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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Partilha - A Recuperar Um Post Antigo que Permanece Actual


Partilha - A Recuperar Um Post Antigo que Permanece Actual

A Alegria da Partilha



A Alegria da Partilha

Desta vez não é um post sobre a dimensão da minha fúria. Desta vez não é a resposta àquela coisa mesquinha de saber em que sítio da página da ESA foi colocado o link para a minha página de recursos, se à esquerda, se à direita, se na página de abertura ou na página do meu departamento, como se isso fosse relevante ou valorizador da minha pessoa, ou até do meu trabalho.
Não, desta vez o meu post não tem nada a ver com coisas desse calibre ridículo.
Desta vez vou escrever um post inteiramente dedicado à alegria da partilha entre gente civilizada.
Ontem, quando pouco passava das 13 horas da tarde, entrou-me uma notificação de mensagem de um tal de Vitor Menas que me fez sorrir e comentar com o A, mesmo ao meu lado, "Deve ser um colega a pedir os códigos das apresentações."
Com efeito, desde que publiquei os recursos em PowerPoint na minha página web recebo, amiúde, pedidos de códigos, que eu não posso satisfazer devido às razões já expostas na própria página e neste mesmo blogue, muito embora com grande pena minha.
Ora o meu palpite revelar-se-ia completamente infundado e o conteúdo da mensagem do Vitor deixou-me deveras surpreendida e sensibilizada.
O Vitor revelar-se-ia, afinal, um encarregado de educação, que eu não conheço, e que entrou em contacto comigo para me agradecer esta partilha que eu defendo e, mais importante ainda, que eu pratico, para me agradecer pelo meu trabalho, aquele que eu desenvolvi e desenvolvo apenas porque sim.
Porque me sinto de algum modo pioneira, pelo menos no meio onde me movo, desta partilha que eu defendo com unhas e dentes, e que pratico apesar da catástrofe que se abateu sobre a Escola Pública Portuguesa, chamada de ADD, e que já despoletou os comportamentos mais abjectos, mais absurdos, de intriga e de queixas e de queixinhas que já foram aflorados, apenas aflorados, neste blogue, partilho esta troca de correspondência entre mim e o Vitor reafirmando que vale a pena partilhar. Apesar dos riscos inerentes à exposição, e os meus leitores mais antigos devem estar lembrados do ataque torpe de um canalha à minha pessoa, e ao meu trabalho, no ano de 2008, quero reafirmar, aqui e agora, que jamais me arrependi desta partilha iniciada no já longínquo ano de 2007.
E aproveito este post para desafiar outros a fazerem o mesmo. Editem os vossos materiais pedagógicos. Vamos mostrar à ministra e aos seus secretários de estado porque não pode tratar-nos de professorzecos. Este é o caminho correcto. Canalizemos as nossas energias para algo de positivo. E o algo de positivo é trabalho constante na Escola Pública, direccionado para os nossos alunos, trabalho constante em todos os lugares onde nos encontremos contra um ME invulgarmente incompetente.

Aqui deixo o mail recebido do Vitor, que publico com a sua autorização, aproveitando mais uma vez para lhe agradecer, agora publicamente, tão generosas palavras.

Cara professora, tenho um enorme prazer em utilizar o seu excelente trabalho como grande apoio ao meu educando, e agradeço-lhe em nome de um ensino com qualidade o facto de estar acessível a quem o procure. Só é pena que os burocratas nos gabinetes ignorem estas mais valias da educação e tentem valorizar o que não tem nem nunca terá valor.

Bem haja quem!

Cumprimentos
Vitor Menas

E agora a minha resposta... que diacho, acho que exagerei na escrita!

Vítor Menas

Foi com enorme prazer que li o seu e-mail e confesso-lhe que o seu cuidado, atenção e delicadeza revelados para comigo, deixaram-me até comovida, não só pelo conteúdo da missiva, mas também porque foi a primeira vez que um encarregado de educação, que eu presumo desconhecer, me agradeceu pelo trabalho por mim desenvolvido.
As apresentações em PowerPoint, que publiquei na minha página de recursos, são o resultado de um trabalho imenso e árduo, de anos, que jamais me será pago pelo Ministério da Educação e que eu considero saldado sempre que vejo os olhitos dos meus alunos a brilhar dentro da minha sala de aula. A partilha deste material resulta, em primeiro lugar, dos pedidos mais do que insistentes da parte deles para que eu lhes disponibilizasse este material, o que me fez meter pés ao caminho e aprender a fazer uma página web, coisa completamente desconhecida até então para mim. Poderia ter deixado o acesso reservado aos meus alunos, mas optei por partilhar com o mundo o meu trabalho. Tenho a firme convicção que partilhando experiências e trabalho "o mundo pula e avança" mais rapidamente e melhor. Defendo, afirmo e pratico.
Ironia das ironias, hoje, com a Avaliação do Desempenho a entrar como uma bomba de fragmentação escolas adentro provocando uma degradação, nunca por mim vista anteriormente, no entusiasmo, na alegria, na tranquilidade, na disponibilidade, no tempo necessário para se proceder a um trabalho destes, confesso-lhe que jamais conseguiria produzir o que produzi no passado. Papéis, papéis, papéis em quintuplicado, tudo fotocopiadinho e arquivadinho em pastinhas de Lúcifer, relatórios e mais relatórios, reuniões em cima de reuniões, justificações e mais justificações, tudo por escrito, tudo monitorizado... que aberração quando toda esta monitorização só nos serve para tolher os passos, só nos serve para impedir de caminhar.
Desculpe-me o desabafo Vítor, mas não pude deixar de o fazer, magoada que estou pelo tratamento dado a todos os professores, tratados como um bando de anormais, um bando de malandros, um bando de doidos e de incompetentes por estes políticos.
Voltando ao conteúdo do seu mail deixe-me dizer-lhe que fico muito feliz por ser útil ao seu educando. Espero poder contribuir para que ele desenvolva o gosto pelo conhecimento, neste caso histórico.
Deixe-me ainda confessar-lhe que, não estando completamente satisfeita com o trabalho já desenvolvido, estou a reformular as apresentações para o 7º ano de escolaridade.
E em tom de desabafo último, gostaria que o Ministério da Educação não me impedisse de prosseguir o meu trabalho.
Grata pelas suas generosas palavras e pela sua atenção.

