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terça-feira, 20 de junho de 2023

Je Suis Anabela Magalhães - Concentração de Apoio

Cartaz de Daniel Carvalho - Silves Sul

Je Suis Anabela Magalhães - Concentração de Apoio 

No próximo dia 22 de Junho, pelas 11 horas da manhã, irá realizar-se uma concentração no exterior da Escola Teixeira de Pascoaes, de apoio à minha pessoa, organizada pelo sindicato S.T.O.P., sindicato que represento no meu agrupamento, enquanto delegada sindical. 

E, enquanto delegada sindical do S.T.O.P. não sou a única a ter problemas dentro de portas. Os problemas são mais extensos do que se pensa e o modus operandi parece provir de uma qualquer cartilha bolorenta que tresanda a 24 de 74. 

Na minha Escola, agora apelidada de Teixeira de Pascoaes... ai dr.º Joaquim!!!... onde desempenhei, até hoje, um trabalho coerente e irrepreensível, mesmo quando fiz greve, sou agora alvo de abertura de um improvável e inacreditável processo disciplinar... que, disseram-me, teve de ser metido por ter sido ameaçado alto e bom som, em público, num momento de descontrolo da chefia.

Se gostariam de ver este país, esta terra, esta rua, esta escola, um lugar mais asseado, se querem e podem comparecer, considerem-se todos convidados.

Eu gostaria de ver por lá tantos e tantas por quem dei o litro, por quem partilhei todo o meu trabalho, por quem ajudei sem nunca me escutarem a dizer não.

Sei que nunca ficarei só. A minha gente é unida e não deixa ninguém para trás.

A luta continua! Sem medos.

Nota - A concentração acabará em almoço que contará com a presença do Coordenador do S.T.O.P., André Pestana! Caso estejam interessados em participar, entrem em contacto comigo para eu reservar por aqui um tasco típico, ok?

domingo, 18 de junho de 2023

Post Dirigido a Quem Inventa, Mal, Por Não Ter o Que Fazer... Por Certo!


Post Dirigido a Quem Inventa., Mal, Por Não Ter o Que Fazer... Por Certo!

Afirme-se enquanto Pessoa não pelo poder em si mas pela qualidade dos valores que deve defender e, sobretudo, praticar.

Um conselho - Se tem tempo livre, se está à procura de ocupação, se não tem mais o que fazer, temos aqui na rua um Projecto Comunitário, que é simultaneamente solidário e ecológico, e que está a necessitar de voluntários para trabalhar.

Deixo um exemplo do que hoje fiz neste regime de voluntariado para a Porta 46 - a camisola laranja das fotografias, linda, estava com buracos. Mas não, não foi para o lixo. Os buracos foram tapados, ficou agora ainda mais bela e vai por certo tapar um corpinho jeitoso que dela goste ou dela precise.

Capice?

sexta-feira, 29 de março de 2019

Haka para um(a) Professor(a) / Haka(s) para as Vítimas de Christchurch / Haka para os Noivos


Haka para um(a) Professor(a)/ Haka(s) para as Vítimas de Christchurch/ Haka para os Noivos

A primeira Haka é uma despedida. É a despedida de Mr. Adams. O professor aposentava-se e os alunos brindaram-no com a famosa dança tribal maori que eu amo pela força, pela paixão e pela energia incríveis que nos são transmitidas.
É, tradicionalmente, um exclusivo masculino mas... também não é nada que não se possa quebrar... certo? E certo é que se usa em funerais, em casamentos, em homenagens diversas, nas escolas, nas festas de formatura... e que as mãos a abanar rapidamente representam o vento...
As seguintes são Haka(s) pelas vítimas de Christchurch, tragédia ignóbil que uniu ainda mais uma sociedade respeitadora das diferenças e das especificidades presentes no Outro, presentes nos Outros e são executadas por alunos e professores em uníssono.
A última é executada num casamento.
A letra parece que começa assim:
Vivo!
Morro!



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Aconchego do Dia - A Palavra à Flor Ribeiro

Solidariedade em Movimento - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Flor Ribeiro

Aconchego do Dia - A Palavra à Flor Ribeiro

Sabeis o que vos digo? A boa vizinhança, feita de excelentes seres humanos, feita de amigos solidários, não tem preço!
De Amarante para um campo de refugiados na Grécia, para quem mais precisa neste Inverno gelado.

