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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

As Verdadeiras Medalhas dos Professores


As Verdadeiras Medalhas dos Professores 

Isto é o que conta.
Bem sei que nos querem a toda a força fazer pensar que é o contrário. Mas não é. A nossa função é fundamental num qualquer país civilizado ou a civilizar e a população portuguesa sabe disso.
Nós amparamos os filhos desta Nação. Nós secamos lágrimas, incentivamos, acarinhamos, ralhamos, amparamos, ensinamos, explicamos, partilhamos, escutamos... os filhos dos portugueses.
Eles, em sala de aula, chamam-nos mãe, pai, tio, tia, madrinha... e isto só para enunciar o que a mim já me chamaram .
Por isso vos digo, senhores políticos e senhores comentadores da treta, uma mentira repetida mil vezes nunca deixará de ser uma mentira nem que a torçam toda para ela parecer verdade.

Ontem, numa qualquer área de serviço onde tardiamente jantávamos no início do caminho para o Norte, e onde visionávamos em alta voz as filmagens da nossa intervenção na Assembleia da República, escutámos, com alguma surpresa, palavras de apoio da pessoa, relativamente jovem, que jantava sentada na mesa ao lado e que fez questão de as proferir e de as partilhar connosco.

Ontem, durante as nossas deambulações pela Casa da Democracia, e acreditem que foram muitas!, fomos acompanhados por uma jovem licenciada em Relações Internacionais que fez questão de frisar o quanto admirava o trabalho tão difícil dos professores portugueses e o quanto estava ao nosso lado nesta luta.

Por isso, continuem, senhores políticos de todos os quadrantes, continuem a fazer gato sapato dos professores portugueses como se não houvesse amanhã.
E tenham a certeza, há amanhã. E a História vos julgará.

Bombeiros, médicos e professores: os profissionais em que os portugueses mais confiam


quarta-feira, 28 de junho de 2017

A Novela (Interminável) da "Parque Escolar"


A Novela (Interminável) da "Parque Escolar"

É uma história antiga e encontra-se espalhada um pouco por todo o país onde há escolas semi-acabadas, parcialmente acabadas... semi-começadas, parcialmente começadas... penduradas... eu sei lá!
A Escola Secundária de Amarante é uma delas, congelada no tempo algures entre a 2.ª e a 3.ª fase das obras pela fabulosa e inacreditável Parque Escolar parida em tempos de inginheiro.
Mas a Parque Escolar foi uma festa p'rá arquitectura! - disse ela. E foi uma festa p'rá engenharia! E prontus, foi uma festa p'rá'lguns políticos... e que festa foi! Aliás, pá'lunos, professores e demais ocupantes destes edifícios a festa continua e é de arromba. Dia após dia, ano após ano. E dura, dura, dura... que esta festa tem carga de pilha até dizer basta!
Hoje recupero esta história. Porque ela parece não ter fim.







terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Escolas Premium vs Escolas a Cair…


