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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Boas e Importantes Novas do Côa

Museu do Côa - Vila Nova de Foz Côa
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Boas e Importantes Novas do Côa

É certo que as gravuras não sabem nadar... iôooo. É igualmente certo que os vestígios da ocupação do Homem de Neandertal há algum tempo descobertos também não!
Parabéns a todos quantos continuam a lutar pelo Côa e por um património comum que é Património da humanidade. Talvez um dia a região possa ter uma afluência certinha de gente que, vinda de todos os cantos do planeta, aprecie esta catedral de arte ao ar livre que nos remete para os nossos primórdios. Quando assim for, quando o Côa for capaz de atrair um turismo cultural de gente interessada em compreender as nossas raízes comuns, a região e as suas resistentes gentes sairão vencedoras. E nós com elas.

Arqueólogos encontram vestígios do Homem de Neandertal no vale do Côa



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Falcoaria Portuguesa - Património Cultural Imaterial da Humanidade

Imagem retirada daqui.

Falcoaria Portuguesa - Património Cultural Imaterial da Humanidade

A actividade já era reconhecida em 13 países a nível mundial  já estava sob protecção da UNESCO. A partir de hoje, Portugal junta-se à República Checa, à Mongólia, a Marrocos, ao Qatar, à Síria, à Arábia Saudita, a Espanha, aos Emiratos Árabes Unidos, à Bélgica, a França, à Coreia, à Austria e à Hungria.

Parabéns a todos quantos perpetuaram esta actividade milenar até aos dias de hoje!

Falcoaria portuguesa classificada pela UNESCO


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Olaria Negra de Bisalhães - Património Imaterial da Unesco

Fotografias recolhidas na net

Olaria Negra de Bisalhães - Património Imaterial da Unesco

Já era Património Cultural Nacional mas, a partir de hoje, a Olaria Negra de Bisalhães é também, orgulhosamente, Património Imaterial da Unesco. Restam cinco oleiros, todos idosos e vale bem a pena saber os seus nomes - Cesário da Rocha Martins, Jorge Ramalho, Manuel Joaquim da Rocha Martins, Querubim Queirós Rocha e Sezisnando Ramalho são os resilientes artesãos que perpetuaram esta actividade fazendo-a chegar aos dias de hoje. A janela da extinção ainda não está, assim, fechada e a distinção de hoje vai contribuir, por certo, para a preservação desta forma de produzir peças de barro que, por usarem a soenga, muito embora não tão primitiva quanto a de Gondar, como método de cozedura, resultam em peças de barro preto pretinho, muito apreciadas na região e nos seus arredores, estrangeiro incluído.
Orgulho! Hoje, enquanto portuguesa, só posso estar orgulhosa.

Orgulho também na olaria de barro negro produzida em Gondar, Amarante, actualmente em processo de certificação, que usa um método de cozedura em soenga primitiva já raríssima nos dias que correm e já só produzida por um único artesão de seu nome César Teixeira.
Orgulho em saber que aqui mesmo, nesta mesma rua em que habito, abrirá um pequeno museu a esta olaria negra dedicado, com o apoio do Município de Amarante e a dedicação e empenho de sempre da Associação Camerata das Artes. Chamar-se-á Núcleo Museológico do Barro Negro e talvez para o próximo ano, até porque é ano de eleições, vos dê a notícia da inauguração deste importante espaço que contribuirá, inevitavelmente, para o ressurgimento desta rua que já bateu no fundo e está agora, nitidamente, a reerguer-se.
Aguardamos as cenas dos próximos capítulos mas, sem dúvida! esta foi uma importante notícia para Bisalhães... e para Gondar.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Guimarães 2012

Praça da Oliveira - Guimarães - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Guimarães 2012

