quinta-feira, 28 de abril de 2022

1, 2, 3... Feito!

Auto-Retratos Crochetados - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

1, 2, 3... Feito!

Pega-se na tradição, mistura-se um pouco de inovação... et voilá!

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Toys by Oksana Shvedenko

Toy by Oksana Shvedenko e Jóia de Luz II - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Magalhães

Toys by Oksana Shvedenko 

A Oksana Shvedenko estabeleceu-se aqui mesmo em Amarante depois de um longo périplo de fuga que a trouxe da Ucrânia, da região de Odessa, a esta bela e pacata terra que é a nossa e que passou a ser também a dela e a da sua família mais próxima e mais alargada. Deste núcleo familiar alargado fazem parte onze pessoas, de uma avó a um bebé de 10 meses, que não querem ficar paradas, que querem continuar a trabalhar, que querem continuar a estudar e em que existem duas crianças pequeninas e três adolescentes que aspiram à integração total muito embora tenham uma enorme barreira a transpor, para além de todas as outras, e que é a barreira linguística, que nenhum deles domina. Valha-nos o inglês... e o Google Tradutor. 

A Oksana adora fazer crochet e sabe fazer estes belíssimos e macios bonecos que são uma verdadeira perfeição e lindos de morrer.

E aceita encomendas, no imediato de coelhinhos, nas cores que desejarem.

Slava Ukraini!  Que é o mesmo que dizer "Glória à Ucrânia"!

Aqui vos deixo os contactos para que possam fazer as vossas encomendas, se assim o desejarem:

https://instagram.com/toys_by_oksana_shvedenko 

https://www.facebook.com/Oksana-Shvedenko-589147021438032

terça-feira, 5 de abril de 2022

Mulheres da Rua

 

Crochet - Composição com pegas de Cozinha
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Mulheres da Rua

Voltamos!

Nota - Pilhas de pegas da autoria de Filomena Rodrigues.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Elisabete

 

Elisabete - Feira Medieval - E.B. 2/3 de Amarante 

Fotografia de Lucinda Leite 

Elisabete 

No dia 21 de Julho de 2007, estando eu colocada na ESA, escrevi um texto neste blogue intitulado "Elisabete" e que passo a transcrever:

"O meu relacionamento com a Elisabete começou no ano lectivo de 2001/2002 aquando da minha colocação na E.B. 2/3 de Amarante. Claro que já a conhecia daqui de Amarante, que isto é uma terra pequena, e também já tinha trabalhado com ela nesta mesma escola, mas o meu relacionamento/conhecimento com esta escorpiona interessante vem só, volto a frisar, de 2001. 

Aprendi a observar e a admirar o seu trabalho, na direcção da E.B. 2/3, onde desempenhou os cargos de braço direito e esquerdo do Magalhães, chefe máximo dessa escola. Todos estes anos a vi ocupando o seu posto, dando o litro por uma Escola com um ambiente por vezes nada fácil... e eu sei do que estou a falar pois "vivi" lá três anos da minha vida. E devo confessar aqui, publicamente, que vivi lá três anos de pura felicidade profissional e que a Elisabete também contribuiu para isso. A E.B. 2/3 de Amarante foi a minha segunda casa e nunca me furtei ao trabalho que se estendia, por vezes, muito para além do serviço lectivo. O ambiente familiar que lá encontrei e que contrastava enormemente com o ambiente frio e até hostil que deixara para trás, na Escola Secundária de Amarante, deixaram-me surpreendida e senti-me aconchegada numa das escolas por onde passei como estudante e onde estava agora como docente. Essa tranquilidade e aconchego profissional encontrei-o na Elisabete (também no Magalhães, mas agora não vou falar dele) sempre disponível para quem chegasse, sempre disponível para encontrar a melhor solução para a "sua" Escola. 

Admiro-a muito pela sua capacidade de trabalho, pela sua generosidade, pela sua correcção, pelo seu respeito pelos outros e falo assim dela porque não só a conheço profissionalmente como também particularmente e porque sei do que falo. 

Por tudo isto estarei sempre em dívida com ela, e agora que ela está de saída da direcção da E.B. 2/3, e nesta hora da "derrota", aqui lhe deixo a minha admiração e aqui lhe tiro o meu chapéu!  

