domingo, 18 de outubro de 2020

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Dia 18-09-2020 - Post Recuperado - Previsões de Uma Reles Professora


Previsões de Uma Reles Professora
 

No dia 18 de Setembro de 2020 dei uma de vidente, bruxa, adivinha, eu sei lá e, qual Maya, escrevi que "o SARS-CoV-2 é real. E (que) fará sempre o caminho que nós lhe abrirmos para fazer." E também escrevi que o que estava a acontecer por esses dias, abertura das, escolas do modo e nas circunstâncias em que as abrimos- que estão a funcionar como só nós parecemos saber... por falar nisso, as Associações de Pais e de Encarregados de Educação ainda existem? - ia dar m€%&@.

No dia anterior tinham sido contabilizados setecentos e setenta casos de COVID-19 no país.

Então, prometi voltar aos números. Hoje, menos de um mês passado sobre as minhas previsões, contabilizamos a módica quantia de dois mil cento e um casos.

Daqui a oito dias voltaremos a falar dos números. Volto a prever que isto vai dar já não m€%&@ mas mesmo muita m€%&@, tal como já aconteceu, de resto, na segunda vaga de gripe espanhola, acontecida entre 1918 e 1920.

Que raio! Aprendemos assim tão pouco?!

Aconselho vivamente o visionamento atento do vídeo que convosco partilho. Garanto-vos que não posso ser mais explícita.


Nota - No mapa da DGS, a onda é azul. Está a encher a olhos vistos e não vai ser bonita de se ver.

Jóia de Luz - Aniversário

      

Jóia de Luz - Aniversário em Tempos de Pandemia

Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Jóia de Luz - Aniversário

Gostaria que ele desfrutasse hoje de uma merecidíssima festa de aniversário mas pandemia oblige a que não se descurem todas as regras e mais algumas para conter o estuporado do SARS-CoV-2.

Quando ele cumpriu um ano, fiz rufar os bombos só para ele e, de mãos ainda sem maleitas, foi ver-me a bombar forte e feio com a energia que sempre me caracterizou.

Estamos no ano de 2020. Hoje cumpre sete outonos e este aniversário, por certo, ficará na sua memória para sempre. O rufar dos bombos, hoje, é virtual.

Muitos parabéns, J! Continuemos, passo a passo, esta empolgante caminhada que se chama Vida.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

A Sério???!!!


A Sério???!!!

Podem tentar enganar gente distraída com percentagens de contágios a acontecer nas famílias!! 

As famílias têm crianças e jovens no seu seio. E, se a política é, quantas vezes!!!, perante um caso confirmado de doença, dentro de uma escola, dentro de uma turma onde os alunos estão sentados dois a dois, não mandar testar ninguém, não mandar isolar ninguém, garanto-vos que isto tem tudo para se tornar um verdadeiro filme de horror mais à frente.

Depois sou eu que ando stressada... rsssssssss... ou que pareço bruxa! Vai-se a ver e sou um génio... rsssssssssssssss... raio de sorte a minha!!!

Crianças e adolescentes lideram aumento de infeções desde o início das aulas

Amarante em Tempos de Pandemia a Aumentar


Amarante em Tempos de Pandemia a Aumentar

O número de pessoas infetadas em Amarante pelo novo coronavírus aumentou em 26 numa semana, de acordo com a Direção-Geral de Saúde (DGS).    

No relatório de situação hoje publicado, a autoridade de saúde nacional indica a ocorrência de 179 casos de covid-19 no concelho, desde o início da pandemia.  

STOP Audição de peticionários, sobre a redução do número de alunos por turma


STOP Audição de peticionários, sobre a redução do número de alunos por turma

Aqui a deixo! Aconselho-vos a escutar esta audição com muita atenção.

Grata pela luta, André Pestana! Com as letras todas, com as palavras todas e sem paninhos quentes.

Estamos aí, aqui, acolá. E nunca prescindiremos da nossa voz.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Domingo - Amarante em Tempos de Pandemia

 

Pandemia - Domingo - Covelo - Amarante 11-10-2020

Fotografia de João Campochão

Domingo - Amarante em Tempos de Pandemia

Uma coisa é eu escrever que Amarante esteve inacreditável de assustadoramente perigosa no último Domingo à conta das multidões que aqui desaguaram em terra tão pequena, vindas de mota, de carro, de camioneta, vindas do próprio país e também de Espanha. Outra coisa é ver imagens do perigo puro e duro em dias de pandemia já descontrolada. 

Aqui fica o testemunho, fotográfico, captado na zona do Covelo, em Amarante. Agradeço-o ao João Campochão que me deixou utilizá-lo. 

Eu, infelizmente, saí de casa e nem telemóvel levei ou teria feito igualmente uns magníficos registos que comprovariam uma praça de S. Gonçalo inundada... daquilo que não pode acontecer.

Ah! E só mais uma coisa - Junto às escolas também há, a cada passo, ajuntamentos deste tipo mas não com motards. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

A Colocação de Máquinas Automáticas de Distribuição de Bebidas e de Alimentos nas Escolas

 


A Colocação de Máquinas Automáticas de Distribuição de Bebidas e de Alimentos nas Escolas

A Colocação de Máquinas Automáticas de Distribuição de Bebidas e de Alimentos nas Escolas, em espaços onde antes se situavam os bares, entretanto encerrados, ou a sua manutenção, caso das pré-existentes, é uma fonte de contaminação incompreensível e desnecessária em tempos de SARS-CoV-2. 

Abandonadas, sem terem um funcionário em permanência que assegure a sua higienização após cada utilização, fonte de atracção de cabeças juntas e sem máscaras porque os alunos estão já a comer ou a beber quando lá vão tirar o que lhes falta ou mesmo o que lhes não falta mas lhes apetece, serão, se forem instaladas ou se forem mantidas, motivo de preocupações acrescidas, a somar a todas as outras, que já não são poucas em todos os recintos escolares deste país.

Acresce que, pelo abandono a que estão votadas, e só nos faltaria ter um funcionário a vigiá-las em permanência e a vigiar a sua utilização se nem para todo recinto escolar eles chegam!, corremos sérios riscos de ver pelas escolas a miudagem a tomar... sei lá... talvez café?!