Aconselho vivamente os meus leitores a fazerem uma visita a esta belíssima cidade portuguesa tão justamente considerada Património Mundial da Humanidade.
Para além do Castelo de Guimarães, de parte das muralhas que subsistiram a todas as destruições e rodeiam ainda hoje a cidade, da maravilhosa e icónica estátua do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, para além do Paço dos Duques de Bragança, para além do Museu de Alberto Sampaio onde se guarda o loudel de D. João I, do Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento, do Museu da Cultura Castreja, do Museu de Arte Primitiva Moderna, do Centro Cultural Vila Flor, das igrejas inúmeras e variadas, da Pousada de Santa Marinha, intervencionada pelo grande arquitecto Távora, das Antigas Fábricas de Curtumes, penso que únicas no seu género aqui na Europa... para além de tudo isto, Guimarães é digna de receber uma visita demorada de todos quantos puderem deslocar-se a esta Guimarães renovada, jovem, bela, digna. A cidade sempre foi uma beleza, é certo, mas, durante todos estes anos, Guimarães soube modernizar-se incorporando a sua herança tão rica num exercício de respeito pelo legado dos antepassados raro de observar neste país por vezes tão pobre de espírito. Por isso Guimarães mantém um centro histórico vivo, arrumado, que dá gosto calcorrear devagar, absorvendo flores nas varandas, roupa que seca aqui e ali, ruídos que vêm do interior das habitações, portas da rua que batem deixando ver quem entra e quem sai deste centro histórico tão justamente classificado como Património Mundial da Humanidade. Esta é a principal riqueza de Guimarães... e as praças com as esplanadas que se espalham e onde podemos parar a observar as gentes que circulam permanentemente emprestando uma vida à cidade tão rara em outros centros históricos abandonados e ao deus dará...
Só aqui podemos usufruir do Toural, da Praça de Santiago... só esta cidade possui uma Praça tão bela e emblemática como a Praça da Oliveira...
Visitem-na. Não se arrependerão.





Nota Final - Como vês, não me esqueci, Gabriel!

domingo, 27 de novembro de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Atentado em Marrakech


Praça Djmaa el Fna Vista da Esplanada do Café Argana - Marrakech
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Atentado em Marrakech

Quantas vezes terei eu entrado no café Argana, em Marrakech, e subido as escadarias em mármore gasto como o raio que o parta pelos pés dos milhões de turistas que por ali treparam, e continuam a trepar, até um primeiro andar de esplanada sobranceira a uma praça única que é Património Mundial da Humanidade? Mais de cem? É provável. O café Argana é um ícone da Praça dos Mortos, ou da Praça Djmaa el Fna, para a qual se abre generoso, dia e noite, numa afluência que raramente abranda, faça sol ou faça chuva, faça calor de esborrachar ou frio de rachar, que Marrakech, a Vermelha, é mesmo assim, também ela generosa com os locais e os estrangeiros, sejam eles residentes, muitos, turistas de griffe ou simples viajantes à procura de um país que teima em não se deixar desvendar. Marrakech, cidade interior de Marrocos, a meio caminho do Sahara que eu amo, é uma cidade extraordinariamente buliçosa e cosmopolita, feita de linguajares de todo o mundo, de vestimentas diversas, de odores exóticos, de cores mais do que espampanantes, feita de encantos mil.
Ao que parece, o atentado de hoje, que provocou 15/18 mortos, a informação é confusa, foi perpetrado por um bombista suicida que, ao escolher a instituição Argana, atingiu o coração de Marrakech com enorme estardalhaço.
À hora a que se registou, o Argana costuma estar cheio de turistas que chegam cedo para reservarem uma mesa para o almoço, na esplanada com vistas panorâmicas para a praça imensa, que àquela hora costuma estar "apenas" com a turistada aos molhos, com os vendedores de frutos secos e de sumos de laranja, divinais, como só divinal consegue ser um sumo de laranja feito à nossa frente, fresquinho, bebido ali mesmo... sorvido por uma palhinha... enquanto se olha em redor para a Surreal Vermelha.
Espero que não haja portugueses entre os muitos mortos e feridos, probabilidade muito provável, passo a redundância da expressão, dada a afluência que eu sempre por lá registei, probabilidade que só não se concretizará por mero acaso.
Espero que Marrocos, um reino tranquilo e pacífico, feito de gente hospitaleira e calorosa, não sofra os efeitos nefastos em termos de redução drástica de turistas.
Espero que tudo se recomponha, Youssef, e que o teu país volte a ser o que me disseste há pouco, pelo telefone - tranquile, tranquile como só Marrocos sabe ser, mesmo no coração da imensa confusão de Marrakech, la Rouge.

