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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ser Anónimo

Imagem surripiada ao Luís Costa que por sua vez... eheheh...

Ser Anónimo

(Às melgas, com carinho e... desprezo natural!)

Ser anónimo é ser mais baixo, menor
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e andar com inveja
Dos Reis e do Reino de Além Dor!

É ter de mil percevejos ardor
E não saber sequer o que ardeja!
É ter lá dentro um lastro que dardeja,
É ter garras e asas de estupor!

É ter fome, é ter sede de manguito!
Por elmo, as manhãs de couro e serrim...
É o pensar imundo num só grito!

E é odiar, assim, perdidamente...
É ser alma exangue e vida ruim
E dizê-lo, insultando toda a gente!

Luís Costa

Agradeço-te o poema, Luís Costa, genial e inteiramente apropriado ao momento...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Palavra a Paulo Guinote


A Palavra a Paulo Guinote

Aviso desde já que este post não foi escrito por mim. Mas também aviso que podia ter sido. Dedico-o a alguns sonsos/sonsas/moinas/moinas que habitam o meu lugar de trabalho, tal como habitam o teu, o deles, o catano mais velho.
Agradeço-o ao Paulo. Caiu nestes meus dias como abelha em prato de mel.

Desancar nos Sonsos Dá Saúde e Faz Crescer

"Aviso desde já que não é um post sobre o amigo do mafarrico que aqui nos visita com regularidade.
E aviso que é um post com um certo ciúme social à mistura, porque perdi a fama da sonseria há muito, muito tempo, ali pelas saídas da adolescência, que o proveito nunca tive muito.
Este é um desabafo sobre o sonso enquanto criatura que povoa as nossas vidas e quotidianos, que se cruza connosco todos os dias, de sorriso afivelado e imbecilidade sempre pronta a arrepiar-nos.
É sobre os sonsos que, em quantidade variável, povoam uma sala de professores como povoavam em tempos a nossa sala de aula enquanto alunos, assim como povoam qualquer local de trabalho ou espaço social. Os sonsos estão omnipresentes na nossa vida.
O sonso é aquela criatura que nunca fez nada do que fez ou, em tendo feito e sendo possível prová-lo, fez sem intenção, pois nunca tinha pensado nisso e muito menos que o que fez, faz ou fará, pode ter consequências, chatear, ofender, ser coisa de carácter duvidoso.
O sonso pode ser estúpido, mas em regra não o é. É alguém que se safa muito bem com as sacanices de terceira ordem que pratica com a descontracção própria da esperteza saloia que o habita, sacanices essas que são daquelas que moem, mesmo se não partem ossos. Está mais paredes-meias com o coitadinho, que a maior parte das pessoas acaba por achar mal confrontar, pois até é bom rapaz. O sonso é, também em regra, bem aceite e compreendido por muita gente que o rodeia e até protege, que acha mal que se diga que o sonso é sonso, mesmo quando admitem que o é. Mas, como também é visto como coitadinho, não devemos perturbá-lo.
O sonso é, pois, uma espécie protegida em diversos ecossistemas sociais onde exista muita gente com bom íntoimo, bom coração e virtudes caritativas que em mim escasseiam ao ponto da nulidade.
Confesso, devido à minha natureza que alguns dizem sanguínea, outros dizem própria de um sangue de barata, o sonso chateia-me sobremaneira e chateia-me tanto mais quanto acabe por me auto-censurar na vontade de o desancar e acabar por ficar eu mal visto como um bruto incorrigível.
Por isso, há casos de sonsos que aturo ou vou aturando há anos. Não muitos, alguns apenas, mas que chegam para me fazer levantar o nevoeiro numa manhã ensolarada. E vou ou fui aturando por respeito a quem me diz, olha lá, ele é sonso e faz isso, mas é sem má intenção, coitadinho, nem percebe bem. Faz sem querer.
Mas o rai’s parta é que faz e eu, como já disse, duvido que seja tão estúpido como às vezes o querem fazer passar.
E o sonso quando confrontado, mesmo que de forma mínima, reage sempre com aquele ar de castor supreendido, arqueando muito as sobrancelhas como um desenho animado japonês ou um calimero injustiçado (caso os calimeros tivessem sobrancelhas debaixo da casquinha do ovo).
Pelo que, nos últimos tempos, decidi iniciar uma espécie de campanha unipessoal anti-sonso.
E por esses dias que se foram passando fiz um par de raides, confesso que ainda algo desajeitados pois não consegui varrer por completo o complexo de culpa que me inculcaram há anos em nome da defesa dos sonsos como espécie a proteger da agressão, no sentido de limpar alguns sonsos do meu horizonte visual quotidiano, assim a ver se mudam de passeio quando vamos em trajectórias potencialmente concordantes.
Ainda não deu para avaliar todos os efeitos, mas pelo menos já me fez ficar um pouco melhor comigo mesmo e quero mesmo acreditar que me reduziu os níveis de secreção de cortisol. A sério. É como se, por fim, tivesse começado a ver o fim a uma praga de brotoeja comichosa.
Era um pequeno prazer que me andava a negar a mim mesmo, sem vantagem outra que não fosse evitar este ou aquele olhar reprovador e a confirmação da minha discutível civilidade. Quando a efeitos negativos, a acumulação da exposição regular à sonsice ou sonseria, estava claramente a afectar-me o brilho da cútis e a ensombrecer-me o olhar.
Agora posso dizer: há uma boa parte de mim que sorri com vontade quando vejo certos sonsos acelerar o passo para evitarem cruzar-se comigo. E as manhãs sorrirão sempre ensolaradas na minha direcção, mesmo quando os dias se convencerem que o Outono chegou."