É agora, Elisabete, que vais ter tempo para construir blogues e páginas web e tudo aquilo que desejares... e vamos ter mais tempo para nos encontrarmos e para pormos a escrita em dia. E eu estou sempre aqui para o que precisares. 

Obrigada pelo teu exemplo e beijão muito grande duma escorpiona para outra!" 

Entretanto os anos passaram, voltei a conviver com a Elisabete Professora e, posteriormente, e de novo, com a Elisabete Membro Insubstituível da Direcção. Agora, na hora do seu mais do que merecido repouso da arena em que se transformou a Escola Pública, repito, ponderando muito bem as palavras e agora por escrito e com tudo o que elas encerram e com tudo o que está implícito nesta aparente singela frase: 

"Não sei o que vai ser de nós sem ti"

sexta-feira, 1 de abril de 2022

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Do Escarro, do Vómito a S. Gonçalo em Dia de S. Gonçalo

Fotografia de... ?
Interior da Igreja de S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de coronel Artur Freitas

Do Escarro, do Vómito a S. Gonçalo em Dia de S. Gonçalo

Hoje não é dia de posts fofinhos, de dia de sequilhos e de sequilhinhos à conta do Dia de S. Gonçalo. Hoje, para Amarantino/Amarantina que se preze de o Ser, é dia de profunda indignação e tristeza face ao absurdo de um atentado estético, cultural, religioso... perpetrado por gente bárbara que abunda quantas vezes disfarçada pelas peles de cordeiro que veste e que, infelizmente, ocupa e enxameia os lugares decisórios da Nação. 

Onde antes existia equilíbrio, espiritualidade e paz, tantas vezes por mim procurada dentro da Igreja de S. Gonçalo, hoje existe um vómito, um escarro que atrai o nosso o olhar e o deixa perturbado até ao tutano.

Irei lá, uma última vez, quando a Igreja de S. Gonçalo abrir aos comuns dos mortais, hoje foi só uma apresentação por convite após as tão necessárias obras de conservação e restauro, para registar a vergonha de um altar e afins, em mármore lavrado, horrendo, porque completamente descontextualizado. 

E não pretendo voltar a entrar naquele espaço que eu já senti inteiramente meu, espiritual, equilibrado, harmonioso, tão mas tão belo e que eu respeitava profundamente.

Relativamente à gente bárbara que abunda quantas vezes disfarçada pelas peles de cordeiro que veste e que, infelizmente, ocupa e enxameia os lugares decisórios da Nação, só lhes queria relembrar que estão por aqui apenas de passagem e que de nada são donos.

E dou a palavra à Conferência Episcopal Portuguesa Lisboa, em texto surripiado ao senhor Coronel Artur Freitas a quem agradeço a sua intervenção e a luta constantes pela preservação de um património que é de nós todos e que está a ser abastardado como o raio que o parta.

Ámen!

Um parêntesis... o mármore está a virar moda por aqui?!!! 

Conferência Episcopal Portuguesa Lisboa, 14 de Maio de 1990 

5. COOPERAÇÃO DA IGREJA E SOCIEDADE CIVIL NO QUE RESPEITA AO PATRIMÓNIO ECLESIÁSTICO 

O duplo interesse e o duplo dever – das entidades e órgãos de soberania da sociedade civil, por um lado, e da Igreja e seus responsáveis (sacerdotes, religiosos e leigos), por outro – exigem cooperação e concertação. Não se compadecem com bloqueios no diálogo, nem com medidas administrativas unilaterais. 

Qualquer tentativa de suprimir o papel de alguma destas instituições responsáveis é contrária ao processo social de criação do património eclesiástico e ao seu significado perene, tanto na perspectiva da função evangelizadora e pastoral da igreja, como na óptica de se tratar de um elemento culturalmente relevante para a sociedade civil. Da incorrecta valorização do património, no mais amplo sentido (defesa, salvaguarda, promoção, fruição e criação), todos hão-de sentir-se culpados.  

