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domingo, 17 de maio de 2015

Aveiro - S. Jacinto - Enguias

Aveiro S. Jacinto
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Aveiro - S. Jacinto - Enguias

Em Aveiro, apanhámos um barco que nos levou, em 10 minutos de viagem calma, à pacata S. Jacinto e ao maravilhoso restaurante "A Peixeira".
Confesso que me estreei nas enguias e que na estreia as comi de caldeirada e que as achei simplesmente divinais, de comer e chorar por mais!

Ai o que eu andei a perder todos estes anos!!!!

domingo, 19 de abril de 2015

Restaurante Côa Museu - A Catedral Gastronómica do Côa

Restaurante Côa Museu - Museu do Côa - Foz Côa
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
    
    
Staff do Restaurante Côa Museu - Foz Côa
Fotografia surripiada no site e no facebook do dito...

Restaurante Côa Museu - A Catedral Gastronómica do Côa

A Catedral Gastronómica do Côa, para quem não sabe, situa-se dentro do Museu do Côa, no restaurante fabulosamente colocado no seu rés-do-chão, feito de paredes vidradas e transparentes abertas para uma paisagem intemporal pontuada por videiras, oliveiras, amendoeiras, por esta altura rosmaninho aos molhos!, estrategicamente sobranceiro ao preciso ponto onde o rio Côa entra rio Douro adentro.
Na Catedral Gastronómica do Côa, chamada Restaurante Côa Museu, servem-se pecados vários feitos de carnes suculentas excelentemente grelhadas ou lentamente cozinhadas conforme as características das carnes e/ou o gosto dos clientes.
Tudo o que foi degustado, das carnes ao arroz de pilongas e aos vinhos, era de excelente qualidade e tudo foi primorosamente confeccionado. Destaque para as carnes de superior qualidade, para umas alheiras que se revelaram divinais e para o melhor javali, em assado lento com alecrim, que experimentei em toda a minha já longa vida. Destaque ainda para os vinhos maduros tintos que nos foram servidos por sugestão do dono do restaurante e que despertaram em mim a autêntica perita que permanecia escondida... até degustar uns maduros preciosos produzidos ali pela região do Douro... eheheh...
Finalmente, uma palavra para o staff da catedral: simplesmente seis estrelinhas... em cinco!

Obrigada pela atenção e carinho, senhor Moreira!
Obrigada pelos conselhos e serviço primoroso e impecável, senhor João!

Até já.

Nota - Coordenadas do Restaurante Côa Museu GPS N 41º 4’ 47.51’’ W 7º 6’ 44.43’’ 
E facebook aqui.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Novas (Gastronómicas) Amarantinas

Hotel Casa da Calçada - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Novas (Gastronómicas) Amarantinas

Largo do Paço é o segundo melhor restaurante europeu

Para quem não sabe, o segundo melhor restaurante europeu fica em Amarante, no Hotel Casa da Calçada.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pastéis de Carnaval

Pastéis de Carnaval - Confeitaria Mário - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Pastéis de Carnaval

Não sei se os há noutras terras, noutras confeitarias, noutras épocas do ano. Conheço-os desde tenra idade, à venda por alturas do Carnaval, na Confeitaria Mário, em Amarante, a única confeitaria que os produz desde sempre e que por estes dias tem a sua montra enfeitada com a doce tentação.
São uma brincadeira, que pode ser doce, feita de um pastel gigantesco cheio de ar e um nico de creme amarelo e docinho, ou pode ser salgado, gigantesco pastel cheio de ar recheado com um nico de picado de carne deveras saboroso.
Esta última versão faz-me lembrar a deliciosa Pastilha de Fez, onde o doce do açúcar misturado com a canela e o picado da carne de pombo dão um sabor único e divinal à iguaria que tanto pode ser sobremesa como prato principal, consoante os gostos e apetites.

Nota - A minha mãe fazia-os tal e qual estes. Infelizmente, não herdei os seus dotes culinários...

domingo, 14 de outubro de 2012

Bom Apetite!


Sobremesa - Iogurte Grego/Frutos Vermelhos/Flocos de Aveia
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Bom Apetite!

A artista da cozinha cá de casa não sou, definitivamente, eu! Mas como quem sai aos seus não é de Genebra... eheheh... a minha filhota, volta e meia, brinda-me com surpresas assim como esta, que ela faz em três tempos - iogurte grego, frutos vermelhos misturados com açúcar que vão ao lume até fazerem uma espécie de compota com pouco ponto, flocos de aveia ligeiramente tostados no forno e ... huuuuumm... huuuummm... huuuummm... simplesmente deliciosa!
Bom apetite!

domingo, 25 de março de 2012

domingo, 10 de julho de 2011

Falos/Doces de S. Gonçalo


Doce de S. Gonçalo, Pequenino, Digitalizado


Falos/Doces de S. Gonçalo

Já falei deles aqui, aqui, aqui e aqui e sei que provocam admiração para quem não lida com os ditos e os manuseia desde pequeno(a).
Hoje volto aos falos apenas porque o meu Padeiro, fazedor de um pão único e fabuloso daquele que até no dia seguinte se come com agrado, resolveu fazer um falo/doce de S. Gonçalo, com 21 metros de comprido, que deu brado por aqui e pelos arredores, e que se arrisca seriamente a ir para o Guiness já que esta minha terra, aninhada à sombra do brejeiro do santo que apenas é beato, casamenteiro das velhas, por que não casais as novas, que mal te fizeram elas? produz fenómenos estranhos, de quando em vez e de vez em quando.