Escolas Premium vs Escolas a Cair…

A notícia partilhada hoje pelo Jornal i, da autoria de Ana Petronilho, intitulada "Pais lançam petição a reclamar obras "urgentes" na Escola Secundária José Falcão em Coimbra" vem, pela milésima vez, deixar a nu uma situação herdada do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues e que se materializou num desequilíbrio absurdo e incompreensível entre escolas intervencionadas pela Parque Escolar, intervenção esta que a antiga ministra da Educação considerou, com uma lucidez rara para a senhora em questão, ter sido "Uma Festa" e escolas não intervencionadas pela Parque Escolar que viram passar ao seu lado a "Festa" sem nela participarem.
Assim, o país conta hoje com um espólio de edificações destinadas à Educação tão diverso quanto absurdo pois neste país coexistem, às vezes quase  lado a lado, escolas intervencionadas em obras de orçamentos multimilionários de doze, catorze, dezasseis milhões de euros e escolas que, literalmente, foram deixadas entregues à sua sorte e a sua sorte, ou melhor, a sua pouca sorte é terem salas de aula onde chove, isolamentos que são tudo menos isso deixando entrar o frio e o calor a rodos, consoante as estações, coberturas de amianto, impossibilidade de impedir as entradas de luz que arruínam qualquer projecção e que arruínam qualquer escrita no quadro, instalações eléctricas mais do que obsoletas, tubagens de esgotos tão velhas que libertam perfumes estranhos empestando o ambiente com cheiros horrendos, infiltrações que vão colorindo paredes e tectos com fungos nocivos à saúde de qualquer pessoa, canalizações de água que abertas libertam águas de cor alaranjada devido à ferrugem das mesmas... e... e... e podia continuar a apontar o absurdo criado por políticos disfuncionais que não souberam, ou não quiseram!, usar recursos monetários pertença dos portugueses para uma intervenção generalizada e cuidada que contemplasse quiçá todos os edifícios escolares do país naquilo que eles necessitavam.
E assim estamos. Escolas xpto, que mais parecem hotéis de cinco estrelas de luxo, terminadas coexistem com escolas que ficaram a meio das intervenções previstas e coexistem com escolas centenárias que nunca viram qualquer intervenção de fundo desde a sua fundação.
É o caso desta antiquíssima Escola Secundária José Falcão de Coimbra, criada a 19 de Novembro de 1836 e que nunca conheceu obra de vulto.
Assim, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da ESJF lançou uma petição electrónica no sentido de conseguir 4 mil assinaturas e obrigar a que este assunto seja discutido na Assembleia da República.
Aqui a deixo para que, se concordarem, a possam assinar:

Intervenção urgente e de fundo na Escola Secundária José Falcão - Coimbra 

E é ainda de hoje uma notícia da Sapo que identifica a saúde mental dos alunos como uma das prioridades de intervenção escolar.
Nós dissemos em devido tempo que a crise económica potencia desequilíbrios mentais. Alguém teve o cuidado de escutar os professores no terreno, entre os decisores políticos que cortaram rendimentos a tantos e tantos portugueses, que despediram trabalhadores, muitos com filhos pequenos, e que, ao mesmo tempo, o foram canalizando para o salvamento de bancos com práticas pouco sérias e mesmo corruptas?
Pois. E depois, aqui d` El Rei! Pena que se lixem, pelo meio, também as crianças que são o futuro deste país.

Jornal i
Pais lançam petição a reclamar obras "urgentes" na Escola Secundária José Falcão em Coimbra

Sapo
Saúde mental dos alunos torna-se prioritária na intervenção escolar

Nota - Esta é a primeira vez que nomeio neste blogue, desde há muitos anos a esta parte, a ex-ministra da Educação MLR. Tal facto deve-se apenas a isto - este post foi escrito, originalmente, para o ComRegras.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Amarante - A Escola Abominável ou Santos da Casa Têm Que Fazer Milagres

Visitas de Estudo - Museu Amadeo de Souza-Cardoso
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante - A Escola Abominável ou Santos da Casa Têm de Fazer Milagres

Sempre que lecciono 9ºs anos, não falho a organização de visitas de estudo ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso. O modernismo do início do século XX faz parte integrante da matéria leccionada neste último ano do 3º ciclo de escolaridade e, ademais, o museu está apenas à distância de uns passos a pé pelo centro histórico, tão belo e pitoresco, de Amarante e está apenas à distância de um levantamento de rabo da cadeira da sala de aula... isto para quem gosta de dar aulas sentado, o que não é, manifestamente, o meu caso.
Já aqui referi a estranheza e a tristeza que sinto sempre que tenho turmas de 9º que à pergunta "Quem nunca visitou o Museu Amadeo de Souza-Cardoso?" responde com muitos deditos no ar pertencentes a gente em formação acelerada, que não sabe se o interior do museu é branco ou é preto e que não faz a mais pequena ideia da riqueza e importância do seu recheio.
Já fui muito diplomata ao fazer e escrever as críticas a uma escola que se permite à arrogância de não dar a conhecer aos alunos que a frequentam, muitos desde o pré-escolar, um autor que é só o expoente máximo da pintura portuguesa do seu tempo, que ainda para cúmulo, é nosso conterrâneo e que nós temos a felicidade de "possuir" e, ao mesmo tempo, não dar a conhecer um Acácio Lino, um António Carneiro, ambos Amarantinos de gema, e ainda tantos e tantos vultos maiores das artes portuguesas do século XX e XXI... e tudo isto quando, ainda por cima!, temos pessoal muito qualificado e preparado neste museu e que guia os visitantes preparando excelentemente as visitas de acordo com as faixas etárias a que elas se destinam.
Não se arranjará um pretexto(zito) para nos ciclos anteriores fazer umas visitas ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso? Pergunto eu que continuo a abrir a boca de espanto porque 50% de alunos numa turma, ou mesmo mais noutras, me confessa nunca ter entrado num equipamento municipal, nosso, portanto!, que ainda por cima não lhes cobra a entrada.
Por isso, e porque estou cansada de ser diplomata e estou já sem pachorra para isso, por ter já dado muito para este peditório, escrevo: A escola abominável em Amarante é aquela que permite que alunos residentes neste concelho, nesta cidade, desde que nasceram, a maior parte, cheguem ao 9º ano de escolaridade sem nunca terem entrado no Museu Amadeo de Souza-Cardoso.

