segunda-feira, 17 de junho de 2019

Ops! Professora Rasteirada

Fotografia Quase Premonitória - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Ana Passos

Ops! Professora Rasteirada

Confesso que nunca antes aluno algum tinha feito uma qualquer rasteira a esta professora... só que, completamente sem saber ler ou escrever, eis que um aluno, meu, que se note!, passa-me uma senhora rasteira durante o último baile de finalistas, ocorrido na passada sexta-feira.
A história conta-se rapidamente.
Esta professora passou a noite a dançar, relembrando épocas aureas de discoteca, ocorridas nos anos 70, 80 e mesmo 90, aproveitando assim a oportunidade para tirar a barriga de misérias no que a bailaricos e danças improvisadas diz respeito.
Ora, a aproveitar aproveita-se tudo e, confesso, já a noite ia alta, aproveitei para trabalhar um pouco na logística da festa, ajudando... mas sempre dançando, nada de confusões!, arruma loiça suja, coloca garrafas vazias, guardanapos de papel e restos de decorações espatifadas nos contentores do lixo... e ia eu a atravessar o central, sempre a dançar que a música pedia, e eis que um aluno, de costas para mim e em grupo animado, estica o pé para trás, o que equivale a dizer que coloca o pé mesmo à frente de um dos meus e eis que temos um contacto imediato de 1.º grau que me fez percorrer uma boa parte do central em equilíbrio instável e quase quase a bater com os queixos... e o resto!, no chão.
Não sei como não me estatelei, esbracejando, tentando recuperar o meu equilíbrio perdido, com a rasteira daquele aluno que, entre risos e atrapalhações de oooohs e pedidos de desculpa muitos eu escutava nas minhas costas enquanto quase limpava o chão do central com o meu brilhante vestido, a cara e eu sei lá o que mais.
As minhas colegas, que puderam apreciar a cena de camarote, dizem que foi memorável... eu quase estatelada... ops! segura-te Anabela Maria! eu de novo quase estatelada... e eu de novo quase quase completamente  esparramada... e ops!... a professora rasteirada lá consegue reencontrar o seu equilíbrio perdido sem necessidade de lamber o chão que pisa, isto depois de alguns metros de aflições.
Foi obra! E acho que a tenho de agradecer ao Nuno Queirós e ao João Carvalho. Sem eles... ops!... não sei mesmo o que teria sido de mim...

Amarante Demolida

Vista sobre o Seixedo - S. Gonnçalo - Amarante
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Amarante Demolida

Esta é uma Amarante que não volta mais. Densa, velha, decrépita, por vezes devoluta, esta era a Amarante da minha infância e juventude. Infelizmente, foi demolida. Desta zona só se safou mesmo o Solar dos Magalhães por nós apelidado de Pardieiros.

domingo, 16 de junho de 2019

GRILAS E HORTELÃ-PIMENTA


GRILAS E HORTELÃ-PIMENTA 

A palavra a Costa Carvalho

*Aos meus filhos, netos e bisneto 

Estranha coisa era aquela de os fedelhos cheirarmos à hortelã-pimenta do Tâmega, rio de que a vila dizia sermos nascente e afluentes.
À torreira embriagadora do vinho novo que era o sol de Junho, rabiávamos pelos muros, como sardaniscas, fatiando-lhes o musgo para a cascata do S. João. Púnhamos os torrões com verdura a beberricar nas poças de água e descascávamo-nos, acabadinhos de voltar a nascer para um outro mundo: o nosso!
Tarzans trinca-espinhas, pinchávamos de galho para galho das árvores nossas amigas da brincadeira, caindo de braços e risos abertos no fresco lençol de água acabado de lavar com sabão azul de Marselha.
Éramos de uma aberrante felicidade, num mundo em guerra!
Mas também tínhamos as nossas desavenças, só por causa de fazermos pouco das nossas grilas. E eu não gostava nada. Tinha que intervir a Isabel Lavadeira:
- Oh! E o menino a ligar. É só para o atezanarem. Vai aparecer quem..
- Quem o quê, Isabel?
Revirando os olhos para o céu azul-ferrete, a lavadeira respondia, persignando-se:
- Santa inocência!
- É quem vai aparecer?
Finda a escaramuça, deitávamo-nos de papo para o ar, olhos fechados e bocas cosidas. Os meninos não pedíamos mais nada à vida.
E a Vida, toda enroscadinha nos meninos, connosco adormecia, também ela contente da vida.
Lá longe, os homens matavam-se uns aos outros!