Mundos Paralelos - E Há Docentes com 55 Anos no 9.º Escalão?!


Mundos Paralelos - E Há Docentes com 55 Anos no 9.º Escalão?!

Há um mundo que só existe na ficção e que é o da Alice no país das maravilhas. Corresponde ao mundo das maroscas políticas, das trapaças, da falta de correspondência entre aquilo que está no papel e aquilo que existe na vida real, entre aquilo que deveria ser e aquilo que é.

Depois há um mundo real, feito de duras realidades. Tenho quase 60 anos. Estou no 6.º escalão de uma carreira de 10 escalões. O 9.º escalão é, para mim, uma miragem. O 9.º escalão é, para a esmagadora maioria dos professores no activo, uma miragem.

Quanto aos 750 euros por mês, podem guardá-los num sítio que eu cá sei e que bem pode ser nos porquinhos das vossas casas. Sempre são mais uns euritos a somar... sim?

Docente de 55 anos que esteja no 9º escalão e que opte pela pré-reforma pode ficar com 750 euros por mês.

domingo, 11 de outubro de 2020

Amarante - Uma Manhã de Domingo Altamente Preocupante


Amarante - Uma Manhã de Domingo Altamente Preocupante

Ponto um - Sou realista, observadora e procuro manter-me minimamente atenta e informada. Sem cristalizar nas minhas opiniões, defendo-as com unhas e dentes sempre que as considero correctas, para mim e para os outros.

Ponto dois - Sei que o SARS-CoV-2 nem ser vivo é e que só tem existência porque existem hospedeiros animais, irracionais mas também racionais, que lhe vão dando guarida, deixando-o multiplicar-se dentro deles e passar de hospedeiro em hospedeiro.

Ponto três - Sem andar acagaçada com o SARS-CoV-2, tenho-lhe muito respeitinho, porque é do meu conhecimento que ele ataca e é letal exactamente a franja da população mais vulnerável, mais desprotegida, mais idosa e que alguns parecem considerar como completamente descartável o que não é o meu caso. Gostaria de poder chegar a este patamar etário, um dia, e de continuar a ser tratada com o carinho e com o respeito merecido por toda uma extensa vida cumprida com esforço e com responsabilidade.

Ponto quatro - Cada número de infectados, de internados em enfermarias, de internados em UCI, exposto na televisão nas célebres conferências de imprensa, corresponde a uma pessoa de carne e osso que é filho de alguém, progenitor de alguém, tio de alguém, sobrinho de alguém, primo de alguém, marido/esposa de alguém, amigo de alguém. Ou seja, cada número é uma vida e eu considero que cada uma destas vidas tem tanto valor como a minha, a tua, o que for. 

Ponto cinco - O que acabei de afirmar é válido para esta situação em concreto e para todas as outras, independentemente de etnias, cores da pele, condição de multimilionários ou de indigentes.

Ponto seis - Acabei de chegar do largo principal da minha cidade literalmente inundada de gente de fora, de turistas, de forasteiros chegados de mota, de bicicleta, de camioneta que, invariavelmente, se sentam em grupos mais ou menos numerosos à volta de apenas uma mesa sem fazerem qualquer distanciamento social, alguns sem qualquer reserva quanto à etiqueta respiratória, a maioria sem máscara.

Ponto sete - Confesso que fiquei ainda mais preocupada. Porque a dureza dos números já está aí e continua a haver gente, nova, mediana e idosa, que se comporta como se vivêssemos em Outubro de 2019.

Ponto oito - Parece que há gente interessada em fechar de novo a economia e confinar. Não é o meu caso. Prezo demasiado a minha vida social, o contacto com os meus familiares, os meus amigos, a possibilidade de percorrer a minha cidade, ir a um café, a uma confeitaria, a um restaurante mesmo se o faço agora em regime de takeaway, prezo o poder fazer compras aqui na minha cidade, enfim, pretendo e quero manter uma vida minimamente normal. E tenho mantido. Com resguardo. Agora já sempre de máscara. Cumprindo as regras do distanciamento social. Cumprindo a etiqueta respiratória. E tudo isto por respeito acima de tudo aos outros. 

Ponto nove - Não vivo alheada. Sei que há pela cidade, quem diz pela cidade diz pelo mundo, comerciantes desesperados com a falta de clientela, industriais atrapalhados que não conseguiram nem conseguirão manter as suas indústrias a laborar, gente das artes e dos espectáculos com a corda na garganta, enfim, muita coisa ainda presa por ténues fios que ameaçam esboroar-se.

Ponto dez - Perante isto, a sério, enquanto a pandemia durar, é assim tão complicado usar a porcaria de uma máscara? Não espirrar nem tossir livremente para o ar e para os outros? Cumprir as regras do distanciamento social sempre que isso é possível? Higienizar as mãos com frequência?

A sério? Isto é traumático?! 

sábado, 10 de outubro de 2020

A Palavra ao S.TO.P - Convite à Dra. Graça Freitas

 


A Palavra ao S.TO.P - Convite à Dra. Graça Freitas

“Exma. Sra. Diretora-Geral da DGS,   

perante as suas recentes declarações de que os “Alunos devem ser separados ao máximo nas Escolas” vimos por este meio informar que: 

1. foram as orientações da própria DGS para as Escolas no presente ano letivo da “distância de 1 metro se possível”. Isto, infelizmente, tem permitido que muitas turmas continuem com 28 ou mais alunos e por consequência alunos sem qualquer distância, lado a lado, dentro de salas de aula (espaços fechados); 

2. a DGS e o Ministério da Educação (ME) continuam a não responder à interpelação do S.TO.P. em inícios deste agosto sobre qual o fundamento científico para que as escolas tenham orientações completamente diferentes dos outros sectores profissionais na atual pandemia. Relembramos que para as escolas a distância a cumprir é de 1 metro “se possível” (o que tem permitido tudo) em contraste com o mínimo de 2 metros nos restantes sectores; 

3. neste momento e com conhecimento da DGS e do ME, impera uma espécie de “lei da rolha” sobre muitas das Escolas onde surgiram casos comprovados da COVID-19. Temos conhecimentos de vários casos comprovados que não chegam à comunicação social. Relembramos que isso representa um perigo para a saúde pública na medida que a maioria dos alunos infetada não irá manifestar qualquer sintoma mas será um agente de propagação (representando um grande perigo para os grupos de risco da sua família e também dos Profissionais da Educação envelhecidos).   

