Noackchot - Nouadibou - Estrada Estrada
"honduche66 — 24 de maio de 2008 — sur 500 km, une vache, 2 gendarmes, une station deserte et un bus de pelerins prosternés dans le sable, tournés vers La Mecque. C'est tout."
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sábado, 22 de maio de 2010
Crocodilos
Crocodilos
Sabia que ainda sobrevivem no Sahara?
Estes testemunhos vivos, de um clima mais favorável e ameno e de um território bem mais verde e húmido, resistem em pleno Sahara, confinados a um espaço exíguo, aqui na Mauritânia.
Hoje os meus caminhos vão ter ao Sul.
Sabia que ainda sobrevivem no Sahara?
Estes testemunhos vivos, de um clima mais favorável e ameno e de um território bem mais verde e húmido, resistem em pleno Sahara, confinados a um espaço exíguo, aqui na Mauritânia.
Hoje os meus caminhos vão ter ao Sul.
domingo, 9 de agosto de 2009
Fronteira Marrocos - Mauritânia
Fronteira Marrocos - Mauritânia
É somente a mais dura que conheço e parece terra de ninguém... e é? É?!
Já aqui falei desta fronteira, mas uma coisa é falar, outra bem diferente é ver. Hoje encontrei-a no Tubes. Vai daí partilho estas pistas duras, que eu amo, com os meus leitores. E aproveito para matar saudades destes percursos isolados, longínquos e quentes que se agarraram à minha pele e por aí permaneceram/permanecem sem remédio à vista... a não ser o regresso a estes percursos inóspitos num tempo não muito distante.
A fronteira é a de Marrocos - Mauritânia... mas melhor seria se fosse Sahara Ocidental - Mauritânia ou qualquer outra coisa no género...
É somente a mais dura que conheço e parece terra de ninguém... e é? É?!
Já aqui falei desta fronteira, mas uma coisa é falar, outra bem diferente é ver. Hoje encontrei-a no Tubes. Vai daí partilho estas pistas duras, que eu amo, com os meus leitores. E aproveito para matar saudades destes percursos isolados, longínquos e quentes que se agarraram à minha pele e por aí permaneceram/permanecem sem remédio à vista... a não ser o regresso a estes percursos inóspitos num tempo não muito distante.
A fronteira é a de Marrocos - Mauritânia... mas melhor seria se fosse Sahara Ocidental - Mauritânia ou qualquer outra coisa no género...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Home - Mauritânia
Home - Mauritânia
Só para matar saudades dos espaços amplos de silêncio e de liberdade, feitos de ondulações quentes e sensuais calcadas pelos meus pés nús.
Preciso de ir, que eu sou uma Bird-Girl...
Só para matar saudades dos espaços amplos de silêncio e de liberdade, feitos de ondulações quentes e sensuais calcadas pelos meus pés nús.
Preciso de ir, que eu sou uma Bird-Girl...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Fronteiras





Fotografias de Eugénio Queiroz
Fronteiras
Pois hoje falarei deste tema, tão caro para mim, e que apenas foi aflorado neste blogue em postagens anteriores. Fronteiras. A magia das fronteiras terrestres, que se perdeu quase completamente por essa Europa fora, mas que persiste e se mantém em quase todos os países do globo fora deste nosso continente tão "clean".
Relembro um tempo em que passar a fronteira Portugal-Espanha ou vice-versa, era uma aventura. Relembro a minha viagem de lua-de-mel, eu e o A. à descoberta do Sul de Portugal e de Espanha, nas calmas, sem nadinha marcado, tenda e sacos-cama para o que desse e viesse, retorno ao país por Chaves e, surpresa das surpresas... a fronteira fechava às 24 horas!! E já passavam 5 minutos! Nada a fazer. Foi uma noite passada ali mesmo, dentro do carro, para terminar em beleza aquela viagem, antes do retorno ao ninho, que já não havia pachorra para voltar para trás à procura de alojamento, àquela hora tão tardia. Entretanto esta magia das fronteiras, da barreira que não se transpõe sempre que se quer, perdeu-se quase completamente, neste nosso velho continente, diluída algures na urgência de fazer crescer o tempo, diluída algures na urgência de nos facilitar a vida de europeus anafados.