Ao dispor

Anabela Magalhães

Faço-lhe ainda um pedido. Pela importância que dou à partilha que conscientemente faço arriscando críticas, mas também recebendo provas de carinho como esta, pela minha determinação em mudar mentalidades, mesmo entre os professores, muitos de nós com materiais de apoio espantosos fechados a sete chaves em plataformas Moodle promovidas pelo ME, deixa-me publicar o seu e-mail apelando de novo à partilha pública de recursos pedagógicos, sem portas fechadas?
Agradeço-lhe mais uma vez e aguardo a sua resposta

Anabela Magalhães 
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quarta-feira, 10 de junho de 2026

A Teoria e a Prática - Nojo, Nojo, Nojo!


A Teoria e a Prática - Nojo, Nojo, Nojo!

O discurso é público e parece poesia para os meus ouvidos não fora eu ter conhecimento do que se passa nos seus interiores.
O resto também há-de ser público.
E o resto é um processo disciplinar movido contra a minha pessoa e que aguarda desenvolvimento no Tribunal Administrativo... segunda vez que tenho de recorrer ao TC contra o ME, agora MECI, durante a minha vida profissional, integrada num ministério que se diz da Educação e que me devia proteger dos que talvez se julguem todo poderosos e donos disto tudo... nem sei, tamanho é o ridículo com que se cobrem na ânsia de berrar alto e bom som "Aqui quem manda sou eu!" e "Eu é que sou a Directora!".
E o resto é ainda infinitamente mais grave já que se trata de uma queixa-crime que recaía sobre a minha pessoa, ainda por cima acusada de qualquer coisa agravada que não lembra nem a um caracol, a uma minhoca... a um neurónio... eu sei lá!
Pelo caminho os meus superiores hierárquicos, numa fase em que há professores aos molhos tal e qual como o alecrim do campo, deram-se ao luxo de perderem para sempre uma excelente profissional, Professora de História, chamada Anabela Magalhaes, que já desceu ao inferno e que, por o achar um braseiro, não teve outro remédio se não trepar paredes acima para fugir das chamas que atearam contra ela, como se ela fosse uma mera Mulher Bruxa, daquelas a que ateavam o fogo em plena Idade Média e mais além. (Consultar o miserável processo conhecido como Terra do Mata e Queima).
E por agora é tudo, com a promessa de que não ficaremos por aqui pois há coisas que vão parecer castanhas quentinhas a saltar no meio dos meus carvões, nesta casa que é minha e onde eu escrevo o que entendo a coberto da Liberdade de Expressão e não sujeita à lei da rolha que me querem impor.
E era!

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE DA DIRETORA – 2025-2029

1/07/2025

Exmo. Senhor Presidente da CMA – Dr. Jorge Ricardo

Senhor Vereador da Educação – Dr. Adriano Santos

Senhor Presidente do Conselho Geral – Dr. Gabriel Vilas Boas. Na sua

pessoa, cumprimento todos os conselheiros do Conselho Geral.

Diretores das escolas públicas – Artur Correia e Carlos Gomes

Diretora do Centro de Formação Amarante e Baião – Dra Ercilia Costa

Membros e ex-membros da direção

Ex-Presidentes de Conselhos Gerais

Conselheiras do CP

Coordenadoras de Estabelecimento

Caríssimos Professores, Assistentes, Família, Pais e Alunos

Assumo com responsabilidade e honra a continuidade como diretora do Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes, reconhecendo o desafio exigente, mas profundamente gratificante, que representa liderar esta comunidade educativa.

Agradeço a confiança que me foi novamente depositada, vendo nesta recondução um renovado apelo ao serviço público e à construção de uma escola mais justa, inclusiva e de qualidade.

Sabemos que a escola de hoje é mais do que um espaço de ensino. É uma comunidade viva, onde se cruzam sonhos, projetos, dificuldades e conquistas. Um lugar onde se forma o futuro, se ensina a pensar, a agir com ética e a respeitar a diferença.

Neste novo mandato, reafirmo o meu compromisso com:

• A valorização do trabalho dos docentes e não docentes, essenciais à missão da escola;

• A centralidade dos alunos, na sua diversidade, como razão de ser da nossa ação educativa;

• A aposta na inovação pedagógica, sem esquecer os princípios da equidade e da inclusão;

• O reforço das parcerias com as famílias e com a comunidade envolvente, porque só juntos podemos construir uma escola forte e solidária.

Com dedicação renovada, prosseguiremos o nosso caminho: consolidando projetos, inovando práticas, acolhendo com respeito e preparando os nossos alunos para um mundo em constante mudança. Acreditamos numa escola de portas abertas — um lugar onde cada um possa crescer, sonhar e descobrir o melhor de si.