Nesse sentido consideramos incompreensíveis as referidas afirmações porque precisamente pelas próprias orientações da DGS é que nas Escolas os alunos não têm conseguido “estar separados ao máximo”.   

O S.TO.P. desafia-a a visitar as Escolas do país real onde infelizmente continua a ser normal encontrarmos turmas com 28 ou mais alunos.”   

Notícia em alguns media:  

https://vilanovaonline.pt/2020/10/09/ensino-s-t-o-p-desafia-dgs-a-visitar-as-escolas-do-pais-real/ https://semanariov.pt/2020/10/09/covid-19-sindicato-dos-professores-convida-a-dgs-a-visitar-as-escolas-do-pais-real/ 

Alguns Jovens Querem Ver as Escolas Fechadas?


Alguns Jovens Querem Ver as Escolas Fechadas?
 

Parecem querer. Ao amontoarem-se às molhadas sem qualquer protecção, ao adoptarem comportamentos de flagrante risco, pagarão a factura destes comportamentos mais cedo ou mais tarde e nós com eles.

Falo do que vejo e nem sempre vi isto. No início deste ano lectivo não era assim. Agora, nos dias que correm, a situação nas imediações das escolas Básica e Secundária de Amarante está a degradar-se a olhos vistos e a um ritmo alarmantemente acelerado e ou as autoridades locais põem cobro a isto ou o SARS-CoV-2 nos irá remeter à nossa insignificância. De uma maneira ou de outra.

Mas atenção! Que ninguém interprete mal as minhas palavras. A esmagadora maioria dos jovens com quem eu contacto tem comportamentos globalmente assertivos e até muito responsáveis. A alguns falta apenas limar pequenas arestas. E depois há uma pequena minoria. Que neste e em outros problemas sempre existiu nas escolas e fora delas também.

Há quem se considere indestrutível. Há até quem pense que nós, enquanto espécie, somos indestrutíveis.

Não é o meu caso. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

A GNR e os Arredores Escandalosos das Escolas e a GNR


A GNR e os Arredores Escandalosos das Escolas e a GNR

Hoje, com vistas panorâmicas para grupos numerosos de jovens aos saltos, agarrados uns aos outros, encavalitados uns nos outros, a conversarem na mais alegre cavaqueira, a gargalharem e a fumarem juntinhos juntinhos e sem fazerem qualquer distanciamento social e sem máscaras, a comportarem-se como se não houvesse amanhã, peguei no meu telemóvel e telefonei para a GNR que ali mesmo a dois passos, nas imediações da minha escola.

Não sei se a GNR chegou a passar por lá. Eu fui à minha vida preenchida com o trabalho de sempre a acontecer dentro das salas de aula. Mas sei que, ou a GNR mete pés a caminho... ou Amarante só escapará à desgraça por milagre. Acontece que eu, azar!, não acredito neles, nos milagres.

Devo notar que nem sempre foi assim e que o comportamento que observo entre alguns dos jovens, dentro e muitos fora dos portões das escolas, é, a cada dia, mais displicente, mais desleixado, mais despreocupado numa linha de afastamento antagónico com a curva crescente da progressão do CODID-19 que chega a dar dó, nervos, stresse, eu sei lá!

Ou seja, parece que quanto mais casos há, quanto mais o perigo de contágio existe, e é coisa bem real e palpável, mais a moçarada se desleixa parecendo estar a pedi-las.

Por cá até já me disseram - Vai-se a ver e alguns estão a fazer de propósito para que as escolas fechem... rssssssss... será?

Nota - A parangona na notícia peca por defeito. Só resta saber por quanto mas isso é coisa que não interessa a muitos. A testagem nas escolas é uma miragem.

Ainda a Lista de COVID-19 nas Escolas - 140?! E o Resto?!

 


Ainda a Lista de COVID-19 nas Escolas - 140?! E o Resto?!

Existem dois mundos:

  • Um é o da Alice no país das maravilhas. 
  • O outro é o mundo real. 

Um e outro são distintos, por vezes são até antagónicos

A DGS nega a lista da FENPROF por excesso. Eu, que estou no terreno, nego a lista da FENPROF por defeito.

E sim, isto vai dar M#%&@.

Pode consultar a lista clicando aqui.

DGS nega e Fenprof volta a atualizar. Novo mapa passa a 140 escolas com registo de casos Covid-19



quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A Lei da Rolha (?) e o SARS-CoV-2 à Solta nas Escolas

 

Recorte enviado pela Ana Luísa Pinho

A Lei da Rolha (?) e o SARS-CoV-2 à Solta nas Escolas

A informação sobre o que se passa nas escolas é dispersa, muito incompleta e compila-se o que se pode em contactos fidedignos aqui e ali.

A Renascença tentou fazer um mapeamento da coisa, pode consultá-lo clicando aqui, e foi o que se viu.  Vai daí pode ler a resposta da Renascença à Ana Luísa Pinho e avaliar se isto lhe parece vagamente normal numa democracia asseada.

Então o Ministério da Educação que já criou plataformas para tudo e mais alguma coisa, para controlar o que nem interessa ao menino jesus, digo eu, não foi capaz de criar um mecanismo/instrumento que lhe permita, a cada dia, ter informação fidedigna e credível que possa disponibilizar à comunicação social e à população particularmente interessada nestes dados quer seja porque aí trabalham ou porque aí estudam, ou apenas porque estão em casa à espera que esta população à casa regresse?

E agora cruze-se com esta informação, que é fidedigna, e que constitui uma verdadeira bomba-relógio para o país - muitos jovens, exactamente a nossa população estudantil nas escolas, tem, teve ou vai ter COVID-19 sem apresentar qualquer sintoma. Vou repetir e sublinhar a nossa população estudantil nas escolas, tem, teve ou vai ter COVID-19 sem apresentar qualquer sintoma. Ora acontece apenas um pequeno problema que entra nesta equação - os jovens estudantes têm professores, há funcionários nas escolas, em casa têm irmãos e pais e avós e alguns até bisavós e alguns destes, muitos em alguns casos, constituem população de risco. Ao não mandarem testar seja quem for perante casos positivos, as autoridades de saúde estão a acarinhar uma verdadeira bomba relógio que explodirá, mais cedo ou mais tarde.