Jóia de Luz - Trabalhos em Curso

Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Jóia de Luz - Trabalhos em Curso

Muitos. Feitos em parceria entre mim e a Jóia de Luz. Porque o respeito pela Natureza também se ensina com pequenos gestos e também assim se educa.
Aqui, nada se perde, tudo se transforma.

sábado, 15 de junho de 2019

Dia Mundial do Vento


Dia Mundial do Vento

Este é meu.

Baile de Finalistas

Baile de Finalistas -S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Artistas Vários

Baile de Finalistas

E é mais um ciclo que se completa, uma nova duna transposta e já novo desafio se vislumbra, para eles e para nós, no horizonte.
Eles partem e deixam para trás um espaço físico que foi deles durante cinco anos, onde entraram tão mas tão pequeninos e de onde saem adolescentes feitos, alguns já mais altos do que nós que fomos/somos seus professores.
Eles partem e deixam, inevitavelmente, os seus professores para trás, muitos no espaço físico de sempre, que é este que tem de ser Home para cada um de nós enquanto nele habitarmos.
Este é o ciclo da Vida que se confunde com o ciclo da História - chegaram-nos às nossas salas de aula há 3 anos atrás, partem agora, um dia destes, bem diferentes, bem mais crescidos, mais apetrechados, mais maduros, mais altos, mais seguros, mais conscientes, mais solidários, mais arrojados, mais capazes... espero que todos mais livres e felizes.
A festa de ontem, integralmente preparada por esta leva de finalistas, surpreendeu-me pela positiva - bem organizada, esmerada, notou-se a preocupação de todos para que esta festa fosse memorável para cada um de nós. E foi. Da rainha e do rei eleitos Reis do Baile que, confesso, deixaram-me comovida, às actuações, aos presentes oferecidos, à alegria e boa disposição que foi sempre apanágio de todos os presentes, aos abraços apertadinhos e aos beijinhos trocados entre nós... este Baile de Finalistas não será esquecido e estes alunos/alunas também não.
Por mim, confesso que o que mais me alimenta a alma é mesmo olhar para elas e para eles e ver os sorrisos rasgados de orelha a orelha estampados nas suas caras e o brilho incrível nos seus olhos, ávidos do que virá a seguir.
Vá... ide lá... experimentai novos percursos, envolvei-vos em novos projectos, aceitai novos desafios... com uma certeza - nós permanecemos aqui, uma e outra vez, seremos para sempre os vossos professores.


quinta-feira, 13 de junho de 2019

A Palavra a Santana Castilho


A Palavra a Santana Castilho

"5. O Parlamento decidiu aumentar o salário dos juízes dos tribunais superiores, os quais, a partir de agora, poderão ganhar mais do que o primeiro-ministro. Ao fazê-lo, retirou legitimidade moral e ética à retórica da contenção salarial. Com efeito, é inaceitável, no domínio dos princípios constitucionais, que as carreiras das classes profissionais sejam tratadas em função da expressão numérica que as caracteriza, falemos de professores, militares ou outros portugueses. E é revoltante que se diga (deputado Fernando Anastácio, apresentador e defensor na AR da proposta socialista, casado com uma juíza, por coincidência do destino relatora do acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa que absolveu Maria de Lurdes Rodrigues da inicial pena suspensa de três anos e meio de prisão e, por graça de Deus, pai do jovem Pedro Anastácio, membro do secretariado nacional da Juventude Socialista, envolvido, por inveja dos homens, na decantada polémica do familygate do PS), no caso dos juízes, tratar-se tão-só de repor um direito que já existiu, enquanto se ignora, no caso dos professores, o que uma lei em vigor dispõe. Tudo no mesmo Estado, dito “de direito”. Aos professores e ao direito o PS disse não e chantageou-os com a demissão. Aos juízes e aos costumes de conveniência disse sim e curvou-se servilmente. Pelo menos, ficou ainda mais clara a densidade da ética republicana deste PS."