Hoje recordei aquela malandrice feita a um casal muito amigo e chique, do Puerto carago!
Pois a malandrice foi simples e não teve nada que saber - enviei doces de S. Gonçalo embrulhadinhos em pacote catita, telefonema prévio a avisar da chegada da doçaria mas nada de dar conta do tipo de doçaria que ia na encomenda, e aí vai ela, a dona da casa, ataca o embrulho na cozinha, à frente da sua empregada avisando-a da chegada da sobremesa... ai ai ai... e eis que lhe saltam os falos, popularmente conhecidos por quilhões, para estupefacção e embaraço das duas.

A minha memória já não é o que era e vai daí já não me lembro se os falos foram comidos ao lanche ou se foram sobremesa depois do jantar...

sábado, 28 de março de 2009

Sêmea


Sêmea - Padaria Pardal - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Sêmea

Não é que me tenha esquecido desta promessa feita à Elsa D... hoje quando a fui comprar, como sempre faço ao sábado logo após o meio-dia, voltei-me a lembrar do post prometido, para depois pensar em fazê-lo mais tarde, quiçá pedindo ao sr José para me deixe fotografar os fornos de lenha onde esta senhora é cozida, no Marco de Canaveses.
Todas as semanas tenho um bom naco da dita reservado na Padaria Pardal pois de outro modo chegaria lá com ela esgotada. Pelo caminho, subindo a ladeira do casco antigo até casa, ataco a côdea da sêmea e venho a saboreá-la assim mesmo, lentamente, absolutamente sem nada. E passo o fim-de-semana ao ataque.
Depois é ver as minhas bóias laterais a crescer... a crescer... de tal forma que, se por azar cair no poluído Tâmega, é só deixar-me ir boiando... decerto chegarei à foz do Douro sem problemas de maior!
Para vos abrir o apetite, partilho a fotografia da crosta da sêmea que ainda me resta, tirada agorinha mesmo, a pedido de várias famílias.
Bon appétit!

sábado, 12 de abril de 2008

El Minzah/El Menzah



El Minzah/El Menzah - Essaouira - Marrocos
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

El Minzah/El Menzah

O momento da chegada ao El Minzah é sempre um momento único, muito saboreado e apreciado por mim. Conheço este restaurante desde a minha primeira visita a Marrocos, em 1990. No ano seguinte, 1991, e por causa da Guerra do Golfo, decidimos ir para outro lado, muito embora as saudades fossem já imensas deste país que nos tinha deixado fascinados no ano anterior. Mas em todos os anos que se seguiram, lá entrei eu em Marrocos, lá entrei eu no El Minzah, onde hoje em dia sou recebida de braços abertos, com abraços e beijinhos calorosos e sinceros, que eu mereço, porque apesar de ser um restaurante muito afamado de Essaouira, a verdade verdadinha é que não deve ter assim tantos clientes fiéis, estrangeiros, e ainda por cima portugueses.
Não fui ao El Minzah por acaso. Em 1990 tinha saído uma reportagem sobre Essaouira, numa revista francesa que eu à época comprava, que me tinha deixado encantada pela beleza da cidade, a nossa antiga Mogador, e entre outras dicas lá vinha a referência ao El Minzah.
O El Minzah não nos defraudou. Muito pelo contrário. Peixe fresquíssimo, acabadinho de pescar que o meu núcleo duro familiar adora apreciar, Joana incluída desde pequenina. E para quem normalmente chega do interior, como é nosso costume, vindos do deserto, chegar ao mar e à possibilidade de nos deleitarmos com um peixe fresco, correctamente cozinhado, é um manjar dos deuses do qual fazemos questão de não prescindirmos nunca.
Lá me perguntaram pela Joana, pelos amigos que nos costumam acompanhar e que este ano não puderam ir, mas com quem nós já passamos duas passagens de ano no El Minzah e lá nos perguntaram, continuando estupefactos, "Continuam sem casa cá?" Pois é verdade, continuamos sem casa em Marrocos, continuamos sem poiso fixo, que é para nos sentirmos livres apesar de completamente aprisionados pelo país e pelas suas gentes, que nos leva, a cada ano que passa, religiosamente, em peregrinação, a terras de sua majestade, agora Mohamed VI.
Mas voltemos ao El Minzah.
Depois de todo estes anos, continua com o serviço esmerado de sempre, num espaço que já passou por várias transformações mas que continua um espaço belíssimo, sóbrio e requintado onde fazer uma refeição é sempre um prazer renovado.
A cada passo, a Joana, quando o peixe não lhe agrada aqui em casa, atira-me à cara um St. Pierre que ela comeu algures durante uma das muitas refeições que já fez neste restaurante e que é para eu não me esquecer do que é o verdadeiro peixe fresco acabadinho de pescar! Como se eu me esquecesse!
Desta vez, e apesar de lá estar o St. Pierre na lista a rir-se para mim, fiquei-me pela fritura mista composta por um sortido de peixe do dia, fresquíssimo, que vai variando conforme a pescaria, regada por uns camarões pequeninos de Essaouira.
Delicioso.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Compota de Figos