É claro que eu podia adoçar esta afirmação para não ferir as susceptibilidades duma escola que permanece muito presa à sala de aulas, muito presa ao saber livresco ou, agora mais modernaça, ao saber PowerPointesco e que continua sem se preocupar em proporcionar aos seus alunos outras vivências, outras experiências, outras oportunidades, caminhos e trilhos outros, sem se preocupar em abrir janelas e portas escancarando-as de par em par. Poder, podia, é certo, mas não estaria a cumprir o objectivo deste post. É que há uma certa escola que precisa dum abanão gigante para se mover e modernizar, para tomar consciência do tempo que vive, situado no século XXI... vai fazer dezasseis anos...
E, só para terminar, o tempo não voltará atrás. E, é certo, santos da casa terão de fazer milagres.
Digo eu.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

As Anedotas do MEC e de Cambridge


As Anedotas do MEC e de Cambridge

Não sei de quem foi/é a culpa, se das duas estruturas com responsabilidades acrescidas na Educação, se só de uma, se somente de um MEC, de qualquer forma de um MEC!, que há muito bateu no fundo e chafurda agora na lama, autista, cego e surdo.
Sei que contei este absurdo em família e não houve nem uma alminha sequer que acreditasse que o MEC tivesse chegado a este ponto... "Não é possível!""; Não, não podem ter feito isso!"
Pois fizeram. Os alunos com deficiência severa auditiva, surdos, portanto!, tiveram adequações à sua condição. E quais foram elas? O MEC pensa tudo ao pormenor e estes alunos tiveram a possibilidade transcendental de "ouvir" em velocidade lenta o CD oral de Cambridge.
É anedótico, não é? Ou melhor, seria, se não fosse trágico. O MEC goza de fininho com alunos e professores e trata-os com uma ligeireza que até dói!
E mais não digo.

Prova de Inglês previa que alunos com deficiência auditiva severa ouvissem o CD da oral em velocidade lenta. Não havia DVD para leitura labial.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Exames 4º Ano

Exames 4º Ano

Iniciaram-se hoje com miúdos a comentarem que dormiram mal, uma a confessar mesmo que teve pesadelos com os exames entre a meia dúzia de alunos com quem tive a oportunidade de conversar logo pela manhã.
Fui destacada como suplente e aproveitei para corrigir testes, que o tempo não se pode desperdiçar, e para espreitar o enunciado do exame de Português que me pareceu feito, logo para começar, de um primeiro e segundo textos um pouco longos para o nível etário. Os alunos acharam o mesmo, presumo, porque muitos permaneceram durante a tolerância de 20 minutos e usaram-na todinha. Em algumas salas permaneceram quase todos os alunos e contaram-se pelos dedos os que usufruíram do intervalo na sua totalidade. Ainda relativamente ao primeiro texto, para além de longo achei-o um pouco complexo para a faixa etária mas já a parte gramatical não me pareceu ter dificuldades de maior.
A segunda parte, a da composição, pareceu-me francamente mais simpática com um tema agradável para os miúdos elaborarem as suas composições.