Ora, os portugueses não são carne para canhão em experimentações sanitárias. Ou são?

Confesso que, apesar dos meus extremos cuidados, sinto medo perante o que me é dado ver, ler, ouvir, saber, sentir.


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Do COVID-19 nas Escolas


Recorte retirado daqui.

Do COVID-19 nas Escolas

Sim, é verdade, estamos num país estranho onde a lógica é uma grande batata. A não ser que o SARS-CoV-2 tenha combinado algo, em segredo, com os nossos governantes e com os nossos políticos, relativamente ao seu não ataque nas escolas... que, porra!, não está a cumprir!

Vamos deixar passar mais quinze dias. Será que teremos o direito a ter informação fidedigna referente ao que já se passa nas escolas? Ou vigora a lei da rolha?

"Os concelhos apontados pela Fenprof são:

  • Ponte de Lima, Braga, Guimarães, Barcelos, Lixa, Guarda, Seia, Trancoso,
  • Vila Real, Bragança, Penedono, Viseu, Vila Nova de Paiva, Felgueiras, Lousada, Lourosa, Espinho,
  • Marco de Canavezes, Santo Tirso, Póvoa de Varzim, Porto, Gaia, Valongo,
  • Aguiar da Beira, Castelo Branco, Fundão, Coimbra, Leiria,  Santarém, Entroncamento,  Torres Novas, Ourém, Lisboa, Loures, Mafra, Sintra, Cascais,
  • Castelo de Vide, Reguengos de Monsaraz, Cuba, Faro, Portimão, Lagos, Loulé, Olhão, Castro Marim, Vila Real de Santo António

Ainda sobre os contágios nas escolas, Mário Nogueira criticou que, na maioria delas, a solução tenha sido manter os professores a dar aulas mesmo depois de alunos seus terem testado positivo e serem enviados para quarentena.

“Por estranho que possa parecer, num país em que vigoram protocolos tão apertados como os que se aplicam ao futebol ou a atividades ao ar livre – sejam festivas, políticas ou religiosas (e não os pomos em causa) –, no caso das escolas a norma tem sido, quando surgem casos positivos em alunos, manter os respetivos professores ao serviço sem realizar qualquer teste, pondo em causa a saúde destes, dos seus alunos e de quem vive com eles. Só excecionalmente a decisão foi diferente”, sublinhou."

Daqui.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Implantação da República e Dia do Professor

 

Busto da República - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Implantação da República e Dia do Professor

Sim, as comemorações aconteceram ontem e foram o fogacho de sempre, agora ainda de chama mais envergonhada porque covidada,

Foi pena. Melhor seria se não existissem comemorações de todo mas que República e Professores  fossem respeitados, de facto, todos os 365 dias ao ano.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Do COVID-19 nas Escolas - Da Dualidade, ou Mais!, de Critérios

 

Recortes retirados daqui.

Do COVID-19 nas Escolas - Da Dualidade, ou Mais!, de Critérios

A distância que separa as condições físicas em que se realizou o último Conselho de Estado, na passada terça-feira, das condições físicas existentes em qualquer uma das salas de aula portuguesas é abissal... e sublinhe-se que não escolhi esta palavra ao acaso.

No primeiro caso o espaço em que os conselheiros se reuniram, todos de máscara e presumo que todos de mãos previamente higienizadas, é enormesco, a permitir um distanciamento parece-me que até maior do que o aconselhado pelas autoridades de saúde. Além do mais, a sala apresenta um pé direito super generoso o que contribuiu, sem dúvida, para uma qualidade do ar existente mais do que confortável e segura para todos os presentes.

Os presentes serão o equivalente, em número, a parte das turmas que frequentam as escolas portuguesas mas com muitas outras turmas a terem um número de elementos bem superior a este que nas imagens vejo e com uma agravante muito grave - os distanciamentos, dentro das salas de aula, são por vezes completamente inexistentes, com alunos sentados lado a lado, encostadinhos uns aos outros pois então! e pertinho pertinho de nós professores, que o espaço, as carteiras, enfim, o que seja, não permite fazer melhor.

Acontece que António Lobo Xavier, posteriormente a esta reunião, testou positivo para o SARS-CoV-2. E o que se seguiu está nos antípodas do que tem acontecido um pouco por este país à beira mar plantado.

Assim, os conselheiros e demais presentes já foram testados, alguns até mais do que uma vez e, por razões de segurança, alguns estão já a cumprir quarentenas apesar de já terem testado duas vezes negativo.

Tal e qual o que se passa nas escolas com delegados de saúde a considerar que o risco de contágios dentro de uma sala de aula, onde os alunos - 20... 25... 30 - estão frequentemente amontoados, é baixo e que perante positivos não mandam testar quem quer que seja, nem tão pouco fazer quarentena a quem quer que seja. E nem estou a imaginar o que se passa em salas de aula em que os alunos, por ordens superiores, chegam à hora do lanche, e porque o SARS-CoV-2 se ausentou daquele espaço quiçá também para lanchar, retiram as máscaras, sacam do lanche, trincam, mastigam, falam e gargalham uns com os outros, sem máscara, por vezes a centímetros uns dos outros. E depois há outros delegados de saúde que, perante positivos, mandam testar, mandam fazer quarentena, eu sei lá!

Sei que não entendo estas dualidades de critérios. E que, assim sendo, prevejo o pior. E só me resta fazer todos os possíveis, tudo o que ao meu alcance está, para não me infectar e para não infectar quem quer que seja que se mova à minha volta. 

Esta foi, é e será a minha conduta dentro do local, de longe o mais perigoso pelas inúmeras interacções sociais diárias a que estamos expostos, que eu frequento no meu dia-a-dia e que é a Escola, feita de inúmeras bolhas que se interligam e misturam numa amálgama que não lembra ao diabo em tempos que se avizinham e adivinham bem mais duros e difíceis do que aqueles em que vivemos a partir de Março, mês em que foi detectado o primeiro caso de coronavírus no Norte de Portugal.

