O Meu T0 em Roterdão - Holanda
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Começa a tornar-se a palavra da moda nas conversas entre professores. Há escolas que as definiram e há escolas em que não se definiu nada de nada e, assim sendo, uma evidência pode ser aquilo que entendermos por bem ser relevante para a comprovação das práticas que afirmamos ter.
Por exemplo, a fotografia que hoje partilho com os meus leitores, através desta porta escancarada para o Mundo que é o meu blogue, é de um apartamento que foi por mim alugado em Roterdão, na Holanda, aquando duma viagem de carro daqui até esse país longínquo, que eu amo papar quilómetros e parar onde me dá a real gana pelo tempo que me apetecer.
Ora esta fotografia serve de evidência para múltiplas considerações sobre a minha pessoa. Não me encaixo bem no fast food da comida enlatada que me servem nas agências de viagem e também não me encaixo bem na "segurança" pré-definida por elas asseguradas. Gosto de descobrir por mim, parar aqui e ali segundo os meus apetites, experimentar coisas novas, viver hoje porque amanhã não sei não... e costumo dizer que sim à vivência de experiências novas e enriquecedoras.
Foi o que me aconteceu em Roterdão. Andei à procura de hotel para pernoitar e encontrando tudo lotado fui parar a esta zona da cidade, junto a um canal ladeado por frondosas árvores, num dos bairros mais árabes de toda a cidade de Roterdão. Acabei a alugar um apartamento, com a chave do dito na mão, por uma ou duas noites. Mal saía porta fora da "minha casa de Roterdão" sentia-me verdadeiramente "at home" tal a quantidade de mulherio árabe que por ali circulava.
E aqui se comprova que eu tenho uma mente aberta, não sou preconceituosa e não discrimino os meus iguais, características imprescindíveis a qualquer pessoa que se preze de o Ser, particularmente se a pessoa for docente... decente. Por aqui se comprova que eu tenho grande capacidade de adaptação a novas situações e de desenrasque também e que não me atrapalho facilmente perante os imprevistos que surgem amiúde, aqui e ali. Aluguei o T0 a uma holandesa num bairro árabe de Roterdão e senti-me como um peixinho dentro de água... e sim, tenho a certeza, nem toda a gente passaria por ali, nem toda a gente pararia por ali.
Esta é pois a minha evidência um. Partilho-a.
Ah! A sério que a fotografia não basta como evidência? Bem, posso sempre indicar a holandesa que me fez o contrato de arrendamento e que por certo comprovará tudo aquilo que acabo de escrever.