"E é com o coração cheio que faço esta publicação! Mesmo com uma corrida contra o tempo, com apenas 2 dias para fazer a recolha: alcançamos o que "aparentemente" parecia impossível! E provou-se que quando se tem bom coração e se quer muito ajudar tudo é possível! E foi assim que conseguimos esta recolha de bens fantástica e que tantos corações vai aquecer! Conseguimos encher 3 carros só com os donativos de 2 dias, algo inacreditável!
A cada um de vocês o meu SUPER obrigada por serem pessoas tão boas"

Subscrevo!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Minha (Nossa) Rua - Orgulho

Solidariedade - Refugiados  - Amarante 
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Minha (Nossa) Rua - Orgulho

A minha rua é a rua onde habito. Mas a minha rua é também o lugar onde habito, sendo que este lugar extravasa para além da minha rua propriamente dita pois estende-se por outras artérias, veias ou capilares da pequenina cidade de Amarante... que devia ter permanecido vila... mas isso são outros quinhentos! Aliás, e para ser mais correcta, a minha rua estende-se frequentemente pelos locais mais longínquos desta nossa casa comum chamada Terra, não conhecendo, por isso, obstáculos naturais ou desnaturados, não conhecendo nem fronteiras, nem muralhas, nem tão pouco muros por mais físicos que eles se revelem.
Assim, o que se vai passando na minha rua é, para mim, ora motivo de orgulho, ora motivo de profunda tristeza. Mesmo que desses acontecimentos apenas me cheguem ecos, fotografias, gritos, gargalhadas... o que for. E sei que há muiiiiita gente por aí que pensa exactamente o mesmo que eu penso.
A campanha local de recolha de roupas quentes para os refugiados que estão na longínqua mas próxima Grécia, muitos em campos de refugiados quase soterrados pela neve. foi lançada ontem pela minha vizinha Flor Ribeiro e num instantinho deu frutos e continua, a esta hora em que escrevo, a dar frutos já que as pessoas, vindas dos quatro cantos de Amarante, continuam a passar pela rua deixando-nos sacos e sacos de roupa quentinha.
Por isso, e por muito mais!, asseguro-vos que sinto muito orgulho nesta rua que se sabe organizar, que é capaz de se mobilizar de um dia para o outro, que se revela generosa, solidária, gentil.
Entre as pessoas comuns, entre as pessoas de rua, generosidade gera generosidade, solidariedade gera solidariedade, gentileza gera gentileza. E esta minha (nossa) rua não é excepção.

Nota - Obrigada Flor Ribeiro pelo empurrão inicial. E, claro, aqui deixo também um agradecimento ao Facebook. Confesso, sem ele isto não seria possível!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Solidariedade - Refugiados

Solidariedade. Refugiados - São Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Solidariedade - Refugiados

Uma vizinha aqui da rua lançou o pedido de ajuda aos refugiados que terá de ser satisfeito com alguma urgência porque somente é válido até amanhã. É que uns amigos sairão para a semana em direcção a um dos campos de refugiados existentes na Grécia - sim, daqueles que estão quase atolados em neve - e vão levar com eles donativos, nomeadamente roupa quente.
Deixei o pedido nas duas páginas do Condomínio da Rua da Cadeia, no Facebook, enviei umas quantas mensagens via chat do mesmo e eis que acabo de receber a primeira entrega feita agorinha mesmo.
Partilho-a. Porque não há impossíveis e a solidariedade quer-se ilimitada, até amanhã poderão entregar-me roupa quente que eu faço-a chegar à Flor Ribeiro, ok? Ou, se tiverem o contacto dela, podem combinar directamente a entrega.
Mandem mensagem pelo chat. Tal como escrevi na missiva que deixei nas páginas do condomínio, por certo esta urgência em termos de tempo não nos vai atrapalhar. Bem mais atrapalhados estaríamos nós num campo de refugiados, em tendas, debaixo de temperaturas de -20º... ou mais...

sábado, 30 de janeiro de 2016

Muros da Gentileza

Fotografias surripiadas aqui

Muros da Gentileza

O movimento, ao que parece, nasceu no Irão, numa cidade chamada Mashad e, daí, irradiou para outras cidades, Teerão incluída.
A ideia é excelente e, confesso, estes são os muros de que gosto particularmente. Porque aproximam. Porque não separam.
Replicamos?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Je Suis Charlie


Dessin de Jean Julien - Imagem retirada daqui.

Je Suis Charlie

Sim, usemos as palavras contra as balas. Que ninguém nos cale.

