quarta-feira, 3 de março de 2021

E Já que Estamos em Maré de Webinares... Quinzena da Proteção Civil «Protecção Civil – Uma Responsabilidade de Todos» (DGE).

 ~


E Já que Estamos em Maré de Webinares... Quinzena da Proteção Civil «Protecção Civil – Uma Responsabilidade de Todos» (DGE)

"A Direcção-Geral da Educação (DGE) vai levar a efeito iniciativa congénere, no próximo dia 9 de Março, entre as 10h30 e as 12h00, subordinada ao tema «Protecção Civil – Uma Responsabilidade de Todos», integrada na Quinzena da Proteção Civil – 1 A 15 de março de 2021 | cidadania (mec.pt),  «Protecção Civil – Uma Responsabilidade de Todos para Todos», na qual está programada a participação do SMPC do Marco de Canaveses para apresentação pública do projecto «Cidadania: Educação para os Riscos e Autoprotecção», em curso neste concelho. 

De acordo com solicitação da DGE antecipadamente agradecemos a divulgação, no sentido de possibilitar a inscrição dos interessados no evento."

(...)

"No dia 9 de março, entre as 10:30h e as 12:00h, será realizado em modo remoto o Webinar “Proteção Civil – Uma responsabilidade de todos”, destinado à comunidade educativa, respetivamente, docentes, alunos, técnicos, encarregados de educação e outros intervenientes, com a participação de elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara do Marco de Canaveses; Escola Secundária do Marco de Canaveses do Agrupamento de Escolas N.1 do Marco e o Centro Escolar de Vila Boa do Bispo do Agrupamento de Escolas de Alpendorada.  

Para assistir ao webinar é necessário inscrever-se, até ao dia 8 de março, em: https://area.dge.mec.pt/wprotecaocivil/"

domingo, 28 de fevereiro de 2021

4 Milhões de "Leitores"


4 Milhões de "Leitores" 

Agradeço a todos os meus leitores que de quando em vez ou frequentemente passam por aqui e têm a paciência de lerem o que eu escrevo. E agradeço com o que me acompanha desde sempre - o meu sorriso.

Sem freios e sem censuras, tudo o que por aqui é escrito é escrito por mim, salvo as excepções devidamente assinaladas, e tudo é editado por mim, salvo uma ou outra raríssima excepção em que, por razões de saúde, tive de pedir a ajuda do meu cara-metade.

Na verdade, na verdade, este contador é somente o segundo. O primeiro, o dos tempos áureos de luta ao rubro contra aquela que eu não nomeio neste blogue, perdi-o para sempre, irrecuperável, engolindo-me uns quantos milhões de visualizações...

Grata a todas e a todos! Deixo-vos com um excepcional duo, formado por dois maravilhosos irmãos, chamado unicamente Billie Eilish... o nome dela.

Parabéns, Irmão!

Álvaro de Queiroz
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Parabéns, Irmão! 

Hoje, em dia de aniversário dele, retomo um texto antigo que já lhe dediquei em anterior aniversário.
Mas inovo na ilustração e escolho o nosso bisavô paterno, em miúdo, Álvaro de Queiroz, nascido a 17 de Junho de 1880. Igualzinhio ao meu irmão na sua idade e, que raio, a fazer-me lembrar o Chico/Xico.
A vida renova-se.

Muito nos une. Muito nos separa. É ligeiramente mais velho do que eu... mas eu garanto-vos que me esforço todos os dias para seguir na sua peugada, seguindo-lhe os passos fortes e determinados de pessoa que pensa pela sua cabeça... mesmo se às vezes vou a pouca/muita distância. É o meu único irmão e hoje está de parabéns. 
 Tchim! Tchim! 
Honras à Vida! 
No que depender de nós, que seja excelentemente vivida enquanto por cá andarmos... sim?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

ACD com Acreditação e Certificação - Webinar «Protecção civil e Educação para uma Cultura de Segurança na Comunidade – O Papel da Formação Contínua de Docentes e Não Docentes»

 


ACD com Acreditação e Certificação - Webinar «Protecção civil e Educação para uma Cultura de Segurança na Comunidade – O Papel da Formação contínua de Docentes e Não Docentes»

Aqui vos deixo o link para inscrição e divulgação do webinar «Protecção civil e Educação para uma Cultura de Segurança na Comunidade – O Papel da Formação contínua de Docentes e Não Docentes», organizado pelo SMPC do Marco de Canaveses e o CFAE MarcoCinfães:  

https://www.cfaemarco-cinfaes.net/seminario-protecao-civil-e-educacao-para-uma-cultura-de-seguranca-na-comunidade-o-papel-da-formacao-continua-de-docentes-e-nao-docentes/

Muita atenção - as inscrições terminam hoje (26/02) e o evento é uma ACD com acreditação e certificação e aberto a todos os docentes deste país.