Paulo Guinote

sábado, 2 de julho de 2011

Galeria de Moinas

Galeria de Moinas de Autoria Desconhecida

Galeria de Moinas

As fotografias, captadas no Parlamento Europeu, chegaram-me via e-mail e são a prova provada que os moinas existem em todos os extractos sociais, atacando, a moinice, mesmo aqueles que vestem roupas chiques, têm carros xpto, têm licenciaturas assim ou assado, tiradas aos dias de semana ou mesmo ao domingo, cartões de crédito pagos por todos nós, motoristas e mesmo chaufeurs, telelés, bigs vencimentos e ajudas de custo para trás e para a frente que o Zé pagode paga tudo isto, pois então! Até as sonecas desta gente que se julga acima do comum dos mortais.
E se todos nós déssemos uma luta sem tréguas aos moinas?

Nota final - Não confirmei a informação, chegada por e-mail, se de facto estas fotografias correspondem ao Parlamento Europeu. De qualquer modo, trata-se de um parlamento e de políticos... e está tudo dito. Eles estão mesmo pelas ruas da amargura e trabalham bastante, a nível mundial, para isso.

Os Moinas



La Petite Porte Blue - Chefchaouen - Montanhas do Rif - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Os Moinas

Hoje volto aos moinas, tema recorrente neste blogue, apenas porque ao longo destes anos, que já são muitos de vida, os tenho observado aqui e ali e tenho ficado deveras impressionada com eles. Mal impressionada, está bom de ver.
Moina é a varredora da rua que faz que varre o espaço público, que também é dela, e deixa metade do lixo para trás. Moina é a funcionária a quem compete limpar determinado equipamento e queima o seu tempo olhando para ontem, encostada às paredes ou às grades. Moina é também o médico que se arrasta na urgência, passeando daqui para ali e dali para aqui, com muitas conversas de fait divers pelo meio, enquanto se vai encostando pelas paredes sabendo que há longas filas de pessoas, mais ou menos doentes, por atender. Moina é o deputado que dorme a bom dormir rompendo as cadeiras da Assembleia da República enquanto aguarda, serenamente e sem preocupação, que os dividendos lhe caiam do céu, pagos pelo Zé Pagode dos Mouros, dos Negros, ou até dos Galegos. Moina é, assim, a pessoa que vive pendurada no/do trabalho de tantos, fazendo o mínimo possível, e não merecendo, minimamente, o salário que ao fim do mês arrecada e que sai do bolso de todos nós.

Posto isto, considero a ADD doente que chegue, considero até que não precisaria de mais peçonha para além da peçonha destilada pelo ME.
Mas eis que chegamos a este ponto em que agora estamos, com a ADD a entrar na sua recta final e os sorrisos amarelos a surgirem aqui e ali, estampados no rosto, procurando disfarçar o incómodo. Sim, é verdade, todos teremos de preencher o malfadado documento de autoavaliação, sim, não há volta a dar, de facto as aulas assistidas são o menor dos males para quem tem o trabalho minimamente organizado e agora temos mesmo que reflectir sobre todo o trabalho desenvolvido durante dois longos e difíceis anos.
Tal como ontem, anteontem e antes de anteontem, porque toda a santa vida foi assim, há professores, em todas as escolas deste país, que vestem as camisolas com brio e dão o litro e tornam a dá-lo se necessário for... que seria das Escolas sem eles? E são muitos, os que mantêm a Escola Pública viva e com alguma saúde, procurando manter alguma normalidade para além da anormalidade muitas vezes imposta pelo poder central e pelos seus tentáculos. Toda a gente os conhece e sabe quem são, os Mouros, os Negros, os Galegos, e eu poderia enumerar tantos da minha escola... mas não o faço porque não quero correr o risco de me esquecer de algum, o que seria, no mínimo, imperdoável.
Depois há uma minoria, felizmente muito minoritária, que não quer saber de nada. Aliás, que não quer saber de nada de nada. A estes chamo-lhes os moinas, lá está!... e tal como os que constituem o grupo anterior também toda a gente sabe quem eles são e toda a gente os conhece.... e não, também não os vou enumerar aqui porque, apesar de poucos e em extinção, eu poderia esquecer-me de algum e isso podia ser do catano! Podia até dar motivo, quiçá, para zangas... e eu não estou para isso...
Que cada um fique, pois, com a sua consciência. Isto partindo do pressuposto de que todos a têm...
Posto isto, vamos à palhaçada?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

