quinta-feira, 22 de julho de 2021

O Golpe - A Palavra a Santana Castilho


O Golpe - A Palavra a Santana Castilho 

A ver se nos entendemos - o que tínhamos era péssimo e uma salgalhada total pois trabalhávamos com programas, metas curriculares e aprendizagens essenciais, tudo ao molho e fé em deus numa obesidade escandalosa difícil de arrastar e de digerir. 

Deste ponto passamos para o seu oposto - a partir do próximo ano lectivo trabalharemos apenas, manda o ministério que deveria ser o da Educação, apenas com "aprendizagens essenciais" deixando-nos a todos anoréticos em termos programáticos. Na disciplina de História é dramático. Presumo que nas restantes também o seja.

Confesso que não gosto destes excessos - nem tanto ao mar, nem tanto à terra - e que tudo isto me está a enervar mais do que nunca e a saturar mais do que nunca. Estou mais velha, talvez por isso sinto-me cada vez mais paciente e estou nitidamente mais intolerante com a estupidez dos nossos governantes... e não só.

O Paulo Guinote também tem escrito excelentes textos sobre esta temática que podem consultar aqui. E deixo-vos o excelente texto do Professor Santana Castilho. Leiam tudo.

"O golpe 

Boa parte dos professores angustiados por não conhecerem onde trabalharão no próximo ano, pais e alunos presos a exames finais e o país alvoroçado e deprimido pela quarta vaga pandémica constituíram um contexto emocional propício à execução, de fininho, do “golpe” perpetrado por um simples despacho, o n.º 6605-A/2021. Assim, a partir do próximo dia 1 de Setembro, todos os programas até agora em vigor, do 1º ao 12º ano, serão substituídos por “aprendizagens essenciais”, eufemismo para designar a mediocridade assassina da desconstrução curricular iniciada em 2015. Acresce o absurdo dessas “aprendizagens essenciais” serem obviamente indissociáveis dos programas … que o despacho anulou. Nunca assisti a uma alteração curricular desta magnitude, feita desta maneira. O menor denominador comum, do qual seria expectável que tentássemos afastar todos os alunos, passa a ser o Santo Gral para que devemos conduzir todos. Eis o desígnio da “escola inclusiva”, caritativamente grátis para quem não puder pagar ensino privado. Eis o que os Costas (o António e o João) prescrevem para o futuro dos nossos jovens, se outra coisa não sobrar de nós, senão submissão e conformismo. 

A versão menos elaborada e mais redutora do paradigma ideológico chegou, autoritária, populista, para substituir a densidade dos vários saberes disciplinares pela superficialidade de uma cultura digital estupidificante e escravizante de professores e alunos, mas favorável ao império das multinacionais tecnológicas, que cada vez mais grudará os mais desfavorecidos às suas frágeis circunstâncias de partida. 

O caso do programa de Matemática, alvo de tratamento autónomo, é paradigmático, neste contexto. Em 2018, via as decantadas “aprendizagens essenciais”, viu-se amputado de um quinto dos seus conteúdos, alguns dos quais críticos para a compreensão do que restou. E agora retoma a metodologia do “ensino pela descoberta”. Ora as propostas construtivistas, ditas “compreensivas” e assentes na “descoberta”, informadas por teorias disruptivas, têm décadas e são fósseis pedagógicos, que nunca solucionaram problemas. Outrossim, sempre que foram ensaiadas, deram desastre e retrocesso.  

O que se está a construir é uma escola com cada vez menos conhecimento, conformada com medíocres “competências” e indigentes “aprendizagens essenciais”. Seja de esquerda ou de direita, algum cidadão racional e minimamente informado pode dar crédito a estes próceres da destruição da escola pública? Continuaremos a aceitar anúncios atrás de anúncios, que nada significam? Aceitaremos como pedagogia a simples alienação de docentes e discentes e obscenas intervenções administrativas, com o efeito imediato de dizer aos alunos que trabalhar, ler e estudar é simplesmente inútil? Permitiremos que se tome a igualdade de oportunidades por nivelamento por baixo, como se os pobres fossem estúpidos, enquanto os ricos fogem para as escolas privadas, das elites financeiras? 

Uma democracia não pode aceitar a prevaricação continuada por parte de políticos e de políticas irresponsáveis e sem seriedade, que substituem a verdade pela mentira e acham que a inclusão supõe a exclusão do rigor e do conhecimento. Sem pudor, o monolitismo “alunocentrista”, que aprova passagens de ano com meia dúzia de negativas, vem neocolonizando a independência profissional dos docentes e o futuro dos estudantes. 