Nota - Pode ler o artigo na íntegra, clicando aqui.

Quem Quer Ser Professor? (em Portugal)


Quem Quer Ser Professor? (em Portugal)

A reportagem é excelente e merece ser escutada. Só lamento que não venha acompanhada de imagens que me permitam associar as caras aos corajosos depoimentos.
A "espécie" estará à beira a extinção?
Quem salva esta profissão que está na base de todas as outras?
Clique aqui.

Listas de Progressão ao 5.º e 7.º Escalões


Listas de Progressão na Carreira - 5.º e 7.º Escalões

Para consultar as listas, clique aqui.
Quanto às vagas... são de apenas 632 vagas. Até por aqui se desmantela as patranhas espalhadas aos quatro ventos por políticos e comentadeiros profissionais... isso, da patranha nacional relativa aos professores portugueses a quem urge decapitar, sim, as cabeças mesmo!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O Outro Discurso de João Miguel Tavares no 10 de Junho


O Outro Discurso de João Miguel Tavares no 10 de Junho 

Afinal havia outro. outro discurso. Igualmente importante. Já li das coisas mais incríveis sobre o teor do primeiro discurso feito por João Miguel Tavares, em Portalegre. Que era fascista, colonialista e eu sei lá mais o quê que elas já foram tantas e eu, farta de reler o dito discurso, nada lá encontro de semelhantes aberrações.
Retiro um extracto do segundo discurso que pode ler na íntegra se clicar aqui. Foi proferido no Mindelo e, a crer na notícia, parece que atrapalhou dois presidentes.

(...) Há apenas 45 anos Cabo Verde era ainda parte de Portugal. Estarmos aqui hoje, menos de meio século depois, numa cerimónia como esta, quando há gente ainda viva que lutou pela independência e sofreu pela sua ausência, demonstra a todos, portugueses e cabo-verdianos, que profundos são os laços que se criam e desenvolvem entre os povos, mesmo quando manchados pela escravatura, pelos trabalhos forçados ou pelo racismo.
Estamos juntos apesar do nosso passado. E estamos junto por causa dele.
Aquilo a que chamamos colonialismo tem implicações mais profundas do que a violência sobre os corpos. É também uma violência sobre a memória, com gerações e gerações condenadas ao esquecimento, porque a História que sobrevive é sempre a história do dominador e não a história do dominado. Erguer um novo país implica quebrar esse monopólio da memória e reconstruir tudo: criar uma História própria a partir de frágeis fragmentos; procurar uma identidade autónoma por debaixo dos escombros de um regime opressivo. (...)

Convite - "Cá no Marão Mandam os que Cá Estão"


Convite - "Cá no Marão Mandam os que Cá Estão"

Aqui vos deixo o convite para a exibição deste documentário intitulado "Cá no Marão Mandam os que Cá Estão". Dia 29 de Junho, pelas 17h30, na Casa da Granja, em Amarante.

Amarante


Amarante

Lateralmente em destaque e por boas razões. Neste caso porque foi cenário desta novela agora premiada. Confirme aqui.

terça-feira, 11 de junho de 2019

FENPROF - Esclarecimentos ME - Recuperação do Tempo de Serviço


FENPROF - Esclarecimentos ME - Recuperação do Tempo de Serviço

Aqui deixo a missiva, retirada da página da FENPROF.