A Igreja, e em primeiro lugar os seus pastores, devem reconhecer, em alguns casos, deficiente organização, falta de actualização, insuficiente educação do gosto estético, de onde resultaram por vezes obras do património eclesiástico recente que não sendo genuínas formas da arte popular, são pura e simplesmente de mau gosto. Aceitando estas e outras culpas, não se fica diminuído, antes se abre caminho a uma renovada consciência da importância do património histórico-cultural e ao que é necessário fazer para sua defesa, dentro da Igreja e em colaboração com o Estado e a sociedade. A criação de novo património, tal como a conservação, restauro, inventariação, segurança, exibição e valorização do antigo, requerem técnicas da maior qualidade e actualidade, para que os lugares destinados ao culto e à catequese, e também a outras acções de tipo sócio-caritativo, sendo embora simples como se impõe, primem pelo bom gosto. Diz, a este respeito, a Instrução Geral do Missal Romano: “Procure-se que, mesmo nas coisas de menor importância, se respeitem integralmente as exigências da arte e que uma nobre simplicidade ande unida à necessária limpeza”. 

A perfeita adequação do património eclesiástico aos valores da expressão religiosa terá de ser garantida, em primeiro lugar, pelos próprios artistas e pelo povo que frui o património e, com particular responsabilidade de orientação, pelos bispos e pelos sacerdotes, seus cooperadores. 

Muito resta, todavia, por fazer. É preciso, por conseguinte, que os leigos cristãos assumam, nas paróquias e nas dioceses, bem como no plano nacional, uma participação activa na defesa do património cultural, vencendo uma certa passividade ou a errada ideia de que esta matéria seria estranha às suas preocupações fundamentais. 

7. ALGUMAS ORIENTAÇÕES PASTORAIS MAIS CONCRETAS 

Se a todos pedimos precaução, particularmente a solicitamos aos responsáveis pelos edifícios classificados. Diversas cautelas deveríamos ainda apontar, mas só outra juntamos aqui, porventura das mais prementes: a prudência, o respeito e o cumprimento das normas estabelecidas, sempre que seja necessário proceder a restauros e melhoramentos. Esta é uma das ocasiões que originam maior perca de património; este é também um dos momentos em que mais se evidencia o senso, o bom gosto e a cultura de um pastor. 

Lisboa, 14 de Maio de 1990


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

A "Arte das Rotundas" que Tanto Faz Decapitada Como Por Decapitar

 

Amarante em Navegação à Vista
Fotografias de Coronel Artur Freitas

A Arte das Rotundas que Tanto Faz Decapitada como Por Decapitar

Por aqui navega-se à vista. Hoje, a "Arte da/na Rotunda", apelidada por aqui de Rotunda do Penso Higiénico a que Só Faltam as Abas", foi decapitada. Vai daí, tiraram-lhe umas fatias em altura já que verdadeiramente tanto faz assim ou assado, frito ou cozido, estufado ou grelhado... e quanto mais, os recursos económicos são mesmo para esbanjar, certo?

Um dia destes poderão cortar em altura um quadro comprido do Amadeo... sei lá para o deixar mais quadrado?

Ou mudar a escala e as dimensões de um Mercado Municipal da autoria do senhor arquitecto Januário Godinho?

Tanto faz. A massa crítica que já existiu por aqui em força está moribunda.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Amarante - Novo Roteiro Turístico - A Arte nas/das Rotundas


Amarante - Novo Roteiro Turístico - A Arte nas/das Rotundas
Fotografias de Anabela Magalhães

Amarante - Novo Roteiro Turístico - A Arte nas/das Rotundas

Era uma obra fundamental para a cidade e os munícipes amarantinos estavam em mais do que em pulgas para torrar aqui uns bons milhares de euros, isto a confiar nos comentários que vou escutando aqui e ali entre gargalhadas de pura felicidade.

O país é riquíssimo, é um facto, e o município de Amarante é-o particularmente já que está no top ten dos municípios mais ricos do país. Para além do mais, tem tido um desenvolvimento consistente e seguro, há oportunidades de emprego a jorrar como a água de uma fértil nascente, os estaleiros de obras públicas trabalham ininterruptamente criando emprego muiiiiito especializado e despejando milhões e milhões numa valorização da cidade jamais vista aqui pelos pategos locais.

A obra de arte que hoje partilho com os meus leitores permite um trilho turístico circular, super ecológico com os canos de escape dos milhares de carros que por ali passam ao dia a libertarem puro oxigénio e em que nenhum pormenor foi descurado muito menos a circulação pedestre pois há passadeiras devidamente sinalizadas à volta da obra de arte, da qual desconheço o autor, da qual desconheço o nome da peça... se é que o tem. 