A inscrição resulta do preenchimento de um simples formulário. Tenham atenção que aparecem uma série de escolas da zona de Resende, Cinfães, Marco... mas há sempre a opção "Outros", no fim, para colocarem a escola a que pertencem... sei lá... até do Reino dos Algarves, caso o tema vos interesse.

Confesso-vos que para mim é deveras interessante.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Imbróglios da Semestralidade - A Palavra a António Duarte


Imbróglios da Semestralidade - A Palavra a António Duarte

…há por aí “escolas” a exigirem que os senhores professores que leccionam disciplinas semestrais divulguem, agora, junto dos encarregados de educação, por escrito, propostas de níveis das disciplinas que agora terminam, não ratificadas pelos respectivos conselhos de turma para posteriormente, lá para Junho previsivelmente, divulgarem as notas finais já ratificadas… e que podem muito bem não ser coincidentes?!!!

Digam-me que não, sim?

Digam-me que isto não está a acontecer…

Anabela Magalhães alerta para uma situação delicada que a aplicação à letra dos normativos sobre avaliação, conjugada com uma organização curricular feita cada vez mais ao sabor das “autonomias de escola” – ou do arbítrio de quem localmente as vai reinventado – está a criar: a divulgação, aos encarregados de educação, de propostas de avaliação não ratificadas pelo conselho de turma.  As regras de avaliação em vigor para as disciplinas semestrais sempre previram esta situação: os alunos que concluem a disciplina a meio do ano são avaliados em conselhos de turma reunidos para o efeito; contudo, as notas ficam “suspensas”, sendo apenas atribuídas no terceiro período, quando é feita a avaliação final nas restantes disciplinas. E nada impede o conselho de turma de alterar a nota anteriormente atribuída se tiver motivos para isso.  O problema é que a Portaria n.º 223-A/2018, depois de confirmar os procedimentos já referidos, determina também o seguinte, no seu artigo 22.º:  6 – Na organização de funcionamento de disciplinas diversa da anual não pode resultar uma diminuição do reporte aos alunos e encarregados de educação sobre a avaliação das aprendizagens, devendo ser garantida, pelo menos, uma vez durante o período adotado e, no final do mesmo, uma apreciação sobre a evolução das aprendizagens, incluindo as áreas a melhorar ou a consolidar, sempre que aplicável, a incluir na ficha de registo de avaliação.  A interpretação, em algumas escolas, é que a avaliação quantitativa feita no final do semestre deve ser dada a conhecer ao encarregado de educação. Uma leitura que me parece redutora e abusiva: o que a lei sugere é uma apreciação qualitativa sobre o desempenho do aluno, não a atribuição de um nível ou classificação.  Claro que, na prática, é mais fácil dizer aos pais a nota que os filhos tiveram e que é o que verdadeiramente lhes interessa, do que elaborar sínteses descritivas das aprendizagens dos alunos. E a questão tenderá a colocar-se com maior frequência à medida que as escolas, encorajadas pelo ME, forem adoptando a semestralidade num número crescente de disciplinas.  O imbróglio, a juntar a muitos que a burocracia ministerial vai inventando, como se as escolas não tivessem já suficientes problemas sérios a resolver, provavelmente só tem uma solução lógica: se o objectivo é insistir na semestralidade, então generalize-se a todas as escolas o regime de avaliação também semestral, que neste momento existe apenas naquelas em que vigoram os chamados Planos de Inovação.  Ponham a bota a rimar com a perdigota…

O problema é que a Portaria n.º 223-A/2018, depois de confirmar os procedimentos já referidos, determina também o seguinte, no seu artigo 22.º:  

6 – Na organização de funcionamento de disciplinas diversa da anual não pode resultar uma diminuição do reporte aos alunos e encarregados de educação sobre a avaliação das aprendizagens, devendo ser garantida, pelo menos, uma vez durante o período adotado e, no final do mesmo, uma apreciação sobre a evolução das aprendizagens, incluindo as áreas a melhorar ou a consolidar, sempre que aplicável, a incluir na ficha de registo de avaliação.  

A interpretação, em algumas escolas, é que a avaliação quantitativa feita no final do semestre deve ser dada a conhecer ao encarregado de educação. Uma leitura que me parece redutora e abusiva: o que a lei sugere é uma apreciação qualitativa sobre o desempenho do aluno, não a atribuição de um nível ou classificação.  

Claro que, na prática, é mais fácil dizer aos pais a nota que os filhos tiveram e que é o que verdadeiramente lhes interessa, do que elaborar sínteses descritivas das aprendizagens dos alunos. E a questão tenderá a colocar-se com maior frequência à medida que as escolas, encorajadas pelo ME, forem adoptando a semestralidade num número crescente de disciplinas.  