Relembro um tempo em que passar a fronteira Portugal-Espanha ou vice-versa, era uma aventura. Relembro a minha viagem de lua-de-mel, eu e o A. à descoberta do Sul de Portugal e de Espanha, nas calmas, sem nadinha marcado, tenda e sacos-cama para o que desse e viesse, retorno ao país por Chaves e, surpresa das surpresas... a fronteira fechava às 24 horas!! E já passavam 5 minutos! Nada a fazer. Foi uma noite passada ali mesmo, dentro do carro, para terminar em beleza aquela viagem, antes do retorno ao ninho, que já não havia pachorra para voltar para trás à procura de alojamento, àquela hora tão tardia. Entretanto esta magia das fronteiras, da barreira que não se transpõe sempre que se quer, perdeu-se quase completamente, neste nosso velho continente, diluída algures na urgência de fazer crescer o tempo, diluída algures na urgência de nos facilitar a vida de europeus anafados.
Mas as fronteiras resistem. Tantas, espalhadas por esse mundo fora à espera de nós. E as fronteiras terrestres que resistem são locais propícios à acumulação de experiências, sensações, odores, cores, conversas, situações, quantas vezes inesquecíveis.
E é aqui que entra a fronteira de Marrocos. Por Ceuta, a minha preferida. O lugar está agora mais "civilizado" do que em 1990, aquando da minha primeira incursão a este país tão próximo e tão distante. Em 90, a fronteira era constituída por uns guichés mal atamancados, e umas tendas enormes, brancas, exóticas, que cobriam todo o recinto que mais parecia uma lixeira a céu aberto. Mas é que era lixo por tudo quanto era sítio, sacos plásticos a esvoaçar, papéis e charcos sei lá do quê, areia e pó pelo ar. A confusão era total com estrangeiros de jipe e motas por tudo quanto era lado a quererem entrar e os marroquinos a quererem dificultar. Assustadora. Devo dizer que a fronteira de Marrocos era deveras assustadora e qualquer pessoa mais sensível que aí chegasse daria certamente meia volta, desatando a fugir a sete pés para longe dali. Entretanto os anos passaram, o pessoal da fronteira foi acomodado em instalações condignas, informatizaram os serviços, a sujidade já não é o que era, mas o controlo pelos três postos manteve-se e a turistada não escapa. Gendermerie, polícia, alfandega, não necessariamente por esta ordem, fazendo-nos perder por vezes horas num país a fazer-se de difícil para os estrangeiros.
Numa das passagens por esta fronteira, algures em meados da década de 90, a coisa foi tão grave que passadas 4 ou 5 horas de termos chegado à fronteira e, finalmente, com todos os carimbos necessários em tudo o que era passaporte, impresso de pessoas e impresso de veículos, eis que vejo o Eugénio a aproximar-se, a elevar os braços ao ar e a lançar alto e bom som, num misto de prazer e alívio "Isto sim!! Isto é uma fronteira!!!
Sem dúvida. Uma fronteira a dar luta, que isto de invadir espaço alheio não deve ser feito à balda, e não deve ser totalmente facilitado.
A fronteira da Líbia também me traz boas recordações. Entrada do meu querido Abdol mini-bus adentro e uma pestilência de cheiro a suor que nos obrigou a olhar uns para os outros com ar de interrogação "Sobreviveremos a isto?"
Sobrevivemos. Encantados. E sobrevivemos à falta de telemóvel que se verificou mal atravessámos a linha que separa a Tunísia da Líbia.
É que foi mesmo instantâneo. Os nossos telemóveis perderam o pio em uníssono e a uma só voz.
E eis que chego à inacreditável fronteira da Mauritânia depois de percorrer uma belíssima estrada alcatroada que ainda no início de dois mil era uma pista manhosa por onde só se circulava em comboio militar, por causa das minas e dos ataques da Frente Polisário. Passado o controlo de Marrocos de Guerguerard, que fecha seguindo os horários de uma qualquer repartição pública marroquina, e que portanto também fecha para almoço, eis-nos chegados a uma terra de ninguém. Voltamos à pista, à que restou do alcatroamento, por meia dúzia de quilómetros que permanecem como recordação das privações para se alcançar um dos países mais pobres do mundo - a Mauritânia. Os barracos abaixo de manhosos onde polícia, gendermerie, e alfândega fazem o controlo são inacreditáveis de maus. A linha divisória faz-se com um pequeno montículo de areia que percorre o deserto com um rolito, baixo, de arame farpado. Absolutamente proibido sair da pista pois a terra em disputa, o deserto, está ali minado e não faltam avisos a relembrar os mais descuidados. É uma fronteira inacreditável e é uma experiência única para mim, debaixo de um sol impiedoso, às apalpadelas pista adentro, seguindo os trilhos, seguindo os outros, os da Expedição Braga-Luanda, que afinal acabam por se enganar no trajecto levando-nos por uma pista sem saída. Pás de probléme. Afinal estamos em África onde tudo tem solução.