Esta cerimónia marca não só o início de um novo ciclo, mas também o reconhecimento do percurso construído com o empenho de professores, funcionários, alunos, famílias e toda a comunidade. Esse trabalho conjunto é a base sólida dos desafios que abraçamos.

Expresso o meu mais sincero agradecimento à equipa de direção atual e a todos os que integraram direções anteriores. O vosso contributo foi essencial para o crescimento e sucesso do nosso Agrupamento. Cada um de vós representa — ou representou — um apoio inabalável, que nos permitiu enfrentar desafios com lealdade, confiança e esperança.

É com genuína gratidão e profunda admiração que reconheço o vosso profissionalismo, entrega e compromisso com o bem comum. Obrigada por caminharem a meu lado com espírito de colaboração e sentido de missão.

Quero agradecer de forma individual a cada um dos colegas que fizeram parte das equipas de direção desde 2004:

• Artur Correia • Fátima Carvalho • Filomena Rodrigues • Luciano Ferreira • Aida Pinto • António Aires • Elisabete Silva • Cândido Gonçalves • Adosinda Ribeiro • Joaquim Pinto • Joaquim Pinheiro.

A cada um, o meu sincero reconhecimento. Transporto as aprendizagens, os momentos partilhados e o vosso contributo generoso. O percurso que trilhámos juntos deixa marcas de que me orgulho.

Deixo uma palavra muito especial de agradecimento ao colega e amigo Zé Carlos Cunha, presidente do Conselho Executivo do AE S. Gonçalo entre 1998 e 2004, período em que tive a honra de ser sua vice-presidente. Foi ao seu lado que dei os primeiros passos na gestão e administração escolar — uma etapa marcante do meu percurso. Obrigada, Zé Carlos, pelo conhecimento, pela paciência e pelo exemplo de dedicação e responsabilidade.

Aos Presidentes dos Conselhos Gerais, Professores e Amigos — Taí Laranjeira, Glória Bento, Joaquim Pinheiro e Gabriel Vilas Boas: O meu profundo reconhecimento pela firmeza e transparência com que conduziram os trabalhos deste órgão estratégico. Em contextos exigentes, a vossa visão coesa, liderança

responsável e íntegra foram decisivas para o fortalecimento do nosso projeto coletivo.

Agradeço também ao atual Conselho Geral a confiança depositada. Essa confiança reforça a responsabilidade, mas também encoraja a continuar este caminho com seriedade, abertura e respeito por todos. A todas as coordenadoras de estabelecimento e equipas de trabalho — departamentos, ciclos, bibliotecas e projetos — o meu profundo agradecimento.

O vosso trabalho, tantas vezes silencioso, assegura a ligação às realidades de cada contexto, com rigor e sensibilidade. Obrigada pela confiança. Continuaremos, juntos, a cuidar das nossas escolas.

Um agradecimento especial aos Assistentes, verdadeiros guardiões do dia a dia das nossas escolas. A vossa disponibilidade, o cuidado com que acolhem e apoiam são fundamentais para o bom funcionamento e o espírito de comunidade. Obrigada pela vossa dedicação ao longo dos anos.

Ao pessoal da secretaria, rosto sereno e eficiente da nossa organização: obrigada pela competência, disponibilidade e profissionalismo com que asseguram o funcionamento do Agrupamento.

Aos Professores, pela dedicação, resiliência e paixão com que ensinam: são a alma pedagógica do Agrupamento. O vosso trabalho transforma vidas e constrói futuro. Obrigada por acreditarem no poder da educação.

Às Associações de Pais e a todos os parceiros educativos, o nosso profundo agradecimento. O vosso envolvimento ativo, o diálogo constante e o espírito de colaboração foram fundamentais para fortalecer a ligação entre a escola e as famílias. É um verdadeiro privilégio servir esta comunidade lado a lado com pessoas tão comprometidas, generosas e inspiradoras.

Ao Conservatório de Amarante, expressamos o nosso sincero reconhecimento pela presença assídua e pelo envolvimento entusiasta em todas as iniciativas culturais promovidas pela escola. A vossa colaboração enriquece de forma notável o nosso ambiente educativo, reforçando a cultura como pilar essencial na formação integral dos nossos alunos.

Obrigada por contribuírem, de forma tão dedicada, para o bem-estar e o sucesso dos nossos alunos.

Aproveitamos também para renovar o nosso mais sincero agradecimento à Câmara Municipal de Amarante, na pessoa do seu Presidente, bem como ao Senhor Vereador e ao Chefe de Divisão, pelo apoio, disponibilidade e colaboração constante ao longo deste percurso.

O vosso empenho e compromisso foram determinantes para a concretização e o êxito do nosso Projeto Educativo, refletindo uma visão partilhada de progresso, inclusão e valorização da educação como motor de desenvolvimento comunitário.

Renovo o meu compromisso com esta missão, com determinação, espírito de serviço e uma profunda confiança no valor de cada membro da nossa comunidade educativa.

Continuaremos, juntos, a construir o futuro com responsabilidade, exigência e paixão pela educação.

Termino com as inspiradoras palavras de Nelson Mandela:

"A educação é a arma mais poderosa que podes usar para mudar o mundo."