O imbróglio, a juntar a muitos que a burocracia ministerial vai inventando, como se as escolas não tivessem já suficientes problemas sérios a resolver, provavelmente só tem uma solução lógica: se o objectivo é insistir na semestralidade, então generalize-se a todas as escolas o regime de avaliação também semestral, que neste momento existe apenas naquelas em que vigoram os chamados Planos de Inovação.  

Ponham a bota a rimar com a perdigota…

António Duarte

Nota Minha - A semestralidade de ano e de disciplinas não é inovação deste ano lectivo. Inovação mesmo mesmo é a interpretação criativa que alguns fizeram de uma portaria que até nem tem que enganar.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

A Carta Aberta "Prioridade à Escola" e Dois Pecados Originais


A Carta Aberta "Prioridade à Escola" e Dois Pecados Originais

Li tudo atentamente e até concordo com muito do que lá está escrito e foi subscrito por tanta individualidade importante neste/deste país.

Mas não ficaria bem comigo própria ao não alertar para dois pecados originais presentes nos pressupostos elencados no documento com os números 2 e 3. 

Vamos ao ponto dois e ao primeiro pecado capital que reza assim:

"Nas escolas são aplicados rígidos protocolos sanitários, que garantem o uso correto dos dispositivos de segurança individuais durante grande parte do dia e que evitam a formação de agrupamentos nesses espaços (ao contrário do que acontecia nas famílias, por exemplo). A aprendizagem dos gestos de proteção na escola promove a aplicação de medidas preventivas na comunidade e é bem conhecido o papel relevante das crianças nesse processo de disseminação às famílias de atitudes promotoras de saúde."

Não, senhores subscritores, a maioria das escolas não consegue aplicar rígidos protocolos sanitários a começar pela impossibilidade de fazer cumprir o tão propagandeado e determinante distanciamento social de, vá lá, 2 metros, no mínimo.

Como cumprir o que é básico, segundo a DGS, se nem as turmas diminuiram de tamanho nem as salas de aula cresceram?!

E vamos ao ponto três e só à primeira afirmação associada ao segundo pecado capital:

"Durante o primeiro período, as medidas sanitárias nas escolas impediriam numerosos casos e clusters (só houve 800 turmas que tiveram que fechar em todo o país neste período)." (...)

Não, senhores subscritores, o que foi feito na maioria das escolas deste país durante o primeiro período  foi: 

  • não testar
  • não isolar contactos, mas  nem os colados aos casos declaradamente positivos
  • enfim, foi deixar o SARS-CoV em roda livre na comunidade, passeando-se pela calada do dia e da noite porque o que não se detecta não existe, certo?
Assim e em síntese, como estamos perto da Páscoa podem cumprir a penitência sugerida no gif. Em alternativa podem fustigar-se com um bom molho de urtigas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Debate - "Quando as Escolas Fecharam" - Hoje pelas 21 horas


Debate - "Quando as Escolas Fecharam" - Hoje pelas 21 horas

Sei que o debate correu lindamente e que vou gostar de escutar qualquer um dos três. Sei também que muito gostaria de me ter juntado a este maravilhoso painel, todos à distância claro está, não fora ter-me dado mesmo um brutal ataque de nervos... 

Acompanhe clicando aqui.

"Quais são os prós e os contras do fecho das escolas durante o confinamento? E que respostas e desafios enfrentam os professores no ensino a distância? Um debate com Paulo Guinote, autor do livro «Quando as Escolas Fecharam» e os professores José Morgado e Paulo Prudêncio. A moderação é da jornalista Catarina Carvalho."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Aviso à Navegação - Portaria n.º 223-A/2018


Aviso à Navegação - Portaria n.º 223-A/2018 

Sim, eu sei, é chato ler portarias. 

Mas, já agora, há por aí "escolas" a exigirem que os senhores professores que leccionam disciplinas semestrais divulguem, agora, junto dos encarregados de educação, por escrito, propostas de níveis das disciplinas que agora terminam, não ratificadas pelos respectivos conselhos de turma para posteriormente, lá para Junho previsivelmente, divulgarem as notas finais já ratificadas... e que podem muito bem não ser coincidentes?!!!

Digam-me que não, sim?

Digam-me que isto não está a acontecer...

Artigo 22.º  (Os sublinhados são meus.)

Avaliação sumativa  

1 - A avaliação sumativa consubstancia um juízo global sobre as aprendizagens desenvolvidas pelos alunos.  

2 - A avaliação sumativa traduz a necessidade de, no final de cada período letivo, informar alunos e encarregados de educação sobre o estado de desenvolvimento das aprendizagens.  

3 - Esta modalidade de avaliação traduz ainda a tomada de decisão sobre o percurso escolar do aluno.  

4 - A coordenação do processo de tomada de decisão relativa à avaliação sumativa, garantindo a sua natureza globalizante e o respeito pelos critérios de avaliação referidos no artigo 18.º, compete:  

a) No 1.º ciclo, ao professor titular de turma;  

b) Nos 2.º e 3.º ciclos, ao diretor de turma.  