Como eu gosto de ter a certeza sobre o que escrevo, para não correr o risco de ser injusta e porque não me agrada emprenhar pelos ouvidos, fui hoje mesmo apreciar, em êxtase, esta obra de arte maior que muito valorizou a cidade de Amarante que tem agora mais outro verdadeiro polo de atração que meterá o centro histórico num chinelo não tarda nada... e informo-vos que a minha grande dificuldade não foram os carros a circularem a rotunda mas sim os turistas, às resmas, a dispararem, igualmente em êxtase, as suas máquinas fotográficas para levarem consigo, por certo junto do coração, uma obra de arte nunca vista por aqui, nem mesmo por ali ou mesmo por acolá. O enquadramento da obra de arte também não podia ser melhor já que esta zona é de um equilíbrio e elegância que até dá dó... no bom sentido, claro está!

E pareceu-me bem esta homenagem ao calhau mármore. Amarante, terra de mármore, ainda não tinha uma obra de arte de homenagem a uma arte - do trabalho do calhau mármore - que dignificasse de facto este sector que tanta prosperidade tem trazido à cidade.

Muito obrigada, políticos amarantinos que recentemente voltaram a ganhar a câmara de Amarante! Muito grata estou igualmente a todos os amarantinos que souberam contribuir para esta vitória.

Bamos lá, Amarante Princesa do Tâmega! Bamos! No bom caminho estamos!

Nota - Só não percebi os comentários que por aí já circulam de fazer desta obra de arte um mictório excelente porque muito abrigadinho para vários urinarem ao mesmo tempo sem confusões nem misturas de jactos.

domingo, 28 de novembro de 2021

Receita de Reaproveitamento de Crochet

Almofada de Crochet - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Receita de Reaproveitamento de Crochet

Pegue carinhosamente num conjunto de três peças de crochet feito pelas mãos delicadíssimas da sua... neste caso da minha mãe.

É certo, estas três peças nunca tiveram nem nunca terão vida útil nos poucos móveis que vestem os interiores da maioria das casas da actualidade, mais práticas e mais descomplicadas: não tenho nem nunca tive mesa de sala de jantar para a peça mais comprida, muito menos dois aparadores para as peças mais curtas, todas a acabar em froquinhos.

Vai daí juntei as peças, desfiz o que foi necessário desfazer, refiz o crochet com o maior respeito por quem o criou e dei-lhes uma nova vida que agora me aconchega os dias na Serra da Aboboreira.

Et c`est tout! Por agora. Apenas uma partilha de manualidades terapêuticas... minhas.

sábado, 27 de novembro de 2021

Luis Betão

 


Luis Betão

Eu chamo-lhe o lobby do calhau, o tal que "influencia", e muito, praticamente todas as autarquias portuguesas, segundo alguns verdadeiros antros de corrupção por excelência.

Ora aqui fica uma modesta contribuição/sugestão para o Outono/Inverno a implementar já nesta época natalícia que se avizinha a passos largos.
Chiquérrimas, certo? E a valerem o seu peso em ouro.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Amarante - A Cidade que Já Vomita o Intoxicado Calhau

Amarante - A Cidade que Já Vomita o Intoxicado Calhau

Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante - A Cidade que Já Vomita o Intoxicado Calhau 

E agora analisemos o Largo de S. Pedro, a horrenda obra religiosa realizada em pleno espaço público, a expensas públicas, espaço laico, portanto, obra inconstitucional, portanto... ou será a horrenda obra pública feita em conluio com a paróquia cá do sítio em pleno espaço laico e público, inconstitucional, portanto... 

Tanto faz. O que me interessa aqui focar é que também aqui a cidade já vomita o intoxicado calhau e que nem ela gosta dela própria... assim... nestes preparos que esta praça não merecia de todo.

E até se fala por aqui à boca cheia que esta é uma das maldições de S. Pedro já que nem ele gostou do que lhe fizeram à praça e vai daí começou logo por provocar uma valente cacetada na cruz de pedra que veio por ali abaixo aos trambolhões só parando escaqueirada no chão abastardado desta praça granítica.

A cruz nunca mais foi a mesma... o chão granítico também não.

E depois deu-se o caso do padre da minha paróquia, e por quem eu tenho muito respeitinho, que foi o primeiro a estatelar-se ao comprido em pleno novíssimo e hiper, super, mega horroroso Largo de S. Pedro... partindo inclusivamente os óculos, o que, neste caso, foi uma bênção divina já que, sem eles, ficou pitosga e deixou de ver o escarro em que se esparramou.