As fotografias que ilustram este post foram tiradas à socapa, na zona de fronteira entre Marrocos e a Mauritânia, onde é proibidíssimo fotografar, vá-se lá saber porquê. São o testemunho das dificuldades da entrada em novos caminhos, em novos caminhos quantas vezes completamente desconhecidos e percorridos às apalpadelas.
É por isso que isto de fronteiras lembra-me muros, nós, laços e lacinhos. E avaliação de desempenho de professores.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Avarias, Oficinas e Mecânicos
Mecânicos - Nouakchott - Mauritânia
Fotografias de Artur Matias de Magalhães
Avarias, Oficinas e Mecânicos
No final de Julho de 2006 iniciámos uma viagem de jeep que nos levaria de S. Gonçalo até à capital da Mauritânia, Nouakchott, e que iria revelar-se, mecanicamente falando, uma viagem/aventura extraordinária e, a dado momento, até algo desesperante.
A viagem foi feita por etapas, longas, debaixo de um sol por vezes impiedoso. Ar condicionado desligado, para não forçar muito o nosso caquéctico Land Rover, e tudo sobre rodas até ao Sahara Ocidental.
A caminho de Dakla o jeep começa a assobiar e a perder potência. Ora, um jeep que assobia é sinónimo de chatice, e a perder potência é sinónimo de chatice acrescida. Vai daí, chegados a Dakla, ex-Vila Cisneros do tempo da colonização espanhola, o tipo foi logo recambiado para o mecânico que lhe diagnosticou um "big probléme" - morte do turbo.
Bolas! E eu que nem sabia que um turbo podia morrer.
E agora como íamos descer a Mauritânia, pela praia, até à capital? Big probléme mesmo!
Feito o diagnóstico, o mecânico passou à acção, e desligou o dito. E nós passamos a deslocar-nos à velocidade máxima de 80/90 Km/hora, embaladinhos nas descidas suaves das estradas
saharianas. Bonito!
Mas lá conseguimos atravessar a fronteira sem problemas mecânicos de maior, excepto uma nuvem de fumo negro e espesso que nos acompanhava sem nos largar um segundo. Chegados a Nouadibou, uma das principais "cidades" mauritanas, segunda ida ao mecânico, que lá desapertou e apertou peças e tubos, e nos garantiu, depois de algumas horas de trabalho, que o jeep estava ok.
E assim nos aventurámos rumo ao sul, por uma estrada deveras escaldante, sempre sempre rodeados de deserto, de areia e de dunas mais ou menos altas. O jeep acusou o esforço. E chegou à capital a largar um rasto de fumo e, descobrimos nós no dia seguinte, a largar também um rastito de óleo. Bonito! Agora dera-lhe para perder óleo! E foi pela terceira vez ao mecânico. Foi onde o A. fez as fotos acima postadas. A "oficina" era um espaço assustador, deprimente e sujo, e mais parecia uma lixeira. Os "mecânicos" até eram esforçados e simpáticos mas, coitados, nem percebiam do assunto, nem tinham as ferramentas mais elementares para apertar e desapertar as peças que entretanto iam saindo do motor. Azar! O jeep passou ali o dia e saiu pior do que entrou. Agora perdia óleo a rodos e no dia seguinte só nos restava procurar outro mecânico onde o jeep foi pela quarta vez estagiar. E até parecia que estava melhorzito, mas eis que começa a deitar um fumo branco altamente preocupante. E agora?
Acabámos salvos in extremis por um italiano, dono de uma oficina na capital e que sim, funcionava quase como uma oficina normal. Acabámos por negociar um turbo usado que nos traria quase até Tan-Tan e que pifou completamente no meio do deserto, no meio do nada, fazendo-nos accionar o seguro de viagem.
Seríamos resgatados depois de uma noite dormida ali mesmo no jeep, em pleno deserto.
Evacuados para Agadir, onde apanhámos um avião que nos traria até ao Porto, acabaríamos por chegar a casa... de táxi! E nada mau. O jeep chegou quase três meses depois.
terça-feira, 31 de julho de 2007
Mouras




Fotografias de Artur Matias de Magalhães
Mouras
Se os homens mouros são príncipes, as mulheres mouras são rainhas.
As mulheres mauritanas passeiam-se pelas ruas pejadas de lixo e de cabras, de Nouadibhou e de Nouakchott, todas produzidas, limpas e imaculadas, altivas e majestosas, como se tivessem acabado de sair de um salão de beleza e fossem para um baile importante num qualquer palácio próximo. O que mais impressiona é o contraste de ver gente tão aprumada no meio de tanto lixo sem que isso lhes transmita um ar miserável. Tenho consciência de que a Mauritânia é um dos países mais pobres do mundo e no entanto não vi gente com um aspecto tão miserável quanto já observei em Madrid, no Porto ou mesmo aqui em Amarante.