hugo.mon@clix.pt Alguém conhece este rato?

hugo.mon@clix.pt Alguém conhece este rato?

As minhas últimas postagens são dedicadas a este rato de esgoto que me entrou anonimamente no meu e-mail deixando-me uma mensagem que é um insulto à minha inteligência e à inteligência dos meus alunos.
Eu levo a actividade docente muito a sério. Com empenhamento, muito trabalho, muito prazer, bastante sentido de humor. Presumo que isto não seja novidade para ninguém que me conheça, mas que me conheça de facto. Eu e os meus alunos trabalhamos em equipe, jamais de costas voltadas. Eu não lhes abro as bocas à força para lhes impingir o que quer que seja. Gosto que eles gostem das minhas aulas. Gosto de os pôr a pensar. Gosto que eles me questionem e desafiem. Gosto de os questionar e desafiar.
Pois este rato enviou-me uma mensagem que me deixou de olhos rasos de água... por ver a facilidade e o desplante com que "alguém" se arroga do direito de arrasar um trabalho que não conhece. Foi o pior ataque que recebi até hoje. Porque pela calada da noite. Porque abaixo do nível do esgoto. Ataca-me pessoal e profissionalmente e não assina os seus textos. É triste. Foi preciso quase chegar aos 50 anos para receber pela primeira vez na minha vida uma mensagem anónima. É caso para dizer que perdi a virgindade... é caso para dizer que dadas as circunstâncias preferia continuar virgem.
Presumo que o rato, quase de certeza do sexo masculino e um amarantino no seu melhor, não teve a inteligência suficiente para alterar o seu endereço de correio electrónico.
Assim sendo, o endereço do rato é hugo.mon@clix.pt
Agradeço que se alguém reconhecer este indivíduo entre em contacto comigo. Quero poder olhá-lo nos olhos e com o olhar dizer-lhe que sei quem ele é. E que ele não passa de um rato. De esgoto.

Posto isto passo a postar o lixo deste senhor. Hoje posto a primeira parte da novela de muito mau gosto.

14-05-2008

"Exª Professora Anabela Matias,

Prmeiro que tudo quero dizer-lhe que o seu trabalho relativo às apresentações Power Point sobre os conteúdos da disciplina de História é vergonhoso. Se é dessa forma que ensina os seus alunos, então, o melhor será demitir-se e dedicar-se a uma actividade como Coveira, pois assim não corremos o risco de prejudicar a formação de seres vivos. Então como professora de História é dessa forma que estrutura as suas aulas? Acha que é dessa forma que vai despertar o gosto pela disciplina? Como pretende com esses Power Point primários estimular a criatividade e espiríto crítico aos alunos? Mais, onde está a diversidade de recursos utilizados nas suas aulas? Pelo amor a Clio, pare com essa vergonha e deixe de contaminar o ensino da História, uma ciência de grande valor. Para não falar em muitos e graves erros científicos nessas apresentações.
E como se não bastasse, ainda, vem com um tom de superioridade informar que muitas famílias pedem que coloque um fundo branco nas suas apresentações. Como se não soubessemos as palavras passe para abrir essas apresentações? Em que mundo vive?
O que muitas familías pedem é que pare de publicar essas apresentações vergonhosas para que não estrague o ensino da História.

Sem mais,

obrigado.

(A minha resposta educada e paciente)

Hugo

Podia ter evitado o Exª.
Podia igualmente ter evitado o tom sobranceiro com que entrou em contacto comigo.
Podia ter evitado a crítica destrutiva.
Perante isto eu podia nem lhe responder, mas vou fazê-lo prestando-lhe alguns esclarecimentos sobre a minha actividade lectiva.