E pronto. Por agora é tudo. O Largo está belo - os carritos aos molhos tapam tudo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Amarante - A Cidade que Já Vomita o Intoxicado Calhau

 

Com os pés bem assentes no chão - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante - A Cidade que Já Vomita o Intoxicado Calhau

As fotografias são do passado Domingo e mostram apenas alguns exemplos de um chão atolambado que se vomita a ele próprio, soltando lascas aqui, esburacando-se acolá, com que o coração do burgo foi brindado em tempos que já lá vão e em que o ps era o todo poderoso aqui do sítio. As fotografias são "apenas" do Largo de S. Gonçalo e da Rua 5 de Outubro, "apenas" o nosso centro nevrálgico da cidade, aquele que todos procuram para as fotografias da praxe.

O anterior presidente chegou ao fim do mandato arrogante que nem sei e o de agora vai pelo mesmo caminho do "Aqui quem manda sou eu!" e toca de o imitar plantando mais e mais granito por tudo quanto é sítio da cidade... ai os escarros que por aqui já estão plantados e que até me doem na alma! 

Para isso destrói-se, para se "alindar" de seguida, jorrando milhões que cheiram a podre e a coisa putrefacta num país de pelintras e onde é fácil calar as vozes que poderiam ser discordantes acenando-lhes com o vil metal.

E assim estramos por aqui. Amanhã vou fotografar o fedorento calhau do Largo de S. Pedro. 

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Costura e Bordados Criativos com Tecidos


Costura e Bordados Criativos com Tecidos - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Magalhães

Costura e Bordados Criativos com Tecidos

Arranje pequenos pedaços de tecidos, estes são todos muito queridos porque correspondem a uma época muito feliz e de muito trabalho na minha vida, com texturas e cores variadas e misture-os a gosto. 

Una-os com pontos diversos, neste caso usando uma agulha muito especial... de coser o porco, pois então!

E faça o que lhe apetecer - tapetes, almofadas, quadros para colocar nas paredes...

Aqui lhe deixo um pequenino tutorial... com pequeno barulhinho da minha Jóia de Luz Dois.

O Poder Mágico de Uma Autarquia - Amarante Prostituída e Abastardada

Amarante Prostituída e Apimbalhada - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

O Poder Mágico de Uma Autarquia - Amarante Prostituída e Abastardada

Amarante não é nem nunca foi uma cidade escancarada/escarrapachada aos seus moradores, muito menos a quem nos visita, muito menos ao Mundo.

Amarante é como uma cebola que se (re)descobre por camadas finas umas em cima das outras, que se descascam lentamente saboreando cada camada, possibilitando (re)descoberta atras de (re)descoberta... o casario multicolor e belo, um grande tanque aqui rodeado de laranjeiras que encharcam a rua principal com o seu maravilhoso, forte e doce aroma, uma quelha feita de escadas toscas e gastas acolá e que desce até às margens arborizadas do rio, uma ruína em tempos casa habitada e cheia de vida, um campo de papoilas vermelhas espampanantes que acompanham as águas do rio por breves momentos, o arvoredo que se pinta de todas as cores em pleno Outono e se despe plenamente na estação seguinte, de repente um varadim feito de vistas magníficas e momentaneamente desafogadas sobre o rio que logo de seguida se esconde, qual princesa púdica que se deixa explorar devagar, devagarinho, muito devagarinho mas só para quem a merece em maravilhosas esplanadas viradas para o rio, em descidas exploratórias até ao rio.

Quem não entende este lugar feito de múltiplas magias, e quer ao fim da força mudar o carácter da cidade escarrapachando-a a todos os que por aqui habitam e passam, não a entende minimamente e também nunca a entenderá quando se dá à ignorância/arrogância de atirar para cima dos Amarantinos de Gema uns "Ninguém gosta mais desta cidade do que eu!" deixando-me a pensar... pois pois, nota-se!

Acabadas todas as obras megalómanas que dominam todos os cantos do centro histórico deste velho e pergaminhado burgo, acabado o último mandato dos políticos que governam esta cidade... o que restará da velha e digníssima Vila que viu nascer tantos vultos maiores que os políticos apregoam por tanto lado, servindo-se deles?!

Confesso-me mais preocupada que nunca.

 
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