Reunião no ME esclarece alguns aspetos da recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias

A reunião realizada hoje entre a FENPROF e os responsáveis do Ministério da Educação permitiu esclarecer alguns aspetos relativos à recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias de serviço que, para os professores, deverão ser considerados como a primeira recuperação de um total de 9 anos, 4 meses e 2 dias de que não poderão abrir mão.
Ainda assim, desta reunião saíram esclarecimentos que, agora, deverão ser enviados às escolas:
  1. Quem optar pela modalidade prevista no DL 65/2019 (faseamento) não perderá tempo de serviço, pelo que, a não utilizar todos os dias previstos em cada momento no escalão em que se encontra, o remanescente será recuperado no seguinte;
  2. Relativamente ao nº 3 do documento “Perguntas Frequentes”, referente a docentes que ingressaram na carreira no período de congelamento, o tempo de serviço a recuperar terá como referência o momento do início de funções e não apenas o de ingresso na carreira;
  3. Não sendo utilizável a avaliação atribuída ao abrigo da Lei do Orçamento do Estado para 2018, a última avaliação anterior a essa poderá ser mobilizada (clarificação do ponto 1 da Nota Informativa);
  4. Relativamente à formação contínua e à obrigatoriedade de frequentar 25/50 horas, conforme o docente se encontre no 5º ou em outro escalão, o ME confirma a possibilidade de utilizar toda a formação adquirida e não usada em escalão anterior, bem como a dispensa de 50% desta formação de ser na dimensão científico-pedagógica. Os professores que não puderem obter, no período em que se encontraram no escalão (por vezes, apenas, meses), as horas de formação exigidas, poderão declarar por sua honra essa impossibilidade, conforme previsto no nº 2 do Capítulo I, da Circular da DGAE nº B18002577FF, de 9 de fevereiro.
A partir de agora, os professores deverão optar pela modalidade que lhes for mais favorável. Se optarem pelo DL 65/2019 (faseamento), deverão apresentar Requerimento nesse sentido.
Independentemente da opção do professor, todos deverão entregar na escola Reclamação pela eliminação de parte do tempo de serviço, iniciativa indispensável para a sua futura recuperação.

O Secretariado Nacional

Flores da Barca

Flores da Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Flores da Barca

São Património (classificado) Meu. E não abro mão delas. Incluindo as espontâneas, acarinhadas a torto e a direito pelas minhas mãos.

Amarante - Árvores

Árvores - Amarante 
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante - Árvores

Estas raízes salientes e rugosas cobertas de macios musgos e estes braços debruçados sobre as águas frescas deste rio deviam ser Património (classificado) Amarantino.

Do Gozo Insuportável, Desta Vez Vindo do Presidente da República de Portugal


Do Gozo Insuportável, Desta Vez Vindo do Presidente da República de Portugal

Nitidamente... excedeu-se. E não devia. Os professores portugueses merecem o respeito dos políticos portugueses, digo eu, relembrando a este senhor que ele próprio foi/é professor.
E por aqui me fico sublinhando apenas que os professores portugueses não abrem mão dos 9 anos, 4 meses e 2 dias que efectivamente trabalharam.

Leia devagarinho, senhor presidente - 9 a nos, 4 me ses e 2 di as... conseguiu?

segunda-feira, 10 de junho de 2019

O Discurso de João Miguel Tavares do 10 de Junho


O Discurso de João Miguel Tavares do 10 de Junho

Foi o discurso do dia. Foi emitido em directo e foi o que valeu a João Miguel Tavares pois nos noticiários... só rasto dele, em alguns deles apenas um muito ténue rastinho... mas que vergonha!
Aconselho o seu visionamento atento a todos os meus leitores. Que palavras lindas!
Eu, que também gostaria de as ter dito cara a cara aos políticos sentados no camarote, agradeço esta beleza de discurso que corresponde integralmente ao meu sentir.