Muito Obrigada

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Convite à Professora Desaparecida - Anabela Magalhães

Ice Land Girl
Fotografia de Miguel Matias de Magalhães

Convite à Professora Desaparecida - Anabela Magalhães

Enquanto na minha escola parecem não ter mais nada para fazer e parecem fazer de tudo para que eu desapareça do mapa/site desta ainda minha escola, ou seja, apagam todo e qualquer vestígio do trabalho por mim desenvolvido no agrupamento Teixeira de Pascoaes do site do agrupamento - podem confirmar aqui se encontram rasto dos projectos como o Projecto Ver para Querer ou do Projecto História em Movimento, este último ainda completamente activo - ou seja, e resumindo, enquanto por um lado parecem tentar anular-me, quiçá transformar-me num zero à esquerda enquanto Orgulhosa Professora que Fui, vou recebendo uns convites interessantes que, infelizmente, e por motivos de saúde, vejo-me obrigada a declinar e que vão em sentido absolutamente contrário.

Ou seja, estamos perante dois mundos opostos que não se cruzam. O primeiro... morreu de morte matada?

Nota 1 - Ao tentarem aniquilar qualquer rasto da minha pessoa esqueceram-se do Inovar com PET... eheheh... é que até para anular profissionais é preciso comnpetência, certo?

Nota 2 - Este trabalho até está giro, digo eu, e dirige-se aos alunos do 7.º ano de escolaridade. Aqui o deixo a quem interessar.

Nota 3 - Acho que devo estar a ficar mesmo amalucada. Constatadas estas, como dizer... "tentativas de homicídio profissional"... será uma expressão muito forte?!... já só me dá pena por uma escola onde eu já fui feliz.

"Exma. Senhora Profa. Anabela Magalhães,

No âmbito do projeto “Equity&PISA - Equidade Educativa através do PISA: Resultados e Discursos,” temos o prazer de a convidar para o seminário final do projeto. Este estudo é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (ref.ª PTDC/CED-EDG/2124/2020) e está a ser realizado pelo Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, sob a responsabilidade dos Professores Doutores Gil Nata e Tiago Neves.

O projeto “Equity&PISA” visa explorar a relação entre a participação dos países no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da OCDE, e as alterações nos níveis de equidade educativa (relativa a questões socioeconómicas). Os principais objetivos incluem compreender se a participação no PISA contribuiu para melhorias na equidade educativa, avaliar o impacto das políticas educativas nacionais e analisar a perceção de intervenientes educativos sobre a relação entre o PISA e a equidade.

Neste seminário, além de apresentarmos os resultados finais ao público geral, contaremos com uma discussão de especialistas sobre os dados obtidos. Nesse sentido, convidamo-la a ser uma das oradoras, apresentando as suas opiniões e contribuições sobre os resultados, dado o seu papel significativo na media e na produção de conteúdos relacionados com a educação.  Para facilitar a preparação, enviaremos com antecedência uma súmula dos principais resultados do estudo, que permitirá uma visão abrangente e sucinta dos temas a discutir. O formato da participação de cada um dos peritos dependerá da respetiva disponibilidade. Idealmente, gostaríamos de realizar mesas redondas em que os peritos discutiriam entre si os resultados do projeto. Nos casos em que não fosse possível, a proposta passaria por uma apresentação individual.  

Antes de confirmarmos a data definitiva do evento, gostaríamos de verificar a sua disponibilidade, de forma a podermos agendar a data que permita a maior participação dos vários peritos que colaboraram com o projeto. Após a confirmação dos convidados, optaremos por realizar o evento presencialmente ou online, conforme as disponibilidades indicadas. Caso o evento ocorra presencialmente no Porto, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, disponibilizaremos, se necessário, condições de transporte e estadia. (...)"

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Apoio Vindo Nem Sei de Onde - Saboroso, Importante, Significativo, Carinhoso... e Anónimo








Flores - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Apoio Vindo Nem Sei de Onde - Saboroso, Importante, Significativo, Carinhoso... e Anónimo

Chegou-me um dia destes a casa, em caixa grande em que no exterior apenas estava escrito "A felicidade floresce de dentro", causando-me estranheza já que eu, por norma, nunca recebo encomendas.
Até comentei "deve ser para a minha filha ou para o meu marido" mas não, insistiu o entregador, a encomenda era mesmo para esta senhora que sou eu.
O enigma instalou-se dentro desta anonimidade, a única de que gosto e que aceitei de bom grado.
Presumi que não seria nada de grave vindo da escola a que pertenço... e abri, corajosamente o comprido caixote, bonito por fora e ainda mais belo por dentro... puras e bran cas flores salpicadas com um verde de eucalipto, um cheiro celestial, uns recados para tratamento do belíssimo ramo e um cartão, escrito sem qualquer assinatura.

Toda a gente sabe que a minha vida profissional foi virada do avesso com a instauração de um processo disciplinar e eu, passado todo este tempo, continuo a pensar que se havia pessoa que o não merecia era eu, uma trabalhadora incansável da e para a Escola Pública, para os Meus Alunos em particular, partilhadora, sempre pronta a ajudar quem de mim precisasse... e tanta gente ajudei ao longo da minha vida... e ainda por cima não é que o processo disciplinar é-me instaurado no final de um ano de trabalho em que tinha regressado à escola após prolongada ausência, por luto, após o falecimento do meu pai que me abalou até ao tutano... e ainda não completamente digerido neste momento em que escrevo?
Foi na mouche, parece que escolhido a dedo.
Pois não sei de onde chegaram-me flores e um cartão que assim reza:

"Anabela,
que esta flores a possam animar nestes dias cinzentos que têm persistido em se arrastar, dando-lhe esperança e ânimo. Admiro-a e sei que este gesto pouca diferença fará, mas acredite que a sua determinação, frontalidade e coerência dão força a outras.
Abraço sincero e grato desta sua colega."