Nota - Quem quiser saber mais um pouco desta especial praça pode clicar aqui. E para apreciar, com mais conforto, o bulício registado na fotografia basta clicar sobre ela e ampliar.
Entretanto o número de mortos parece que se eleva a 20, as informações continuam contraditórias. De qualquer forma, deplorável.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Visitas de Estudo ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso


Visita de estudo ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Visitas de Estudo ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso

Uma delas foi hoje. Outra fez hoje oito dias. Amanhã terminarei este périplo das visitas por parte, apenas parte, do património local que honra e engrandece Amarante.
Têm sido dias cansativos, mas felizes, povoados pela criatividade, força, energia, excentricidade, cor, formas e espaços, criados pelo genial Amadeo. Têm sido dias de inspiração.
Para quem não conhece a sua pintura, muita da qual em depósito no museu cá da terra, apareçam, apresento-a neste vídeo de belas imagens e de bela música.
Relaxem... ou então excitem-se... ambos os estádios são necessários para alimentar neurónios.

"Eu não sigo escola alguma. As escolas morreram. Nós, os novos, só procuramos agora a originalidade. Sou impressionista, cubista, futurista, abstraccionista? De tudo um pouco."

Amadeo de Souza-Cardoso



quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Pamukkale





Pamukkale - Turquia
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Pamukkale

Declarado Património Mundial da Humanidade pela Unesco, em 1988, Pamukkale é, sem dúvida, um local único no mundo.
Visitei este local aquando da minha viagem à Turquia, integrada num grupo da Agência Abreu. Muito embora não tenha por hábito fazer viagens integrada em rebanho de turistas que não conheço de lado nenhum, tenho de reconhecer que, para quem não tem muito tempo disponível, o recurso a uma viagem organizada por uma agência é talvez a melhor maneira de, em pouco tempo, ter uma visão razoável de um país. Pode ser pois uma opção estratégica. Foi o caso. Em oito dias percorremos muitos quilómetros de autocarro, fizemos viagens de barco, gastamos muitas solas a subir a acrópoles, a visitar mesquitas e mais mesquitas, cada uma mais bela que a anterior, a ver museus, a visitar o famoso Grande Bazar de Istambul, a Capadócia... e Pamukkale.
Confesso que a expectativa era enorme, face a um local que eu conhecia bem de fotografias e de ouvir falar amigos e familiares que anteriormente tinham visitado o local.
A palavra turca Pamukkale traduz-se literalmente por Castelo de Algodão e esta formação começa a ver-se à distância tal a sua dimensão. Trata-se de toda uma encosta feita de bacias e mais bacias calcárias formadas pelas nascentes de água quente termal que abundam na região e que foram aproveitadas desde a Antiguidade, por gregos e romanos, e que ainda hoje continuam a ser utilizadas para banhos e tratamentos termais.
A aproximação é lenta, até porque temos de subir toda a encosta, mas quando por fim podemos entrar dentro destas pequenas piscinas de água quente, que se sucedem umas atrás das outras perante um horizonte inacreditavelmente belo, tenho vontade de me beliscar para me certificar que o que estou a ver é real. E é real. E eu fui uma das privilegiadas que captou e registou para sempre este pôr-do-sol único, esta luz de poente que banhava os degraus branquinhos branquinhos dando-lhes tonalidades cálidas e inesperadas.

A última vez que soube novas de Pamukkale foi no passado mês de Outubro por uns amigos que visitaram o local. Disseram-me que Pamukkale está hoje muito degradado, que muitas das bacias estão já secas por acção de um turismo desenfreado e incontrolado. É pena. Melhor seria proibir totalmente a entrada nestas piscinas naturais dando-lhes o tempo necessário para a sua recuperação. Se é que isso ainda é possível.
A vida é feita de equilíbrios quantas vezes instáveis e precários.
A Natureza também.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Praça Djmaa el Fna






Praça Djemaa el Fna - Marrakech - Marrocos
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães

جامع الفناء / Praça Djmaa el Fna

A praça Djemaa el Fna é um caso único em todo o mundo. Por isso, e graças à actuação de Guan Goytisolo, escritor espanhol radicado em Marrakech, foi considerada, em 2001, pela Unesco, Património Oral da Humanidade.
Situada à entrada da medina ou, por outras palavras, do casco velho da cidade de Marrakech, a praça Djemaa el Fna funciona como um verdadeiro coração da cidade que pulsa frenética e ininterruptamente ao longo das quatro estações do ano. Com frio de rachar ou com calor de esborrachar, a Praça dos Mortos, lugar de execuções públicas até ao século XIX, continua a ter a sua clientela, agora mais viva, variada e internacional do que nunca!