O conhecimento, fruto do pensamento estruturado pelo estudo, que nunca dispensará na escola a intervenção presencial do professor, está a ser perigosamente subalternizado pela ideia reducionista de que pode ser substituído pelas torrentes de informação que jorram da Internet. Foi arrepiante ver (recente entrevista ao Expresso) como o próprio ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ignora o elementar: uma aula teórica não serve para repetir a informação disponível em vários suportes; é antes uma fonte original de conhecimento, na medida em que analisa, questiona, problematiza e relativiza essa informação. Que nem sempre seja assim, é outra questão.  Já tínhamos vários e graves vazios provocados pela turbulência dos dois últimos anos lectivos. Junta-se-lhe, agora, uma autêntica terraplanagem de orientações curriculares estruturadas, servida pela subordinação mental provinciana a uma espécie de globalização digital da nossa Educação." 

In Público de 21.7.21

terça-feira, 20 de julho de 2021

Estrondoso Novo Roteiro Turístico "As Placas dos Investimentos em Ano de Eleições"

Amarante - Por todo o lado, as placas dos investimentos
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Estrondoso Novo Roteiro Turístico Amarantino "As Placas dos Investimentos em Ano de Eleições"

Enxameiam a cidade e nem o centro histórico lhes escapou em ano de eleições autárquicas. Não estão aqui todas partilhadas, as fotografias das placas, até estão muito longe disso pois entendo que tenho de deixar muitas outras para quem se quer dar ao trabalho de as descobrir, gigantescas, numa agressão insuportável de milhões mais ou menos mal estourados para trás e para a frente, alguns escandalosamente estourados mesmo isto segundo a minha opinião que apenas a mim vincula.

Quanto aos milhões... é só fazer as contas. Entretanto, garanto-vos que as facturas chegarão aos bolsos de cada um de nós, depois de aprovado, sem votos contra, o maior orçamento de sempre para o município de Amarante.

Um dia, lá mais para o futuro, ainda discutiremos algumas destas aberrações, por certo! 

Deixo apenas uma sugestão ao poder autárquico - É que está mesmo mesmo mesmo a fazer falta por aqui uma ponte de vidro a ligar as duas margens do Tâmega para apreciar cisnes e patos gigantes que abancaram aqui no rio. Aí sim, Amarante estará in!

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Coser Feridas, Bordar Recordações

Coser Feridas, Bordar Recordações

Fotografias de Anabela Magalhães

Coser Feridas, Bordar Recordações

Continuo a fazer peregrinações interiores conseguindo já fazer duras incursões exteriores nem sempre compreendidas.

Acabado o primeiro e o segundo bastidores, é agora tempo de atacar o terceiro, seguindo sempre a mesma lógica ilógica, misturando, baralhando, cosendo, bordando... dando largas a uma imaginação fértil que me acompanha desde tempos imemoriais e desde que me lembro de ter consciência de mim.

Muito grata pelos ensinamentos, que eu absorvi como uma esponja - mesmo se não o parecia fazer - Avó Luzia, Avô Rodrigo, Mamã e Papá. 

A Personificação da Hipocrisia Política (Local)

Vistas panorâmicas da casa onde nasci
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães 

A Personificação da Hipocrisia Política (Local)

. (...)

. Os recantos, os quelhos, as traseiras, as ruínas... a arte a imperar em todos esses recantos... e foi preciso ir a Dax para não aprender coisa nenhuma achando que aprendeu muito... trabalhando toda a cidade e mesmo fora dela... abrindo até os interiores das habitações... que lindo! Até me fez lembrar a filosofia que impera por detrás da organização da Festa Amarantina, uma festa organizada entre vizinhos a custo zero e que já fez mais pela rua mais antiga de Amarante, a antiga Rua da Cadeia, do que toda a obra mandada executar em oito anos de mandato sewguidos e em que assistimos à arrogância do estuporamento completo do Largo de S. Pedro, situado bem no miolo do centro histórico de Amarante, transformando-o num radiador gigante que contribui para a elevação da temperatura aqui no burgo, em tempos de gravíssimas alterações climáticas. Também não lhe interessa. Ele não vive aqui, e, por aqui, refiro-me ao miolo amarantino.