5 - A avaliação sumativa de disciplinas com organização de funcionamento diversa da anual processa-se do seguinte modo:  

a) Para a atribuição das classificações, o conselho de turma reúne no final do período de organização adotado;  

b) A classificação atribuída no final do período adotado fica registada em ata e está sujeita a aprovação do conselho de turma de avaliação no final do ano letivo.  

6 - Na organização de funcionamento de disciplinas diversa da anual não pode resultar uma diminuição do reporte aos alunos e encarregados de educação sobre a avaliação das aprendizagens, devendo ser garantida, pelo menos, uma vez durante o período adotado e, no final do mesmo, uma apreciação sobre a evolução das aprendizagens, incluindo as áreas a melhorar ou a consolidar, sempre que aplicável, a incluir na ficha de registo de avaliação.

A Luta Continua - Dá Um Apagão ao Brandão


A Luta Continua - Dá Um Apagão ao Brandão

A luta continua. Durante esta semana o apagão será de 30 minutos por dia que podem ser efectivados em tempo contínuo ou divididos entre 15 minutos de manhã e mais 15 à tarde.
O governo tem de respeitar os professores.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Franz Ferdinand e Tears for Fears- Metáforas


Franz Ferdinand e Tears for Fears- Metáforas


Overdose. Voltar a dançar.




Vacinas - Como Disse?!


Vacinas - Como Disse?!

E os "casos" com as vacinas sucedem-se. 

E eu só vos queria dizer que o meu pai, 84 anos já bem cumpridos, ainda não foi vacinado. 

Nem com restos, nem com sobras.

Diretor de Escola de Cinfães vacinado contra a Covid-19 sem se conhecer critérios para o efeito

E o Filinto, pá?!

A Palavra Luís SottoMaior Braga

 


A Palavra  Luís SottoMaior Braga 

Permita-me que lhe dê um conselho, leitor meu! 

Ponha o som no máximo para assegurar que não perde uma palavra dita pelo Luís Braga. 

Acompanhe com o máximo de atenção tudo o que ele diz nesta brevíssima entrevista. A mensagem é clara, límpida, rãpida, inequívoca e transparente,

Escute tudo clicando aqui.

#UmApagãoPelaEducação; #EstamosOffPelaEducação; #DarUmApagãoAoBrandão; #PorUmaEducaçãoSemBrandão; #PorUmaEscolaMelhor; #PorUmaEducaçãoMelhor; #desconfinadosàforça; #porumaeducaçãosembrandão; #porumaescolamelhor; #teletrabalho


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Dia D - APAGÃO PELA EDUCAÇÃO


Dia D - APAGÃO PELA EDUCAÇÃO


É já amanhã. 
No dia 18 de Fevereiro de 2021 pelas 9h15 desligue o seu computador ao Brandão, pela Educação.

"Por nós, pelos alunos e pelo país. 18 de fevereiro, às 9h15, apaga pela educação. E nos dias seguintes, repete o gesto. A quem aderir ao protesto, pedimos que - o sinalize no seu perfil de FB (temos um logo para o perfil dos aderentes), - comente os nossos posts, - nos envie uma mensagem para apagaoaobrandao@gmail.com ou - use as hashtag relacionadas com o apelo.

E Depois das Escolas Fecharem?


E Depois das Escolas Fecharem?

A propósito do lançamento do Livro "E Depois das Escolas Fecharem?" da autoria do Paulo Guinote, aconselho-vos a escutarem um bom debate.

Pode acompanhar tudo aqui.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Grão da Mesma Mó


Grão da Mesma Mó

Coloquem o som no máximo. Cantem. Dancem. Interiorizem. E é isto. Hoje dou a palavra ao Sérgio Godinho que é também a minha.


"Não sei se estão a ver aqueles dias 

Em que não acontece nada sem ser o que aconteceu e o que não aconteceu 

E do nada há uma luz que se acende 

Não se sabe se vem de fora ou se vem de dentro 

Apareceu  


E dentro da porção da tua vida, é a ti 

Que cabe o não trocar nenhum futuro pelo presente 

O fazer face a face que se teve até ali 

Ausente, presente  


Vê lá o que fazes, há tanto a fazer 

Fazes que fazes ou pões sementes a crescer? 

Precisas de água 

Terra também

Ventos cruzados e o sol e a chuva que os detém 

Vivida a planta 

Refeita a casa 

É o espaço em branco 

Tempo de o escrever e abrir asa 

E a linha funda, na palma da mão 

Desenha o tempo então 

Desenha o tempo então  


Mas há linhas de água que cruzas sem sequer notares 

E oh, estás no deserto 

E talvez no oásis, se o olhares 

E não há mal, e não há bem 

Que não te venha incomodar 

Vale esse valor? 

É para vender ou comprar?  


Mas hoje questões éticas? 