Ao longo do dia a abordagem à praça nunca é igual. É durante o dia que nos apercebemos da verdadeira escala da praça, que é enorme, e é também durante o dia que a Praça se mantém mais calma, com os habituais vendedores de sumo de laranja, os encantadores de serpentes e os aguadeiros. À medida que a noite se aproxima a oferta vai variando e aumentando. Instalam-se curandeiros, acrobatas, adivinhos, contadores de histórias, escribas, dançarinos, músicos, dentistas de alicate em punho e com pilhas de dentes extraídos no chão, pescadores de garrafas... e tudo o mais que for parar à praça. À medida que a noite cai, o movimento das pessoas, pelas várias artérias que aí desembocam, faz-se sempre em direcção à praça, num constante fluir de almas e de vultos onde se misturam as vestes ocidentais dos turistas e dos marroquinos e as vestes tradicionais dos marroquinos e dos turistas numa amálgama difícil de destrinçar.

Conheço a praça intimamente. A praça Djmaa el Fna fez quase sempre parte do meu roteiro marroquino. Já lhe conheci vários pavimentos, já a visitei sem bancas de comida, já lhe conheci vários modelos de carrinhos de vendedores de sumo de laranja, já a visitei com frio e com calor extremo, com mais ou menos gente, com mais ou menos turistas... a praça continua a conseguir espantar-me como da primeira vez em que a vi e olhei aqueles vendedores de frutos secos com os ditos impecavelmente expostos, as pilhas de laranjas geometricamente empilhadas, a limpeza da praça no fim de mais uma noite de trabalho/lazer, os vultos na noite, o movimento frenético, a música, o ressoar dos tambores...
"El Fna é um desses sítios no Mundo de onde não apetece sair e onde apetece sempre voltar. Um sítio onde há serpentes, berros, comércio vário, turistas apardalados, movimento, e muita, muita vida. Um sítio onde há calor, muito calor, o que vem do corpo e o que é próprio do terreno. Que Ala seja, pois, louvado."
Juan Goytisolo

quarta-feira, 7 de março de 2007


Estátua Jacente de D. Pedro - séc. XIV
Abadia de Santa Maria de Alcobaça
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

"Até à Eternidade"


Estátua Jazente de D. Inês de Castro - séc. XIV
Abadia de Santa Maria de Alcobaça
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

"Até à Eternidade"

No passado mês de Fevereiro, desloquei-me a Alcobaça e à Batalha com a minha querida amiga, colega, e organizadora da viagem, Rosa Maria Fonseca. Confesso que há muitos anos não sentia uma tão grande emoção ao entrar em monumentos nacionais. O ar que se respira dentro destes edifícios é tão diferente e tão especial... em Alcobaça imaginamos os passos dos monges cistercienses deslocando-se suave e silenciosamente, as figuras esguias, austeras e ao mesmo tempo delicadas, fundem-se com o edifício igualmente esguio, austero e delicado, diria mesmo minimalista. Aqui tudo se reduz ao essencial e toda a "tralha" do mundo exterior, do nosso mundo, ficou lá fora.

Caminho pela nave central e chego ao cruzeiro...para a direita? Para a esquerda? Para D. Pedro ou para D. Inês? Indiferente.

Ao acaso opto pelo braço sul do transepto e pelo túmulo do rei D. Pedro que protagonizou a nossa mais bela história de amor "real". Contorno o túmulo, olho em frente para o túmulo de Inês. Tive sorte! Tive muita sorte! A luz banha as estátuas jazentes dos dois amantes, igualmente, e sem distinção. Gostei do momento. Guardei-o.
Lembrei-me de uma peça de teatro que vi, há uns anos, no S. João, em que a protagonista, Maria de Medeiros, fazia o papel de Inês. Sublime. Sublimes as interpretações, sublimes os cenários, sublime o guarda-roupa, sublime a música...tal como são sublimes os túmulos diante dos meus olhos!

Caminho agora pelo transepto, em direcção ao braço norte e ao túmulo da irresistível, da surreal Inês, banhada e aquecida pela luz da tarde. Silêncio. Silêncio. Emoção.
Penso na frase "Até à Eternidade". Não duvido. Todos os amores deviam ser assim!
"Até à Eternidade"
 
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