Tenho pena de não ter fotografias que verdadeiramente façam justiça à beleza destas mulheres, cuja pele vai do branco ao negro, mas que têm a uni-las uma grande beleza, uma grande elegância de traços e uma distinção e altivez que parecem genéticos. Sim, tenho pena de não poder postar mais mulheres mouras no meu blogue, daquelas que ao movimentarem-se pelas ruas arrasam tudo à sua passagem e tenho pena que não tenha dado para gravar o seu atrevimento atirando sorrisos e piropos, lá do alto da sua superioridade, aos nossos homens ocidentais!
Mais contrastes observados neste vasto mundo muçulmano, de países tão diferentes entre si e que não podem de forma alguma ser confundidos como um todo, que não são!
Da próxima vez que por lá me quedar vou ter que colmatar esta falha imperdoável do ponto de vista fotográfico.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Mouros


Fotografias de Artur Matias de Magalhães
Mouros
E lá me postei eu de novo guilhotinada, sentadita numa posição que por vezes adopto, quando estou no recato do lar, e que me remete para o Sul, para o deserto do Sahara!
E faz sentido que me poste, mais uma vez, de cabeça cortada, porque a estrela da postagem é esta espécie de túnica que na Mauritânia e no Senegal toma o nome de "Boubou" e que no sul de Marrocos se chama "Gandorrá"! E eu não quero distracções.
Trata-se de uma vestimenta exclusivamente masculina, usada um pouco por todo o Grande Sahara, mas muito associada aos mouros da Mauritânia donde penso que é originária. Pode ser branca imaculada, azul clara como a que visto na fotografia, ou azul mais forte e, em qualquer dos casos, é sempre bordada a ouro.
Seja qual for a cor base trata-se de uma vestimenta que, do ponto de vista estético, é nada mais nada menos que sublime.
Esta espécie de túnica, usada a torto e a direito pelos homens mauritanos, transforma cada homem banal numa espécie de príncipe encantado, elegante e distinto, seja ele de pele branca ou negra, seja ele rico ou pobre, igualizando e esbatendo diferenças numa abordagem superficial sobre a sociedade mauritana.
A sociedade mauritana é complexa e enferma de problemas muito graves. Tendo abolido a escravatura somente em 1980 continuam, passados tão poucos anos sobre a legislação, a existir casos denunciados sobre a escravatura exercida pelos mouros, de pele branca, sobre as etnias negras. Por isso eu gostei tanto desta indumentária masculina que, simbolicamente, tudo faz esquecer por momentos, e nos remete para uma sociedade idealizada, que se afirma pelo colectivo, e em que, sem imposições, esse colectivo assume uma identidade comum e se orgulha dela. As mentalidades não se mudam de um dia para o outro e é preciso dar tempo ao tempo e não apressar demasiado as mudanças sob pena de isso ter o efeito exactamente contrário.
Mas voltemos a esta indumentária que se usa sobre uma espécie de calções chamados "Sarroal" e que podem ou não acompanhar a cor do "Boubou". Na cabeça enrola-se um trapo comprido, de vários metros, fazendo uma espécie de turbante que na Mauritânia toma o nome de "Raouli". Dentro desta indumentária, homens banais transformam-se imediatamente em seres principescos que se passeiam altivamente pelas ruas de Nouakchott parecendo levitar ao sabor do vento do deserto, por cima do lixo que cobre as ruas da capital! É uma visão impressionante e poderosa que precisa de ser vista, observada e calmamente digerida! E as manchas azuis a esvoaçar pelo deserto adentro remetem-me imediatamente para a água, azul, do mar que eu tanto gosto de contemplar.
A compra da indumentária que eu visto numa das fotografias que ilustra este "post" e nas fotografias intituladas "Auto-Retrato", provocou a risota geral dos comerciantes locais da banca onde efectuei a compra e nos comerciantes das bancas dos arredores que vieram também observar o negócio e dar os seus palpites sobre cores e tamanhos, numa venda um pouco estranha duma indumentária masculina vendida a uma mulher europeia que chegou disposta a baralhar os dados. E que chegou também disposta a dar umas boas gargalhadas... gargalhadas portuguesas que ecoaram juntas com as mauritanas, sem distinção!
Nota - E assim, Fernando, ficas a saber que eu, no post intitulado "Sesta", não estou tapada com um lençol azul!!!
quinta-feira, 1 de março de 2007
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
sábado, 24 de fevereiro de 2007
sábado, 17 de fevereiro de 2007
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