. Foi preciso vir uma pessoa de fora para que o "nosso" edil descobrisse quelhos amarantinos que por aqui estão desde antes do seu nascimento, desde antes do nascimento do meu pai, José Ismael Queiroz, e, seguramente, muitos desde antes do nascimento do meu avô, Rodrigo Queiroz e mesmo do meu bisavô, Álvaro Queiroz. Obrigada Lino Silva, por conseguires o que eu não consegui através da palavra escrita, sempre escrita e sempre sempre assinada, desde 2007!

. Sim, o edil amarantino descobriu agora que há quelhos que necessitam de muita atenção na requalificação, no asseio... culpa das entidades públicas e privadas... diz ele, como se não tivesse nada a ver com o assunto ao ocupar o lugar mais alto na administração pública há dois mandatos consecutivos. Mas também, ao olhar para as obras megalomanas que nos arruinam uma paisagem, que durante décadas permaneceu imaculada e intocada, de "betão", só penso e peço... senhor presidente, esqueça os quelhos, os recantos, as traseiras, as ruínas, o rio, a alameda... esqueça a terra mais "bela do mundo", para usar as suas palavras, enquanto alegremente nos mata a galinha dos ovos de ouro com intervenções metidas à martelada por toda a cidade, estuporando-a, agora em ano de eleições, e, por isso, a todo o vapor.

. E, Amarantinos, a culpa de tudo isto também é nossa. 

. E deixo só um exemplo da estupidez humana. Fotografado, para memória futura, este é o mega parque de estacionamento da cidade situado na margem direita do rio Tâmega, situado em pleno leito de cheia. Na margem esquerda existe outro... às moscas.

Nota - E sempre que fotografo este desastre fico com os olhos rasos de água.

domingo, 18 de julho de 2021

Edição Zero do f/est - Festival Internacional Fotografia de Amarante

Edição Zero do f/est - Festival Internacional Fotografia de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Edição Zero do f/est - Festival Internacional Fotografia de Amarante

Convido todos os meus leitores, amarantinos e não só, a percorrerem a cidade de Amarante onde, aqui e ali, vos surgirão fotografias dos quatro fotógrafos escolhidos para esta primeira edição de um  Festival de Fotografia que dá agora os seus primeiros passos com  este chamado ano zero.
A exposição, com fotografias de Paulo Pimenta, Leonel Castro, João Silva e Antero de Alda espalhadas pela cidade, tem a curadoria de Lino Silva, pessoa que eu muito estimo pela sua gentileza, generosidade, cuidado e sensibilidade para com uma cidade que, não sendo a dele de nascimento, também é um pouco a dele por adopção. É, Amarante tem por vezes este efeito sobre algumas especiais pessoas que lhe vão retribuindo generosamente num toma lá dá cá deveras interessante. 
Aconselho o visionamento do vídeo da apresentação deste festival.

Excelente o discurso da dr.ª Rosário, a nova Directora do Departamento da Cultura de Amarante, que, por certo, terá muito trabalho pela frente e a quem tive a oportunidade de desejar um excelente trabalho aqui no burgo pois só teremos a ganhar com a sua anterior e magnífica experiência na Rota do Românico. 

Excelente o discurso do curador da exposição, Lino Silva, que foi sentido, emotivo, verdadeiro - gosto tanto de gente assim!

E, a partir do minuto 23, podem sempre seguir com o máximo de atenção um excelente exercício de hipocrisia política feito pelo nosso edil, dr. José Luís Gaspar, que assim fica a saber que eu sei bem o que ele andou a fazer, já enquanto edil, em tempos que já lá vão.

E por agora é só isto.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Coser Feridas, Bordar Recordações

~

Misturas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Coser Feridas, Bordar Recordações 

Continuo a coser feridas e a bordar recordações de familiares que me continuam a dizer muito pese embora o tempo que já decorreu entre as suas breves vidas físicas e terrenas e os dias em que, por agora, vou reconstruindo... devagarinho. 

Somos feitos de pó de estrelas e a pó de estrelas puro e duro voltaremos. Pelo caminho, podemos tentar bordar flores coloridas.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Pilar Meu

Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Pilar Meu

Memórias de um Pai Exemplar, Sempre, Sempre Presente.

