Memórias de Lutas Prolongadas - Recordações do Dia 24 de Maio de 2023 e Afins
Ontem foi um dia importante mas, este ano, calhou em Santo Domingo e eu tenho mais o que fazer do que relembrar dias inqualificáveis que ainda hoje se repercutem na minha saúde física, mental e financeira.
Ontem passaram exactamente três anos sobre a ameaça por parte da senhora directora, em voz alterada e elevada, à frente de todos os professores presentes na sala de secretariado de exames, de abrir um processo disciplinar contra mim.
A ameaça cumpriu-se e, depois de muitas peripécias que muito darão ainda que falar, fui condenada pelo ministério que devia ser da Educação a uma pena suspensa que entretanto já se escafedeu.
Acontece que, entretanto, recorri, pela segunda vez na minha vida! e ninguém merece duas destas!!!!!!, para o Tribunal Administrativo, aguardando eu, deitada, que cheguem novas da Justiça.
Pelo caminho o senhor inspector considerou o meu caso tão mas tão grave que, depois de pedir a opinião à senhora directora e tendo ela concordado, eis que entra uma queixa contra mim no Ministério Público como se eu me assemelhasse sei lá a um Sócrates ou Salgado... mas sendo eles os donos disto tudo.
Já dei com os costados no Tribunal de Amarante por duas vezes, o tribunal que eu conheço desde pequenina mas nunca por dentro e muito menos como arguida.
Amanhã será dia de conhecer outro, agora o de Penafiel, onde entrarei acompanhada pelo meu advogado de crime, sem medo e de consciência tranquila dê isto para o que der.
Darei novas... se puder, quando puder. Direi só que o meu caso é demasiado bgrave para eu o levar com leveza.
Fiquem todos muito bem. E, protegida e blindada pela Medicina no Trabalho, voltei à escolinha... com os nervos em franja mas capaz de sobreviver... por enquanto.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
Provas de Aferição - Concelho de Amarante
Hoje marcamos pontos em todas as escolas de Amarante onde se iriam realizar provas de aferição. E por unanimidade, pois a contabilidade é de zero provas de aferição realizadas das marcadas para o dia de hoje.
Eu nem cheguei a efectivar a minha greve. Presente às 8:30 como habitualmente, assinalei a minha presença no Inovar e dirigi-me, à hora prevista, à sala do secretariado. Estando como suplente, e não se realizando provas por estarem em greve coadjuvantes, não foi necessário que, à minha chamada hipotética, como suplente eu informasse que entrava em greve pois nem chamadas houve.
Pelo caminho fui destratada, mas isso são outros quinhentos.
Escolinha aqui vou eu...
quarta-feira, 24 de maio de 2023
A Greve às Provas de Aferição com Trampolinices pelo Caminho
A Greve às Provas de Aferição com Trampolinices pelo Caminho
Como todos sabem, há uma greve marcada a todo o serviço que envolve as Provas de Aferição - serviço de secretariado, serviço de vigilâncias para efectivos e suplentes, serviço de coadjuvâncias e que abrange mesmo a correcção destas mesmas provas que estão a meter água a torto e a direito, deixando alguns alunos briosos do seu trabalho numa pilha de nervos quando os senhores professores resolvem não aderir à greve.
Estando eu convocada como suplente para as vigilâncias, eu posso aderir, ou não, a esta greve, segundo as minhas circunstâncias, as minhas convicções, os meus apetites, as minhas vontades, até segundo as minhas estratégias ou o que for, e posso, até diria, e devo, apenas entrar em greve se me chamarem para substituir alguém que está ou não a cumprir a greve.
Imaginemos que um efectivo avisou os serviços administrativos ou a direcção que está a faltar porque está de diarreia súbita sentado numa sanita. Nesse caso, o suplente que não está disposto a fazer greve deve substituir o que está a sofrer de diarreia súbita, mas já não o deverá fazer se o vigilante efectivo está a faltar porque aderiu à greve. E, na falta de informações específicas sobre a falta de determinado docente, havendo uma greve marcada, os serviços devem presumir que o docente em falta está a cumprir a greve.
Agora vejamos o caso de hoje, passado com moi même, na escolinha.
Hoje não necessitei de entrar em greve já que a prova de aferição foi bloqueada pela greve de dois professores coadjuvantes. E ponto final. Mas eu não faltei seja ao que for pois só faltaria, ou seja, só entraria em greve, no momento em que fosse chamada para substituir algum docente vigilante efectivo a sofrer de diarreia súbita ou a cumprir greve. O que não aconteceu.
Se por hipótese fosse dada a ordem de substituição de um docente em greve, neste último caso, enquanto delegada sindical, telefonaria de imediato para a GNR, para que estes pudessem levantar um auto e tomar conta da ocorrência - aproveitei ontem o meu furinho no horário para me deslocar ao posto da GNR no sentido de os colocar de sobreaviso para o caso de ser necessário... aliás eles já estão familiarizados com a coisa pois a coisa já aconteceu na Escola Secundária de Amarante e foi a grande confusão.
Isto está bonito, está! Pois hoje foi-me dada ordem de saída da sala do secretariado porque, supostamente, eu estaria a fazer greve e, pelos vistos, qual docente com alguma doença infecto-contagiosa, o meu lugar não era ali... mas eu nem precisei de aderir a esta greve porque não foi necessário. Pelo caminho ainda fui ameaçada de levar com um processo disciplinar.
E estamos nisto. E isto está bonito, não está?






