Nota - Link para o discurso escrito - https://www.publico.pt/2019/06/10/politica/opiniao/deem-nos-alguma-coisa-em-que-acreditar-1875954?fbclid=IwAR03eHJ6XhkCrZ6vQpuPB-Fxvt2c3K3gC4LJ_YeD-6YjOXSrLeViPOaGkB8

FUNDO JUDICIAL DOCENTE para levar o ME ao TRIBUNAL EUROPEU


FUNDO JUDICIAL DOCENTE para levar o ME ao TRIBUNAL EUROPEU 

A luta continua. Podem contar com o meu apoio incondicional. Indispensável será também levar a tribunal os comentadeiros que espalham aldrabices a torto e a direito nos órgãos de comunicação social sobre os professores, as carreiras dos professores e afins.
É claro que primeiro esgotaremos os tribunais nacionais.
Dou a palavra ao S.TO.P:

Como é público o S.TO.P. é um sindicato não sectário logo não temos problemas em juntar forças com iniciativas justas que partem de colegas que não são dirigentes ou mesmo sócios do nosso sindicato. Isso foi evidente durante este nosso primeiro ano de vida quando por exemplo juntámos forças à Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) ou aos protestos dos colegas lesados da segurança social. Coerentemente com isso não temos qualquer problema em juntar forças a um conjunto de colegas que criaram uma conta judicial para recolher contributos para custear as batalhas jurídicas requeridas para levar o ME/Estado português ao Tribunal Europeu por irregularidades/injustiças cometidas contra a classe docente.
No entanto nós não queremos só travar estas batalhas em defesa de justiça e respeito para toda a nossa classe docente, queremos aumentar ao máximo a probabilidade de ganhar ao ME e isso só é possível contratando dos mais conceituados Escritórios de advogados do país na área laboral (Garcia Pereira & Associados). O orçamento que nos foi dado é que precisamos de cerca de 8 000 euros para levar o ME ao Tribunal Europeu (que só é viável após cumpridas as instâncias nacionais). Mas isso só será possível se todos que concordarem com esta iniciativa contribuírem:
JUNTOS SEREMOS + FORTES!
NIB: O193 OOOO 1O5O 5239 9791 5
Colegas, PARTILHEM este post.
Mais informações relevantes sobre as causas da atual situação da nossa classe docente:

Petição - Baixa Médica por Doença Oncológica Remunerada a 100%


Petição - Baixa Médica por Doença Oncológica Remunerada a 100%

Assinada!

"Baixa Médica por Doença Oncológica Remunerada a 100%

Para: Exmo. Sr. Presidente da Republica; Exmo. Sr. Primeiro-Ministro; Exma. Sra. Ministra da Saúde; Exmo Sr. Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social

À dignidade humana! 
A baixa médica, ou subsídio de doença, é atribuído ao trabalhador por motivo de doença e que corresponde a uma percentagem do seu salário. 
O valor a receber, varia entre 55% e 75% mediante o número de dias que a mesma durar.   Uma doença oncológica acarreta muitas despesas médicas, de deslocação, de necessidade de apoio familiar.
Além dos custos, o desgaste emocional é elevado, por todo o impacto e transformação física.  Existem alguns apoios, mediante determinados requisitos, mas que não chegam a todos, ou não são suficientes. 
Não é incomum ver nos corredores dos hospitais oncológicos pessoas que não têm dinheiro para comer, pessoas que o almoço dos dias de tratamento e consultas, são "o chá e bolachas" das Ligas dos Amigos. 
Sabe-se lá em casa as dificuldades. 
A palavra de ordem de um estado democrático, terá que ser DIGNIDADE! 
Apelo à sensibilização do Governo para que a percentagem seja a 100%, tal como no caso da baixa por gravidez de risco."

sábado, 8 de junho de 2019

sexta-feira, 7 de junho de 2019

What a Wonderful World

Barca - Carvalho de Rei - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

What a Wonderful World

Louis Armstrong. Sem mais.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Dia D - 6 de Junho de 1944 - Obrigada, Rapazes!

Omaha, a Sangrenta - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
   
   
Cemitérios Alemão e Americano - Normandia - França
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Dia D - 6 de Junho de 1944 - Obrigada, Rapazes!

Hoje recupero um post de 6 de junho de 2016.