Agora? 

Por favor 

Que te iam prescrever 

A tal receita para a dor 

Vais ter que reciclar 

O muito frio e o muito quente 

Ausente 

Presente  


Vê lá o que fazes, há tanto a fazer 

Fazes que fazes 

Ou pões sementes a crescer? 

E a linha funda, na palma da mão 

Desenha o tempo então 

Desenha o tempo então  


Um curto espaço de tempo 

Vais preenchê-lo 

Com o frio da morte morrida 

Ou o calor da vida vivida? 

Não queiras ser nem um exemplo 

Nem um mau exemplo 

Por si só 

Há dias em que é grão da mesma mó  


E a senha já tirada 

Já tardia do doente 

Dez lugares atrás 

E pouco a pouco à frente 

E cada um falar-te das histórias da sua vida 

Feliz, dorida  

Vê lá o que fazes 

Há tanto a fazer 

Fazes que fazes 

Ou pões sementes a crescer? 

Precisas de água 

Terra também 

Ventos cruzados 

E o sol e a chuva que os detém 

Vivida a planta 

Refeita a casa 

E espaço em branco

Tempo de o escrever e abrir asa 

E a linha funda, na palma da mão 

Desenha o tempo então 

Desenha o tempo então  


E explicaram-te em botânica 

Uma espécie que não muda a flor do fatalismo 

Está feito 

E se até dá jeito alterar 

Só por hoje o amanhã 

Melhor é transfigurar o amanhã com todo o hoje 

E as palavras tornam-se esparsas 

Assumes 

Fazes que disfarças 

Escolhes paixões 

Ciúmes 

Tragédias e farsas 

E faças o que faças 

Por vales e cumes 

Encontras-te a sós, só 

Grão a grão 

Acompanhado e só 

Grão da mesma mó 

Grão da mesma mó 

Grão da mesma mó 

Grão da mesma mó"

Rebelião - Apelo aos Docentes Portugueses

 


Apelo aos Docentes Portugueses 

Encostada às boxes, não posso deixar de divulgar o que subscrevo. Roubaram-me tempo de serviço efectivamente trabalhado e, com isso, todos os meses me assaltam os bolsos e assaltarão até ao fim dos meus dias. Mais, se eu morrer antes do meu marido, assaltarão a pensão de viuvez que ele receberá até ao fim dos seus dias. Assaltam com isto, todo o meu agregado familiar, filha e neto incluído.

Aqui chegados, nacionalizaram-me o meu computador, a minha net, a minha electricidade, o meu aquecimento e passaram a grande factura do funcionamento das escolas para as casas dos professores e eles que pagam que têm uma vida muito fácil. E nem se dignaram a perguntar se podiam, nem se dignaram a dar uma satisfação, um agradecimento público.... um podemos? Um podemos contar com vocês que nós prometemos em troca, e efectivaremos, respeito.

Mas há quem tenha vidas muito complicadas entre nós, há quem vidas no limiar da pobreza e isto é indigno por parte de um governo que se assume como socialista mas não passa de... 

Aqui vai o protesto. Se és Professor/a, adere!

#UmApagãoPelaEducação, 

#EstamosOffPelaEducação, 

#PorUmaEscolaMelhor

Um grupo de cidadãos, que exerce a profissão docente, apela aos restantes profissionais de educação, que estão em sua casa a usar, sem compensação, o seu próprio equipamento e condições técnicas para realizar ensino à distância, que adiram ao seguinte protesto, por agora, ainda só simbólico:

  • nos dias 18 e 19 de Fevereiro, quinta e sexta feira, desligar, pelas 9.15h, durante um período de 15 minutos, o equipamento de que são donos e suspender, nesse período, a colaboração com o disfarce de falta de preparação, que tem impedido a opinião pública de perceber que o ministro Brandão mente ao dizer que tudo corre bem e tudo estava preparado. 
  • Na semana seguinte apelamos a passar a 2 períodos diários de desligamento de 15 minutos, em horas diferentes, ponderando, na semana a seguir, passar a 3 períodos e, assim sucessivamente.
Apelamos a que o protesto se mantenha até o governo perceber que tem de respeitar e agradecer aos professores a sua boa vontade e colaboração, que tem ajudado a que não se perceba, em nome dos alunos, o desgoverno na educação.  

Mas as mentiras e desconsideração atingiram um nível insuportável. 

Este protesto, que é simbólico, e visa evitar o custo para os alunos do desligar total, que é legal e legítimo, pelos seus donos da infraestrutura digital do ensino à distância, também serve para que a comunicação social fale de todos os problemas da Educação, de alunos e de professores, num ângulo mais realista e menos desfocado pela propaganda frenética do ministro.  