Ridículo foi obrigar as criaturas a assinarem um compromisso de honra... blá blá blá... e altamente discriminatório dos alunos do Ensino Público o facto de os obrigar a deslocarem-se a escolas que não as suas... enquanto os alunos do privado ficaram nas suas escolas, nas suas salas de aula, fazendo o exame em situação de conforto emotivo que os nossos alunos não tiveram.
Não gostei disto. E espero que não se repita.

Adenda às 22:33 - Sim, também há excepções no público...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Justin Bieber e as Faltas Injustificadas das Alunas

Justin Bieber e as Faltas Injustificadas das Alunas

É compreensível ter lugares vazios nas salas de aulas das escolas deste país, na minha, por exemplo, ainda hoje, porque a/as aluna/s foram ao concerto de um tal Justin Bieber?
Presumo que não terão fugido de casa dos pais... é compreensível?
Sorry, para mim não!

domingo, 23 de setembro de 2012

Miniconcursos

Sabonetes das Caldas de Canavezes - Marco de Canavezes
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Miniconcursos

Fui contratada até aos trinta e tal anos de idade. Nesse tempo, anos oitenta e noventa, concorríamos anualmente a um lugar de quadro e, caso não o obtivéssemos, já então era difícil, restavam-nos os Miniconcursos, no início de Setembro. Concorrer em Setembro ocupava-nos dois dias. Comprávamos o impresso e alinhavávamos o concurso na véspera, com muito cuidado preenchendo as vagas que nos interessavam. Primeiro isto exigia uma deslocação prévia ao Porto, depois passou a poder ser feito aqui mesmo em Amarante. No dia do concurso lá íamos em grupo/excursão até à Invicta, inicialmente tudo era tratado no Liceu D. Manuel, algures no tempo este concurso deslocou-se para uma outra escola na Praça da Galiza. De qualquer modo, este era o dia em que tínhamos de enfrentar filas monumentais, e nós achávamos tudo aquilo uma sem vergonhice porque era demorado e chato, mas a gente lá se organizava e íamos em bando solidário, muitas/muitos a concorrerem para os mesmos lugares, amigas e amigos de infância que nunca se olharam como rivais. Mas acabava ali e com uma segurança - o  impresso era fiscalizado ali mesmo, no acto da entrega.
O concurso era limpo, tanto quanto sei. É certo que não asseguro que não houvesse uma trapaça aqui e outra ali porque entre este people sempre houve e haverá uns artistas, mas a verdade é que desconheço atropelos.
Nos miniconcursos éramos ordenados segundo a graduação, se houvesse erros detectados éramos reposicionados na lista com o número correcto e uma alínea à frente com b ou c, ou o que fosse e existiam regras claras para a ordenação que todos entendíamos e aceitávamos.
Os miniconcursos eram pacíficos.
Agora, passados todos estes anos em que devíamos ter evoluído e não regredido, a coisa está pior do que nunca, com atropelos atrás de atropelos, conscientes ou não, com regras por vezes pouco mais que obscuras e elas próprias atropeladas e a coisa está a fazer da vida dos contratados, por estes dias, um inferno quotidiano.
Lamento por eles. E farta de pensar na coisa... formulo uma questão - Não seria melhor ressuscitarem os Mini? Será impossível, nos dias que correm, organizarem um concurso transparente e asseado?

Entretanto, e como sinto que está muita gente a precisar de se lavar, de lavar o corpo e a alma, partilho com o mundo uns magníficos sabonetes, sempre gostarei deles, os preferidos da minha mãe, das Caldas de Canavezes, também eles ressuscitados, um dia destes... e em muito boa hora...

domingo, 9 de setembro de 2012

Paródia

Paródia

O Arlindo apelidou-a de "Os pequenos directores".
A paródia é sobre um problema gravíssimo que afecta os professores contratados e está magistralmente realizada.
Parabéns aos seus autores. Que o humor não nos abandone nunca.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

E Agora Para Algo Verdadeiramente Aberrante...

Recorte surripiado ao Ricardo do Professores Lusos

E Agora Para Algo Verdadeiramente Aberrante...