E continuo a ver-te assim pela Serra Refúgio Seguro que será sempre Nossa/Nosso.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Parques de Estacionamento com Vistas para o Rio - Amarante

Parque de estacionamento - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Parques de Estacionamento com Vistas para o Rio - Amarante

Frequentemente retorno à casa onde nasci, onde, no rés-do-chão, funciona há muitos anos uma maravilhosa doçaria chamada Doçaria Mário.

A paisagem sobre o rio foi sempre deslumbrante, verdejante, muito bela... na verdade, tão bela que a retive congelada dentro de mim, observada que foi a partir de uma varanda corrida ao longo de toda a casa que já foi minha.

Desde que nasci estive, e assim continuo, em constante crescimento interior, sempre por ela acompanhada, com poucas alterações observadas ao longo de quase 60 anos que já levo de vida, numa das zonas do rio Tâmega mais paradisíacas que se podem observar por aqui por Amarante.

Ora acontece que no passado Domingo lá fui à dita confeitaria e à sua esplanada. Olhei, vi, reparei, interiorizei, fotografei, horrorizei... e saí de lá com os olhos rasos de água.

Hoje comentaram comigo - Professora, com a sua licença... estão-nos a f@der as margens todas do rio!

Concordei mas com as letras todas que já tenho idade suficiente para ir directa aos assuntos - Estão-nos a foder mesmo as margens todas do Tâmega!

E quem, perguntam vocês? O poder autárquico que a população amarantina escolheu para ajavardar a cidade.

Nota - Desculpa-me os palavrões, Papá!

sábado, 19 de junho de 2021

Coser Feridas, Bordar Recordações

 

Reconstruindo - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Magalhães

Coser Feridas, Bordar Recordações

Reconstruindo coisas absolutamente novas a partir de coisas absolutamente velhas mas que foram guardadas, por mim, com muito carinho e respeito durante todos estes anos. 
Aqui se misturam os primeiros bordados aprendidos pela minha avó Luzia, ainda de tenra idade como competia a qualquer criança do sexo feminino nascida no começo do século XX, aqui se misturam galões e amostras de crochet realizadas pelas mãos imaculadas e delicadas da minha mãe, aqui se misturam também bordados que já fizeram parte da minha primeira túnica à hippie comprada depois do 25 de Abril de 1974 e galões comprados nas retrosarias locais que encerraram há muitos muitos anos, uma pertença do sr. Joaquim do Cine-Teatro de Amarante e a outra conhecida pelo Cantinho, pertença do sr. Clemente... do Cantinho. Por cima de tudo isto coso feridas e bordo recordações.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Dia Mundial da Terra em Dias de Dor

 

S. Leonardo da Galafura - Douro
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Dia Mundial da Terra em Dias de Dor

Em dias de bonança ou de tormenta, a Terra nunca nos falha.

domingo, 18 de abril de 2021

UM RIO DE MEMÓRIAS EM SAUDADE PROFUNDA


UM RIO DE MEMÓRIAS EM SAUDADE PROFUNDA 

Hoje o sol desta Primavera alvoreceu num rio de memórias dolorosas sem o encontro de afectos indispensáveis aos meus dias do mundo.  

É domingo (18/4) neste Abril, e o coração da família e dos amigos, numa Amarante distraída e volúvel, soaram no repique dolente dos sinos na torre da igreja, em toque fúnebre numa fidelidade ancestral à lei da vida, por um dos seus mais comprometidos e singelos naturais. 

A cidade encerrou a existência para os percursos terrenos de meu Pai e na profunda saudade da sua súbita e inesperada partida deixa na família um vazio lancinante de dor eterna numa ansiada espera impossível pela sua chegada a casa, na sua definitiva e inexorável ausência. 

Homem de carácter estruturado numa formação humana modelar, simples e afectuoso nos gestos e modesto nas ambições pessoais, vivia numa dedicação esmerada a toda a família e tinha nos filhos (José Emanuel Queirós e Anabela Magalhaes), genros (Artur Magalhães e Flora Queirós), netas (Joana Magalhães, Cláudia Queirós e Inês Queirós) e bisnetos (Joãozinho e Francisquinho) as suas âncoras a quem todos os dias entregou seus mais puros afectos e dedicados amanhos. 

Nestes dias de indescritível e profundo pesar partilhados em família, fico com uma gratidão profunda ao Ser que, com a minha Mãe, me proporcionou realizar este itinerário de transição na sua própria terra, onde aprendi a não recolher pedras e mágoas, e a semear as harmonias, o amor e a paz, enquanto a nossa interminável viagem decorre com novas chegadas e partidas profundamente tristes, angustiantes e indesejáveis. 