O protesto deve manter-se até o governo negociar com todas as organizações sindicais, em conjunto, os problemas que preocupam os professores e que se agravam de há 15 anos para cá: questões de salário e de respeito pela carreira, condições de trabalho, horários, aposentação, concursos, tratamento dos contratados, avaliação, falta de recursos para os alunos e más condições de trabalho para os assistentes operacionais, imagem pública da classe e sua degradação pelas mentiras junto da opinião pública.

Apelamos a que todos os sindicatos se solidarizem com o protesto e não o desmobilizem, só porque não o geraram. Esperamos que todos os docentes aderentes usem as hashtags do protesto nas suas publicações e divulguem a adesão. #UmApagãoPelaEducação,

Este é um movimento de professores e visa fortalecer a Educação, num momento em que o governo, que não nos atende e desconsidera nos direitos, precisa de nós imperiosamente para servir o país. 

A adesão é livre e individual, mas apelamos a que todos ponderem o valor profundo, como exemplo, também para os alunos, do seu ato cívico, na defesa coletiva da Educação.  

Pedimos que sinalizem a adesão, subscrevendo, comentando e partilhando os textos deste apelo nas redes sociais.

Para esclarecer dúvidas sobre o mecanismo que propomos, publicamos em anexo FAQs de esclarecimento.  Quem tiver dúvidas e questões pode ainda contactar os proponentes constantes da lista abaixo (via Facebook/Messenger) ou enviar mensagem para apagaoaobrandao@gmail.com  

Os/as professores/as proponentes do apelo (por ordem alfabética)  

Ana Pinto  

Cristina Domingues  

Cristina Matos  

Helena Goulão  

Isabel Moura  

Jorge Castro  

Jorge Martins  

Luís Braga  

Margarida Pinto  

Rui Resende  

Sandra Gil  

#UmApagãoPelaEducação, #EstamosOffPelaEducação, #DarUmApagãoAoBrandão, #PorUmaEducaçãoSemBrandão, #PorUmaEscolaMelhor

Consulte aqui as FAQs 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Losing My Religion


Losing My Religion

"I haven´t said enough"

Continuo um Ent

Rasto de Ent em Terras Inóspitas que São Home
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
Continuo um Ent

O texto que hoje partilho é maravilhoso e revisitá-lo diz muito da relação que volta e meia estabeleço com os meus alunos, os únicos que me têm segurado todos estes anos na profissão que escolhi e que se veio a tornar coisa de muito difícil digestão em Portugal.

Não é tarefa fãcil ser professora em terra própria e pequena, onde todos se conhecem, e construir uma reputação à prova de bala é ainda mais difícil. Eu, confesso, tenho tentado com unhas e dentes dignificar a profissão que escolhi, não ser uma troca-tintas, ter uma relação muito franca e honesta com os meus miúdos e os seus pais, defender as causas em que acredito... mesmo se, frequentemente, eu nem beneficiarei directamente dessas lutas mas nem me importa, acredito que lutando pelo bem comum poderemos todos beneficiar de um mundo mais limpo e mais asseado. 

Volto à história que aqui me traz. Reencontrei o aluno desta história aqui em Amarante, onde ele já não habita, e entre beijos e abraços, este médico informou-me: - "Professora, entrei na especialidade" ao que eu disparei um imediato - "Está calado. Não me digas em que especialidade entraste porque eu vou adivinhar. Entraste em neuro-cirurgia."

E entrou. Era o que ele me dizia que ia ser quando fosse grande e ainda era pequenino. Foi meu aluno do 7.º ao 9.º ano de escolaridade e partilhou comigo uma das histórias mais belas e complexas sobre a minha pessoa e que correspondem exactamente ao que sou.

Esperto puto! Inteligente puto! 

E eu, agora bem mais velha, passados todos estes anos sobre a escrita deste texto, faço uma repescagem desta história em um dos momentos-chave e mais complexos de toda a minha carreira profissional, o quarto, que eu tenho as indignidades todas numeradas, e que ainda não sei como terminarei, e que está a ter consequências no meu equilíbrio físico e mental que eu tanto prezo.

Uma coisa é certa, Pi Pereira, mais velha, quero aqui e agora assegurar-te, mesmo que agora não leias este texto ou que o descubras um dia, sei lá eu, perdido por aqui por esta net que eu amo:

 - Continuo a deixar rastos de Ent em terras inóspitas que são Home.

DOMINGO, 25 DE MAIO DE 2008

Sou Um Ent


Rasto de Ent em Terras Inóspitas que São Home
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Sou Um Ent!!!