E se pensas que já viste tudo... pois tira o cavalinho da chuva que ainda te vais espantar muito com o que te reserva o futuro hoje. Ai vais, vais!
Este é o admirável mundo novo, feito de escolas linhas de montagem...

sábado, 28 de abril de 2012

Porque Enquanto Se Canta Não Se Assobia

Porque Enquanto Se canta Não Se Assobia

Por isso hoje não assobiei aqui pelo Anabela Magalhães, entretida que estive a cantar no meu História -7º Ano, alimentando, assim, com o meu canto, o meu mais novo.
Yupi! Vou na aula 26 desde o início do ano! Que chique!
Agora é só preciso fazer um exercício obsceno - retirar uma aula de apresentação, três para os testes mas deviam ser quatro!, duas para correcção escrita dos mesmos mas deviam ser quatro!, duas para autoavaliação e, Magnífico! Dei já a módica quantia de 18 aulas de matéria desde Setembro!
Não é de se ficar de cara à banda?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Trabalho

Cúpula - Mesquita/Igreja de Córdova - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Trabalho

Se toda a gente trabalhasse o que eu trabalho... é certo que essa gente não teria tempo para falar da vida profissional alheia. No caso, da minha.

A propósito da minha aula 25, acabada de publicar no blogue História 7º Ano, o meu mais novo, como carinhosamente o trato, sim, aquele que foi eleito o melhor blogue de História em língua portuguesa de Portugal no primeiro concurso de blogues promovido pelo Aventar, ó que chatice!, resolvi fazer um exercício peculiar, em contexto de sala de aula, que deixou os meus alunos entre o divertido e o curioso... mas o que é que deu a esta professora para se pôr a contar em voz alta os exercícios orais e escritos realizados durante a aula 25?!
Pois foi assim - explorámos a matéria, eu e eles, eles e eu, dezanove diapositivos, fora o do título, o do sumário, o da bibliografia e fora o da autoria, ora com documentos iconográficos, e sim, não é econográficos, ora com documentos escritos, barra cronológica idem aspas aspas, explorámos tudinho que um PowerPoint não é para ler e as minhas aulas seriam uma grandessíssima chatice se eu fosse para lá limitar-me a ler!, uma idiotice que muitos cometem destruindo por completo as potencialidades enormescas desta ferramenta que eu amo... ou eu não seja, toujour!, a Miss dela, ou dele!, que para o caso tanto faz.
Claro, convém saber-se previamente o que se vai fazer com ele ou com ela, PowerPoint ou ferramenta, convém saber-se previamente o que está nele ou nela... o que no caso nem é difícil... pois não é que fui eu que os construí todos de fio a pavio?! E pois não é que ando a aprimorar o trabalho desde o ano de 2005?!
Posto isto, e como estava a dizer, explorámos a matéria da aula e, ao mesmo tempo, incrível, não é?! ainda fizemos cinco exercícios escritos que os alunos registaram nos seus portefólios, na secção Trabalhos de Aula e realizámos ainda a módica quantia de treze exercícios orais, que, sendo o número do azar, nos deu sorte, porque, como sempre, acabámos a aula no fim, ou seja, aquando do toque para fora, ou eu não as tivesse planeadas e organizadas, às aulas, até ao tutano, em planificações ora escritas... ora mentais...
Faz parte da minha estratégia pedagógica que os meus alunos realizem todos os exercícios em contexto de sala de aula. Não os quero em casa a "chatear" os pais com perguntas sobre como se faz isto ou aquilo, como se responde a isto ou aquilo depois de um dia duro de trabalho para os progenitores. Também não quero ver prejudicados os que não podem, de todo, ter este tipo de ajuda. Os trabalhos de casa são simples e eles fazem-nos autonomamente - Lêem a matéria que será dada na próxima aula, no livro, que é para não estarem a leste e aula poder ser um toma lá dá cá, sublinham as palavras difíceis e vão ao dicionário procurar o seu significado e anotam-no no portefólio... o mesmo para os conceitos novos que vão aparecendo aula a aula e eles têm de dominar ou não perceberão nunca as matérias... sim, eu sei, isto já não se usa e pode até ser antipedagógico este exercício vindo da escola de antes do 25 de Abril! E o outro é ainda mais grave, também vindo da escola do tempo da outra senhora, que eu frequentei, e não esqueci no que ela tinha de bom e de mau, os alunos passam o conteúdo da aula, passam o PowerPoint, o mesmo é dizer que copiam, mas atenção, só os diapositivos assinalados, os documentos não valem nem mesmo os escritos! e os diapositivos de conteúdo lateral também não! e, pecado!, os alunos ficarão assim com os registos, as cópias, nos seus portefólios, o que lhes dará muito jeito, assim o espero, aquando dos testes intermédios ou de um possível exame final lá para o 9º ano de escolaridade. Ah! E, assim, tenho a certeza absoluta de que eles lêem as matérias aula a aula, tratando de as cimentar, não com cimento, claro está!, nos seus neurónios já tão exercitados com ela em contexto de sala de aula. A cada aula de 90 minutos, a única triste que tenho com cada turma, é realizado um teste com perguntas e respostas, a esmagadora maioria orais porque pura e simplesmente não tenho tempo para mais, e não é que ainda fazemos a correção de tudo e não deixámos nada sem resposta?! Não é incrível?!
Ah! E supremo pecado, este mesmo mesmo mesmo antipedagógico - corrijo os portefólios dos meus alunos, de fio a pavio, três vezes ao ano, sim é uma doideira!, assinalo e corrijo erros e faltas de acentos que eles posteriormente, por sua vez, corrigem - 10 vezes os erros ortográficos e 5 vezes as faltas de acentos... não é mesmo pecado?
Por isso, digamos que a minha actividade é um mix entre antiguidade, que eu tenho 50 anos, e modernidade... porque eu faço questão em não ficar na Idade da Pedra.
E sim, tenho ainda tempo para blogar, powerpointar, leccionar, projectar, explanar, criar, inventar, recriar, conversar, facebookar, passear, jardinar, pastar... eheheh... que eu também mereço momentos de paragem e de far... niente!