Nota - Com os meus agradecimentos à Aurelina.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Salvamento

Salvamento

Porque ainda há quem arrisque a vida para salvar terceiros e porque ainda há quem não se deixe ficar tipo barata tonta perante o perigo eminente.

domingo, 2 de setembro de 2012

Regresso à Escola

Auto-Retrato na Piscina Formada pelo Pincho - Rio Âncora
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Regresso à Escola

Será já amanhã, pelas 8:30 da manhã, que é para ganhar ritmo.  Mas este regresso à Escola Pública, mais sombria que nunca e que estou tentada a escrever com minúscula, nunca foi, para mim, tão angustiante, nem mesmo no tempo da bruxa e dos seus muchachos.
Impossível não pensar nos ausentes... tantos de quem gosto tanto...
Impossível não pensar que só por um feliz acaso não estou mergulhada num turbilhão de insegurança atroz.
O meu pensamento tem estado com eles... com os ausentes...
Espero, sinceramente, que tudo se componha da melhor maneira possível... da melhor maneira possível...

domingo, 11 de março de 2012

Solidariedade

Solidariedade

O post que abaixo divulgo foi lido e trazido do blogue do Paulo Guinote. Ainda não dei a minha contribuição. Mas vou dar.

Hoje o Mário. Amanhã...

VAMOS AJUDAR O MÁRIO

O post que abaixo divulgo foi lido e trazido do blogue do Paulo Guinote. Ainda não dei a minha contibuição. Mas vou dar.
O Mário Pires de 51 anos era um professor de Educação Física no Agrupamento de escolas de Macedo de Cavaleiros, quando há dois anos lhe foi diagnosticada uma doença rara, Cordoma que no caso dele é um tumor benigno no tronco cerebral que no caso dele é invasivo. Durante este tempo procurou ajuda médica mas, muitas portas se fecharam. Há cerca de um ano, uma equipa médica da região do Porto aceitou tratá-lo, mas não conseguiu ajudá-lo. Há duas semanas informou a família que nada mais havia a fazer pelo Mário e de que o tumor era inoperável. O Mário estava há cerca de três meses na Unidade de Cuidados Continuados de Murça. O seu estado é crítico, mede 1,80m e pesa 50 Kg. Além da perda de peso, fez uma traqueotomia para respirar, a sua voz é pouco audível, alimenta-se com uma sonda gástrica e toma medicação pois sofre de muitas dores de cabeça devido ao crescimento do tumor. Há cerca de 59.000 casos a nível mundial, mas em Portugal não há qualquer estatística relativa a esta doença, por isso desconhecemos se existem ou não. . A sua família e amigos não se conformam com este prognóstico e procuraram ajuda pelo mundo inteiro. O Prof. Dr. Helmut Bertalanffy é a luz ao fundo do túnel e o Mário vai ser operado e tratado no Instituto de Neurociências de Hannover. O Mário vai ser operado em Hannover em príncipio na terça- feira. Os custos totais do tratamento são elevados (50.000€), mas se todos ajudarmos tornar-se-á muito mais fácil.

Professor de Educação Física na empresa Agrupamento Vertical de Escolas de Macedo de Cavaleiros
Se quiseres ajudar o Mário:
CONTA: MÁRIO JOSÉ GONÇALVES PIRES
Transferências Nacionais:
NIB: 003501740006147500071 Caixa Geral de Depósitos
Transferências Internacionais
IBAN: PT50003501740006147500071 BIC:CGDIPTPL

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Abraço na Vida, Paulo Ambrósio!

Abraço na Vida, Paulo Ambrósio!
Hoje dou-lhe a palavra de forma bem diferente e sentida.
Sossega-me sabê-lo um lutador. Desejo-te melhoras consolidadas.
Xi-coração apertadinho, Paulo Ambrósio!

1 comentários:


Paulo Ambrósio disse...
 