Pois Colega Minha, que eu desconheço, nem imaginas tu a diferença que faz e fará um gesto destes na vida de uma pessoa votada quase completamente ao ostracismo dentro de uma escola onde sempre deu o litro nunca olhando para o relógio e trabalhou até ao esgotamento fazendo a minha filha afirmar, frequentemente, "Nem sei porque não levas o colchão para a Escola!".
Agradeço-te do coração este gesto tão carinhoso, empático, sensível, solidário, cuidadoso, enfim, humano... e como eu gosto destes atributos!
Estando em fase de poder vomitar se me cruzar com determinadas pessoas, este gesto alimentará a minha alma por dias e dias a fio... e isso é tão bom...

Tempos houve em que eu me alimentava muito de Escola Pública. Agora, o que já foi alimento, transborda em mar de toxicidade.
Daí este consolo chegar em momento certo, em momento de muita descrença... ajudando-me a recentrar, espero, na beleza dos meus, na beleza que persiste no Mundo, na beleza interior de gente anónima e não só espalhada por esta superfície que acolhe, temporariamente os nossos passos.
Que eles possam ser firmes, honestos, solidários, contribuidores de um mundo melhor onde parece qu8e parte da humanidade já anda completamente perdida.

Obrigada do coração.

Anabela Magalhães

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Gratidão - Alunos - "Só quero ver o jardim todo a florir."

Eu - Homenagem ao Mestre Costa Carvalho
Fotografia de Aluno Meu

Gratidão - Alunos - "Só quero ver o jardim todo a florir."

A todos os meus alunos, que o foram há poucos ou muitos anos, mas tantos anos que já tive o gosto e o prazer de ter os seus filhos nas minhas salas de aula, Alunos a quem sempre chamei os Meus Alunos Netos, agradeço um percurso de Escola que foi, segundo o meu prisma e sem falsas modéstias, tão gratificante e trabalhoso quanto eu consegui, a cada momento desta minha vida em grande parte dedicada de alma e coração aos Meus Alunos e à Escola Pública, que eu imaginei sempre escrita com letra maiúscula, povoada de Gente com letra maiúscula.

A escola hoje não é isto. Tornou-se um lugar de tirania mais ou menos disfarçada de democracia, um lugar tóxico, povoada de muitas situações impróprias para consumo, pelo menos para mim que jamais transporei as linhas vermelhas que para mim tracei ao longo de uma vida que já se dirige, a passos largos, para os setenta anos de idade. 

Esta fotografia chegou-me hoje, tirada por um Aluno Meu de há muitos anos atrás, que me reporta a uma Escola Humanista e Democrática, em tempos de Magalhães.

Não aguento a escola de hoje, escrita com letra muito minúscula, onde me querem obrigar a ficar diluída, violentada, humilhada, condenada, suspensa, amesquinhada, sem respostas... coisa que nem a um cão se faz, quanto mais a uma Professora que deu sempre tudo o que tinha para dar, dentro e fora das salas de aula, ao ponto de escutar a minha filha adolescente "Mãe, leva o colchão para a escola!"

Em dias de chumbo, como os que agora vivo, com um processo disciplinar às costas, uma condenação suspensa por 22 meses... seria o tempo da anterior legislatura?... e um recurso para o senhor ministro da Educação que, por agora, felizmente mudou, mas que ainda não obteve resposta, com uma queixa pendente sobre mim para o Ministério Público por parte da inspecção e com a concordância da senhora directora do Agrupamento Teixeira de Pascoaes... ai dr. Joaquim!!!... o que mais me passa pela cabeça é abandonar uma profissão que já foi a Minha Profissão mas que já não o é mais. Não assim.

E em dias de chumbo, como os que agora vivo eis que me chega esta fotografia, tirada por um Aluno Meu acompanhada por uma frase muito importante para mim:

"Só quero ver o jardim todo a florir."

Grata, Aluno meu! Grata Alunos Meus! Estarei sempre aqui para ti, para vós, enquanto os meus pés pisarem estas calçadas que calcorreio desde criança, até com os meus pés descalços.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

terça-feira, 5 de março de 2024

Apoios de Longe


Apoios de Longe 

Não me posso queixar de todo o apoio recebido, vindo de longe, ao longo deste angustiante processo disciplinar kafkiano de que tenho sido vítima. 

As missivas de teor semelhante a este que hoje me entrou no chat do facebook e que aproveito para divulgar com a respectiva autorização, vão muito no sentido de eu ser uma inspiração na luta dos professores, de eu ser uma inspiração para a luta dos professores ao longo destas já decadas de dar o corpo ao manifesto por um amanhã melhor. Afinal, não é por acaso que eu estudei na Escola Pública, que a minha filha estudou na Escola Pública e que os meus netos estudam na Escola Pública... não sabendo eu até quando face à deterioração das condições que vejo e observo a agravarem-se a cada dia que passa.

As missivas chegam-me de Norte a Sul do país, passando também pelo centro, vindas de gente que conheço pessoalmente e mesmo de gente que desconheço por completo.

Do interior da ainda minha escola o que mais recebo é um silêncio constrangedor e confrangedor, salvo raras excepções por quem eu sinto um enorme apreço e amizade nesta hora de difícil processamento da minha situação de condenada que nunca baixará os braços, nunca imobilizará as pernas e nunca calará a sua voz, falada e muito menos escrita.

Estarei sempre grata do coração por este apoio que rebenta completamente com um possível sentimento de desamparo e de solidão a que pudesse sucumbir.

Estou aqui. Ainda estou aqui. Apesar de tudo.