         

Nota - A segunda vaga de Gripe Espanhola foi bem pior do que a primeira. Por aqui levou-nos o gigante Amadeo de Souza-Cardoso.  

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

A Voz do Professor

 

A Voz do Professor

É um instrumento de trabalho poderosíssimo e inestimável para um/a professor/a.

Vejamos o meu caso que, desde pequenina, lidei com problemas a que chamo as minhas ites: as minhas "queridas" amigdalites foram-se sucedendo até meados da minha adolescência, altura em que lá se foram as amígdalas para o galheiro numa intervenção cirúrgica de má memória que me ficou na memória; e eis que, estripadas as ditas cujas, chegaram os tempos das faringites sem fim a que, com a idade, acrescentei rinites muitas e, ainda pior, sinusites mais bravas do que touros enraivecidos. 
Durante as crises disto e daquilo, sempre outonais e invernais, eu, professora de profissão, fui acumulando afonias em tempos de aula à média de uma ou duas por ano e os meus alunos por certo se lembrarão de uma professora de sonho a falar quase sem emitir som... rssssss... até ao início deste ano em que o meu querido otorrino me abriu umas autoestradas pelo interior do nariz, deixando-me a respirar melhor do que nunca e a nunca mais ter crises de ites assim ou assado.
Mas nunca nunquinha, em todos estes anos de consultas regulares em otorrinos, saí de uma consulta com medicação específica para o relaxamento das cordas vocais, extremamente tensas, comunicou-me ele e a fazer durante quinze dias a ver se resolvo a coisa.
Não está/é fácil trabalhar de máscara. A dicção tem de ser especialmente cuidada e a projecção da voz tem de ser eficaz. E o esforço é contínuo. 
O webinar que hoje partilho é pertinente no actual contexto, de pandemia e de uso generalizado de máscara, e chegou-me via Escola Virtual, que eu não uso. Intitula-se "A voz do professor: como sobreviver à pandemia" e será transmitido em ditecto via Youtube e no Facebook da Escola Virtual. 

Sobreviverão, sem grandes mazelas, as nossas vozes?
Veremos como.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Aula de História - Caixa Paleolítica

Caixa Paleolítica - S. Gonçalo - Amarante

Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Aula de História - Caixa Paleolítica

Comecei a organizar esta Caixa Paleolítica há muitos e muitos anos, todos os anos enriquecendo a coisa, juntando uma peça aqui mais outra acolá, junta este fóssil, estes instrumentos líticos, mais umas amostras de peles, umas cordas feitas com tendões de vaca e com couro também, uns ossos, uns chifres, mais umas presas de javali, junta amostras de sílex, umas resinas e umas amostras de cera de abelha, uns raspadores, furadores e até uns bifaces... enfim, juntando tudo o que possa ter interesse para mostrar aos meus alunos de 7.º ano, concretizando-lhes e materializando-lhes o mais possível um período magnífico da nossa História comum a que os historiadores chamaram Pré-História.
Um dia destes tive de a carregar de casa para a sala de aula. Já não me acontecia há muitos anos andar com estes materiais/carregos para a frente e para trás, arrumadinhos que estavam dentro do armário da antiga Sala de História que, ao longo do presente ano lectivo, estará sem funcionar à conta do SARS-CoV-2. 
Esperemos que seja só este ano e que isto seja apenas um interregno. Esperemos que a Sala de História volte a funcionar e que o Projecto História em Movimento possa regressar em pleno pela minha enérgica mão.

Ele Há Dias Assim

 

Dia de Treino - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Ele Há Dias Assim

Em que o cansaço se acumula e o treino... bom, o treino vai para o galheiro.



quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Cogumelos e Preciosa

Cogumelos - Serra da Aboboreira - Amarante

Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Cogumelos e Preciosa

Nascem como cogumelos espalhados pelos campos, com as primeiras chuvas de fim de Verão, começo de Outono. 

São muito belos e coloridos e eu, que lhes tenho medo e aprendi a apreciá-los só com o olhar, nem lhes toco e contorno-os com as lâminas vorazes da minha Preciosa.

História - Salas de Aulas Virtuais


História - Salas de Aulas Virtuais 

Continuo a organizar todas as minhas aulas de História, para o 7.º ano de escolaridade, em Salas de Aula Virtuais e a partilhá-las num Padlet, agora com um layout de barra cronológica que me parece bem mais apelativo. 

Sempre a inovar, porque parar é morrer, trabalho presencialmente com a miudagem mas nunca esquecendo que, a qualquer momento, podemos confinar. Assim sendo, e através da partilha na Classroom, os meus alunos têm sempre disponíveis as minhas aulas para olhar, ver, explorar, investigar, observar, compreender e, quiçá, amar. Pelo menos alguns... que me estão a deixar corações espalhadinhos pelas aulas virtuais e isto é novo para mim.

Muito obrigada, Alunos Meus! Sempre a considerar-vos!

E aqui vos deixo o link, caso o meu trabalho interesse a alguém. 

https://padlet.com/anabelapmatias/jc0vfg5txx5o


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Arejamento das Salas de Aula

 


Arejamento das Salas de Aula

Primeira semana:

As janelas e as portas das salas de aula devem permanecer abertas para possibilitar, tanto quanto possível, uma boa ventilação destes espaços sobrelotados de gente.

Segunda semana:

As janelas e as portas das salas de aula devem permanecer abertas para possibilitar, tanto quanto possível, uma boa ventilação destes espaços sobrelotados de gente.

Terceira semana:

As janelas e as portas das salas de aula devem permanecer abertas para possibilitar, tanto quanto possível, uma boa ventilação destes espaços sobrelotados de gente.

Fim do primeiro dia da terceira semana:

Porra! Estou cansada!

sábado, 26 de setembro de 2020

A Escola nos Inícios do Século XX

 


A Escola nos Inícios do Século XX

Antes do SARS-CoV2, a maioria das pessoas provavelmente pensaria que jamais em toda a sua vida viveria sob o pesadelo/jugo de uma pandemia. Não é o meu caso. De História, a cada passo me interrogava e interrogava os meus em voz alta "E se um dia nos acontece algo agressivo e descontrolado como já nos aconteceu no passado...?