Informação aos colegas e justificação de “ausência” Agradecimento Público (H.F.F. e I.P.O.) No dia 16 de Janeiro do corrente ano, fui confrontado, em curtas horas, com um quadro clínico triplamente complexo (pneumonia, anemia aguda e leucemia aguda galopante) – em que 95 em cada 100 dos pacientes, estatisticamente, não sobrevivem às 48 horas seguintes à sua eclosão. Deste facto fui informado logo no primeiro local onde procurei ajuda primária, o Hospital Fernando Fonseca e a ele reagi calma mas simultaneamente com a força tranquila de o tentar inverter… Fui assistido, e objecto de pelo menos 17 actos clínicos de relevo – entre os quais 6 transfusões de sangue, 7 de plaquetas e colheita de medula – e diagnosticado de forma tão exemplar e como célere. Ainda neste final de dia 16 fui transferido velozmente de ambulância para o IPO e, neste segundo local, sem nunca ter perdido a consciência do que estava a passar, fui literalmente “levantado do chão” na Unidade de Cuidados Intensivos e tratado com desvelo até à data, por uma comunidade impressionante, do ponto de vista técnico e humano (motoristas, maqueiros, auxiliares, enfermeiros, técnicos laboratoriais, clínicos e directores de serviço), da qual já tinha “ouvido falar bem”, mas só agora comprovaria na “primeira pessoa”. Nesta luta “privada” já venci as duas primeiras e decisivas etapas (a inversão da fatalidade estatística e a reversão dos valores biológicos letais. Outras se seguirão. Ainda com visitas condicionadas, só familiares e mesmo estas doseadas, tenho Alta hospitalar prevista para meados de Fevereiro. “Prevista”, porque cada dia é uma batalha. Desde a adolescência que sempre vivi a vida da única forma que sei: apaixonadamente, em função do meu semelhante e de uma sociedade mais justa e fraterna, e por vezes sem limites. Hoje, igual a mim próprio, sinto-me a viver a nova vida – que de facto estou – com toda a paleta selvagem de cores, perfumes, sons.. e afectos. PS: por fim, um sentido agradecimento, sem funções, graus académicos ou apelidos às três Mulheres que contribuiram para que continuasse aqui convosco: Ana, Filipa e Marília. E um beijinho à Joana e boa sorte para o nosso “estudo de caso”!
IPO, 31/01/2012
Abraço na vida e na luta, Paulo Ambrósio

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pedido Muito Especial

Pedido Muito Especial

Este pedido é, de facto, muito especial... e faço-o de forma sentida. Não conheço o Paulo Ambrósio pessoalmente mas estou habituada a receber as suas missivas solicitando-me a ampliação desta ou daquela forma de luta pelos direitos dos professores contratados que ele é um lutador nato e não baixa os braços não. E é precisamente esta característica do Paulo que me deixa optimista face ao futuro.
Força, Paulo!

Infelizmente não tenho idade para ser dadora de medula mas não deixo de aqui fazer um pedido a todos os meus leitores que ainda não são dadores e têm condições para o ser... doem, vão ver que não dói nada! E pelo caminho podeis salvar vidas. Talvez a do Paulo Ambrósio.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Apelo - Dê Sangue

Apelo - Dê Sangue

Sou dadora de sangue há muitos anos porque não me interessa falar falar falar e nada praticar e porque gosto de apelar à solidariedade sabendo que faço alguma coisa por isso... nem me sentiria bem se assim não fosse! Já o escrevi neste blogue inúmeras vezes e deixo só o exemplo de um post entre muitos acessível através deste link, sobre esta temática para mim tão especial - dar o que temos de mais precioso e íntimo, o sangue, é uma prática que não dói nada e faz toda a diferença porque literalmente salva vidas. Já dei muitas vezes o que o meu corpo se encarrega de repor rapidamente e, até hoje, felizmente, nunca recebi qualquer dádiva em troca. Assim espero que se mantenha esta contabilidade, em completo desequilíbrio e em meu desfavor até ao fim dos meus dias... mas, se um dia precisar, sei que ficarei sossegada porque haverá alguém solidário comigo, algum outro como eu que ousou levantar o rabinho do sofá, sair da sua zona de conforto, como agora está na moda dizer-se, e actuar.
Hoje divulgo este apelo à dádiva de sangue sabendo que nada poderei fazer para colmatar esta escassez, impedida pela virose que me atacou faz, precisamente hoje, oito dias. Já na última recolha de sangue, azar o meu!, realizada na minha escola em Dezembro passado, não fui uma feliz dadora pois encontrava-me doente, tal e qual como agora, isto é um verdadeiro dejá-vu! e por esse motivo fui impedida de dar o que me corre nas veias, e é vermelho, e é de produção gratuita. Espero não falhar apróxima recolha de sangue e darei novas aqui neste blogue extensivas ao facebook.
Entretanto apelo a todos os que não têm horror a agulhas e são saudáveis e têm peso compatível e não têm comportamentos de risco... dêem sangue, vão ver que não dói nada... e salva vidas.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sangue



Sangue

Porque não basta afirmar que somos solidários e patati e patatá e blá blá blá!