"Cara Anabela, 

peço desculpa pela ousadia, mas não posso deixar de lhe dirigir algumas palavras de conforto. 

Não desista! 

Também não estou a atravessar uma boa fase na minha escola, mas não podemos baixar os braços. Se nos tentam calar é porque fazemos alguma diferença.

Tenho muita admiração por si, e acredito que muitos colegas sintam o mesmo. 

Da minha parte, é a Anabela que me faz continuar a falar, a enfrentar e não desistir das minhas convicções e valores.

 É uma inspiração nesta luta, por vezes desigual. 

Não está sozinha. 

Força, colega!"

sábado, 2 de março de 2024

Luta dos Professores

Recorte retirado da Caixa de Comentários do Blogue do Guinote

Luta dos Professores

Agradecendo desde já todo o apoio, carinho e consideração por mim demonstrados, informo que é para mim uma honra ver o meu nome no meio deste lote onde, sinceramente, penso que não deveria estar. Informo ainda que estou out, por agora, da luta dos professores... que não acabou e que continuará, por certo, sem esta zeca que não lhe fará falta alguma.

Mas a luta continua, sim? 

domingo, 22 de outubro de 2023

sexta-feira, 14 de julho de 2023

Orgulho e Curiosidades - A Minha Escrita em Livro de Português da Porto Editora e o Processo Disciplinar de Que Sou Alvo




Orgulho e Curiosidades - A Minha Escrita em Livro de Português da Porto Editora e o Processo Disciplinar de Que Sou Alvo

Os recortes foram-me enviados há uns tempos atrás e eu, sinceramente, ocupada a fundo na luta pela melhoria da Escola Pública Portuguesa, nunca ninguém se atreverá a dizer que eu lhe passei ao lado... e bem que podia ter passado o meu ano lectivo sossegadíssima e sem qualquer participação na maior luta que este país já conheceu no que à Educação diz respeito, hoje tropecei neles em arrumações aqui pelo meu pc.

Os recortes foram-me gentilmente enviados pelo meu Amigo Professor de Português e Presidente do Conselho Geral do Agrupamento onde trabalho, Gabriel Vilas Boas, a quem agradeço desde já publicamente, pois, sem ele, nunca saberia que a minha escrita foi selecionada um dia para semelhante livro.

Reli agora o texto, escrito pouco depois de abrir este blogue e, de facto, nunca andei aqui a enganar seja quem for. Disse logo ao que vinha. 

O meu perfil enquanto Pessoa e Profissional da Educação enquadra-se no que, teoricamente, é pretendido pela tutela e pelas escolas nos seus blás, blás, blás, blás escritos, intermináveis de belos, mas que não têm qualquer correspondência com a realidade pois na vida real exige-se o esmagamento das personalidades, das especificidades, das diferenças, dos não, eu não vou por aí.

Sem saber ainda a razão porque sou alvo de um processo disciplinar movido pela minha directora, que nem sequer decorre internamente no meu agrupamento e que seguiu logo para a inspeção - deve ser qualquer coisa muito muito grave que provavelmente eu fiz a dormir, logo eu que sou tão cuidadosa! - fico para aqui a matutar se o conteúdo deste texto não estará ligado à coisa indigna de um percurso docente bem asseado, e que é o meu, estar agora manchado por aquilo que na rua me dizem ser, de facto, uma condecoração pelo meu percurso de prof lutadora como o raio que me parta e pelo qual eu devo estar é cheia de orgulho. 

E, na verdade, olho para trás e sinto orgulho por ter sido expulsa da Assembleia da República em tempos da idiota PACC nos dias do Crato e sem que eu fosse contratada e sem que a PACC me beliscasse fosse onde fosse.

E, na verdade, olho para trás e sinto orgulho por ter andado a pedinchar assinaturas contra o fim da disciplina de EVT, eu de História, e ver com os meus olhinhos a recusa de prof de EVT da minha escola em assinar semelhante abaixo-assinado que nada me interessava mas que lhe devia interessar a ele...

E, na verdade, olho para trás e sinto orgulho por ter andado a pedinchar assinaturas nos dias da ILC e de ter contribuído para a "quase" demisão do Costa... seguro pelo vergonhoso psd. Estivemos quase...

E aguardo. Com muita curiosidade, aguardo!

Aguardo muita coisa em várias frentes.

terça-feira, 4 de julho de 2023

Requiem por Um(a) "Amigo(a)" Morto(a) Dentro de Mim


Requiem por Um(a) "Amigo(a)" Morto(a) Dentro de Mim

São vários e várias. E estão agora mortos dentro de mim. Cada um deles e cada uma delas o saberá ao ler este post a eles e a elas dedicado. 

Matei-os, dentro de mim. E são agora nada.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Eu - Com Dedicatória a Todos os Meus Alunos

Noiva da Santa Amarantina em Fuga - Festa Amarantina


Eu - Com Dedicatória a Todos os Meus Alunos

Foram todos importantes para mim. Sem excepção. 

Cresci com vocês, escutei as vossas palavras, dei-vos muito do meu tempo pessoal, dei-vos muito do meu colo, muito muito para além do que o meu patrão me obrigava e apenas porque sim, porque me dou por inteiro a tudo o que abraço com determinação, contra ventos e marés, saltando muros, muralhas, poios até!