Guardo na minha memória procedimentos de higienização muito cuidadosa perante a propagação da cólera e lembro-me bem dos anúncios que passavam na televisão sobre as gotas de lixívia a juntar à água sempre que se lavavam os vegetais e fruta e de procedimentos que também passavam pela água que se devia ferver... mas uma pandemia com estas características... de facto ainda não tinha experienciado.

Perante os negacionistas a avançarem de forma absurda, relembro outros tempos de tuberculose e de gripe espanhola, esta última de que só me recordo de ouvir falar os meus avós, principalmente os paternos.

E já então o "segredo" estava no arejamento dos locais, no distanciamento social, no uso de máscara, pois então!

As escolas ao ar livre de 100 anos atrás que podem inspirar volta às aulas na pandemia

Professora Feliz - A Cada Passo Mimo


Auto-Retrato - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Professora Feliz - A Cada Passo Mimo

Construir uma carreira de Professor, neste caso de Professora, dentro de uma cidade muito pequena como Amarante, onde todos ou quase todos - Alunos e Professores - nos continuamos a encontrar fisicamente, mesmo se já passaram décadas sobre o trabalho desenvolvido com aquela específica turma e sobre aquele trabalho com aqueles específicos alunos, neste caso vindos de um tempo de práticas lectivas ainda sem novas tecnologias, tem muito que se lhe diga. 

Sem acrescentar nada ao que devem ser as nossas práticas pedagógicas baseadas na lealdade, na confiança, na empatia, na verdade, na educação, no carinho, na compreensão, no afecto, no entusiasmo, mas também na firmeza, na exigência, no respeito, na responsabilidade, no profissionalismo, na correcção, na aceitação e incorporação da crítica, na correlação que deve existir sempre entre o verbo e o acto... e tudo o mais que faz da nossa profissão coisa tão, mas tão complexa, a verdade é que a cidade muito pequena faz com que muito mais amiúde, a cada esquina, a quase todas as horas do dia e da noite, nos deparemos com este e com esta, com aquela ou aquele que, um dia, se sentaram nas cadeiras das nossas salas de aula, povoando-as, humanizando-as. O que pode ser um "risco", para o bem ou para o mal.

Foi o caso de hoje, dia em que me cruzei com ex-aluna, hoje mais do que adulta mas que eu ainda vejo, pequenita mas muito senhora do seu nariz e de uma franqueza que eu amo, dentro da minha sala de aula, fila do meio, ao fundo da sala, do lado esquerdo na carteira, e que, ao cruzar-se comigo, acompanhada pela mãe, em plena rua, não deixou de me dizer qualquer coisa como "Estava agora mesmo a dizer à minha mãe que sempre gostei muito da professora..."

E eu, moldada pelas minhas afectuosas Professoras... os meus professores que me desculpem mas não entram nesta minha equação até eu sair do burgo e entrar na faculdade, muitas das quais se continuam a cruzar comigo pelas ruas de Amarante, e com quem eu continuo a trocar mimos, só posso ficar feliz com este carinho amiúde recebido e do qual me alimento para continuar numa profissão desgastante, difícil, exigente, complexa, frustrante, humilhante quantas vezes... e tudo o mais que ela é.

Assim, a história repete-se... há quem diga que não mas eu não concordo. A história repete-se, com outros protagonistas, noutras circunstâncias, em outros lugares, em outros tempos... mas o sumo e o sabor continuam exactamente os mesmos e são maravilhosos.

Muito grata, Aluna Minha! Pelo teu carinho que, passados todos estes anos, continua intacto.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

TPC

TPC - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

TPC

A aventura da vida dele já começou. 

O gesto aprende-se, treina-se, aperfeiçoa-se, interioriza-se.

O que seria de nós sem ele?

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Rodrigo Pinto de Queiroz

Rodrigo Pinto de Queiroz - Amarante
Fotografias sei lá eu de quem...

Rodrigo Pinto de Queiroz

O filme tem uns brevíssimos mas preciosos 15 segundos que são os suficientes para eu ver o meu querido e saudoso avô paterno, e padrinho de baptismo, Rodrigo Pinto de Queiroz, em acção, passadas várias décadas sobre a sua morte. 
Alto, magro, belo, é o que abre a porta do seu automóvel. 
Estarei eternamente grata ao senhor Coronel Artur Freitas por me ter facultado a posse desta maravilha rara que não tem preço.
Ele é o meu avô paterno, bisavô da minha filha, trisavô do meu neto a quem terei todo o gosto de contar histórias de infância passadas com ele, nesta mesma rua onde ainda hoje habito, e do lho dar a conhecer, agora em movimento.
As imagens são, para mim, comoventes.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Partilha - Classroom Direcção de Turma em Tempos de Pandemia


Partilha - Classroom Direcção de Turma em Tempos de Pandemia

Com regras apertadas, e bem!, na minha Escola, para atendimento presencial dos Encarregados de Educação - só em casos excepcionais, só com marcação prévia e nunca mais do que dois, um de cada vez, por tempo de atendimento - lembrei-me, logo no início do ano lectivo, mesmo antes da reunião geral com os encarregados de educação que foi presencial, de abrir uma classroom que ficasse reservada para os assuntos da minha direcção de turma e que pudesse simplificar procedimentos e agilizar as informações e o esclarecimento de dúvidas que, nos dias que correm, vão ser mais do que muitas. 

Um dos maiores problemas que senti durante o confinamento acontecido no ano anterior foi mesmo gerir a minha DT, o contacto estreito que tive de manter com os encarregados de educação e perdi as contas a telefonemas feitos do meu telemóvel, a atendimentos de pais que precisavam de me informar disto e daquilo, de se informar disto e daquilo e perdi também a conta a e-mails gerais que enviei e a e-mails particulares que também enviei e que deles recebi também.

Este trabalho foi árduo, visando que nenhum aluno da minha DT desaparecesse do meu radar e, consequentemente, do radar de todos os professores que compunham o meu conselho de turma sobre a qual mantenho, este ano, a responsabilidade. 