Dia 20/04/2011 das 16:00 às 19:00 contamos com a sua dádiva de sangue em: Escola EB 2.3 Amarante.
Obrigado.
IPS - Porto

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Apoio ao Povo Egípcio

Apoio ao Povo Egípcio

Pode apoiar aqui. Sim à Democracia, à Liberdade, à Igualdade, à Fraternidade. Porque o que é bom para nós, deve ser bom também para os outros...
Thanks, Em@!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Barbárie



Barbárie

"Irão suspende lapidação de Sakineh Mohammadi-Ashtiani"

É um caso que está a provocar muita celeuma, paixões e levantamentos de protestos a nível mundial. Entendo-o bem. Nas nossas sociedades ocidentais actuais, tal barbárie seria completamente impossível legislar com tal crueldade. Com efeito, não é admissível que o Estado, seja ele qual for, se arrogue no direito de se imiscuir desta forma em aspectos do foro íntimo e privado das pessoas, homens ou mulheres. E também não é admissível, para mim, pactuar com a barbárie, com a crueldade de uma pena verdadeiramente obscena e arrepiante.

Aqui deixo o link da Amnistia Internacional sobre este "caso". Clique. Apoie a causa dos direitos Humanos mais do que elementares.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Queda do Muro de Berlim, a Em@ e a Minha Sala de História


Muro de Berlim - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

O Queda do Muro de Berlim, a Em@ e a Minha Sala de História

Mas que raio de ligação, pensarão os meus leitores, poderá haver num acontecimento passado no século passado, mais concretamente no longínquo ano de 1989, uma leitora deste blogue, Em@ de seu nome, perdida lá pelos confins do Sul de Portugal, e a Sala de História da E.B. 2/3 de Amarante?
À primeira vista parecem não ter nada que os ligue, não é assim?
Pois é, parece, mas nem tudo o que parece é, nem tudo o que é parece.

Sabia que a Em@ iria a Berlim este ano. Vai daí pedi-lhe o muro, o verdadeiro, pois então!, aquele que se vende às postas e se carrega com facilidade para casa, em caixinhas bem acondicionadas e catitas e que constitui um negócio bem mais do que interessante por terras da Alemanha, e que, por certo, perdurará no tempo dado o tamanhão/extensão da coisa ignóbil.
Pois hoje foi dia de me chegar a casa, entregue em mãos pelo carteiro, o muro, o tal que dividiu Berlim em duas por demasiados anos, muro que levarei, e deixarei em depósito, na cada vez mais enriquecida e apetrechada Sala de História, sala onde lecciono todos os dias as minhas aulas à pequenada, que fica de brilho acrescido nos olhos sempre que eu me dirijo às caixinhas, arrumadinhas e lindas, que guardam pequenos objectos e obras de arte, na sua maioria réplicas de peças originais, outros mesmo originais, e que fazem a alegria da miudagem que pode manusear a coisa, virá-la para a esquerda e para a direita, em observações mais ou menos demoradas que constituem motivação para o exercitar de neurónios, que eu gosto que eles os mantenham irrequietos.
O ensino da História faz-se também por aqui, pela motivação da clientela, sentada na sala de aulas, de olhos arregalados, sorrisos nos lábios e expressões entusiasmadas, clientela sem a qual, eu, e todos os outros professores, seríamos outros, obrigatoriamente outras coisas quaisquer.
Por isso te agradeço, Em@, do fundo do coração, a tua generosidade para comigo, a tua dádiva que, vinda directamente da loira do Sul, aterrou hoje nas mãos da morena cá do Norte, mesmo mesmo nas mãos do Escorpião Azul.
Deixas-me sensibilizada, mesmo, Linda. E ao mesmo tempo duplamente enriquecida. Porque sei o poder da tua amizade. E porque sei ser tua amiga, com o mesmo poder. Apesar da distância que nos separa, eu num canto do país e tu em outro, sinto que somos poderosas. Porque ambas sabemos que basta querer muito alguma coisa. E que depois é fácil, é só correr atrás dela...
E nós corremos a bom correr, não é assim, Em@, com as nossas pernas de gazelas?
Ah! E este é o país que funciona, porque se sabe unir, cumprindo um objectivo comum: procurar assegurar, sem tréguas, rodearmo-nos de pessoas decentes, generosas, esmeradas, trabalhadoras, desinteressadas, solidárias... e assim chegar ao fim do dia pensando "God Knows How Y Adore Life."
 
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