Um dia escrevi:

No dia 6 de Junho de 1944, o célebre Dia D, as tropas aliadas desembarcaram em força nas cinco praias da Normandia, baptizadas com nomes de código - UtahOmahaGold, Juno e Sword - depois de a coberto da noite terem sido largados de pára-quedas 20 000 homens por detrás das linhas alemãs e depois dos bombardeamentos feitos sobre as linhas inimigas que constituíam/defendiam o Muro do Atlântico. E assim se deu inicio à operação Overlord, mais conhecida por D-Day.
O desembarque nas duas primeiras praias ficou a cargo das tropas americanas, enquanto na Gold e na Sword desembarcaram tropas britânicas, sendo que nesta última temos de acrescentar tropas francesas, tendo a Juno ficado a cargo das tropas canadianas.
O desembarque e a progressão no terreno foi irregular e se houve praias onde se registaram poucos mortos e feridos, outras houve onde a carnificina foi grave, como no caso de Omaha Beach. Mas o Muro do Atlântico abriu brechas, e a progressão no terreno, por uma França ocupada pelos nazis, tornou-se imparável.
Os dados do desembarque são impressionantes. Impressionantes em termos de material de guerra desembarcado, em material de apoio às tropas, em alimentos desembarcados, impressionantes em termos do número de homens envolvidos, impressionante no número de militares que ficaram nesse dia banhados em sangue, feridos ou mortos, naquelas praias irremediavelmente manchadas de vermelho. Ainda hoje irremediavelmente manchadas de vermelho.
Os despojos e as más/boas recordações desse dia estão por todo o lado. Nas placas que relembram este ou aquele acontecimento. Nas fotografias dos monumentos, bombardeados e destruídos, plantadas à frente desses mesmos monumentos agora de novo em pé. Nas bandeiras, sobretudo americanas, mas também de outros países que acabaram por se envolver nesta guerra terrível, que esvoaçam ainda em terras de França. Nos agradecimentos públicos do povo francês aos Aliados. Os despojos e as más/boas recordações deste dia estão por todo o lado. Nas praias também. Bunkers alemães, restos de portos artificiais necessários enquanto os portos de RouenLe Havre e Cherbourg não eram libertados, obstáculos diversos, em ferro e betão, que também constituíam a defesa do Muro do Atlântico.
10 000 jovens dos exércitos aliados perderam a vida nos combates desse dia. Só nesse dia. Os cemitérios pontuam a costa, aqui e ali. Britânicos, americanos... alemães. Milhares de vidas ceifadas numa guerra que provocaria um total de 50 000 000 baixas, numa guerra com contornos aterradores, numa guerra com contornos demenciais e patológicos. Números que me continuam a deixar perplexa vindos de um mundo dito "civilizado".
E assim se explica a visão fantasmagórica de praias imensas, praticamente desertas, onde uma ou outra pessoa passeia junto à água, onde uma ou outra pessoa se senta na areia olhando em redor, fitando o mar, onde a maioria dos visitantes, muitos na praia de Omaha, rebaptizada de Omaha Sangrenta, não entra.
O silêncio é impressionante. Totalmente diferente do silêncio espampanante do deserto. É um silêncio pesado/leve, imensamente triste, o que envolve aquelas praias irremediavelmente manchadas de sangue até hoje.
E entrar por aquelas praias adentro não é uma experiência agradável, quando se tem consciência do que por lá se passou. Não é, definitivamente, uma experiência agradável.
No meu caso não foi.

Nota - As fotografias da praia de Omaha e do cemitério americano foram tirada de solo americano, oferta dos franceses em sinal de profundo reconhecimento pela ajuda prestada em tempos tão difíceis para a França, com Paris ocupada. Há dias assim... que se não existissem mudariam irremediavelmente o rumo dos acontecimentos e o nosso estilo de vida actual com eles. 
Obrigada, Rapazes! Foi há 75 anos... mas jamais esqueceremos o preço da Liberdade.
 
Creative Commons License This Creative Commons Works 2.5 Portugal License.