fazer se o vigilante efectivo está a faltar porque aderiu à greve. E, na falta de informações específicas sobre a falta de determinado docente, havendo uma greve marcada, os serviços devem presumir que o docente em falta está a cumprir a greve.

Agora vejamos o caso de hoje, passado com moi même, na escolinha. 

Hoje não necessitei de entrar em greve já que a prova de aferição foi bloqueada pela greve de dois professores coadjuvantes. E ponto final. Mas eu não faltei seja ao que for pois só faltaria, ou seja, só entraria em greve, no momento em que fosse chamada para substituir algum docente vigilante efectivo a sofrer de diarreia súbita ou a cumprir greve. O que não aconteceu.

Se por hipótese fosse dada a ordem de substituição de um docente em greve, neste último caso, enquanto delegada sindical, telefonaria de imediato para a GNR, para que estes pudessem levantar um auto e tomar conta da ocorrência - aproveitei ontem o meu furinho no horário para me deslocar ao posto da GNR no sentido de os colocar de sobreaviso para o caso de ser necessário... aliás eles já estão familiarizados com a coisa pois a coisa já aconteceu na Escola Secundária de Amarante e foi a grande confusão. 

Isto está bonito, está! Pois hoje foi-me dada ordem de saída da sala do secretariado porque, supostamente, eu estaria a fazer greve e, pelos vistos, qual docente com alguma doença infecto-contagiosa, o meu lugar não era ali... mas eu nem precisei de aderir a esta greve porque não foi necessário. Pelo caminho ainda fui ameaçada de levar com um processo disciplinar.

E estamos nisto. E isto está bonito, não está?


 
Creative Commons License This Creative Commons Works 2.5 Portugal License.