Hoje descobri que se estivesse dentro do mundo criado por Tolkien seria um Ent. E descobri-o em conversa no msn com um dos meus alunos... de seu nome Pi Pereira.
A propósito da próxima visita à ESA de Mia Couto, que se concretizará no próximo dia 13, o Pi falou-me de Tolkien e de todo um mundo criado de raiz que o deixa fascinado e maravilhado pela criatividade do autor, pela capacidade de criação de todo um mundo inexistente, com personagens como os Ents, as Esposentes, os Elfos e os Hobbits. "Um enredo fantástico e fenomenal" para usar as suas palavras.
Vou confessar aqui a minha completa ignorância sobre o que era isto dos Ents. Vai daí perguntei-lhe quem eram esses seres já que ele afirmava que dentro daquela história eu seria um deles. Confesso que não esperava semelhante resposta.
Partilho-a, a seu pedido, identificando o seu autor já que ele não quis saber de anonimatos nem pseudónimos. Partilho a sua visão sobre mim que me deixou deveras comovida e emocionada.
Jamais me compararam a um Ent. Jamais me disseram que eu sou um "pastor de árvores". Partilho esta bela história de múltiplas leituras agradecendo ao Pi o ter-ma contado.

"Pois os Ents existem desde os primórdios e foram criados para serem pastores de árvores", disse-me ele, "para as guiarem, amarem e cuidarem. Os Ents são pastores de árvores que falam com elas e com os animais. Comem os frutos das árvores, bebem a água dos rios, são seres antigos, sábios, amantes da Natureza, extremamente pacientes, bondosos e saudosos. Os Ents são seres fantásticos que adoram dar longos passeios para terras inóspitas. São errantes que vivem sem lar. Às vezes sentam-se num monte e passam semanas somente a respirar e a ouvir o chilrear dos pássaros. São belos e imortais. São muito fortes, mas apesar disso só lutam quando se sentem ameaçados. Em suma são seres absolutamente fabulásticos" - concluiu o Pi.

E à minha pergunta curiosa "Pi, a tua mãe é um Ent?" obtive a resposta que eu já esperava "É a rainha deles!"

Vai daí fiz hoje duas importantes descobertas. Descobri que para o Pi Pereira sou um Ent. E descobri que tenho uma rainha, o que nestas circunstâncias é muito saboroso, rainha essa que vai gostar de ler esta história porque a desconhece, tal como eu a desconhecia até me ter sido contada. Ora a "minha rainha" curiosamente, ou talvez não!, é, como eu, um Escorpião.

Resta-me acrescentar que o Pi Pereira, dentro desta história, seria um Elfo, sendo que os Elfos são seres fantásticos, precisos, belos, sábios, moderados, perspicazes e instintivos.

Lembrar-me-ei para sempre que para o Pi Pereira sou um Ent. E que isso constitui para mim uma responsabilidade acrescida. Espero, pois, conseguir manter-me assim, um "pastor de árvores", pelo resto dos meus dias e que daqui a muitos anos eu continue a ser um deles para o Pi Pereira. E já agora, para todos os outros também.
Texto retirado daqui.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

"Desconfinados à Força"


Desconfinados à Força

O título "Desconfinados à Força", muito embora apareça sem aspas no artigo saído no Observador, é na verdade, e tanto quanto sei, do nosso colega Luís Braga, que o usou pela primeira vez à conta do seu caso pessoal, que, aliás, tem dado muito que falar e muito brado, ao relatar a sua saga diária às voltas com um mais do que obsoleto computador da sua escola a que chamou Isidoro.

O artigo é importante. Porque amplia a informação mil vezes repetidas na blogosfera e nas redes sociais de professores, e porque ao ampliar também extravasa delas.

"Quando olhamos para o estado da educação no nosso país é inevitável não pensarmos nas desigualdades que se vão acentuando no seio da comunidade estudantil. Ficamos legitimamente indignados, porque sabemos que tudo isto poderia ter sido certamente evitado, tivesse o Governo planeado com a devida antecedência um possível regresso ao ensino à distância que se tornava cada vez mais inadiável com a escalada no número de novos casos de Covid-19 registado diariamente no país. Mas, infelizmente, como se costuma dizer, uma desgraça nunca vem só e parece-me que ultimamente a comunicação social se tem esquecido, talvez até propositadamente, da peça essencial do ensino em Portugal: os professores.

Passa ao lado dos mais despercebidos que ainda há professores a deslocarem-se diariamente para as escolas para “teletrabalharem”. A expressão “teletrabalhar no trabalho” é de facto absurda e impensável, mas é seguramente uma realidade vivida por vários portugueses que se sentem ignorados. O meu pai é professor e cá em casa temos a sorte de dispormos de material tecnológico suficiente para todos estudarmos e trabalharmos em simultâneo, mas infelizmente não é assim na casa de todos os professores. Alguns destes heróis sem capa, que garantem o ensino dos jovens portugueses veem-se injustamente obrigados a dirigir-se todos os dias de casa para a escola e vice-versa, frequentando muitas vezes os transportes públicos que, por muito que neguem, são locais onde o risco de exposição ao vírus se agrava, para darem aulas síncronas, esclarecerem dúvidas virtualmente, prepararem materiais de ensino, etc., utilizando materiais que se encontram, múltiplas vezes, visivelmente obsoletos e dificilmente utilizáveis. Como se não bastasse, têm ainda de abdicar de auxiliar e acompanhar os seus filhos com o ensino online, saindo, mais uma vez, prejudicados. Serão estes portugueses cidadãos de segunda?"