Compota de Figos - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Compota de Figo

Hoje foi dia de fazer compota de figos. Já não há mãe para me mimar com compotinhas caseiras e orquídeas. Agora se as quero tenho que meter pés ao caminho.
E assim foi hoje com a compota de figos. Pela primeira vez feita sem os preciosos conselhos da minha mãe que era uma cozinheira exemplar.
O meu pai trouxe-me os figos pingo de mel da sua figueira, inteirinhos, sem mácula. Escaldei-os, operação muito simples que consiste em colocá-los numa bacia furada e deitar água a ferver por cima dos ditos. Contrariamente ao que possa parecer, os figos ficam rijos, rijos. Ficaram então prontos para ir para a panela com metade do seu peso em açúcar e dois paus de canela. E foi tempo de os deixar repousar umas horas. Depois foi só deitar pouco mais do que umas gotas de água e deixar ferver em fogo mais ou menos lento para ganhar ponto. As horas necessárias até o líquido ficar mais espesso e começar a ganhar uma espécie de espuma. E depois é só deixar arrefecer. E comer.
A minha compota de figos já arrefeceu e devo dizer que passei na primeira vistoria exigente, a do meu pai, que achou a compota uma maravilha e tal e qual a da minha mãe.
Falta agora a vistoria exigente da Joana que adorava tudo o que a avó preparava na cozinha.
Estarei a caminho de ser uma mãe normal?

domingo, 2 de setembro de 2007

Cuisine Française




Cuisine Française - L`Hopital St Blaise - França
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães



Auberge du Lausset - L`Hopital St Blaise - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Cuisine Française

Pois. Estava prometido um "post" sobre a maravilhosa papinha que nos deram num qualquer restaurante duma pequena aldeia francesa, chamada L`Hôpital-Saint-Blaise, situada nos Pirenéus Atlânticos, e que faz parte dos Caminhos de Santiago franceses.
Devo dizer desde já que o almoço foi no mínimo surpreendente.
Fomos a essa aldeia à conta das minhas apresentações em PowerPoint. Para variar. É que eu queria fotografar a igreja, caso único em França, românica, de inspiração hispano-mourisca, que está classificada como Património Mundial da Humanidade.
Horas de almoço e ali mesmo ao lado um albergue/restaurante de aspecto pouco mais do que banal a rir-se para nós. Aproveitámos o convite, sentamo-nos, olhámos o menu e escolhemos um pouco às cegas, sabendo que eu escolhi um prato de carne, mais concretamente de pato, e o A. um de peixe, e que o dito se chamava St Jacques.
Passo então a transcrever os nomes dos respectivos pratos escolhidos:
"Magret de canard grillé, sauce à l`orange, fondue de poivrons et polenta crémeuse aux noisettes" e "Noix de St Jacques à la plancha, sauce aux pignos de pin et purée au pistou".
E ficámos a aguardar, calmamente, o que nos iria sair na rifa de nomes tão pomposos e complicados.
E o que nos saiu foi surpreendente. Surpreendente pela beleza, pela qualidade estética de cada prato e pela qualidade da substância porque cada prato se revelou de sabores divinais. E eu posso falar dos dois porque a meio não resistimos a trocar de pratos e a continuar a saborear aqueles sabores que delicadamente se misturavam na boca sem anular qualquer deles. Divinal.
Eu já não consegui pedir sobremesa mas piquei a do Artur...Hum!!! Simplesmente maravilhosa. Aquela "Panna cotta caramel balsamique, chutney de fraises et sorbet rhubarbe" fecharia com chave de ouro qualquer refeição. Fiquei com pena de já não ter barriga para pedir uma outra coisa qualquer que por certo me iria surpreender esteticamente e que iria saborear lentamente como devem ser saboreadas todas as coisas deliciosas da vida.
O mais surpreendente de tudo foi o sítio de onde nos saiu uma cozinha primorosa como esta. À primeira vista nada faria prever que tivéssemos direito a uma refeição com este requinte de preparação, de apresentação e de degustação!
Mas assim foi. Foi a França, no seu melhor!
Ainda bem que a podemos saborear!
 
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