Assim sejamos capazes de nos erguer das águas deste interminável oceano encapelado pela inesperada tempestade e seguir o seu exemplo agregador sem esperar tributos nem retribuições nestas nossas curtas deambulações peregrinas sobre a Terra.

José Emanuel Queirós 

domingo, 28 de março de 2021

Nascimentos no Tâmega em Tempos de Pandemia

Patos do Tâmega - S. Gonçalo - Amarante

Fotografias de Anabela Matias de Magalhães


Nascimentos no Tâmega em Tempos de Pandemia

Tenho-os acompanhado quase desde que nasceram e todos os dias constato que são menos. 

Indiferentes aos dias de pandemia, ainda muito pequeninos e frágeis, os patinhos sobreviventes, alguns, lá se vão aguentando e podem ser observados pelas margens e pelas águas do meu belo rio que, por estes dias, vai manso mas perigoso para patos quase recém nascidos.

domingo, 21 de março de 2021

Quinzena da Protecção Civil


Quinzena da Protecção Civil

O Webinar já aconteceu mas, felizmente, está agora disponível a sua gravação no Youtube.

A Direção–Geral da Educação, no passado dia 9 de Março, realizou em modo remoto o Webinar “Proteção Civil – Uma responsabilidade de todos”, integrado na Quinzena da Protecção Civil (1 a15).

A iniciativa, agora em vídeo à disposição de todos, foi produzida especialmente para a comunidade educativa, nomeadamente, docentes, alunos, técnicos, encarregados de educação e outros intervenientes. A actividade foi realizada com base na temática de um projecto em curso nas escolas do município do Marco de Canaveses e contou com a participação de elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), da Escola Secundária do Marco de Canaveses, do Agrupamento de Escolas N.1 do Marco, e o Centro Escolar de Vila Boa do Bispo, do Agrupamento de Escolas de Alpendorada.

Aqui fica para memória futura.

Excelente trabalho e excelentes intervenções! 

sábado, 20 de março de 2021

Pôr-do-Sol em Tempos de Pandemia

 

Pôr-do-Sol em Tempos de Pandemia - Serra da Aboboreira
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Pôr-do-Sol em Tempos de Pandemia

Hoje. Com promessa de novo dia bonito para amanhã.

sexta-feira, 19 de março de 2021

Comunicado: APAGÃO pela Educação Continua!!!


Comunicado: APAGÃO pela Educação Continua!!!

Agora ainda com mais força nas razões, depois de mais trapalhadas nos concursos.  

O Ministro continua entretido a fazer propaganda e atira os problemas para as Escolas e para os Professores.  

Nesta última semana de ensino à distância, continuamos a fazer o Apagão (desligar os nossos computadores 45 minutos por dia). Apelamos a que mais docentes se unam à iniciativa, até ao regresso à escola presencial. O Ministério exemplificou, mais uma vez, na semana passada, nos concursos docentes, a má-fé que tomou como prática genérica e que se manifesta quase sempre na sua ação e principalmente na inação. A definição jurídica de má-fé é “alterar a verdade dos factos ou omitir factos relevantes”. Algo que o Ministro faz todos os dias, entretido com a sua propaganda frenética, em que aquilo que não lhe agrada é sempre imputado à “autonomia das escolas”.  

O apagão não é sobre computadores ou internet paga, mas uma forma poderosa de alertar para outros problemas já que, somos nós, professores, que sustentamos, com os nossos meios pessoais, aquilo que o Estado devia organizar. Relembramos o que nos move e preocupa e de que o Ministro não quer saber e que não negoceia, como é seu dever, com os nossos sindicatos:  

1. Questões de salário e de desrespeito pela carreira legalmente firmada (seja nas progressões, no respeito pelo horário, na imposição de trabalho letivo em tempos não letivos, etc.);  

2. Falta de condições de trabalho, de segurança no contexto da pandemia, a indisciplina e até violência e as más condições de vida, com destaque para a ausência de incentivos e apoios aos professores deslocados, além dos graves problemas de precariedade e instabilidade;  

3. Falta de recursos para os alunos e más condições de trabalho para os assistentes operacionais, que são essenciais à boa qualidade do trabalho docente e ao cuidado dos alunos;  

