sábado, 7 de novembro de 2026

Memórias Avulsas de Uma Professora Vítima de Um Processo Disciplinar e de Uma Queixa-Crime ao Ministério Público por Difamação Agravada





Memórias Avulsas de Uma Professora Vítima de Um Processo Disciplinar Instaurado pela diretora Dina Anjos Sanches e de Uma Queixa-Crime ao Ministério Público, por Difamação Agravada à diretora Dina Anjos Sanches, instaurado pelo inspetor Adriano Augusto Fonseca da Silva Após Concordância da diretora Dina Anjos Sanches

Ser alvo de tudo o que está referido no título deste post revelou-se um processo de aprendizagem muito rico sobre o grau abaixo de zero da indignidade a que um "ser humano" pode chegar, principalmente em cargos de chefia e, sobretudo, se por lá enraízam e secam, quais eucaliptos, todo o espírito crítico à sua volta e que, especialmente em ambiente educativo, deveria ser quase sagrado. 

Como ajudar a desenvolver o espírito crítico dentro de uma comunidade educativa se eu própria não o exerço por terror às represálias?! Impossível, não concordam? E um péssimo sinal deixado às gerações vindouras. Vai daí, eu, que tenho mais do que um neurónio no meu cérebro, habituada a contestar o livre arbítrio e a exercer a minha capacidade argumentativa para o não fundamentado que às vezes é imperioso dar, só poderia ter problemas dentro de um pântano doentio onde todas as cabeças dos pregos espetados nas tábuas se querem à mesma altura, niveladinhos como água parada num charco putrefacto.

Se espreitas um bocadinho e te elevas ao ponto de outros ficarem incomodados com a tua sombra... é certo que levas uma martelada na cabecita para nunca mais te atreveres a erguer um pouquito o pescocinho.

Décadas de poiso transformam as pessoas, principalmente quanto os alicerces educativos deixam muito a desejar e é possível ver-lhe os efeitos e observar de cátedra o compadrio, o medo, o alheamento, o deixa andar, o não quero é chatices... olha o que te aconteceu a ti... que é o mesmo que dizer olha o que me aconteceu a mim. 

Acontece que eu sou eu e jamais serei outra e jamais desistirei de mim.

Hoje partilho três documentos que constam do processo disciplinar que me foi movido por quem bem sabeis, após ameaça, alto e bom som, à frente de tantos mas tantos colegas, de que um dia levaria com um... ameaça que foi prontamente cumprida.

Pois a dada altura o senhor inspector pediu as informações que entendeu, sobre o meu percurso profissional, à directora do meu agrupamento, coisa que ela enviou... mas enganando-se, por certo, na personagem... pois eu não tenho o percurso que ela autentica tão levianamente com o selo branco da instituição a que ainda hoje pertenço e que foi feito, talvez, para rebaixar o meu percurso profissional que foi, e que continua a ser, imaculado.

Ora o inspector deve ter pensado que estava a receber as informações de uma qualquer deusa grega, quiçá egípcia... e comeu tudo, engolindo a informação alegremente, sem mastigar, que é o mesmo que dizer sem confirmar o que quer que fosse. É que lhe bastava ter solicitado todos os meus horários ao longo destes anos desde o ano lectivo de 2009/2010... porca miséria que nem esse dado está direito!

Tão pouco se dignou escutar-me e não me chamou para que eu pudesse rebater, com documentos escritos pelo punho da própria que, ora diz uma coisa, ora diz outra, e não há meio de acertar.

Só que, apanha-se mais depressa um mentiroso, especialmente se este é mentiroso compulsivo, do que um coxo, diz-se por aqui e a mim bastou-me solicitar por e-mail aos serviços administrativos um apanhado das minhas funções para receber a resposta, ainda aldrabada e muitíssimo incompleta, assinada pela senhora dona a quem eu nem tinha endereçado o e-mail e a desmentir-se a si própria... desta vez, graças aos deuses todos... talvez... sem utilizar, abusivamente, o selo branco da instituição em documento aldrabado. 

Sim, eu sei, "Eu é que mando neste agrupamento! Eu é que sou a diretora!"... e eu é que sou a "presidenta da junta", como diria o Herman José, gozando com pessoas que não se sabem colocar no seu lugar e parecem não ter consciência que todos somos pó de estrelas e a essa condição regressaremos: ricos, pobres, com cargos e sem cargos, estúpidos ou génios...

Nota 1: A queixa-crime foi arquivada em fase de instrução por mim pedida após uma infame proposta de acordo que um dia destes virá à baila. Eu queria que este caso tivesse seguido para julgamento mas a Meretíssima Juíza mandou arquivar tudo em três tempos e nem solicitou o meu depoimento nem o de qualquer testemunha que eu tenha indicado tal a coisa era estapafúrdia.

Nota 2: Fui condenada a pena suspensa no processo disciplinar. Evidentemente que só me restava, pela segunda vez na minha vida profissional, recorrer ao Tribunal Administrativo contra o agora MECI.

Nora 3: Continuo à espera de um pedido de desculpas de todos os que foram coniventes com esta pouca vergonha com consequências desastrosas na minha saúde física, mental e profissional.

Nota 4: Cliquem nas fotografias para poderem ler bem. Bonitas, não são? E digníssimas...

 
Creative Commons License This Creative Commons Works 2.5 Portugal License.