Em hora de balanço entre o deve e o haver ficais vós, (e muito pouco mais), os vossos abraços de carinho, os vossos sorrisos, as vossas gargalhadas, as vossas palavras de apoio e de estupefacção por esta professora estar com um processo disciplinar (quase) no fim da sua carreira profissional que eu sempre desejei sem mácula (nem uma falta injustificada eu permiti no meu registo biográfico) e que eu sempre pretendi exercer com dignidade, determinação, honestidade, humor, poder de encaixe, profissionalismo, carinho, amizade... e o mais que nem vou para aqui enunciar... nunca desejando sair da sala de aula, lugar onde continuo um peixinho dentro de água. 

Mas o pior é colocar o pé fora dela... aqui a sexagenária... e nesta hora, em que cruzo Escola e Festa Amarantina, ocorrem-me as notícias dos pasquins que dizem... "sexagenária foi atropelada por uma viatura na passadeira..." e fico a pensar que aqui a je só se for atropelada por um ovni e terá de ser ao virar de uma esquina qualquer para os ETs me apanharem desprevenida.

Alunos, não deixem de ser felizes! Alunos, prometam-me que perseguirão os vossos sonhos com unhas e dentes... sem atropelarem seja quem for mas também não se deixando atropelar. Não se deixem atropelar. Não deixem que façam de vocês minhocas contorcionistas. Lutem pelos vossos direitos sem esquecer nunca os vossos deveres. 

E, Alunos, prometam-me que continuareis a brincar e a sorrir e a gargalhar até ao fim dos vossos dias, cumprindo, assim, com vigor e asseio, a vossa única passagem por esta casa comum por onde já se passearam todos os nossos/vossos antepassados sem nunca esquecerem que todos nós estamos só de passagem.

E fiquem bem, sim?

Nota - Foi tão bom reencontrar tantos... tão bom... e gostaria tanto de vos ter reencontrado a todos... e, olhem, ponham o som no máximo e abram as goelas acompanhando os Xutos a plenos pulmões! E aproveitem para exorcizar fantasmas... xôoooooooooooo!



domingo, 28 de maio de 2023

A Agustina e Eu Entre as Videiras

 


A Agustina e Eu Entre as Videiras

Cantemos. Corações ao alto!


Rasto de Ent em Terras Inóspitas que São Home

Rasto de Ent em Terras Inóspitas que São Home

SEGUNDA-FEIRA, 15 DE FEVEREIRO DE 2021

Continuo um Ent

Rasto de Ent em Terras Inóspitas que São Home
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Continuo um Ent

O texto que hoje partilho é maravilhoso e revisitá-lo diz muito da relação que volta e meia estabeleço com os meus alunos, os únicos que me têm segurado todos estes anos na profissão que escolhi e que se veio a tornar coisa de muito difícil digestão em Portugal.

Não é tarefa fácil ser professora em terra própria e pequena, onde todos se conhecem, e construir uma reputação à prova de bala é ainda mais difícil. Eu, confesso, tenho tentado com unhas e dentes dignificar a profissão que escolhi, não ser uma troca-tintas, ter uma relação muito franca e honesta com os meus miúdos e os seus pais, defender as causas em que acredito... mesmo se, frequentemente, eu nem beneficiarei directamente dessas lutas mas nem me importa, acredito que lutando pelo bem comum poderemos todos beneficiar de um mundo mais limpo e mais asseado. 

Volto à história que aqui me traz. Reencontrei o aluno desta história aqui em Amarante, onde ele já não habita, e entre beijos e abraços, este médico informou-me: - "Professora, entrei na especialidade" ao que eu disparei um imediato - "Está calado. Não me digas em que especialidade entraste porque eu vou adivinhar. Entraste em neurocirurgia."

E entrou. Era o que ele me dizia que ia ser quando fosse grande e ainda era pequenino. Foi meu aluno do 7.º ao 9.º ano de escolaridade e partilhou comigo uma das histórias mais belas e complexas sobre a minha pessoa e que correspondem exactamente ao que sou.

Esperto puto! Inteligente puto! 

E eu, agora bem mais velha, passados todos estes anos sobre a escrita deste texto, faço uma repescagem desta história em um dos momentos-chave e mais complexos de toda a minha carreira profissional, o quarto, que eu tenho as indignidades todas numeradas, e que ainda não sei como terminarei, e que está a ter consequências no meu equilíbrio físico e mental que eu tanto prezo.

Uma coisa é certa, Pi Pereira, mais velha, quero aqui e agora assegurar-te, mesmo que agora não leias este texto ou que o descubras um dia, sei lá eu, perdido por aqui por esta net que eu amo:

 - Continuo a deixar rastos de Ent em terras inóspitas que são Home.

DOMINGO, 25 DE MAIO DE 2008

Sou Um Ent


Rasto de Ent em Terras Inóspitas que São Home
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Sou Um Ent!!!

Hoje descobri que se estivesse dentro do mundo criado por Tolkien seria um Ent. E descobri-o em conversa no msn com um dos meus alunos... de seu nome Pi Pereira.
A propósito da próxima visita à ESA de Mia Couto, que se concretizará no próximo dia 13, o Pi falou-me de Tolkien e de todo um mundo criado de raiz que o deixa fascinado e maravilhado pela criatividade do autor, pela capacidade de criação de todo um mundo inexistente, com personagens como os Ents, as Esposentes, os Elfos e os Hobbits. "Um enredo fantástico e fenomenal" para usar as suas palavras.
Vou confessar aqui a minha completa ignorância sobre o que era isto dos Ents. Vai daí perguntei-lhe quem eram esses seres já que ele afirmava que dentro daquela história eu seria um deles. Confesso que não esperava semelhante resposta.
Partilho-a, a seu pedido, identificando o seu autor já que ele não quis saber de anonimatos nem pseudónimos. Partilho a sua visão sobre mim que me deixou deveras comovida e emocionada.
Jamais me compararam a um Ent. Jamais me disseram que eu sou um "pastor de árvores". Partilho esta bela história de múltiplas leituras agradecendo ao Pi o ter-ma contado.