4. Desrespeito pelo horário de trabalho e excesso de burocracia estupidificante e inútil nas escolas;  

5. Adiamento da idade de aposentação e falta de respostas ao envelhecimento da profissão e à necessidade de a rejuvenescer;  

6. Injustiças e trapalhadas ilegais nos concursos, seja ao nível de quadros de agrupamento, QZP, contratação, norma travão, substituições ou ofertas de escola;  

7. Injustiças e trapalhadas ilegais na avaliação de desempenho, além das quotas, que tornam o processo completamente kafkiano e irracional, e das vagas, que travam a justa e legítima melhoria da condição salarial, que a lei prevê, mas é esbulhada por todo o tipo de batotas e truques;  

No meio destes problemas, o Ministro continua com a atitude de degradar a imagem dos professores, com propaganda de mentiras junto da opinião pública e recusando ofensivamente negociar. O Ministro patentemente não quer saber do longo prazo e é, tão só, um delegado do Ministro das Finanças, mantendo a tática velha culpabilização da profissão sobre tudo o que sejam problemas financeiros no País.  

Balanço das várias semanas de protesto  

O balanço do movimento de protesto, que é independente de qualquer sindicato, é muito positivo, quer pela adesão, quer pelo efeito do debate gerado, até dentro de sindicatos, que se está a provocar. Na semana anterior, as adesões até aumentaram com colegas contratados, que perceberam que a paga da colaboração missionária a salvar o Ministério de que se visse a sua incompetência, foi o concurso de vinculação mais injusto de sempre Face às vilanias e ofensas que os professores sofrem, às mãos de Governos, de um Estado e de uma Sociedade que não valorizam a Educação, o caminho é cada professor mostrar e exigir que se reconheça o valor da sua doação abnegada ao ensino. E uma forma objetiva de mostrar como vale o que damos é a dádiva ser suspensa, uns minutos que seja.  

Isso tem sido o Apagão, que, esta semana, continua com 45 minutos diários: mostrar aos políticos e à sociedade que são os professores que, em tempo de pandemia, na verdade, sustentam o sistema de ensino para que se mantenha a funcionar, como manteve. Mas não foi a propaganda intensa e permanente que deu esse resultado. Foi o trabalho mal compensado e desvalorizado dos Professores.

terça-feira, 16 de março de 2021

Reabertura de Escolas - Um Alerta


Reabertura de Escolas - Um Alerta 

Abrir as escolas com um Rt de 0,98 “ é mais do que imprudência, é quase procurar problemas sérios”


Encruzilhada Profissional Metafórica

Encruzilhada Profissional Metafórica - Serra da Aboboreira
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Encruzilhada Profissional Metafórica

Durante a nossa vida, há sempre vários diferentes caminhos possíveis que podemos escolher, que podemos optar e por onde podemos virar e calcorrear a direito sem mesmo olhar para trás e isto tanto é válido a nível pessoal como a nível profissional, se é que isto não está tudo ligado e se é que tudo não faz parte de um todo que somos, afinal, cada um de nós, no somatório da sua parte física e intelectual.

Não me dou com uma série de comportamentos que considero indignos e, confesso, tenho muita dificuldade em digeri-los e, na tentativa de o fazer, por vezes ainda tento, vomito-os violentamente o que, quase aos 60 anos, me acarreta amargura suplementar desde a boca até ao estômago. 

Sinto-me numa encruzilhada. E nunca a vontade de dizer não à indignidade foi tanta. E continuo a pensar na Vida. Já há várias decisões tomadas. Mas a principal a tomar... confesso, ainda balanço à conta dos Alunos Meus.  

segunda-feira, 15 de março de 2021

"Pimpões" e "Jóia de Luz"

"Pimpões" - Serra da Aboboreira - Amarante

Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Apresentação - "Pimpões" e Jóia de Luz

Para mim e para a minha Jóia de Luz serão para sempre os nossos "pimpões", muito embora o não sejam e sejam outra coisa qualquer.

São dois casais de peixes que espero que procriem muito e que foram baptizados de rajada pelo meu neto - o laranja mais pequeno, chama-se Fogo, o amarelo dourado, chama-se Ouro, o cinza escuro, chama-se Sombra e o laranja maior, chama-se Chama.

Já por lá habitam também pequeninas salamandras e a água está à espera que apareçam as rãs que fizeram parte integrante da minha infância.

 
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