É verdade que o consegui e não tive nenhum aluno que se tivesse esfumado no nevoeiro que sobre nós se abateu mas confesso que foi à custa de muito e muito trabalho e de muita energia despendida só para atender a este aspecto do meu trabalho enquanto professora.

Sendo que este é o ano de alterar procedimentos e de pensar de que modo posso agilizar tudo isto poupando-me sem perder eficácia, lancei a ideia da classroom durante a reunião que foi de imediato acolhida por alguns... enquanto outros se encolhiam um pouco receosos por certo por poderem não estar à altura destas tecnologias.

Disse-lhes qualquer coisa como: - Será uma aprendizagem para todos nós. Vocês continuam a ter o número do meu telemóvel e o meu endereço de e-mail. Ficareis mais aptos também a acompanhar os vossos filhos/educandos, se tivermos de confinar de novo, através desta plataforma que é muito muito fácil de acompanhar e de gerir.

E assim foi. Já os tenho quase quase todos comigo.

E foi das melhores decisões que tomei.

Nota - Eu sou ágil na Classroom. E já a usava com os meus alunos antes da pandemia. A mim facilita-me, e muito!, o trabalho.


domingo, 20 de setembro de 2020

A Miudagem Cinco Estrelas em Tempos Estranhos de Pandemia


A Miudagem Cinco Estrelas em Tempos Estranhos de Pandemia

Notórias as saudades que os meus alunos já tinham da Escola e de tudo o que ela arrasta consigo - saudades dos convívios com colegas e professores, mesmo se agora tão limitados, saudades dos horários, mesmo se agora igualmente tão limitados, saudades dos ritmos implementados do primeiro ao último dia de aulas, saudades até dos trabalhos marcados para casa...

Foi o caso do portefólio digital que eu pedi para abrirem em casa, usando a aplicação Adobe Spark mas cujo funcionamento ainda nem expliquei. Disse-lhes... naveguem, procurem, tentem... alguma dificuldade estarei acessível pela net, mais cedo ou mais tarde.

Bom, apenas da minha Turma do 7.ºA, miudagem nova deveras simpática, educada e trabalhadora, já recebi o módico simpático número de cinco portefólios digitais, realizados nesta aplicação que se chama Adobe Spark, que eu conheci um dia em Florença, em tempos de curso inserido num Erasmus+, e que tem um funcionamento extraordinariamente fácil e intuitivo, assim queiram as pessoas trabalhar com ela... que não morde, garanto!

Obrigada, Alunos Meus! Por me ajudarem a acreditar que é possível...

Curta - Cup of Tea


Curta - Cup of Tea

Sempre gostei de curtas. Esta foi-me enviada pela Arlete Sítima Sítima.

Grata, Arlete!

sábado, 19 de setembro de 2020

Portefólios Digitais - História



Portefólios Digitais - História

Não sei há quantos anos exijo aos meus alunos a construção de Portefólios de História que me ajudam a avaliar os seus particulares percursos, enquanto "residentes" nas minhas salas de aula e enquanto meus alunos. Por certo há mais de uma década... quero que eles evoluam e cresçam com o máximo de autonomia possível, sempre sob minha orientação, bem entendido!

Certo, certo é que estes portefólios começaram por ser físicos e, um belo ano, passaram a digitais, com naturais e óbvios ganhos no alívio das mochilas deles e, consequentemente, nas suas costas e no acrescento do entusiasmo com que inúmeros alunos se lançam nesta empreitada que, não sendo fácil, amiúde os deixa cheios de orgulho pelo trabalho final conseguido e, confesso, me deixa igualmente orgulhosa do trabalho que com eles faço.

É o caso do aluno do 7.º ano de escolaridade, meu aluno que ainda mal conheço... será?, cujo portefólio hoje tenho o prazer de partilhar aqui com os meus leitores.

Ainda ontem, em sala de aula, lhes disse que durante este semestre de existência da disciplina de História iriam realizar um portefólio digital na APP Adobe Spark, ainda ontem lhes expliquei o que era e o que não era um portefólio - ver aqui -, ainda nem lhes expliquei e exemplifiquei como o fazer de facto, abrindo a aplicação na sala de aula, projectando e partilhando dicas e informações que lhes serão úteis e eis que pela calada da noite me chega já o primeiro, com pedido anexo de vistoria.

Confesso que esta partilha me apaziguou um pouco este início de ano tão atípico e me deixou de sorriso de orelha a orelha, bem visível porque sem máscara.

Muitos parabéns pelo trabalho desenvolvido, Aluno Meu! A nossa parceria está agora contratualizada para três anos, ok? Pelo caminho, vais-me ajudar a ajudar os teus colegas que de nós precisarem, certo?

E eis já começamos nesta entreajuda que só nos pode deixar pessoas melhores e mais felizes... certo?

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Que Vergonha!




Que Vergonha!

Viver num país cujo primeiro-ministro é despejado/expulso/despedido/retirado... eu sei lá, sem honra, da lista de honra de um acusado.

Previsões de Uma Reles Professora

Imagem retirada daqui.

Previsões de Uma Reles Professora 

A reabertura das escolas portuguesas, numa fase de crescimento exponencial da pandemia, sem se ensaiar sequer uma reabertura faseada, ensaiando assim as possíveis e previsíveis consequências, sem qualquer testagem a toda a população escolar, apanhando assim precocemente os assintomáticos antes de os lançar para dentro dos portões das escolas, sem se acautelarem todas as medidas de distanciamento social, e restantes, que de resto os peritos na matéria aconselham, dentro dos estabelecimentos escolares, vai dar m€%&@.

E não adianta as reportagens andarem a passar imagens de salas de aula fofinhas e xpto, que são a excepção neste país e não são a regra.

Sim, há já reportagens a começarem a aparecer que parecem furar o bloqueio psicológico, encantamento... sei lá eu, de um país que se quer mostrar como acautelado e controlado quando esse país não corresponde minimamente à realidade.

Mas o SARS-CoV2 é real. E fará sempre o caminho que nós lhe abrirmos para fazer.

Daqui a oito dias falaremos dos números.