"Pois os Ents existem desde os primórdios e foram criados para serem pastores de árvores", disse-me ele, "para as guiarem, amarem e cuidarem. Os Ents são pastores de árvores que falam com elas e com os animais. Comem os frutos das árvores, bebem a água dos rios, são seres antigos, sábios, amantes da Natureza, extremamente pacientes, bondosos e saudosos. Os Ents são seres fantásticos que adoram dar longos passeios para terras inóspitas. São errantes que vivem sem lar. Às vezes sentam-se num monte e passam semanas somente a respirar e a ouvir o chilrear dos pássaros. São belos e imortais. São muito fortes, mas apesar disso só lutam quando se sentem ameaçados. Em suma são seres absolutamente fabulásticos" - concluiu o Pi.

E à minha pergunta curiosa "Pi, a tua mãe é um Ent?" obtive a resposta que eu já esperava "É a rainha deles!"

Vai daí fiz hoje duas importantes descobertas. Descobri que para o Pi Pereira sou um Ent. E descobri que tenho uma rainha, o que nestas circunstâncias é muito saboroso, rainha essa que vai gostar de ler esta história porque a desconhece, tal como eu a desconhecia até me ter sido contada. Ora a "minha rainha" curiosamente, ou talvez não!, é, como eu, um Escorpião.

Resta-me acrescentar que o Pi Pereira, dentro desta história, seria um Elfo, sendo que os Elfos são seres fantásticos, precisos, belos, sábios, moderados, perspicazes e instintivos.

Lembrar-me-ei para sempre que para o Pi Pereira sou um Ent. E que isso constitui para mim uma responsabilidade acrescida. Espero, pois, conseguir manter-me assim, um "pastor de árvores", pelo resto dos meus dias e que daqui a muitos anos eu continue a ser um deles para o Pi Pereira. E já agora, para todos os outros também.
Texto retirado daqui.

domingo, 21 de maio de 2023

Eu - Solidária na Luta

 


Eu - Solidária na Luta

As meninas boas vão para o céu e as outras vão para todo o lado.

Abaixo a sonsice! Abaixo a ignorância! 

Viva a vertigem do desafio! Viva a Liberdade! 

sábado, 6 de maio de 2023

quinta-feira, 27 de abril de 2023

A Minha Contribuição para o PAA do Agrupamento Teixeira de Pascoaes - Comemoração do Quase Cinquentenário do 25 de Abril - Homenagem aos Meus Alunos e aos Seus Pais

 

Evidências de Professora - Escola Teixeira de Pascoaes
Fotografia da Grande Mãe

A Minha Contribuição para o PAA do Agrupamento Teixeira de Pascoaes - Comemoração do Quase Cinquentenário do 25 de Abril - Homenagem aos Meus Alunos e aos Seus Pais

Quem entra, por estes dias, na sede do Agrupamento de Escolas Teixeira de Pascoaes, a minha Escola, depara-se com cravos vermelhos e uns dizeres alusivos ao 25 de Abril de 1974.
Hoje, logo pela manhã, peguei na neta ao colo e ainda no Salgueiro Maia com a intenção de o deixar na sala de professores, o que fiz, esperando que ele faça o que eu não consigo, e que é despertar mais profissionais da Educação para uma luta que, no meu entender, deveria ser de todos. pois todos, sem excepção, estamos a ser roubados, prejudicados, desrespeitados, de uma ou de outra maneira, uns mais do que outros, bem o sei, e a deixar a Escola Pública, que tanto nos custou construir, a esboroar-se por entre os nossos dedos e eu a pensar que a Escola Pública tem de continuar o que foi para muitos até aqui, ou seja, tem de continuar a cumprir a sua função de elevador social e que isso só se verificará se ela mantiver a qualidade.
Estou muito apreensiva relativamente a um futuro que é já amanhã. Já não tenho filhos a frequentar a Escola Pública mas tenho netos... e aí gostaria que eles se mantivessem.
Estou a fazer tudo o que posso nesta etapa desta luta sem tréguas que, para mim, se iniciou no dia 2 de Novembro e à qual voltei no dia 9 de Dezembro para não mais parar.
Sei que a minha luta está a impressionar os Meus Alunos que, no imediato, poder-se-á pensar, estão a ficar prejudicados. Acredito que eles jamais esquecerão esta Aula Magistral que esta Professora da Escola Pública lhes está a proporcionar este ano...
Ontem, falava eu com o presidente da Junta da minha freguesia quando um Aluno Meu vem direito a mim e diz-me "Professora, eu também queria ir à manifestação do 25 de Abril a Lisboa!"
Hoje, à entrada da Escola, uma Aluna Minha posou junto a mim, junto à minha neta e junto ao Salgueiro Maia enquanto a sua Enorme Mãe nos fotografava.

Orgulho! Orgulho no apoio recebido por tantos dos meus conterrâneos e que, enquanto Amarantina de gema, é muito importante para mim.
Grata pela paciência. Luto por mim e pelos outros. Luto pelos meus netos, luto pelos meus alunos. 

A Escola não é um depósito! A Escola não é um restaurante. A Escola Pública tem de continuar a cumprir Abril e a servir, às classes mais desprotegidas, de elevador social... sob pena de milhões de portugueses serem condenados, quiçá, à escravidão. E já faltou mais!

 
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