E sim, este é um post muiiiito irónico.

Adenda - Aula 26 - Vinte exercícios orais e um escrito... lá está... o tempo de aula não me estica e os exercícios escritos, por norma exercícios realizados em trabalho de pares, demoram sempre mais a realizar e a corrigir.

domingo, 22 de abril de 2012

O Liceu Camões e a Sala de História da EB 2/3 de Amarante

O Liceu Camões e a Sala de História da EB 2/3 de Amarante

As obras, sem ser da Parque Escolar, no Liceu Camões. E o que é que elas têm a ver com a Sala de História da EB 2/3 de Amarante?

Exactamente o que fizemos na Sala de História da EB 2/3 de Amarante, em tempos que já lá vão. Se melhor o pensei... eheheh... melhor o fizemos, professores, funcionários e alunos... que em três tempos fizeram (re)nascer uma salinha linda e acolhedora onde não faltam nunca flores, agora as flores da Dona Zulmira, estamos com orquídeas na jarra, uau, que chique! obrigada, Dona zulnira!, antes as flores da Dona Fernanda, não o esqueço.
É a chamada pedagogia em acção... sim, eu sei, trabalhar de trolha é antipedagógico e blá, blá blá... que chavões do catano, como eu gooooosto deles! Coitados dos meus alunos traumatizados com o manuseamento dos pincéis e o cheiro a tinta e o ficarem privados de uma manhã de férias... ai meus deuses, ai meus deuses que isso não se faz jamé!
Deve ser por isso que alguns dos traumatizados, envolvidos na trolhice, agora no 10º ano e a frequentarem a ESA, continuam igualmente a frequentar o Clube de História da EB 2/3 de Amarante, na sala que também continua a ser deles, até porque a ajudaram a recuperar com muito amor e carinho... durante uma madrugadela em tempo de paragem lectiva de Carnaval...
Foi obra! Obrigada, alunos meus! Entendemo-nos.

É Uma Coisa Desse Tipo

É Uma Coisa Desse Tipo

Nuno Crato esteve mal com a justificação de que "é uma coisa desse tipo"... vinte... trinta alunos... como se tudo fosse uma e a mesma coisa...

 
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