Daqui a quinze dias voltaremos ao mesmo. 

Ontem foram mais de setecentos, para ser mais exacta, ontem foram confirmados mais setecentos e setenta casos neste país.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

A Palavra ao Professor Miguel Panão


A Palavra ao Professor Miguel Panão

Ele diz que está perplexo com "a falta" de condições das escolas em tempos de pandemia.

Será?

Veja e ouça clicando aqui.

O Meu Sorriso É Enganador, Amarelo Até!

 

Auto-Retratos com Bata - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

O Meu Sorriso É Enganador, Amarelo Até!

É inacreditável que quem me tutela não me crie as condições básicas, elementares, mínimas para eu regressar à Escola, que tanto amo, com um sentimento mínimo, elementar e básico de segurança.
Sim, já sei, por muitos cuidados que tenhamos nunca estaremos 100% a salvo a não ser que fiquemos em casa, isoladinhos, qual perigoso vírus. Mas também sei que muito depende de nós e que isto não pode ser deixado à sorte ou ao azar, à incúria e ao desleixo.
Ando num stresse do caraças e os meus já são testemunha disso. Porque sou consciente e sei o que deve ser feito e o que não deve ser feito.
Erra-se por fazer mal e erra-se por omissão.
E o ministro e os secretários de estado que se deixem de propagandas bacocas e que desçam ao país real! E venham de bloquinho de notas com muitas folhas para poderem anotar as desconformidades todas relativamente às regras emanadas pela DGS.
Ora porra!

Nota - Ontem desci o povoado e, de máscara colocada nas trombas, fui ao Ferreira da Cunha - as amostras estão lá, diz-se por aqui e não saí de lá com as minhas expectativas defraudadas - e comprei as minhas primeiras batas para uso na Escola. Por agora brancas. As pretas, a fazer pandan  com o meu stresse já acumulado, tive de as encomendar. 

Vergonha - A Desconversa do Ministro da Educação


Vergonha - A Desconversa do Ministro da Educação

Também quero salas de aula como essa, Tiago Brandão Rodrigues!

E os meus Alunos também!

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

A Palavra a André Pestana


A Palavra a André Pestana
 

Boa malha, André Pestana! Contra a propaganda, marchar, marchar!

É verdade... este governo já tem um ministério (explícito) da propaganda?

"António Costa disse que não valeria muito a pena o esforço das escolas e dos diretores em tentar conter o contágio de covid-19, se as famílias também não fizessem esse esforço de contenção. Também não vale muito a pena o esforço que as escolas e as famílias estão a fazer se depois o Governo não está a fazer a sua parte."


Divulgação de Medidas de Contingência Concretas - Escolas - Um Exemplo Exemplar



Divulgação de Medidas de Contingência Concretas - Escolas - Um Exemplo Exemplar

E bem feito. Sendo que ainda falta aqui muita coisa.

E dou também eu um exemplo. Como saem e entram os alunos nas salas de aula, nas vossas escolas? 

À toa? Amontoados? Desorganizados? Ao calha?

Pois se o fazem, não o deviam fazer. O distanciamento social é para cumprir, sempre que possível. E, não sendo possível cumprir no interior de inúmeras salas de aula, a verdade é que em algumas é possível manter o distanciamento regulamentar e não convém borrar a escrita na saída e na entrada da sala de aula pois, amontoados, os alunos terão mais possibilidade de fazer o que não devem, até por brincadeira, até por falta de responsabilidade, até de propósito, sei lá eu...

O vídeo que a seguir partilho foi surripiado ao Arlindo

A Palavra (Vergonhosa por Omissão) a António Costa


A Palavra (Vergonhosa por Omissão) a António Costa

"A escola em si não transmite o vírus a ninguém"

António Costa

Segundo a DGS, há algumas normas gerais que devem ser cumpridas para evitar factores de risco acrescido na propagação do SARS-CoV2, a saber:

  • Uso de máscara social em espaços interiores - que nas escolas é obrigatório apenas com duas excepções - quando se come ou bebe e ponto final.
  • Distanciamento social - que em muitas escolas, arrisco até a afirmação que na maioria das salas de aula deste país, não é minimamente cumprido pois nem os alunos desapareceram das turmas, nem as salas aumentaram de tamanho e muito menos as carteiras de dois lugares se transformaram em carteiras de um lugar por forma a assegurar, deste modo, um distanciamento social que não permita ou possibilite o encosto braço a braço, corpo a corpo, perna a perna, ombro a ombro, bafo a bafo... mesmo se através de máscara social.
  • Etiqueta respiratória - que nem toda a gente ainda interiorizou, adultos incluídos.
  • Desinfecção regular dos espaços públicos, escolas incluídas, com especial cuidado para sítios de muita afluência, de passagem e, por isso, de maior risco, como teclados, ratos, puxadores e afins.
  • Arejamento dos espaços interiores, com especial cuidado para salas de aula, no caso das escolas.
As normas, no entanto, continuam contraditórias e vou só dar um exemplo sob pena de transformar este texto em coisa muito aborrecida de ler. Nas imediações das escolas estão proibidos os ajuntamentos de mais de quatro pessoas mas dentro das salas de aula já podemos ter vinte e oito ou trinta alunos, sentadinhos lado a lado, numa bolha que por sua vez se multiplica por vinte e oito ou trinta bolhas de diferentes freguesias, mais a bolha do professor. E espera-se que façam os seus lanchinhos todos juntos, lá está, na agora chamada bolha-turma, coisa impossível e proibida de fazer se for em interior de restaurante ou mesmo na esplanada ao ladinho da escola.

Ora porra!

Como diz António Costa, é certo que a escola não transmite o vírus mas, acrescento eu, também é certo que nas actuais miseráveis condições de segurança, preparadas com "tanto tempo" de antecedência pelo nosso inenarrável ministério da Educação, as dezenas, centenas ou mesmo milhares de pessoas que todos os dias entram e saem de uma escola podem transportar o coronavírus para o seu interior e isto tem tudo para dar coisa feia de se ver. 
Ora, foi exactamente esta parte que ficou omissa no discurso demagógico do nosso primeiro.
Espero estar enganada... mas daqui a duas ou três semanas falamos.

 
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