(...)

Continuem a ler aqui, sim? Vão ver que vão gostar... ou não do retrato deprimente e insuportável a que chegamos.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Petição - Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docente


Petição - Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docente

Leia e se concordar assine aqui e dê a assinar aos seus familiares. Garanto-vos que é da mais elementar justiça. Grata, Arlindo!

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República 

Exmo. Sr. Primeiro Ministro 

Exmo. Sr. Ministro da Educação  

O Decreto-Lei n.º 75/2010, de 23 de junho introduz pela primeira vez um mecanismo de vagas para acesso ao 5.º e 7.º escalões que tem continuidade no Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro. 

De acordo com o artigo 37.º 

“3 — A progressão aos 3.º, 5.º e 7.º escalões depende, além dos requisitos previstos no número anterior, do seguinte: 

a) Observação de aulas, no caso da progressão aos 3.º e 5.º escalões; 

b) Obtenção de vaga, no caso da progressão aos 5.º e 7.º escalões. 

4 — A obtenção das menções de Excelente e Muito bom no 4.º e 6.º escalões permite a progressão ao escalão seguinte, sem a observância do requisito relativo à existência de vagas. 

--- 

7 — A progressão aos 5.º e 7.º escalões, nos termos referidos na alínea b) do n.º 3, processa-se anualmente e havendo lugar à adição de um factor de compensação por cada ano suplementar de permanência nos 4.º ou 6.º escalões aos docentes que não obtiverem vaga, em termos a definir por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da Administração Pública e da educação. 

8 — A progressão ao escalão seguinte opera-se nos seguintes momentos: 

… 

b) A progressão aos 5.º e 7.º escalões opera-se na data em que o docente obteve vaga para progressão, desde que tenha cumprido os requisitos de avaliação do desempenho, incluindo observação de aulas quando obrigatório e formação contínua previstos nos números anteriores, sendo devido o direito à remuneração correspondente ao novo escalão a partir do 1.º dia do mês subsequente a esse momento e reportado também a essa data.”   

Este mecanismo apenas começou a ser aplicado em 2018 com a publicação da portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro e até 2020 teve as seguintes vagas: em 2018, 133 vagas para acesso ao 5.º escalão e 195 para o 7.º escalão; em 2019, 632 vagas para o 5.º escalão e 773 para o 7.º escalão; em 2020, 857 vagas para acesso ao 5.º escalão e 1050 para acesso ao 7.º escalão. 

Em 2020 constavam nas listas definitivas de acesso ao 5.º e ao 7.º escalão: 1530 docentes no 4.º escalão e 2398 no 6.º escalão. Assim, continuam de fora do acesso ao 5.º escalão 673 docentes e no acesso ao 7.º escalão 1348 docentes, totalizando 2021 docentes que ficam a aguardar vaga no ano seguinte. 

O sistema de vagas para acesso aos 5.º e 7.º escalões para além de injusto é único em toda a administração pública num sistema de carreira horizontal e é um mecanismo que entorpece e desvirtua o próprio sistema de avaliação do pessoal docente. 

Havendo a necessidade de obtenção de uma nota de mérito (Muito Bom ou Excelente) para acesso direto ao 5.º e ao 7.º escalão, impede em muitos casos que o mérito seja de facto reconhecido por quem dele merece, mas sim que o sistema funcione numa tentativa de atribuição dessas classificações a quem de facto precise dessa avaliação para superar a barreira imposta pela existência de vagas progressão.

Com a anulação das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões a avaliação do desempenho docente tornar-se-á mais justa, não ficando sujeita à necessidade de artificialmente se produzir avaliações de mérito.  

Os peticionários vêm pedir de imediato:  

• Que as vagas de acesso ao 5.º e ao 7.º escalão em 2021 sejam idênticas ao número de docentes que irão integrar as listas de acesso nestes dois escalões.  

Também exigem, por iniciativa parlamentar ou por recomendação ao governo:  

• A revogação da alínea b) do n.º 3 do artigo 37.º do Estatuto da Carreira Docentes, assim como todos os restantes artigos que lhe estão associados; 

• A recuperação de todo o tempo de serviço dos docentes que estiveram presos nas listas de vagas, para efeitos da contagem do seu tempo de serviço na carreira docente.  

Face à desvalorização da carreira docente com mecanismos artificiais que impedem a progressão dos docentes e criam injustiças arbitrárias nessa progressão, é urgente que se comecem a dar passos no sentido de valorizar os docentes e atrair mais jovens para uma profissão cada vez mais secundarizada pelos jovens estudantes.

 
Creative Commons License This Creative Commons Works 2.5 Portugal License.