Ponto um

A partir das minhas apresentações em Powerpoint, ou de outras quaisquer apresentações, posso dar uma aula miserável ou excelente. O Hugo também o pode fazer, partindo do princípio de que é professor. E o mesmo pode acontecer com recurso a um texto, uma música, um esquema, um cartaz, uma fotografia, um gráfico ou o que quer que seja, já que não é o recurso ou recursos utilizados que determinam a qualidade da aula, mas sim a abordagem desses mesmos recursos/ferramentas.
Se pensa que eu vou para as minhas aulas ler os meus Powerpoints asseguro-lhe que está completamente enganado. Eu jamais li Powerpoints, jamais lerei Powerpoints.
Todos os meus alunos de 9º ano adquiriram já esta competência da leitura.

Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.

Ponto dois

Quanto ao gosto pela disciplina eu não acho que o estimulo. Eu tenho a certeza que estimulo o gosto pela História e a certeza vem-me dos depoimentos dos meus alunos que são todos no mesmo sentido, sem excepção. "Achava a disciplina de História uma seca"; "História tornou-se mesmo a minha disciplina preferida"; "Adoro História"; "A professora dá umas aulas muito bonitas"; "Gosto das aulas de História porque elas são interactivas". São palavras dos principais actores do ensino/aprendizagem - são palavras dos meus alunos. Não são palavras minhas.
Tenho ainda a certeza que estimulo o gosto pela História pelos olhos a brilhar de entusiasmo que vejo, amiúde, dentro da sala de aula e pela colaboração e resposta entusiasmada que, por norma, obtenho junto dos meus alunos.
Tenho a certeza que estimulo o gosto pela História pelos trabalhos de pesquisa que os meus alunos a cada passo me apresentam, sobre este ou aquele tema do seu interesse, mesmo quando não correspondem a uma prévia solicitação minha.
Tenho ainda a certeza que estimulo o gosto pela História pelo facto de ter alunos de 9º ano a ler, com gosto, a História de Portugal do Matoso.
Tenho a certeza que estimulo este gosto quando eles me entram sala dentro e comentam comigo, entusiasmados, este ou aquele comentário sobre temas da História que viram e ouviram na televisão.

Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.

Ponto três

Quanto à criatividade e ao espírito crítico garanto-lhe que ambos são bastante estimulados por mim na sala de aula e mesmo fora dela.
Assim os alunos são chamados a fazerem pesquisas na net recorrendo a computadores portáteis que eu requisito para o efeito, a fazerem pesquisas em manuais escolares e são chamados a prepararem as suas próprias apresentações; todos eles sabem que não podem copiar textos ou imagens e apropriarem-se deles/delas; todos eles sabem que os trabalhos apresentados têm de ser originais. Estes trabalhos e atendendo às circunstâncias ora são realizados individualmente, ora em pares, ora em grupos de quatro. O mesmo para os cartazes já elaborados. O mesmo para a exploração de uma fotografia, ou de uma letra duma música, ou de um gráfico, ou de uma caricatura... e essa exploração tanto pode ser escrita, como oral, individual ou resultante de um trabalho de pares, orientada por mim ou não, segundo as circunstâncias e as necessidades.

Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.

Ponto quatro

Quanto à diversidade de recursos utilizados em contexto de sala de aula "dentro" das apresentações em Powerpoint cabem: textos, fotografias, caricaturas, esquemas, gráficos, reconstituições, quadros comparativos com informação diversa, mapas, plantas, alçados, árvores genealógicas, selos, dinheiro, desenhos, autocolantes... Para além desta multiplicidade de recursos utilizo ainda, sempre que possível e sempre que considero pertinente para a consolidação dos conhecimentos, os documentários, que os há excelentes, e que abarcam uma grande parte da matéria. Utilizo ainda réplicas de obras de arte, nomeadamente escultura, compradas em variadíssimos museus que respeitam as dimensões e as proporções da obra original, que os meus alunos manuseiam, tendo eu sempre o cuidado de lhes chamar a atenção para o facto de estarem a manusear uma réplica. E mostro-lhes e eles manuseiam fósseis de trilobites e amonites, e etc, que possuo da minha colecção privada, alertando-os para a importância das fontes no deslindar do passado. E alerto-os até para o coleccionismo, hoje em dia tão descurado, e que nos pode fornecer tanta informação pertinente. É o caso dos selos a que eu recorro frequentemente, e que utilizo nas minhas apresentações... não sei se os viu, todos da minha colecção privada. E já os levei a Tongobriga, não sei se conhece, e faço a reconstituição do percurso das invasões francesas aqui mesmo em Amarante, e ainda este ano lectivo os levei a uma visita guiada ao museu local, Amadeo de Souza-Cardoso, um excelente museu, a nível nacional, de arte contemporânea. Apesar de quase todos os meus alunos serem aqui do concelho alguns, bastantes mais do que aquilo que eu gostaria, entraram neste museu pela primeira vez nas suas vidas. Até o informo que, dadas as dificuldades de coordenação entre todos, acabei por levar uma turma em plenas férias de Natal. E informo-o ainda que, sempre que possível, procuro fazer a ponte com a história local.

Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, a uma saída minha e dos meus alunos para o "campo", não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.

Ponto cinco

O Hugo confundiu tom familiar com tom de superioridade. O " a pedido de várias famílias" é uma expressão que se utiliza frequentemente nesta zona não sendo sequer uma expressão original minha, e é uma expressão carinhosa destinada aos meus alunos que de facto são a minha família alargada. As apresentações com fundo branco devem-se ao pedido de alguns, poucos, dos meus alunos que as pediram para poderem imprimir um ou outro diapositivo. Não é uma coisa de que eu goste, não é uma coisa que eu gosto que eles façam mas também não os vou impedir. Sejamos plurais e democráticos. Nem todos consultam o Matoso.
A página de recursos foi feita para eles e corresponde a um desejo meu e a pedidos insistentes deles que queriam ter acesso às apresentações. O facto de eu ter publicado as apresentações tem a ver com o facto de eu não ser invejosa.

Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das expressões que eu utilizo na minha página, retiradas de um texto temporário que desaparecerá da página logo que eles me dêem o OK, e considero-a superficial e medíocre.

Ponto seis

Quanto ao facto das apresentações estarem codificadas bem sei, e tenho perfeita consciência disto, que qualquer pessoa, mais preparada que o simples utilizador normal, descodifica o código em três tempos. Mas atenção, qualquer pessoa que o faça está a cometer uma ilegalidade, pois as apresentações, boas ou más, péssimas ou excelentes são da minha inteira responsabilidade. As apresentações estão protegidas pelos Direitos de Autor e devem ser respeitadas.

Ponto sete

Tenho a humildade suficiente para aceitar que possam existir erros nas apresentações. Acho até quase impossível que não os haja. Apesar de me esforçar por fazer o melhor que posso e sei, não tenho a presunção de achar que tudo aquilo que faço não tem lacunas ou mesmo erros. Tenho plena consciência deste facto, até porque não tenho ninguém a fazer-me a correcção ortográfica e muito menos científica. Ora se eu a cada passo detecto erros ortográficos e científicos em livros dos senhores professores universitários, mesmo depois de sujeitos a revisões em cima de revisões, por que carga de água eu não os teria também??!! É verdade que evito e o meu esforço é para não os dar, mas confesso-lhe que só a partir das minhas férias, que ocorrerão no próximo mês de Agosto, é que começarei a rever todo o trabalho por mim desenvolvido e farei isso a partir das apresentações de 7º ano. E esta será a primeira revisão que farei. Até agora o meu trabalho não foi revisto nem uma única vez, não por não o desejar, mas sim por manifesta falta de tempo.
Por isso agradeço-lhe desde já que me indique os erros científicos que pôde observar nas minhas apresentações para que eu os possa corrigir sem demora.

Ponto oito

Quem assim critica deve desenvolver um trabalho espectacular com os seus alunos. Assim sendo, e dado que eu estou sempre aberta à mudança e a novas estratégias, ficar-lhe-ia agradecida que partilhasse comigo algumas delas.

Ponto nove

Quem assim critica deve ser autor de recursos espectaculares próprios e originais para uso em contexto de sala de aula.
Ficar-lhe-ia por isso agradecida que os partilhasse comigo, para eu poder progredir enquanto docente. É claro que respeitando sempre o seu trabalho e a sua autoria.

Sem mais
Agradeço a paciência pela leitura de tão longo texto e aguardo resposta

Anabela Matias de Magalhães

Nota final - Aproveito para lhe corrigir os erros ortográficos constantes no seu pequeno texto e aguardo a sua correcção em troca.

Primeiro e não prmeiro
Família e não familía

(No dia seguinte escrevi)

Caro Hugo

Ainda duas correcções aos seus erros ortográficos que dado o adiantado da hora me escaparam e que constam do infeliz e-mail que me enviou.

Assim deverá escrever Exma. e não Exª;
e deverá escrever espírito e não espiríto.

Parece-me notar na sua escrita uma tendência para não acertar com a acentuação das palavras esdrúxulas obrigatoriamente acentuadas na antepenúltima sílaba.

Ontem presumi que fosse professor. Hoje relendo o seu texto não acredito.

Atentamente

Anabela Matias de Magalhães

 
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